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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 23 de Março de 2011, 08:11

Título: Lei de Liberdade - Livre-arbítrio e Determinismo
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Março de 2011, 08:11
                                          VIVA JESUS!


      Bom-dia! queridos irmãos.

             

Lei de Liberdade

Livre-arbítrio e Determinismo

Determinismo ou Fatalismo é uma doutrina segundo a qual todos os fatos são considerados como conseqüências necessárias de condições antecedentes. De acordo com essa maneira de pensar todos os acontecimentos foram irrevogavelmente fixados de antemão, sendo o homem mero joguete nas mãos do destino.

O livre-arbítrio, por sua vez, é a concepção doutrinária que afirma que o homem dispõe sempre da liberdade de escolha, podendo gerenciar as suas decisões e a sua vida.

Posição espírita:

O Espiritismo nos ensina que não há um fatalismo absoluto, um determinismo que norteará a vida do homem.

O livre-arbítrio foi talvez a grande conquista do princípio inteligente em sua jornada evolutiva, pois, através dele, tornou-se o Espírito responsável pelos seus atos.

Embora o homem esteja subordinado ao seu livre-arbítrio, sua existência está também submetida a determinada característica de acordo com o mapa de seus serviços e provações na Terra e, delineado pela individualidade em harmonia com as opiniões de seus guias espirituais antes da reencarnação.

As condições sociais, as moléstias, os ambientes viciosos, o cerco das tentações,os dissabores, são circunstâncias da existência do homem. Entre elas, porém, está a sua vontade soberana.

O homem é, pois, livre para agir, para escolher o tipo de vida que procura levar. As dores, as dificuldades existentes na sua vida são provas e expiações que vem muitas vezes como conseqüência do uso incorreto do livre-arbítrio em existência anteriores.

“Se o homem tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.” [LE-qst 843]

Allan Kardec didaticamente separa o livre-arbítrio em:

a) No estado de Espírito: consiste na escolha da existência e das provas.
b) No estado corpóreo: consiste na faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que estamos submetidos.

Lembra, no entanto, Kardec, que excetuando-se as Almas Puras, que já atingiram a Perfeição que lhes é possível, em todos os outros o Livre-arbítrio é uma faculdade sempre limitada.

Na medida em que a nossa liberdade termina onde se inicia a liberdade do outro, certos atos, contrários à ordem geral que regem a evolução das criaturas, são vedados.

Assim sendo, o livre-arbítrio será diretamente proporcional a evolução intelecto moral da criatura. Os Espíritos mais evoluídos o possuem em grau maior; as almas mais inferiorizadas terão uma faixa de escolha mais limitada.

Livre-arbítrio e Evolução

Em outras condições, como no período da infância e na loucura, o livre-arbítrio pode momentaneamente ser retirado do homem.

Livre-arbítrio muito limitado
1. Seres inferiores:(animais, homem primitivo)
2. Período de infância
3. Estado de loucura

André Luiz [Ação e Reação] assim se manifesta:

“Nas esferas primárias da evolução, o determinismo pode ser considerado irresistível. É o mineral obedecendo às leis invariáveis de coesão e o vegetal respondendo, fiel, aos princípios organogênicos, na consciência humana a razão e a vontade, o conhecimento e o discernimento entram em junção nas forças do destino, conferindo ao Espírito as responsabilidades naturais que deve possuir sobre si mesmo. Por isso, embora nos reconheçamos subordinados aos efeitos de nossas próprias ações, não podemos ignorar que o comportamento de cada um de nós, dentro desse determinismo relativo, decorrente de nossa própria conduta, pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas perante a Lei.”

Conclusões:

1. Pelo uso do livre-arbítrio, construímos o nosso destino, que pode ser de dores ou de alegrias.

2. Livre-Arbítrio, na fase evolutiva em que nos encontramos, é sempre relativo.

3. O determinismo, também relativo, pode ser traduzido como a conseqüência inaceitável de nossa conduta prévia.

         Fonte: CVDEE


                                           PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Lei de Liberdade - Livre-arbítrio e Determinismo
Enviado por: Carmen.gbi em 23 de Março de 2011, 10:23




Bom dia!



Livre Decisão



Todos somos construtores dos nossos destinos.

A cada minuto da vida, fazemos opções importantes e decisivas para a nossa economia moral.

Sempre temos diante de nós duas ou mais opções que deveremos eleger, de conformidade com a nossa livre vontade.

Se estamos no trânsito, por exemplo, e alguém nos corta a frente, temos que decidir rapidamente entre duas opções: xingar ou ficar quieto.

Se nos aproximamos de um cruzamento, cujo sinal está fechado para nós, podemos optar entre parar o veículo ou avançar com o sinal vermelho.

Na convivência diária, quando alguém nos fala mal de outro alguém, podemos optar entre sermos o ponto final da maledicência, ou levar a fofoca adiante.

Se uma pessoa nos pede uma informação qualquer, podemos dar ou não a informação. Ou ainda, dar a informação correta ou incorreta, conforme nossa livre vontade.

Se abraçamos alguém, podemos optar entre um abraço frio, desprovido de sentimento ou um abraço pleno de afeto verdadeiro.

Se ofertamos uma flor, poderemos escolher entre uma flor sem perfume e outra perfumada.

Nas conversações diárias, temos sempre a possibilidade de falar com otimismo ou usar as palavras para espalhar o pessimismo e a insegurança.

Diante da dificuldade que se apresenta, podemos assinar, de pronto, um atestado de derrota ou acreditar que seremos capazes de vencer o obstáculo.

Como podemos perceber, em todas as situações nós é que decidimos, de livre vontade, entre as opções possíveis, cabendo-nos depois, o resultado da própria decisão.

Se no trânsito optamos pelo xingamento, teremos consequências diversas das que teríamos se nos calássemos.

O motorista que fechou o nosso veículo pode não nos ter visto, ou ter errado no cálculo, e, nesse caso, assumirá o equívoco e não revidará.

Mas se estiver procurando encrenca, como se costuma dizer, responderá com violência e o desfecho poderá ser totalmente desagradável.

Se escolhemos avançar com o sinal vermelho poderemos nos chocar com outro veículo e colher as consequências correspondentes.

Se diante da possibilidade de disseminar a fofoca e a intriga, optamos por nos calar, certamente evitaremos muitos dissabores. E isso depende exclusivamente da nossa livre decisão.

Vale a pena que meditemos em torno dessas questões que nos dizem respeito. A situação poderá se agravar ou se resolver, sempre de conformidade com as nossas tomadas de decisão.

*   *   *

Os minutos se apresentam para todos nós como bendita oportunidade de crescimento para Deus.

Dessa forma, cabe-nos optar entre ser um sorriso que ampara ou um soluço que desanima;

um raio de luz ou uma nuvem de preocupações;

um ramo de flores ou um galho de espinhos;

um amigo que compreende e perdoa ou um inquisidor que condena e destrói;

um auxiliar devotado ou um espectador inoperante;

um bálsamo que restaura ou um cáustico que envenena;

uma chave de solução nos obstáculos ou um elemento que os agrava;

um esteio da paz ou um veículo da discórdia;

uma bênção ou um problema.

Enfim, estaremos constantemente tomando decisões importantes, sempre de acordo com a nossa livre vontade.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita com base nos cap. 18 e 29, do livro Educandário de luz,,
 pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed.André Luiz
Em 09.03.2009.