Forum Espirita

GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2010, 13:47

Título: LIVRE ARBITRIO
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Dezembro de 2010, 13:47
                VIVA JESUS!



   Bom-dia! queridos irmãos.

 
   

Livre arbítrio
 Sempre temos que decidir entre uma atitude ou outra a tomar, desde que levantamos até a hora de deitar.
  A escolhas são atitudes pessoais tomadas de acordo com a vontade de cada um.
 É bom lembrar da lei de causa e efeito, que assegura a reação como conseqüência de toda ação de nossa responsabilidade.
      “A semeadura é livre e a colheita obrigatória.”
      O livre arbítrio é da maior importância, quando precisamos fazer as nossas escolhas certas, e a todo instante da nossa existência precisamos escolher.
      O que é livre arbítrio? A faculdade que o indivíduo tem de determinar a sua própria conduta, a possibilidade que ele tem de escolher entre duas ou mais razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras.
 É condição básica para que a pessoa possa programar sua vida e construir seu futuro, entendendo que os direitos, as limitações e as capacidades individuais precisam ser respeitados, pelas regras da vida em sociedade.
 Significa que a liberdade tem limites. Só somos totalmente livres ao pensar, onde nossa liberdade é ilimitada.
 A cada Espírito será dado o que lhe cabe escolher, conforme as próprias obras.
      A lei do bem engloba todas as leis de Deus e nos dá três opções distintas: 1 – Segui-la; 2 – Parar na senda e não segui-la; 3 – Afastar-se dela pelo despenhadeiro do mal. Os que a seguem encaminham para esferas superiores. Os que param, quando retornam têm mais dificuldades para a readaptação às tarefas na jornada. Os que distanciam voluntariamente no desequilíbrio, gastam séculos presos no princípio de causa e efeito, até deliberarem aceitar a renovação. (Emmanuel)
 A liberdade de consciência sofre restrição e depende do nível evolutivo do Espírito.
 A Doutrina Espírita auxilia-nos a descobrir os estatutos divinos funcionando em nós próprios, no foro da consciência, a fim de aprendermos que a liberdade de fazer o que se quer está condicionada à liberdade de se fazer o que se deve.
 O Direito à liberdade está atrelado ao de responsabilidade, quanto mais livre é o indivíduo, mais responsável ele deve ser.
 É a responsabilidade que amadurece o Espírito ao longo de suas experiências vividas nos planos material e espiritual.
 Responsabilidade no cumprimento dos deveres sociais e morais para consigo mesmo e para com o próximo.
 O homem tem livre arbítrio de seus atos porque tem a liberdade de pensar e obrar. Sem o livre arbítrio ele seria uma máquina, sem nenhuma responsabilidade pelo mal que faz ou pelo bem que pratica.
 É o livre arbítrio que habilita o Espírito a agir equilibradamente nas diversas situações do cotidiano.
 Deus nos deu a liberdade e o livre arbítrio como instrumentos de felicidade.
 É conhecendo-nos que vamos discernir qual papel exercer na sociedade, quais os limites e as responsabilidades.
 Estamos de fato subordinados ao livre arbítrio e também às circunstâncias; as condições sociais, as moléstias, aos ambientes viciosos, ao cerco das tentações, aos dissabores, são circunstâncias da existência das pessoas. Entre elas, porém, está a vontade, que é soberana.
 Pode-se nascer em ambiente humilde e modesto procurando vencer pela perseverança no trabalho e triunfar das deficiências encontradas, pode-se suportar as enfermidades com serenidade, ânimo e resignação, pode-se ser tentado de todas as maneiras, mas só se torna um criminoso quem quiser.
 Nosso maior erro é não conformar com situações de simples hóspedes neste mundo que não nos pertence.
 Nosso estágio aqui é passageiro assim como nossa permanência na terra, só isso é suficiente para afastar de nós todo o egoísmo.
 O mundo foi criado, mas não terminado. O Espírito é a obra prima em árduo processo de burilamento. Precisamos encarar as nossas provações aflitivas como o maior ensejo de crescimento e de elevação que a bondade divina nos deu a realizar.
 Intensifiquemos a todo instante a nossa educação pessoal.
 O processo de amadurecimento do Espírito é gradual estando diretamente subordinado à lei do esforço próprio.
 As nossas imperfeições espirituais refletem nosso estado evolutivo.
 As nossas predisposições instintivas podem arrastar-nos à prática de atos repreensíveis devido à afinidade com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha vontade de resistir.
 Qualquer um onde estiver exercendo sua profissão deve fazer o bem como bom cooperador de nosso pai que é Deus.
 Liberdade e responsabilidade são correlativas e aumentam com a elevação do Espírito. A responsabilidade é estabelecida pelo testemunho da consciência que nos aprova ou censura segundo a natureza de nossos atos.
 Não somos fatalmente levados ao mal, nem nossos atos estão previamente determinados, nossas faltas e os crimes cometidos não são sentença do destino.
 Podemos escolher uma existência por prova ou expiação, mas somos sempre livres para agir ou não agir. Cabe à educação combater as más tendências.
 Em Estado de Espírito, escolhemos as futuras existências corporais de acordo com o grau de perfeição alcançado, aqui, sobretudo, é que consiste nosso livre arbítrio.
 Se cedermos à influência da matéria, sucumbimos nas provas escolhidas. Para conseguir ajuda, foi-nos concedido invocar a Deus e aos bons Espíritos para se ter ajuda.
 Sem livre arbítrio não há culpa em praticar o mal, nem mérito em praticar o bem. Quem diz vontade diz liberdade. Sofremos fatalmente todas as vicissitudes da existência e todas as tendências boas ou más. Mas da vontade depende ceder ou não ceder a essas tendências.
 Pela prudência podemos modificar os cursos dos acontecimentos.
 Fatalidade só na morte, no termo da existência, no gênero de morte que haja de cortar o fio dela.
 De acordo com a Doutrina Espírita não existe arrastamento irresistível, podemos sempre cerrar os ouvidos à voz íntima que nos induz ao mal.
      Jesus nos ensinou resistir no apelo sublime da prece: “não nos deixeis sucumbir à tentação, mas livrai-nos de todo o mal”.
      Somos racionais, ouvimos, julgamos e escolhemos livremente de dois conselhos, um, temos iniciativa e não precisamos agir por impulso.
      Para sermos livres é necessário querer ser e fazer esforço para vir a ser, libertando-nos da escravidão de toda ignorância e das paixões, substituindo o império dos instintos e das sensações pela razão.
 Quando temos a capacidade de saber a diferença entre o certo e o errado, entre o que auxilia e o que prejudica, e se conseguimos discernir o bem do mal é que já conhecemos o mal e o bem, e se Deus nos permite identificar as necessidades alheias, é porque de algum modo já podemos auxiliar.
       Todo aquele que tem humildade e coragem serve em qualquer circunstância, e serve exatamente porque tem conhecimento, discernimento, vontade e livre arbítrio – Liberdade de escolha.
Paz com Jesus!       



Jayme Meirelles



                                PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: LIVRE ARBITRIO
Enviado por: Conforti em 25 de Dezembro de 2010, 21:53
          Olá, dOM JORGE   (ref #0)
          Acerca do texto que o amigo colocou, me permita algumas reflexões. Cito o texto:
          ”A escolhas são de acordo com a vontade de cada um. É bom lembrar da lei de causa e efeito, que assegura reação como conseqüência de toda ação... “A semeadura é livre e a colheita obrigatória.” O livre arbítrio é da maior importância, quando precisamos fazer as nossas escolhas certas, e a todo instante da nossa existência precisamos escolher”.
          Cel: e qual a razão de não fazermos as escolhas certas? A Lei está impressa na mente de cada um e, logo, todos conhecem as conseqüências de transgredi-la. Se não as conhecem, será por ignorância, e não porque desejam esquece-las ou não conhece-las, não é verdade? Como desejar esquece-las ou desconhece-las se é o cumprimento delas que nos trará mais felicidade? Só a ignorância poderá explicar essa escolha errada.
          Cito o dOM:
          “O que é livre arbítrio? A faculdade que... tem de determinar a sua própria conduta... de escolher entre duas ou mais razões de querer ou de agir...”.
          Cel: se a todos os instantes precisamos escolher e conhecemos a Lei, porque escolhemos erradamente, senão por ignorância? Há alguma outra razão? Tudo que fazemos é fruto de nossas experiências adquiridas nesta escola que é a vida, certo? É resultado do nível de aprendizado que ainda estamos cursando; resultado da compreensão que a escola nos deu. Se erramos, será porque a escola ainda não nos fez aprender a não errar. Ou haverá outro motivo?
          Cito o amigo dOM:
          “A lei do bem... : 1 – Segui-la; 2 – Parar e não segui-la; 3 – Afastar-se dela pelo despenhadeiro do mal. Os que a seguem se encaminham para esferas superiores. Os que param, quando retornam têm mais dificuldades para a readaptação às tarefas na jornada. Os que distanciam voluntariamente no desequilíbrio, gastam séculos presos no princípio de causa e efeito, até deliberarem aceitar a renovação”.
          Cel: meu amigo dON, me permita outra questão: se os que seguem a Lei do amor se encaminham para as esferas superiores, porque outros, por vontade própria, param, mesmo sabendo que poderão demandar séculos para retomarem suas posições? E mesmo sujeitos a sofrimentos ainda assim poderão não deliberar aceitar a renovação? Isso tudo significa ignorância.
          dOM: “O homem tem livre arbítrio de seus atos porque tem a liberdade de pensar e obrar. Sem o livre arbítrio ele seria uma máquina, sem nenhuma responsabilidade pelo mal ou pelo bem que pratica. É o livre arbítrio que habilita o Espírito a agir equilibradamente nas diversas situações do cotidiano. Deus nos deu a liberdade e o livre arbítrio como instrumentos de felicidade”.
          Cel: E, amigo, o que significa nesse caso “responsabilidade” se tudo que o homem faz é por ignorância? Porque essa faculdade que nos foi dada como instrumento de felicidade é por muitos usada como instrumento de infelicidade? Porque é chamada de livre arbítrio ou, como outros, livre escolha? Existe mesmo liberdade para escolher ou a escolhas estão presas às  experiências passadas?
          dOM: “É conhecendo-nos que vamos discernir qual papel exercer na sociedade, quais os limites e as responsabilidades. Estamos de fato subordinados ao livre arbítrio e também às circunstâncias; as condições sociais, as moléstias, aos ambientes viciosos, ao cerco das tentações, aos dissabores, são circunstâncias da existência das pessoas. Entre elas, porém, está a vontade, que é soberana”.   
          Cel: como dizer que a vontade é soberana se não é livre? Está sempre presa ao passado, a tudo pelo que passamos e aprendemos. Ninguém tem vontade livre e logo nem livre arbítrio.
          dOM: “Pode-se nascer em ambiente humilde e modesto procurando vencer pela perseverança no trabalho e triunfar das deficiências encontradas, pode-se suportar as enfermidades com serenidade, ânimo e resignação, pode-se ser tentado de todas as maneiras, mas só se torna um criminoso quem quiser”.
          Cel: será que é assim? Isso significa que alguém é criminoso porque quer ser criminoso, mesmo sabendo das conseqüências da Lei? Que o honesto é honesto simplesmente porque que ser honesto? É evidente que há uma desigualdade entre eles, mas de onde vem essa desigualdade, se todos eram perfeitamente iguais? Não vem das circunstancias da vida? Se é assim, não há responsabilidade nenhuma do homem. E sequer é possível imaginar que um Ser de infinitos amor e justiça, faça com que alguém seja “punido” com “séculos” de atraso em sua evolução, simplesmente pelo fato de ser ignorante. Nem as leis falhas dos homens fazem isso! Se é a vontade ou o querer que determina se agimos no bem ou no mal, porque a vontade de muitos os leva para o mal? Todos foram criados em perfeita igualdade, mas, se tornam gigantescamente desiguais. O que foi que fez que, onde havia igualdade, surja tão grande desigualdade?
          dOM:
          “Nosso maior erro é não conformar com situações de simples hóspedes neste mundo que não nos pertence. Nosso estágio aqui é passageiro... só isso é suficiente para afastar de nós todo o egoísmo”.
          Cel: e qual o motivo porque não o afastou? Porque o homem não quer afastá-lo?
          dOM:
          “Nossas predisposições instintivas podem arrastar-nos à prática de atos repreensíveis devido à afinidade com essas disposições. Não há, porém, arrastamento irresistível, uma vez que se tenha vontade de resistir”.
          Cel: é o que dizem as doutrinas cristãs. Mas, se não há arrastamento irresistível, porque muitos se deixam arrastar? Porque não exercem aí sua vontade livre para continuar pelo caminho do bem?
          dOM:
          ”... Não somos fatalmente levados ao mal...”
          Cel: e o que é que nos leva ao mal? Nossa incúria, invigilância, rebeldia, egoísmo, orgulho, perversidade, desatenção...? Mas, se é assim, porque nem todos são egoístas, orgulhosos, perversos...? É o simples desejo de ser ou de não ser assim?
          dOM:
          “Podemos escolher uma existência por prova ou expiação, mas somos sempre livres para agir ou não agir. Cabe à educação combater as más tendências.
          Cel: se a educação é a responsável para combater as más tendências, porque se considerar o homem/espírito responsável por elas?         
          Meu amigo dOM; você já percebeu que todas estas questões se referem, afinal, ao porque das desigualdades, certo? Logo, não há mais o que perguntar. Se o amigo desejar, vamos refletir a respeito. O que me estranha é o fato de nem as doutrinas, nem seus adeptos, terem respostas satisfatórias. Veja, abaixo, a última parte de seu texto e, por favor, e se desejar, é evidente, tente explicar porque uns são humildes e corajosos, têm discernimento e vontade e outros não.
          dOM:
          ”Todo aquele que tem humildade e coragem serve em qualquer circunstância, e serve exatamente porque tem conhecimento, discernimento, vontade e livre arbítrio – Liberdade de escolha”.
          Perceba Deus em você.


Título: Re: LIVRE ARBITRIO
Enviado por: BAGNOLI em 26 de Dezembro de 2010, 08:11
Compreendí o Senhor Coronel, e estou 100% com ele. E Senhor Dom Jorge, por mais que tente defender sua postura, aqui é um Fórum Espírita, onde devemos crescer em moral, com boas ações e etc... Aqui não é lugar de se dar dicas de dinheiro. Faça um convite a quem interessa essa  prática e troque e-mails com eles, pois falar de dinheiro, com o ganhá-lho, fica meio Edir Macedo, sabe. Desculpe-me a sinceridade, mas é assim que penso. Muita paz a todos nós neste finalzinho de ano.
Título: Re: LIVRE ARBITRIO
Enviado por: Haga em 26 de Dezembro de 2010, 10:11
Para uma boa reflexão sobre o que é o livre arbítrio e fatalidade:

Joaquim - LIVRE ARBÍTRIO E FATALIDADE 1/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PWg0R19YTGs1STdZIw==)
Joaquim - LIVRE ARBÍTRIO E FATALIDADE 2/2 (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVB6SlBzdEJHYkxFIw==)
Título: Re: LIVRE ARBITRIO
Enviado por: Conforti em 31 de Dezembro de 2010, 21:49
          Amigo Haga   (ref #3)

          Cel: e existe mesmo um arbítrio livre? Existe realmente liberdade de escolha? Podemos escolher entre fazer isto ou aquilo, com total liberdade? Não me refiro às leis dos homens, mas a que, se não há nada que impeça escolher isto ou aquilo, podemos faze-lo com liberdade? Nada nos impedirá ou atrapalhará, mesmo antes da concretização da escolha? Afinal, a questão é esta: escolhemos mesmo livremente?
          Um abraço.