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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Ignarus em 16 de Novembro de 2012, 22:18

Título: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 16 de Novembro de 2012, 22:18
   
A Carne é  Fraca
ESTUDO  PSICOLÓGICO E MORAL
Há inclinações viciosas que,  evidentemente, são inerentes ao Espírito, porque se devem mais ao moral do que  ao físico; outras mais parecem conseqüência do organismo e, por este motivo,  nós nos julgamos menos responsáveis; tais são as predisposições à cólera, à  indolência, à sensualidade, etc.

Está hoje perfeitamente reconhecido,  pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às  diversas aptidões, devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que  esse desenvolvimento é, assim, um efeito e não uma causa. Um homem não é músicoporque tenha  a bossa da música, mas tem a bossa da música porque seu Espírito  é músico. (Revista de julho de 1860 e abril de 1862.)

Se a atividade do Espírito  reage sobre o cérebro, deve reagir igualmente sobre as outras partes do  organismo. Assim, o Espírito é o artífice de seu próprio corpo, que, a bem  dizer, modela, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e à manifestação de  suas tendências. Assim sendo, a perfeição do corpo nas raças adiantadas seria o  resultado do trabalho do Espírito, que aperfeiçoa a sua ferramenta à medida que  aumentam as suas faculdades. (A Gênese segundo o Espiritismo, cap. XI,  “Gênese espiritual”.)

Por uma consequência natural  deste princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as  qualidades do sangue, dar-lhe maior ou menor atividade, provocar uma secreção mais  ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É assim, por exemplo, que o  glutão sente vir a saliva ou, como se diz vulgarmente, a água à boca à vista de  um prato apetitoso. Não é o alimento que superexcita o órgão do paladar, pois  não há contato; é o Espírito, cuja sensualidade é despertada, que age pelo pensamento  sobre esse órgão, enquanto a vista daquele prato nada produz sobre outro  Espírito. Dá-se o mesmo em todas as cobiças, em todos os desejos provocados  pela vista. A diversidade das emoções não pode explicar-se, numa porção de  casos, senão pela diversidade das qualidades do Espírito. Tal a razão pela qual  uma pessoa sensível chora facilmente; não é a abundância das lágrimas que dá a  sensibilidade ao Espírito, mas a sensibilidade do Espírito que provoca a  secreção abundante de lágrimas. Sob o império da sensibilidade, o organismo  modelou-se sob esta disposição normal do Espírito, como se modelou sob a do  Espírito glutão.

Seguindo esta ordem de ideias,  compreende-se que um Espírito irascível deve levar ao temperamento bilioso;  donde se segue que um homem não é colérico porque seja bilioso, mas que é  bilioso porque é colérico. Dá-se o mesmo com todas as outras disposições  instintivas; um Espírito mole e indolente deixará o seu organismo num estado de  atonia em conformidade com o seu caráter, ao passo que, se for ativo e  enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades completamente  diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente que,  muitas vezes, se veem graves desordens orgânicas produzidas por efeito de violentas  comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe  fez subir o sangue, não é  assim tão desprovida de sentido quanto se podia crer. Ora, o que  pôde alterar o sangue, senão as disposições morais do Espírito?

Este efeito é sensível  sobretudo nas grandes dores, nas grandes alegrias, nos grandes pavores, cuja  reação pode até causar a morte. Veem-se pessoas que morrem do medo de morrer.  Ora, que relação existe entre o corpo do indivíduo e o objeto que lhe causa  pavor, objeto que, no mais das vezes, não tem qualquer realidade? Diz-se que é  o efeito da imaginação; seja; mas o que é a imaginação, senão um atributo, um  modo de sensibilidade do Espírito? Parece difícil atribuir a imaginação aos  músculos e aos
nervos, pois, então, não se  explicaria por que esses músculos e esses nervos nem sempre têm imaginação; por  que não a têm após a morte; por que o que nuns causa um pavor mortal,  superexcita a
coragem em outros.

Seja qual for a sutileza que  se use para explicar os fenômenos morais exclusivamente pelas propriedades da  matéria, cai-se inevitavelmente num impasse, no fundo do qual se percebe, com  toda a evidência, e como única posição possível, o ser espiritual independente,  para quem o organismo não passa de um meio de manifestação, como o piano é o  instrumento das manifestações do pensamento do músico. Assim como o músico afina  o seu piano, pode-se dizer que o Espírito afina o seu corpo para pô-lo no  diapasão de suas disposições morais.

É realmente curioso ver o  materialismo falar incessantemente da necessidade de resgatar a dignidade do  homem, quando se esforça por reduzi-lo a um pedaço de carne, que apodrece e  desaparece sem deixar qualquer vestígio; de reivindicar para ele a liberdade  como um direito natural, quando o transforma num mecanismo, agindo como um  autômato, sem responsabilidade por seus atos.
Continua...

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 16 de Novembro de 2012, 22:26
Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta.

Ora, para o maior número, o primeiro, o principal móvel da crença no niilismo, é o pavor que causa essa responsabilidade, fora da lei humana, e à qual se crê escapar, tapando os olhos. Até hoje esta responsabilidade nada tinha de bem definido; não era senão um medo vago, fundado, é preciso reconhecer, em crenças nem sempre admissíveis pela razão; o Espiritismo a demonstra como uma realidade patente, efetiva, sem restrição, como uma consequência natural da espiritualidade do ser. Eis por que certas pessoas têm medo do Espiritismo, que as perturbaria em sua quietude, erguendo à sua
frente o temível tribunal do futuro. Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade é resgatar a sua dignidade. A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual conduz o Espiritismo pela força das coisas.

Conforme as observações fisiológicas que precedem, pode-se, pois, admitir que o temperamento é, ao menos em parte, determinado pela natureza do Espírito, que é causa e não efeito. Dizemos em parte, porque há casos em que o físico evidentemente influi sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura, o clima, os vícios hereditários de constituição, um mal-estar passageiro, etc. O moral do Espírito pode, então, ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que sua natureza intrínseca seja modificada.

Desculpar-se de suas más ações com a fraqueza da carne não é senão um subterfúgio para escapar à responsabilidade.

A carne só é fraca porque o Espírito é fraco, o que derruba a questão e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos. A carne, que nem tem pensamento nem vontade, jamais prevalece sobre o Espírito, que é o ser pensante e voluntarioso. É o Espírito que dá à carne as qualidades correspondentes aos seus instintos, como um artista imprime à sua obra material o cunho de seu gênio. Liberto dos instintos da bestialidade, o Espírito modela um corpo, que não é mais um tirano para as suas aspirações à espiritualidade de seu ser; é então que o homem come para viver, porque viver é uma
necessidade, mas não vive mais para comer.

A responsabilidade moral dos atos da vida fica, pois, inteira; mas, diz a razão que as consequências desta
responsabilidade devem estar na razão do desenvolvimento intelectual do espírito; quanto mais esclarecido, menos desculpável, porque, com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do
bem e do mal, do justo e do injusto. O selvagem, ainda vizinho da animalidade, que cede ao instinto do animal, comendo o seu semelhante, é, sem contradita, menos culpável do que o homem civilizado que comete uma simples injustiça.

Esta lei ainda encontra sua aplicação na Medicina e dá a razão do insucesso desta em certos casos.
Desde que o temperamento é um efeito e não uma causa, os esforços tentados para modificá-lo podem ser paralisados pelas disposições morais do Espírito, que opõe uma resistência inconsciente e neutraliza a ação terapêutica. É, pois, sobre a causa primeira que se deve agir; se não se consegue mudar as disposições morais do Espírito, o pensamento se modificará por si mesmo, sob o império de uma
vontade diferente ou, pelo menos, a ação do tratamento médico será secundada, em vez de ser contrariada. Se possível, dai coragem ao poltrão, e vereis cessarem os efeitos fisiológicos do medo; dá-se o mesmo em outras disposições.

Mas, perguntarão, pode o médico do corpo fazer-se médico da alma? Está em suas atribuições fazer-se moralizador de seus doentes? Sim, sem dúvida, em certos limites; é mesmo um dever, que um bom médico jamais negligencia, desde o instante que vê no estado de alma um obstáculo ao estabelecimento da saúde do corpo. O essencial é aplicar o remédio moral com tato, prudência e a propósito, conforme as circunstâncias. Deste ponto de vista, sua ação é forçosamente circunscrita, porquanto, além de
não exercer sobre o seu doente senão um ascendente moral, em certa idade é difícil uma transformação do caráter. É, pois, à educação, e sobretudo à primeira educação, que incumbem os cuidados dessa natureza. Quando, desde o berço, a educação for dirigida nesse sentido; quando se aplicar em abafar, em seus germes, as imperfeições morais, como faz com as imperfeições físicas, o médico não mais encontrará, no temperamento, um obstáculo contra o qual a sua ciência muitas vezes é impotente.
Como se vê, é todo um estudo; mas um estudo completamente estéril, enquanto não se levar em conta a ação do elemento espiritual sobre o organismo. Participação incessantemente ativa do elemento espiritual nos fenômenos da vida, tal é a chave da maior parte dos problemas contra os quais se choca a Ciência.

Quando esta levar em consideração a ação desse princípio, verá se abrirem à sua frente horizontes inteiramente novos. É à demonstração desta verdade que conduz o Espiritismo.

Allan Kardec
Revista Espírita
Jornal de Estudos Psicológicos
ANO XII MARÇO DE 1869 No 3
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Novembro de 2012, 12:31
E assim amigos, entendemos que muitas vezes se alega que as necessidades físicas leva aos comportamentos duvidosos do ponto de vista doutrinário.

Pura "balela" que procura através da desculpa de que "a carne é fraca" para não se controlar e corrigir. Alegam de que não tem como controlar, pois está acima da capacidade pois é uma questão física. Desta forma vemos companheiros entregarem-se a vícios comortamentais de toda ordem com evidência ao sensualismo.

Pensemos no assunto e veremos que tudo se encontra no âmago do ser, ou seja, no espírito. Assim, ao se entregar ao "bom combate" para aprimoramento do espírito.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 17 de Novembro de 2012, 13:47
Exatamente mano Ignarus,
até porque a carne não pensa e nem é moralizável.
Abração,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Novembro de 2012, 15:54
Talvez a "carne" crie necessidades que cabe ao espírito controlar ou "domar". E como somos todos espíritos não podemos nos tornar escravos da "carne", afinal este não o nosso mundo definitivo. Assim, nos desvencilharemos desta de uma vez por todas. A nossa libertação deste mundo depende disso!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Novembro de 2012, 16:17
Amigo Moura, este tema veio-me à mente quando li um Tópico aqui no FE a respeito do "namorar ou ficar" e contatatei que exitem muitas dúvidas, mas a tendência do jovens é se deixar levar pela "onda" e arrumar todo tipo de argumento, inclusive um que diz ser necessidade do corpo. O que descordo totalmente, mas não tive coragem de postar o meu pensamento para não criar um ambiente punitivo.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 17 de Novembro de 2012, 16:39
É bem verdade que a tendência é detectável mano Ignarus.
Porém, essa é a caminhada entre a juventude e a idade adulta.
nesta, muitas transformações ocorrem e o eque era careta antes, para o jovem, passa a ter uma idéia mais definida e, não raro mais assemelhada como que o novo patamar moral lhes indica.
Se não trilhassem esta estrada, não conseguiriam aquilatar o certo e o errado.
De minha parte louvo ao jovem, que não tem medo do erro, e rendo hosanas ao jovem que consegue, depois de um tempo, saber sair de uma visão antiga, mostrando-se mais adequado ao que é correto.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Novembro de 2012, 17:19
Olá

Sendo espíritas acreditamos que é o espírito que pensa. Logo não podemos que a carne é que tem culpa das nossas decisões conscientes e voluntárias.

Todavia, não podemos pensar que a carne e as influências ambientais não pesam nas nossas decisões. A carne não pensa mas é um obstáculo enorme. E a dimensão desse obstáculo condiciona a nossa percepção do mundo. E as nossas decisões são baseadas na nossa percepção do mundo e da vida. A nossa educação, a nossa história de encarnados também pesa, e muito.

Um cego não tem a mesma percepção do mundo do que aqueles que vêem. Um surdo não tem a mesma percepção do mundo do que aqueles que ouvem. Um doente mental não tem a mesma percepção do mundo do que as pessoas saudáveis. Uma pessoa criada entre bandidos não tem as mesmas condições de discernimento moral que a que foi criada entre pessoas de bem.

Assim, não nos podemos comparar sem ponderar o obstáculo carnal e a história de vida de cada um. O que tem menos obstáculos, mais capacidade de discernimento, uma percepção mais apurada, é mais responsável pela sua conduta do que aqueles que têm um maior obstáculo carnal, ou uma educação deficiente. para nos comparamos com outra pessoa teríamos de estar na carne dela.   

bem hajam
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 17 de Novembro de 2012, 17:44
Sim mano Vitor,
mas que fique bem claro, que a tal "carne" da qual falamos é apenas o apelido para as nossas tendências quando encarnados.
Nessa hora, esta carne, não provém de bois, galináceos ou peixes, mas é aquilo que temos dentro de nós.
Abração,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Vitor Santos em 17 de Novembro de 2012, 20:49
Sim mano Vitor,
mas que fique bem claro, que a tal "carne" da qual falamos é apenas o apelido para as nossas tendências quando encarnados.
Nessa hora, esta carne, não provém de bois, galináceos ou peixes, mas é aquilo que temos dentro de nós.
Abração,
Moura

É melhor não falarmos muito em comer carne, amigo Moura, senão ainda alguém nos frita vivos (risos).

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Novembro de 2012, 23:16
Caro Vitor, quero lembrar só de passagem, por tanto muito rapidamente, que o grande desafio do espírito é justamente enfrentar as necessidades da "carne" para se capacitar à vida espiritual mais elevada. Se não fosse por isso, talvez, não fosse necessária a "encarnação".
Se é difícil para quem goza da perfeição do corpo físico, imagina-se a dificuldade para quem não a tem, e é aí que entra a história dos resgsates, onde o espírito expia seu passado de erros e vícios e ainda tem que continuar a evoluir desprendendo-se das necessidades da "carne" e das ilusões do mundo, este mundo!
Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Novembro de 2012, 23:21
Moura, fecho contigo o fato de os jovens terem que experimentar e situações, quebrar paradigmas e mudar conceitos, afinal, esse comportamento é que caracteriza a evolução. No entanto, cuidado e alertas juntamente com canja de galinha nunca faz mal.

Além do mais, é sempre bom trazer à lembrança que o espírito é que deve comandar a carne e nunca  o oposto.

Abraço
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 18 de Novembro de 2012, 00:22
"Assim, não nos podemos comparar sem ponderar o obstáculo carnal e a história de vida de cada um. O que tem menos obstáculos, mais capacidade de discernimento, uma percepção mais apurada, é mais responsável pela sua conduta do que aqueles que têm um maior obstáculo carnal, ou uma educação deficiente. para nos comparamos com outra pessoa teríamos de estar na carne dela."
Meus queridos, copiei esse trecho do post do Mano Vitor, por achar muito cvoerente e correto, com relação ao tema.
O conceito de que a carne é fraca, é um conceito muito prórpio das religiões, as mesmas que para purgar os pecados, cometem os maiores desatinos, tais como a flagelação, punindo a carne pela sua interferencia.
Outro dia, debatendo com minha esposa evangélica, e um amigo que, embora frequentando uma igreja evangélica tem algum conhecimento e respieta a DE, coloquei uma quesão simples para enetnder esse conceito: quando o individuo morre, deixa-lhe o espirito, o que a carne consegue fazer?
A resposta é simples, nada.
A carne, sem o espirito, não passa de um punhado de matéria, cuja utilidade pode variar, mas tem um unico fim, decompor-se.
A boca fala do que o coração (espirito) esta cheio.
A carne executa o que o espirito comanda.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Novembro de 2012, 12:09
Olá

Citar
Caro Vitor, quero lembrar só de passagem, por tanto muito rapidamente, que o grande desafio do espírito é justamente enfrentar as necessidades da "carne" para se capacitar à vida espiritual mais elevada. Se não fosse por isso, talvez, não fosse necessária a "encarnação".
Se é difícil para quem goza da perfeição do corpo físico, imagina-se a dificuldade para quem não a tem, e é aí que entra a história dos resgsates, onde o espírito expia seu passado de erros e vícios e ainda tem que continuar a evoluir desprendendo-se das necessidades da "carne" e das ilusões do mundo, este mundo!

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/#ixzz2CZeC1i1b

Curiosamente aqueles que mais sofrem na carne, talvez estejam numa situação melhor. Tudo depende do ponto de vista. Mas ninguém quer sofrer, nem devemos procurar o sofrimento. Aquele que a vida nos proporciona, sem o pedirmos, chega bem.

Agora os que sofrem na carne parecem-nos estar pior, mas a libertação da carne, para eles será um alivio. Enquanto para os que se sentem aqui relativamente bem, poderá até ser motivo de revolta.

De qualquer modo, o obstáculo do corpo de carne faz com que a acção meritória seja mais meritória para aquele que tem mais dificuldades na carne.

O sofrimento na carne é algo que faz parte deste mundo, em maior ou menor dose. Mas o sofrimento psicológico (moral) talvez seja bem maior. O invejoso sofre quando vê alguém com melhores condições que ele, o orgulhoso sofre sofre quando se vê tratado como os que ele julga menos dignos, queria ter um tratamento preferencial, porque se julga superior.     

Mas o nosso papel é amenizar o sofrimento de cada um, não apontar as causas pelas quais este ou aquele, em concreto, sofrem, a não ser que seja possível actuar sobre essas causas para minimizar o sofrimento.   

bem haja
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: hcancela em 18 de Novembro de 2012, 12:25
Olá amigos(as)

A dita dor na carme não passa de uma alegoria, se não quem se imola, quem se prega na Cruz como muitos fazem na Páscoa, ou então em nome de Alá(Deus9 matam outras pessoas já estariam salvas porque aqui a carne era forte.

O Espiritismo nos diz é que o sofirmento na carne é uma boa forma do Espirito tomar atenção á vida que tem, e se modificar, como se fosse um alerta, e nunca como punição, porque o verdadeiro Espirita sabe que a vida é um conjunto de oportunidades, cada uma nos mostrando como devemos a levar, no caminho da Perfeição(relativa). Como disse um dia Fernando pessoa"Pedras no caminho, venham muitas que no final construirei um Castelo de Amor com todas elas"(Mais ou menos isto) :-*
Até pode ser verdade o título porque de facto a carne é fraca, porque um dia ela se decompõe, porque o Espirito nesse dia deixa de ter condições para estar nela, partindo para outra. ;) ;)


Saudações fraternas
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Novembro de 2012, 13:29
Influência Do Organismo - Livro dos Espíritos

367. Unindo-se ao corpo, o Espírito se identifica com a matéria?
“A matéria é apenas o envoltório do Espírito, como o vestuário o é do corpo. Unindo-se a este, o Espírito conserva os atributos da natureza espiritual.”

368. Após sua união com o corpo, exerce o Espírito, com liberdade plena, suas faculdades?
“O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento. A grosseria da matéria as enfraquece.”

a) — Assim, o invólucro material é obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco o é à livre irradiação da luz?
“É, como vidro muito opaco.”

Pode-se comparar a ação que a matéria grosseira exerce sobre o Espírito à de um charco lodoso sobre um corpo nele mergulhado, ao qual tira a liberdade dos movimentos.

369. O livre exercício das faculdades da alma está subordinado ao desenvolvimento dos órgãos?
“Os órgãos são os instrumentos da manifestação das faculdades da alma, manifestação que se acha subordinada ao desenvolvimento e ao grau de perfeição dos órgãos, como a excelência de um trabalho o está à da ferramenta própria à sua execução.”

370. Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais?
“Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.”
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 18 de Novembro de 2012, 14:44
Arredondando a questão:
O que se pode inferir do que o post do mano Ignarus nos trouxe?
Ora, que quanto mais grosseira ( não confundir com grosseria no falar ou agir), for a matéria, mais grosseiro (de classe mais baixa), será o Espírito e nisso residirá a sua maior dificuldade em projetar suas ações no campo acertado da vida encarnada.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Novembro de 2012, 15:02
Em outras palavras Mano MOura, é o mesmo que dizer que, quanto mais em trevas sem encontra o ser, mais se esconde da luz!

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 18 de Novembro de 2012, 15:22
Sim mano Ignarus, pode ser dito assim embora eu preferisse dizer, quanto mais nas trevas (ignorância do Bem), mais se tem dificuldade em se achar o caminho para a luz (conhecimento).
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Novembro de 2012, 15:55
Claro, meu amigo MOura, o mêdo das dores proveniente das mudanças é fruto da ignorância. Se as árvores pudessem falar diriam ao jardineiro para não lhe tocar, por medo da poda. Mesmo assim, depois da poda agradecem pois seus frutos foram abundantes.

Assim é  p ser humano encarnado, alegam mil desculpas para fugirem dos ditames celestes que os solicitam à reforma íntima e à se despojarem de suas necessidades que os prendem ao solo a fim alçarem voo aos céus. Temem as podas por desconhecerem a felicidade futura.
Sofrem e lastimam-se, com auto-piedade e se fazem de infelizes diantes das dificuldades, procuramde todas as formas fugir do celeste chamado e se encarceram cada vez através dos erros que exigirão mais esforço no futuro próximo.
E cabe aos profitente da DE o auxílio para o despertar, mostrando a luz que brilha diante de todos com promessas de um futuro venturoso.

Fraternal Abraço!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Vitor Santos em 18 de Novembro de 2012, 16:27
Olá Amigo Moura Rego
 
Citar
Arredondando a questão:
O que se pode inferir do que o post do mano Ignarus nos trouxe?
Ora, que quanto mais grosseira ( não confundir com grosseria no falar ou agir), for a matéria, mais grosseiro (de classe mais baixa), será o Espírito e nisso residirá a sua maior dificuldade em projetar suas ações no campo acertado da vida encarnada.
Abraços,

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/15/#ixzz2CacTSOvC

Segundo as respostas dos espiritos a Kardec, quanto mais imperfeito é o instrumento material, mais obstáculos cria à manifestação do espírito, enquanto está na carne. Mas uma vez liberto da carne ele deixa de ter esse obstáculo.

Não se pode é inferir que a imperfeição do corpo de carne e o nível moral do espírito estão relacionados. Um espírito de nível moral superior a outro, pode ter um corpo de carne mais imperfeito do que aquele que tem um nível moral inferior. E vice-versa.   

Aliás, a lógica diz-nos que os espiritos que são moralmente inferiores não têm arcabouço para suportar as mesmas dificuldades do que os que lhe são moralmente superiores. O fardo tem de ser adequado para o espírito que o carrega. Caso contrário, a encarnação seria condenada ao fracasso, à partida. Se eu carregar uma criança de 6 anos com um saco de 100 Kg, já sei que ela não vai aguentar à partida. Seria uma crueldade fazer isso.

Mas, na verdade, eu acho que não há uma relação entre o nível moral do espírito e a perfeição do corpo de carne. As razões pelas quais um espírito moralmente mais evoluído é submetido à prova é que não serão as mesmas do que as razões pelas quais o espírito moralmente menos evoluído é submetido. O mais evoluído escolheu a prova, porque lhe convém, o menos evoluído necessita de ser vergado e recebe a prova involuntariamente.

bem hajam
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Novembro de 2012, 16:38
Caro Vitor, desculpe-me, mas ninguém aventou a hipótese da grosseria da matéria estar relacionada com a evolução do espírito. Por tanto, o que se discute é que, quanto mais ignorante o espírito mais ele reluta em aceitar as novas lições. Consequetemente, havendo relutancia este sempre procurará o caminho mais fácil para alcançar a "felicidade" conforme seus próprios conceitos e, fatalmente, cometendo erros nque exigirão reparação, que por consequencia, lhe dificultará ainda mais, no futuro, pois além de aprender novas lições irá ter que reparar o seu passado.

Discute-se ainda que as fraquezas para colocar em prática os ensinamentos conforme nos dão os espíritos superiores, é por que o espírito é fraco e não o corpo material indiferente de sua perfeição ou não.

Comentamos ainda que depende unicamente do esforço próprio as recompensas de futuro venturoso.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 18 de Novembro de 2012, 16:58
Correto amigo Vitor, não há mesmo. Há porém a dificuldade anotada pelo codificador, esta sim dizendo de peto a um e a outro, já que os dois se intervisitam.
A carne é a carne, já a moral é de outra espécie não miscível, com a matéria.
Abraços,
Moura
Olá Amigo Moura Rego
 
Citar
Arredondando a questão:
O que se pode inferir do que o post do mano Ignarus nos trouxe?
Ora, que quanto mais grosseira ( não confundir com grosseria no falar ou agir), for a matéria, mais grosseiro (de classe mais baixa), será o Espírito e nisso residirá a sua maior dificuldade em projetar suas ações no campo acertado da vida encarnada.
Abraços,

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/15/#ixzz2CacTSOvC

Segundo as respostas dos espiritos a Kardec, quanto mais imperfeito é o instrumento material, mais obstáculos cria à manifestação do espírito, enquanto está na carne. Mas uma vez liberto da carne ele deixa de ter esse obstáculo.

Não se pode é inferir que a imperfeição do corpo de carne e o nível moral do espírito estão relacionados. Um espírito de nível moral superior a outro, pode ter um corpo de carne mais imperfeito do que aquele que tem um nível moral inferior. E vice-versa.   

Aliás, a lógica diz-nos que os espiritos que são moralmente inferiores não têm arcabouço para suportar as mesmas dificuldades do que os que lhe são moralmente superiores. O fardo tem de ser adequado para o espírito que o carrega. Caso contrário, a encarnação seria condenada ao fracasso, à partida. Se eu carregar uma criança de 6 anos com um saco de 100 Kg, já sei que ela não vai aguentar à partida. Seria uma crueldade fazer isso.

Mas, na verdade, eu acho que não há uma relação entre o nível moral do espírito e a perfeição do corpo de carne. As razões pelas quais um espírito moralmente mais evoluído é submetido à prova é que não serão as mesmas do que as razões pelas quais o espírito moralmente menos evoluído é submetido. O mais evoluído escolheu a prova, porque lhe convém, o menos evoluído necessita de ser vergado e recebe a prova involuntariamente.

bem hajam
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Novembro de 2012, 00:50
Amigos, sou obrigado a transcrever abaixo um trecho do texto do companheiro Anton Kiudero que sintetiza de forma precisa o pensamento original que dá sentido ao tópico:

"Cabe ao espírito encarnado observar os seus pensamentos, um a um, e retirar deles estes sentimentos. Ao conseguir isto o espírito encarnado enxergará sempre mais a realidade, sem os sentimentos que a deformam. Podemos dizer que enquanto não o fizer e aprender a controlar estes sentimentos, eliminando-os de vez, o espirito encarnado "vê" mas não "enxerga", "escuta" mas não "ouve", "vive uma vida" mas "não sabe o que esta vivenciando".

No aprendizado do controle dos apegos e dos sentimentos consiste a reforma intima e a grande maioria dos espíritos atualmente encarnados podem aprender a realiza-lo.

Mas como ja foi escrito ha muito tempo, "muitos serão os chamados" - muitos terão conhecimento destas verdades e metodologias, "mas poucos serão escolhidos" - mas poucos aplicarão isto as suas vidas pessoais, porque é sempre mais facil ceder as tentações do que vence-las."

 
Abraços

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 19 de Novembro de 2012, 01:37
Amados do meu coração...
Seja de que forma o fato se dê, bom conselho é viva sua encarnação, refletindo, observando, fazendo escolhas, e sempre procurando, não deixar suas ações somente para si... divida-as, seja da maneira que puderes, e viverás longos anos o que é bom para a evolução do Espírito encarnadado...

Citar
"Cabe ao espírito encarnado observar os seus pensamentos, um a um, e retirar deles estes sentimentos. Ao conseguir isto o espírito encarnado enxergará sempre mais a realidade, sem os sentimentos que a deformam. Podemos dizer que enquanto não o fizer e aprender a controlar estes sentimentos, eliminando-os de vez, o espirito encarnado "vê" mas não "enxerga", "escuta" mas não "ouve", "vive uma vida" mas "não sabe o que esta vivenciando".
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/15/#ixzz2CczqA9mx

A vida eterna - Acrescimo - Chico Xavier (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVQwRTVIWHIybjA4JmFtcDtmZWF0dXJlPWNvbGlrZSM=)

Saúde e Paz, e vida longa em reflexão!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Novembro de 2012, 02:19
No Plano Carnal

Isolado na concha milagrosa do corpo, o espírito está reduzido em suas percepções a limites que se fazem necessários.

A esfera sensorial funciona, para ele, à maneira de câmara abafadora.

Visão, audição, tato, padecem enormes restrições.

O cérebro físico é um gabinete escuro, proporcionando-lhe ensejo de recapitular e
reaprender.

Conhecimentos adquiridos e hábitos profundamente arraigados nos séculos aí jazem na forma estática de intuições e tendências.

Forças inexploradas e infinitos recursos nele dormem, aguardando a alavanca da vontade para se externarem no rumo da superconsciência.

No templo miraculoso da carne, em que as células são tijolos vivos na construção da forma, nossa alma permanece provisoriamente encerrada, em temporário olvido, mas não absoluto, porque, se transporta consigo mais vasto patrimônio de experiência, é torturado por indefiníveis anseios de retorno à espiritualidade superior, demorando-se, enquanto no mundo opaco, em singulares e reiterados desajustes.

Dentro da grade dos sentidos fisiológicos, porém, o espírito recebe gloriosas
oportunidades de trabalho no labor de auto-superação.

Sob as constrições naturais do plano físico, é obrigado a lapidar-se por dentro, a
consolidar qualidades que o santificam e, sobretudo, a estender-se e a dilatar-se em influência, pavimentando o caminho da própria elevação.

Aprisionado no castelo corpóreo, os sentidos são exíguas frestas de luz, possibilitando-lhe observações convenientemente dosadas, a fim de que valorize, no máximo, os seus recursos no espaço e no tempo.

Na existência carnal, encontra multiplicados meios de exercício e luta para a aquisição e fixação dos dons de que necessita para respirar em mais altos climas.

Pela necessidade, o verme se arrasta das profundezas para a luz.

Pela necessidade, a abelha se transporta a enormes distâncias, à procura de flores que lhe garantam o fabrico do mel.

Assim também, pela necessidade de sublimação, o espírito atravessa extensos túneis de sombra, na Terra, de modo a estender os poderes que lhe são peculiares.

Sofrendo limitações, improvisa novos meios para a subida aos cimos da luz, marcando a própria senda com sinais de uma compreensão mais nobre do quadro em que sonha e se agita.

Torturado pela sede de Infinito, cresce com a dor que o repreende e com o trabalho que o santifica.

As faculdades sensoriais são insignificantes résteas de claridade descerrando-lhe leves notícias do prodigioso reino da luz.

E quando sabe utilizar as sombras do palácio corporal que o aprisiona temporariamente, no desenvolvimento de suas faculdades divinas, meditando e agindo no bem, pouco a pouco tece as asas de amor e sabedoria com que, mais tarde, desferirá venturosamente os vôos sublimes e supremos, na direção da Eternidade.

Emmanuel

Do livro Roteiro – F. C. Xavier
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 19 de Novembro de 2012, 02:28
Mais tempo concedido - crédito refeito.
E com crédito refeito, na contadoria da vida, ser-nos-á sempre possível: aumentar o trabalho; granjear novos talentos; retificar erros havidos; realizar projetos edificantes; ativar estudos; extinguir discórdias; intensificar prestações de serviço; ampliar o círculo de afeições.

As faculdades sensoriais são insignificantes résteas de claridade descerrando-lhe leves notícias do prodigioso reino da luz.

E quando sabe utilizar as sombras do palácio corporal que o aprisiona temporariamente, no desenvolvimento de suas faculdades divinas, meditando e agindo no bem, pouco a pouco tece as asas de amor e sabedoria com que, mais tarde, desferirá venturosamente os vôos sublimes e supremos, na direção da Eternidade.
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/15/#ixzz2CdDkkomV

Penso vero!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 19 de Novembro de 2012, 02:50
Amados do meu coração...

OLE
OLE...
730. Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão?
“Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa”.
Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas.
A não ser assim, ele muito frequentemente se entregaria ao desânimo.
A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso.
A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede.
Mas, ingrato, “o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador”.

oOo
Muitas vezes, o rude aprendizado da criatura na derradeira quadra da existência terrestre é o agente de base que lhe garantirá o êxito na próxima reencarnação.
EMMANUEL em RUMO CERTO - 3ª Ed. FEB, 1982 -16 –

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Novembro de 2012, 10:02
Condição Irrecusável

Através dos mundos, - infindáveis retortas do Laboratório de Deus, - as encarnações
sucessivas alimentam as gerações sucessivas.

Em razão disso, grande número de espíritos ressurgem na matéria densa de três em
três ou de quatro em quatro gerações.

Ninguém se desvencilha do círculo das encarnações dolorosas, repentinamente.

Isso somente ocorre a pouco e pouco, esforço a esforço.

Depois da lenta evolução dos milênios, a Terra vive agora o “século do fato”, em que o
raciocínio comanda a verificação de todos os sucessos. Desfazendo a miragem dos
sofismas; época das mais belas florações do pensamento sublime e, ao mesmo tempo,
das mais estranhas fecundações da animalidade instintiva por apresentar as
promessas do porvir e os detritos do passado, no dealbar de nova aurora.

Descem os minutos semelhando grãos de areias na ampulheta do Espiritismo,
ampliando os conhecimento da Humanidade; os espíritos a se manifestarem, aqui e ali,
vão escrevendo a história de nossa própria responsabilidade ante as leis do destino.

Já não podemos dormir o sono da ingenuidade.

Necessário aplicar discernimento em todas as manifestações, sem copiar a
instabilidade doudejante do cata-vento.

A matéria não pensa e, por outro lado, pensamentos esvoaçantes não conduzem a
quaisquer metas construtivas.


Registra-se a vida humana em regime de penhora. O corpo é a caução.

Se somos cristãos cujo figurino se adaptou às regras modernas, nem por isso
poderemos pautar nossos atos pelos códigos cediços da mora de aparências por fora e
de enganos por dentro.

Nosso coração deve viver em mil corações que nos rodeiam.

Assim, premia com o olhar de indulgência a quem te fere, recordando que possuímos
colegas de experiência terráquea a viverem, de berço ao túmulo, entre o presídio e o
hospital, até desaparecerem fazendo da ambulância o carro fúnebre constantemente
dilacerado pelas farpas de amargosos caminhos...

E estende o óbolo da atenção a quem te intercepte o passo, cultivando a fraternidade
espontânea, como quem sabe que amanhã não podes prescindir do amparo desse ou
daquele companheiro desconhecido.

Trabalhemos e trabalhemos...

Desistamos da peleja inglória de tentar, inutilmente, terçar armas contra os jorros
imponderáveis da luz...

Ação por ação, a tarefa mais nobre será sempre aquela que traz consigo a
produtividade no bem puro, pois todos somos credenciados a estender mãos amigas.

Quanto mais evoluída a alma, muito maior é o intervalo reencarnatório que desfruta na
Espiritualidade Superior, entre duas existências.

Se intentares, pois, desferir o vôo largo da redenção, não revivas o teu “ontem”, mas
sim vive o teu “hoje!”.

Abre sorrisos, verte lágrimas, lança idéias, cria palavras e espace ações, mas utiliza
todas essas possibilidades para servir, construindo monumentos de amor ao próximo,
enxugando o suor do povo na sublime oportunidade do presente, porquanto somente
existe essa condição, abençoada e irrecusável, para diminuirmos os estágios de prova
e de aflição no cenário terrestre.

Lameira De Andrade

Do Livro Ideal Espírita – F. C. Xavier
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 20 de Novembro de 2012, 20:41
PODER DA VONTADE SOBRE AS PAIXÕES.

(Extraído dos trabalhos da Sociedade Espírita de Paris.)

Um jovem de vinte e três anos, Sr. A....., de Paris, que não está iniciado no Espiritismo senão há dois meses, entendeu-lhe a importância com uma tal rapidez que, sem ter visto nada, aceitou-o com todas as suas consequências morais. Isso não é de admirar, dir-se-á, da parte de um jovem, e isso não prova senão uma coisa: da leviandade e um entusiasmo irrefletido. Seja; mas prossigamos. Esse jovem irrefletido tinha, como disso conviu ele mesmo, um número muito grande de defeitos, dos quais o mais saliente era uma irresistível disposição da cólera desde sua infância; pela menor contrariedade, pelas causas mais fúteis, quando entrava em sua casa e não encontrava imediatamente o que queria, que uma coisa não estava em seu lugar habitual, que o que tinha pedido não estava pronto no minuto, entrava em furores de tudo quebrar; estava ao ponto de que, um dia, no paroxismo da cólera, enfurecido contra a sua mãe, disse-lhe: "Vá-te, ou te mato!" Depois, esgotado por essa superexcitação, caiu inconsciente. Acrescentamos que nem os conselhos de seus pais, nem as exortações da religião tinham podido vencer esse caráter indomável, compensado de resto por uma alta inteligência, uma instrução cuidadosa e os mais nobres sentimentos.

E feito de um temperamento bilioso-sangüíneo-nervoso, dir-se-á, resultado do organismo; por conseguinte, arrastamento irresistível. Resulta desse sistema que se, em seus descaminhos, tivesse cometido um homicídio, seria perfeitamente excusável, porque teria sido o fato de um excedente de bile. Disso resulta ainda que, a menos de modificar o temperamento, de mudar o estado normal do fígado e dos nervos, esse estava predestinado a todas as funestas consequências da cólera.

- Conheceis um remédio a um tal estado patológico? - Não, nenhum, se não for a idade talvez que, com o tempo possa acalmar a abundância das secreções mórbidas. - Pois bem! o que não pôde a ciência, o Espiritismo o fez, não com o tempo e em consequência de um esforço contínuo, mas instantaneamente; alguns dias bastaram para fazer desse jovem um ser doce e paciente. A certeza adquirida da vida futura, o objetivo da vida terrestre, o sentimento da dignidade do homem revelado pelo livre arbítrio que o coloca acima do animal, a responsabilidade que disso decorre, o pensamento de que a maioria dos males terrestres são a consequência de nossos atos, todas essas ideias, hauridas num estudo sério do Espiritismo, produziram em seu cérebro uma revolução súbita; parece-lhe que um véu foi levantado de cima de seus olhos; a vida lhe apareceu sob uma outra face; certo, então, de que havia nele um ser inteligente independente da matéria, disse a si mesmo: "Esse ser deve ter uma vontade, ao passo que a matéria não a tem; por tanto, deve poder dominar a matéria. "Daí este outro raciocínio: "O resultado de minha cólera foi o de me tornar doente e infeliz, e ela não faz ver o que me falta; portanto, é inútil, uma vez que com ela não avancei mais; me produziu o mal e não me deu nenhum bem em compensação; muito mais, poderia me levar a atos repreensíveis, criminosos talvez. " Quis vencer, e venceu. Desde então mil ocasiões se apresentaram que, antes, o colocariam enfurecido, e diante das quais ficou impassível e indiferente, com grande estupefação de sua mãe. Sentia seu sangue ferver e subir ao cérebro, e, pela sua vontade, refluia-o e o forçava a descer.

Um milagre não teria feito melhor; mas o Espiritismo fez muitos outros deles, que a nossa Revista não bastaria para registrá-los, se quiséssemos narrar todos aqueles que são do nosso conhecimento pessoal, em fato de reformas morais dos hábitos mais inveterados. Citamos este como um exemplo notável do poder da vontade, e, além disso, porque levanta um problema importante que só o Espiritismo pode resolver.

O Sr. A.....nos perguntou, a esse respeito, se seu Espírito era responsável por seus desatinos, ou se não fazia senão sofrer a influência da matéria. Eis a nossa resposta:

Vosso Espírito é de tal modo responsável que, quando o haveis seriamente querido, detivestes o movimento sanguíneo. Portanto, se tivésseis querido mais cedo, os acessos teriam cessado mais cedo, e não teríeis ameaçado vossa mãe. Além disso, o que é que se coloca em cólera? É o corpo ou o Espírito? Se os acessos tivessem vindo sem motivo, poder-se-ia crer que eram provocados pelo afluxo sanguíneo; mas, fútil ou não, tinham por causa uma contrariedade; ora, é evidente que não era o corpo que estava contrariado, mas o Espírito, muito suscetível; o Espírito contrariado, reagindo sobre um sistema orgânico irritável, que teria ficado em repouso se não fosse provocado. Tomemos uma comparação. Tendes um cavalo fogoso; se sabeis governá-lo, ele se submete; se o maltratais, ele se levanta e vos lança à terra; de quem a falta? vossa, ou do cavalo?

Para mim, fica evidente que vosso Espírito é naturalmente irascível; mas como cada um leva consigo seu pecado original, quer dizer, um resto dos seus antigos pendores, não é menos evidente que, em vossa existência precedente, deveis ter sido um homem de uma extrema violência que, provavelmente, pagastes muito caro, talvez com a vossa vida. Na erraticidade, vossas outras boas qualidades vos ajudaram a compreender os vossos erros; tomastes a resolução de vos vencer, e para isso de lutar numa nova existência; mas se tivésseis escolhido um corpo mole e linfático, vosso Espírito, não encontrando nenhuma dificuldade, nada teria ganho, estaria a recomeçar para vós; foi por isso que escolhestes um corpo bilioso, para ter o mérito da luta. Agora a vitória está alcançada; vencestes um inimigo de vosso repouso, e nada pode entravar o livre exercício de vossas boas qualidades. Quanto à facilidade com a qual aceitastes e compreendestes o Espiritismo, ela se explica pela mesma causa: éreis Espírita há muito tempo; essa crença era inata em vós, e o materialismo não foi senão um resultado da falsa direção dada às vossas ideias. A ideia espírita, abafada no início, ficou em estado latente, e bastou uma centelha para despertá-la; bendizei, pois, a Providência que permitiu que essa centelha chegasse em boa hora para deter uma tendência que talvez vos fosse a causa de amargos remorsos, ao passo que vos resta uma longa estrada a percorrer no caminho do bem.

Todas as filosofias se chocaram com esses mistérios da vida humana que pareciam insondáveis, até que o Espiritismo lhes trouxe a sua luz. Em presença de tais fatos, pode- se perguntar ainda para que serve ele, e não está em direito de bem augurar o futuro moral da Humanidade quando for compreendido e praticado por todo o mundo.

Revista Espírita
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 10 de Dezembro de 2012, 00:17
Amigos     


Afinal, meus amigos, porq é q o homem comete absurdos, porq é q ele “peca”? O pecado vem do espirito ou da carne? Quem é mais forte: a carne ou o espírito?

Segundo Paulo, a carne é q é fraca; todos os “pecados” vêm do fato de estarmos neste escafandro carnal. Não há espíritos pecadores, nem um sequer. Como ele disse: "É o Sr q opera em nós o pensar, o querer e o fazer". Se isso é uma verdade, onde está o pecado? Jesus mesmo disse: "Tudo vem do Alto"; onde está o pecado?

Coloco abaixo trecho dos ensinamentos do apóstolo dos gentios, no qual, com extrema clareza, nos mostra q não há pecadores. Estaria o apóstolo cheio de "mosto" ao dizer isso? Peço q reflitam q raciocinem, meditem a respeito.

“Sabemos, de fato, q a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao (escravo do) pecado. Não entendo, absolutamente, o q faço, pois não faço o quero; faço o q aborreço. E se (qdo) faço o q não quero, reconheço q a Lei é boa. Mas, então, não sou eu q o faço, mas o pecado q em mim habita. Eu sei q em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem: porq o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo. Não faço o bem q quero, mas o mal q não quero, isso faço. Ora, se faço o q não quero, já não sou eu q faço, mas sim o pecado q em mim habita. Encontro, pois, em mim, esta lei: qdo quero fazer o bem, o q se me depara (o q faço) é o mal.  Deleito-me na lei de Deus, no intimo de meu ser.  Sinto porem nos meus membros (na minha carne) outra lei q luta contra a lei do meu espírito, e me prende à lei q está nos meus membros (na minha carne). Homem infeliz q eu sou! Quem me livrará deste corpo q me acarreta a morte? Assim, pois, de um lado, pelo meu espírito, sou submisso à lei de Deus; por outro lado, por minha carne, sou escravo da lei do pecado. O espírito é vida; a carne é morte”. (Rom 7:14 e seguintes).

Raciocinaram?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 10 de Dezembro de 2012, 12:04
Olá Coronel,
Afinal, meus amigos, porq é q o homem comete absurdos, porq é q ele “peca”? O  pecado vem do espirito ou da carne? Quem é mais forte: a carne ou o espírito?
Pra quem conhece um mínimo da DE ou qualquer outra religião tem a resposta correta e pronta
"...Eu sei q em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem..."
Será que não basta essa afrimação de Paulo retirada do próprio texto enviado para esclarecer?
 
Paz
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 10 de Dezembro de 2012, 13:27
Ignarus     (ref msg #31)

Olá, amigo, é evidente q, para muitos, isso basta; para outros, é necessário citar mais do q isso para q os olhos se abram.
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 11 de Dezembro de 2012, 15:08
      Ignarus     (ref msg #inicial)

      Amigo Ignarus; aqui vai nova resposta a sua msg inicial; peço-lhe q substitua a resposta anterior a essa mesma msg sua, postada acima, porq esta vai mais esclarecedora e contem mais informações q aquela.
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      Passo a comentar parte do texto trazido pelo amigo Ignarus (Ignarus q de ignarus não tem nada).

      Texto: Há inclinações viciosas que,  evidentemente, são inerentes ao Espírito, porque se devem mais ao moral do que  ao físico.

      Cel: Peço ao amigo q, se possível, e se conhecer, aponte uma só dessas inclinações viciosas q sejam inerentes ao espírito; algum sentimento vicioso q não tenha sua origem nas necessidades naturais ou artificiais e nos desejos do homem carnal.

      Afinal, qual é a causa do egoísmo, maldade, desonestidade, desejo assassino, de querer vencer em todas as concorrências, rivalidades? É desejo de a carne, em seu corpo físico, se defender frente a um mundo material ameaçador.

      E qual é a causa do orgulho? É o fato de ter, mais do q outros, posses materiais, saúde, beleza, prestígio, fama, poder, inteligência, ser um vencedor.

      E a causa da inveja, ciúme, cobiça? É o desejo de possuir o q de material não tem e outros tem, como saúde, beleza, poder, dinheiro, afetos, fama, prestígio, amores, inteligência, êxito.

      A vida de todos os homens, sem exceção, é uma busca de ser mais feliz; assim o desejo de ser melhor nisto e naquilo, ter mais, viver mais e melhor; vencer todas as concorrências e, se possível, ser igual aos vencedores ou ultrapassá-los. São tais coisas q resultam em tantas desditas para os agentes da ação e para o alvo dela, e todas elas estão ligadas à matéria, à carne, pois não existiriam se o espirito não estivesse encarnado.     

      Qual é a causa dos medos, das suposições, da ignorância, dos sofrimentos? Sempre, e sem sombra de dúvida, o pano de fundo, o objeto q provoca todas as qualidades positivas ou negativas, q o homem apresenta, é a matéria, a carne, o fato de estar o ser humano envolvido pela carne, por corpos físicos, belos ou feios, saudáveis ou doentes, ricos ou pobres, felizes ou infelizes, inteligentes ou estúpidos, sábios ou ignorantes. Essas são condições q despertam o orgulho, egoísmo, inveja, ciúme, infelicidade, desejos espúrios, sentimentos os mais diversos. Concorda? 

      E de onde vêm todos os desejos, senão da carne? E todas as necessidades, senão da carne? Todas as lágrimas e sofrimentos, senão da carne? O q é q provoca todos os conflitos, desentendimentos, crimes etc, senão a carne?

      E porq é q o moral se perturba, senão porq a carne tem necessidades e desejos? Porq o homem se torna contrariado, raivoso, ciumento, invejoso, inclinado à sexualidade, à indolência? Os motivos q produzem tais sentimentos não vêm do mundo material, não estão ligados à carne? Não vêm todos, sem exceção, das necessidades e desejos do corpo, q são vividos pela mente de cada indivíduo?

      Texto: Está hoje perfeitamente reconhecido,  pelos filósofos espiritualistas, que os órgãos cerebrais correspondentes às  diversas aptidões, devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito; que  esse desenvolvimento é, assim, um efeito e não uma causa.

      Cel: e, meu amigo, o q somos nós, nossa carne, nosso cérebro, vc, eu e todos os demais, senão o resultado, ou efeito, dessa sequência quase infinita de todas as causas e efeitos q, antes deste instante, ocorreram, desde os mais longínquos antepassados e das causas q lhes deram origem, em nossa linha ascendente? Desse modo, percebe-se, claramente, q nossa carne e nossos cérebros de hoje contêm, ou são, o resultado de todas as influências de todos os eventos, externos ou internos, ocorridos desde lá, até aqui; q suas boas ou más formações estruturais, que resultam nas mais variadas e diversas inclinações, atitudes e procedimentos, viciosos ou não, saudáveis ou doentios, q vemos no mundo, se devem a toda essa linha genética sem fim, nela acrescentadas as experiências ou lições de vida de cada um. Assim, a perfeição, talvez extremamente dificil de ser encontrada, e as deformações de pensamentos, sentimentos, inteligência, discernimento, compreensão, q resultam em desejos e ações de toda espécie, boas ou más, têm, lá, no passado longínquo, nesse caminhar sem fim, suas origens, suas primeiras causas. Não concorda? As considerações acima possuem alguma incoerência? E tudo isso não está ligado à carne, à vida carnal?

      Afinal, porq o homem é bom ou mau, senão porq todas essas influências anteriores da vida o prepararam para isso? Porq seus desejos, pensamentos, procedimentos, obras são tão desiguais entre uns e outros? Como pode haver igualdade entre todos se a linha de vida, de uns e de outros, desde o mais recuado passado, os tornaram, e continuam tornando, tão gigantescamente desiguais?  Porq uns escolhem o caminho do bem, do amor, das virtudes, da tentativa de se melhorar, enquanto outros escolhem o oposto, o caminho do mal, do ódio, dos vícios e não se preocupam em se melhorar? Será q a resposta está em que foi sua vontade q os levou a essa escolha? Se é assim, devemos procurar saber porq as vontades são assim tão desiguais! Não devemos crer que essas desiguais vontades, também, vêm de todas essas influências recebidas ou herdadas, no mundo materia, mundo da carne? Isto é, não estarão todas essas inclinações, tanto para o bem, como para o mal, também, relacionadas a todas essas causas e efeitos, isto é, o fato de ser bom ou o ser mau se deve a essa gama de operações com q a vida carnal, desde o início, molda o ser humano e seu cérebro, fazendo q ele seja o q hoje é?

      Afinal, porq um espirito é bom e outro é mal? Simplesmente, porq querem ser? Se é porq querem ser, de onde vem esse querer senão, também, das influências sem fim das experiências pelas quais passou na vida?

      Será q o bem ou o mal, brotam espontaneamente, sem motivo algum, no interior dos espíritos ou dos homens? Será q o egoísmo e o orgulho são inerentes ao espírito, inerentes a uns e não a outros?

      Texto: Um homem não é músico porque tenha  a bossa da música, mas tem a bossa da música porque seu Espírito  é músico.

      Cel: pois aí está: onde esse espírito, que hoje é músico, aprendeu a ser músico? Nas experiências pelas quais passou na vida material, carnal. E, se se aprende a ser músico, médico, ou o q seja, nas experiências/lições da vida material, o ser bom e o ser mal, também se aprende nas experiências da vida, está escola a q chamamos de escola de espíritos, não é verdade?

      E se são as lições da vida q nos levam a sermos bons ou maus, onde estarão nossos méritos ou deméritos? Há algum equivoco nestas considerações?

      Texto: Se a atividade do Espírito  reage sobre o cérebro, deve reagir igualmente sobre as outras partes do  organismo. Assim, o Espírito é o artífice de seu próprio corpo, que, a bem  dizer, modela, a fim de apropriá-lo às suas necessidades e à manifestação de  suas tendências.

      Cel: e quem sabe responder qual é a causa de, sendo o espírito, o modelador de seu corpo, os corpos serem tão diferentes? Uns saudáveis, outros doentes; belos ou feios; cérebros bem ou mal estruturados? Se se disser q a causa está no fato de os espíritos serem desiguais, merecedores de capacidade de modelarem seus corpos de conformidade com suas perfeições ou imperfeições, pergunta-se: e qual é a causa de os espiritos serem de siguais, senão as desiguais experiências que passam na escola da vida e as desiguais heranças desse caminho genético sem fim?  Onde os espíritos adquirem suas imperfeições? Já vêm à vida com elas ou aprendem a serem imperfeitos na própria escola para onde vêm para aprenderem a ser perfeitos? Pois, quem é q tem alguma dúvida de q esta escola de espíritos é, também, uma perfeita escola do mal?

      Enfim, o texto trazido pelo Ignarus fala das “qualidades do espírito”, q são elas as responsáveis pelo corpo e pelo cérebro serem o q são. Entretanto, como sabemos q todo efeito tem uma (ou mais) causa, perguntamos: quais são as causas q têm como efeito as qualidades dos espíritos? Quais as causas q fazem essas qualidades serem moldadoras de corpos e cérebros tão diferentes, como os vemos no mundo? E, importante, quais as causas q fazem essas qualidades serem tão enormemente desiguais? As desigualdades são inerentes aos espíritos? Os espíritos já nascem para a vida desiguais, isto é, uns perfeitos, outros imperfeitos? Uns tendendo mais para as imperfeiçoes do q outros?

................................................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 14 de Dezembro de 2012, 17:01
      Ignarus  (ref msg #1)

      Meus amigos, me perdoem tantas perguntas; elas se destinam a solucionar dúvidas e, se possivel, a, conforme aconselhou o codificador, q raciocinemos para melhor compreender nossa crença.
.....................................................
   
      Texto: Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a responsabilidade é absoluta.

      Cel: como podemos ter a comprovação de q essa afirmação é uma verdade absoluta? Já de início ela está equivocada porq o espírito encarnado é completamente dependente da carne, do mundo material, tanto q, pela doutrina, está sujeito às vicissitudes da vida material, aos sofrimentos correspondentes àquelas terríveis consequências q lhe vêm da lei de causa e efeito e é, no mundo material, na carne portanto, que aprende a se tornar mais perfeito ou mais imperfeito. Todos os eventos da vida na carne, sejam bons ou maus, pela doutrina, nele se refletem, e nele causam seus efeitos. Como, então, dizer q o espirito é independente?     

      Onde o espírito aprende a ser bom e a ser mau, senão na carne? Ou aprende isso na erraticidade? Todas as lições de vida, ele as recebe dos eventos da vida carnal. Afinal, para q o espírito vem à carne? Qdo está na carne, seu drama é todo ele passado no ambiente material, carnal!

      Texto: Ora, para o maior número, o primeiro, o principal móvel da crença no niilismo, é o pavor que causa essa responsabilidade, fora da lei humana, e à qual se crê escapar, tapando os olhos.
     
      Cel: aí está mais um ponto q nos mostra q o espírito é totalmente dependente da carne, pois onde e porq lhe nasce esse sentimento de pavor, e outros sentimentos q o inclinam ou para o bem ou para o mal? Na erraticidade, ou na vida na carne?

      Texto: Eis por que certas pessoas têm medo do Espiritismo, que as perturbaria em sua quietude, erguendo à sua frente o temível tribunal do futuro.

      Cel: tenho de dizer q novamente aí há algo a esclarecer, pois sabe-se, perfeitamente, q mais medo as demais doutrinas, ocidentais e orientais, oferecem, pois elas apregoam julgamentos q resultam em sentenças, q implicam em até sofrimentos eternos.

     Texto: Provar que o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação, e provar a sua liberdade é resgatar a sua dignidade.

      Cel: afinal, porq o homem, espírito encarnado, tem de resgatar sua dignidade? Onde a perdeu? Só pode ter sido na sua experiência carnal. Mas, como compreender q é na própria experiência carnal q a perdem, se vêm à esta experiência justamente para resgatá-la?
      Mas, todos a perdem de modo igual? Todos se tornaram igualmente indignos, ou uns mais do q outros? Todos têm de resgatá-la com a mesma “intensidade” de esforços? Se não, porq essa desigualdade entre seus procedimentos q resultam em “esforços” desiguais para resgatá-los? Quem tem as respostas?

      Texto: A perspectiva da responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o objetivo ao qual conduz o Espiritismo pela força das coisas.

      Cel: ser o espiritismo conduzido pela força das coisas, isso significa q eventos exteriores de algum modo o conduzem? Significa q novas descobertas comprovadas pela ciência também podem conduzi-lo, levando-o a novas conclusões?
      E para mostrar q o espírito está subordinado à carne, e não independente como o texto afirma, é a carne q sobre ele exerce tremenda influencia, através da experiências/lições pelas quais nela passa. Não é assim?!

      Texto: Desculpar-se de suas más ações com a fraqueza da carne não é senão um subterfúgio para escapar à responsabilidade.

      Cel: amigos, aqui é necessária outra questão: qual é a causa q tem como efeito o fato de uns espíritos praticarem más ações e outros não, ou não tantas? Porq serão uns menos responsáveis do q outros?
O q é q causa uns usarem subterfúgios e outros não?

      Texto: A carne só é fraca porque o Espírito é fraco, o que derruba a questão e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos. A carne, que nem tem pensamento nem vontade, jamais prevalece sobre o Espírito, que é o ser pensante e voluntarioso.

      Cel: sim, a carne não tem pensamento, nem vontade, mas de suas necessidades e desejos é q nascem todas as ações e procedimentos, pensamentos e vontades q o espírito encarnado manifesta. Ou o q será q provoca todas as manifestações relativas às necessidades e aos desejos, bons ou maus, senão o q ocorre com a carne?
   
      Texto: É o Espírito que dá à carne as qualidades correspondentes aos seus instintos, como um artista imprime à sua obra material o cunho de seu gênio. Liberto dos instintos da bestialidade, o Espírito modela um corpo, que não é mais um tirano para as suas aspirações à espiritualidade de seu ser; é então que o homem come para viver, porque viver é uma necessidade, mas não vive mais para comer.

      Cel: aqui, me perdoem os amigos, mais uma questão: quais são as causas q têm como efeito os instintos de bestialidade q o espírito apresenta? São os espíritos q, por serem fracos, se deixam carregar desses instintos? E porq são fracos? Eles mesmos se fizeram fracos?
      Tais instintos nocivos nascem na natureza dos espíritos por ação ou responsabilidade destes, ou são aos espíritos proporcionados pelas experiências na vida carnal?

      Cel: Observem q tudo q até aqui vimos leva a confirmar os ensinamentos de Paulo de q o espírito é forte; de q a carne é q é fraca; explicando melhor, diante da argumentação de q a carne não tem vontade, nem pensamentos, são as necessidades e desejos ligados a ela q trazem fraqueza ao espírito.
      Estaria o apóstolo Paulo, o porta-voz do cristianismo, “cheio de mosto” ao dizer q o espírito é q é forte?
....................................................


Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 14 de Dezembro de 2012, 17:40
      Ignarus    (ref msg #15)

      Texto: Influência Do Organismo – LE/368... Resp: “O exercício das faculdades do espírito depende dos órgãos que lhes servem de instrumento. A grosseria da matéria as enfraquece.”

      LE/368 a – “Assim, o invólucro material é obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco o é à livre irradiação da luz?” Resp: “É, como vidro muito opaco.”

      Cel: pelas palavras acima, claramente se percebe q, pela doutrina, há grande dependência do espírito em relação ao corpo, pois este é obstáculo – “como vidro muito opaco” para a visão – à manifestação livre de suas faculdades. Tanto q ainda acrescenta a LE/368 a: a matéria é como um “charco lodoso sobre um corpo nele mergulhado, ao qual tira a liberdade dos movimentos”.
     
      Texto: LE/369. O livre exercício das faculdades da alma está subordinado ao desenvolvimento dos órgãos? Resp: “... a manifestação das faculdades da alma se acha subordinada ao desenvolvimento e ao grau de perfeição dos órgãos, como a excelência de um trabalho o está à da ferramenta própria à sua execução.”

      Cel: logo, sendo os órgãos os instrumentos da manifestação do espírito, sua manifestação (ou suas ações, é evidente) será muito prejudicada, ou dependerá, dos problemas q esses órgãos apresentem.       
 
      Texto: LE/370. Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais? Resp: “Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.”

      Cel: observem q, embora “não são os órgãos q dão as faculdades”, eles influenciam e prejudicam a manifestação dessas faculdades. Por isso, Paulo disse: “o q quero fazer, não faço; mas, o q não quero, isso faço!”, isto é, o espírito quer se manifestar de determinados modos (como Paulo diz, manifestando não o pecado, mas o contrário do pecado, amor) mas o corpo não lhe permite. Assim, Paulo também, afirmou q o pecado, a culpa, a maldade, o impedimento a sua livre manifestação, estão na carne, não no espírito.

      Cel: Dentro desse quadro perguntamos: e o q são manifestações da alma, senão suas ações, na carne, em relação aos demais e à vida? Assim, pelas questões apresentadas, as manifestações relativas ao amor ao próximo, à humildade, à solidariedade, à honestidade, isto é, as manifestações das chamadas qualidades positivas ou virtudes, estarão prejudicadas pela influência dos órgãos do corpo pois de suas qualidades dependem completamente.

      Assim, como afirmar, como está no texto, q o espírito é independente do corpo?
..................................................

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 13:58
O que comanda o corpo são os pensamentos. Os pensamentos tem sua origem no espírito. Devido a fragilidade do corpo a alma reage na tentativa inata de auto-preservação.

Quando os erros são cometidos não é por necessidade do corpo, mas sim pela ignorância da alma que o habita.

Os pecados são frutos dos pensamentos e desejos inferiores.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 15 de Dezembro de 2012, 14:13
Não há como contraditá-lo mano Ignarus.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 14:36
Moura, meu amigo,  sempre há os que adotam uma linha de raciocínio diferente somente por que não entenderam corretamente os ensinos de Jesus e de seus apóstolos e teimam orgulhosamente em contradizer os ensinos dos espíritos. Aliás, só por que estamos "vivos" ninguém nos dá crédito, mas se estivéssemos "mortos" muitos acreditariam em nossas besteiras sem pestanejar.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 15 de Dezembro de 2012, 14:44
Amados do meu coração...

Estaria incorrendo em engano, pensar que por termos sido criados simples e ignorantes, e ainda não evoluídos o bastante, e nossos enganos em conceituar encarnação misturando com reencarnação, que assim como descrevem nossos comportamos, ou há má vontade mesmo e má indole generalizada entre nós?

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 15 de Dezembro de 2012, 14:53
Moura, meu amigo,  sempre há os que adotam uma linha de raciocínio diferente somente por que não entenderam corretamente os ensinos de Jesus e de seus apóstolos e teimam orgulhosamente em contradizer os ensinos dos espíritos. Aliás, só por que estamos "vivos" ninguém nos dá crédito, mas se estivéssemos "mortos" muitos acreditariam em nossas besteiras sem pestanejar.

E como  se pode discriminar aquele que tem "uma linha de raciocínio diferente"? Não é ele igual a Jesus, ao Buda e a toda a Humanidade?

Porque é que se discrimina e se chama de orgulhoso àquele que quer raciocinar pela sua cabeça?

Boa tarde a todos.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 15 de Dezembro de 2012, 14:57
Exatamente pela ignorância que contrasta com a afirmação de que ele seja igual a Jesus, Buda etc.
Como se vê nem sempre pensar-se diferente quer relatar uma ação mais correta e escorreita.
abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 15 de Dezembro de 2012, 15:03
Exatamente pela ignorância que contrasta com a afirmação de que ele seja igual a Jesus, Buda etc.Como se vê nem sempre pensar-se diferente quer relatar uma ação mais correta e escorreita.

Os seres humanos são todos iguais, são a Humanidade, amigo. A ignorância é que os discrimina!

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 15 de Dezembro de 2012, 15:05
Filipa, por favor deixe de sofismas.
Humanidade retrata o geral ou seja a raça Humana, e não há igualdade nem intelectual e nem moral entre os humanos e isso é que torna a vida interessante para o crescimento nas duas vertentes.
Você é inteligente mas segue um caminho tortuoso que não te leva a lugar algum em termos de conhecimento doutrinário.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 15 de Dezembro de 2012, 15:14
Filipa, por favor deixe de sofismas.
Humanidade retrata o geral ou seja a raça Humana, e não há igualdade nem intelectual e nem moral entre os humanos e isso é que torna a vida interessante para o crescimento nas duas vertentes.Você é inteligente mas segue um caminho tortuoso que não te leva a lugar algum em termos de conhecimento doutrinário.

Isso é profunda ignorância da própria natureza do ser humano, do que é a Humanidade. É isso, amigo, por terem instituido essas discriminações, religiosas, sociais e políticas, sempre em guerra, alimentando todos os sentimentos odiosos, "que torna a vida interessante para o crescimento"?



Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 15 de Dezembro de 2012, 15:26
filipa, estude a De por favor...
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 15:50
Filipa, o caso não é o da descriminação daqueles que desejam raciocinar, mas sim e tão soimente, aos argumentos que tentam impor um entendimento torto de qualquer verdade.

Qualquer um pode falar o que deseja, mas tem estar pronto para ouvir o que não quer. Aliás, diante do erro, é caridade a manifestação corretiva consoante as verdades já entendidas.

Um outro fato que você traz à baila que é o dos outros mestres a exemplo de Buda, todos sabemos da grandiosidades dos ensinamentos, mas convenhamos que somente Jesus ensinou e praticou cada palavra, além disso, se estudadres bem a DE conforme a admoestação do amigo MOura, verás que esta tem como propósito o revivamento dos ensinos de Jesus, sem contradizer nenhum outro grande mestre da humanidade.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 15 de Dezembro de 2012, 16:09
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18:3


Os "meninos" são a essência da natureza humana, da Humanidade. Os "meninos" não discriminam! A discriminação é obra da ignorância, das instituições religiosas, politicas e sociais...

Tenham uma boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 18:25
O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste.

(Allan Kardec)
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 15 de Dezembro de 2012, 19:31
O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste.

(Allan Kardec)

Seria esta a questão segundo á qual o amado irmão se refere falando sobre Allan Kardec?

145. Como se explica que tantos filósofos antigos e modernos, durante tão longo
tempo, hajam discutido sobre a ciência psicológica e não tenham chegado ao
conhecimento da verdade?
“Esses homens eram precursores da eterna Doutrina Espírita. Prepararam os
caminhos. Eram homens e, como tais, se enganaram, tomando suas próprias idéias pela luz.
No entanto, mesmo os seus erros servem para realçar a verdade, mostrando o pró e o contra.
Demais, entre esses erros se encontram grandes verdades que um estudo comparativo torna
apreensíveis.”

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 15 de Dezembro de 2012, 19:51
O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste.

(Allan Kardec)

Pelo ato de pensar, refletir, sopesar, medir, comparar, o Espírito está a se manifestar ou está a usar os corpos que lhe foram emprestados nas suas várias encarnações para aprender e por conseguinte também exemplificar e contribuir na construção maravilhosa que é o Projeto a nós destinados pelo pai...

Abstraindo o que se imprimiu sob a égide do CUE, sempre tomo emprestado uma estorieta...
ei-la:


“Dois nobres e garbosos cavalheiros” assentados em uma mesa de bar em Ipanema, assistindo ao “footing do hape hour” sexta feira temperatura agradavelmente acostada ao verão carioca, tomavam um chope gelado, e beliscavam alguns petiscos, quando deles se acerca um mendigo, estendendo a mão a pedir algo para comer.
Ambos prontamente respondem... Vá trabalhar vagabundo!... Quase em uníssono.
Um dos quais, dos nobres e garbosos cavalheiros, nascido em berço de ouro, nunca precisara trabalhar, para seu sustento, estudava para aprender a administrar as propriedades da família...
O outro, nascido e ex-residente num morro próximo em um barraco de zinco, cuja porta nem tinha trinco, e à noite a luz salpicava de estrelas seu chão de terra batida, trabalhara honesta e duramente e angariara vasta fortuna...
Sendo então, designado relatores para propositura a vicissitudes aos distintos e garbosos cavalheiros, mal educados com seu irmão pedinte, a qual caberia vicissitude mais pesada?
Naturalmente ao que nascera pobre, pois este era conhecedor do sofrimento gerado pela pobreza e da humilhação de sentir o estomago vazio e nada ter para aliviar a fome...
Este é o código que se encontra inserido em cada consciência e baseado nesse tipo de conhecimento é que faremos individualmente a cada desencarne nosso próprio julgamento, sem chances de alegação de ignorância, pois a cada um conforme seus atos, mas também na conformidade de sua própria evolução.
A tentativa de fuga nesse exame acarreta, além da vicissitude naturalmente devida, agravante de causa espúria, até que se dê a aceitação e cada um faça seu próprio exame, tal é o valor da assertiva: Conheça a si mesmo.
Deus onde foi que errei? Resposta silêncio... Efetue busca: ”conhecimento de causa”. (Acho que é conhecer a coisa por experiência própria, já ter passado por aquilo! - Yahoo respostas). Em behaviorismo, dizemos: Perceber por sob a própria pele.

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 15 de Dezembro de 2012, 20:11
Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo.

E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo?

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.

Mateus 26:38-42


Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luciano Melidoni em 15 de Dezembro de 2012, 20:26
Para mim a frase; a carne é fraca esta correta.

Por que se alimentarmos a carne, se pensarmos muito na carne e nas coisas materiais seremos fracos como a carne. E se pensarmos nas coisas espirituais e alimentarmos nosso espirito com as coisas boas da espiritualidade maior, seremos fortes e imortais.


Como Jesus ensinou em Mateus 6:19-24
Aonde estiver o nosso pensamento ai estará nosso ser. Os nossos olhos são uma janela para nosso espirito se nossos olhos forem bons nosso espirito sera todo luz e se nossos olhos forem maus nosso espirito sera cheio de trevas


Luciano Melidoni
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 15 de Dezembro de 2012, 20:58
Olá amigos!

Não creio que o Espírito seja fraco, mas sim, a carne

Carne, evidentemente, é uma metáfora. É o próprio ser humano; a própria condição humana.

Por ser humano entendo o corpo + a mente, pois a mente, o psicológico do ser humano é moldado pela sociedade logo que nascemos!

No Livro dos Espíritos é dito que "os espíritos são criados simples e ignorantes". Kardec pergunta como esses espíritos - com pouco senso moral - poderiam ter livre-arbítrio, ou seja, como eles poderiam ser responsáveis pelo bem ou o mal que praticassem se eles mesmos não tinham ainda conhecimento desse bem/mal?

Logo, o livre-arbítrio era relativo - se é que ele existia.

Os espíritos "simples e ignorantes" são Adão e Eva no paraíso. Mal reconhecem que seus sexos são diferentes. Deus vive junto com eles, pois que passeia no fim da tarde no jardim de delícias. Não há a separação entre um Deus bom e perfeito e um ser humano pecador e imperfeito. Todos vivem juntos, não enxergam a dualidade macho-fêmea, bom-mau, feio-bonito.

O mal não tinha sido criado ainda. Como ele veio ter ao mundo, pois? Como ele foi criado?

Segundo a Doutrina, esses Adões e Evas, foram se reencarnando. Eles não tinham nenhum pecado, eram puros, viviam com Deus, eram "simples e ignorantes". Onde foi que adquiriram todas as impurezas senão no próprio mundo?

A carne é fraca pois e não o Espírito. O Espírito vem de Deus. Ele é uma manifestação de Deus. Não tem lógica dizer que Deus é perfeito e sábio e criou um Espírito que é imperfeito e pecador.

A carne é o ensejo para que o Espírito possa discernir a ilusão da realidade, pois, esse mesmo espírito "simples e ignorante", está tentando compreender-se, compreender o seu Eu, de outro modo ele não precisaria reencarnar. Como dizem os Espíritos a Allan Kardec: "Se não houvesse montanhas, o homem não saberia que se pode subir e descer".

Supor que o Espírito seja fraco, é supor a "queda dos anjos", nos moldes de Pietro Ubaldi, em que, lá no "reino de Deus" (Mundo dos Espíritos), lá mesmo eles já supostamente teriam feito a escolha de se tornarem egoístas e então, foram expulsos do "paraíso".

É na carne, pois, que o Espírito cria suas ilusões - através do pensamento - e depois, em retornando ao mundo dos espíritos, acredita-se um ser humano.

Qual é a prova de todo Espírito encarnado? Parar de acreditar que é um ser humano para reconhecer que é um Espírito-uno-com-Deus.

E o caminho de volta? É como disse Jesus, citado aí pela amiga Filipa: "Tornar-se semelhantes a crianças", para poder (re) entrar no reino dos céus. É voltar - em forma de evolução em dialética (em espiral) - a ser espírito simples e ignorante, mas agora, com o conhecimento de si mesmo, "uno com o Pai", segundo Jesus...

Beijinhos

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 21:35
PERANTE O CORPO

“Vós sois a sal do Terra; e se a sal for insípido, com que se há de salgar?”
- JESUS, - MATEUS, 5: 13.

“Torturar e martirizar, voluntariamente, a vaso corpo é contrariar a lei de Deus que vos dá meios de a sustentar e fortalecer. Enfraquecê-lo sem necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis, tal a lei. Cap. 5, 26.

Freqüentemente atribuis ao corpo as atitudes menos felizes que te induzem à queda moral e, por vezes, diligencias enfraquecê-lo ou flagelá-lo, a pretexto de evitar tentações.

Isso porém, seria o mesmo que espancar o automóvel porque o motorista dementado se dispusesse a utilizá-lo num crime, culpando-se a máquina pelos: desvios do condutor.

Muitos relacionam as doenças que infelicitam o corpo, quase todas por desídia do próprio homem, olvidando, contudo, que todos os patrimônios visíveis da Humanidade, na Terra, foram levantados através dele.

Sócrates legou-nos ensinamentos filosóficos de absoluta originalidade, mas não conseguiria articulá-los sem o auxilio da boca.

Miguel Angel plasmou obras-primas, imortalizando o próprio nome, entretanto, não lograria concretizá-las sem o uso dos braços.

Desde Colombo, arriscando-se ao grande oceano, para descortinar terras novas, aos astronautas dos tempos modernos, que se lançam arrojadamente no espaço cósmico, é com os implementos físicos que se dirigem os engenhos de condução.

Da prensa de Gutenberg às rotativas de hoje, ninguém compõe uma página sem que as mãos funcionem ativas.

Do alfinete ao transatlântico e do alfabeto a universidade, no planeta terrestre, tudo, efetivamente, é levado a efeito pelo espírito mas por intermédio do corpo.

E, sem dúvida, que pensamentos e planos sublimes, ainda agora, fulguram em torno dos homens,
com respeito à grandeza das civilizações do porvir, contudo, essas ideias gloriosas estão para a realidade humana, assim como a sinfonia na pauta está para a musica no instrumento.

Do ponto de vista físico, é necessário que a inteligência lhes dá o curso necessário e a devida interpretação.

És um espírito eterno, em serviço temporário no mundo.

O corpo é teu refúgio e teu bastão, teu vaso e tua veste, tua pena e teu buril, tua harpa e tua enxada.

Abençoa, pois, o teu corpo e ampara-lhe as energias para que ele te abençoe e te ampare, no desempenho de tua própria missão.

Livro da Esperança
Psicografia Francisco Cândido Xavier – Espírito Emmanuel


Paz
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 15 de Dezembro de 2012, 21:43
Caríssima Luiza, você foi perfeita, não há uma vírgula a acrfescentar ou remover.

Contudo, permitam-me um desabafo um pouco mais contundente:

Infelizmente ainda há quem vê somente as palavras e despreza o espírito que vivifica e, pior, é incapaz de entender as parábolas, e, ainda, as pinçam para inseri-las num contexto totalmente diferente daquele a que se referem, na tentativa de fundamentar seus entendimentos distorcidos a respeito da doutrina dos espíritos, contrapondo-se, justamente à doutrina dos espíritos, evidenciando assim uma grande necessidade de mais estudo e desapego das tradições religiosas que trazem inconscientemente.

Perdoem-me se enfatizo de uma forma direta e sem meias palavras. Mas temos que defender a DE dos conceitos pessoais que contradizem as verdades que tanto lutamos para disseminar mantendo sua originalidade.


Aqui no Fórum Espírita, pela liberdade de expressão que possuimos deveriamos cuidar muito dos pontos de vista que defendemos, justamente, para não influenciar ao erro aqueles que aqui vem aprender.

Paz
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 15 de Dezembro de 2012, 22:34
Citar
Aqui no Fórum Espírita, pela liberdade de expressão que possuimos deveriamos cuidar muito dos pontos de vista que defendemos, justamente, para não influenciar ao erro aqueles que aqui vem aprender.

Paz

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/?action=post2#ixzz2FA6KYyXq

Amado Irmão, Ignarus...
Justamente para ser direto... lhe citei e lhe perguntei, e explicitei as palavras de Kardec para não ofender o justo e almejado interesse do aprendizado de quem deseja aprender.

Vejamos,
Um juiz durante um julgamento, não se faz de sábio, e tem uma enorme pilha de livros e computador à sua frente para consultas, pois nossa memória é limitada, e nem tudo nos é possível saber de cor e salteado...

Faço o mesmo...
Então em havendo interesse interpretativo, sem melindres, educadamente, devemos ler o que postam, e pelo menos tentar entender posto que inteligência não nos falta, apesar de pouca...
Simples assim...
Se o nobre irmão dizia acerca de que o corpo só serve para que o Espírito se manifeste... citando Kardec, mas sem apontar onde e acrescenta ...  "Que a Fé fortaleça o nosso desejo do Bem"!

A minha citação de Kardec, aposta sob a questão: 145 - Onde o Mestre Lionês, e A Verdade, apontam que estudos comparativos, fazem exatamentte o contrário do que o nobre amigo citou em frase solta, apontando Kardec, e ainda o amado e nobre irmão dispõe uma manchete acerca de ""Que a Fé fortaleça o nosso desejo do Bem"!

Enfrentemos com coragem sem nos descurarmos da elegância nos dizeres e indaguemos...
Não é exatamente isso que o cristianismo nos obrigou a engolir via fé cega?
Como dizer  a outrem que um alguem neste forum está distorcendo o que?

Ou talvez porque não sejamos juizes, não devamos consultar nossos livros e citá-los para em caso de dúvida outrem não precise reperguntar, não é comportamento operante com intenso reforço de humildade, dizer de quem é a frase e onde outrem pode encontrá-la... ou melhor pedagogia é dizer uma frase solta, citar o autor e pronto que outrem raciocine por si mesmo, e ainda ter que raciocinar pela fé e pelo bem.?

saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 12:03
O Evangelho segundo o Espiritismo

II.A alma se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela desta natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto passa. Cessam então os seus transviamentos, pois que está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.

Comentário de Kardec: Assim, ilude-se a si mesmo o homem que considera as coisas de modo terra-a-terra, do ponto de vista material. Para as apreciar com justeza, tem de as ver do alto, isto é, do ponto de vista espiritual. Aquele, pois, que está de posse da verdadeira sabedoria, tem de isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito. E o que ensina o Espiritismo.

III. Enquanto tivermos o nosso corpo e a alma se achar mergulhado nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto dos nossos desejos: a verdade. Com efeito, o corpo nos suscita mil obstáculos pela necessidade em que nas achamos de cuidar dele. Ao demais, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, impossível se nos torna ser ajuizados, sequer por um instante. Mas, se não nos é possível conhecer puramente coisa alguma, enquanto a alma nos está ligada ao corpo, de duas uma: ou jamais conheceremos a verdade, ou só a conheceremos após a morte. Libertos da loucura do corpo, conversaremos então, lícito é esperá-lo, com homens igualmente libertos e conheceremos, por nós mesmos, a essência das coisas. Essa a razão por que os verdadeiros filósofos se exercitam em morrer e a morte não se lhes afigura, de modo nenhum, temível.

Bom dia.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 16 de Dezembro de 2012, 13:23
Cara Filipa, por favor, busque o real entendimento das liçoes que lhe chegam às mãos, medite, analise e conclua. Não pince citações a esmo para fundamentar suas conclusões equivocadas.

Para sintetizar deixo aqui um material para que possam estudar mais detalhadamente e concluir juntamente com Kardec e os Espíritos Superores. Se estes não bastarem temos muitos mais.

No livro “O Céu e o Inferno”, 1a. Parte, Capítulo VII, item "A carne é fraca", lê-se:
"(...) Hoje, está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do espírito.
(...) A carne só é fraca porque o espírito é fraco, o que inverte a questão deixando àquele a responsabilidade de todos os seus atos.
(...) A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode prevalecer jamais sobre o espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.
(...) O espírito é quem dá à carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material o cunho do seu gênio.
(...) de maneira que um homem não é colérico por ser bilioso, mas é bilioso porque o seu Espírito é colérico. Acontece o mesmo com todas as demais disposições instintivas.”

***

Livro dos Espíritos

196. Não podendo os Espíritos aperfeiçoar-se, a não ser por meio das tribulações da existência corpórea, segue-se que a vida material seja uma espécie de crisol ou de depurador, por onde têm que passar todos os seres do mundo espírita para alcançarem a perfeição?

“Sim, é exatamente isso. Eles se melhoram nessas provas, evitando o mal e praticando o bem; porém, somente ao cabo de mais ou menos longo tempo, conforme os esforços que empreguem; somente após muitas encarnações ou depurações sucessivas, atingem a finalidade para que tendem.”

a) — É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou o Espírito que influi sobre o corpo?
“Teu Espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece: eis tudo.”

257. O corpo é o instrumento da dor. Se não é a causaprimária desta é, pelo menos, a causa imediata. A almatem a percepção da dor: essa percepção é o efeito.

Eis aí apenas algumas citações que corroboram a nossa afirmativa.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 13:36
Cara Filipa, por favor, busque o real entendimento das liçoes que lhe chegam às mãos, medite, analise e conclua. Não pince citações a esmo para fundamentar suas conclusões equivocadas.

Caro amigo, não sei se são equivocadas as minhas citações ou não, pois o que acabei de citar foi o Evangelho...

Porque continua a discriminar, amigo?

Estamos num fórum para debates, não para discriminações. Combata as minhas ideias com as suas, não com pretensa autoridade.

A citação da doutrina que fiz foi esta. Por favor, exponha a sua ideia sobre ela e não sobre os meus equivocos. Fico-lhe extremamente agradecido.

II.A alma se transvia e perturba, quando se serve do corpo para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque se prende a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro, eterno, imortal, e, sendo ela desta natureza, permanece aí ligada, por tanto tempo quanto passa. Cessam então os seus transviamentos, pois que está unida ao que é imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.

Comentário de Kardec: Assim, ilude-se a si mesmo o homem que considera as coisas de modo terra-a-terra, do ponto de vista material. Para as apreciar com justeza, tem de as ver do alto, isto é, do ponto de vista espiritual. Aquele, pois, que está de posse da verdadeira sabedoria, tem de isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito. E o que ensina o Espiritismo.

III. Enquanto tivermos o nosso corpo e a alma se achar mergulhado nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto dos nossos desejos: a verdade. Com efeito, o corpo nos suscita mil obstáculos pela necessidade em que nas achamos de cuidar dele. Ao demais, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores, de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, impossível se nos torna ser ajuizados, sequer por um instante. Mas, se não nos é possível conhecer puramente coisa alguma, enquanto a alma nos está ligada ao corpo, de duas uma: ou jamais conheceremos a verdade, ou só a conheceremos após a morte. Libertos da loucura do corpo, conversaremos então, lícito é esperá-lo, com homens igualmente libertos e conheceremos, por nós mesmos, a essência das coisas. Essa a razão por que os verdadeiros filósofos se exercitam em morrer e a morte não se lhes afigura, de modo nenhum, temível.

Bom dia.

[/quote]
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 14:01
266 Não parece natural escolher as provas menos dolorosas?

Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se está liberto da matéria, a ilusão cessa e a forma de pensar é outra.


Ignarus,

Para facilitar, explique-me, por favor, o que os espíritos quiseram dizer com o: "Para vós, sim;" isto refere-se a quem?. Depois, também me pode informar o que é a ilusão da matéria e a outra forma de pensar?

Estas informações é que todos lhe agradecemos, não autoritarismos ou respostas baseadas em livros outros...

Tenha uma boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 16 de Dezembro de 2012, 14:27
Mas que bobagem, Filipa:
São os meninos os que mais discriminam e o fazem exatamente porque ainda não estão de posse de toda as aquisições do Espírito, poiso o corpo que lhes é o instrumento do Espírito ainda não está completamente acabado.

Aliás é por esta razão que se diz aqui pelo Brasil: "Crianças são a imagem do cão" porque sabem ser cruéis em suas brincadeiras com outras crianças.
Abraços,
Moura
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18:3


Os "meninos" são a essência da natureza humana, da Humanidade. Os "meninos" não discriminam! A discriminação é obra da ignorância, das instituições religiosas, politicas e sociais...

Tenham uma boa tarde.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 14:35
Amigo, Jesus falou em meninos e não em rapazitos. Jesus referiu-se àquela inocência que só os meninos bem pequeninos têm. Aqueles meninos que ainda não conhecem o "bem e o mal", aqueles meninos que aapenas revelam amor na face, inocência...

Por isso, não não sei onde etá a bobagem......

Mas que bobagem, Filipa:
São os meninos os que mais discriminam e o fazem exatamente porque ainda não estão de posse de toda as aquisições do Espírito, poiso o corpo que lhes é o instrumento do Espírito ainda não está completamente acabado.

Aliás é por esta razão que se diz aqui pelo Brasil: "Crianças são a imagem do cão" porque sabem ser cruéis em suas brincadeiras com outras crianças.
Abraços,
Moura
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18:3


Os "meninos" são a essência da natureza humana, da Humanidade. Os "meninos" não discriminam! A discriminação é obra da ignorância, das instituições religiosas, politicas e sociais...

Tenham uma boa tarde.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 16 de Dezembro de 2012, 14:42
Filipa, não há inocentes em se tratando de Espíritos milenares, por favor...
Nas mais tenras idades, os meninos, ainda estão com o arcabouço orgânico, inacabado e por isso o Espírito que lhes veste, não encontra meios de exprimir melhor sua condição e por isso algumas ações das crianças ou como a amiga diz meninos, mesmo que se saiba que menino não deixa de ser criança, são tão cruéis a vista dos mais velhos.
Havemos de ter muita prudência e vagar quando vamos analisar certas colocações encontradas na Boa Nova.
Abraços,
Moura


Amigo, Jesus falou em meninos e não em rapazitos. Jesus referiu-se àquela inocência que só os meninos bem pequeninos têm. Aqueles meninos que ainda não conhecem o "bem e o mal", aqueles meninos que aapenas revelam amor na face, inocência...

Por isso, não não sei onde etá a bobagem......

Mas que bobagem, Filipa:
São os meninos os que mais discriminam e o fazem exatamente porque ainda não estão de posse de toda as aquisições do Espírito, poiso o corpo que lhes é o instrumento do Espírito ainda não está completamente acabado.

Aliás é por esta razão que se diz aqui pelo Brasil: "Crianças são a imagem do cão" porque sabem ser cruéis em suas brincadeiras com outras crianças.
Abraços,
Moura
E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Mateus 18:3


Os "meninos" são a essência da natureza humana, da Humanidade. Os "meninos" não discriminam! A discriminação é obra da ignorância, das instituições religiosas, politicas e sociais...

Tenham uma boa tarde.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 15:03
Filipa, não há inocentes em se tratando de Espíritos milenares, por favor...

Amigo Moura, você não sabe o que é a inocência duma criancinha acabada de nascer, e nos primeiros tempos da sua vida?

Quanto a essa sua afirmação dos espíritos milenares, isso é, para si, uma verdade, por ter lido ou ouvido dizer em qualquer lado, ou porque já a comprovou como um facto. Aqui é que é importante ouvi-lo, amigo.

Não basta fazer o papel de "defensor da pureza da doutrina" sem qualquer explicação sua. Isso também eu faço quando me limito a colar textos da doutrina.

E, já agora, informe-nos o que Jesus quis dizer com as palavras do menino: E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus.

917 - Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade

Os meninos não precisam desprender-se da personalidade, pis ainda não a têm, por isso são inocentes.
.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 16 de Dezembro de 2012, 15:17
Filipa maninha,
tudo o  que eu falo tem por base a DE no caso está em OLE que todos somos Espíritos milenares.
Ora se o somos não me consta que ainda sejamos inocentes.
Temos que nos aperfeiçoar no entendimento da DE mana, e por isso tudo o que dissermos não deve passar dos limites das exposições de OLE ou das outras obras básicas.
Quando queremos referenciar nossas idéias com algo da Boa Nova, entendamos que muita vez ela extrapola por ter credo diferenciado do Espírita, cetros pormenores, já que a vida para estes religiosos, acaba na morte, enquanto que para nós, Espíritas ela continua.
nada há contra se dentro puramente do campo da religião católico, digamos a frase de Jesus, Deixai vir a mim as criancinhas e a entendermos como crianças carnais, porém se estamos a falar sob o credo do Espiritismo precisamos tomar cuidado pois o corpo para a DE é apenas a veste da qual o Espírito se desvencilha quando da morte física e por conseguinte, seguindo no processe de progresso que mesmo pode se dar na erraticidade, não se pode tomar a mesma frase com  de esclarecimento sobre uma inocência que os milênios  e as tantas reencarnações já a fizeram despida.
abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 16 de Dezembro de 2012, 15:18
Cara Filipa:

266 Não parece natural escolher as provas menos dolorosas?

– Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se está liberto da matéria, a ilusão cessa e a forma de pensar é outra.

Ignarus,

Para facilitar, explique-me, por favor, o que os espíritos quiseram dizer com o: "Para vós, sim;" isto refere-se a quem?. Depois, também me pode informar o que é a ilusão da matéria e a outra forma de pensar?

----
Para  vós, os encarnados sim, pois seus conceitos e suas realidades vista as necessidades da vida corporal. Para os espíritos, sem as ilusões desta vida material e sua capacidade de ver e compreender todo o contexto das realidades não! Pois quan do se está liberto do casulo material todos os sentidos são libertados e pode-se ver e sentir as necesidades de buscarem a felicidade que advém da sua evolução. Mas para evoluir tem que aprender vivenciando na prática as Leis Universais como a da Harmonia. Por isso, a necessidade da encarnação, pois o corpo que lhes aprisiona proporciona as condições de aprendizado. Assim, não é o corpo que lhe impõe os desejos inferiores, mas, tão somente, impede que se manifeste livremente o espírito para que se liberte de suas inferioridades. O corpo com sua imperfeições criam o sofrimento para a alma devido as más ações do passado e do presente e serve para que o espírito desperte e aprenda a controlar seus instintos.
O corpo é apenas um mecanismo, que vem da matéria e a ela retorna, servindo como uma camisa de força para que o espírito retido por ela sofra, medite, converta-se e evolua.
AbraçoS
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 15:32
Filipa maninha,
tudo o  que eu falo tem por base a DE no caso está em OLE que todos somos Espíritos milenares.

Não foi isso que eu lhe perguntei, amigo. Isso também eu leio no referido livro como em muitos outros. Mas isso só não basta para tirar as dúvidas, é preciso ter a perceção disso e foi isso que eu lhe perguntei.

A doutrina diz que só a alma pode ter essa perceção. E eu digo que enquanto não houver esta perceção tudo não passa de uma crença, do diz que disse, sem nenhum valor de verdade.

É o próprio Kardec que recomenda esta atitude...

Tenha uma boa tarde amigo.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 16 de Dezembro de 2012, 15:44
ok Filipa então tá então!
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 15:52
Para  vós, os encarnados sim, pois seus conceitos e suas realidades vista as necessidades da vida corporal.

Pois é isso mesmo, amigo.

"As necessides da vida corporal", falam mais alto que o espírito, dominam, iludem segundo a doutrina. Essas necessidades formam o homem, o ego, a personalidade, física e psicologicamente desde que nasce até morrer...

Veja a questão 917, onde fala das imperfeições humanas:

917 Qual o meio de destruir o egoísmo?

(...)
É o choque que o homem experimenta do egoísmo dos outros que o torna freqüentemente egoísta por si mesmo, porque ele sente a necessidade de se colocar na defensiva.

O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade;

Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade
em favor dos outros, que freqüentemente não sabem agradecer. É principalmente para os que possuem essa virtude que o reino dos céus está aberto; é especialmente para eles que está reservada a felicidade dos eleitos, porque eu vos digo em verdade que, no dia da justiça, quem tiver apenas pensado em si mesmo será colocado de lado e sofrerá no seu abandono.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 16 de Dezembro de 2012, 16:12
Filipa, você está fazendo a maior salada e contrariando não a mim, mas as palavras do codificador!
 
Você se esquece que todos os espíritos foram criados simples e ignorantes. Através das variadas encarnações desenvolvem os instintos e suas capacidades, depois, a inteligência e assim até chegarem a uma plenitude que ainda não nos é dado o conhecimento.
Desta forma, nunca foi a carne a motivação da sua existência pois o espírito precede à matéria, ou seja, o espírito não vem com o corpo, mas o corpo vem para servir ao espírito. Assim, o corpo material é, tão somente, o meio utilizado para que o espírito se desenvolva. Todos os sentimentos e percepções são do espírito, toda a experiência e sensações são do espírito e nunca da carne. De onde se conclue que, as ações tomadas pelo espírito não tem sua origem no corpo. Lembre-se da dissertação de Kardec a respeito do homem que teve a perna amputa e memso assim continuava a sentir dores? Aí está que mesmo sem parte do corpo material o espírito, através do perispírito ainda continua, de certa forma a sentir, mas se o copro não existe quem é que sente a carne ou o espírito?
Da mesmo forma se dá em relação a todo o corpo que com suas limitações e necessidades aprisionam a alma, fazendo-a sofrer e com isso se depurar e evoluir, mas quem evolui o corpo ou o espírito? Ora se a alma a evoluir o corpo não tem outra função que não a já descrita e nem pode ser resposabilizado pelas quedas do espírito.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 16 de Dezembro de 2012, 16:37
Filipa, você está fazendo a maior salada e contrariando não a mim, mas as palavras do codificador!

Não, amigo Ignarus, não sou eu que estou a fazer saladas. Estou a mostrar a diferença do espírito - (959 - Já dissemos: antes de sua encarnação, o Espírito conhecia todas as coisas) - para o homem, personalidade, ego, com a doutrina. Kardec em várias questões, como essa do egoísmo e estas que seguem salientou essa diferença.

859 – É o homem que teme a morte e não o Espírito; aquele que a pressente pensa mais como Espírito do que como homem:

Fique bem, amigo.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 16 de Dezembro de 2012, 19:23
Amados do meu coração...

Que absurdo... achei um anel dentro da minha salada...
Se, e tão somente se, algum de vós, for capaz, de ouvir até o final a estorieta do anel, e não arrancar entendimento de dentro de vós mesmos... vamos continuar comendo salada...

eis então, o porque nem a carne nem o Espírito é que são fracos, mas vossos "Eus", e também nós mesmos, inclusive eu próprio...

Vania Mugnato de Vasconcelos - Caracteres da Perfeição (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9lbWJlZGRlZCZhbXA7dj1vY3ZRZ0poRVljYyM=)

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 16 de Dezembro de 2012, 21:43
Cara Filipa:

266 Não parece natural escolher as provas menos dolorosas?

– Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se está liberto da matéria, a ilusão cessa e a forma de pensar é outra.

Ignarus,

Para facilitar, explique-me, por favor, o que os espíritos quiseram dizer com o: "Para vós, sim;" isto refere-se a quem?. Depois, também me pode informar o que é a ilusão da matéria e a outra forma de pensar?

----
Para  vós, os encarnados sim, pois seus conceitos e suas realidades vista as necessidades da vida corporal. Para os espíritos, sem as ilusões desta vida material e sua capacidade de ver e compreender todo o contexto das realidades não! Pois quan do se está liberto do casulo material todos os sentidos são libertados e pode-se ver e sentir as necesidades de buscarem a felicidade que advém da sua evolução. Mas para evoluir tem que aprender vivenciando na prática as Leis Universais como a da Harmonia. Por isso, a necessidade da encarnação, pois o corpo que lhes aprisiona proporciona as condições de aprendizado. Assim, não é o corpo que lhe impõe os desejos inferiores, mas, tão somente, impede que se manifeste livremente o espírito para que se liberte de suas inferioridades. O corpo com sua imperfeições criam o sofrimento para a alma devido as más ações do passado e do presente e serve para que o espírito desperte e aprenda a controlar seus instintos.
O corpo é apenas um mecanismo, que vem da matéria e a ela retorna, servindo como uma camisa de força para que o espírito retido por ela sofra, medite, converta-se e evolua.
AbraçoS

Oi gente...

Cuidado com essa questão!

"Pois quan do se está liberto do casulo material todos os sentidos são libertados".

Bem, já estudei essa questão durante muitos anos, e até hoje ela causa confusão, assim como o termo -  comumente usado no LE - "ligado ao corpo".

Nos meus primeiros anos de Doutrina, eu achava que "ligado ao corpo", era o Espírito estar materialmente ligado ao corpo. Em outras traduções aparece "preso ao corpo". Mas "ligado" ou "preso" ao corpo, quer dizer ligado psicologicamente às idéias materiais. Acho que é um problema de má tradução, ou mesmo de má explicação pelos espíritos.

Portanto, o termo "quando o espírito está liberto da matéria, a ilusão cessa", quer dizer que ele está liberto das idéias terrenas e não que o simples fato da morte o conduziu a um estado de perfeito entendimento do que se passava com ele, a saber, que ele apenas representava um personagem. Que sua vida, enquanto Sr. ou Sra. fulana de tal, era apenas uma ficção, a fim de o Espírito poder viver a sua prova.

Gente, se a morte tivesse o poder de fazer essa transformação, não haveria espíritos inferiores e obsessores. Ao contrário, os milhares de romances espíritas nos informam que a grande maioria dos espíritos não se "libertam da matéria", pois que, continuam acreditando que são homens e mulheres; quem têm amigos e inimigos; que possuem riquezas; que precisam acordar cedo para ir trabalhar; tem possuem afetos, dívidas, credores, devedores, doenças, e assim por diante.

Os próprios escritores de romances mediúnicos - Victor Hugo, M. P. de Miranda, André Luiz e outros - são espíritos que não estão totalmente "libertos da matéria", pois, pelos seus pré-conceitos humanos, vemos que eles parecem mais seres humanos que espíritos - nos seus livros encontramos sempre narrativas ardorosas quando se trata de punir criminosos. Parecem que eles estão com raiva do delinqüente. E isso que nós os vemos como "espíritos superiores". Quem pensar então, dessa gente que vive a materialidade em sua plenitude? O simples fato da morte não fará com que elas "se libertem da matéria", embora isso possa acontecer com um sem-número de espíritos.

A meu ver, essa questão não foi bem explicada. "Liberto da matéria", é uma expressão dúbia: pode significar tanto a liberdade do espírito a partir da morte do corpo, como a liberdade do espírito com relação às idéias e preconceitos terrenos. É evidente que, com relação a este último entendimento, a grande maioria dos espíritos não está "liberta da matéria", pois, de outro modo, não haveria as obsessões, etc.

Sobre o corpo, acho que ele gera sim desejos materiais, como os do sexo por exemplo. Mas também, concordo com você em dizer que o corpo com seus sentidos "solapam" e obscurecem as faculdades do espírito. E aliás, esse é um termo recorrente no LE, de que, "a grosseria da matéria impede a manifestação das faculdades do espírito".

É mais um motivo para duvidar que somos humanos; de duvidar dos sentidos, como propôs Descartes.

Beijinhos a todos,

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 16 de Dezembro de 2012, 22:03
Carissima irmã,

Bem proximo do que penso, replico abaixo, com sua máxima vênia, posto que é de sua lavra, mas ainda pela vênia encareço aceitação de sua boa vontade, para acrescentar...

Com Deus no coração...
Com Jesus por guia e modelo...
Não temamos obsessões... antes amenos nosso próximo e oremos pelos que de alguma sorte nos fazem sentir suas antipatias por nós...
São também nossos irmãos, filhos do mesmo Pai, e tão carentes e imperfeitos como nós, senão não perceberiamos suas vibrações...
Saúde e Paz!

Citar
A meu ver, essa questão não foi bem explicada. "Liberto da matéria", é uma expressão dúbia: pode significar tanto a liberdade do espírito a partir da morte do corpo, como a liberdade do espírito com relação às idéias e preconceitos terrenos. É evidente que, com relação a este último entendimento, a grande maioria dos espíritos não está "liberta da matéria", pois, de outro modo, não haveria as obsessões, etc.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/?action=post2#ixzz2FFrXLQHL
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Dezembro de 2012, 15:17
"Enganam-se os que pensam nos mortos como mortos. Eles estão mais vivos do que nós, dispõem de visão mais penetrante que a nossa, são criaturas mais definidas podem ver-nos, visitar-nos e comunicar-se conosco com mais facilidade e naturalidade é preciso que não nos esqueçamos deste ponto importante: os homens são espíritos e os espíritos nada mais são do que homens libertos da injunções da matéria.”

J. Herculano Pires
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 17 de Dezembro de 2012, 15:32
      Ignarus    (ref #76)

      Ignarus citou, de Herculano Pires:"Enganam-se os que pensam nos mortos como mortos. Eles estão mais vivos do que nós, dispõem de visão mais penetrante que a nossa, são criaturas mais definidas podem ver-nos, visitar-nos e comunicar-se conosco com mais facilidade e naturalidade é preciso que não nos esqueçamos deste ponto importante: os homens são espíritos e os espíritos nada mais são do que homens libertos da injunções da matéria.”

      Cel: é isso, amigo; pois estão livres dos estorvos da carne; nesta, o espirito erra constantemente porq vê e interpreta a vida através de um "vidro muito opaco" e se sente limitado em suas manifestações como se estivesse mergulhado em "espesso lodo".

      Sem o estorvo da matéria, o espirito não erra, pois interpretaria corretamente a vida e só faria o q é certo fazer.
.................................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 17 de Dezembro de 2012, 15:39
Não mano coronel,
nesta colocação herculano quis dizer apenas o que ali está, libertos da matéria e por matéria ele quis mostrar da materialidade do corpo físico somente.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 17 de Dezembro de 2012, 17:22
Desde que o homem anule os efeitos da reação da matéria sobre a moral, não pensando, nesse momento, nesse instante, só há a pura perceção, livre. O ser psicológico, que é o ego, a personalidade, aquilo que o homem pensa que é, desaparece juntamente com o pensamento.

Não é preciso chegar ao fim da vida, para ter essa perceção falada pelo Herculano. É preciso é interromper o fluxo dos pensamentos...

Boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 17 de Dezembro de 2012, 17:28
Fora do corpo o espírito vê e sente muito mais que no corpo, por isso, é considerado o corpo um escafandro que impede a total liberdaqde de ação do espírito. O corpo serve ao espírito, somente isso!

A finalidade disto é limitar as ações do espírito e dar-lhes novas necessidades para que possa evoluir, transformando-se para melhor. Eis aí a síntese da necessidade da reencarnação.
 Deste modo, não é a carne que atua sobre o espírito, somente limita a liberdade deste, todas as ações são de vontade do espírito, assim depende unicamente dele fazer as escolhas certas, se faz as erradas, a culpa não é da carne, pois esta não pensa e não age sem o espírito. Daí, então, se vem o conceito de que fraco é o espírito, pois não consegue domar seus instintos e faz as escolhas erradas motivados pelos desenganos dos prazeres e ilusões a que se agarraram durante sua jornada desde o seu surgimento ou criação.

Debater contra esse entendimento é simplesmente o desejo de contrariar a doutrina dos Espíritos segundo Allan Kardec, assim, posto aqueles que a contrariam não podem ser categorizados à conta de espíritas convictos, pois não aceitam nada que a sua capacidade de interpretação possa admitir.
 
Abraços!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Dezembro de 2012, 01:14
Filipa, em resposta a sua assertiva: "    “Desde que o homem anule os efeitos  da reação da matéria sobre a moral, não pensando, nesse momento, nesse  instante, só há a pura perceção, livre. O ser psicológico, que é o ego, a  personalidade, aquilo que o homem pensa que é, desaparece juntamente com o pensamento.
 
  Não é preciso chegar ao fim da vida, para ter essa perceção falada pelo  Herculano. É preciso é interromper o fluxo dos pensamentos..."    Respondo então:

 
Cara Filipa, a anulação da matéria só  vem com a morte do corpo, assim o espírito liberto de sua camisa de força  atinge a total liberdade. Há homens mais evoluídos que conseguem, de fato,  libertar-se do casulo corporal por algum tempo em estado de consciência e  outros, quase todos, durante o sono, mesmo assim, é impossível uma liberdade  completa e total consciência de si devido as turbulências da vida material.  Isso equivaleria ao interromper o “fluxo de pensamentos” da vida estritamente  material somente por pouquíssimo tempo e de forma limitadíssima. A liberdade do  espírito com total percepção da realidade somente após o desligamento total do  corpo.

Concluo citando Allan Kardec em o  Livro dos Espírito:

196. Não podendo os Espíritos aperfeiçoar-se, a não ser por meio das  tribulações da existência corpórea, segue-se que a vida material seja uma  espécie de crisol  ou de depurador, por onde têm que passar todos os seres do mundo  espírita para alcançarem a perfeição?
“Sim, é exatamente isso. Eles se  melhoram nessas provas, evitando o mal e praticando o bem; porém, somente ao cabo  de mais ou menos longo tempo, conforme os esforços que empreguem; somente após  muitas encarnações ou depurações sucessivas, atingem a finalidade para que tendem.”

a) — É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou o  Espírito que influi sobre o corpo?
“Teu Espírito é tudo; teu corpo  é simples veste que apodrece: eis tudo.”
O suco da vide nos oferece um  símile material dos diferentes graus da depuração da alma. Ele contém o licor  que se chama espírito ou álcool, mas enfraquecido por uma imensidade de  matérias estranhas, que lhe alteram a essência. Esta só chega à pureza absoluta  depois de múltiplas destilações, em cada uma
das quais se despoja de algumas  impurezas. O corpo é o alambique em que a alma tem que entrar para se  purificar. Às matérias estranhas se assemelha o perispírito, que também se  depura, à medida que o Espírito se aproxima da perfeição.

218. Encarnado, conserva o Espírito algum vestígio das percepções que teve e  dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?
“Guarda vaga lembrança, que lhe  dá o que se chama idéias inatas.”
a) — Não é, então, quimérica a teoria das idéias inatas?
“Não; os conhecimentos  adquiridos em cada existência não mais se perdem. Liberto da matéria, o  Espírito sempre os tem presentes. Durante a encarnação, esquece-os em parte,  momentaneamente; porém, a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso.  Se não fosse assim, teria que recomeçar constantemente. Em cada nova  existência, o ponto de partida, para o Espírito, é o em que, na existência
precedente, ele ficou.”
b) — Grande conexão deve então haver entre duas existências consecutivas?
“Nem sempre tão grande quanto  talvez o suponhas, dado que bem diferentes são, muitas vezes, as posições do Espírito  nas duas e que, no intervalo de uma a outra, pode ele ter progredido.”

237. Uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, conserva a alma as percepções  que tinha quando na Terra?
“Sim, além de outras de que aí  não dispunha, porque o corpo, qual véu sobre elas lançado, as obscurecia. A  inteligência é um atributo, que tanto mais livremente se manifesta no Espírito,  quanto menos entraves tenha que vencer.”

248. O Espírito vê as coisas tão distintamente como nós?
“Mais distintamente, pois que  sua vista penetra onde a vossa não pode penetrar. Nada a obscurece.”

249. Percebe os sons?
“Sim, percebe mesmo sons  imperceptíveis para os vossos sentidos obtusos.”
a) — No Espírito, a faculdade de ouvir está em todo ele, como a de ver?
“Todas as percepções constituem  atributos do Espírito e lhe são inerentes ao ser. Quando o reveste um corpo material,  elas só lhe chegam pelo conduto dos órgãos. Deixam, porém, de estar  localizadas, em se achando ele na condição de Espírito livre.”

250. Constituindo elas atributos próprios do Espírito, ser-lhe-á possível  subtrair-se às percepções?
“O Espírito unicamente vê e ouve  o que quer. Dizemos isto de um ponto de vista geral e, em particular, com  referência aos Espíritos elevados, porquanto os imperfeitos muitas vezes ouvem  e vêem, a seu mau grado, o que lhes possa ser útil ao aperfeiçoamento.”

Ensaio teórico das sensações dos  Espíritos Capítulo 6 – Da Vida Espírita:
     257(...) A  alma, ou o Espírito, tem, pois, em si mesma, a faculdade de todas as percepções.  Estas, na vida corpórea, se obliteram pela grosseria dos órgãos do corpo; na  vida extracorpórea se vão desanuviando, à proporção que o invólucro  semimaterial se eteriza. (...)
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 18 de Dezembro de 2012, 02:15
            Sem o estorvo da matéria, o espirito não erra, pois interpretaria corretamente a vida e só faria o q é certo fazer.
.................................................

Olá amigo Coronel,

Aparentemente é assim. Mas isso não depende do grau de percepção do espírito? Se ele estiver tão atado às idéias e conceitos mundanos e materiais, não pode acontecer que ele ainda continue agindo e pensando como se fosse um ser humano?  ::)

Beijinhos,

Lu

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 18 de Dezembro de 2012, 02:34
Amigo Ignarus, ref. # 80

O que amiga Filipa está querendo dizer é que é possível ao espírito, senão ter o seu legítimo estado de liberdade ainda na matéria, ter ao menos consciência das ilusões mundanas.

Digo isso porque, muitos espíritas - valendo-se desse seu raciocínio - estão esperando a morte chegar para então gozar do estado de liberdade. Mas enquanto isso, continuam a viver como humanos, temendo o futuro, as possíveis perdas afetivas, vivendo de memórias do passado. O que acontece quando alguém assim desencarna? Encontra a liberdade do espírito?  ::) Não sei...

Beijinhos de luz,

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Dezembro de 2012, 04:44
Olá Luiza!

O que amiga Filipa está querendo dizer é que é possível ao espírito, senão ter o seu legítimo estado de liberdade ainda na matéria, ter ao menos consciência das ilusões mundanas.

Digo isso porque, muitos espíritas - valendo-se desse seu raciocínio - estão esperando a morte chegar para então gozar do estado de liberdade. Mas enquanto isso, continuam a viver como humanos, temendo o futuro, as possíveis perdas afetivas, vivendo de memórias do passado. O que acontece quando alguém assim desencarna? Encontra a liberdade do espírito


Você tem alguma razão!


No entanto, havemos de compreender que determinadas afirmações são feitas pressupondo-se que há um entendimento prévio da DE e que não estamos falando a leigos, assim, menosprezamos detalhes a fim de não nos alongarmos tornando o debate enfadonho. Além do mais pode ter havido um discordância devido a semântica, pois que, liberdade espiritual nem sempre  significa exatamente liberdade de ação e pensamento quando o espírito está na erraticidade.


 E a amiga Filipa, em momento algum citou, como você o faz, com propriedade, a questão da consciência das ilusões mundanas, onde fica explicitado pelo contexto resumido a capacidade de discernimento entre o certo e o errado, fato este, que já explicitado em outros tópicos onde assevero que ninguém pode se defender pelos erros cometido alegando ignorância, haja visto, que na história da humanidade se destacam vários e vários ensinamentos para encaminhar esta ao bem com ênfase, claro! a Jesus Cristo.


E a minha citação a respeito da “liberdade” do espírito está exatamente alinhado com a Doutrina Espírita, onde os espíritos superiores, inclusive, utilizam este termo para descrever a possibilidade manifestação sem o pesado fardo de carne, principalmente aos de classes mais evoluídas. Assim esse termo torna-se apenas força de expressão que leva ao entendimento conforme o contexto.


Por tanto, permita discordar de você quando dizes que “o meu raciocínio” levaria os espíritas a esperar a morte a fim de encontrarem sua libertação menosprezando a atual existência e, pior, encontrando  a motivação para continuarem envolvidos pelas ilusões de suas vidas material e de prazeres. Aliás, não creio que alguém que tenha algum conhecimento da DE possa agir desta maneira, a não ser o igrejeiros simpatizantes da DE que criam superstições e fanatismos.


Ressalto ainda que este tópico foi criado justamente para motivar a discussão em torno da necessidade do auto-controle diante das manifestações dos ímpetos inferiores com o “desculpismo” de que a carne é fraca. Pois fraco é o espírito que habita o corpo diante de suas vicissitudes. Ao passo, que a amiga Filipa alega que o motivo que leva o espírito à permanência no erro é justamente o fato de estar encarnado, com total esquecimento para o fato de que o corpo serve justamente para a depuração do espírito através de limitações e necessidades que não seriam possível se estivesse na erraticidade.


Fraternal abraço!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 18 de Dezembro de 2012, 05:53

Ressalto ainda que este tópico foi criado justamente para motivar a discussão em torno da necessidade do auto-controle diante das manifestações dos ímpetos inferiores com o “desculpismo” de que a carne é fraca. Pois fraco é o espírito que habita o corpo diante de suas vicissitudes. Ao passo, que a amiga Filipa alega que o motivo que leva o espírito à permanência no erro é justamente o fato de estar encarnado, com total esquecimento para o fato de que o corpo serve justamente para a depuração do espírito através de limitações e necessidades que não seriam possível se estivesse na erraticidade.


Fraternal abraço!

Olá, amigo Ignarus.

Agora não entendi. Pois lembro-me que postei já aqui neste tópico, e você concordou comigo. No meu post, eu dizia que a carne é fraca e não o espírito.

Mas deixemos isso para lá. Vamos ao que interessa.

É possível, segundo a Doutrina, o estado de liberdade do espírito quando na carne. Vide o capítulo sobre Sonambulismo, Êxtase e Dupla Vista (Tudo isso é uma coisa só: são termos equivalentes para meditação profunda, que, mediante certas técnicas é como um sono provocado)


Sobre a ilusão. O que é ela?

429. Como pode o sonâmbulo ver através dos corpos opacos?

Não há corpos opacos senão para os vossos grosseiros órgãos. Já precedentemente não dissemos que a matéria nenhum obstáculo oferece ao Espírito, que livremente a atravessa? Freqüentemente ouvis o sonâmbulo dizer que vê pela fronte, pelo punho  :o, etc., porque, achando-vos inteiramente presos à matéria, não compreendeis lhe seja possível ver sem o auxílio dos órgãos. Ele próprio, pelo desejo que manifestais, julga precisar dos órgãos. Se, porém, o deixásseis livre, compreenderia que vê por todas as partes do seu corpo, ou, melhor falando, que vê de fora do seu corpo.”

Esse é o capítulo mais importante de O Livro dos Espíritos e contudo, é o menos estudado.  Tudo isso, - sonambulismo, êxtase e dupla vista - corresponde à meditação. Veja o tanto de livros que há sobre meditação, e a própria amiga Filipa abriu um tópico falando sobre ela.

Os espíritas não estudam esse capítulo. Ele é o mais importante. Nele é dito que o sonambulismo/dupla vista/êxtase podem ser provocados

O que é explicado neste capítulo é que, mesmo nós estando no corpo, podemos libertar a alma de tal modo que o seu modo de sentir e perceber as coisas, prescindem de modo completo tanto dos sentidos quanto da razão.

Ou seja, a alma passa a ter compreensões e percepções independentemente do pensamento. São os insights, as premonições, aquilo que dizemos às vezes "eu sabia que isso ia acontecer". Você sabia, mas não sabe como sabia...

É que são percepções e conhecimentos que não se dão pela via do intelecto. Assim, o pensamento não é um atributo da alma. Sei que no Livro dos Espíritos se irá dizer que o pensamento é um atributo da alma. Mas isso é dito para esclarecer apenas que quem pensa é o espírito e não o cérebro de carne.

Mas, de acordo com o capítulo sobre sonambulismo/dupla vista/êxtase, a alma pode, mesmo estando encarnada e através de alguma prática, entrar nesses estados e então perceber a realidade independentemente do pensamento e principalmente dos sentidos.

A alma pode - a minha, a sua, a da Filipa - nesses estados, ir até para outros mundos! Quão céticos e incrédulos são a grande maioria dos espíritas! A Doutrina diz que nós somos seres "poderosos", que podemos nos livrar do jugo da matéria, podemos ir até outros mundos, e contudo, vemos os espíritas sempre a lamuriar, "ah, somos tão imperfeitos"; "somos espíritos inferiores"; "somos pecadores, estamos longe do pai". Tá bom... 

Veja lá no texto dos espíritos (que eu reproduzi aqui), mencionando que o extático vê pela palma da mão, pela perna...

Sugiro ler o tópico da amiga Filipa, A Arte da Meditação - Krishnamurti.

Beijinhos de luz

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 18 de Dezembro de 2012, 10:24
Amigo, eu falei "da anulação dos efeitos da reação da matéria sobre a moral", não falei da "anulação da matéria" como vc interpretou.

Aliás, quando se tem essa perceção direta, sem pensamentos, agora, aqui neste momento, a dita matéria desaparece. Desaparece com o pensamento e com o "eu", o "eu" que o homem acredita ser, mas que é absolutamente ilusório, ou uma construção do pensamento, tal como a dita matéria.

Isto faz-se aqui e agora, nunca num futuro, porque futuro implica tempo, pensamento, e essa perceção de Deus está fora do tempo. O pensamento não tem cabimento nessa perceção de Deus.

Não é preciso chegar ao fim da vida para perceber isto, é preciso é morrer para a vida, pondo fim ao criador de ilusões, o pensamento.

Tenha um bom dia, amigo.

Filipa, em resposta a sua assertiva: "    “Desde que o homem anule os efeitos  da reação da matéria sobre a moral, não pensando, nesse momento, nesse  instante, só há a pura perceção, livre. O ser psicológico, que é o ego, a  personalidade, aquilo que o homem pensa que é, desaparece juntamente com o pensamento.
 
  Não é preciso chegar ao fim da vida, para ter essa perceção falada pelo  Herculano. É preciso é interromper o fluxo dos pensamentos..."    Respondo então:

 
Cara Filipa, a anulação da matéria só  vem com a morte do corpo, assim o espírito liberto de sua camisa de força  atinge a total liberdade.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 18 de Dezembro de 2012, 11:32
A alma pode - a minha, a sua, a da Filipa - nesses estados, ir até para outros mundos!

Nessa perceção sem o pensamento e o pensador, não faz sentido falar em "eu", "tu" e "ele", é igual para todos. É o facto, a verdade da livre perceção.

O "eu", o "tu" e o "ele" são divisões feitas pelo pensamento, são discriminações ilusórias como o próprio pensamento, através do tempo. Então, se essa perceção direta da verdade, do facto, do que é, está fora do tempo, pois é instantânea e imediata, o criador de ilusões, das discriminações e dos "eus" tem que ser eliminado para que a perceção possa manifestar-se.

Eliminar o pensamento é morrer para o mundo, morrer psicologicamente... É ficar a sós com com essa perceção solitária e silenciosa. O resto são apenas ilusões.

Bom dia.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 18 de Dezembro de 2012, 14:25
Filipa, a sua razão não lhe grita para que preste mais atenção ao quantum de pessoas que têm um entendimento contrário ao seu?
Veja a quantidade amiga, tanto dos que assinam com você com dos que diferem  e verá onde está a maioria.
Será que esta maioria esteja errada?
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 18 de Dezembro de 2012, 14:49
Filipa, a sua razão não lhe grita para que preste mais atenção ao quantum de pessoas que têm um entendimento contrário ao seu?
Veja a quantidade amiga, tanto dos que assinam com você com dos que diferem  e verá onde está a maioria.
Será que esta maioria esteja errada?
Abraços,
Moura

Não tenha dúvidas sobre a maioria, amigo. A maioria não quer saber destes temas para nada, não se interessa por isto. A maioria quer "sopas e descanso". A maioria venera o pensamento, acreditam em alguma coisa por acreditar, por lerem em algum lado, por terem ouvido dizer...

A maioria vive dos prazeres e dos medos mundanos, por se identificarem com as sensações, por enfatizarem os prazeres...

Para alcançar a perceção da verdade que liberta, falada pelo Cristo e pela doutrina é preciso abandonar o conforto da vida social e todo e qualquer tipo de pensamento, todo e qualquer tipo de autoridade, e a maioria foge disso como "o diabo foge da cruz".

Mas, amigo, se houver alguma incongruência naquilo que escrevi a respeito da doutrina, é só dizer, que eu citarei o que for preciso.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 18 de Dezembro de 2012, 15:20
      Olá, meu querido mano Moura,     (ref #77)



      Penso q não fui claro, pois foi isso mesmo q eu quis dizer: q o corpo é matéria (ou digamos, energia densa) e, por isso, como a própria doutrina diz, é obstaculo à percepção da realidade q nos envolve e penetra. Assim, qdo libertados das "injunções da matéria", como diz Herculano, "vemos, não mais como num espelho mal polido, mas face a face".

      A matéria, a carne, nos impede a visão correta. É obstáculo entre nós e Deus.
..........................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Dezembro de 2012, 16:24
Então caríssima Filipa, diante da sua exposição que nos categoriza a todos como sendo ignorantes doutrinários, acomodados e sem a percepção necessária para entender Cristo e a DE, só nos resta calar em "nossa insignificância".

Meditando sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: hcancela em 18 de Dezembro de 2012, 16:35
Olá amigos(as)

Perdoem dar um pequeno pitarro em relação ao texto com um tiquinho de Humor, mas hoje estou para isso.Só para descontrair, sory ;)

Fraco é o Espírito, não a carne!Certo

Ora a carne também pode ter razão a meu ver ;D

É fraca porque se detiora com o tempo; Adoece e morre desaparecendo, como tal é fraca mesmo, aliás ainda hoje constatei isso, porque ao fazer o almoço e por causa da pouco habilidade dei um corte num dedo, por isso para mim é fraca sim.


Aquele abraço e perdoem mais uma vez o jeito um pouco a brincadeira. :-* :-* :-*
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 18 de Dezembro de 2012, 17:13
Então caríssima Filipa, diante da sua exposição que nos categoriza a todos como sendo ignorantes doutrinários, acomodados e sem a percepção necessária para entender Cristo e a DE, só nos resta calar em "nossa insignificância".

Meditando sempre!

Não sou eu que o digo, amigo Ignarus, é a doutrina...

O homem, cujas faculdades são restritas, não pode penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível.

Boa tarde a todos.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 18 de Dezembro de 2012, 17:43
Eis aí Filipa a sua capacidade de distorcer a doutrina conforme suas convicções:
"O homem, cujas faculdades são restritas, não pode  penetrar, nem abarcar o conjunto dos desígnios do Criador; aprecia as  coisas do ponto de vista da sua personalidade, dos interesses factícios e  convencionais que criou para si mesmo e que não se compreendem na ordem da  Natureza. Por isso é que, muitas vezes, se lhe afigura mau e injusto  aquilo que consideraria justo e admirável, se lhe conhecesse a causa, o  objetivo, o resultado definitivo. Pesquisando a razão de ser e a utilidade de  cada coisa, verificará que tudo traz o sinete da sabedoria infinita e se dobrará  a essa sabedoria, mesmo com relação ao que lhe não seja compreensível."
 
Este é justamente o fato que solidifca a argumentação de que o espírito é fraco e não a carne, pois o espírito preso num corpo material tem diminuida as suas capacidades, mas ainda é ele quem comanda  as ações. O fato de estar ele preso ao mundo material tem que lidar com as ilusões e aí está a dificuldade que o faz progredir sempre. Estando ele ou não consciente deste fato, ele está sempre evoluindo, pois que, todas as sensações dolorosas ou prazerosas que lhe são comuns quando encarnado serve-lhe para lhe desenvolver variados sentidos, primeiro os instintos, depois os sentimentos, mais tarde a sabedoria e, finalmente, a purificação dos sentimentos juntamente com a sabedoria para sobrepujar os instintos e alcançar a sua plenitude. Adianta-se mais rápido aquele que se lança humilde e perseverante à aprendizagem dos ensinamentos que lhe chegam a todo momento.
Por tanto, como exposto variadas vezes, inclusive, com tantas citações da DE, através da obras de Allan Kardec e de outros estudiosos que colimam em um único entedimento reafirmamos que o espírito é tudo e a carne não é nada, que o mundo material não passa de uma escola onde este vem aprender, depurar-se e evoluir.
Agora, caríssima Filipa, és digna do meu respeito e admiração, contudo faço algumas  ressalvas em total e absoluta discordância do que asseveras:
   
Não tenha dúvidas sobre a maioria, amigo. A maioria não quer saber destes  temas para nada, não se interessa por isto. A maioria quer "sopas e  descanso". A maioria venera o pensamento, acreditam em alguma coisa por  acreditar, por lerem em algum lado, por terem ouvido dizer...
   
Não entenda aqui a maioria como sendo pessoas ignorantes e sem instrução  a respeito da DE. A maioria aqui alinha-se exatamente com o pensamento, por  exemplo, de Heculano Pires, César Lombroso, Léon Denis, Camille Flamarion,  Ernesto Bozzano, Caibar Schutel, somente para citar alguns que estudaram a DE e  de tantos médiuns e espíritos tais como Chico Xavier, Divaldo Franco, Yvone  Pereira, e tantos e tantos espíritos que se esforçaram ao máximo para fazer com  que a luz do entendimento sobra a vida espiritual iluminasse os nossos  corações. Estariam todos em desacordo com a DE e seriam todos ignorantes,  obsoletos e acomodados?
Ainda dentro da maioria encontram-se espírito sofredores, necessitados de acolhimento e sábias palavras acompnhadas de atitudes dignas e coerentes para que despertem, não só para o estudo edificante, mas acima de tudo para a prática do bem. Acusá-los de acomodados é conferir a nós mesmos a nossa capcaidade de colocar a lâmpada debaixo da mesa. Por isso, a máxiam do espiritsmo é: "fora da caridade não há salvação" (para nós mesmos que não a praticamos).
    E ainda, com a afirmação que generaliza envolvendo a todos que não pensam como  você dizendo que  a maioria, vive dos  prazeres e dos medos mundanos é no mínimo anti-caridosa, preconceituosa e condena  a todos os que não desejam aceitar suas opiniões, conceitos e entendimentos.  Isso me parece uma assertiva do fanatismo evangélico que condena tudo e todos  que não aceitem a “palavra”, será?
   
Todos os seus argumentos foram devidamente entendidos, entretanto, carecem  do embasamento doutrinário seguro e objetivo, embora a amiga tenha citado  trechos que não indicavam pontos conflitantes com o nosso entendimento, mas  possivelmente, não foram claros o bastantes para faze-la entender todos o  contexto, ou a sua vontade de firmar seus conceitos a impede de ver a realidade e assim distorce-os para consubstanciar seus entendimentos.
    Boa tarde!
     
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 18 de Dezembro de 2012, 18:33
Este é justamente o fato que solidifca a argumentação de que o espírito é fraco e não a carne, pois o espírito preso num corpo material tem diminuida as suas capacidades, mas ainda é ele quem comanda  as ações.     

692 - (...) o próprio homem é um instrumento nas mãos de Deus, do qual Ele se serve para que tudo à sua volta atinja os objetivos aos quais se destina.

Amigo Ignarus, não sei quais serão as "ações" dos homens de carne ou dos espíritos. Nem sei o que serão homens ou espíritos além de instrumentos de Deus.

Fique bem, amigo.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 18 de Dezembro de 2012, 20:34
A alma pode - a minha, a sua, a da Filipa - nesses estados, ir até para outros mundos!

Nessa perceção sem o pensamento e o pensador, não faz sentido falar em "eu", "tu" e "ele", é igual para todos. É o facto, a verdade da livre perceção.

O "eu", o "tu" e o "ele" são divisões feitas pelo pensamento, são discriminações ilusórias como o próprio pensamento, através do tempo. Então, se essa perceção direta da verdade, do facto, do que é, está fora do tempo, pois é instantânea e imediata, o criador de ilusões, das discriminações e dos "eus" tem que ser eliminado para que a perceção possa manifestar-se.

Eliminar o pensamento é morrer para o mundo, morrer psicologicamente... É ficar a sós com com essa perceção solitária e silenciosa. O resto são apenas ilusões.

Bom dia.

Eu sei amiga,

É que, "a vós é dado compreender certas coisas", mas, a eles, "falo por parábolas"  ;D

Beijinhos

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 19 de Dezembro de 2012, 13:30
Coronel,
permita-me, mas afirmar que a matéria (carne), impeça a visão correta é o mesmo que se afirmar que todos os que estão na carne, estagnarão exatamente por causa desse impedimento o que não é crível.
A matéria obstaculiza, e um obstáculo, qualquer que seja, pode ser transposto.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 19 de Dezembro de 2012, 13:52
Coronel,
permita-me, mas afirmar que a matéria (carne), impeça a visão correta é o mesmo que se afirmar que todos os que estão na carne, estagnarão exatamente por causa desse impedimento o que não é crível.
A matéria obstaculiza, e um obstáculo, qualquer que seja, pode ser transposto.
Abraços,
Moura

É verdade, amigo. E para a doutrina o obstáculo é o homem, o pensamento - quando falo do homem falo do psicológico, do pensamento _ , pois a doutrina diz que somente a alma pode ter a perceção do mundo imaterial, invisível, mas, para isso, é necessário que todos os pensamentos terminem.

Por isso, sem que terminem os pensamentos, não há "visão correta". São os pensamentos que impedem essa perceção.

Boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 19 de Dezembro de 2012, 13:57
Filipa, veja,
se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.
O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 19 de Dezembro de 2012, 14:33
Filipa, veja,
se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.
O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.
Abraços,
Moura

E como é que isso se faz sem abandonar o ego e a personalidade, o "eu" que cada um acredita ser? Temos que ir ter ao ponto de partida outra vez, o pensamento. Sim, o pensamento é quem inventa o ego e a personalidade, aquele "eu" que cada ser humano acredita ser. O pensamento movimenta-se nas experiências passadas, na história, no passado da Humanidade. O pensamento nunca é novo, quando olhamos para o presente através dele estamos sempre a ver o passado, nunca aquilo que chega. São os véus que a doutrina fala.

É por isso, que a doutrina diz, que em face da atual intensidade do egoísmo humano, a maior virtude é desprender-se da personalidade. Diz mais ainda, diz que é para esses que as portas do céu estão abertas, um pouco como a parábola do "memino", que falamos mais atrás.

Além do mais, como instrumentos de Deus nunca mudaremos nada. Só Ele muda.

Fique bem, amigo.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 14:50
A carne é fraca, pois a vontade é do espírito. A carne impõe limites e necessidades ao espírito para que este use livre arbítrio e venha a sobrepujar todas as dificuldades a fim de que evolua em inteligência e sentimentos. Eis aí a finalidade máxima da reencarnação!

O Espírito liberto da carne goza de maior liberdade, pode ver, ouvir, sentir, transportar-se e etc.., pode inclusive, ver o seu passado, o seu presente e em condições especiais o futuro, reconhece seus amigos e inimigos e, acima de tudo, tem a noção exata do que deseja para si e faz suas escolhas antes de voltar ao corpo de carne.

Seu livre arbítrio é uma constante esteja encarnado ou não, mas devido as limitações do corpo material, nem sempre o utiliza adequadamente.

O corpo de carne, frágil, fraco, pesado, com os sentidos limitados e necessitado de cuidados, alimentação e etc.,  faz o espírito trabalhar e conviver, as dificuldades da vida material faz doer no espírito que sofre e através deste aprende e evolui.

Assim, o corpo material é apenas o instrumento para que o espírito possa evoluir. Atribuir a fraqueza da carne para se desculpar pelos fracassos é  admitir a falta de vontade para agir, assim, fraco foi o espírito que não soube dominar a situação colocando em prática suas propostas de ações no momento da reencarnação, deixou-se levar pelas ilusões, vicissitudes, instintos inferiores e prazeres. Com certeza, terá que voltar e recomeçar o trabalho através de uma nova reencarnação e, talvez, em condições mais difíceis.

O sentido da mensagem “Fraco é o Espírito e não a Carne” é alertar para não deixe para depois as ações necessárias ao aprendizado e à evolução.

Simples assim!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 19 de Dezembro de 2012, 14:55
A proposição não está em que se abandono o Ego amiga Filipa, mas sim o excesso deste.
O que é o Ego?
A amiga há de entender que quando falamos em Ego falamos geralmente no excesso que leva à outras decorrências funestas.

A Wilkipédia nos diz:
"Ego (em alemão ich, "eu") designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico. O ego desenvolve-se a partir do Id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.
A principal função do Ego é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do Id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.
O Ego não é completamente consciente, os mecanismos de defesa fazem parte de um nível inconsciente."
Logo sem que tenhamos este "EU, não seremos, simples não?
Abraços,
Moura

Filipa, veja,
se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.
O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.
Abraços,
Moura

E como é que isso se faz sem abandonar o ego e a personalidade, o "eu" que cada um acredita ser? Temos que ir ter ao ponto de partida outra vez, o pensamento. Sim, o pensamento é quem inventa o ego e a personalidade, aquele "eu" que cada ser humano acredita ser. O pensamento movimenta-se nas experiências passadas, na história, no passado da Humanidade. O pensamento nunca é novo, quando olhamos para o presente através dele estamos sempre a ver o passado, nunca aquilo que chega. São os véus que a doutrina fala.

É por isso, que a doutrina diz, que em face da atual intensidade do egoísmo humano, a maior virtude é desprender-se da personalidade. Diz mais ainda, diz que é para esses que as portas do céu estão abertas, um pouco como a parábola do "memino", que falamos mais atrás.

Além do mais, como instrumentos de Deus nunca mudaremos nada. Só Ele muda.

Fique bem, amigo.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: lineu em 19 de Dezembro de 2012, 15:10
Citação de: Ignarus
O sentido da mensagem “Fraco é o Espírito e não a Carne” é alertar para não deixe para depois as ações necessárias ao aprendizado e à evolução.

Parece ser útil acrescentar:

Antes, fortalecendo a própria vontade, entendida como o poder de decisão...

E efeito do desenvolvimento do livre-arbítrio.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 15:41
Caro Lineu, o poder de descisão é sempre do Espírito ou alma encarnada em qualquer situação. Cabe, por tanto, acrescentar apenas que as descisões podem e são influenciadas por diversos fatores, um deles, o aprisonamento no corpo material e a ação de outros vontades advindas de espíritos. Assim, com o estudo que leva ao esclarecimento, o espírito encarnado desperta para as suas potencialidades e com isso assume o dever de fazer prevalecer em si o desejo de melhoria.

Outro fato que é preciso atenção é com o livre arbítrio comum a todos e este não se desenvolve, o que se desenvolve é o raciocínio através da inteligência e esta induz o bom uso do livre arbítrio. Além disse, a vontade é disciplinada o que leva, fatalmente, às descisões.

Mas relembro que, tudo está na alma encarnada, o poder é do espírito, a carne é mero instrumento que gera dificuldades e necessidades.

Na afirmação bíblica em sentido figurado que diz ser a carne fraca embora o espírito esteja pronto, demonstra a dificuldade de ação do espírito para agir preso ao corpo material, só isso.
O uso desta afirmação para justificar os erros e a permanência nos prazeres é apenas desculpismo sem justificativa lógica a fim de permanecerem inativos diante dos compromissos espirituais.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 19 de Dezembro de 2012, 15:43
917 - O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade (...)

Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade (...)

É principalmente para os que possuem essa virtude que o reino dos céus está aberto (...)


Está aqui a doutrina, amigo. Foi com base nela que eu falei. Não precisamos da Wilkipédia.

A proposição não está em que se abandono o Ego amiga Filipa, mas sim o excesso deste.
O que é o Ego?
A amiga há de entender que quando falamos em Ego falamos geralmente no excesso que leva à outras decorrências funestas.

A Wilkipédia nos diz:
"Ego (em alemão ich, "eu") designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico. O ego desenvolve-se a partir do Id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.
A principal função do Ego é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do Id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.
O Ego não é completamente consciente, os mecanismos de defesa fazem parte de um nível inconsciente."
Logo sem que tenhamos este "EU, não seremos, simples não?
Abraços,
Moura

Filipa, veja,
se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.
O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.
Abraços,
Moura

E como é que isso se faz sem abandonar o ego e a personalidade, o "eu" que cada um acredita ser? Temos que ir ter ao ponto de partida outra vez, o pensamento. Sim, o pensamento é quem inventa o ego e a personalidade, aquele "eu" que cada ser humano acredita ser. O pensamento movimenta-se nas experiências passadas, na história, no passado da Humanidade. O pensamento nunca é novo, quando olhamos para o presente através dele estamos sempre a ver o passado, nunca aquilo que chega. São os véus que a doutrina fala.

É por isso, que a doutrina diz, que em face da atual intensidade do egoísmo humano, a maior virtude é desprender-se da personalidade. Diz mais ainda, diz que é para esses que as portas do céu estão abertas, um pouco como a parábola do "memino", que falamos mais atrás.

Além do mais, como instrumentos de Deus nunca mudaremos nada. Só Ele muda.

Fique bem, amigo.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 19 de Dezembro de 2012, 15:45

Olá senhor Ignarus! Olá amigos!

A carne é fraca, pois a vontade é do espírito. A carne impõe limites e necessidades ao espírito para que este use livre arbítrio e venha a sobrepujar todas as dificuldades a fim de que evolua em inteligência e sentimentos. Eis aí a finalidade máxima da reencarnação!

Amigo, permita-me discordar. Será que podemos resolver essa questão do livre-arbítrio e de Deus como causador de todas as ações?

Esqueçam esse negócio de livre-arbítrio.

Quando dizemos que Deus é a consciência causal, isto quer dizer que é Ele quem causa as ações humanas, os pensamentos, e tudo mais.

Vamos a exemplos. Você perde o seu emprego. Qual a primeira reação? É ficar desesperado: "Como vou sustentar minha família?". Todavia, essa ação perder o emprego é uma ação de Deus. Acham que não? Então vejamos: quando você estava na erraticidade, pediu a prova de perder o emprego. Quando nasceu, Deus permitiu que você nascesse em um meio onde pudesse desenvolver a sua inteligência; com isso, estudou, e conseguiu um bom emprego. Não foi pelo seu mérito que você consegui o emprego. Foi Deus que te colocou num meio onde você pudesse fazer seus estudos e posteriormente arrumar o emprego. A prova consistia nisso: você ter um bom emprego, ganhar bem, ser feliz economicamente, e depois, perder o emprego.

Aí você perdeu o emprego. Qual a tua reação? Procurar um culpado. No mínimo, o culpado foi você, que não fez tudo direitinho. Mas não houve culpados; foi Deus que fez você perder o teu emprego, para que se cumprisse a tua prova. Os evangélicos têm razão nesse sentido: "Deus é fiel", pois, Ele sempre provê os meios para que o espírito cumpra a sua prova.

Onde reside a problemática

Então você perdeu o emprego, e, ao invés de aceitar isso alegremente - já que sabe que foi por determinação de Deus - você fica tentando racionalizar, tentando encontrar respostas para o que aconteceu: perdeu o emprego e agora está passando necessidades, tem que vender o carro que está financiado e comprar um mais velho.

E assim é a vida daqueles que acreditam que praticam ações, que são artífices do seu destino.

Quando um animal selvagem derruba o ninho de uma pomba e mata um filhotinho para comer, a pomba - que não pensa, não fica racionalizando, não fica matutando, não fica falando consigo mesma: "Por que Deus permitiu que aquele filhote fosse morto?" "O que aquele filhote fez de mal para merecer tal destino"? Não! Ela não questiona. Ela aceita aquilo como algo inevitável, como uma ação da consciência universal

E então, amigos, é assim que nós devemos nos portar ante as vicissitudes (Tanto as coisas boas quanto as coisas ruins da vida).

Presentemente a maioria aqui não se comporta assim. A maioria aqui são colecionadores de verdades espíritas, e por isso mesmo, posso imaginar os vossos semblantes carrancudos, sempre de mal com a vida, sempre preocupados com isso e com aquilo, preocupados em defender tudo aquilo que vocês têm apego, como as suas verdades, os seus filhos, os seus bens, o seu próprio corpo...

Por isso Jesus disse "Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se te tiraram a túnica, dá também a capa". Por que isso? Por que é Deus que tira, não é eu, nem ele, e nem você. Como disse Jó: "O senhor deu, o senhor tirou.

Se tivermos essa fé que transporta montanhas, se guardarmos absoluta certeza de que todas as ações e acontecimentos são obras de Deus, passaremos a rir das coisas que nos acontece. Nada mais nos abalará: mesmo se perdermos um filho, uma perna, um olho, se perdermos tudo o tivermos, seremos igual as aves que apenas olham de maneira indiferente, e continuam a viver como se nada tivesse acontecido.

Isso é ter fé! Não importa o que aconteça: eu sei que é Deus que está fazendo tudo.

E é esse estado, essa maneira de encarar os acontecimentos, que faz de nós seres iluminados e desde já então, podemos entrar no Reino dos Céus.

Simples assim!

Pois é... É mais simples do que imaginamos, a gente é que complica.

Beijinhos

Luiza
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 19 de Dezembro de 2012, 15:47
Filipa, novamente a amiga não entende, o que não creio que não entenda, que toda a questão também se fundamenta no excesso.
É para explicar tais situações que há outra questão que diz que o Orgulho pode ser também mola propulsora do progresso.
abraços,
Moura


917 - O egoísmo está fundado sobre a importância da personalidade (...)

Em face da atual intensidade do egoísmo humano, é preciso uma verdadeira virtude para se desprender de sua personalidade (...)

É principalmente para os que possuem essa virtude que o reino dos céus está aberto (...)


Está aqui a doutrina, amigo. Foi com base nela que eu falei. Não precisamos da Wilkipédia.

A proposição não está em que se abandono o Ego amiga Filipa, mas sim o excesso deste.
O que é o Ego?
A amiga há de entender que quando falamos em Ego falamos geralmente no excesso que leva à outras decorrências funestas.

A Wilkipédia nos diz:
"Ego (em alemão ich, "eu") designa na teoria psicanalítica uma das três estruturas do modelo triádico do aparelho psíquico. O ego desenvolve-se a partir do Id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, levando em conta o mundo externo: é o chamado princípio da realidade. É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.
A principal função do Ego é buscar uma harmonização inicialmente entre os desejos do Id e a realidade e, posteriormente, entre esses e as exigências do superego.
O Ego não é completamente consciente, os mecanismos de defesa fazem parte de um nível inconsciente."
Logo sem que tenhamos este "EU, não seremos, simples não?
Abraços,
Moura

Filipa, veja,
se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.
O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.
Abraços,
Moura

E como é que isso se faz sem abandonar o ego e a personalidade, o "eu" que cada um acredita ser? Temos que ir ter ao ponto de partida outra vez, o pensamento. Sim, o pensamento é quem inventa o ego e a personalidade, aquele "eu" que cada ser humano acredita ser. O pensamento movimenta-se nas experiências passadas, na história, no passado da Humanidade. O pensamento nunca é novo, quando olhamos para o presente através dele estamos sempre a ver o passado, nunca aquilo que chega. São os véus que a doutrina fala.

É por isso, que a doutrina diz, que em face da atual intensidade do egoísmo humano, a maior virtude é desprender-se da personalidade. Diz mais ainda, diz que é para esses que as portas do céu estão abertas, um pouco como a parábola do "memino", que falamos mais atrás.

Além do mais, como instrumentos de Deus nunca mudaremos nada. Só Ele muda.

Fique bem, amigo.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 19 de Dezembro de 2012, 15:49
Luiza, então os Espíritos superiores erram e só você acerta?
Desculpe-me maninha, mas sua idéia está errada.
abraços,
Moura


Olá senhor Ignarus! Olá amigos!

A carne é fraca, pois a vontade é do espírito. A carne impõe limites e necessidades ao espírito para que este use livre arbítrio e venha a sobrepujar todas as dificuldades a fim de que evolua em inteligência e sentimentos. Eis aí a finalidade máxima da reencarnação!

Amigo, permita-me discordar. Será que podemos resolver essa questão do livre-arbítrio e de Deus como causador de todas as ações?

Esqueçam esse negócio de livre-arbítrio.

Quando dizemos que Deus é a consciência causal, isto quer dizer que é Ele quem causa as ações humanas, os pensamentos, e tudo mais.

Vamos a exemplos. Você perde o seu emprego. Qual a primeira reação? É ficar desesperado: "Como vou sustentar minha família?". Todavia, essa ação perder o emprego é uma ação de Deus. Acham que não? Então vejamos: quando você estava na erraticidade, pediu a prova de perder o emprego. Quando nasceu, Deus permitiu que você nascesse em um meio onde pudesse desenvolver a sua inteligência; com isso, estudou, e conseguiu um bom emprego. Não foi pelo seu mérito que você consegui o emprego. Foi Deus que te colocou num meio onde você pudesse fazer seus estudos e posteriormente arrumar o emprego. A prova consistia nisso: você ter um bom emprego, ganhar bem, ser feliz economicamente, e depois, perder o emprego.

Aí você perdeu o emprego. Qual a tua reação? Procurar um culpado. No mínimo, o culpado foi você, que não fez tudo direitinho. Mas não houve culpados; foi Deus que fez você perder o teu emprego, para que se cumprisse a tua prova. Os evangélicos têm razão nesse sentido: "Deus é fiel", pois, Ele sempre provê os meios para que o espírito cumpra a sua prova.

Onde reside a problemática

Então você perdeu o emprego, e, ao invés de aceitar isso alegremente - já que sabe que foi por determinação de Deus - você fica tentando racionalizar, tentando encontrar respostas para o que aconteceu: perdeu o emprego e agora está passando necessidades, tem que vender o carro que está financiado e comprar um mais velho.

E assim é a vida daqueles que acreditam que praticam ações, que são artífices do seu destino.

Quando um animal selvagem derruba o ninho de uma pomba e mata um filhotinho para comer, a pomba - que não pensa, não fica racionalizando, não fica matutando, não fica falando consigo mesma: "Por que Deus permitiu que aquele filhote fosse morto?" "O que aquele filhote fez de mal para merecer tal destino"? Não! Ela não questiona. Ela aceita aquilo como algo inevitável, como uma ação da consciência universal

E então, amigos, é assim que nós devemos nos portar ante as vicissitudes (Tanto as coisas boas quanto as coisas ruins da vida).

Presentemente a maioria aqui não se comporta assim. A maioria aqui são colecionadores de verdades espíritas, e por isso mesmo, posso imaginar os vossos semblantes carrancudos, sempre de mal com a vida, sempre preocupados com isso e com aquilo, preocupados em defender tudo aquilo que vocês têm apego, como as suas verdades, os seus filhos, os seus bens, o seu próprio corpo...

Por isso Jesus disse "Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se te tiraram a túnica, dá também a capa". Por que isso? Por que é Deus que tira, não é eu, nem ele, e nem você. Como disse Jó: "O senhor deu, o senhor tirou.

Se tivermos essa fé que transporta montanhas, se guardarmos absoluta certeza de que todas as ações e acontecimentos são obras de Deus, passaremos a rir das coisas que nos acontece. Nada mais nos abalará: mesmo se perdermos um filho, uma perna, um olho, se perdermos tudo o tivermos, seremos igual as aves que apenas olham de maneira indiferente, e continuam a viver como se nada tivesse acontecido.

Isso é ter fé! Não importa o que aconteça: eu sei que é Deus que está fazendo tudo.

E é esse estado, essa maneira de encarar os acontecimentos, que faz de nós seres iluminados e desde já então, podemos entrar no Reino dos Céus.

Simples assim!

Pois é... É mais simples do que imaginamos, a gente é que complica.

Beijinhos

Luiza

Olá senhor Ignarus! Olá amigos!

A carne é fraca, pois a vontade é do espírito. A carne impõe limites e necessidades ao espírito para que este use livre arbítrio e venha a sobrepujar todas as dificuldades a fim de que evolua em inteligência e sentimentos. Eis aí a finalidade máxima da reencarnação!

Amigo, permita-me discordar. Será que podemos resolver essa questão do livre-arbítrio e de Deus como causador de todas as ações?

Esqueçam esse negócio de livre-arbítrio.

Quando dizemos que Deus é a consciência causal, isto quer dizer que é Ele quem causa as ações humanas, os pensamentos, e tudo mais.

Vamos a exemplos. Você perde o seu emprego. Qual a primeira reação? É ficar desesperado: "Como vou sustentar minha família?". Todavia, essa ação perder o emprego é uma ação de Deus. Acham que não? Então vejamos: quando você estava na erraticidade, pediu a prova de perder o emprego. Quando nasceu, Deus permitiu que você nascesse em um meio onde pudesse desenvolver a sua inteligência; com isso, estudou, e conseguiu um bom emprego. Não foi pelo seu mérito que você consegui o emprego. Foi Deus que te colocou num meio onde você pudesse fazer seus estudos e posteriormente arrumar o emprego. A prova consistia nisso: você ter um bom emprego, ganhar bem, ser feliz economicamente, e depois, perder o emprego.

Aí você perdeu o emprego. Qual a tua reação? Procurar um culpado. No mínimo, o culpado foi você, que não fez tudo direitinho. Mas não houve culpados; foi Deus que fez você perder o teu emprego, para que se cumprisse a tua prova. Os evangélicos têm razão nesse sentido: "Deus é fiel", pois, Ele sempre provê os meios para que o espírito cumpra a sua prova.

Onde reside a problemática

Então você perdeu o emprego, e, ao invés de aceitar isso alegremente - já que sabe que foi por determinação de Deus - você fica tentando racionalizar, tentando encontrar respostas para o que aconteceu: perdeu o emprego e agora está passando necessidades, tem que vender o carro que está financiado e comprar um mais velho.

E assim é a vida daqueles que acreditam que praticam ações, que são artífices do seu destino.

Quando um animal selvagem derruba o ninho de uma pomba e mata um filhotinho para comer, a pomba - que não pensa, não fica racionalizando, não fica matutando, não fica falando consigo mesma: "Por que Deus permitiu que aquele filhote fosse morto?" "O que aquele filhote fez de mal para merecer tal destino"? Não! Ela não questiona. Ela aceita aquilo como algo inevitável, como uma ação da consciência universal

E então, amigos, é assim que nós devemos nos portar ante as vicissitudes (Tanto as coisas boas quanto as coisas ruins da vida).

Presentemente a maioria aqui não se comporta assim. A maioria aqui são colecionadores de verdades espíritas, e por isso mesmo, posso imaginar os vossos semblantes carrancudos, sempre de mal com a vida, sempre preocupados com isso e com aquilo, preocupados em defender tudo aquilo que vocês têm apego, como as suas verdades, os seus filhos, os seus bens, o seu próprio corpo...

Por isso Jesus disse "Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se te tiraram a túnica, dá também a capa". Por que isso? Por que é Deus que tira, não é eu, nem ele, e nem você. Como disse Jó: "O senhor deu, o senhor tirou.

Se tivermos essa fé que transporta montanhas, se guardarmos absoluta certeza de que todas as ações e acontecimentos são obras de Deus, passaremos a rir das coisas que nos acontece. Nada mais nos abalará: mesmo se perdermos um filho, uma perna, um olho, se perdermos tudo o tivermos, seremos igual as aves que apenas olham de maneira indiferente, e continuam a viver como se nada tivesse acontecido.

Isso é ter fé! Não importa o que aconteça: eu sei que é Deus que está fazendo tudo.

E é esse estado, essa maneira de encarar os acontecimentos, que faz de nós seres iluminados e desde já então, podemos entrar no Reino dos Céus.

Simples assim!

Pois é... É mais simples do que imaginamos, a gente é que complica.

Beijinhos

Luiza
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 19 de Dezembro de 2012, 15:53
Sim, amigo Mourarego, os Espíritos Superiores erram! Sabe por que, amigo? Porque eles não são perfeitos.

Veja a Escala Espírita no Livro dos Espíritos.

E, se acha que estou errada, querido, aponte o meu erro no meu texto, pois ele está de acordo com o Evangelho de Jesus e com a Doutrina Espírita.

Inté,

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: hcancela em 19 de Dezembro de 2012, 16:15
Sim, amigo Mourarego, os Espíritos Superiores erram! Sabe por que, amigo? Porque eles não são perfeitos.

Veja a Escala Espírita no Livro dos Espíritos.

E, se acha que estou errada, querido, aponte o meu erro no meu texto, pois ele está de acordo com o Evangelho de Jesus e com a Doutrina Espírita.

Inté,

Luiza


Nem vou discutir outros itens Luiza, porque dizer-se espirita e afirmar que os espiritos da codificação e superiores erram, não lembra ninguém, apenas compreendo como sua opinião pessoal e aqui nem discuto.

Lembro que os espíritos Superiores e como nos diz a Doutrina (Codificação) e não noutro livro que se diz espirita, estes (Superiores)não erram não, porque como sabe ou deveria saber que os Superiores só falam daquilo que sabem por isso não erram e os Perfeitos falam de tudo porque tudo sabem e sem errar e os Inferiores mais os Pseudo Sábios, de tudo falam mas pouco acertam.

Aquele abraço
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 16:39
É fato que somente Deus é a perfeição máxima, mas daí, alegar que os Espíritos Superiores erraram e erram é no mínimo uma falta de conhecimento e incapacidade de julgamento, mormente, em relação a DE que já passou pelo crivo da razão e a análise de vários estudiosos que a aprovaram. Colocar-se acima deste entendimento é chamar para si a propriedade da verdade.
Vejamos o que diz O Livro dos Espíritos
   
Capítulo I
   
Dos Espíritos
   
Diferentes  Ordens De Espíritos
    97. As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número  determinado?
    “São ilimitadas em número,  porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte  que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia,  considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a  três principais.
    “Na primeira, colocar-se-ão os  que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram  ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à  terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos  imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam  o progresso, eis o que os caracteriza.”
    +++
Logo entende-se que espíritos superiores são aqueles que dominam seus sentimentos agindo naturalmente com amor e bodade, além de já ter grandes conhecimentos, assim conseguem unir o Amor e o Saber. Não se comparam a Deus, mas é para nós o referencial de perfeição que devemos almejar.
Assim, alegar que elas erram seria uma contraposição da própria DE colocando em "cheque" a explicação acima citrada.

Deus não faz "pegadinhas" para rir às custas dos inferiores. Ao contrário, tudo proporciona para que todos alcancem a felicidade real e nisso designa oas mais sábios e perfeitos para orientar a humanidade.
 
Paz!
 
 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 19 de Dezembro de 2012, 17:22
Ah, senhores, estão a jogar sujo  ;D, pois, mudaram de assunto. Isso quer dizer que concordam com o meu post. É que é doloroso para o ser humano ter que aceitar que ele não decide nada e nem pratica nenhuma ação.

"Poxa! Eu achava que eu era o dono do meu destino!"  :-\. Pois é. Não é. É o Senhor que opera em nós o pensar, o querer e o fazer (Paulo de Tarso).

Determinismo X Livre-arbítrio. Mas não vamos entrar nessa questão por enquanto. Vou apenas responder aos senhores - Ignarus e Hcancela - a respeito dos Espíritos Superiores que escreveram as Obras Básicas, com uma questão que está no próprio Livro dos Espíritos. Vejamos então:

143. Por que todos os Espíritos não definem do mesmo modo a alma?

Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem as coisas abstratas. São como as crianças entre vós. Também há Espíritos pseudo-sábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem  :D, ainda como sucede entre vós  ;). Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir-se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancial mente, o mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a comparações, que tomais como realidade.”

Kardec não tinha condições de verificar se todos os Espíritos eram superiores, e qual o grau dessa superioridade. O CUEE, foi apenas um método utilizado para que as comunicações tivessem um denominador comum, o mesmo teor.

Mas entre os Espíritos Superiores há várias classes, achando-se uns mais sábios num assunto e menos no outro, e assim por diante.

Não querem que eu cite aqui a Escala Espírita, não é mesmo?

Vou-me então,

Beijinhos,

Luiza



Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 17:52
Cara Luiza, com todo respeito que lhe é devido, sou obrigado a dizer-lhe que tre enganas com essa afirmativa: "É que é doloroso para o ser humano ter que aceitar que ele não decide nada e nem pratica nenhuma ação."
Pense bem! e leve em consideração a capacidade de escolha que todos tem com o seu livre arbítrio. Deus estabelece o determinismo que impulsiona a todos à evolução. Ponto!
Cada um segue obedecendo as Leis Naturais, mas colocando em prática somente diante da sua firme vontade, ninguém se transforma sem trabalho. Ponto!

A afirmação Biblica que utilizas implica justamente no grande determinismo Divino, onde, cada um deverá alcançar a plenitude, mas sempre através das experiências que o "domam" e instruem. Ponto!

E para permanecermos dentro do tópico. Mais uma vez repito, a carne é o instrumento de trabalho para que o espírito exercendo sua vontade se disvincule dos instintos inferiores e evolua em saber e sentir. Ponto!

Deus, está no controle de tudo, mas não fica fazendo milagres, como de transfomar sapos em príncipes. Se alguém desejar ser realmente feliz tem que merecer através do trabalho e do estudo e, principalmente, do convívio.

Qualquer outro entendimento seria colocar Deus numa posição de um ser Injusto!

Medidanto Sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 19 de Dezembro de 2012, 19:06

Cara Luiza, com todo respeito que lhe é devido, sou obrigado a dizer-lhe que tre enganas com essa afirmativa: "É que é doloroso para o ser humano ter que aceitar que ele não decide nada e nem pratica nenhuma ação."
Pense bem! e leve em consideração a capacidade de escolha que todos tem com o seu livre arbítrio. Deus estabelece o determinismo que impulsiona a todos à evolução. Ponto!

Com relação ao livre-arbítrio, é fácil reconhecer que, se "posso tudo, mas faço aquilo que não me convém", eu mesma estou - como se diz em psicologia - me auto-sabotando. Um exemplo é se você trai a sua esposa ou namorada, por uma questão de aventura, e não vê nada de mal nisso. Mesmo que ela descubra e perdôe, você mesmo pode se sentir envergonhado; cedo ou tarde nós reconhecemos o mal que fazemos.

Podemos fazer o bem ao próximo? Isto é, podemos escolher fazer o bem a alguém? Claro! Como não? Suponhamos que eu conheço uma certa senhora que mora sozinha, e então vou lá fazer visitá-la, bater papo com ela. Estou fazendo um bem.

Ora, sobre isto não resta dúvidas que podemos escolher. Alguém estupra nossa filhinha; temos escolhas que variam desde a renúncia até o perdão e a vingança.

Sobre isso está claro.

O que devemos ter em conta, contudo, é que, se eu faço um bem, não sou eu-Luiza Gabriella que faço. Mas é Deus que opera através de mim. Exemplo: fui lá visitar a querida senhora abandonada, mas como os espíritos estão a serviço de Deus, certamente que me intuíram a fazer isso, assim como, se decido me vingar do estuprador da minha filhinha querida, também sou instrumento de Deus, que, valendo-se de obsessores cruéis, me incitam a praticar o ato criminoso.

Mas esses exemplos são só para satisfazê-lo quanto a essa bendita questão de bem e mal. Sempre esse dualismo, bem e mal, que afinal não existe. O mal não existe. O mal é uma ilusão. O mal é uma criação da mente humana, ele só existe dentro da mente humana. Os fatos e acontecimentos que nós percebemos no mundo exterior são interpretados pela nossa razão simbólica doentia, que pretende apenas aceitar aquilo que nos levem ao prazer e rejeitar tudo o que nos leve a qualquer tipo de desconforto, e isto é anti-natural, porque neste mundo todos os seres vivos, desde uma bactéria até o ser humano, estão sujeitos às vicissitudes que são inerentes à vida neste planeta.

Mas eu quero falar de outros atos, de outras ações. As desgraças que nos acontecem, são coisas naturais. Não há culpados e responsáveis pelo que acontece comigo. Assim também com as graças, com as coisas boas: se algo de bom está acontecendo, por qual razão eu deveria me julgar a atriz que está conduzindo tudo a seu bel-prazer? Aí, quando lá na frente algo dá errado, nos decepcionamos.

Não é assim que as coisas funcionam. O Ignarus, a Luiza Gabriella, a Filipa Matos, são todos personagens de uma peça de teatro. Personagens vivem ficções, representam papéis fictícios e não a realidade. O espírito é o ator, a testemunha silenciosa que aceita representar um personagem = escolhe uma prova. Ex. Eu, peço para nascer rica e me chamarei Luiza Gabriella. Lá pelas tantas, perco tudo o que tenho e fico pobre e deprimida. Ficar pobre é inevitável; ficar deprimida ou não, faz parte da prova. É nisso que consiste a prova: ou eu acredito que eu sou a atriz, ou eu acredito que sou a personagem Luiza Gabriella. O bom ator é aquele que não se identifica com o personagem e o péssimo ator é aquele que se identifica com o seu personagem. Daí que não devemos nos identificar com nada neste mundo, não devemos acreditar que nós somos o personagem! Fazer isto é pedir para sucumbir na prova... E olhe que já estamos há milênios cainda na armadilha de maya.

Qual o objetivo dessa brincadeira, desse teatrinho chamado reencarnação? É o Espírito, quando obscurecidas as suas faculdades pela matéria, se reconhecer enquanto espírito. Mais que isso, a grande prova que cabe a todos superarmos é nos despirmos das verdades terrenas. Ponto.

E é só isso, amigo Ignarus.

Como diz a amiga Filipa, o maior empecilho é acreditar que nós somos o personagem, que nós somos um eu, uma entidade distinta de tudo e de todos no universo.

Acreditar que somos personalidades reais é pedir para fracassar na prova.

É isso.


Beijinhos de luz

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 19 de Dezembro de 2012, 19:29
Amado Irmão
Ignarus...

Estás coberto de razão quando afirmas: "Ninguém se transforma sem trabalho".

Esse é a proposta Evangelizadora dessa palestra abaixo, que fez parte de meu estudo alhures mas que cabe bem aqui...

"A História do Discípulo", por Vinicius Lara (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD9mZWF0dXJlPXBsYXllcl9kZXRhaWxwYWdlJmFtcDt2PVQ1b2xwQl90V2xVI3dz)

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 20:19
Cara Luiza, mais uma vez tens um entendimento que não condiz com a realikdade, veja:

O mal existe! e é fruto da ignorância, ou da inferioridade dos espíritos. Talvez não entendas que oDeus em sua infinita bondade se utiliza, ou permite, que tais fatos ocorram justamente para que através das dificuldades advindas todos possam evoluir. A quem entenda que o mal é a ausência do bem o que não tira o valor da assertiva acima, pois quem não faz nada, hora chegará que precisará que alguém lhe faça e aí virá a lição. com relação aos fatros que atingem um povo e marcam toda a humanida o que denominas de "desgraça" não é uma obrigatoriedade imposta, mas apenas um processo que, através da dor, vem a provocar a mudança dos conceitos e a elevação moral. Já as tranformações do planeta que gera cataclismos é encarado como dificuldades naturais a fim de impulsionar a humanidade, desta forma , esta dificuldades devem ser superadas pelos habitantes e vistas, não como castigos divinos, mas apenas e tão somente, oportunidade de trabalho e aprendizagem.
 
Não há ficçoes, peças de teatro ou apenas ilusões. O que há de fato é a interação onde o convívio vai aparando arestas, achatando orgulhos, moldando o entendimento e ocasionando a aprendizagem. Agora, se não houver boa vontade, humildade, paciência tudo pode "descambar" para o autoritarismo e para a violência que fatalmente ocasionará dissenções. Então, a convivência é trabalho, que exige esforço do espirito para que não se deixe levar pelos seus intintos inferiores, hoje desnecessários. Assim é que, através da auto-disciplina imposta pela doutrina bem estudade e compreendida, que se evolui. O espírito não vive uma mentira quando escolhe seu papel ao reencarnar, ele vem aqui experimentar uma realidade diferente de quando está na erraticidade, pois sabe incoscientemente que deve evoluir, pois a estagnação lhe causa sofrimento. Desta forma, o planeta Terra não é um teatro, mas sim uma escola onde se aprende na prática as lições que proporciam a evolução, frimando a individualidade de cada ser e a necessidade da convivência harmoniosa com todo o universo.
Aliás, com essa sua afirmação: "Como diz a amiga Filipa, o maior empecilho é acreditar que nós somos o  personagem, que nós somos um eu, uma entidade  distinta de tudo e de todos no universo. Acreditar que somos personalidades reais é pedir para fracassar na prova. "
Infelizmente, que queiram ou não somos sim persolanlidades distintas, portadoras de pontecialidades ainda indicritíveis, mas no momento em estágio de evolução onde a primeira lição é Amar a Deus sobre todas as Coisas e ao Próximo como a si próprio. Para alcançar esse amor é necessário que dominemos em nós os instintos inferiores que foram adquiridos ao longo da jornada evolutriva. Aliás, lembrando Einstein, Deus não joga dados, tudo tem uma grande razão e tudo é para o bem de todos, ou seja, tudo tende para a harmonia Universal. E nós espíritos dotados de individualidade, personalidade, capacidades, pois não somos autômatos sem consciência, temos que  trabalhar arduamente em busca da nossa felicidade.
 
Deus nos assiste em tudo, nos dá tudo, inclusive espíritos amorosos que estão nos influenciar para que alcancemos a felicidade, e depende de nós dar-lhes ouvidos ou não, mas também, permite que alguns nos influencie lenvando-nos ao erro ocanioando a mal.
 
Espero que entendas e que não deixes de pesquisar junto a DE, aliás não devemos nos prender somente a alguns tópicos mas procurar entender todo o contexto.
 
Meditando sempre! 

   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 19 de Dezembro de 2012, 22:31
Olá amigos,

Cara Luiza, mais uma vez tens um entendimento que não condiz com a realikdade, veja:

O mal existe! e é fruto da ignorância, ou da inferioridade dos espíritos. Talvez não entendas que oDeus em sua infinita bondade se utiliza, ou permite, que tais fatos ocorram justamente para que através das dificuldades advindas todos possam evoluir

Senhor Ignarus, o que é a realidade?

Na verdade todos esses chavões aí são expressões bem batidas no Movimento Espírita e que se tornam algo condicionante: "Infinita bondade", "inferioridade dos espíritos", "evolução por meio de dificuldades".

Você tinha concordado com o meu primeiro post aqui nesse tópico (ficou lá para trás). Eu dizia que os espíritos "simples e ignorantes", são como Adão e Eva. São como crianças que perdem a sua inocência assim que entram na Roda das Encarnações.

Por isso, todos têm que voltar a ser como crianças, disse Jesus, de outro modo não entra no Reino dos Céus.

Mas agora, você retornou com o "DME" - Discurso do Movimento Espírita (Inventei essa sigla agora  ;D).

A quem entenda que o mal é a ausência do bem o que não tira o valor da assertiva acima, pois quem não faz nada, hora chegará que precisará que alguém lhe faça e aí virá a lição. com relação aos fatros que atingem um povo e marcam toda a humanida o que denominas de "desgraça" não é uma obrigatoriedade imposta, mas apenas um processo que, através da dor, vem a provocar a mudança dos conceitos e a elevação moral

Olhem aí. Continua o discurso típico, com os chavões espíritas: "o mal é a ausência do bem". Vamos refletir sobre essa questão.

Para Deus, o bem e o mal não existe, porque, como disseram os espíritos a Allan Kardec - de uma maneira um tanto jocosa, para o meu gosto - "os homens fazendo o mal, se punem uns aos outros". Quer dizer, aquilo que para o ser humano aparenta ser um mal, na verdade é um bem, pois que, esse mal que acontece com alguém não é senão o conjunto de meios que garante o cumprimento da prova solicitada pelo espírito.

Por outro lado, aquilo que para nós é um bem - bem estar material, felicidade afetiva e psicológica - muitas vezes é um mal para o Espírito.

Daí que, não só o mal é uma ilusão, mas também o bem. Esses são conceitos humanos. Eu já postei isso em outro lugar, relativizando a idéia de bem e mal. Mas vou reescrever aqui, não custa.

O que é o bem? O bem é quando você segue corretamente as regras de boa convivência; quando respeita os costumes, as leis, etc. Fazer o bem é quando você segue à risca todas as etiquetas do sistema.

E o mal? O que é o mal? Você pratica o mal toda vez que desrespeita ou não segue à risca as etiquetas e convenções do sistema. Toda vez que você afronta o sistema - suponhamos que você passe a viver com uma garota de 20 anos - então você está fazendo o mal.

Bem e mal são portanto, conceitos humanos, são criações do intelecto humano; são conceitos criados para reger e disciplinar os comportamentos. Bem e mal trata-se da disciplina dos egos. Para isso a sociedade têm importantes instituições que se encarregam de "educar" o ego, ou seja, de adequar o ego aos seus preceitos, normas, diretrizes e demandas. São elas: a família, a escola, a igreja, o Estado, e etc.

No caso aqui, são os espíritas, com seus chavões sobre bem e mal cumprindo, enquanto instituição social, o papel de "vigilância do sistema", ou seja, averiguando se todos estão ou não de acordo com as normas de conduta social, baseadas na tradição e nos costumes, como "honrai pai e mãe", "respeitai o mais velho", "se você engravidou ela, tem que casar", toda essa bobajaiada aí que é chamada de "bem e mal".

Conceitos de bem e mal, portanto, são conceitos humanos.

Não há ficçoes, peças de teatro ou apenas ilusões. O que há de fato é a interação onde o convívio vai aparando arestas, achatando orgulhos, moldando o entendimento e ocasionando a aprendizagem.

O orgulho existe desde que exista um eu para se acreditar peça importante no cenário da criação. É o sentimento de importância pessoal que entra em jogo aqui, o mais pernicioso para a elevação espiritual. Por isso que, conforme já dissemos, há que se extirpar a própria noção ilusória de personalidade, conforme Jesus orientou, "Eu e o Pai somos um", aludindo à questão de que todos nós somos manifestações e "partes" do próprio Deus, logo, a percepção de seres como entidades específicas e separadas no universo, é sem dúvida alguma uma ilusão.

O espírito não vive uma mentira quando escolhe seu papel ao reencarnar, ele vem aqui experimentar uma realidade diferente de quando está na erraticidade, pois sabe incoscientemente que deve evoluir, pois a estagnação lhe causa sofrimento. Desta forma, o planeta Terra não é um teatro, mas sim uma escola onde se aprende na prática as lições que proporciam a evolução, frimando a individualidade de cada ser e a necessidade da convivência harmoniosa com todo o universo.

Não creio. O espírito vem para a carne para, uma vez nela, tentar discernir a realidade da ilusão. Nem sempre consegue. A prova de todos os espíritos, no final de contas consiste em:

1- Identificar-se como espírito. Mas sentir-se como espírito, não dando importância alguma aos acontecimentos materiais
2- Desligar-se definitivamente, despir-se de uma vez por todas de todas as verdades humanas.

Infelizmente, que queiram ou não somos sim persolanlidades distintas,

Isto é só para os espíritos que estão iludidos.

E nós espíritos dotados de individualidade, personalidade, capacidades, pois não somos autômatos sem consciência, temos que  trabalhar arduamente em busca da nossa felicidade.

Isso aí foi coisa que te disseram, caro amigo. Mesmo Deus não é uma individualidade. Já ouviu falar do Paradoxo da Onipotência? Deus é o ser e não "um ser" elencado ao lado de outros seres. Se Deus fosse um ser elencado ao lado de outros seres da criação, ele não teria controle sobre a própria criação. Se nós fôssemos realmente individualidades/personalidades com vontades próprias e livre-arbítrio absoluto, seríamos como Deus, e poderíamos mesmo disputar com ele, pois, seriam várias vontades no universo. Mas o Pai é um só, e a vontade do Pai é uma só.

Portanto aqueles que se julgam individualidades, estão ainda embuídos de um forte senso de personalidade, o que equivale a dizer que são Espíritos humanizados. Ao desencarnar, constatarão que sucumbiram na prova e terão que reencarnar de novo.

Deus nos assiste em tudo, nos dá tudo, inclusive espíritos amorosos que estão nos influenciar para que alcancemos a felicidade, e depende de nós dar-lhes ouvidos ou não, mas também, permite que alguns nos influencie lenvando-nos ao erro ocanioando a mal.

Que é Deus? (Por favor, não me venha com os chavões: "É a inteligência suprema..."). Enquanto entidades/individualidades tudo é ilusão. Nem deus existe.

Por Deus, dentro da concepção monista, entendemos a Existência Única. Eu, você, o gato, somos deus manifestados de uma outra forma.

Três concepções a respeito de Deus:

1- Dualista: Deus é causa, e a criação, o efeito. Relação de causa e efeito - Religiões dualistas, incluindo a Doutrina Espírita, advogam esse tipo de filosofia
2- Dualistas não-qualificados (dualistas disfarçados): Deus é causa, mas está presente no efeito. É a concepção dos filósofos, como Platão por exemplo. Assim como nós temos uma alma, Deus seria a Alma do Mundo (anima mundi em Platão); o "corpo de Deus", seria o sensorium dei para Isaac Newton, ou em outras palavras, o Éter, que, segundo Robert Boyle, "é como se fosse um oceano em que os globos luminosos nadam como peixes no oceano". Temos portanto uma relação de Causa presente no efeito mas ainda assim, é diferente do efeito. É uma espécie de dualismo, portanto e, finalmente
3- Não-dualismo: Deus é causa e efeito ao mesmo tempo.

Veja aí como existe outras lógicas, outras maneiras de pensar. E nós aqui no ocidente, somos escravos do sistema, gostamos de ser lacaios, pois nos sentimos lisonjeados em consentir que somos bastante evoluídos intelectualmente não é mesmo? Afinal, a ciência sabe tudo, sabe onde está tudo, até o mais distante quasar, a 13 bilhões de anos-luz... "Tudo isso é lixo, perto do reino de meu Pai", teria dito Jesus...

Portanto, só existe "deus", tudo o mais é ilusão, amigo. Sobre o Não-dualismo, a maior expressão que encontramos no Cristianismo é Paulo de Tarso, o maior discípulo de Jesus.

Espero que entendas e que não deixes de pesquisar junto a DE, aliás não devemos nos prender somente a alguns tópicos mas procurar entender todo o contexto.
 
Meditando sempre!
 

E eu espero, amigo, que não deixes de seguir sempre o conselho de Paulo, Estudai tudo, retende o que for bom.


Beijinhos de luz

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 19 de Dezembro de 2012, 22:32
Reconhecer que a fraqueza é pecado: Costumamos apresentar desculpas para as nossas fraquezas culpando a fraqueza da carne e, assim,fugindo e recusando a encarar nossos defeitos como pecado, porém não adianta fugir porque assim não estaremos ajudando aos outros e muito menos a nós mesmos. Com Fé, paciência e coragem podemos vencer qualquer coisa… “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13)
 
Talvez, isso possa parecer mais uma pregação igrejeira, mas todos sabemos que devemos e podemos, pois embora os desejos e as ilusões sejam fortes nós somos donos da nossa vontade e sabemos escolher entre o certo e o errado.
 
Meditando sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 19 de Dezembro de 2012, 23:30
Reconhecer que a fraqueza é pecado: Costumamos apresentar desculpas para as nossas fraquezas culpando a fraqueza da carne e, assim,fugindo e recusando a encarar nossos defeitos como pecado, porém não adianta fugir porque assim não estaremos ajudando aos outros e muito menos a nós mesmos. Com Fé, paciência e coragem podemos vencer qualquer coisa… “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13)
 
Talvez, isso possa parecer mais uma pregação igrejeira, mas todos sabemos que devemos e podemos, pois embora os desejos e as ilusões sejam fortes nós somos donos da nossa vontade e sabemos escolher entre o certo e o errado.
 
Meditando sempre!

Não é bem isso que diz a doutrina, amigo Ignarus...

4. - O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e um imenso governo em o qual cada ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda parte a unidade. Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem. Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão. Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo.

Boa noite
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: lineu em 20 de Dezembro de 2012, 00:01
Não há dúvida de que a suprema vontade pertence ao Criador.

Mas isso não implica necessariamente na inferência de que uma criatura divina seja desprovida de vontade própria.

Na verdade, o fortalecimento da própria vontade de cada criatura corresponde à suprema vontade do Criador...

E é por isso que toda criatura pensante, por vontade do Criador, contém em si mesma, desde o princípio, os “genes” do livre-arbítrio e do senso moral.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 20 de Dezembro de 2012, 01:27
Cara Luiza, por favor, se você não deseja entender tudo bem, se você não deseja ser contrariada então nem participe de Fórum de discussão. E, finalmente, se for agir com preconceitos a respeitos dos termos que utilizamos, mais favor, nem nos questione mais.
 
Agora afirmar que o espírito precisa retroceder para se tornar uma criança  espiritual que você simboliza como sendo Adão, isto é ridículo diante da Doutrina Espírita. E quando Jesus usou a frase : necessário que torne como crianças para adentrarem as portas do Céu, o entendimento que temo a respeito é a da humildade para se reconhecer ignorante diante das verdsades que ele trouxe e submissos à verdade nos entregarmos à pratica do que foi ensinado sem dúvidas, medos e questionamentos opositores que contrariam as máximas a respeito do perdão e do amor ao próximo. Assim é hoje ainda, diante dos ensinos do Mestre Galileu e do Prof Rivail, ao invés de ficarmos inventando teorias e fazendo questionamentos pertubadores no intuito de complicar e não o de ajudar jamais iremos perceber as próprias inferioridades e nem reconhecer as reais necessidades diante da evolução que leva à felicidade.
 
A realidade é uma só, somos espíritos encarnados a fim de progredir obedecendo assim um determinismo Divino. Quer queiramos ou não!  Podemos ir usar nossa nossa vontade fazendo todo o possível para disciplinarmos nossos instintos remanecentes de uma outra etapa evolutiva que deixamos para trás ou estagnarmos em situações dolorosas até que resolvamos recomeçar o trabalho. O espírito evolui sempre e é portador de todas as potencialidades. No início da nossa jornada evolutiva não tínhamos condições de perceber os compromissos conosco mesmos, faltava-nos a sabedoria, a capacidade de compreensão e os nosso sentimentos não eram puros como imaginam, éramos somente instintos. Assim voltar à infância espiritual seria retroceder e isto não é possível.
 
Já com relação ao bem e ao mal, logo se nota que você não entende a proposição dos espíritos e a sua assertiva é que me faz rir, pois é no mínimo ridícula do ponto de vista doutrinário pois carece de muita compreensão. Sugiro que releia todo o capítulo e que medite sem ideias pre-concebidas. Pois o mal existe sim! pois se nãoi fosse desta forma não haveria tanta dor e sofrimento, por outro lado, a curta visão do materialista que só consegue ver bem no conforto material e afetivo, se bem que na realidade isto não implica em mal para o espírito, assim, são ideias somente suas. Mas não tenho interesse em divagara estas questões devido as dificuldades impostas pelas restrições inerentes aos mecanismo de comunicação, além do mais esta é questão complexa que exige muitas citações e pesquisas para não acabar falando dos meus achismos.
 
TEnho a dizer ainda que nenhum espírita consciente se lança como voce diz "vigilantes do sistema" e nem mesmo te obriga a nada nem a participar deste fórum ou qualquer reunião. Mas sim, o espirita consciente, é obrigado a zelar pela doutrina que professa e não aceitar achismos desprovidos de coerência ou conclusões motivada pelo pragmatismo religioso e, muito menos, de teses inovadoras de um pensamento incorformado ou, ainda, fundamentações advindas do ceticismo científico, mormente, da área psicológica que através de seus estudiosos sempre estão desejando explicar tudo a seu modo, mas nunca tem nada para provar a não ser teorias sem experimentações.
 
Com relação a encarnação o que dizes é somente um achismo seu, desprovido de qualquer fundamentação teórica, prática ou doutrinária e vem dar de frente justamente com a DE. O espírito mesmo que encarnado tem noção da sua individualidade. Sabe que tem uma missão, entende perfeitamente o que seja o certo ou o errado (com raras exceções) e entende completamente o que são os prazeres ilusórios e efemeros da vida corpórea. Contudo tem que obedecer às Leis Naturais que estabelecem os critérios da vida corpórea, de tal forma, que o corpo e suas necessidades lhe exigem cuidados e manutenção. Entender que o espírito encarnado tem obrigatóriamente que desligar-se de tudo e todas as ilusões materialistas e das verdades humanas de, uma vez por todas, em uma só encarnarção é pedir-lhe para dar um salto sem experimentar todas as lições necessárias para a sua elevação, não quero dizer que deva se comprazer na ociosidade que estagna o ser numa condição perpéuta, mas que tem de trabalhar a todo instante para fazer o máximo possivel, visualizando a sua felicidade longe das inferiorides que ainda o mantém preso a um planeta, também, inferior. Pregar e exigir este nível de desprendimento dos espírito é exigir-lhes um nível evolutivo que ainda não possuem, mas que devem almejar.
 
Com relação a Deus você e sua teoria extrapolam o contexto do tópico mais uma vez, contudo pinças determinados trechos e deixas de lado a complementação nos parágrafos que daria um sentido melhor à ideia e contestas com uma retórica fora do contexto, como você disse "isso é jogo sujo". Segundo a DE espírita todos possuem o livre arbítrio para escolher o caminho que desejar, mas estão sujeitos ao Determinismo Divino que os impele à evolução. Pelos mesmos motivos acima não iremos adentrar ao assunto e discutir o que é ou quem é DEus.
 
Só resta dizer-lhe para meditar melhor sobre o que aceitas como verdades, pois até Jesus diante de Pilatos ao ser questionado o que seria a verdade, este baixou a cabeça em silêncio. De resto, fiquemos com a DE como ela é e está, sem tirar nem por, pois ainda não conseguimos praticar  a caridade em toda a sua extensão, quanto mais amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
 
Mais trabalho e menos filosofias!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 20 de Dezembro de 2012, 01:43
Senhor Ignarus,

Você está atirando a esmo amigo...

As análises sobre o bem e o mal que eu fiz são baseadas no Behaviorismo e na Sociologia. Allan Kardec afirmou que o Espiritismo tem que caminhar ao lado da ciência.

Percebe-se que você está apegado à certas idéias do Movimento espírita, e que, não se detém para fazer um exame meticuloso sobre aquilo que considera verdade inamovível.

Isso se chama fanatismo, amigo, e apego à verdades pessoais.

Não se esqueça, amigo, que a prova de todos os espíritos consiste em se despir de todas as verdades humanas.

Contudo, o que eu vejo no amigo, é uma crença e um apego nessas mesmas verdades. Há tempo ainda para se libertar.

Liberte-se de todas essas verdades pertencentes ao ego. A verdade do "Eu sei", "Eu estudei". 

Fique em Deus.

Boa noite,

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 20 de Dezembro de 2012, 02:39
Cara Luiza, com relação ao seu último post #122, eu só tenho a lamentar, haja visto o preconceito e a incapacidade de aceitar oposição aos seus conceitos, o que a leva a ajuizar comentários a respeito da pessoa e não da ideias.

Abraços!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 20 de Dezembro de 2012, 14:25
Errado maninha Luiza, não erram
e o porque é que eles foram os escolhidos por Deus para que trouxessem a mensagem espírita que Kardec codificou.abraços,
Moura
Sim, amigo Mourarego, os Espíritos Superiores erram! Sabe por que, amigo? Porque eles não são perfeitos.

Veja a Escala Espírita no Livro dos Espíritos.

E, se acha que estou errada, querido, aponte o meu erro no meu texto, pois ele está de acordo com o Evangelho de Jesus e com a Doutrina Espírita.

Inté,

Luiza


Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Felipa em 20 de Dezembro de 2012, 18:45

A CARNE É FRACA?



 No livro “O Céu e o Inferno”, 1a. Parte, Capítulo VII, item "A carne é fraca", lê-se:
 
"(...) Hoje, está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do espírito.
(...) A carne só é fraca porque o espírito é fraco, o que inverte a questão deixando àquele a responsabilidade de todos os seus atos.
(...) A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode prevalecer jamais sobre o espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.
(...) O espírito é quem dá à carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material o cunho do seu gênio.
(...) de maneira que um homem não é colérico por ser bilioso, mas é bilioso porque o seu Espírito é colérico. Acontece o mesmo com todas as demais disposições instintivas.”

Observação de Rudymara: Nosso corpo físico é como uma luva de lã. A luva não se movimenta se a mão não estiver dentro dela. Então, se alguém esfaquear uma pessoa usando uma luva, a culpa não é da luva, mas de quem está a utilizando. Assim é o Espírito e o corpo físico.  O corpo físico só se movimenta porque tem um Espírito ligado a ele. É o Espírito que manda comando ao cérebro e este realiza os movimentos. Então, se uma pessoa se entregar ao vício, a culpa não é do corpo e sim do Espírito vicioso que se utilizou do corpo físico para se entregar ao vício. 
http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2012/11/a-carne-e-fraca.html
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 20 de Dezembro de 2012, 20:30
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1864/64-02-estudos-sobre-reencarnacao.html

De início, o que é a afeição, o amor? Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos domínios do Espírito. Portanto, toda afeição que não seja senão o resultado do instinto animal ou do egoísmo, se destrói à morte terrestre.


Boa noite a todos.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 20 de Dezembro de 2012, 21:38

(...) de maneira que um homem não é colérico por ser bilioso, mas é bilioso porque o seu Espírito é colérico. Acontece o mesmo com todas as demais disposições instintivas.”


122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra?

“O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.”

 

a) Donde vêm as influências que sobre ele se exercem?

“Dos Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás.”
 

b) Tal influência só se exerce sobre o Espírito em sua origem?

“Acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistem de obsidiá-lo.”

E ainda:

260. Como pode o Espírito desejar nascer entre gente de má vida?

Forçoso é que seja posto num meio onde possa sofrer a prova que pediu. Pois bem! É necessário que haja analogia. Para lutar contra o instinto do roubo, preciso é que se ache em contacto com gente dada à prática de roubar.”


a) - Assim, se não houvesse na Terra gente de maus costumes, o Espírito não encontraria aí meio apropriado ao sofrimento de certas provas?

“E seria isso de lastimar-se? É o que ocorre nos mundos superiores, onde o mal não penetra. Eis por que nesses mundos, só há Espíritos bons. Fazei que em breve o mesmo se dê na Terra.”

*****************************************************
 
 De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.

Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.

Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.

Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.

Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;

Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?

Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado

Romanos 7:17-25



E o Mestre dizendo: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (Mateus, 26-41).

Quer dizer então que a autoridade de trechos isolados da Doutrina Espírita, ou seja, achismos de Espíritos pseudo-sábios é maior que a de Jesus?  ::)

Beijocas,

Luiza

 

 

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 20 de Dezembro de 2012, 23:38
Cara Luiza pare de inventar  entendimentos e distorcer a DE, estude-a mais detalhadamente e estabeleça,  através do conjunto da obra, os seus entendimentos. Pois da duas uma, ou você  está certa e o todos os estudiosos estão errados, ou só você é a sábia... provando  isso com ao arfimar que os espiritos supeiores são falhos e erraram. Na dúvida  eu fico com a DE, com os espíritos superiores e os estudiosos que já  comprovaram seus entendimentos através destes quase 150 anos! Não por que são a  maioria, pois que a maioria exigiu a condenção de Jesus, mas por que nossos  estudos e nossa experiência vida nos ensina a diferença entre verdades e  engodos derivados de achismos personalistas, principalmente, advindos de  acadêmicos com uma formação oriunda do materialismo cético, e assim, com suas  teorias explicar o que não entendem e modificar as verdades que não aceitam. A  todo momento apontam em direção da massas seus canudos de papel, como se isto  lhes outorgasse o mais absoluto saber sobre tudo e todos. Aliás, isso me faz  lembrar do autoritarismo religioso que determinava o que era certo ou errado  nas ciências, hoje, a ciência adentra com o seu poder o campo da religiosidade  determinando o que é certo ou errado, inclusive com a intenção de modificar as  Filosofias de cada religião em flagrante desrespeito a fé de tantos.
Em resumo: a despeito de tudo,  criam teorias que visam explicar tudo, do princípio do Universo à Deus, sua  concepção, existência, ação e poderes. Teorizam sobre o bem e o mal como se  estes fossem adventos criados por Deus e tentam estabelecer suas verdades  baseadas em suposições. Lembremos que até os físicos, químicos, psicanalistas  mais renomados e portadores de respeito às doutrinas esbarraram num ponto  intransponível e se curvaram diante dos Fatos e de Deus.
 
  Cuidado com os cegos que pretender saber tudo de tudo, pois vislumbraram uma  ponta da luz e acham que já viram tudo!
Quando você diz que: "As  análises sobre o bem e o mal que eu fiz são baseadas no Behaviorismo"  prova exatamente o que eu afirmo acima,
vejamos:
Digo eu com bases na observação  que muitos sábios da psicanálise, lançam-se a formular teorias com vistas a  estabelecerem um exame comportamental para explicar as atitudes e reflexos de  um ser, tendo como ponto de vista exclusivamente sua vida atual nesta  encarnação desprezando ou ignorando toda a existência deste ser, que pode ser  de milênios e não necessariamente neste planeta. Consideram os estudos de Sigmund Freud, chamado de "O Pai  da Psicanálise", que deu grande impulso à Psicologia, ao estudar a  interpretação dos sonhos, vindo após Freud o igualmente famoso Carl Gustav  Jung,  que deu sequência ao trabalho  desenvolvido, porém de uma forma, por assim dizer, mais "científica".  Jung aprofundou-se no estudo do inconsciente, sem, no entanto, entrar de  maneira mais profunda nos conceitos da reencarnação e da imortalidade do  inconsciente (alma ou Espírito).
Sejamos como as crianças aceitemos as lições advindas do alto sem o desejo de interpretá-las conforme nossos curtos entendimentos e modificá-las em benefício do nosso orgulho.
 

Atualmente, no entanto, a  Psicologia já discute de uma forma mais profunda a estrutura e a origem da  chamada "zona inconsciente". Se Freud começou a desvendar os  "véus da alma" pela descoberta das atividades do inconsciente, Jung  aprofundou-se no psiquismo, definindo então o inconsciente coletivo.  Faltou-lhe, no entanto, considerar os vínculos com o passado, resultante das  vivências renovadas pelo mecanismo da reencarnação. Depois, principalmente, através de uma filosofia da  Psicologia, a qual se propõe a explicar o comportamento animal (humano e não humano)  com base no modelo de seleção por consequências e nos princípios do  comportamento postulados pela Análise Experimental do Comportamento.  (Behaviorismo Radical conforme Burrhus Frederic Skinner). Assim, diante do  ponto de vista exclusivamente materialista não é possível uma análise precisa,  confiável e acertada e seria como jogar a todos na “vala comum” dos reflexos da  vida inanimada ou sem inteligência.

 

Pelo visto, calçar seus argumentos  em vossos estudos sem considerar a amplitude da DE é no mínimo um descuido  perigoso, principalmente, quando tentas juntar à DE conceitos entre o bem e o  mal em teorias puramente materialistas.

   

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 20 de Dezembro de 2012, 23:54
Amados,
Ponho fé...(Nem tudo está arquivado no cérebro reptliano, nem tudo é ação de Espíritos em nós...)
A filosofia do comportamento precisa estudar o Espiritismo e o Espiritismo precisa se inteirar melhor da filosofia do comportamento nos moldes modernos em campo e em teoria.
A começar pelo que denominam cognição, e o que denominamos intuição, para que essas duas palavras?

https://www.youtube.com/watch?v=8IBMaOBwYNA

&&&&&
https://www.youtube.com/watch?v=H8hgODp6aJs
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 00:18
Amigo, Ignarus - Ref. #127

De todos esses que você citou da Psicologia e da Psicnálise, eu fico com o Behaviorismo. Sou psicóloga, e confesso que anteriormente eu era adepta da abordagem existencial-humanista; também considerava o Behaviorismo como algo materialista, que ia de encontro à Doutrina Espírita, e isto eu não aceitava.

Como contudo, evoluir é ter novos insights, novas percepções, de forma que até mesmo o nosso próprio eu muda, hoje vejo que o Behaviorismo - mesmo sendo materialista - está muito mais de acordo com as diversas escolas filosóficas e espiritualistas do que a Psicologia humanista e a Psicanálise.

O Behaviorismo é muito parecido com o Budismo e mesmo com certos aspectos do Espiritismo.

Enquanto a Psicologia humanista tenta reintroduzir o ego na lógica do sistema, e enquanto a Psicanálise preconizava a existência de um inconsciente que até hoje ninguém sabe o que é, Watson e Skinner vieram pôr de lado todas essas teorias metafísicas e mentalistas para dizer que a personalidade enquanto entidade não existe.

O ego, a personalidade, não são mais que coleções de comportamentos, segundo as escolas comportamentalistas.

E isso é tão óbvio que ninguém precisa ser formado em Psicologia ou mesmo ter estudado essas coisas! Basta reparar que não escolhemos nada nesta vida. Quando nascemos, nos dão um nome; dizem para nós as profissões que devemos e as que não devemos seguir; com o tipo de homem que devemos nos casar; como devemos nos comportar; que roupa devemos vestir; nos ensinam a obedecer as regras dos sistema em troca de "presentes", congratulações e recompensas.

Em face disso tudo, os seres humanos são todos condicionados. Por isso que o ser humano é uma ilusão. Por que ele não existe enquanto entidade. O que existe enquanto entidade, é o Espírito!

Daí que a personalidade que o espírito está representando, é apenas um personagem.

E qual é o objetivo da reencarnação, meu caro amigo? É livrar-se desses comportamentos condicionados; livrar-se da personalidade. A personalidade humana é construída socialmente. O Ego é formado socialmente.

A única entidade/individualidade real é o espírito. Mas, apesar de você ser o espírito, você não se conhece, pois acredita que é o ego, a personalidade. E o objetivo da reencarnação é fazer com que você saiba discernir entre o ego e o espírito.

A leitura desse texto pode lhe ajudar a compreender melhor o que eu estou dizendo: O que é o Ego? (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5vc2hvYnJhc2lsLmNvbS5ici90ZXh0b18xLmh0bQ==)

Beijinhos de luz

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 00:33
Só para contextualizar com a temática do tópico, digamos que a personalidade (a carne) é fraca, porque ela é moldada pelo sistema e é como se fosse um robô, programado para reproduzir a lógica do próprio sistema.

O espírito está "pronto", "mas a carne é fraca", afirmou Jesus, porque, afinal, os vicíos que o Espírito adquire, é quando ele está carne.

Voltemos lá nos espíritos simples e ignorantes  = Adão e Eva. Eles eram puros, ingênuos, felizes, viviam com o Pai. Quando começam a encarnar, adquirem vícios, defeitos, males. Esses vícios e males estão no mundo material.

Então, Jesus estava certo: "orai e vigiai para não cairdes em tentação, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca".

Quanto aos Espíritos Superiores, haviam pseudo-sábios no meio deles, como encontramos no próprio Livro dos Espíritos:

143. Por que todos os Espíritos não definem do mesmo modo a alma?

“Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem as coisa abstratas. São como as crianças entre vós. Também há Espíritos pseudo-sábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem, ainda como sucede entre vós. Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir-se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancial mente, o mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a comparações, que tomais como realidade.”
 

Inté,

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 21 de Dezembro de 2012, 05:07
Luiza primeiro entremos numa concordância:
Quando citas a personalidade e colocas entre aspas carne entendo que a personalidade está na carne, mas se a carne sendo apenas uma meio material utilizado pelo espírito isto soa, no mínimo, ridículo diante da DE. A personalidade é do espírito adquirida ao longo do seu processo evolutivo. Agora se estabeleces carne como sendo o espírito encarnado é possível aceitar a expressão a carne é fraca, mas daí gera a confusão, pois que tem autoridade de decisão é sempre o espírito e com saída deste a carne simples volta ao pó.
Aliás lembremos da expressão do pó viestes e ao pó voltarás em franca associação com o corpo material e a eternidade do espírito.
 
Agora quando utilizas a frase o espírito tá pronto dando a conotação de que o espírito está esclarecido, preparado, evoluído entende-se que o espírito foi criado já desenvolvido e submetido ao mundo material onde adquiriu suas imperfeições. Isto também não é possível aceitar devido ao princípio da evolução estabelecida pela DE.
 
Considerando a fábula de Adão e Eva  como a colocas, concluímos que eram simples e ignorantes e desconheciam totalmente o conceito de felicidade. O que afirmas repetindo a fábula onde eles eram perfeitos e viviam com Pai, não passa disso, fábula de origem Judaica absorvida pelo Cristianismo sem nenhuma conotação com a realidade e a DE. Embora seja citado no OLE que tenham existido o povo adâmico mostrando a origem extra terrestre de muitos povos aqui da terra, inclusive esclarecendo que devido a inadequação destes no mundo do qual vieram devido sua inadequação evolutiva na sociedade. Assim, não chegaram assim tão puros, simples e felizes, muito menos ignorantes.
 
Noto ainda uma confusão feita pela mistura de conceitos envolvendo a DE, doutrinas espiritualistas diversas, conceitos acadêmicos e teorias científicas céticas quanto a existência de Deus e do mundo espíritual.
 
Humildade sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 21 de Dezembro de 2012, 05:26
    Luiza, digamos que tuas afirmações  são baseadas em tuas conclusões, tuas teorias, teus conceitos influenciados  pela tua cultura, pelos teus desejos e pelas ilusões, aspirações e decepções e,  principalmente, pela tua necessidade de auto afirmação mediante as  inferioridades que todos são portadores.   Assim, os teus “achimos cheios de certeza” passam a ser tuas verdades  que passas a defender custe o que custar nem que seja interpretando textos de  modo isolado sem considerar a grandiosidade do contexto. Assim são os fanáticos  religiosos que passam a citar trechos da Bíblia a fim de fundamentar seus  argumentos dando a estes um sentido totalmente pessoal e desprovidos de lógica  e carentes de maiores entendimentos. Isso se dá também com muitos estudiosos  das ciências puramente humanas. Isso é o seu EGO agindo sobre sua inteligência.

Diante da DE é preciso se abster das  “culturas pessoais” cheias de conceitos populares e desprovidos de lógica,  principalmente, dos medos, das prevenções e de todo o sincretismo que vão se  acumulando à personalidade. Por isso, no dizer de Jesus, repito, temos que  voltar a ser como meninos, nos livrando das “cracas” encrustadas em nossa psique,  por que, se deixarmos estes velhos conceitos se misturarem com as “boas novas”  irão contaminá-la inviabilizando o real entendimento e  impedindo que se coloque em prática. “Não se  colocam vinhos novos em odres velhos”. Ou seja, domine seu EGO!

Mas quem é o responsável, as  imperfeições da carne com todas as ilusões do mundo material ou do espírito? De  quem é o EGO da carne ou do espírito? Onde está os conceitos e as experiências  acumuladas, na carne ou no espírito? Mas devemos responder essas questões  levando-se em consideração a afirmativa bíblica de que o espírito está pronto,  mas a carne é fraca, considerando, ainda, que o espírito tem sua consciência e  inteligência desenvolvidas e é possuidor de vontade própria e desfruta do livre  arbítrio  (conforme ensina a DE) e pode  se quiser dominar o seu EGO inferior, mas que se encontra encarnado, portanto,  com restrições de percepções e sob as influências de meio que lhe cria ilusões  e necessidades, além das interferências mentais que sofre de outros  desencarnados. Diante disso, podemos concluir que a carne (corpo material sem  animação) impõe as dificuldades que objetivam a evolução do espírito (isto está  ficando repetitivo) desde a sua criação, mas não é a matéria que decide,  escolhe e determina as ações da alma encarnada.

Podemos aceitar a teoria de sua  evolução (do espírito) onde, num primeiro estágio, passou pelo despertar dos  sentidos, pela percepção de sua individualidade, pela elaboração de seus  instintos , pelo desenvolvimento de sua Inteligência, culminando com o  despertar dos sentimentos. Passando para uma segunda etapa que é a da purificação  ou refinamento de seus sentimentos com o domínio de suas emoções, aliando desta  forma, a inteligência ou sabedoria com a harmonia que proporciona o amor  espontâneo, objetivo maior, segundo Jesus, para todos nós. Usando para isto  tudo um corpo material. Entretanto, no meio do caminho houve dor, sofrimento,  devido aos erros comuns aos ignorantes e inexperientes que vão “batendo cabeça”  até escolherem um meio menos doloroso para seguirem à frente. Desta forma, o  mal existe é real e doloroso, pois é sentido através do corpo material e do períspirito,  (eis aí mais uma função do corpo material) e este mal é de responsabilidade do  espírito unicamente e não, nunca e jamais de Deus como afirmam alguns ou como  entendem outros culpa da carne. Havendo ainda aqueles que decididamente dizem  que o mal não existe pelo simples fato da dificuldade de penetrarem na questão  e não conseguirem uma resposta adequada que satisfaça a razão. Mas o fato é que  o mal existe e é fruto, principalmente, dos sentimentos motivados pelos  instintos inferiores e das ilusões criadoras de necessidades as quais mesmos os  inteligentes e sábios se deixam levar, eis o paradigma que estabelece a origem  do mal. Bem, diante disso havemos de considerar o dogma do espiritismo que  estabelece e explica a lei natural de ação e reação para os atos praticados, onde  cada um acaba sofrendo as consequências de suas más ou boas resoluções ou atitudes,  não como castigo divino, mas como lição, muitas vezes incompreendida, durante a  encarnação e denominada, também, como mal, onde o artificie deste foi o próprio  espírito.  Mas, dilatando um pouco mais a  nossa conclusão, chegamos ao ponto em que devemos fazer um comparativo entre os  seres e veremos, de fato, que sempre há aqueles que desejam o bem, não fazem o  mal e demonstram uma certa evolução em contraste com outros que parecem  inadequados ao meio em que estão, demonstrando naturalidade diante das mais  condenáveis ações que chocam toda a humanidade, assim se explica, que é através  da convivência que uns sofrem e outros aprendem e resgatam seus passados de  erros. E para que haja entendimento e evolução com a abolição total da barbárie  é que entra em cena os ensinamentos de Jesus e o outro dogma da DE dizendo que  fora da caridade não há salvação. 

Mesmo que os espíritos desde o seu  início simples e ignorantes tenham iniciados suas jornadas evolutivas, temos de  considerar que nunca estiveram só, não foram jogados em algum lugar esperando  que evoluíssem por si só, somos forçados a crer que Deus sempre forneceu todas  as condições para que houvesse harmonia no desenvolvimento e orientação  adequada, para que nenhum dos seus se perdesse. E dentro do determinismo  evolutivo as almas encarnadas sempre tiveram seus amigos espirituais e os  grandes mestres, enviados divinos, para ensinar, mostrar, exemplificar e  vivenciarem o bem, mostrando acima de tudo, que é possível e necessária a  harmonia entre tudo e todos para que não houvesse tantos sofrimentos. Alguns  escutaram e praticaram, outros escutaram e desprezaram e outros, ainda, se  negaram a escutar, por isso uns se adiantam em comparação com outros e acabam  sofrendo mais.

De tudo, fica claro a impossibilidade  de categorizar sistemas de análises psíquicas de forma generalizada tendo em  vista a infinidade de circunstâncias que a alma encarnada foi submetida,  contudo, é através do estudo das técnicas psicológicas consoante este fato que  deverá a ciência do psique evoluir dando grande colaboração para a evolução do  ser. Assim, somente aceitando a ação do espírito sobre a matéria e a  interferência do “mundo espiritual no mundo material” seguindo as orientações  dos Espíritos Superiores conforme Allan Kardec é que logrará pleno êxito em  determinados casos de transtornos. Por isso a necessidade de muito estudo e  meditação da DE, levando-se em conta todo o contexto e nunca algumas partes.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: lineu em 21 de Dezembro de 2012, 11:00
Citação de: Ignarus
(...)Diante da DE é preciso se abster das  “culturas pessoais”(...)


Excelente mensagem!

Parece, no entanto, que peca, unicamente, pela forma pessoal...

E melhor seria se estivesse redigida na forma impessoal.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 21 de Dezembro de 2012, 13:36
Dim dim,
o que atrai dois seres não é um fluido, não como você quer fazer ver, mas sim a mesma natureza de caráter, pensamentos e vontades.
Abraços,
Moura
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1864/64-02-estudos-sobre-reencarnacao.html

De início, o que é a afeição, o amor? Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos domínios do Espírito. Portanto, toda afeição que não seja senão o resultado do instinto animal ou do egoísmo, se destrói à morte terrestre.


Boa noite a todos.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 21 de Dezembro de 2012, 14:03
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/re/1864/64-02-estudos-sobre-reencarnacao.html

De início, o que é a afeição, o amor? Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos domínios do Espírito. Portanto, toda afeição que não seja senão o resultado do instinto animal ou do egoísmo, se destrói à morte terrestre.


Boa noite a todos.


Eu grifei isto: Do momento em que haja, nesse sentimento, personalidade, há materilidade.

Para dizer que é a personalidade, adquirida pelo ser orgânico desde o seu nascimento, através da educação e de todos os que o ensinam e rodeiam, que materializa. É esta personalidade que manda e não o espírito.

Foi só isto que eu quis dizer quando grifei essa parte da doutrina, e não o que o amigo Moura interpretou.

Boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 21 de Dezembro de 2012, 14:07
Grifar um pedaço de repostas e ter visão diferente do que ele quer explicar é ato muito comum aos que comungam com idéias de autores que nunca visitaram as obras básicas.
É dito em OLE que o ser pensante é sempre o Espirito e disso não se pode querer modificar.
abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 21 de Dezembro de 2012, 14:14
Eu vejo que o amigo não quer aceitar isso. Mas eu estou a citar a doutrina. E a doutrina, nessa citação, diz claramente que todos esses sentimentos onde interfira a personalidade desaparecem com a morte do ser orgânico.

Isto é doutrina, amigo.

Fique bem.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 21 de Dezembro de 2012, 14:30
Aceitar de quem, de você dim dim?
Desculpe-me mas eu sigo apenas a DE.
abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 21 de Dezembro de 2012, 14:38
Aceitar da doutrina, amigo, é dela que estamos a falar. É ela que fala no domínio da personalidade, adquirida pelo ser orgânico, sobre o espírito.

Leia a questão 917 sobre o egoísmo, e veja se não é sobre a personalidade, que a doutrina diz ser a maior chaga da Humanidade, que o egoísmo se funda.

Apenas estou a citar e a falar da doutrina, e como o amigo Moura parece ser, pelo seu comportamento no fórum, das pessoas mais conhecedoras da doutrina, esperava uma participação mais esclarecedora...

Boa tarde.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 21 de Dezembro de 2012, 14:41
Não espere dos outros, dim dim, aquilo o que lhe é de obrigação fazer.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 21 de Dezembro de 2012, 14:46
Eu não espero nada... Mas como estamos num fórum de debates para esclarecimento das pessoas sobre a doutrina, e como o amigo é tão interventivo nos assuntos materiais, pensei que pudéssemos abordar este tema tão importante para a Humanidade, segundo a doutrina.

Mas está bem.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 21 de Dezembro de 2012, 14:54

Filipa eis a sua pen´[ultima postagem a qual respondi anteriormente:
"Apenas estou a citar e a falar da doutrina, e como o amigo Moura parece ser, pelo seu comportamento no fórum, das pessoas mais conhecedoras da doutrina, esperava uma participação mais esclarecedora..."

Desculpe-me mas é você quem disse que esperava não eu.
Ou se esqueceu desta postagem?
abraços,
Moura

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/135/#ixzz2FhMXqxWf

Eu não espero nada... Mas como estamos num fórum de debates para esclarecimento das pessoas sobre a doutrina, e como o amigo é tão interventivo nos assuntos materiais, pensei que pudéssemos abordar este tema tão importante para a Humanidade, segundo a doutrina.
Aceitar da doutrina, amigo, é dela que estamos a falar. É ela que fala no domínio da personalidade, adquirida pelo ser orgânico, sobre o espírito.

Leia a questão 917 sobre o egoísmo, e veja se não é sobre a personalidade, que a doutrina diz ser a maior chaga da Humanidade, que o egoísmo se funda.

Apenas estou a citar e a falar da doutrina, e como o amigo Moura parece ser, pelo seu comportamento no fórum, das pessoas mais conhecedoras da doutrina, esperava uma participação mais esclarecedora...

Boa tarde.

Mas está bem.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 21 de Dezembro de 2012, 15:43
Pai nosso...
Creador;
Por nossa vida somos gratos...
Gratos pelo pão de luz...
O evangelho de Vosso filho Jesus, que nos conduz;
Desde o nascer até conhecer;
Desde perceber que somos;
Animo vivo que permite levantar;
É o que nos induz;
Que nos faz persistir;
Para renovar nossas vontades Bem seguir;
Junto aos nossos irmãos que ainda julga diferente;
Mas nem tanto que a gente entende;
E nos permite em todo meio transitar;
Sem nenhum mal nos fazer hesitar,
Em contrário sempre menos perceber e mais entender,
Em meio a Vós por eles e por nós...
Todo mal que ainda restar;
Não enfrentar, mas aceitar;
Compreender... Pacientemente saber esperar,
Transformações para melhor, cada dia vivenciar;
A cada irmão todo dia nos unir, Contigo, por Ti...
Em nome do cristo para sempre seguir.
Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 17:16

A personalidade é do espírito adquirida ao longo do seu processo evolutivo.

Boa tarde, amigo Ignarus,

Então vamos imaginar o seguinte segundo essa sua afirmação: o espírito foi criado simples e ignorante, mal tendo conhecimento da sua individualidade. Aí, como está no LE, houve o processo de individualização, e então - segundo você e não a Doutrina - surgiu a personalidade.

Assim, o espírito Ignarus se tornou uma individualidade, e desde então, sua personalidade vem evoluindo é isso?

Dá a entender que o espírito-Ignarus é o mesmo desde muito milênios, com os mesmos gostos, com as mesmas tendências, com os mesmos defeitos e qualidades.

Vamos analisar isso baseados no bom senso e na Doutrina?

Ora, quando o espírito escolhe uma prova (258, 259, 266), apesar dele ter tendências ele representa um personagem. Pois, imagine que numa encarnação você foi rico e culto. Mas nessa agora, imagine que você é paupérrimo e analfabeto; mais que isso, além de pobre, você foi rejeitado pela família, depois foi traído pela esposa. Então, todos esses acontecimentos vão moldar uma personalidade.

Se você reencarna como alguém para quem nada dá certo, e você fracassa socialmente, é possível você vir a ter uma crise de identidade tão grande a ponto de haver uma desagregação da personalidade. São as famosas "crises existenciais", em que a pessoa já não é capaz de afirmar "sou isso, gosto disso, penso assim, assado".

Portanto, é o tipo de prova escolhida pelo Espírito - o que lhe gerará um tipo de vivência e experiência - que moldará a personalidade do indivíduo, e não que o espírito é uma personalidade que foi criada desde tempos imemoriais e vem tentando melhora-la.

Amigo, perceba que essa sua tese, é a tese socialmente aceita do ego no ocidente: o ego se torna maduro quando:

1- se casa
2- arruma um bom emprego
3- aprende a controlar os seus impulsos
4- respeita as regras e etiquetas sociais, e assim por diante.

O que você está fazendo é estender essa concepção de personalidade social, para o Espírito!

Agora se estabeleces carne como sendo o espírito encarnado é possível aceitar a expressão a carne é fraca

Mas é exatamente isso, caro amigo! Poxa! Quer dizer então que até agora estavam entendo ao pé da letra a expressão "o espírito está pronto, mas a carne é fraca"? Inacreditável! Gente, isso é uma metáfora...

mas daí gera a confusão, pois que tem autoridade de decisão é sempre o espírito e com saída deste a carne simples volta ao pó.

Sim, concordo. Mas o espírito só decide por ele mesmo quando ele está liberto da matéria, dos conceitos materiais, e isso quando encarnado!


Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.
 
Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
 
Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
 
Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
 
Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado.
 
E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.
 
E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.

Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
 
E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.

Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.
 
Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
 
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
 
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.

De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
 
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
 
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.

Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
 
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.

Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;

Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
 
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?

Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

(Paulo de Tarso)


Agora quando utilizas a frase o espírito tá pronto dando a conotação de que o espírito está esclarecido, preparado, evoluído entende-se que o espírito foi criado já desenvolvido e submetido ao mundo material onde adquiriu suas imperfeições. Isto também não é possível aceitar devido ao princípio da evolução estabelecida pela DE.

Apesar de eu ser espírita, não acredito que uma doutrina possa explicar tudo. Não acredito que todo esse Universo e sua diversidade, suas leis, sua sabedoria; que as diversas culturas, os diversos saberes, que as diversidades, que tudo o que exista enfim esteja contido em uma doutrina.

O espírito já foi criado perfeito por Deus, apenas não têm consciência dessa perfeição. E a própria Doutrina nos diz isso, quando faz uma separação entre "estado de liberdade" (o espírito desencarnado) e o estado por quê passa por provas, quando o espírito está aprisionado à matéria. Portanto, o espírito já está desenvolvido, mas o problema é que ele não sabe quem ou o que ele é.

Por que isso? Por causa dos pensamentos. Os pensamentos são como uma pedra atirada num lago em que produz agitação nas águas, de modo que não podemos ver a nossa imagem. Então, os pensamentos perturbam a mente, e assim o espírito não pode ver a si mesmo.

Quando esses pensamentos são acalmados e cessados, é como o cessar da agitação das águas do lago, de modo que, vemos perfeitamente o reflexo da Lua ou o reflexo do nosso rosto. E assim por diante... Se pegarmos agora um metal polido, veremos a nossa face de modo mais detalhado, e enfim, se pegarmos um espelho, veremos a nós mesmos tais como somos. O que é a perfeição? É quando, cessados todos os pensamentos, o espírito enxerga a si mesmo tal qual ele é, ou seja, ele obtém o auto-conhecimento de si mesmo.

Assim, não chegaram assim tão puros, simples e felizes, muito menos ignorantes.

Sobre Adão e Eva, trata-se apenas de um mito que retrata o surgimento do mal no mundo. Como surgiu o mal no mundo? Através do pensamento dualista


Noto ainda uma confusão feita pela mistura de conceitos envolvendo a DE, doutrinas espiritualistas diversas, conceitos acadêmicos e teorias científicas céticas quanto a existência de Deus e do mundo espíritual.
 
Humildade sempre!

Estou sendo o mais humilde que posso, caro amigo. Se me valho de todas essas literaturas que você citou, é para melhor me fazer entender, porque, para ser franca, apesar de eu estar me valendo de conceitos simples (estou sendo mais humilde do que você imagina nesse sentido), está sendo cansativo debater com você. Porque, você está tão preso a conceitos arraigados advindos dos costumes e das tradições sociais, que não se detém por um minuto sequer para considerar outras possibilidades; para analisar cuidadosa e criteriosamente os argumentos e possibilidades diversas que lhe são passadas.

Esse tipo de raciocínio embotado se deve à crença, à fé cega, ao fanatismo; se deve à falta de questionamento, à falta de desevolvimento do pensamento crítico.

E foram os grandes mestres da humanidade que ensinaram o pensamento crítico, como Buda e Cristo, por exemplo.

E eu, senhor Ignarus, sigo os ensinamentos desses grandes mestres e não o de uma doutrina isolada. Há que separar o joio do trigo dentro da própria Doutrina Espírita, Allan Kardec nos ensinou isso.

Inté,

Luiza



Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 17:34
Senhor Ignarus,

Sobre o seu post #132, só posso dizer que o seu raciocínio está embotado pela fé cega.

Tudo o que o amigo diz é: "Você tem que deixar de lado todos os outros conhecimentos para unicamente aceitar (de olhos vendados) a Doutrina Espírita; você tem que aceitar, Luiza, e ponto."

Sinceramente, meu amigo, eu não sigo religiões de rebanhos e pastores.

No meu entender, a "doutrina espírita" que o amigo divulga, é aquela cujo entendimento é o do Movimento Espírita.

A Doutrina Espírita que eu conheço, é outra, é a que foi codificada por Allan Kardec.

Fique em paz,

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 21 de Dezembro de 2012, 17:55
mas daí gera a confusão, pois que tem autoridade de decisão é sempre o espírito e com saída deste a carne simples volta ao pó.

Sim, concordo. Mas o espírito só decide por ele mesmo quando ele está liberto da matéria, dos conceitos materiais, e isso quando encarnado!

Mas não é assim. Quando isso acontece, "já não sou eu que vivo em mim, mas o Pai..."

Boa tarde, amiga.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 19:08
mas daí gera a confusão, pois que tem autoridade de decisão é sempre o espírito e com saída deste a carne simples volta ao pó.

Sim, concordo. Mas o espírito só decide por ele mesmo quando ele está liberto da matéria, dos conceitos materiais, e isso quando encarnado!

Mas não é assim. Quando isso acontece, "já não sou eu que vivo em mim, mas o Pai..."

Boa tarde, amiga.

Pois é, amiga, obrigada por lembrar, pois "a vós é dado compreender certas coisas, mas a eles falo por parábolas"  ;D.

Outra passagem interessante, desta vez retirada de O Céu e o Inferno que nos mostra claramente que o espírito não tem personalidade; que tudo é ilusão no mundo material, e que o espírito, sendo "Uno como o Pai" (Jesus), possui faculdades divinas, denotando que o Espírito já é "criado" perfeito, apenas não tem consciência dessa perfeição, devido àquilo que eu já disse: estando ele mergulhado nas ilusões da matéria, a sua mente se torna como um lago de águas turvas, de modo que o espírito não se reconhece a si mesmo, e ilusoriamente, acredita ser uma personalidade, acredita ser o Sr. ou a Sra. fulana de tal; acredita, em uma palavra, ser um ser humano. Como ser humano, ele acredita que tem amigos, inimigos, que é espírita  :D e não catolicista, que possui bens, família, esposa, filhos - isso quando não acredita que é o próprio corpo...  ::)

10. - Quanto a vós, como vedes? Reconheceis em vós uma forma limitada, circunscrita, ainda que imponderável? Sentis em vós mesmo uma cabeça, tronco, pernas e braços?

- R. O Espírito, conservando a sua forma humana idealizada, divinizada, pode, sem contradição, possuir todos os membros de que falais. Sinto perfeitamente as minhas mãos com os dedos, pois podemos, à vontade, aparecer-vos e apertar-vos as mãos. Estou junto dos meus amigos e aperto-lhes as mãos sem que disso se apercebam. Quanto à nossa fluidez e graças a ela, podemos estar em toda parte sem interceptar o espaço ou produzir quaisquer sensações, se assim o desejamos. Neste momento, entre as vossas mãos cruzadas tenho as minhas. Digo-vos, por exemplo, que vos amo; porém, o meu corpo não ocupa qualquer espaço  :o, a luz atravessa-o e o que chamaríeis - milagre - se acaso vísseis, não passa para o Espírito de ação continua de todos os instantes.

A vista dos Espíritos não se pode comparar à humana, uma vez que também seu corpo não tem quaisquer semelhanças reais; para eles tudo se transforma na essência, como no conjunto. Repito-vos que o Espírito tem uma perspicácia divina que abrange tudo, podendo adivinhar até o pensamento alheio; também pode oportunamente tomar a forma mais própria para tornar-se conhecido. Na realidade, porém, o Espírito que tem terminado a provação prefere a forma que o conduziu para junto de Deus.



11. – Os Espíritos não têm sexo; mas como há poucos dias éreis um homem, desejamos saber se no vosso novo estado tendes mais da natureza masculina ou da feminina?E o mesmo que se dá convosco poder-se-á aplicar ao Espírito de longo tempo desencarnado?

- R. Não temos motivo para ser de natureza masculina ou feminina: - os Espíritos não se reproduzem. Deus criou-os como quis, e tendo segundo seus maravilhosos desígnios de dar-lhes a encarnação, sobre a Terra, subordinou-os aí às leis de reprodução das espécies, caracterizada pela junção dos sexos. Mas vós deveis senti-lo, sem mais explicação, que os Espíritos não podem ter sexo.

Está aí, pois, na Doutrina Espírita. É a Doutrina que diz, senhor Ignarus e não eu.

Beijinhos de luz

Luiza

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 21 de Dezembro de 2012, 20:02
Sra. Luiza, depois desta sua afirmação:   só posso dizer que o seu raciocínio está  embotado pela fé cega. Em outro momento dizes que sou um fanático, movido pelo EGO e etc. Afirmações que soam de forma arrogante e preconceituosa, mostrando a fragilidade de seus argumentos e a dificuldade em aceitar os fatos em evidente postura orgulhosa que pretende ter a palavra final. Tenho visto muito disso naqueles que desejam dar sua interpretação pessoal e não aceitam contraposições.  Nada mais tenho a dizer-lhe, pois só me resta lamentar diante da sua postura totalmente contrária à DE. Estude e viva mais que aprenderás respeito e humildade! Gostaria de ter-lhe dito isso através de e-mail, mas o omitisse.
Seja Feliz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 21 de Dezembro de 2012, 21:32
      Mourarego      (ref #18)

      O mano Moura colocou: Sim mano Ignarus, pode ser dito assim embora eu preferisse dizer, quanto mais nas trevas (ignorância do Bem), mais se tem dificuldade em se achar o caminho para a luz (conhecimento).

       Cel: querido amigo, vc está dizendo isso como uma verdade da doutrina, ou porq lhe parece q assim é? Seria muito estranho q esse fosse o plano de Deus para nós, espíritos, concorda? Que qdo mais o espírito precisa q alguém lhe estenda a mão, mais a mão lhe será negada?
..................................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 21 de Dezembro de 2012, 23:05
Olá,

É uma pena, amigo Ignarus, que você pense assim. Pois, pensei que o seu post #132 é que fosse uma manifestação de desrespeito, com todos aqueles aconselhamentos para eu "cuidar do meu ego", e tudo mais. 

O apego à verdades resulta nisso: estendemos a bandeira de determinado credo religioso, e fazemos daquilo a nossa verdade. Quando essa verdade é atingida, afetada, desmascarada, nosso eu sofre com isso, pois estamos apegados a ela. É a mesma coisa quando compramos um carro novinho, e alguém vai lá e o risca, e nós sofremos com aquilo.

Estender a bandeira de qualquer credo religioso, científico ou filosófico, com a desculpa de "lutar por um ideal", não é senão uma forma de fundamentalismo disfarçado. Lutar por ideais, "amar o próximo", são todos modos disfarçados de promoção da personalidade. Ama-se o próximo para dizer: "Eu amo", "Eu faço". Reparem, que o Eu vem antes de tudo.

É por isso que foi dito pelos espíritos que a maior chaga da humanidade é o egoísmo. O amigo está indignado e ofendido apenas porque está apegado a um eu que exige respeito, etc. E quem ama, não exige nada, pois o amor não é exigente.

As questões estão colocadas aí. Não só por mim, mas por outros (as) que vi por aqui, no mesmo sentido, alertando-se para o perigo de se cultivar verdades, sejam verdades materiais (eu tenho), verdades morais (eu sei) ou verdades sentimentais (eu amo).

O ego não ama. O ego cria a idéia de que está amando. Quem ama, ama incondicionalmente, incluindo o seu pior inimigo. Esse é o maior ensinamento do Cristo, e enquanto se não praticá-lo é impossível sair da Roda das Reencarnações.

Até logo mais,

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 22 de Dezembro de 2012, 01:54
      Mourarego    (ref #96)

      Moura escreveu: ... afirmar que a matéria (carne), impeça a visão correta é o mesmo que se afirmar que todos os que estão na carne, estagnarão exatamente por causa desse impedimento o que não é crível.

      A matéria obstaculiza, e um obstáculo, qualquer que seja, pode ser transposto.


      Cel: mas é evidente, meu amigo; esse obstáculo pode ser afastado; não é eterno; só o espírito é eterno. Se não pudesse ser afastado, nunca teria havido um homem a quem o povo deu o título de Cristo, nem um a quem deram o título de Buda.

      O q precisamos aprender, e q nenhuma religião das conhecidas e nenhuma doutrina q se apoia em livros ditos sagrados ensina, é como afastá-lo.

      Daí a sabedoria da codificação ao aconselhar q estudemos outras linhas de pensamentos espiritualistas. Assemelha-se ao q disse Paulo: "Estudai de tudo...!".
..................................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 02:52
    Estudos sobre reencarnação Revista  Espírita, fevereiro de 1864

I - Limites da reencarnação.
A reencarnação é necessária enquanto  a matéria domina o Espírito; mas do momento em que o Espírito encarnado chegou  a dominar a matéria e anular os efeitos de sua reação sobre o moral, a  reencarnação não tem mais nenhuma utilidade nem razão de ser. Com efeito, o  corpo é necessário ao Espírito para o trabalho progressivo até que, tendo  chegado a manejar esse instrumento à sua maneira, a lhe imprimir a sua vontade,  o trabalho está realizado. É-lhe preciso, então, um outro campo para a sua  caminhada, para o seu adiantamento no infinito; lhe é preciso um outro círculo  de estudos onde a matéria grosseira das esferas inferiores seja desconhecida.  Tendo sobre a Terra, ou em globos análogos, depurado e experimentado suas  sensações, está maduro para a vida espiritual e seus estudos. Tendo se elevado  acima de todas as sensações corpóreas, não tem mais nenhum desses desejos ou  necessidades inerentes à corporeidade: ele é Espírito e vive pelas sensações  espirituais que são infinitamente mais deliciosas do que as mais agradáveis  sensações corpóreas.

II - A reencarnação e as aspirações  do homem.
As aspirações da alma ocasionam a sua  realização, e esta realização se cumpre na reencarnação enquanto o Espírito  está no trabalho material; eu me explico. Tomemos o Espírito em seu início na  carreira humana; estúpido e bruto, sente, no entanto, a centelha divina nele,  uma vez que adora um Deus, que ele materializa segundo a sua materialidade.  Nesse ser, ainda vizinho do animal, há uma aspiração instintiva, quase  inconsciente, rumo a um estado menos inferior. Começa por desejar satisfazer  seus apetites materiais, e inveja aqueles que vê num estado melhor do que o  seu; também, numa encarnação seguinte, ele mesmo escolhe, ou antes, é arrastado  a um corpo mais aperfeiçoado; e sempre, em cada uma de suas existências, deseja  uma melhoria material; não se achando jamais feliz, quer sempre subir, porque a  aspiração à felicidade é a grande alavanca do progresso.

À medida que suas sensações corpóreas  se tornam maiores, mais refinadas, suas sensações espirituais despertam e  crescem também. Então o trabalho moral começa, e a depuração da alma se une à  aspiração do corpo para chegar ao estado superior.

Esse estado de igualdade das  aspirações materiais e espirituais não é de longa duração; logo o Espírito se  eleva acima da matéria, e suas sensações não podem ser satisfeitas por ela;  é-lhe preciso mais; lhe é preciso o melhor; mas aí o corpo, tendo sido levado à  sua perfeição sensitiva, não pode seguir o Espírito, que então o domina e dele  se desliga cada vez mais, como um instrumento inútil. Volta todos os seus  desejos, todas as suas aspirações, para um estado superior; sente que as  necessidades corpóreas, que lhe eram um objeto de felicidade em suas  satisfações, não são mais do que uma tortura, um rebaixamento, do que uma  triste necessidade da qual aspira se libertar para gozar, sem entraves, de  todas as felicidades espirituais que ele pressente.

III - Ação dos fluidos na  reencarnação.
Sendo os fluidos os agentes que  colocam em movimento o nosso aparelho corpóreo, são eles também que são os  elementos de nossas aspirações, porque há fluidos corpóreos e fluidos  espirituais, que todos tendem a se elevarem e se unirem aos fluidos da mesma  natureza. Esses fluidos compõem o corpo espiritual do Espírito que, no estado  encarnado, age por eles sobre a máquina humana que está encarregado de  aperfeiçoar, porque tudo é trabalho na criação, tudo concorre para o  adiantamento geral.

O Espírito tem seu livre arbítrio, e  procura sempre o que lhe é agradável e o satisfaz. Se é um Espírito inferior e  material, procura suas satisfações na materialidade, e então dará um impulso  aos seus fluidos corpóreos que dominarão, mas tenderão sempre a crescer e a se  elevar materialmente; portanto, as aspirações desse encarnado são materiais, e,  retornado ao estado de Espírito, procurará uma nova encarnação onde satisfará  as suas necessidades e seus desejos materiais; porque, notai bem, a aspiração  corpórea não pode pedir, como realização, senão uma nova corporeidade, ao passo  que a aspiração espiritual não se prende senão às sensações do Espírito. Ela  será solicitada por seus fluidos que deixou se materializarem; e como no ato da  reencarnação os fluidos agem para atrair o Espírito ao corpo que foi formado,  houve, pois, atração e união dos fluidos, a reencarnação se opera em condições  que darão satisfação às aspirações de sua existência precedente.

Ocorre o mesmo com os fluidos  espirituais com os fluidos materiais, se são eles que dominam; mas então,  quando o espiritual se sobrepôs sobre o material, o Espírito, que julga  diferentemente, escolhe ou é atraído por simpatias diferentes; como lhe é  necessária a depuração, e que não é senão pelo trabalho que a alcança, as  encarnações escolhidas são mais penosas para ele, porque, depois de haver dado  a supremacia à matéria e aos seus fluidos, lhe é necessário constrangê-la,  lutar com ela e dominá-la. Daí essas existências tão dolorosas e que parecem,  freqüentemente, tão injustas, infligidas a Espíritos bons e inteligentes.  Aqueles fazem sua última etapa corpórea e entram, saindo deste mundo, nas  esferas superiores onde suas aspirações superiores acharão a sua realização.

IV - As afeições terrestres e a  reencarnação.
O dogma da reencarnação indefinida  encontra oposições no coração do encarnado que ama, porque em presença dessa  infinidade de existências, produzindo cada uma delas novos laços, pergunta-se  com medo o que se tornam as afeições particulares, e se elas não se fundem num  único amor geral, o que destruiria a persistência da afeição individual.  Pergunta-se se essa afeição individual não é somente um meio de adiantamento, e  então o desencorajamento se insinua em sua alma, porque a verdadeira afeição  sente a necessidade de um amor eterno, sentindo que não se deixará jamais de  amar. O pensamento de milhares dessas afeições idênticas lhe parece uma  impossibilidade, mesmo admitindo faculdades maiores para o amor.

O encarnado que estuda seriamente o  Espiritismo, sem tomar partido por um sistema antes que por um outro, se  encontra arrastado para a reencarnação pela justiça que decorre do progresso e  do adiantamento do Espírito em cada nova existência; mas quando o estuda do  ponto de vista das afeições do coração, duvida e se atemoriza apesar dele. Não  podendo colocar de acordo esses dois sentimentos, se diz que ali ainda tem um  véu a levantar, e seu pensamento nesse trabalho atrai as luzes dos Espíritos  para concordar seu coração e sua razão.

Eu disse precedentemente: a  encarnação se detém lá onde a materialidade é anulada. Mostrei como o progresso  material havia de início refinado as sensações corpóreas do Espírito encarnado;  como o progresso espiritual, tendo vindo em seguida, havia contrabalançado a  influência da matéria, depois a havia, enfim, subordinado à sua vontade, e, que  chegado a esse grau de domínio espiritual, a corporeidade não tinha mais razão  de ser, o trabalho estando realizado.
 
Continua no próximo #post
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 03:02
Continuação.
 
   
Examinemos agora a questão da afeição  sob esses dois aspectos, material e espiritual.
   

   
De início, o que é a afeição, o amor?  Ainda a atração fluídica atraindo dois seres um para o outro, e unindo-os num  mesmo sentimento. Essa atração pode ser de duas naturezas diferentes, uma vez  que os fluidos são de duas naturezas. Mas para que a afeição persista  eternamente, é preciso que ela seja espiritual e desinteressada; é preciso a  abnegação, o devotamento, e que nenhum sentimento pessoal seja o móvel desse  arrastamento simpático. Do momento em que haja, nesse sentimento,  personalidade, há materialidade; ora, nenhuma afeição material persiste nos  domínios do Espírito. Portanto, toda afeição que não seja senão o resultado do  instinto animal ou do egoísmo, se destrói à morte terrestre. Também, que seres  supostamente amados são esquecidos depois de pouco tempo de separação! Vós os  haveis amado por vós e não por eles, aqueles que não são mais, uma vez que os  esquecestes e substituístes; procurastes a consolação no esquecimento; eles se  vos tornam indiferentes, porque não tendes mais amor.
   

   
Contemplai a Humanidade, e vede o  quanto há pouca afeição verdadeira sobre a Terra! Também não se deve tanto se  amedrontar com a multiplicidade das afeições contraídas nesse mundo; elas são  em minoria relativa, mas existem, e as que são reais persistem e se perpetuam  sob todas as formas, sobre a Terra, de início, depois continuam no estado de  Espírito numa amizade ou um amor inalterável, que não faz senão crescer em se  elevando mais.
   

   
Vamos estudar esta verdadeira  afeição: a afeição espiritual.
   

   
A afeição espiritual tem por base a  afinidade fluídica espiritual, que, agindo sozinha, determina a simpatia.  Quando ocorre assim, é a alma que ama a alma, e essa afeição não toma força  senão pela manifestação dos sentimentos da alma. Dois Espíritos unidos  espiritualmente se procuram e tendem sempre a se aproximarem; seus fluidos são  atrativos. Que estejam num mesmo globo, serão levados um para o outro; que  estejam separados pela morte terrestre, seus pensamentos se unirão na  lembrança, e a união se fará na liberdade do sono; e quando a hora de uma nova  encarnação soar para um deles, procurará se aproximar de seu amigo entrando  nisso que é sua filiação material, e fá-lo-á com tanto mais facilidade quanto  seus fluidos periespirituais materiais encontrarem afinidade na matéria  corpórea dos encarnados que deram a luz ao novo ser. Dai um novo aumento da  afeição, uma nova manifestação do amor. Tal Espírito amigo vos amou como pai,  vos amará como filho, como irmão ou como amigo, e cada um desses laços  aumentará de encarnação em encarnação, e se perpetuará de maneira inalterável  quando, vosso trabalho estando feito, vivereis da vida do Espírito.
   

   
Mas essa verdadeira afeição não é  comum sobre a Terra, e a matéria vem retardá-la, anulando-lhe os efeitos,  segundo ela domine o Espírito. A verdadeira amizade, o verdadeiro amor sendo  espiritual, tudo o que se relaciona com a matéria não é de sua natureza, nem  concorre em nada para a identificação espiritual. A afinidade persiste, mas  fica no estado latente até que o fluido espiritual se sobrepondo, o progresso  simpático se efetue de novo. Para me resumir, a afeição espiritual é a única  resistência no domínio do Espírito; sobre a Terra e nas esferas de trabalho corpóreo,  ela concorre para o adiantamento moral do Espírito encarnado que, sob a  influência simpática, cumpre milagres de abnegação e de devotamento pelos seres  amados. Aqui, nas moradas celestes, ela é a satisfação completa de todas as  aspirações, e a maior felicidade que o Espírito possa sentir.
   

   
V - O progresso entravado pela  reencarnação indefinida.
   
Até aqui a reencarnação foi admitida  de um modo muito prolongado; não se pensou senão nessa prolongação da  corporeidade, embora cada vez menos material, ocasionando, no entanto,  necessidades que deviam entravar o vôo do Espírito. Com efeito, admitindo a  persistência da geração nos mundos superiores, atribui-se ao Espírito encarnado  necessidades corpóreas, dão-lhe deveres e ocupações ainda materiais que  constrangem e detêm o impulso dos estudos espirituais. Que necessidade desses  entraves? O Espírito não pode gozar as felicidades do amor sem sofrer as  enfermidades corpóreas? Sobre a própria Terra, esse sentimento existe por si  mesmo, independente da parte material de nosso ser; os exemplos, embora sejam  raros, estão aí, suficientes para provar que deve ser sentido mais geralmente  entre os seres mais espiritualizados.
   

   
A reencarnação ocasiona a união dos  corpos, o amor puro somente a união das almas. Os Espíritos se unem segundo  suas afeições começadas nos mundos inferiores, e trabalham juntos para o seu  adiantamento espiritual. Eles têm uma organização fluídica muito diferente  daquela que era a conseqüência de seu aparelho corpóreo, e seus trabalhos se  exercem sobre os fluidos e não sobre os objetos materiais. Vão em esferas que,  também elas, cumpriram seu período material, em esferas cujo trabalho humano  levou a desmaterialização, e que, chegados ao apogeu de seu aperfeiçoamento,  também passaram por uma transformação superior, que os torna próprios para  sofrer outras modificações, mas num sentido todo fluídico.
   

   
Compreendeis, desde hoje a força  imensa do fluido, força que não podeis senão constatar, mas que não vedes nem  apalpais. Num estado menos pesado do que aquele em que estais, teríeis outros  meios de ver, de tocar, de trabalhar esse fluido que é o grande agente da vida  universal. Porque, pois, o Espírito teria ainda necessidade de um corpo que  está fora das apreciações corpóreas? Dir-me-eis que esse corpo está em relação  com os novos trabalhos que o Espírito terá que cumprir; mas uma vez que esses  trabalhos serão todo fluídicos e espirituais nas esferas superiores, por que  dar-lhe o embaraço das necessidades corpóreas, porque a reencarnação ocasiona  sempre, como eu o disse, geração e alimentação, quer dizer, necessidade da  matéria a satisfazer, e, em compensação, entraves para o Espírito. Compreendeis  que o Espírito deve ser livre em seu vôo para o infinito; compreendeis que  tendo saído dos cueiros da matéria, ele aspira, como a criança, a caminhar e  correr sem ser contido pelas andadeiras maternas, e que essas primeiras  necessidades da primeira educação da criança são supérfluas para a criança  crescida, e insuportáveis ao adolescente. Não desejeis, pois, permanecer na  infância; considerai-vos como alunos fazendo seus últimos estudos escolares, e  se dispondo a entrar no mundo, e a ter nele seu lugar, e a começar os trabalhos  de um outro gênero que seus estudos preliminares terão facilitado.
   

   
O Espiritismo é a alavanca que  levantará de um pulo ao estado espiritual todo encarnado que, querendo bem  compreendê-lo e pô-lo em prática, se ligará em dominar a matéria, a dela se  tornar senhor, a aniquilá-la; todo Espírito de boa vontade pode se colocar em  estado de passar, deixando este mundo, ao estado espiritual sem retorno  terrestre; somente, lhe é preciso a fé ou vontade ativa. O Espiritismo a dá a  todos aqueles que querem compreendê-lo em seu sentido moralizador.
   

   
Um espírito protetor do médium.
   
Nota.
   
- Esta comunicação não leva outra  assinatura senão esta acima, o que prova que não há necessidade de haver tido  um nome célebre sobre a Terra para ditar boas coisas.
   

   
Continua...
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 03:14
Continuação:

Resumo:
   
A vida do Espírito, considerada do  ponto de vista do progresso, apresenta três períodos principais, a saber:
   

   
1º- O período material onde a  influência da matéria domina a do Espírito; é o estado dos homens dados às  paixões brutais e carnais, à sensualidade; cujas aspirações são exclusivamente  terrestres, que são apegados aos bens temporais, ou refratários às idéias  espiritualistas.
   

   
2º - O período de equilíbrio; aquele  em que as influências da matéria e do Espírito se exercem simultaneamente; onde  o homem, embora submetido às necessidades materiais, pressente e compreende o  estado espiritual; onde ele trabalha para sair do estado corpóreo.
   

   
Nesses dois períodos o Espírito está  submetido à reencarnação, que se cumpre nos mundos inferiores e medianos.
   

   
3º - O período espiritual aquele em  que o Espírito, tendo dominado completamente a matéria, não tem mais  necessidade da encarnação nem do trabalho material, seu trabalho é todo  espiritual; é o estado dos Espíritos nos mundos superiores.
   

   
A facilidade com a qual certas  pessoas aceitam as idéias espíritas, das quais parecem ter a intuição, indica  que pertencem ao segundo período; mas entre estas e as outras há uma multidão  de graus que o Espírito atravessa tanto mais rapidamente quanto mais próximo  estiver do período espiritual; é assim que, de um mundo material como a Terra,  ele pode ir habitar um mundo superior, como Júpiter, por exemplo, se seu  adiantamento moral e espiritual for suficiente para dispensá-lo de passar pelos  graus intermediários. Depende, pois, do homem deixar a Terra sem retorno, como  mundo de expiação e de prova para ele, ou não retornar a ela senão em missão.
   
final
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 03:23
    Capítulo VII  As Penas Futuras Segundo o Espiritismo
A carne é fraca

Há  tendências viciosas que são evidentemente inerentes ao Espírito, pois que se  ligam mais ao moral do que ao físico. Outras parecem antes resultar do  organismo e por isso acredita-se que acarretam menos responsabilidade: tais são  as predisposições à cólera, à preguiça, à sensualidade etc.

Hoje está  perfeitamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos  cerebrais correspondentes às diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à  atividade do Espírito. Esse desenvolvimento é, assim, um efeito e não uma  causa. Um homem não é músico porque tenha a bossa da música, mas ele tem essa  bossa porque o seu espírito é músico.

Se a ação do  Espírito influi no cérebro, deve igualmente influir sobre outras partes do  organismo. O Espírito é assim o artífice do seu próprio corpo que ele modela,  por assim dizer, apropriando-o às suas necessidades e à manifestação das suas  tendências. Assim sendo, a perfeição corporal das raças adiantadas não seria  conseqüência de criações distintas, mas o resultado do trabalho do espírito que  aperfeiçoa o seu instrumento na medida em que as suas faculdades se  desenvolvem.

Por uma  conseqüência natural desse princípio, as disposições morais do Espírito devem  modificar as funções sanguíneas, dando-lhes maior ou menor atividade, bem como  provocar secreções mais ou menos abundantes da bilis ou de outros fluidos. É  assim, por exemplo, que o glutão sente a boca encher-se de água ao ver comidas  apetitosas. Não é a comida em si que pode excitar os orgãos do gosto, desde que  não há nenhum contato. É pois o Espírito, cuja sensualidade foi despertada, que  age pelo pensamento sobre esses órgãos, enquanto para outra pessoa a visão  dessa comida não produz nenhum efeito.(25)

É ainda por  essa mesma razão que uma pessoa sensível verte lágrimas com facilidade. Não é a  existência de lágrimas em abundância que dá sensibilidade ao Espírito, mas é a  sensibilidade do Espírito que provoca a secreção abundante de lágrimas. Sob a  influência da sensibilidade espiritual o organismo apropriou-se a essa  disposição natural do Espírito, como o do glutão se apropriou à disposição do  seu Espírito.

Seguindo  esta ordem de idéias, compreende-se que um espírito irascível deve impulsionar  um temperamento bilioso, de maneira que um homem não é colérico por ser  bilioso, mas é bilioso porque o seu Espírito é colérico. Acontece o mesmo com  todas as demais disposições instintivas. Um Espírito fraco e indolente dará ao  seu organismo uma condição de atonia em relação ao seu caráter, enquanto um  espírito ativo e enérgico transmitirá ao seu sangue e aos seus nervos  disposições bastante diferentes[/i][/b]. A ação do Espírito sobre o físico é de tal  maneira evidente, que vemos freqüentemente graves desordens orgânicas se  produzirem por efeito de violentas comoções morais. A expressão comum: a emoção  pôs-lhe o sangue a ferver não é tão desprovida de senso como se poderia pensar. 
 
Ora, o que  poderia agitar o sangue se não o Espírito por suas disposições morais? (Pode-se  admitir que o temperamento é, pelo menos em parte, determinado pela natureza do  Espírito, que é causa e não efeito. Dizemos em parte porque há casos em que o  físico influi evidentemente sobre o moral. É quando um estado mórbido ou  anormal é determinado por uma causa externa, acidental, independente do  Espírito, como a temperatura, o clima, os vícios hereditários que influem na  constituição, um mal-estar passageiro, etc. O moral do Espírito pode então ser  afetado nas suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza  própria seja por isso modificada.

Desculpar-se  dos seus defeitos com a fraqueza da carne é, pois, lançar mão de um sofisma  para escapar à responsabilidade. A carne só é fraca quando o Espírito é fraco,[/u][/i][/b]  o que inverte a questão e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus  atos.[/u][/i][/b] A carne, que não tem pensamento nem vontade, jamais prevalece sobre o  Espírito, que é o ser pensante e dotado de vontade. É o Espírito que dá à carne  as qualidades correspondentes aos seus instintos, como um artista imprime na  sua obra material o selo do seu gênio. O Espírito liberto dos instintos da  animalidade modela um corpo que não é mais um tirano das suas aspirações de  espiritualização. É então que o homem come para viver, porque viver é uma  necessidade, mas não vive para comer.

A  responsabilidade moral dos nossos atos na vida permanece, portanto,  inteiramente nossa. Mas a razão nos diz que as conseqüências dessa  responsabilidade devem estar em relação com o desenvolvimento intelectual do  Espírito. Quanto mais ele for esclarecido, menos desculpável será, porque com a  inteligência e o senso moral nascem as noções do bem e do mal, do justo e do  injusto.(27)
Esta lei  explica os insucessos da Medicina em certos casos. Desde que o temperamento é  um efeito e não causa, os esforços feitos para modificá-lo são necessariamente  embaraçados pelas disposições morais do Espírito, que opõe uma resistência  inconsciente e neutraliza a ação terapêutica. É pois sobre a causa primeira que  se deve agir. Dai, se possível, coragem ao poltrão e vereis cessarem os efeitos  fisiológicos do medo.(28)

Isto prova  mais uma vez a necessidade, para a arte de curar, de levar em conta a ação do  elemento espiritual sobre o organismo. (Ver Revista Espírita de Março de 1869). 

(27) Kardec deixa de lado, nesse  texto, o problema das influenciações espíritas na conduta humana, para acentuar  a responsabilidade individual e intransferível de cada um na prática dos seus  atos. Mesmo porque as influências espíritas dependem das condições morais do  homem. Assim como não podemos atribuir à carne as nossas imperfeições, também  não podemos atribuí-Ias aos nossos inimigos ou perseguidores invisíveis. Pois  eles só conseguem agir sobre nós na medida em que correspondemos aos seus  estímulos. Sem a nossa aceitação, as suas sugestões e até mesmo os seus  impulsos não produzem efeito. (N. do T.)

(28) Esta posição espírita coincide  hoje plenamente com a posição das Ciências no campo da Medicina. Bastaria o  desenvolvimento da Medicina Psicossomática para demonstrá-lo. Mas o avanço da  Parapsicologia vai mais longe, abrindo caminho para a compreensão do problema  da influenciação espiritual e das conseqüências da reencarnação na vida  presente. Leia-se a respeito o livro La Guerison par Ia pensée, de Robert  Tocquet, Paris, 1970, e o livro 20 Casos Sugestivos de Reencarnação, de lan  Stevenson, tradução da Editora Edicel, Brasília (DF), 1970. (N. do T.)
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 03:42
Diante do exposto em o Livro dos Espíritos, esclarece definitivamente que o espírito é quem fraqueja e a carne é quem morre. Afinal, o espírito é o dono de seu corpo e nunca o inverso. Ele o utiliza para progredir sempre até o ponto que se desapega da matéria por desejo próprio e após ter passado pelas etapas necessárias para sua evolução ou refinamento dos sentidos.

Atentemos para o fato de que muito dos Ecrittos Bíblicos estão em linguagens figuradas e podem descrever um fato momentâneo como ensinamentos mais complexos, por isso a necessidade do entendimento à Luz da DE. Cuidemos, por tanto, com os personalismos cheios de pragmatismos que se dizem amparados pela lógica histórica de estudos mas que conflitam gritantemente com o espiritsmo. Aliás, muitos espíritos encarnados que trazem consigo, inconscientemente, suas decepções religiosas lançam suas ideias revolucionárias a fim de mudar tudo conforme seus gostos. Por isso, até que consigamos praticar tudo aquilo que já aprendemos, vamos manter a DE tão pura quanto possível, para que outros possam beber dessa fonte. Há que se dizer ainda, que cada um é responsável pelas ideias que lança com seus conceitos e teorias, pois sempre irão influenciar alguém, assim, no momento exato serão convocados à prestação de contas.
 
Meditando Sempre! (antes de agir, para errar cada vez menos)
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 03:59
   
A carne é fraca quando  o Espírito é fraco
   
Nas chamadas tragédias do cotidiano, ouvimos muitas vezes, por parte  daqueles que fraquejam, a afirmação de que se perderam porque “a carne é  fraca.”
 
  O livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, capítulo VII: As penas futuras  segundo o Espiritismo, esclarece que a carne só é fraca porque O Espírito é  fraco, pois quando destituída de pensamento e vontade, a carne não pode  prevalecer sobre o Espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.
 
  Há tendências viciosas que não são evidentemente próprias do Espírito, porque  se apegam mais ao moral do que ao físico; outras, parecem antes dependentes do  organismo e, por esse motivo, menos responsáveis são julgados os que as  possuem: consideram-se como tais as disposições à cólera, à preguiça, à  sensualidade, etc..
 
  É primorosa esta afirmação de O Céu e o Inferno:
  O Espírito é, deste modo, o artista do próprio corpo, por ele talhado, por  assim dizer, à feição das suas necessidades e à manifestação das suas  tendências.

 
  Compreende-se a responsabilidade dos pais e educadores, na formação moral e  educacional dos Espíritos a eles confiados. Estamos em meio a Espíritos de  evolução diferentes, e por isso, de tendências e disposições instintivas  diferentes.
 
  Neste sentido, diz O Céu e o Inferno:
  A responsabilidade moral dos atos da vida fica, portanto, intacta; mas a razão  nos diz que as conseqüências dessa responsabilidade devem ser proporcionais ao  desenvolvimento intelectual do Espírito. Assim, quanto mais esclarecido for  este, menos desculpável se torna, uma vez que com a inteligência e o senso  moral nascem as noções do bem, do justo e do injusto.
 
 
Deus nos dotou do livre-arbítrio. Como explicam os Espíritos em resposta à  questão 843 de O Livro dos Espíritos, sem o livre-arbítrio, o homem seria uma  máquina, pois se tem a liberdade de pensar, é compreensível que tenha a  liberdade de agir.[/b]
 
  Compreende-se que o determinismo é próprio dos seres irracionais. Se tomarmos  como exemplo um animal predador, ele, para se alimentar, fatalmente devorará a  sua presa. Não há como o animal deixa de fazê-lo, por pena ou piedade do animal  que vai ser devorado.
  Já com o homem, tudo é diferente. Frente a qualquer situação, podemos mudar o  rumo dos acontecimentos, conforme as decisões que tomarmos.
 
  Reencarnamos com uma programação de vida, conforme os erros e acertos do  passado. Podemos cumprir ou não essa programação, conforme entramos pela porta  larga, ou pela porta estreita.
  Não somos escravos do destino, pois assim, seríamos como robôs, programáveis no  Plano Espiritual, como se programa uma máquina.

 
  Estamos num mundo de expiações e provas. No poema Piedade, recebido  mediunicamente por Jorge Rizzini, Castro Alves (Espírito) implora:[/font]


  Senhor Deus dos desgraçados,
 
  Olhai este pobre mundo,
 
  Que grita pelo universo,
 
  Em sofrimento profundo!
 
  Nele vivem moços, velhos,
 
  Que não lêem os Evangelhos,
 
  Nem se recordam de vós!
 
  E, numa contínua guerra
 
  Fizeram da pobre Terra,
 
  Sombrio mundo feroz!
 
  O progresso é uma lei geral. Para que os Espíritos encarnados no nosso mundo o  alcancem, Deus deixou o bem e o mal entregues ao livre-arbítrio de cada um,  para que o homem sofresse as dores dos seus erros e os prazeres de seus  acertos.
  A cada um segundo as suas obras. Se não fosse assim, a vida não teria sentido.
 
  O capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, de O Evangelho Segundo o  Espiritismo, explica que a felicidade completa não é deste mundo. Mai existem,  além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito do homem, ainda prisioneiro  de um corpo material desfruta em sua plenitude as alegrias inerentes à vida humana.
 
  Foi por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas  superiores, para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão  um dia gravitar, quando estiveres suficientemente purificados e aperfeiçoados.  François-Nicolas-Madeleine (Cardeal Morlot, Paris, 1863), que ensina a  comunicação, nos estimula: Que nesta reunião solene, todos os vossos corações  se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para futuras gerações um mundo  em que a felicidade não seja mais uma palavra vã.
 
  Considerando-se que um século na Terra corresponde a minutos na eternidade, um  dia, que não está tão distante na passagem dos séculos, chegaremos lá.Pois,  todos estamos no caminho da evolução espiritual,estando moralmente  fortalecidos!

    Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/a-carne-e-fraca-quando-o
 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 22 de Dezembro de 2012, 13:41
Coronel, é mesmo kardec que, em vários pontos da De fala afirmativamente sobre o Conhecimento.
Abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 22 de Dezembro de 2012, 15:10
Li os passados post, deste tópico, mas acho que vocês deverião dar crédito pra "carne".

Obs: Logo que respondi a este tópico, tinha um anúncio logo abaixo, não sei se estará mais, quando gravar a mensagem, chamado: "Casual Club - Onde as fantasias se encontram - Olhos indiscretos"

Acessei o site do "Casual Club" http://www.casualclub.com e logo na primeira página esta: "Trair não é mais pecado". Se trata de um site de encontros casuais; adultério!

Vocês  estão debatendo sobre a carne e o espírito. Deveriam pensar melhor na apologia que fazem, mesmo aqui no fórum espírita, expondo propaganda de site deste tipo e confrontar com o que defendem. Pela minha análise estão sendo favoráveis ao adultério, promovendo-o.  Cito: Provérbios 6:32.

Sabem que na bíblia menciona uma rixa entre carne e espírito. Dentre outras, as obras da carne são manifestas e menciona adultério, prostituição e lascívia (luxúria). Mas se esqueçem que diante do espírito também existe espírito de prostituições e espírito de luxúria. Fica estranho debater carne x espírito, se no próprio fórum espírita faz propaganda de site onde promove "encontros casuais".

Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 22 de Dezembro de 2012, 15:33
Olá vidaeterno!
embora tenhamos afirmado, em total coerência com a DE, que a carne é apenas um instrumento que serve ao Espírito, não deixamos de dar a devida importância e demonstramos quão grande é a sua interferência sobre este. O que evidenciamos é que o espírito é quem está no comando de seu corpo e pode ou não se submeter, e é aí, justamente, que entra a fé e o desejo forte de modificar-se, evoluir. A isto se denomina reforma íntima, mudança comportamental, desejo de paz, harmonia e amor. Em resumo, é a razão colimada com o sentimento elevado ou refinado conforme a lei de amor ensinada por Jesus que consite a perfeição máxima que podemos visualizar. Enquanto estivermos a justificar nossas faltas com o argumento de que a carne é fraca, continuaremos estagnados a incetivar tantos vícios comportamentais que tantos males ocasionam à humanidade.
 
Meditando sempre antes de agir!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Luiza Gabriella em 22 de Dezembro de 2012, 17:15
vidaeterno, Ref #159

O Google busca por palavras-chave. É possível que durante o debate, ao longo das 11 páginas do tópico, se postaram palavras como "encontro", "casais", "adultério", "traição", etc, mas dentro de contextos específicos. O Google pega aleatoriamente essas palavras-chave e coloca a propaganda ligada a essas palavras.

Exemplo: se citamos a palavra "astrônomos" ou "astronomia", logo aparece no tópico a propaganda de uma loja virtual de telescópios.

Espero que tenha esclarecido a sua dúvida.

Fique em paz,

Luiza

 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 22 de Dezembro de 2012, 17:53
vidaeterno, Ref #159

O Google busca por palavras-chave. É possível que durante o debate, ao longo das 11 páginas do tópico, se postaram palavras como "encontro", "casais", "adultério", "traição", etc, mas dentro de contextos específicos. O Google pega aleatoriamente essas palavras-chave e coloca a propaganda ligada a essas palavras.

Exemplo: se citamos a palavra "astrônomos" ou "astronomia", logo aparece no tópico a propaganda de uma loja virtual de telescópios.

Espero que tenha esclarecido a sua dúvida.

Fique em paz,

Luiza

Por falar em idéias, louvo e aprecio os argumentos que postas caríssima irmã... sigo-os, e procuro aprender o máximo com os mesmos e sou-lhe grato pela oportunidade...
Todavia, irmã, na essencia do sentido em que expõe um outro nobre irmão, que desejou participar a seu modo da dialética, insinuas o mesmo que me preocupa com relação a seus interesses em tanta enfase e na "raça argumentativa" que empregas...
Não virá em breve, tão logo te faças conhecida, entre nós, oferecimento de consultas e atendimento via vosso tão intenso preparo?
Não precisas responder. No entanto para quaisquer resposta que me deres, a abenço-o e bendigo, louvando a N.S.J. o Cristo de Deus e todos livres pensadores...

Saúde e Paz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 22 de Dezembro de 2012, 17:54
Vidaeterno,
os anúncios que saem entram automaticamente, e não são da produção quer do Fórum ou de seus foristas.
Abraços,
Moura

PS:
"Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?"
E onde o amigo pensa que se assemelhem, por certo não foi de estudo de algum tema nas obras básicas.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/150/#ixzz2FnwkEyCf

Li os passados post, deste tópico, mas acho que vocês deverião dar crédito pra "carne".

Obs: Logo que respondi a este tópico, tinha um anúncio logo abaixo, não sei se estará mais, quando gravar a mensagem, chamado: "Casual Club - Onde as fantasias se encontram - Olhos indiscretos"

Acessei o site do "Casual Club" http://www.casualclub.com e logo na primeira página esta: "Trair não é mais pecado". Se trata de um site de encontros casuais; adultério!

Vocês  estão debatendo sobre a carne e o espírito. Deveriam pensar melhor na apologia que fazem, mesmo aqui no fórum espírita, expondo propaganda de site deste tipo e confrontar com o que defendem. Pela minha análise estão sendo favoráveis ao adultério, promovendo-o.  Cito: Provérbios 6:32.

Sabem que na bíblia menciona uma rixa entre carne e espírito. Dentre outras, as obras da carne são manifestas e menciona adultério, prostituição e lascívia (luxúria). Mas se esqueçem que diante do espírito também existe espírito de prostituições e espírito de luxúria. Fica estranho debater carne x espírito, se no próprio fórum espírita faz propaganda de site onde promove "encontros casuais".

Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 22 de Dezembro de 2012, 21:15
      Mourarego    (ref sua msg #158)

      Olá, amigo Moura; eu me perdi; não sei a q mensagem/resposta vc se refere.
.........................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 22 de Dezembro de 2012, 22:33



      Ignarus    (ref msg #36)

      Amigo Ignarus, pensei q já havia postado esta resposta a sua msg #36, mas como não a vejo publicada, envio agora.
...................................

      Cel: o amigo Ignarus afirma q quem comanda o corpo são os pensamentos e q estes vêm do espírito; e lhe pergunto: será q é isso mesmo, meu amigo? E isso mostra q o espírito é responsável pelos pensamentos com q age sobre o corpo?

      Observe, meu amigo, afinal, se o espirito é quem envia pensamentos ao corpo, e se com isso o comanda, quem é q comanda os pensamentos? Já refletiu sobre isso?

      Vc comanda seus pensamentos? Vc comanda sua mente? De modo nenhum; é a mente q nos comanda e, como a mente está sob influência de um veículo q lhe tolhe a visão correta, pois é um veículo carnal, é matéria (e, conforme a doutrina, a carne é como um lodo q impede a livre manifestação do espirito, e como um vido muito opaco, q impede uma visão correta) é q erramos tanto; por ser essa visão incorreta, interpretamos o mundo, a vida, os eventos, de forma incorreta e sobre eles agimos e reagimos de forma incorreta.

      Dái, o mundo ser o q é: um lugar de sofrimentos, conflitos, desentendimentos, de escolhas erradas, de injustiças, guerras, confusão! Ninguém comanda a própria mente; ninguém comanda seus próprios pensamentos.

      Por isso, Paulo afirmou: "É o Sr q opera em nós o pensar, o desejar e o fazer!", isto é; observe: os pensamentos vêm de fora de nós e com isso, como os desejos vêm dos pensamentos, os desejos vêm de fora de nós; e como o fazer (fazer nossas obras, nossas atitudes, procedimentos, tanto na esfera do bem qto na do mal) vem dos desejos, dos quais nasce a vontade de fazer nossas obras, ações e reações, nossos desejos, nossa vontade, nossas obras, também, são realizadas por uma causa q está fora de nós. Todo efeito tem uma, ou mais causas, e o efeito representado por nossas obras, tem como causa, algo q está fora de nós, além de nós. Assim, reforçando, Paulo disse: "... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus", isto é, têm sua origem fora de nós.
............................................

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 22 de Dezembro de 2012, 22:46
Li os passados post, deste tópico, mas acho que vocês deverião dar crédito pra "carne".

Obs: Logo que respondi a este tópico, tinha um anúncio logo abaixo, não sei se estará mais, quando gravar a mensagem, chamado: "Casual Club - Onde as fantasias se encontram - Olhos indiscretos"

Acessei o site do "Casual Club" http://www.casualclub.com e logo na primeira página esta: "Trair não é mais pecado". Se trata de um site de encontros casuais; adultério!

Vocês  estão debatendo sobre a carne e o espírito. Deveriam pensar melhor na apologia que fazem, mesmo aqui no fórum espírita, expondo propaganda de site deste tipo e confrontar com o que defendem. Pela minha análise estão sendo favoráveis ao adultério, promovendo-o.  Cito: Provérbios 6:32.

Sabem que na bíblia menciona uma rixa entre carne e espírito. Dentre outras, as obras da carne são manifestas e menciona adultério, prostituição e lascívia (luxúria). Mas se esqueçem que diante do espírito também existe espírito de prostituições e espírito de luxúria. Fica estranho debater carne x espírito, se no próprio fórum espírita faz propaganda de site onde promove "encontros casuais".

Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?

Amado do meu coração,
desconheces a assertiva que diz: "Não são os sadios que precisam de remédio?

Nossa missão:
Renovar nossas vontades, Bem seguir;
Junto aos nossos irmãos que ainda julgam diferentes;
Mas nem tanto, que a gente entende;
E nos permite em todo meio transitar;
Sem nenhum medo ou mau nos fazer hesitar,
Em contrário sempre menos o mau  perceber e mais Bem entender,
Sabermos separar o que nos convém, mesmo desejando... Escusar;
Assim tendo Vós em meio a nós, primeiro por eles e depois por nós...
Todo mau que ainda restar;
Não enfrentar, aceitar, sem pactuar;
Compreender... Em sábia paciência conviver;
Transformações para melhor, desejar viver;
A cada oportunidade a novo irmão nos unir, Contigo, por Ti...
E em nome do Cristo para sempre seguir.
Saúde e Paz!

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 23 de Dezembro de 2012, 00:23
Caro Coronel se o Sr. quiser mesmo e entender o que eu acho certo, por favor leia e medite os #posts 153,154,155,156 e 157. Leia, medite e conclua. Não tenho a intenção de convencer ninguém e nem discutir aquilo que para mim é óbvio. Todos os meus argumento nestão embasados na DE que para mim, até este momento é o suficiente. Qualquer outro conceito para ser aceito deverá antes passar pelo CUEE. Tento ser espírita pois aceito suas filosofias e não tenho a intenção de mudar nada do que lá está, muito menos de aceitar qualquer conceito que a contrarie. Isto pode parecer, como alguns denominam,  de intransigência, fanatismo, fé cega e etc. Mas é a melhor filosofia, do meu ponto de vista, pois responde as minhas dúvidas e motiva-me racionalmente para a prática do bem através da reforma íntima.

Abraço
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 23 de Dezembro de 2012, 00:34
Observe, meu amigo, afinal, se o espirito é quem envia pensamentos ao corpo, e se com isso o comanda, quem é q comanda os pensamentos? Já refletiu sobre isso?

Vc comanda seus pensamentos? Vc comanda sua mente? De modo nenhum; é a mente q nos comanda e, como a mente está sob influência de um veículo q lhe tolhe a visão correta, pois é um veículo carnal, é matéria (e, conforme a doutrina, a carne é como um lodo q impede a livre manifestação do espirito, e como um vido muito opaco, q impede uma visão correta) é q erramos tanto; por ser essa visão incorreta, interpretamos o mundo, a vida, os eventos, de forma incorreta e sobre eles agimos e reagimos de forma incorreta.

Dái, o mundo ser o q é: um lugar de sofrimentos, conflitos, desentendimentos, de escolhas erradas, de injustiças, guerras, confusão! Ninguém comanda a própria mente; ninguém comanda seus próprios pensamentos.

Por isso, Paulo afirmou: "É o Sr q opera em nós o pensar, o desejar e o fazer!", isto é; observe: os pensamentos vêm de fora de nós e com isso, como os desejos vêm dos pensamentos, os desejos vêm de fora de nós; e como o fazer (fazer nossas obras, nossas atitudes, procedimentos, tanto na esfera do bem qto na do mal) vem dos desejos, dos quais nasce a vontade de fazer nossas obras, ações e reações, nossos desejos, nossa vontade, nossas obras, também, são realizadas por uma causa q está fora de nós. Todo efeito tem uma, ou mais causas, e o efeito representado por nossas obras, tem como causa, algo q está fora de nós, além de nós. Assim, reforçando, Paulo disse: "... como se tivésseis algum pensamento como de vós mesmos, pois todos os pensamentos vêm de Deus", isto é, têm sua origem fora de nós.

VIDA existe e habita entre vós! Quando mencionou Paulo, Coronel, é Vicente de Paulo? Achei estranho o que esta mencionado no Livro dos Médiuns, página 566:

"Até aqui, nossas religiões (cristianismo, etc, etc), as nossas leis (atuais e ditas espirituais), os nossos costumes  (socialização) e as nossas paixões (vide psiquico e vide intencional) têm feito de tal modo descer o prato do mal e subir o do bem, que se há visto o mal reinar soberamente na Terra"

Vicente de Paulo


Nota: Esta comunicação foi obtida no mesmo círculo, mas quanto difere da precedente, não só pelas idéias, como também pelo estilo!

Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail), sugestionado pelos espíritos superiores, ministros de deus e agentes de sua vontade escreveu em "nota":

"Tudo ai é justo (o mal reinar soberamente na Terra), profundo (o mal reinar soberamente na Terra) e sensato (o mal reinar soberamente na Terra) e certamente São Vicente de Paulo não desdenharia, pelo que se lhe pode atribui-la sem receio (o mal reinar soberamente na Terra)"

Foristas, o mal reina soberamente no Planeta Terra?
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 23 de Dezembro de 2012, 01:38
Vidaeterno,
os anúncios que saem entram automaticamente, e não são da produção quer do Fórum ou de seus foristas.
Abraços,
Moura

PS:
"Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?"
E onde o amigo pensa que se assemelhem, por certo não foi de estudo de algum tema nas obras básicas.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/150/#ixzz2FnwkEyCf

Li os passados post, deste tópico, mas acho que vocês deverião dar crédito pra "carne".

Obs: Logo que respondi a este tópico, tinha um anúncio logo abaixo, não sei se estará mais, quando gravar a mensagem, chamado: "Casual Club - Onde as fantasias se encontram - Olhos indiscretos"

Acessei o site do "Casual Club" http://www.casualclub.com e logo na primeira página esta: "Trair não é mais pecado". Se trata de um site de encontros casuais; adultério!

Vocês  estão debatendo sobre a carne e o espírito. Deveriam pensar melhor na apologia que fazem, mesmo aqui no fórum espírita, expondo propaganda de site deste tipo e confrontar com o que defendem. Pela minha análise estão sendo favoráveis ao adultério, promovendo-o.  Cito: Provérbios 6:32.

Sabem que na bíblia menciona uma rixa entre carne e espírito. Dentre outras, as obras da carne são manifestas e menciona adultério, prostituição e lascívia (luxúria). Mas se esqueçem que diante do espírito também existe espírito de prostituições e espírito de luxúria. Fica estranho debater carne x espírito, se no próprio fórum espírita faz propaganda de site onde promove "encontros casuais".

Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?

Pelo evangelho segundo o espiritismo o "espiritismo ensina a mesma coisa que o cristianismo". Acho que os espíritos que são mencionados na bíblia, são os mesmos da doutrina espírita.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 23 de Dezembro de 2012, 02:05
Havemos de considerar em tudo isso a presença, semi-material , o perispírito, que em todas as fases da evolução tem uma importante e fundamental importância, pois é nele que ficam gravados todas as impressões de todas as encarnações e que explica as ações do incosciente.
 
Vejaos as conclusões de Gabriel Dellane a respeito no trecho retirado do livro "Evolução Anímica"o qual recomendamos para todos os estudiosos da questão:
 
"   
O inconsciente psíquico
   

   
(...), no perispírito as sensações,  com uma certa durabilidade. Há que observar, contudo, que elas não permanecem  no campo da consciência. Desaparecem, momentaneamente, para dar lugar a outras,  e tornam-se, por assim dizer - inconscientes. A mesma coisa dá-se em relação a
   
tudo que temos visto, lido e  aprendido. Por conseguinte, desde o nascimento, nossa alma cria uma reserva  imensa de sensações, volições, idéias, de vez que, como veremos, o mecanismo  mediante o qual a alma atua sobre a matéria é igualmente mantido no invólucro  fluídico.
   

   
Cada painel contemplado, cada  leitura que fazemos, deixa em nós um traço. As idéias ligam-se e entrosam-se  por lei de associação, que também prevalece para as sensações e percepções.
   

   
O território em que se escalonam  esses materiais, copiosos e multifários, é o perispírito. É nele que coabitam  essas aquisições todas, sem riscos de baralhamento. Delas poder-se-ia dizer que  constituem a biblioteca de cada ser pensante.
   

   
É esse tesouro que denominamos - o  inconsciente.
   

   
Tem, portanto, o Espírito o seu  armazém de idéias e sensações.
   

   
Podemos compará-lo a um sábio, cujos  conhecimentos estivessem escritos em livros separados, mas dispostos em ordem  imutável e religando-se uns aos outros, ao mesmo tempo que representando, cada  qual, uma fração de cérebro e de perispírito, por isso que um e outro são  inseparáveis durante a
   
encarnação. (...)"
 
 
Paz sempre!
   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 23 de Dezembro de 2012, 02:18
      Luiza Gabriela    (ref #81)

      Cel, msg anterior: Sem o estorvo da matéria, o espirito não erra, pois interpretaria corretamente a vida e só faria o q é certo fazer.
.................................................

      Luiza: Aparentemente é assim. Mas isso não depende do grau de percepção do espírito? Se ele estiver tão atado às idéias e conceitos mundanos e materiais, não pode acontecer que ele ainda continue agindo e pensando como se fosse um ser humano?   

      Cel: não é bem assim, minha amiga; o ficar-se atado a ideias, a atrativos do mundo, a condicionamentos, a ilusões, a imperfeições é o resultado das interpretações do ego, a causa de todas as desditas. O espírito é livre, pois é a mesma essência daquilo a q damos o nome de Deus. A percepção do espírito só se torna menos perfeita porq, na carne, esta é obstáculo para q ele se perceba quem e o que ele é, q perceba sua verdadeira identidade cósmica. Qdo isso ocorre, a visão é total e perfeita ao ponto de poder dizer, como Jesus e outros disseram: “eu e o pai somos um”.
................................

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Filipa Matos em 23 de Dezembro de 2012, 10:13
Caro Coronel se o Sr. quiser mesmo e entender o que eu acho certo, por favor leia e medite os #posts 153,154,155,156 e 157. Leia, medite e conclua. Não tenho a intenção de convencer ninguém e nem discutir aquilo que para mim é óbvio. Todos os meus argumento nestão embasados na DE que para mim, até este momento é o suficiente. Qualquer outro conceito para ser aceito deverá antes passar pelo CUEE. Tento ser espírita pois aceito suas filosofias e não tenho a intenção de mudar nada do que lá está, muito menos de aceitar qualquer conceito que a contrarie. Isto pode parecer, como alguns denominam,  de intransigência, fanatismo, fé cega e etc. Mas é a melhor filosofia, do meu ponto de vista, pois responde as minhas dúvidas e motiva-me racionalmente para a prática do bem através da reforma íntima.

Abraço
Foristas, o mal reina soberamente no Planeta Terra?

Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
João 14:8-10



692 - (...) o próprio homem é um instrumento nas mãos de Deus, do qual Ele se serve para que tudo à sua volta atinja os objetivos aos quais se destina.


Se a doutrina diz isto, o que são os homens, ou os espíritos além de instrumentos de Deus?

Bom dia a todos.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 23 de Dezembro de 2012, 15:15
    "E  Jesus vendo a multidão subiu num monte, e sentando-se, aproximaram-se dele os  discípulos.
  E abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
  Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
  Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
  Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
  Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça, porque serão fartos.
  Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão a Misericórdia.
  Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus.
  Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
  Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é  o Reino dos Céus.
  Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo  todo mal contra vós por minha causa.
  Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus, porque assim  perseguiram os profetas que foram antes de vós."

+++
Evangelho  Segundo o Espiritismo – Capítulo VII - Bem Aventurados os Pobres de Espírito
O Que Se Deve Entender Por Pobres De Espírito

1. Bem-aventurados os pobres de  espírito, pois que deles é o reino dos céus. ](S. MATEUS, 5:3.)

2. A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como  tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito  Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser  para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos.
Os homens de saber e  de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si  próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como
indignas de lhes  merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os  podem elevar até Deus.
Essa tendência, de  se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que,  estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se  condescendem
em admiti-la,  contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas  deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo.  Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e  julgando-se aptos a tudo
compreender, não  podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as  sentenças que proferem.
Se se recusam a  admitir o mundo invisível e uma potência extra-humana, não é que isso lhes  esteja fora do alcance; é que o orgulho se lhes revolta à idéia de uma coisa  acima da qual não possam colocar-se e que os faria descer do pedestal onde se  contemplam. Daí o só terem
sorrisos de mofa  para tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível. Eles se atribuem  espírito e saber em tão grande cópia, que não podem crer em coisas, segundo  pensam, boas apenas para gente e]simples, tendo  por pobres de espírito os  que as tomam a sério.
Entretanto, digam o  que disserem, forçoso lhes será entrar, como os outros, nesse mundo invisível  de que escarnecem.
É lá que os olhos se  lhes abrirão e eles reconhecerão o erro em que caíram. Deus, porém, que é  justo, não pode receber da mesma forma aquele que lhe desconheceu a majestade e  outro que humildemente se lhe submeteu às leis, nem os aquinhoar em partes  iguais. Dizendo que o reino dos céus é dos simples, quis Jesus significar que a  ninguém é concedida entrada nesse reino, sem a simplicidade de coração e humildade de espírito; que  o ignorante possuidor dessas qualidades será preferido ao sábio que mais crê em  si do que em Deus. Em todas as circunstâncias,  Jesus põe a humildade na categoria das virtudes que aproximam de Deus e o  orgulho entre os vícios que dele afastam a criatura, e isso por uma razão muito  natural: a de ser a humildade um ato de submissão a Deus, ao passo que o  orgulho é a revolta contra ele. Mais vale, pois, que o homem, para felicidade  do seu futuro, seja pobre em espírito, conforme  o entende o mundo, e rico em qualidades morais.

***

Pobreza de Espírito  não é Fé Cega ou Fanatismo como muitos poderiam alegar. Mas, tão somente a  humildade que despreza todas as idiossincrasias que estabelece conceitos  próprios e impedem que se entenda a essência das verdades que vem do alto.

***
Grandes profetas sempre utilizaram da meditação como instrumento de  limpeza da mente para conseguirem entender as verdades que lhes chegam de  variadas fontes, uma delas, a própria natureza com toda sua simplicidade.   
Meditando Sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 23 de Dezembro de 2012, 20:53
Vidaeterno,
os anúncios que saem entram automaticamente, e não são da produção quer do Fórum ou de seus foristas.
Abraços,
Moura

PS:
"Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?"
E onde o amigo pensa que se assemelhem, por certo não foi de estudo de algum tema nas obras básicas.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/fraco-e-o-espirito-nao-a-carne!/150/#ixzz2FnwkEyCf

Li os passados post, deste tópico, mas acho que vocês deverião dar crédito pra "carne".

Obs: Logo que respondi a este tópico, tinha um anúncio logo abaixo, não sei se estará mais, quando gravar a mensagem, chamado: "Casual Club - Onde as fantasias se encontram - Olhos indiscretos"

Acessei o site do "Casual Club" http://www.casualclub.com e logo na primeira página esta: "Trair não é mais pecado". Se trata de um site de encontros casuais; adultério!

Vocês  estão debatendo sobre a carne e o espírito. Deveriam pensar melhor na apologia que fazem, mesmo aqui no fórum espírita, expondo propaganda de site deste tipo e confrontar com o que defendem. Pela minha análise estão sendo favoráveis ao adultério, promovendo-o.  Cito: Provérbios 6:32.

Sabem que na bíblia menciona uma rixa entre carne e espírito. Dentre outras, as obras da carne são manifestas e menciona adultério, prostituição e lascívia (luxúria). Mas se esqueçem que diante do espírito também existe espírito de prostituições e espírito de luxúria. Fica estranho debater carne x espírito, se no próprio fórum espírita faz propaganda de site onde promove "encontros casuais".

Se Deus quis denotar sentidos opostos entre carne e espírito porque ambos se assemelham na luxúria e prostituição?

Tenho uma opinião formada diferente quando digo "assemelham". Quer dizer só em palavras. Mas VIDA (carne) não é culpado não! Só quem compreende a linha do tempo sabe do que digo. 

(Oséias 5:4 + Oséias 4:12) X (Gálatas 5:19-21) = (Gálatas 5:17 ) / (Romanos 8:5 )

Como vou cobiçar contra a carne se inclinando-se a favor do espírito há prostituição e luxúria também? Não há um "X" e outro "Y". Ambos pela bíblía, tem prostituição e luxúria. Já fiz uma análise de quantos tipos de espíritos tem na bíblia. Nada mais são que sinônimos das obras da carne, só que estão distribuídos em versículos. A religião tenta incriminar VIDA (carne) injustamente? Pela linha do tempo e temporalidade anímica promulgada ...

Um exemplo é a decisão de prostituir-se (Oséias 5:4) e promover luxúria e prostituir-se (Oséias 4:12) é toda em psíquico. É evidente que a bíblia faz essa apologia de controle psicomotor (1 Reis 22:22) proveniente dos mortos, espíritos. O espiritismo angariou o sentido de desvendar pensamento e promover controle por animismo por intenções próprias.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 00:02
      Ignarus    (ref #19)

      Cel: meu grande Ignarus, o texto q vc colocou diz que, em face da ignorância, por medo das dores, os ignorantes espíritos encarnados sofrem, pois não se aventuram a fazer as mudanças necessárias, q os tornariam mais ditosos. (Lembremos q de Deus nada procede que seja não inteligente).

      Desse modo, continuam a praticar misérias, ações absurdas, tragédias e desgraças, perversidades, crimes hediondos... males q trazem sofrimentos torturantes e insuportáveis a si mesmos e a semelhantes, e q podem, mesmo, lhes resultar em multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos!

      Por ignorância, não cumprem a Lei divina, q está inscrita na consciência de todos, mas q podem tê-la esquecido.

      Preferem escolher atrasar-se no processo evolutivo, pois procuram, pelo seu livre-arbítrio, esquivar-se da reforma íntima, deixando-a para um futuro incerto; com isso, estão escolhendo aumentar, mais ainda, suas dificuldades para resgatar os erros q vão se acumulando.

      O q vemos no mundo nos faz concluir q é exatamente isso q está ocorrendo: q os espíritos, podendo escolher adiantar-se e sofrer menos, decidem escolher atrasar-se e sofrer mais!

      E, como diz o texto, tudo isso é fruto da ignorância.

      Mas, vamos raciocinar um pouco. Dentro do quadro apresentado pelo texto, os espíritos sofrem pelo fato de serem ignorantes e, tantas vezes, sofrimentos desesperadores. No entanto, a doutrina nos ensina q, pela misericórdia de Deus, supremo amor e justiça, só sofre quem merece sofrer (exceção daqueles q assumem provas ou missões q envolvem sofrimentos).

      Assim, perguntamos:

      Esses espíritos, q sofrem sofrimentos produzidos por sua ignorância, merecem sofrer?

      E, se tudo q o quadro apresentou é fruto da ignorância, a ignorância é fruto de quê?
................................................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 24 de Dezembro de 2012, 02:34
Caro Cornel, primeiro defina corretamen te o que é dor e o que é sofrimento, diante da proposição da DE.

Então teremos:
Dor, física e dor moral.
Física - mediante as agressões que sofrem o organismo.
MOral - tudo que agride o ser contrariando suas vontades, ilusões e o desejos de satisfação de seus vícios.

Entendido isso, vemos que a Dor, principalemnte, a moral é condição necessária para tirar o espírito da estagnação, promovendo assim, a sua ação voluntária para a evolução (esta dor faz parte do determinismo divino)

Sofrimento
Fisico e moral
Físco - mediante a incapacitacão dos orgãos materiais, doenças, mutilações e etc
MOral - a tristeza e a inconformação perante as dores que lhe tiram da zona de conforto estagnador. Dificuldade de aceitação, ausência de paciência, fé racional e incapacidade de renúncia.

Assim posto, fica fácil responder-lhe, sugerindo que medite a respeito disso, pois que a dor será mais pungente àqueles que teimam na ilusões buscando a comodidade estagnadora. Assim, sofre mais que aceita menos ou que não quer obedecer ao determinismo Divino.

Agora o fato de estares a observar tantos eventos calamitosos em relação as maldades de tantos en relação ao desejo de Paz e Harmonia da grande maioria se dá ao fato de que DEus em sua infinita bondade permita que espíritos menos evoluidos reencarnem em um meio mais ëspiritualizado" a fim de que os mais evoluidos possam comprovar sua evolução ao mesmo tempo que o menos evoluídos, através dos exemplos que observam possam aprender e dar uma passo em direção da própria felicidade. Claro que deverão sofrer no futuro, através dos resgates e expiações, por que, mesmo sendo menos evoluídos não ignoram as Leis de Harmonia e Amor, na teoria já sabem, mas não conseguem dominar seus instintos, aí está a culpa que os fará sofrer. Renhamos em mente que Deus é um Pai de Sabedoria, Justiça e Amor. E o sofrimento é apenas a rebeldia em aceitar seus desígnios (determinismo - evolução).

Meditando Sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 24 de Dezembro de 2012, 02:36
    Autoconscientização

Os dias  atuais, caracterizados pelos conflitos psicológicos, em face do tumulto que  domina o pensamento da sociedade e as ambições de cada indivíduo, exigem  profundas reflexões, a fim de que a harmonia permaneça nos sentimentos humanos  e na conduta pessoal em relação a si mesmo.

As  admiráveis conquistas da Psicologia profunda, contribuindo para a solução dos  muitos distúrbios que se apresentam perturbadores, convidam à meditação em  torno da realidade que se é, para que sejam superados os condicionamentos em  que se encontra, de forma a situar-se com equilíbrio ante os desafios e as  injunções, não raro, penosos, que se apresentam em toda parte exigindo decisões  inadiáveis.

Atordoando-se  ante o volume das atividades que defronta, o indivíduo percebe-se desequipado  de valores que lhe facultem uma boa administração das injunções em que se  encontra, não sabendo o rumo que deve seguir.

Convidado,  porém, à auto reflexão, à auto conscientização mediante as quais poderá  descobrir a sua realidade essencial, recusa-se por automatismo, receando  penetrar-se em profundidade, em razão do atavismo castrador a que se submete.

A sombra que o condiciona ao aceito e  determinado ameaça-o de sofrimento, caso busque iluminar o seu lado escuro, permitindo-lhe a auto identificação  que se encarregará de libertá-lo das aflições e conflitos de comportamento, que  são heranças ancestrais nele prevalecentes.

Vitimado  pelo jogo das paixões sensoriais, anula a própria alma que discerne, e procura  não se deixar vencer pelos desejos infrenes que o arrastam ao jogo ilusório do  prazer desmedido.

Apresentando-se  incapaz, no entanto, de lutar pela libertação interior, permite-se arrastar  mais facilmente pelo tumulto dos jogos da sensualidade, naufragando nas  aspirações de enobrecimento e de cultura, de beleza e de espiritualidade,  temendo perder a oportunidade que a todos é oferecida de desfrutar as  facilidades e permissões morais que constituem a ordem do dia.

A estrutura  psicológica do ser humano é trabalhada por mecanismos muito delicados, sofrendo  os golpes violentos da ignorância, do prazer brutalizado, dos vícios  inveterados. Não suportando a alta carga de tensões que esses impositivos lhe  exigem, libera conflitos e temores primitivos que estão adormecidos,  desequilibrando as emoções, cujos equipamentos sutis geram distonias e  depressões.

O desvario  do sexo, que se tornou objeto de mercado, transformando homens e mulheres em coisas de fácil aquisição, é também  instrumento de projeção social, de conquista econômica, de exaltação do ego,  despertando nas mentes imaturas psicologicamente ânsias mal contidas de desejos  absurdos, nele centralizando todas as aspirações, por considerá-lo  indispensável ao triunfo no círculo em que se movimenta.

Incompleto,  por não saber integrar os seus conteúdos psicológicos da anima à sua masculinidade e do animus à sua feminilidade,  conseguindo a realização da obra-prima  que lhe deve constituir meta, o ser humano deixa-se arrastar pelas imposições  de um em detrimento do outro, afligindo-se sem saber por qual motivo.

Procura,  então, agônico e insatisfeito, recuperação na variedade dos prazeres,  identificando-se mais confuso, a um passo de transtorno sempre mais grave, qual  ocorre a todo instante no organismo social e nos relacionamentos interpessoais. 

A sombra  governa-o, e ele se recusa à luz da libertação.

*
O Apóstolo  Paulo afirmou: Não faço o bem que  quero, mas o mal que não quero, esse eu faço. (Romanos, 7-19.)

Nesse auto reconhecimento,  o nobre servidor do Evangelho de Jesus denunciava a existência do seu lado  escuro, impulsionando-o a atitudes que reprovava e não conseguia impedir-se de  praticar. Mediante, porém, esforço perseverante e autoconscientização da própria  fragilidade psicológica, o arauto da Era Nova conseguiu atingir a culminância  do seu apostolado, quando proclamou: (...) E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim... (Gálatas, 2:20.)

Somente  através da coragem para encontrar a consciência mediante uma análise tranqüila  das possibilidades de que dispõe é que a criatura humana logrará liberar-se da  situação conflitiva que a domina, facultando-se selecionar os valores reais  daqueles ilusórios aos quais se atribui significados, mas que sempre deixam frustração  e vazio existencial.

A  experiência física tem objetivos bem delineados que se apresentam acima da  vacuidade dos interesses imediatistas que dominam na moderna sociedade  consumista. Esse seu consumismo exterior resulta dos obscuros conflitos internos  que projetam para fora e para outrem sua imagem de inquietação, transferindo-a  do eu profundo, como necessidade de agitação para fugir de si mesmo.

Sucede que,  nessa ansiosa projeção, o ser se torna consumido pelos demais, e por sua vez,  destituído dos sentimentos profundos de amor, procura consumir os outros,  utilizando dos seus recursos e qualidades reais ou imaginárias para saciar a  sede de prazer em que se aturde, e seguir adiante.

Não saciado,  porque essas experiências somente mais afligem, surge a necessidade das  extravagâncias, pelas libações alcoólicas, pelo uso de substâncias químicas  alucinantes, pelas aberrações sexuais intituladas de variedades para o prazer,  pela agressividade, pela violência, ou pela queda nos abismos da depressão, da  loucura, do suicídio...

A única  alternativa disponível, portanto, para o ser humano de hoje, qual ocorreu com o  de ontem, é o mergulho interior, a autodescoberta, a conscientização da sua  realidade de Espírito imortal em viagem transitória pelo corpo, a fim de  adquirir novas realizações, reparando males anteriores e conseguindo harmonia  íntima, para que possa desfrutar de todas as concessões que se lhe encontram à  disposição, premiando-o pelo esforço de auto conquista e auto libertação.

Naturalmente  que, ao ser ativado o mecanismo de identificação do ser real, o hábito da fuga  dos compromissos superiores induz à projeção, para poupar-se à dor, o que  constitui um grande erro, porquanto o sofrimento se tornará ainda mais penoso.

É óbvio que  somente a claridade vence as sombras, e a autoconscientização é o foco de luz  direcionado à escuridão que predomina no comportamento psicológico do ser  humano.

*
Jesus  asseverou com propriedade ser a luz do  mundo, porque a Humanidade se encontrava em profunda escuridão, qual ocorre  nos dias presentes.

A Sua é a  mensagem de responsabilidade pessoal perante a vida, e de serviço constante em  favor de si mesmo e da coletividade.

Trazendo aos  homens e mulheres o Seu exemplo de amor e de abnegação, não se propôs carregar o fardo do mundo, a fim de  liberá-los de suas responsabilidades, mas ensinou a todos como conduzirem os  seus problemas e angústias, solucionando-os com o amor a Deus, a si mesmos e ao  próximo, por ser esse sentimento de amor a perene luz de libertação de toda a  sombra existente no mundo íntimo e na sociedade em geral.

Espírito  Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo P.  Franco, Extraído da Revista Reformador, Junho de 2001..
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 24 de Dezembro de 2012, 02:49
Diante da mensagem de Joana De Angelis, principalmente quando cita a frase de Paulo: "NAo faço todo o bem que desejo, mas o mal que não desejo", completando que Paulo sobrepujou as imposições da carne ou do seu EU inferior e conquistou a sua libertação. Mas como isso? simples, através do desejo firme, da convicção, da fé operante, da certeza do que era certo e verdadeiro. Podeira ele fraquejar diante dos chamamentos inferiores da carne criando ilusões efêmeras que o fariam sucumbir diante do dever.
Assim somos todos nós que conhecemos a verdade, vislumbramos a felicidade, compreendemos que devemos almejar o Amor preconizado pelo Cristo. Temos que, como espíritos, vencer os desejos que vem da fraca e corrupta carne para alcançamos o nosso objetivo com menos dores e menos sofrimentos. Necessário, contudo, que nos vejamos tal qual somos na realidade para estabelecemos a nossa autoconscientazação.
 
Fraco, então, é sempre o espírito diante dos prazeres, ilusões, necessidades e conceitos que a carne impõe lhe impõe, não conseguindo vencer.
Meditando sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 12:08
      Ignarus     (ref #100)

      O amigo Ignarus escreveu: A carne é fraca, pois a vontade é do espírito. A carne impõe limites e necessidades ao espírito para que este use livre arbítrio e venha a sobrepujar todas as dificuldades a fim de que evolua em inteligência e sentimentos. Eis aí a finalidade máxima da reencarnação!

      Cel: meu amigo, vamos raciocinar um pouco? O q quer dizer com “a vontade é do espírito”? A vontade, sua ou minha, ou de quem for, vem de onde? O q ou quem é q cria a vontade? Sem dúvida, o desejo de fazer isto ou aquilo. Mas, de onde vem o desejo senão do pensar, dos pensamentos? E os pensamentos são nossos, temos domínio sobre eles? Se “nossa” vontade vem de “nossos” pensamentos, e nossos pensamentos “não são nossos”, pois sobre eles não temos domínio, como dizer-se q a vontade é nossa?

      Ignarus: O Espírito liberto da carne goza de maior liberdade, pode ver, ouvir, sentir, transportar-se e etc, pode inclusive, ver o seu passado, o seu presente e em condições especiais o futuro, reconhece seus amigos e inimigos e, acima de tudo, tem a noção exata do que deseja para si e faz suas escolhas antes de voltar ao corpo de carne. Seu livre arbítrio é uma constante esteja encarnado ou não...

      Cel: q tenhamos liberdade plena, encarnados ou fora da carne, nem por isso fica explicado q isso é fruto de um livre-arbítrio q é “nosso”. Pois, o livre-arbítrio é fruto de que? Mesmo as escolhas q, conforme a doutrina, fazemos para a próxima encarnação, não são escolhas livres, pois sempre estão alicerçadas no q a vida na carne já nos ensinou, coisas de cujo entendimento teremos de analisar quais serão as necessidades de aprendizado futuras, não é isso? 

      Ignarus: O corpo de carne, frágil, fraco, pesado, com os sentidos limitados e necessitado de cuidados, alimentação e etc.,  faz o espírito trabalhar e conviver, as dificuldades da vida material faz doer no espírito que sofre e através deste aprende e evolui.

      Cel: novamente, está se afirmando q o plano evolutivo, criado para os homens, pelo supremo amor e suprema justiça, é baseado no sofrer! É isso mesmo, meu amigo?
 
      Ignarus: Assim, o corpo material é apenas o instrumento para que o espírito possa evoluir. Atribuir a fraqueza da carne para se desculpar pelos fracassos é  admitir a falta de vontade para agir, assim, fraco foi o espírito que não soube dominar a situação colocando em prática suas propostas de ações no momento da reencarnação, deixou-se levar pelas ilusões, vicissitudes, instintos inferiores e prazeres. Com certeza, terá que voltar e recomeçar o trabalho através de uma nova reencarnação e, talvez, em condições mais difíceis.

      Cel: um instrumento de tal força e poder q impede q vejamos a vida como ela é, e q exercitemos nossas faculdades como desejamos. Portanto, o corpo é enorme obstáculo à manifestação do espírito e, por isso, até mesmo, estorva o esforço de progredir.
.............................................

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 12:22
      Ignarus   (ref #156)

      Cel: O amigo Ignarus diz q, em face do exposto em OLE, é o espirito q fraqueja, não a carne. Diz q, afinal, o espírito é o dono de seu corpo e nunca o inverso.

      Cel: meu amigo, ao mesmo tempo q OLE lhe diz isso, também a codificação diz, enfaticamente, que devemos raciocinar. Vamos, então, raciocinar? De conformidade com seu raciocínio, sendo o espirito o dono de seu corpo, isso significa q ele, o espirito, tenha comando sobre o corpo? Vc, meu amigo, comanda seu corpo? Talvez algumas funções simples como o fechamento e abertura de esfincteres externos; ir e vir; mastigar... e olhe là! Mas, deixando de lado o comando físico sobre o corpo, vamos ao comado mental. Vc o possuí?  Vc tem comando sobre seus pensamentos, sobre sua mente? Nenhum, meu amigo, ninguém tem senão os iluminados! E se não temos nem mesmo comando sobre os pensamentos, não podemos dizer q o espirito tem domínio sobre o corpo, sobre as emoções, sentimentos, desejos... nós, espíritos, qdo encarnados, somos levados daqui para lá, e de lá para cá, ao sabor de sentimentos, pensamentos, desejos q não dependem de nosso espirito, mas q se originam de "algo mais" q está fora de nós, fora de nosso controle total.
..................................................

 
 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 24 de Dezembro de 2012, 13:52
Despertamento e Vontade

Não foi fácil a Simão Pedro transferir-se do mar da Galiléia, onde pescava com simplicidade, para a experiência difícil no oceano tumultuado da humanidade...

Foi grandemente dolorosa a transferência psíquica, emocional e humana de Saulo de Tarso, da exaltação judaica e da opulência do Sinédrio, bem como de uma família abastada, para a atividade áspera de artesão e apóstolo de Jesus...

Maceradora foi a conduta da equivocada de Magdala, ao adotar as lições do Mestre como regra de iluminação íntima, que conseguiu a duras penas...

A História está repleta de heróis da transformação para melhor, que todos respeitam, porém, são incontáveis os conquistadores anônimos do continente da alma, que estavam perdidos e se encontraram.

O Espiritismo hoje, revivendo Jesus ontem, oferece os valiosos esclarecimentos para a felicidade, a auto-descoberta, a iluminação íntima libertadora.
Para consegui-lo é, primeiro, necessário despertar, depois a vontade ardente que sobrepuja as dificuldades.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 16:26
      Mourarego    (ref #101)

      Moura escreveu: A proposição não está em que se abandone o Ego, mas sim o excesso deste.

      Cel: melhor ainda, meu amigo: a proposição correta está em q se abandone “aquilo q dá origem ao ego”, q o faz existir, q é o “medo” vindo da “ignorância” com q somos criados, isto é, vindo da ignorância com q vimos ao mundo, e despertado frente ao mundo ameaçador ao nosso derredor.

      Cel: Isso, é evidente, tem o mesmo significado de matar o ego... Assim, Taniguchi, líder religioso, fundador da Seicho-no-ie (O caminho para Deus) disse: “Qdo o ego cessa, Deus se manifesta!”; Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia (Sabedoria divina): “A mente (ego) é a assassina de Deus: mate a assassina!”; assim, o profeta maior do Antigo Testamento: “Aquieta tua mente (ego) e conhecerás q quem está aí não és tu, mas Deus!”; assim, sábios e místicos de renome invulgar dizem “Ou o eu, ou Deus!”, “Qdo o ego está, Deus não está!” e q “o ego é o único obstáculo existente entre nós, espíritos encarnados, e Deus”.

      Cel: O ego, portanto, é resultante de estarmos na carne, num mundo material e, portanto, não existe no mundo do espírito. No mundo do espírito, q necessidade teremos de uma defesa, q só existe frente a um mundo ameaçador?

      Moura: A amiga há de entender que quando falamos em Ego falamos geralmente no excesso que leva à outras decorrências funestas.

      Cel: como o mano colocou, "o ego desenvolve-se a partir do Id (a fonte de poder do “ser”) com o objetivo de permitir que os impulsos do “ser” sejam eficientes, levando em conta o mundo externo"; constitui, portanto, uma defesa do ser frente ao mundo exterior ameaçador, e é chamado de "princípio da realidade", porq nos mostra o mundo exterior, dando-nos a ilusão de q ele é o real, a realidade; assim, julgamos q estamos vivendo na realidade. É o ego q nos relaciona com esse mundo exterior e nos leva á ilusão de q esse é o mundo real, qdo o real é o mundo espiritual, o transcendental, além do espaço-tempo, o domínio daquilo a q damos o nome de Deus.

      Moura: É esse princípio que introduz a razão, o planejamento e a espera no comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas.

      Cel: novamente nos mostram os estudiosos da mente humana, q nos deram o q está na Wilkipédia, q o ego é, nada mais q uma nossa defesa, um facilitador (nem sempre bem sucedido) de nossos desejos e intenções; ali, está: "o ego desenvolve-se a partir do Id (a fonte de poder do ser) com o objetivo de permitir (auxiliando, é evidente) que os impulsos do ser sejam eficientes. Permite, portanto, q as pulsões - instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes, se realizem (ou tenta tornar essa realização exitosa)", pois q, sendo isso prazer para o ser, é seu papel ajudar nesse sentido. Por isso, “funciona segundo o princípio do prazer, buscando sempre o que produz prazer e evitando o que é aversivo” ao ser.

      Cel: "O id (aqui écessário acrescentar: através ou pela ação do ego) não faz planos (fá-los, sim, mas sempre apressadamente, muitas vezes desprezando as consequencias), não espera, busca uma solução imediata para as tensões, não aceita frustrações e não conhece inibição. Por isso, erra tanto; por isso, praticamos tantos erros. "Ele (aqui precisamos colocar: o Id) não tem contato com a realidade", pois quem tem contato com a realidade é o ego, através dos mecanismos q o ser possui de relação com o mundo; e por isso mesmo, suas interpretações do mundo e da vida, são sempre parciais, e assim suspeitas, pois sempre buscando o nosso favor, o nosso prazer, frequentemente nos fazem errar.

      Cel: "O Id (melhor colocar aqui: o ego) desconhece juízo, lógica, valores, ética ou moral, sendo exigente, impulsivo, cego, irracional, antissocial, egoísta e dirigido ao prazer. (Não desconhece; para nos favorecer, não os leva em consideração).

      Cel: Aí está um verdadeiro retrato do q seja o egoismo. Mas, é preciso acrescenta q não é bem assim. O ego conhece tudo isso mas, frequentemente, passa por cima disso, pois tem pressa de nos proporcionar o melhor.

      Cel: Por isso, por ser uma nossa defesa, tenta afastar de nós tudo q possa nos ser adverso e tenta nos aproximar a tudo q para nós seja agradável, prazer. Não é assim q são nossos desejos, afastar-nos o mais longe possível da infelicidade e aproximar-nos o mais perto possível da felicidade? Muitas vezes, doa a quem doer?

      Moura: De acordo com os autores, o id seria completamente inconsciente..

      Cel: (melhor colocar, o Id através do ego) é completamente inconsciente, pois q o ego nada mais é do q uma criação inconsciente, psicológica nossa.


      Cel: resumindo: o ego é uma criação inconsciente nossa, surgindo de nosso medo (oriundo da ignorância) frente à natureza do mundo ameaçador ao derredor. Totalmente parcial, pois sempre agindo em busca de nossos interesses (prazer), por nada mais aceitar do q trabalhar para nos colocar o mais perto possível da felicidade, frequentes vezes erra, nos levando aos absurdos q cometemos na vida. Como é uma defesa q domina o ser, pois é quem interpreta o mundo (e o ser interpreta o mundo através de suas interpretações tantas vezes equivocadas), provoca sofrimentos em nós e nos demais.

      Moura: se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.

      Cel: mano, o obstáculo, como a amiga Filipa afirma, é sim o homem, pois o homem é nada mais q espírito encarnado, condição em q, forçosamente, surge o ego. Não houvesse a encarnação do espírito, não existiriam nem o homem, nem a carne, para temer o mundo. Para o espirito, para nós, não existiria nem a matéria, nem o mundo material (a q os orientais dão o nome de Samsara, mundo de ilusões), não existiria o ego e, consequentemente, nenhum obstáculo entre nós e Deus.

      Moura: se o obstáculo, como a amiga diz é o homem, ai está a certeza da resposta á questão que indica que seja o homem que deva se transformar, ou seja dar de si todo o possível  na busca em se modificar moralmente.

      Cel: meu querido mano, não é a moral q deve ser transformada, pois não é a falta dela q dá origem ao ego; o q dá origem ao ego é a ignorância, o desconhecimento da verdade; por isso, Jesus disse q busquemos o q é verdadeiro pois, o encontrando “conheceremos a verdade, e a verdade nos libertará!”. É a verdade, a compreensão de quem realmente somos e do q o mundo é, q nos libertará da carne e nos porá naquilo q santos e místicos chamaram de “bem-aventurança”! Assim, não é a moral que deve ser transformada (embora essa transformação seja imprescindível); é a compreensão, até chegar ao ponto em q possamos compreender o q e quem somos realmente, nossa verdadeira identidade cósmica.

      Moura: O homem (carnal), nada mais é do que a roupa de que se veste oi Espírito quando encarnado.

      Cel: o querido amigo se esquece q não é simples assim: essa roupa, não é uma roupa qualquer, sem influencia alguma sobre o espirito; ela é uma roupa extremamente "pesada", pois, como a própria doutrina afirma, é ela q nos proporciona uma visão de mundo como através de um “vidro muito opaco”, e q impede a livre manifestação do espírito pois se assemelha a “grosso e pegajoso lodo” no qual, para o espírito, é difícil se movimentar.
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 17:40
      Hcancela    (ref #109)


      Esse é um ponto interessante a sobre ele raciocinar; "os Espíritos Superiores não erram, porq sabem tudo". Mas, quem é q pode avaliar se um espirito é Superior ou não? Alguém fez essa avaliação?

      Porq pergunto isso? Porq para avaliar um espirito superior só pode fazê-lo, é evidente, outro espirito q seja superior aquele q está sendo avaliado, certo?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 24 de Dezembro de 2012, 21:22
      Ignarus   (ref #112)

      O amigo Ignarus escreveu: ... Pense bem! e leve em consideração a capacidade de escolha que todos tem com o seu livre arbítrio. Deus estabelece o determinismo que impulsiona a todos à evolução. Ponto! Cada um segue obedecendo as Leis Naturais, mas colocando em prática somente diante da sua firme vontade, ninguém se transforma sem trabalho. Ponto!

      Cel: o amigo está dizendo q existe um determinismo divino, mas q esse é parcial, é isso?
      E, qto ao q disse: “mas colocando em prática somente diante da sua firme vontade”! o que quis dizer com isso? Quem é q tem essa firme vontade? Todos? Porq nem todos? E o q é q produz a vontade em nós, seja ela firme ou fraca? Nós mesmos somos responsáveis por tê-la firme ou fraca? Se para obedecermos às leis naturais, devemos ter firme vontade de fazê-lo, seremos responsáveis por não obedecê-las se não tivermos ainda vontade firme? E de onde vem essa vontade, a nossa vontade?

      Meu caro amigo, parecem perguntas tolas, sem importância, essas q sempre repito, tanto q, raramente, algum amigo se dispõe a lhes dar respostas. Mas não são tolas e têm sim muita importância. O q acontece é q muitos, na busca de soluções para suas dúvidas ou questões, não se aprofundam suficientemente a fim de encontrá-las, e ficam acreditando q compreenderam aquilo de q nada compreenderam. 

      Geralmente, às questões q apresento, sempre relativas a porq ou qual é a causa de os homens serem bons ou maus, terem ou não terem certas virtudes, ou defeitos morais, serem uns mais felizes do q outros, mais submissos à Lei, mais renitentes, mais perversos ou pervertidos, etc, as respostas sempre recaem, afinal, na explicação do livre-arbítrio, q uns o usam acertadamente e outros não.

      Contudo, essas respostas são apenas superficiais; não se penetrou, profundamente, em busca das soluções ou causas verdadeiras, como todos devemos fazer se desejamos realmente ser sensatos e honestos em nossa intenção de compreender a vida. O uso correto ou incorreto do livre-arbítrio nunca é uma resposta definitiva, total, final, completa, pois podemos nos aprofundar, com mais perguntas, como esta: “e quais sãos as causas q têm como efeito o fato de uns usarem corretamente o livre-arbítrio e outros, incorretamente?”

      Ignarus: A afirmação Bíblica que utilizas implica justamente no grande determinismo Divino, onde, cada um deverá alcançar a plenitude, mas sempre através das experiências que o "domam" e instruem. Ponto!

      Cel: amigo, pois aí está um exemplo de uma questão cuja explicação não foi completa; não q, neste texto, o amigo devesse explicá-la correta e completamente; pode não ser ser essa sua intemção. Mas, porq não contém a explicação de quais são as causas q fizeram o espírito se tornar em algo q precise ser “domado”.
 
      Ignarus: E para permanecermos dentro do tópico, mais uma vez repito, a carne é o instrumento de trabalho para que o espírito exercendo sua vontade se desvincule dos instintos inferiores e evolua em saber e sentir. Ponto!

      Cel: Ignarus, depois desse “Ponto!”, por favor, nos explique como é q o espírito se carregou de tais “instintos inferiores” q conseguem até prejudicar “sua evolução no saber e no sentir”!! Se estava sendo prejudicado a esse ponto de sua evolução, também, ser prejudicada, é porq ele merece passar por esse prejuízo, ou o prejuízo é apenas um efeito, q lhe veio gratuitamente, mas um efeito sem causa, portanto q foge à regra de q todos os efeitos têm uma causa?

      Ignarus: Deus, está no controle de tudo, mas não fica fazendo milagres, como de transfomar sapos em príncipes. Se alguém desejar ser realmente feliz tem que merecer através do trabalho e do estudo e, principalmente, do convívio.

      Cel: novamente, devo perguntar: essas suas palavras significam q, antes, o espírito era infeliz, tanto q tem de trabalhar para merecer ser feliz? Quem ou o q fez q ele, antes, fosse infeliz? Quem ou o q fez q ele fosse ou se transformasse em um “sapo” em vez de “príncipe”? O amigo tem a resposta?

      Não me queira mal; não faço estas perguntas para causar irritação, aborrecer, incomodar, ou coisa semelhante, mas com a intenção de, de coração, tentar fazer q os companheiros percebam q devem ir além do q estão indo, raciocinando, refletindo e pesquisando mais. Como disse Paulo e como diz a codificação: “Estudai de tudo e guardai o q for bom!”. Assim também, sabiamente, disse Kardec: “estudem outras crenças!”

      Para q o querido amigo perceba q minhas perguntas têm sim importância, reflita apenas sobre estas duas: Será q o homem bom é bom simplesmente porq quer ser bom? Q o homem mau, é mau simplesmente porq quer ser mau?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 25 de Dezembro de 2012, 00:56
Caro Coronel, nem vou argumentar mais sobre o que dizes, recomendo apenas que leia, releia, analise e medite sobre as lições contidas no Pentateuco Kardekiano.

Pois quem sou eu para discutir com um ser tão cheio de sabedoria e luz quanto você.Aliás temos coisas mais importantes a fazer com o nosso tmpo do que ficar pesquisando e argumento para alguém que não deseja compreender e demonstra uma sabedoria acima de qualquer verdade.

Se o Sr. não aceita a Doutrina dos Espíritos, pra que ficar perdendo tempo. Aliás, palavras, entendimentos, conceitos, teorias nada trazem de útil em comparação a ação que coloca em prática tudo o que se sabe. Sabedoria sem ação e tal qual um ótimo livro fechado na prateleira, só pega pó!
Abraço
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: lineu em 25 de Dezembro de 2012, 15:01
Citação de: Ignarus, em outro tópico
Procuremos sempre o entendimento...
... desperta a nossa vontade firme de domar nosso instintos.

De fato.

Quem se interessa por renovação íntima, buscando a cooperação dos poderes indutores do progresso, precisa do entendimento, como um instrumento indispensável.

Entendimento que traduza a fraternidade e a simpatia, exteriorizando o que há de melhor em si mesmo para sempre recolher o melhor dos outros no processo natural de influência recíproca.

Sobretudo o entendimento de que a crueldade e a selvageria precisam ser extirpadas deste mundo...

Tal qual um lavrador entende que para o bem da plantação é absolutamente necessário extinguir os vermes que a corroem.


Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 25 de Dezembro de 2012, 18:26
Citação de: Ignarus, em outro tópico
Procuremos sempre o entendimento...
... desperta a nossa vontade firme de domar nosso instintos.

De fato.

Quem se interessa por renovação íntima, buscando a cooperação dos poderes indutores do progresso, precisa do entendimento, como um instrumento indispensável.

Entendimento que traduza a fraternidade e a simpatia, exteriorizando o que há de melhor em si mesmo para sempre recolher o melhor dos outros no processo natural de influência recíproca.

Sobretudo o entendimento de que a crueldade e a selvageria precisam ser extirpadas deste mundo...

Tal qual um lavrador entende que para o bem da plantação é absolutamente necessário extinguir os vermes que a corroem.




Caro amigo Lineu, devemos tomar cuidado com certas afirmações para que não sejam compreendidas de forma diferente do que realemnte desjamos. Com relação as frases acimas, podemos dizer que é através de nossa vontade devemos começar as mudanças em nós mesmos, dominando os nossos instintos para que se refinem ao mais puro sentimento de amor.
Alías todos sabemos que a jornada evolutiva é uma linha ascendente e contínua e que não há saltos, por tanto, devemos compreender que os nossos companheiros deste mundo que ainda se detém numa condição que violenta a existêncdia de tantos, deverão levar algum tempo ainda para alcançarem a libertação, mas isso somente será possível através da conviVência com aqueles que lhes demonstrarão, através de palavras e atos, onde está a verdeira felicidade.

Assim, não será ninguém que vair limpar o Jardim do mundo extirpando todo o mal, mas sim a evolução natural daueles que deverão se tornar as flores que o enfeitarão.

Abraços 
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: lineu em 26 de Dezembro de 2012, 01:34
Citação de: Ignarus
Alías todos sabemos que a jornada evolutiva é uma linha ascendente e contínua e que não há saltos...

Por certo.

Justiça, Amor e Caridade constituem o preceito que sintetiza a vontade divina, expressa na lei natural.

O desenvolvimento de tais virtudes não ocorre repentinamente. Mas obedece a “linha ascendente e contínua” que configura a evolução espiritual.

Primeiramente a prática da justiça, consubstanciada no respeito ao direito alheio. E que promove a paz, propiciando a eclosão do amor.

O amor compreende o sentimento puro por excelência que só pode vicejar num ambiente isento de injustiça, imune dos efeitos maléficos da crueldade e da selvageria.

Finalmente, a prática perseverante do amor é o que efetiva a virtude da caridade...

Compreendida como a movimentação do amor de modo incondicional.


Nota: A presente mensagem encerra uma opinião, fundamentada num entendimento pessoal, sem qualquer pretensão de se impor como verdade ou de simular preceitos doutrinários.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 26 de Dezembro de 2012, 18:30
      Vidaeterno   (ref #168) 

      Cel: é Paulo, meu novo amigo, aquele q antes se chamava Saulo, o chamado apóstolo dos gentios, o porta-voz do cristianismo.
 
      Vidaeterno: Achei estranho o que está mencionado no Livro dos Médiuns, página 566:

      "Até aqui, nossas religiões (cristianismo, etc, etc), as nossas leis (atuais e ditas espirituais), os nossos costumes  (socialização) e as nossas paixões (vide psiquico e vide intencional) têm feito de tal modo descer o prato do mal e subir o do bem, que se há visto o mal reinar soberamente na Terra". Vivente de Paulo.

      Cel: o amigo tem razão; houve aí um erro de revisão ou outro qualquer...
     
      Vidaeterno: Nota: Esta comunicação foi obtida no mesmo círculo, mas quanto difere da precedente, não só pelas idéias, como também pelo estilo!

      Allan Kardec, sugestionado pelos espíritos superiores, ministros de deus e agentes de sua vontade escreveu em "nota":

      "Tudo ai é justo (o mal reinar soberamente na Terra), profundo (o mal reinar soberamente na Terra) e sensato (o mal reinar soberamente na Terra) e certamente São Vicente de Paulo não desdenharia, pelo que se lhe pode atribui-la sem receio (o mal reinar soberamente na Terra)"

      Cel: amigo, aí, presume-se q consta justiça, sensato, profundo, pois, pela concepção das doutrinas, se o mal existe, seja ele o q for, evidentemente, estará envolvido pela justiça e sabedoria do Criador; o mal, q implica sofrimentos, tantas vezes torturantes e insuportáveis, dentro dessa concepção, faz parte do planos de Deus para forçar/ensinar o espirito a aprender evoluir; estranhamente, frente à infinita sabedoria e à onisciencia, esse conhecimento total q abrage passado e futuro infinitos, o homem, pelo q as doutrinas ensinam, somente caminha para a perfeição moral, à força de sofrimentos, só progride se sofrer todas as espécies de sofrimentos q vemos no mundo!
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 26 de Dezembro de 2012, 18:47
      Vidaeterno      (ref #169)

      Vidadeterno escreveu: Pelo evangelho segundo o espiritismo o "espiritismo ensina a mesma coisa que o cristianismo". Acho que os espíritos que são mencionados na bíblia, são os mesmos da doutrina espírita.

      Cel: amigo Vida, OESE diz isso? Tem certeza? Procure ler novamente. Há muita semelhança em certos assuntos e, em outros, há muitas e grandes diferenças!
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 26 de Dezembro de 2012, 21:22
      Amigos

      Um amigo escreveu que, em face da ignorância, nós, por sermos espíritos encarnados ignorantes, sofremos porq temos medo das dores necessárias para progredir e q, por isso, não temos coragem de fazer as mudanças necessárias, q nos tornariam mais felizes. (Lembremos q de Deus nada procede que seja não inteligente).

      Assim, é lógico e evidente, q continuaremos praticando as misérias q já praticávamos, ações absurdas, tragédias e desgraças, perversidades, crimes hediondos... males q trazem sofrimentos (físicos ou morais) torturantes e insuportáveis a nós mesmos e a nossos semelhantes, e q podem, até mesmo, resultar, para nós. em multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos!

      O amigo, assim, está afirmando, portanto, q, por ignorância, não cumprimos a Lei divina, q está inscrita na consciência de todos, mas q podemos tê-la esquecido.

      O amigo afirma, também, q esses espíritos, nós, usamos nosso livre-arbítrio para escolher nos atrasar no processo evolutivo, pois procuramos, pelo nosso livre-arbítrio, esquivar-nos da reforma íntima, deixando-a para um futuro incerto; com isso, estamos escolhendo aumentar, mais ainda, nossas dificuldades para resgatar os erros q vão se acumulando. 

      Será que é isso mesmo? Será q preferimos mesmo nos atrasar no processo evolutivo, como colocado acima? Será queremos nos prejudicar? Será q temos mais medo das dores necessárias para evoluir do q das dores q nos virão nessas encanações q poderão se estender por milhões de anos?

      O q vemos no mundo nos faz pensar q é, exatamente, isso q está ocorrendo: q nós, podendo escolher nos adiantar e, portanto, sofrer menos, decidimos escolher nos atrasar e sofrer mais!!! Será isso mesmo? Será q, de caso pensado, de sã consciência e por nossa livre e espontânea vontade, decidimos ficar para trás no processo evolutivo? Ou há algo mais q interfere e nos faz agir de modo tão ignorante?   

      Afinal, quem é q, podendo escolher ser feliz, escolhe ser infeliz? Somente, não há dúvidas, o louco, o desequilibrado mental, ou o extremamente ignorante, não é mesmo? Mas, a esses nenhuma responsabilidade cabe por seus erros, certo?   

      Contudo, se não somos responsáveis, porq devemos ou têmos de sofrer? A Lei não dispõe de q só sofre quem merece sofrer?

      E, como diz o texto, tudo isso é fruto da ignorância.

      Vamos raciocinar um pouco? Dentro do quadro apresentado pelo texto, nós, pelo fato de sermos ignorantes sofremos, e tantas vezes, sofrimentos desesperadores. No entanto, a doutrina nos ensina q, pela misericórdia de Deus, supremo amor e justiça, só sofre quem merece sofrer (exceção daqueles q assumem provas ou missões q envolvem sofrimentos).

      Assim, perguntamos:

      Nós, q sofremos sofrimentos produzidos pela nossa ignorância, merecemos sofrer?

      E, uma questão importante, e para raciocinarmos: se tudo q o quadro apresentou é fruto da ignorância, a ignorância é fruto de quê?
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      Obs: Amigos, me parece q está havendo certa confusão entre as palavras “dor” e “sofrimentos”, q sempre estão nas msg q coloco: para q não mais aconteça isso, peço-lhes q, por favor, em todos os lugares onde coloquei “dor”, entendam (substituam) essa palavra por “sofrimento”. Eliminem a palavra dor e, tenho certeza, haverá mais facilidade para se entender. O q tento colocar sempre em meus textos é q seja dor física ou moral, ou o q for, é algo q faz sofrer, qualquer espécie q seja de sofrimento.
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 26 de Dezembro de 2012, 22:07
      Vidaeterno   (ref #168) 

      Cel: é Paulo, meu novo amigo, aquele q antes se chamava Saulo, o chamado apóstolo dos gentios, o porta-voz do cristianismo.
 
      Vidaeterno: Achei estranho o que está mencionado no Livro dos Médiuns, página 566:

      "Até aqui, nossas religiões (cristianismo, etc, etc), as nossas leis (atuais e ditas espirituais), os nossos costumes  (socialização) e as nossas paixões (vide psiquico e vide intencional) têm feito de tal modo descer o prato do mal e subir o do bem, que se há visto o mal reinar soberamente na Terra". Vivente de Paulo.

      Cel: o amigo tem razão; houve aí um erro de revisão ou outro qualquer... (1)
     
      Vidaeterno: Nota: Esta comunicação foi obtida no mesmo círculo, mas quanto difere da precedente, não só pelas idéias, como também pelo estilo!

      Allan Kardec, sugestionado pelos espíritos superiores, ministros de deus e agentes de sua vontade escreveu em "nota":

      "Tudo ai é justo (o mal reinar soberamente na Terra), profundo (o mal reinar soberamente na Terra) e sensato (o mal reinar soberamente na Terra) e certamente São Vicente de Paulo não desdenharia, pelo que se lhe pode atribui-la sem receio (o mal reinar soberamente na Terra)"

      Cel: amigo, aí, presume-se q consta justiça, sensato, profundo, pois, pela concepção das doutrinas, se o mal existe, seja ele o q for, evidentemente, estará envolvido pela justiça e sabedoria do Criador; o mal, q implica sofrimentos, tantas vezes torturantes e insuportáveis, dentro dessa concepção, faz parte do planos de Deus para forçar/ensinar o espirito a aprender evoluir; [size=12pt]estranhamente
[/b], frente à infinita sabedoria e à onisciencia, esse conhecimento total q abrage passado e futuro infinitos, o homem, pelo q as doutrinas ensinam, somente caminha para a perfeição moral, à força de sofrimentos, só progride se sofrer todas as espécies de sofrimentos q vemos no mundo! (2)
.....................................................
[/size]

(1) O parenteses são de minha autoria, mas poderião ser acrescentados né? Ajuda a compreender da melhor forma. Os coloquei com conteúdo, para denotar os sentidos lógicos do que Vicente de Paulo escreveu. Li, reli, reli e reli. Hippolyte ainda menciona em nota, que há justeza, profundeza, sensatez e não desdenha em nada sem receio de atribuir a Paulo. Mas a minha conclusão é sempre a mesma; Hippolyte, Espíritos Superiores e Vicente, concordam com uma formação do mal, por atribuir a "nossas" a própria autoria:

250g - religião;
250g - leis;
250g - costumes;
250g - paixões.

= 1kg -> desce o prato do mal e sobe o do bem. Por esse sentido é dizer que:

1.º) A religião exteriorizada ganhou livro, portanto o livro tem peso, igreja tem peso;

2.º) As leis, suas expressões no papel, portanto ganharam volume em processos e códigos;

3.º) Os costumes conduta popular (cultura religiosa), portanto promove-se turismo, locomoção física, escolhas, idolatrias, dogmas, etc.   

4.º) As paixões, estão caracterizadas por escolhas, que fazem-se atrair por prazer; bebidas, charutos, roupas, chapéus, condutas psíquicas, associações, etc, etc. Vide significado de paixão, "sentimento" (dicionário). 

(2) Isso não é novidade para mim, é outro processo que coloquei a evidênciar para que me seja explicado por lógica. A mim não faz sentido. Sabe que o que escreveu Coronel esta de forma parecida escrito em Obras Póstumas, página 396, né?

"Felizes dos que sucumbirem nessa luta contra a força; vergonha, ao contrário, esperará, no mundo dos Espíritos, os que sucumbirem por fraqueza ou pusilanimidade. As lutas, aliás, são necessárias para fortalecer a alma; o contacto com o mal faz que melhor se apreciem as vantagens do bem. Sem as lutas, que estimulam as faculdades, o Espírito se entregaria a uma despreocupação funesta ao seu adiantamento. As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência; as lutas contra o mal desenvolvem as forças morais."

1.º) "sucumbirem nessa luta contra a força" -> Perderem para a força. Quem é a força? O que ela é? Vida?

2.º) "vergonha, ao contrário, esperará, no mundo dos Espíritos, os que sucumbirem por fraqueza ou pusilanimidade" -> Quem perde pra força (Vida) por fraqueza ou pusilanimidade (covardia) será feliz aqui nesse mundo, porém, será aguardado de forma vergonhosa no mundo dos espíritos. Isso é comparável com:

Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á Mateus 10:39

Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á. Lucas 17:33

Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. João 12:25

Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Mateus 16:25

Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Marcos 8:35

Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Lucas 9:24

3.º) As lutas, aliás, são necessárias para fortalecer a alma; o contacto com o mal faz que melhor se apreciem as vantagens do bem -> As "lutas" ao entendimento lógico é guerra. Guerriar é necessário para fortalecer a alma? Nesta frase diz que sim! O contacto com o mal, faz que melhor de apreciem as vantagens do bem. Ai é que o barco afunda! Olha o que você escreveu Coronel:

Cel: "o mal, q implica sofrimentos, tantas vezes torturantes e insuportáveis, dentro dessa concepção, faz parte do planos de Deus para forçar/ensinar o espirito a aprender evoluir; estranhamente, frente à infinita sabedoria e à onisciencia, esse conhecimento total q abrage passado e futuro infinitos, o homem, pelo q as doutrinas ensinam, somente caminha para a perfeição moral, à força de sofrimentos, só progride se sofrer todas as espécies de sofrimentos q vemos no mundo!"

Não existe lógica nisso. Sofrer para evoluir. Isso não é bom. Coronel, se "tantas vezes" o mal implica em sofrimento e é torturante e insuportável, é dessa forma que Deus sabe ensinar? Em Deus há mal então, não é perfeição e não existe fruto do espírito como benignidade (Gálatas 5:19-21)! Torturando, promovendo sofrimento e sendo tal insuportável? Assim qualquer um perde o tesão de evoluir! O que a doutrina ainda tem por escrito é que precise o contacto com o mal para apreciar as vantagens do bem. Mas isso é perda de lógica. É não pensar e ser escravo de um sentido dogmatista que promulga que tenha que, sofrer, guerriar, torturar-se ao nível de insuportável para apreciar as vantagens do bem. Tem um trâmite ai que não esta certo. Seria como dizer que o mal sabe quais e onde o bem faz vantagem. A doutrina espírita é o mal de uma forma disfarçada?

4.º) "Sem as lutas, que estimulam as faculdades, o Espírito se entregaria a uma despreocupação funesta ao seu adiantamento." -> O espírito acha que "pensar" é perda de tempo? Defende então o animismo? Estranho é que lutar estimula as faculdades no espírito. Sem lutar o espírito então fica despreocupado e não quer adiantar-se. Mas isso, comparado com a necessidade de contacto com o mal para apreciar as vantagens do bem, é dizer que somente lutando, guerriando, sofrendo, é que estimula a faculdade no espírito. Isso para mim não é novidade, mas porque ser dessa forma? Isso é apologia a guerra, sofrimento e afins!

5.º) "As lutas contra os elementos desenvolvem as forças físicas e a inteligência; as lutas contra o mal desenvolvem as forças morais." -> Quem são os elementos? As guerras são pessoas contra pessoas, não elementos contra elementos. Hippolye quiz referir pessoas comparando-as a elementos? Lutar desenvolve força física e inteligência? É por isso que a doutrina diz que a felicidade neste mundo é do mais astuto (Céu e inferno / página 12)? Essa atual sociedade julga o astuto de outra forma. Porém, conduzida por animismo ou pensamento?

Ainda que há julgamento onde "lutar contra o mal" vai de contradição com "contacto com o mal faz que melhor se apreciem as vantagens do bem". É lutar contra ou manter contacto com o mal? A doutrina se contradiz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: vidaeterno em 26 de Dezembro de 2012, 22:20
      Vidaeterno      (ref #169)

      Vidadeterno escreveu: Pelo evangelho segundo o espiritismo o "espiritismo ensina a mesma coisa que o cristianismo". Acho que os espíritos que são mencionados na bíblia, são os mesmos da doutrina espírita.

      Cel: amigo Vida, OESE diz isso? Tem certeza? Procure ler novamente. Há muita semelhança em certos assuntos e, em outros, há muitas e grandes diferenças!
.....................................................................

O Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa - Evangelho Segundo Espiritismo / Página 51.

Espírito é só um Coronel, não tem outro não. Li, reli, reli e reli na doutrina, mas a evidência de onde Hippolye fez a mutante interpretação da bíblia para mutar para espírita sei onde esta. Ainda que é estranho Hippolyte aderir a Pedagogia onde todos sabiam quem ele era.   

Qual difereça há entre creador e criador, creação e criação, crear e criar, creatura e criatura?
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: filhodobino em 26 de Dezembro de 2012, 23:20
Amados,
(...)Em meio às trevas da ignorância, Ele surge.
Mesmo sem ser compreendido, nos deixa o mais belo e importante de todos os ensinamentos. O Amor.
Sentimento que despertaria nos corações humanos a busca pelo conhecimento de si mesmo, o respeito e o reconhecimento de Deus como sendo amor absoluto, causa primaria de todas as coisas e o dever do compromisso com o próximo, dever que somente é compreendido quando despertamos o amor interno em cada um de nós; sentimento nobre que elevará a criatura para esferas mais altas do reino da vida.
O caminho,
Ele nos ensinou... (...)


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/estudante-espirita-assertivas-biblicas-e-o-evangelho-segundo-o-espiritismo/435/#ixzz2GCdmMyvA
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 27 de Dezembro de 2012, 00:37
      Vidaeterno......(ref #192)

       Amigo, vc está raciocinando e está compreendendo. Muitos não compreendem pois não questionam e aceitam tudo, passivamente, porq têm confiança nas suas fontes. Desse modo muitos ficarão na ilusão de q estão compreendendo aquilo q nada compreenderam; e vão comer gato por lebre.
.............................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 27 de Dezembro de 2012, 00:41
Pra que serviria a encarnação se não fosse para aperfeiçoar o espírito, dono de todo sentimento e saber?
   
1) Expiação - Expiar significa remir,  resgatar, pagar. Neste sentido, é que se lê no ESE, cap. Ill n.° 13: "Deus  os colocou num mundo ingrato, para expiarem suas faltas, através de um trabalho  penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um  mundo mais feliz."
   
 
   
A  expiação, em sentido estrito, consiste em o homem sofrer aquilo que fez os  outros sofrerem, abrangendo sofrimentos físicos e morais, seja na vida  corporal, seja na vida espiritual.
   
As  expiações do passado apagam as faltas e purificam os Espíritos, quando bem  suportadas.
   
 
   
2) Prova - Em sentido amplo, cada nova  existência corporal é uma prova para o Espírito (LE, 166 e 166a). Ele  aperfeiçoa-se, enveredando pelo caminho da evolução.
   
 
   
Esclarece  o ESE, cap. VI n.° 5: "Crede e orai! Porque a morte é a ressurreição e a  vida é a prova escolhida, durante a qual vossas virtudes cultivadas devem  crescer e desenvolver-se como o cedro."
   
 
   
A prova,  às vezes, confunde-se com a expiação, mas nem todo sofrimento é indício de uma  determinada falta. Trata-se freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo  Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a  expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. (ESE,  cap. V n.° 9.)
   
 
   
Ainda,  deve-se observar que a prova não tem por fim esclarecer a Deus sobre o mérito  do homem, porque Deus sabe perfeitamente o que ele vale, mas deixa ao homem  toda a responsabilidade da sua ação, uma vez que ele tem a liberdade de fazer  ou não fazer." (LE, 871) Podem-se observar outros exemplos no "O  Livro dos Espíritos", de Kardec, n.° 210, 230,
   
 
   
3) Missão - A missão é uma tarefa a ser  cumprida pelo Espírito encarnado. Lê-se no LE, 573, que cada um tem a sua  missão neste mundo, porque cada um pode ser útil em algum sentido e que as  missões são mais ou menos gerais e importantes. Aquele que cultiva a terra  cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. "A  importância das missões está em relação com a capacidade e a elevação do  Espírito." (LE, 571)
   
 
   
Em  sentido particular, cada Espírito desempenha tarefas especiais numa ou noutra  encarnação, neste ou naquele mundo.
   
Têm-se,  assim, a missão dos pais (LE, 582 e ESE, cap. XIV n.° 9); a missão dos  conquistadores (LE, 584), dos homens de ciência, dos homens que desempenham na  Terra missões de paz e amor, dos homens que lutam pelas reformas sociais.
   
 
   
Outros  exemplos são propiciados pelo LE, 175, 178, 208, 577 e 622.
   
 
   
4) Cooperação na Obra do Criador -  "A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo, comenta  Kardec, LE, 132.
   
 
   
Através  do trabalho, os homens colaboram com os demais Espíritos na obra da criação.  "Pelo trabalho inteligente que o Espírito opera sobre a matéria, em sua  própria vantagem, ele auxilia a transformação e o progresso material do globo  no qual habita; é assim que, progredindo, ele auxilia a obra do Criador, de  quem é um agente inconsciente." (Gênese, cap. XI n.° 24.)
   
 
   
5) Ajudar a Desenvolver a Inteligência -  Já se viu que a encarnação, pela atividade obrigatória do trabalho que exige do  Espírito, permite o seu progresso intelectual.   
   
"Na  infância da Humanidade, o homem só aplica sua inteligência na procura de  alimentos, dos meios de preservar-se das intempéries e de se defender dos  inimigos." "O desejo constante de melhorar... o impele à pesquisa dos  meios de melhorar sua situação, levando-o às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento  da ciência. Graças às suas pesquisas, sua inteligência se desenvolve, sua moral  se depura. "É assim que o homem passa da selvageria à civilização."  (ESE, cap. XXV n.° 2)
   
 
   
A  encarnação ou reencarnação tem outras finalidades específicas para este ou  aquele Espírito, como por exemplo:
   
 
       Restabelecimento do       Equilíbrio Mental - Pelo esquecimento do passado, decorrente de bloqueio       mental provocado pela matéria, permite-se ao Espírito restabelecer a       harmonia vibratória com outros, em nova vida. São os reencontros com um       inimigo no seio da família consangüínea . Expiação ou prova para uns e       restabelecimento do equilíbrio mental para outros.
     
 
       Refazimento do Corpo       Espiritual - Muitos são os exemplos de encarnações para refazimento do       corpo espiritual, especialmente entre os suicidas reencarnantes.
     

   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 27 de Dezembro de 2012, 00:48
Caros, não como desprezar a lembrança do amigo Filhodobino. Por que tudo deve ser pensado, sentido, desejado e feito para que o mais Puro Amor se instale nos corações. Lutemos, contra nós mesmos, fazendo prevalecer o nosso desejo, a nossa vontade firme, que vem do espírito imortal para prevalecer sobre todas os desejos e ilusões da carne.
 
Avancemos, pois em entendimento, fraternidade e compreensão, num pensamento de união, com toda a humildade possível, para que a paz se estabeleça e possamos progredir e alcançar estes grandiosos objetivos: o saber, a harmonia e o  AMOR.
Meditendo sempre!
 
O que importa discutir sobre algo que ainda mal compreendemos e dificilmente é praticado? Temos que nos unir em torno de uma só verdade e juntos fazer algo que melhore o meio onde estamos situados através das nossas boas ações.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 29 de Dezembro de 2012, 03:30
    [font=]Introdução  de O Livro dos Espíritos – Parte IV[/font]
 
(...) Deus é eterno, imutável,  imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
 
Criou o Universo, que abrange todos os  seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
 
Os seres materiais constituem o mundo  visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto  é, dos Espíritos.
 O mundo espírita é o mundo normal,  primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
 
O mundo corporal é secundário; poderia  deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a  essência do mundo espírita.
 
Os Espíritos revestem temporariamente  um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a  liberdade.
 
Entre as diferentes espécies de seres  corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que  chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e  intelectual sobre as outras.
 
(...) Os Espíritos não ocupam  perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes  graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação,  que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma  prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição  moral.
 Deixando o corpo, a alma volve ao  mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material,  após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado  de Espírito errante.
 
(...) As diferentes existências  corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a  rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
 
As qualidades da alma são as do  Espírito que está encarnado em nós; assim, o homem de bem é a encarnação de um  bom Espírito, o homem perverso a de um Espírito impuro.
 
A alma possuía sua individualidade  antes de encarnar; conserva-a depois de se haver  separado do corpo.
 
Na sua volta ao mundo dos Espíritos,  encontra ela todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências  anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança  de todo bem e de todo mal que fez.
 
O Espírito encarnado se acha sob a  influência da matéria; o homem que vence esta influência, pela elevação e  depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia  estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas  alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros,  dando preponderância à sua natureza animal.
 
[font=]Os  Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.[/font]
[font=] [/font]
Os não encarnados ou errantes não  ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e  ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo.
 
É toda uma população invisível, a  mover-se em torno de nós.
 
Os Espíritos exercem incessante ação  sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo “físico. Atuam sobre a matéria e  sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente  de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não  encontram explicação racional senão no Espiritismo.
 
As relações dos Espíritos com os  homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam  nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e  resignação. Os maus nos impelem para o mal:  é-lhes um gozo ver-nos e assemelhar-nos a eles.
 
As comunicações dos Espíritos com os homens  são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má  que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas  das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da  palavra ou de outras.
 
(...)Os Espíritos são atraídos na  razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os  Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor  do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem.  A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram  livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas  unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se  obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades,  mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam  nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro. Distinguir os bons dos maus  Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de  linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de  qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o  nosso melhoramento e o bem da Humanidade. A dos Espíritos inferiores, ao  contrário, é inconsequente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes,  dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos,  por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa  dos “que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos  com falazes esperanças.
 
Em resumo, as comunicações sérias, na mais  ampla acepção do termo, só são dadas nos  centros sérios, onde intima comunhão de pensamentos,  tendo em vista o bem. A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do  Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os  outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra  o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.
 
Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho,  a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos  à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando  as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual;  que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que  Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem  amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa  da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no  mundo dos Espíritos, nada podendo estar  oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas  todas as suas torpezas, que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles  para com quem houvermos procedido mal  constitui  um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade  dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra.
 
Mas, ensinam também não haver faltas  irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o  homem nas diferentes existências que lhe permitem “avançar,  conformemente aos seus desejos e esforços, na  senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final.
(...)
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 29 de Dezembro de 2012, 14:57
      Amigos,

      Dentro da intenção de buscar entendimento, convido-s a raciocinar.

      Cel: Um dos amigos de estudo deste tópico, a quem vou designar como “amigo X”, sabiamente escreveu q, para q consigamos colocar amor em nossos corações, tudo devemos pensar, sentir, desejar e fazer para que o mais Puro Amor ali se instale; q devemos lutar contra nós mesmos, fazendo prevalecer o nosso desejo, a nossa vontade firme, que vem do espírito imortal, para prevalecer sobre todos os desejos e ilusões da carne.
 
     Nos exorta, ainda, q, para conseguirmos alcançar esse objetivo, q avancemos em entendimento, fraternidade e compreensão, num pensamento de união, com toda a humildade possível, para que a paz se estabeleça e q possamos progredir e alcançar estes grandiosos objetivos: o saber, a harmonia e o  AMOR.

       Como coloquei acima, são, realmente, sábios conselhos, de cujos objetivos a humanidade tem extrema necessidade. 
      Contudo, como todos podem ver, esses conselhos são idênticos, repetição portanto, desses milhares de outros q lemos todos os dias em msg, textos, historietas, parábolas, poesias, literatura e q ouvimos de todos os lados, vindos da boca de pessoas bem intencionadas.
      São, sim, sábios conselhos mas, como todos  esses outros milhares, pecam num ponto de máxima importância para todos os homens: não diz “como fazer” isso. Como todos os demais, apenas diz “o que fazer”: colocar amor no coração, pensar, sentir, desejar e fazer tudo para que o mais Puro Amor ali se instale; lutar contra nós mesmos, fazer prevalecer o nosso desejo, e fazer q nossa vontade seja tão firme de modo a q triunfemos sobre todos os desejos e ilusões da carne. Que avancemos em entendimento, q tenhamos em nós o sentimento de fraternidade e q tenhamos compreensão; q mantenhamos um pensamento de união; q sejamos, o mais humildes possível....

      Amigo X, ainda escreveu: que importa discutir sobre algo que ainda mal compreendemos e dificilmente é praticado? Temos que nos unir em torno de uma só verdade e juntos fazer algo que melhore o meio onde estamos situados através das nossas boas ações.

      Cel: os amigos hão de concordar q é, exatamente, pelo fato de q mal compreendemos esse algo, tão importante, mas q é dificilmente praticado, q importa discutir sobre ele; ou será q, pelo fato de não o compreendermos, não devemos procurar compreendê-lo? Pelo fato de ser ainda dificilmente praticado, não devemos nem mesmo cogitar das razões de ainda não ser bem praticado? Não devemos procurar entender algo q não compreendemos?
.....................................
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 29 de Dezembro de 2012, 15:10
Inversamente ao que muitos entendem e acreditam, a carne é o instrumento pelo qual o espírito vive diversas experiências, adquire instintos, inteligência e sentimentos, e em sua caminhada evolutiva, imposta pelo determinismo Divino, vai, aos poucos, aprendendo a "domar" seus instintos adquiridos na carne até que sua vontade prevaleça e o que era apenas instintos se tranforme em sentimeos do mais puro amor. Eis aí, o significado da evolução espiritual. Por tanto, a carne é forte, gera necessidades e ilusões aos espírots que tem de muito fortes para se libertarem. Sendo que aqueles que se deixam levar pelos instintos prolongam o seu tempo no mundo material e consequentemente seus sofrimentos.
 
Pensemos sem prempre: Noós não somos seres humanos tendo experiências espirituais. Somos seres espirituais tendo experiências humanas.
 
Meditando sempre, antes de falar e agir!
   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 29 de Dezembro de 2012, 23:45
    Coerência
 
Princípios  fundamentais do Espiritismo são as idéias, as proposições que constituem a sua  base, que lhe dão suas características, seu arcabouço, sua sustentação. São  suas "concepções estruturais básicas".

Coerência  significa "ligação, harmonia, meio entre dois fatos, entre duas  idéias".
 
O  espírita deve ter como meta, coerência, no seu viver, com os princípios básicos  da doutrina que abraça. Para isso, é preciso conhecê-los bem, através de estudo  perseverante, incorporando-os no seu sentir, pensar e agir.
 
Há que  existir uma ligação, uma harmonia entre as proposições aceitas e as ações da  pessoa.
 
A maneira  habitual como agimos nas diferentes situações e nos diferentes acontecimentos e  reagimos a eles, demonstra o que realmente somos, nossas qualidades, nossos  defeitos, nossas fraquezas. Se estivermos atentos às nossas ações e reações, se  não for possível antes ou durante, mesmo após, analisando-as com vontade de  perceber a verdade, poderemos nos conhecer muito melhor. E, quando assim fazemos,  surpreendemo-nos como muitas e muitas vezes agimos incoerentemente com o que  nossa razão aceita.
 
É a nossa  luta, no estágio evolutivo em que estamos, entre o ideal almejado e a nossa  realidade atual.
 
O  apóstolo Paulo, na sua epístola aos romanos, descreveu bem essa situação:  "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse  faço" e "Acho então esta lei em min: quando quero fazer o bem, o mal  está comigo". 7:19 e 21
 
E Jean  Racine (1639-1699) deixou-nos a mesma idéia neste poema:

Ó meu  Deus, que combate cruel!
  Em mim, dois homens a lutar:
  Se um deles me manda te amar
  Com grande amor sempre fiel,
  A ti, meu Deus, o outro revel
  Me faz tua lei desprezar.
 
Um, a  este mundo sendo infesto,
  Manda que, sempre ao céu ligado,
  E pela graça sustentado,
  Eu menospreze todo o resto;
  E o outro com peso bem funesto
  Me traz à Terra sujeitado.
 
Ai!  Comigo mesmo lutando,
  Onde achar poderei a paz?
  Quero, mas não cumpro jamais.
  Quero, mas ó crime nefando,
  Não faço o bem que estou amando,
  Só o mal que odeio, nada mais.
 
Somos  ainda muito incoerentes porque agir com coerência em relação às leis divinas,  somente os Espíritos que já venceram a imperfeição, a ignorância, a atração dos  prazeres materiais, tendo desenvolvido o reino de Deus dentro de si, o fazem.
 
Todavia,  considerando que Allan Kardec escreveu: "Reconhece-se o verdadeiro  espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar  suas más inclinações", o viver do espírita tem de ser coerente com os  princípios básicos do Espiritismo, pelo  menos, no esforço paciente e perseverante de conquistar essa coerência.
 
Toda a  humanidade terrena irá conquistar um dia, a perfeição que lhe dará a felicidade  e a paz tão desejadas! O Espírita, pelos conhecimentos que possui, sabe que,  para atingir essa meta, tem de desenvolver-se, na conquista do reino de Deus em  si. Deve, pois, envidar todos os esforços, sua inteligência, sua razão, sua  vontade para vivenciar o mais coerentemente possível os ensinos espíritas e, só  assim, sentir-se-á incluído na concepção do verdadeiro espírita do mestre  Kardec.
 
Esses  princípios básicos são: existência de Deus, sobrevivência do Espírito,  reencarnação, comunicabilidade entre vivos e "mortos" e pluralidade  de mundos habitados.
 
Se aceitamos Deus como "inteligência suprema, causa primária de  todas as coisas", embora nada saibamos de sua natureza, aceitando-O pela  sua obra, temos de sentir dentro de nós a confiança nas suas leis físicas e  morais. É nessa confiança em sua inteligência e amor, que vamos desenvolvendo  em nós as qualidades superiores espirituais: segurança, resignação, tolerância,  solidariedade, indulgência, simplicidade, paciência, esperança, caridade, fé,  amor, tão necessárias à paz individual e entre os homens. E nesse  desenvolvimento, vamos deixando de ser filhos rebeldes para tornarmo-nos filhos  amorosos e agradecidos. Se realmente O aceitamos como o Espiritismo nos indica  temos o dever de estudar suas leis, conhecê-las o melhor possível e  esforçarmo-nos para viver de acordo com elas, que são sábias, justas,  misericordiosas e, portanto, perfeitas.
 
Se  aceitamos Deus como Pai de todos, temos  de querer amar o próximo como a nós mesmos. Para isso, é preciso que  comecemos por aceitar o outro, feio, bonito, bom, malvado, malandro, confiável,  como um ser igual a nós, fazendo a mesma caminhada evolutiva, com as mesmas  possibilidades, sabendo que todos nós e todos os outros também, um dia,  atingiremos um grau de perfeição, como muitos já o alcançaram.
 
Se não  existir dentro de nós, pelo menos, um pouco de boa vontade em desculpar o  outro, em sentir alegria com o bem do próximo, em ver no outro um irmão, nossa  aceitação de Deus ainda não se tornou convicção, fé raciocinada.
 
Aceitar a  existência de Deus é aceitar as suas leis, toda a sua criação, compreendendo-as  e confiando no seu valor, na sua justiça, na sua beleza! Para isso, temos de  usar e desenvolver nossa inteligência e nossa sensibilidade!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 30 de Dezembro de 2012, 12:32
Transformação Íntima

Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomos encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.

*

Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranquilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

*

O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.

*

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.
 
* * *
Joanna de Ângelis

Da obra: Vigilância - Divaldo Franco
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 03 de Janeiro de 2013, 15:48
    Que é a carne?
 
“Se vivemos em Espírito,  andemos também em Espírito.” — Paulo.
(Gálatas, capítulo 5, versículo  25.)
 
Quase sempre, quando se fala de espiritualidade,  apresentam-se muitas pessoas que se queixam das exigências da carne.
 
É verdade que os apóstolos muitas vezes falaram de  concupiscências da carne, de seus criminosos impulsos e nocivos desejos. Nós  mesmos, frequentemente, nos sentimos na necessidade de aproveitar o símbolo  para tornar mais acessíveis as lições do Evangelho. O próprio Mestre figurou  que o espírito, como elemento divino, é forte, mas que a carne, como expressão  humana, é fraca.
 
Entretanto, que é a carne?
 
Cada personalidade espiritual tem o seu corpo fluídico e  ainda não percebestes, porventura, que a carne é um composto de fluídos  condensados?
 
Naturalmente, esses fluídos, em se reunindo, obedecerão  aos imperativos da existência terrestre, no que designais por lei de  hereditariedade; mas, esse conjunto é passivo e não determina por si. Podemos  figurá-lo como casa terrestre, dentro da qual o espírito é dirigente, habitação  essa que tomará as características boas ou más de seu possuidor.
 
Quando falamos em pecados da carne, podemos traduzir a  expressão por faltas devidas à condição inferior do homem espiritual sobre o  planeta.
 
Os desejos aviltantes, os impulsos deprimentes, a  ingratidão, a má-fé, o traço do traidor, nunca foram da carne.
 
É preciso se instale no homem a compreensão de sua  necessidade de autodomínio, acordando-lhe as faculdades de disciplinador e  renovador de si mesmo, em Jesus Cristo.
 
Um dos maiores absurdos de alguns discípulos é atribuir  ao conjunto de células passivas, que servem ao homem, a paternidade dos crimes  e desvios da Terra, quando sabemos que tudo procede do espírito.
 
Emmanuel
 
Do Livro – Caminho, Verdade e Vida – F. C. Xavier
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 04 de Janeiro de 2013, 15:52
Livro do Espíritos – Resposta à questão 605

“Não, o homem não tem duas almas. O corpo, porém, tem seus instintos, resultantes da sensação peculiar aos órgãos. Dupla, no homem, só é a natureza. Há nele a natureza animal e a natureza espiritual. Participa, pelo seu corpo, da natureza dos animais e de seus instintos. Por sua alma, participa da dos Espíritos.”

a) — De modo que, além de suas próprias imperfeições de que cumpre ao Espírito despojar-se, tem ainda o homem que lutar contra a influência da matéria?

“Quanto mais inferior é o Espírito, tanto mais apertados são os laços que o ligam à matéria. Não o vedes? O homem não tem duas almas; a alma é sempre única em
cada ser. São distintas uma da outra a alma do animal e a do homem, a tal ponto que a de um não pode animar o corpo criado para o outro. Mas, conquanto não tenha alma
animal, que, por suas paixões, o nivele aos animais, o homem tem o corpo que, às vezes, o rebaixa até ao nível deles, por isso que o corpo é um ser dotado de vitalidade e de instintos, porém ininteligentes estes e restritos ao cuidado que a sua conservação requer.”

Encarnando no corpo do homem, o Espírito lhe traz o princípio intelectual e moral, que o torna superior aos animais. As duas naturezas nele existentes dão às suas paixões duas origens diferentes: umas provêm dos instintos da natureza animal, provindo as outras das impurezas do Espírito, de cuja encarnação é ele a imagem e que mais ou menos simpatiza com a grosseria dos apetites animais. Purificando-se, o Espírito se liberta pouco a pouco da influência da matéria. Sob essa influência, aproxima-se do bruto. Isento dela, eleva-se à sua verdadeira destinação.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Rola em 04 de Janeiro de 2013, 18:20
Encarnando no corpo do homem, o Espírito lhe traz o princípio intelectual e moral, que o torna superior aos animais.

75 É exato dizer que os dons instintivos diminuem à medida que aumentam os intelectuais?

– Não; o instinto sempre existe, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele nos guia, quase sempre, mais seguramente do que a razão. Nunca se engana.


Observem aqui, os animais muito apelidados de "inferiores", nunca se enganam. Sabem porquê? Porque são guiados unicamente por Deus.

75 a Por que a razão não é sempre um guia infalível?

– Ela seria infalível se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio.


Agora, observem o outro animal chamado homem e apelidado de superior... Dominado e domesticado completamente pelo pensamento, ou pela intelectualidade e pela moral como sói dizer-se, e vejam à quantos milhares de anos esse mundo psicológico dos homens anda em guerras e sofrimentos constantes...

Depois observem o mundo da natureza, dos animais, das árvores, das montanhas e de tudo o resto a viver em paz (pelo menos onde os homens, a viverem isolados e iludidos no seu mundinho psicológico, não interferem!)...

E, a fonte da Inteligência é única para todos!

Talvez um dia essa teoria da doutrina faça algum sentido, quando o homem se tornar verdadeiramente um homem... Mas, aí, já não tratará nada nem ninguém como inferior.

Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Mourarego em 05 de Janeiro de 2013, 15:09
Ah Rola, não faz assim não...
abraços,
Moura
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 05 de Janeiro de 2013, 22:27
Olá Rola, por favor, leia na íntegra o texto abaixo para que não mistures as coisas e dê a conotação equivocada às palavras da DE.

A CARNE É FRACA
  Estudo fisiológico e moral.
 
  Há tendências viciosas que são, evidentemente, inerentes ao Espírito, porque se  prendem mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes a consequência do organismo,  e, por este motivo, delas se pode crer menos responsável; tais são as  predisposições à cólera, à moleza, à sensualidade, etc.
 
  Está perfeitamente reconhecido hoje, pelos filósofos espiritualistas, que os  órgãos cerebrais correspondentes às diversas aptidões, devem seu  desenvolvimento à atividade do Espírito; que esse desenvolvimento é assim um  efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tem a bossa da música, mas  ele não tem a bossa da música senão porque seu Espírito é músico (Revista, de  julho de 1860, página 198, e abril de 1862, página 97.)
 
  Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, ela deve reagir igualmente  sobre as outras partes do organismo. O Espírito é, assim, o artífice de seu  próprio corpo, que ele configura, por assim dizer, a fim de apropriá-lo às suas  necessidades e às manifestações de suas tendências. Estando isto posto, a  perfeição do corpo nas raças avançadas seria o trabalho do Espírito que  aperfeiçoa o seu aparelhamento à medida que as suas faculdades aumentam. (A  Gênese segundo o Espiritismo, cap. XI; Gênese espiritual.)
 
  Por uma consequência natural deste princípio, as disposições morais do Espírito  devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe mais ou menos atividade,  provocar uma secreção mais ou menos abundante de bile ou outros fluidos. É  assim, por exemplo, que o guloso sente vir a saliva, ou, como se diz  vulgarmente, a água à boca à vista de uma comida apetitosa. Não é a comida que  pode superexcitar o órgão do gosto, uma vez que com ele não tem contato; é,  pois, o Espírito cuja sensualidade é despertada, que age pelo pensamento sobre  esse órgão, ao passo que, sobre um outro Espírito, a visão dessa comida nada  produz. Ocorre o mesmo com todas as cobiças, todos os desejos provocados pela  visão. A diversidade das emoções não pode se explicar, numa multidão de casos,  senão pela diversidade das qualidades do Espírito. Tal é a razão pela qual uma  pessoa sensível derrama facilmente lágrimas; não é a abundância das lágrimas  que dá a sensibilidade ao Espírito, mas a sensibilidade do Espírito que provoca  a secreção abundante das lágrimas. Sob o domínio da sensibilidade, o organismo  é modelado sob essa disposição normal do Espírito, como é modelado naquela do  Espírito guloso.
 
  Seguindo esta ordem de ideias, compreende-se que o Espírito irascível deve  levar ao temperamento bilioso; de onde se segue que um homem não é colérico  porque é bilioso, mas que ele é bilioso, porque é colérico. Assim ocorre com  todas as outras disposições instintivas; um Espírito mole e indolente deixará o  seu organismo num estado de atonia em relação com o seu caráter, ao passo que  se for ativo e enérgico, dará ao seu sangue, aos seus nervos, qualidades muito  diferentes. A ação do Espírito sobre o físico é de tal modo evidente, que se  veem, frequentemente, graves desordens orgânicas se produzirem pelo efeito de  violentas comoções morais. A expressão vulgar: A emoção lhe revirou o sangue  não é também destituída de sentido quanto se poderia crê-lo; ora o que pôde  revirar o sangue, se não as disposições morais do Espírito?
 
  Este efeito é sobretudo sensível nas grandes dores, nas grandes alegrias e nos  grandes medos, cuja reação pode ir até causar a morte. Veem-se pessoas que  morrem do medo de morrer; ora, que relação existe entre o corpo do indivíduo e  o objeto que causa seu pavor, objeto que, frequentemente, não tem nenhuma  realidade? É, diz-se, o efeito da imaginação; seja; mas que é a imaginação  senão um atributo, um modo de sensibilidade do Espírito? Parece difícil  atribuir a imaginação aos músculos e aos nervos, porque, então, não se  explicaria porque esses músculos e esses nervos não têm sempre imaginação; por  que não o têm mais depois da morte; porque o que causa em uns um pavor mortal,  superexcita a coragem em outros.
 
  De qualquer sutileza que se use para explicar os fenômenos morais unicamente  pelas propriedades da matéria, cai-se, inevitavelmente num impasse, no fundo do  qual percebe-se, em toda a sua evidência, e como a única solução possível, o  ser espiritual independente, para quem o organismo não é senão um meio de  manifestação, como o piano é o instrumento das manifestações do pensamento do  músico. Do mesmo modo que o músico afina o seu piano, pode-se dizer que o  Espírito afina o seu corpo para colocá-lo no diapasão de suas disposições  morais.
 
  É verdadeiramente curioso ver o materialismo falar, sem cessar, da necessidade  de levantar a dignidade do homem, então que se esforça em reduzi-la a um pedaço  de carne que apodrece e desaparece sem deixar nenhum vestígio; de reivindicar  para ele a liberdade como um direito natural, quando dela faz uma mecânica  caminhando como uma pessoa encarregada de girar o espeto, sem responsabilidade  de seus atos.
 
  Com o ser espiritual independente, preexistente e sobrevivente ao corpo, a  responsabilidade é absoluta; ora, para o maior homem, o primeiro, o principal  móvel da crença no nada é o pavor que causa essa responsabilidade, fora da lei  humana, e à qual se crê escapar tapando os olhos. Até hoje esta  responsabilidade nada tinha de bem definida; não era senão um temor vago,  fundado, é preciso muito reconhecê-lo, sobre crenças que não eram sempre  admissíveis pela razão; o Espiritismo a demonstrou como uma realidade patente,  efetiva, sem restrição, como uma consequência natural da espiritualidade do  ser; é porque certas pessoas têm medo do Espiritismo que lhes perturbaria em  sua quietude, levantando diante delas o temível tribunal do futuro. Provar que  o homem é responsável por todos os seus atos é provar a sua liberdade de ação,  e provar a sua liberdade, é levantar a sua dignidade. A perspectiva da  responsabilidade fora da lei humana é o mais poderoso elemento moralizador: é o  objetivo ao qual o Espiritismo conduz pela força das coisas.
Continua...
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 05 de Janeiro de 2013, 22:44
Continuação.

 
  Segundo as observações fisiológicas que precedem, pode-se, pois, admitir que o  temperamento é, pelo menos em parte, determinado pela natureza do Espírito, que  é causa e não efeito. Dizemos em parte, porque há casos em que o físico influi  evidentemente sobre o moral: é quando um estado mórbido ou anormal é determinado  por uma causa externa, acidental, independente do Espírito, como a temperatura,  o clima, os vícios hereditários de constituição, uma doença passageira, etc. O  moral do Espírito pode então ser afetado em suas manifestações pelo estado  patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada.
 
  Desculpar-se de seus defeitos  sobre a fraqueza da carne não é, pois, senão uma fuga falsa para escapar à  responsabilidade. A carne é fraca porque o Espírito é fraco, é em que se torna  a questão, e deixa ao Espírito a responsabilidade de todos os seus atos. A  carne, que não tem nem pensamento nem vontade, não prevalece jamais sobre o  Espírito, que é o ser pensante e que quer, é o Espírito que dá à carne as  qualidades correspondentes aos seus instintos, como o artista imprime à sua  obra material a marca de seu gênio. O Espírito liberto dos instintos da  bestialidade, forma um corpo que não é mais um tirano para assuas aspirações na  direção da espiritualidade de seu ser; é quando o homem come para viver, porque  viver é uma necessidade, mas não vive mais para comer.
 
  A responsabilidade moral dos  atos da vida, portanto, permanece inteira; mas a razão diz que as consequências  desta responsabilidade devem estar em razão do desenvolvimento intelectual do  Espírito; quanto mais o Espírito é esclarecido, mais é indesculpável, porque  com a inteligência e o senso moral, nascem as noções do bem e do mal, do justo  e do injusto. O selvagem, ainda vizinho da animalidade, que  cede ao instinto do animal comendo seu semelhante, é, sem contradita, menos  culpável que o homem civilizado que comete uma simples injustiça.
 
  Esta lei encontra ainda sua  aplicação na medicina, e dá a razão de seu insucesso em certos casos. Desde que  o temperamento é um efeito e não uma causa, os esforços tentados para  modificá-lo podem ser paralisados pelas disposições morais do Espírito que opõe  uma resistência inconsciente e neutraliza a ação terapêutica. E,  pois, sobre a causa primeira que se deve agir; chegando-se a mudar as  disposições morais do Espírito, o temperamento se modificará por si mesmo sob o  império de uma vontade diferente, ou, pelo menos, a ação do tratamento médico  será secundada em lugar de contrariá-la. Dai, se for possível, coragem ao  covarde, e vereis cessar os efeitos fisiológicos do medo; ocorre o mesmo com as  outras disposições.
 
  Mas, dir-se-á, o médico do corpo pode se fazer o médico da alma? Está em suas  atribuições tornar-se o moralizador de seus doentes? Sim, sem dúvida, num certo  limite; é mesmo um dever que um bom médico não negligencia jamais, desde o  instante que vê, no estado da alma, um obstáculo ao restabelecimento da saúde  do corpo; o essencial é aplicar o remédio moral com tato, prudência e com  propósito, segundo as circunstâncias. Desse ponto de vista, sua ação está  forçosamente circunscrita, porque, além de que não tem sobre seu doente senão  um ascendente moral, uma transformação do caráter é difícil em certa idade; é,  pois, à educação, e sobretudo à educação primeira, que incumbem os cuidados  dessa natureza. Quando a educação for, desde o berço, dirigida nesse sentido;  quando se aplicar em abafar, em seu germe, as imperfeições morais, como se faz  para as imperfeições físicas, o médico não encontrará mais, no temperamento, um  obstáculo contra o qual a sua ciência, muito frequentemente, é impotente.
 
  Como se vê, é todo um estudo; mas um estudo completamente estéril enquanto não  se tiver em conta a ação do elemento espiritual sobre o organismo. Participação  incessantemente ativa do elemento espiritual nos fenômenos da vida, tal é a  chave da maioria dos problemas contra os quais a ciência se choca; quando a  ciência fizer entrarem linha de conta a ação desse princípio, verá abrir-se  diante dela horizontes todos novos. É a demonstração desta verdade que o Espiritismo  traz.
 
  REVISTA ESPIRITA JORNAL DE  ESTUDOS PSICOLÓGICOS
  12o ANO NO. 3 - MARÇO 1869
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 06 de Janeiro de 2013, 16:32
  Amigos,
     
      Estamos argumentando tanto, uns q o espírito é q é fraco, não a carne; q dos espiritos, por sua fraqueza, é q vêm todos os seus erros, todos os seus problemas, todos os males da humanidade. Outros, concordando com o q afirma Paulo em suas epístolas, afirmam q o espírito é q é forte, e q as experiências na carne é q o fazem errar, isto é, q a vinda para esta escola, a q dão o nome de “escola de espíritos”, é a causa de todos os seus erros, de todos os seus problemas, sejam quais forem e de todos os problemas e males da humanidade.

      Os q defendem a primeira proposição dão a esta escola o nome, apenas, de "escola de espíritos"; os q defendem a segunda proposição dão-lhe, também, o nome de “escola do bem e do mal”. Aqueles q estão defendendo a primeira baseiam-se, continuamente, nos conceitos doutrinários.

      Assim, para q raciocinemos um pouco sobre o assunto, lembro este conceito da doutrina: “Gênese”, cap III:... "sendo Deus infinitamente sábio, justo e bom, nada q ele produz pode ser ininteligente, mau e injusto. Portanto, o mal não tem nele sua origem".

      A doutrina, portanto, afirma que “de Deus nada pode proceder que seja mau”.

      O q significará essa afirmação: “nada q Deus produz pode ser mau, injusto ou destituído de inteligência”? Quem pode contribuir para a compreensão desse conceito doutrinário?

      Ele levanta algumas questões:

      Primeira questão: “quais são esses seres produzidos por Deus que são inteligentes, bons e justos?”

      Segunda questão: qual é a origem dos espíritos, isto é, quem os produz? Pois, conforme a doutrina nada q Deus produz pode ser, como muitos espíritos são, maus, injustos e ininteligentes?

      Conforme a DE, são produtos da criação de Deus, e de uma criação “especial”. LE/610: “... o homem, na ordem da criação, é um ser à parte, visto possuir faculdades que o distinguem de todos os outros e ter outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação dos seres que podem conhecê-lo”. Como podem ser o q são?

      Terceira questão: se são produtos de Deus e se nada q Deus produz pode ser mau, injusto ou ininteligente, como se explica a existência de tantos espíritos maus, injustos e destituídos de inteligência, pois q, tantas vezes estão sendo alvos da lei de causa e efeito exatamente por cometerem maldades, injustiças e ações insanas?

      Quarta questão: se nada q Deus produz pode ser mal, injusto ou ininteligente, como entender q espíritos, produzidos por Deus, Perfeição Absoluta, se transformem em verdadeiros monstros de perversidade, imorais e amorais, corruptos, destruidores da harmonia da própria criação divina, pedófilos, estupradores, destruidores e exploradores dos semelhantes, criminosos dos crimes mais hediondos, loucos, malignos e, sobretudo, produtores de todo o mal e sofrimento do mundo?

      Quinta questão: mesmo q ignoremos o conceito de que Deus nada produz q seja mau, injusto ou ininteligente, qual é a causa q tem como efeito o fato de os espíritos se tornarem maus, injustos ou de procederem como destituídos de inteligência? Onde o espírito, q é criado simples e ignorante, aprende a ser bom ou a ser mau? Na erraticidade? Na escola de espíritos? Mas, se ele vem, forçosamente, para essa escola justamente para aprender a se libertar das imperfeições! Onde as adquiriu? Onde aprendeu à elas se prender? Já veio para a escola com essas imperfeições?!

      Afinal, todas essas criaturas são produtos de Deus, q nada q produz pode ser ininteligente, mau ou injusto! Quem pode explicar isso? Eu não consigo!
.........................................................


   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 00:10
A evolução Espiritual das almas encarnadas neste planeta depende exclusivamente do seu esforço para sobrepujar sua inferioridades, suas ilusões e necessidades de ordem material. Assim, cabe ao espírito lutar com toda a sua vontade, motivado pela fé que lhe dá a certeza de que a sua felicidade não está na satisfação dos desejos da carne. De tal forma então, a carne que representa o seu sofrimento, pois  o aprisiona criando-lhe as ilusões, assim, esta é o componente forte que deve ser vencido, e fraco é o espírito que não consegue vencê-la. Lembremos de Jesus preparando seus discípulos para o que haveria de ocorrer dizendo: " ... tendes confiança, eu venci o mundo...", que pode ser entendido eu venci a carne, a matéria e suas ilusões, fiz tudoi que deveria ser feito quando vim para cá e sei para onde vou agora e estou em paz.
Qual de nós pode dizer isso com a tranquilidade da consciência?
 
Esta é toda a filosofia da Doutrina Espírita, que demonstra a necessidade de lutarmos constantemente para nos livrarmos de nossas inferioridades e fazermos o que certo, justo e bom com renúncia de nós mesmos.  Negar isso, é fazer apologia à estagnação espiritual e continuar nos prazeres  dos sentidos, presos ao mundo material de provas e expiações, desejando estar no mundo mais avançado.
 
Vejamos o que diz a Doutrina Espírita:
 
   
Livro dos Espíritos
    Resumo Teórico Do Móvel Das Ações  Humanas
    872. A questão do livre-arbítrio se  pode resumir assim: O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica  não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma  sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma  existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache  colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de  agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de  Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na  faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos  voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências.  Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem.  Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a  modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento  pela higiene.
   
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito  procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau  de perfeição a que haja chegado e é nisto, como temos dito, que consiste  sobretudo o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula.
   
 
Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas  que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é  invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.
   
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar  o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que,  no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade. Ora,  quem diz vontade diz liberdade. Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem  buscar, para os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e  da sua condição de ser humano, para se equiparar ao bruto. Se fora assim quanto  ao mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem. Mas, quando o  homem pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como  mérito, e não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por  instinto, não renuncia, malgrado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie: a  liberdade de pensar.
   
A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão  prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a  importância deles. Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina  sem vontade. De que lhe serviria a inteligência, desde que houvesse de estar invariavelmente  dominado, em todos os seus atos, pela força do destino? Semelhante doutrina, se  verdadeira, conteria a destruição de toda liberdade moral; já não haveria para  o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou  virtudes. Não seria possível que Deus, soberanamente justo, castigasse suas  criaturas por faltas cujo cometimento não dependera delas, nem que as  recompensasse por virtudes de que nenhum mérito teriam.
   
 Demais, tal lei seria a negação da do progresso,  porquanto o homem, tudo esperando da sorte, nada tentaria para melhorar a sua  posição, visto que não conseguiria ser mais nem menos.
   
Contudo, a fatalidade não é uma palavra vã. Existe na posição  que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí desempenha, em conseqüência do  gênero de vida que seu
   
Espírito escolheu como prova, expiação ou  missão. Ele sofre fatalmente  todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más, que lhe são inerentes. Aí, porém, acaba  a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências. Os pormenores dos acontecimentos, esses  ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos,  sendo que nessas circunstâncias podem os Espíritos influir pelos pensamentos que sugiram. 
 
 
***
 
Quem acha que não é assim, está no seu direito e pode usar o livre arbítrio como o desejar, entretanto, isso não vai mudar a verdade e nem vai fazer o tempo parar, mas tudo tem uma consequencia conforme a famosa lei de ação e reação, ou aquela que todos devem evoluir, seja por amor ou através da dor!
     
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Max Odilon em 07 de Janeiro de 2013, 03:20
Que engraçado esse tópico. Uns a dizer que é a carne que é fraca e outros que é o espírito.

Os que dizem o primeiro, se apóiam em Jesus Cristo, e os segundos, nos "espíritos superiores"

98. Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo?

Cada um deles dispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas.”

Contudo, não é temerário crer nos escritos de espíritos que ainda têm provas a sofrer?

Além disso, os tais "espíritos superiores" são espíritos materializados, como encontramos na escala espírita:

A.K.: 107. CARACTERES GERAIS - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência,outros a sabedoria e a bondade. Os mais reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.

Fico pensando: o que leva a grande maioria dos espíritas a aceitar cegamente e sem questionamentos aquilo que é escrito por "espíritos materializados e que ainda têm provas a sofrer"?

Isso não é um contra-senso amigos?  ::)



Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 05:21
Não! não há contra senso e sim falta de entendimento, pois que se for analisado bem as palavras dos Espíritos Superiores elas jamais contrariam as palavras de Jesus e jamais confrontam as verdades estabelecidas pelas filosofias morais e as ciências.

O que sim é ignorância e entendimentos equivocados tanto de uma quanto de outra, por falta de estudos e a incapacidade de se desprender dos ensinamentos tortuosos das religiões tradicionais que promoveram a degeneração dos ensinos de Jesus.

Não há, porém, contradições e nem confrontações, apenas discussões estéreis entre muitos que desejam ser os únicos entendedores das verdades universais. Contrariam-se a si próprios e insistem, por simples orgulho, na argumentação sem bases sólidas de sustentação a não ser o próprio achismo.

Já em relação à questão 107 trazida à baila pelo Max Odilon, não vejo nenhuma conotação com o tema e não pode justificar a capacidade ou falta dessa de domínio do espírito sobre as  suas ações quando encarnados, apenas reafirma que os espíritos que ainda não atingiram determinado grau de evolução onde já conseguiram sobrepujar as interferências da matéria mas que ainda guardam alguns traços do passado e por isso se manifestam de forma menos evoluída. Assim, apenas corrobora na teoria de que o espírito consegue vencer a matéria, ou seja, prevalece sobre a carne.

Fiquemos atentos para não cairmos em ciladas que poderiam causar a impressão de contradição na DE ou desacardo desta com os ensinos de Jesus.

Paz Sempre!   
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 16:02
Pensemos:
Se fraca é a carne, por que o espírito não tem total liberdade de ação? por que vive o espírito preso às ilusões e necessidades desta? por que a influência desta faz o espírito sofrer tanto?

Se meditarmos antes de responder apressadamente e se buscarmos nos ensinamentos o verdadeiro sentido da reencarnação, veremos que de fraca a carne não tem nada e o que realmente falta ao espírito é a vontade de se libertar por falta de conhecimento do que seja a verdadeira felicidade. vejamos o que diz Léon Denis:

Vontade e Evolução

Querer é poder! O poder da vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: "A fé transporta montanhas."

Não é consolador e belo poder dizer: "Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me- ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o vôo para os mundos felizes!"

Vejo claramente o caminho que se desenrola e que tenho de percorrer. Esse caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na estrada infinita, tenho um guia seguro, a compreensão da lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.

Minha vontade chama-me: "Para frente, sempre para frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!" E com ela conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo- lhes:

Despertai de vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei a conhecer-vos, a conhecer as potências de vossa alma e a utilizá-las. Todas as vozes da Natureza, todas as vozes do espaço vos bradam: "Levantai-vos e marchai! Apressai-vos para a conquista de vossos destinos!"

A todos vós que vergais ao peso da vida, que, julgando-vos sós e fracos, vos entregais à tristeza, ao desespero, ou que aspirais ao nada, venho dizer: "O nada não existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novos trabalhos, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga Deus a todos os seus filhos."

A vós todos, que vos credes gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de ferro da adversidade, venho dizer-vos:

Não há alma que não possa renascer, fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em vosso rejuvenescimento em novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos sóis, foco imenso, do qual brilha em vós uma centelha, que se pode converter em chama ardente e generosa!

Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser, elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada.

Dirigi incessantemente vosso pensamento para esta verdade: podeis vir a ser o que quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qual emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado esse domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso eu inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!

Autor: Léon Denis. Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 07 de Janeiro de 2013, 20:28
    Se não fosse possível o  espírito sobrepujar a carne e opor-se aos chamamentos de suas vicissitudes  Jesus não teria dado estes ensinamentos:
 
Sede perfeitos, como  vosso Pai, que está nos Céus, é Perfeito.
Jesus Cristo
 
Não nos deixeis cair em  tentações, mas livrai-nos do Mal.
Jesus Cristo
 
Vai e não peques mais.
Jesus Cristo
 
Levanta-te e  anda.
Jesus Cristo
 
Paz Sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 08 de Janeiro de 2013, 23:42
[font=]De  onde viemos?
 
  Para onde vamos?
 
  Quem somos?
 
  Quando nos questionamos sobre esses assuntos estamos pensando filosofia.
 
  A humanidade desde muito tempo traz essas dúvidas no seu íntimo. Com exceção de  alguns espíritos de grande superioridade que encarnaram na Terra, até o advento  do Espiritismo, não se conheciam respostas lógicas para essas perguntas.
 
  A espiritualidade superior nos deu as chaves para a abertura do nosso  conhecimento. Todos partimos do mesmo início - o princípio inteligente - e não  teremos fim - o espírito imortal. Mas, antes de penetrar no Reino Hominal, o  princípio inteligente estagia nos demais reinos da natureza, não possuindo  livre arbítrio ou inteligência, portanto não sendo responsável pelos seus atos  e não sendo considerado espírito.
 
  O espírito somente assim é chamado quando habita o ser humano. É quando já  possui consciência e liberdade de escolha, compatível com seu nível evolutivo.
 
  Todo espírito passa por esse processo depurador, de aprendizado e, como ele  jamais retrocede, depende somente do seu esforço para acelerar ou retardar o  seu caminho evolutivo, podendo, muitas vezes, ficar estacionário. Todos, sem  exceção, atingiremos a perfeição relativa (absoluta, somente Deus), que é o  destino glorioso de todo o ser humano.
 
  A soberana bondade e justiça do Criador permite que cheguemos, através dos  estágios reencarnatórios, ao nosso destino. Não haverá nenhuma ovelha  desgarrada que não ficará próxima ao Bom Pastor.
 
  As diferenças existentes entre os homens variam de acordo com o período do seu  início (O Livro dos Espíritos, questão 80: a criação dos espíritos é  permanente; pois Deus nunca parou de criar) e também pelo uso do seu livre  arbítrio.
 
  Sendo nós os herdeiros do nosso próprio destino e de nossas escolhas conforme a  nossa vontade, na lei do plantio e da colheita, podemos ter um futuro próximo  de felicidade e paz ou de sofrimento e dor, tendo como árbitro a nossa própria  consciência[/font]
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 11 de Janeiro de 2013, 02:57
      Ignarus    (ref #213)

      O amigo colocou: “Pensemos: Se fraca é a carne, por que o espírito não tem total liberdade de ação? Por que vive o espírito preso às ilusões e necessidades desta? Por que a influência desta faz o espírito sofrer tanto?”

      Cel: amigo, a DE responde muito bem a essa pergunta: porq a vida na carne o prende a “lodaçal pegajoso, q lhe dificulta a livre manifestação de suas potencialidades”, e faz com que interprete a vida erradamente, porq a vê como q através de “um vidro muito opaco” (palavras da doutrina).

      A carne, em si mesma, nem é forte, nem é fraca, pois é destituída de vontades q a levem a ter comando sobre o espírito, ou sobre o q quer q seja. Devemos compreender q a chamamos de “fraca” porq é nela q está a origem do pecado. Sem a existência da carne, da matéria, do mundo material, qual seria a origem, a causa dos pecados? Quem pode ensaiar, q seja, uma resposta a esta pergunta?

      Afinal onde o espírito aprende a ser mau, egoísta, orgulhosos etc, senão qdo está na carne, no mundo material! Não existisse a carne, a matéria, o espírito estaria liberto de todos os estorvos q perturbam sua genuína manifestação, estorvos produzidos pelo q a DE chama, como lembramos acima, de “lodaçal pegajoso” e de “vidro muito opaco”. É apenas isso!

      Sem a carne, sem estar num mundo material, o espírito não estaria, é evidente, preso às injunções da carne, mas delas completamente livre! E nada estorvaria sua livre manifestação! Assim, todo o problema está na carne, na matéria, no mundo a q o espírito é forçosamente enviado. Não existindo matéria, o espírito estaria livre de seus estorvos perturbadores e, portanto, não sofreria limitações a suas ações.

      Ignarus: Se meditarmos antes de responder apressadamente e se buscarmos nos ensinamentos o verdadeiro sentido da reencarnação, veremos que de fraca a carne não tem nada e o que realmente falta ao espírito é a vontade de se libertar por falta de conhecimento do que seja a verdadeira felicidade.

      Cel: pois é, meu amigo, e se fosse assim, teríamos de perguntar: porq falta ao espírito a vontade de se libertar das influências da carne? Ele se prende a essas influencias, porq decidiu escolher se prender a elas? Se não tem essa vontade por falta de conhecimento, porq terá de sofrer por isso? Porq a temos, uns, mais forte, outros, mais fraca ou mesmo nula? Somos responsáveis pela vontade q temos?

      De onde, afinal, nos vem a vontade? Nós mesmos a criamos? Nasce, espontaneamente, em nosso íntimo? Ou vem das experiências/lições pelas quais passamos na escola da vida?

      Continuamos, assim, sem responder a pergunta, por muitos feita, de porq o plano do Pai de infinito Amor, para q nós evoluamos, é fazer-nos sofrer.

      Todo poder, toda sabedoria, todo amor está em Deus, mas essa Sabedoria Infinita, esse Amor supremo, esse Poder sem limites, não são exercidos para a criação de um processo evolutivo q não nos obrigue a sofrer, e sofrer terrivelmente, torturantemente, desesperadamente, insuportavelmente! Será assim? Não é esse sofrer q vemos no mundo? Quem pode contribuir com alguma luz q nos faça compreender melhor?

       Ignarus: vejamos o que diz Léon Denis: Vontade e Evolução! Querer é poder!

      Cel: amigo, apenas palavras q trazem esperanças de um amanhã melhor. Leon Denis, como em outros seus textos, alguns postados neste fórum, neste traz palavras inspiradoras, explicações q consolam por certo tempo, mas q, no fundo, não expressam a realidade. Querer é poder, talvez, para os iluminados! Para nós, apenas nos traz esperanças de um longínquo futuro melhor. Basta ver os hospitais, as prisões, as dores de mães e pais frente ao filho q agoniza cheio de dores devidas ao câncer q o acomete! Se querer é poder, devemos crer q esses que sofrem e q querem e q, como diz o texto, “por querer podem”, não querem se libertar de seus sofrimentos? Que esses q ignoram os porquês da vida e de seus desencontros e conflitos, querem continuar ignorando-os? Podemos desfilar aqui uma lista quase sem fim de quereres das sofredoras criaturas de Deus, q mesmo querendo com todas as forças, não conseguem poder realizar!

      Querer <nunca> é poder, senão para os iluminados; talvez nem para estes pois, todos eles, inclusive Jesus, querem levar os homens ao caminho do amor e por mais que queiram não têm poder para isso! Por mais q queiram q os homens compreendam seus ensinamentos não conseguem, pois não têm poder para isso! Porq teria dito Jesus: “quem puder compreender, compreenda”? Porq teria dito: “veja quem tem olhos de ver; ouça quem tem ouvidos de ouvir”? Porq, é evidente, por mais que quisesse não teve poder suficiente para realizar seu desejo de fazer os homens o compreenderem!

      Texto: “O poder da vontade é ilimitado... O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: "A fé transporta montanhas."

      Cel: pois aí está; querer é poder para aquele q “se puser de acordo com a lei divina”; para ninguém mais! Do mesmo modo a afirmação de q “a fé transporta montanhas”. Porq, nesse episódio, Jesus disse: “se tiverdes a fé do tamanho de uma grão de mostarda direis a esta montanha...”? Nos mostrou q não temos quase nenhuma ou mesmo nenhuma fé. Não que tenhamos culpa ou deméritos por isso; mas q não temos uma mínima fé, nem mesmo do tamanho do grão de mostarda! E por mais q quisesse q tivéssemos fé, ou q o compreendêssemos, não teve poder para isso. Por isso, num dos evangelhos apócrifos esta escrita esta lamentação de Jesus: “... mas os homens não me compreenderam!”.

      Texto: Não é consolador e belo poder dizer: "Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim”.

     Cel: é, sim, belo e consolador poder dizer isso, mas essa pode ser, segundo a DE, apenas, uma realidade para daqui a milhões de anos. Enquanto isso, continuamos a sofrer para evoluir! É consolador, mas nada esclarece; consolador, apenas; não esclarecedor, pois não nos diz o que fazer e como fazer para tentar nos libertar de todos esses insuportáveis sofrimentos! E essa é a vontade de todos os homens, sem exceção: libertar-se de  todos eles para ser feliz!
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 11 de Janeiro de 2013, 03:08
      Ignarus    (ref #210)

      Com certeza devemos raciocinar para compreender (fé raciocinada!).

      Com entender q temos livre-arbítrio se nem mesmo temos controle sobre nossos pensamentos?! Os pensamentos apenas chegam, demoram ou não, e se vão, independentemente de nossa vontade! Assim, se os pensamentos não são verdadeiramente nossos, nem nossos quereres o são e, consequentemente, nem as escolhas ou decisões são nossas! Então como compreender q a faculdade de escolher é nossa?

      Porq Paulo, o porta-voz do cristianismo para o mundo conhecido da época, teria dito: "é o Sr que opera em nós o pensar, o querer e o fazer"? Afinal, somos nós operamos o fazer, ou é o Sr q o opera em nós? Se não somos donos de nossos quereres, não somos donos, ou responsáveis, por nossas escolhas, e, em consequência, nem por nossos "fazeres" ou  obras! Quem ajuda a explicar?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 11 de Janeiro de 2013, 21:52
Me desculpem mas somos obrigados a relembrar alguns conceitos para que, os que negam qualquer coisa que não venham das suas próprias conclusões e ficam teimando em contrariar, não as pessoas, pois estas, na realidade não precisam se compreendidas ou aceitas, mas a Doutrina que dizem professar e passam a pregar o ridículo doutrinário:

Classes de materialistas
Livros dos Médiuns
Tipos de incrédulos

22. Ao lado da dos materialistas propriamente ditos, há uma terceira classe de incrédulos que, embora espiritualistas, pelo menos de nome, são tão refratários quanto aqueles. Referimo-nos aos incrédulos de má-vontade. A esses muito aborreceria o terem que crer, porque isso lhes perturbaria a quietude nos gozos materiais. Temem deparar com a condenação de suas ambições, de seu egoísmo e das vaidades humanas com que se deliciam. Fecham os olhos para não ver e tapam os ouvidos para não ouvir. Lamentá-los é tudo o que se pode fazer.

Pensemos para ver se não nos enquadramos a este grupo de materialistas quando teimamos em não aceitar a verdade mais óbvia pregada não por nós simples aprendizes, mas por Jesus e os Espíritos Superiores. Pode ser o orgulho nos impedindo de aceitar humildemente tais verdades ou egoísmo em possuir o entendimento final de todas as verdades.
 
Com esse não há diálogo, pois nunca haverá entendimento e jamais aceitarão as nossas palavras, por tsanto, tudo o que for dito será apenas alimento para argumentações sem bases doutrinárias, assim,  apenas perda de tempo.
 
Pensemos!

Paz sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 11 de Janeiro de 2013, 21:58
As leis e os deveres todos conhecem, só não praticam por que não desejam ou por que são fracos para resisterem aos prazeres efêmeros.
 O LIVRO DOS ESPÍRITOS
 
619. A todos os  homens facultou Deus  os meios de conhecerem sua lei?
 
“Todos podem conhecê-la, mas nem  todos a compreendem.
Os homens de bem e os que se decidem a investigá-la  são  os que melhor a compreendem. Todos, entretanto, a compreenderão um  dia,  porquanto forçoso é que o progresso se efetue.”
 
A  justiça das diversas encarnações do homem é uma consequência  deste  princípio, pois que, em cada nova existência, sua inteligência se acha   mais desenvolvida e ele compreende melhor o que é bem e o que é mal. Se numa  só  existência tudo lhe devesse ficar ultimado, qual seria a sorte de  tantos  milhões de seres que morrem todos os dias no embrutecimento da  selvageria, ou nas  trevas da ignorância, sem que deles tenha dependido o  se instruírem?
 
 
620. Antes de se  unir ao  corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de   encarnada?“Compreende-a de acordo com o grau  de perfeição que tenha  atingido e dela guarda a intuição quando unida ao  corpo. Os maus instintos,  porém, fazem ordinariamente que o homem a  esqueça.”
 
 
621. Onde está   escrita a lei de Deus?“Na  consciência.”
 
a) — Visto que  o  homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia de lhe  ser  ela revelada?“Ele  a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse   lembrada.”
 
 
622. Confiou  Deus  a certos homens a missão de revelarem a sua lei?“Indubitavelmente. Em todos  os tempos houve homens que tiveram essa missão.  São Espíritos Superiores,  que encarnam com o fim de fazer progredir a   Humanidade.”
 
 
623. Os que hão  pretendido  instruir os homens na lei de Deus não se têm enganado algumas vezes,   fazendo-os transviar-se por meio de falsos princípios?
 
“Certamente  hão dado causa a que os homens se  transviassem aqueles que não eram  inspirados por Deus e que, por ambição,  tomaram sobre si um encargo que  lhes não fora cometido. Todavia, como eram, afinal, homens de  gênio, mesmo  entre os erros Que ensinaram, grandes verdades muitas vezes se   encontram.”
 
 
624. Qual o  caráter do verdadeiro  profeta?
 
“O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado  por  Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos.  Impossível é  que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a  verdade.”
 
625. Qual o tipo  mais perfeito que Deus tem  oferecido ao homem, para lhe servir de guia e   modelo?
 
“Jesus.”
 
Para o homem, Jesus constitui o tipo  da perfeição moral a  que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo  oferece como o mais perfeito  modelo e a doutrina que ensinou é a expressão  mais pura da lei do Senhor,  porque, sendo ele o mais puro de quantos têm  aparecido na Terra, o Espírito Divino o  animava.
Quanto aos que,  pretendendo instruir o homem na lei de Deus,  o têm transviado,  ensinando-lhe falsos princípios, isso aconteceu por haverem  deixado que os  dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido  as leis  que regulam as /condições da vida da alma, com as que regem a vida do   corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas  estatuídas  para servir às paixões e dominar os  homens.
 
 
626. Só por  Jesus foram reveladas  as leis divinas e naturais? Antes do seu aparecimento, o  conhecimento  dessas leis só por intuição os homens o tiveram?“Já não dissemos que elas estão escritas por toda  parte?Desde os séculos mais longínquos, todos os que meditaram  sobre  a sabedoria hão podido compreendê-las e ensiná-las. Pelos ensinos,  mesmo  incompletos, que espalharam, prepararam o terreno para receber a  semente.  Estando as leis divinas escritas no livro da natureza, possível  foi ao homem  conhecê-las, logo que as quis procurar. Por isso é que os  preceitos que  consagram foram, desde todos os tempos, proclamados pelos  homens de bem; e  também por isso é que elementos delas se encontram, se  bem que incompletos ou  adulterados pela ignorância, na  doutrinamoral de todos os povos saídos da  barbárie.”627. Uma vez que  Jesus  ensinou as verdadeiras leis de Deus, qual a utilidade do ensino que os   Espíritos dão? Terão que nos ensinar mais alguma coisa?“Jesus empregava amiúde, na sua linguagem, alegorias e   parábolas, porque falava de conformidade com os tempos e os lugares.  Faz-se  mister agora que a verdade se torne inteligível  para todo mundo. Muito necessário é que  aquelas leis sejam explicadas e  desenvolvidas, tão poucos são os que as  compreendem e ainda menos os que  as praticam.A nossa missão consiste em  abrir os olhos e os ouvidos a  todos, confundindo os orgulhosos e  desmascarando os hipócritas: os que vestem a  capa da virtude e  da religião, a fim de ocultarem suas torpezas. O ensino dos  Espíritos tem  que ser claro e sem equívocos, para que ninguém possa pretextar  ignorância  e para que todos o possam julgar e apreciar com a razão. Estamos   incumbidos de preparar o reino do bem que Jesus anunciou. Daí a necessidade de  que  a ninguém seja possível interpretar a lei de Deus ao sabor de suas  paixões, nem  falsear o sentido de uma leitoda de amor e  de caridade.”

Pensemos!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 12 de Janeiro de 2013, 15:45
    A questão do livre-arbítrio se pode resumir assim: O homem  não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente  determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele  pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado  ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que  sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir. Assim, o livre-arbítrio  existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência  e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos  arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater  essas más tendências. Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado  da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza  moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela  instrução e o temperamento pela higiene.
 
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito  procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau  de perfeição a que haja chegado e é nisto, como temos dito, que consiste  sobretudo o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula.
 
Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas  que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar  a assistência de Deus e dos bons Espíritos. (337)
 
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar  o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que,  no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade. Ora,  quem diz vontade diz liberdade.
 
Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem buscar, para  os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e da sua  condição de ser humano, para se equiparar ao bruto. Se fora assim quanto ao  mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem. Mas, quando o homem  pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como mérito, e  não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por instinto,  não renuncia, malgrado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie: a  liberdade de pensar.
 
A fatalidade, como vulgarmente é entendida, supõe a decisão  prévia e irrevogável de todos os sucessos da vida, qualquer que seja a  importância deles. Se tal fosse a ordem das coisas, o homem seria qual máquina  sem vontade. De que lhe serviria a inteligência, desde que houvesse de estar invariavelmente  dominado, em todos os seus atos, pela força do destino? Semelhante doutrina, se  verdadeira, conteria a destruição de toda liberdade moral; já não haveria para  o homem responsabilidade, nem, por conseguinte, bem, nem mal, crimes ou  virtudes. Não seria possível que Deus, soberanamente justo, castigasse suas  criaturas por faltas cujo cometimento não dependera delas, nem que as  recompensasse por virtudes de que nenhum mérito teriam.
 
Demais, tal lei seria a negação da do progresso,  porquanto o homem, tudo esperando da sorte, nada tentaria para melhorar a sua  posição, visto que não conseguiria ser mais nem menos.
 
Contudo, a fatalidade não é uma palavra vã. Existe na posição  que o homem ocupa na Terra e nas funções que aí desempenha, em conseqüência do  gênero de vida que seu Espírito escolheu como prova, expiação ou  missão. Ele sofre fatalmente  todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más, que lhe são inerentes. Aí, porém, acaba  a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências. Os pormenores dos acontecimentos, esses  ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos,  sendo que nessas circunstâncias podem os Espíritos influir pelos pensamentos que sugiram.  (459)
 
Há fatalidade, portanto, nos acontecimentos que se apresentam,  por serem estes conseqüência da escolha que o Espírito fez da sua existência de  homem. Pode deixar de haver fatalidade no resultado de tais acontecimentos,  visto ser possível ao homem, pela sua prudência, modificar-lhes o curso. Nunca há fatalidade nos atos da vida moral.
 
No que concerne à morte é que o homem se acha submetido, em  absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por isso que não pode escapar à  sentença que lhe marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haja  de cortar a esta o fio.
 
Segundo a doutrina vulgar, de si mesmo tiraria o homem todos  os seus instintos, que, então, proviriam, ou da sua organização física, pela  qual nenhuma responsabilidadelhe toca, ou da sua própria natureza, caso em que lícito  lhe fora procurar desculpar-se consigo mesmo, dizendo não lhe pertencer a culpa  de ser feito como é. Muito mais moral se mostra, indiscutivelmente, a Doutrina  Espírita. Ela admite no homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude e, se  lhe diz que, praticando o mal, ele cede a uma sugestão estranha e má, em nada  lhe diminui a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, o que  evidentemente lhe é muito mais fácil do que lutar contra a sua própria  natureza.
 
Assim, de acordo com a Doutrina Espírita, não há  arrastamento irresistível: o homem pode sempre cerrar ouvidos à voz oculta que  lhe fala no íntimo, induzindo-o ao mal, como pode cerrá-los à voz material daquele que lhe fale ostensivamente.  Pode-o pela ação da sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e  reclamando, para tal fim, a assistência dos bons Espíritos. Foi o que Jesus nos  ensinou por meio da sublime prece que é a Oração dominical, quando manda que digamos: “Não nos deixes  sucumbir à tentação, mas livra-nos do mal.”
 
Essa teoria da causa determinante dos nossos atos ressalta  com evidência de todo o ensino que os Espíritos hão dado. Não só é sublime de  moralidade, mas também, acrescentaremos, eleva o homem aos seus próprios olhos.
 
Mostra-o livre de subtrair-se a um jugo obsessor, como livre  é de fechar sua casa aos importunos. Ele deixa de ser simples máquina, atuando  por efeito de uma impulsão independente da sua vontade, para ser um ente racional, que  ouve, julga e escolhe livremente de dois conselhos um.
 
Aditemos que, apesar disto, o homem não se acha privado de  iniciativa, não deixa de agir por impulso próprio, pois que, em definitivo, ele  é apenas um Espírito encarnado que conserva, sob o envoltório corporal, as  qualidades e os defeitos que tinha como Espírito.
 
Conseguintemente, as faltas que cometemos têm por fonte  primária a imperfeição do nosso próprio Espírito, que ainda não conquistou a  superioridade moral que um dia alcançará, mas que, nem por isso, carece de  livre-arbítrio.
 
A vida corpórea lhe é dada para se expungir de suas imperfeições,  mediante as provas por que passa, imperfeições que, precisamente, o tornam mais  fraco e mais acessível às sugestões de outros Espíritos imperfeitos, que delas  se aproveitam para tentar fazê-lo sucumbir na luta em que se empenhou.
 
Se dessa luta sai vencedor, ele se eleva; se fracassa, permanece  o que era, nem pior, nem melhor. Será uma prova que lhe cumpre recomeçar,  podendo suceder que longo tempo gaste nessa alternativa. Quanto mais se depura,  tanto mais diminuem os seus pontos fracos e tanto menos acesso oferece aos que  procurem atraí-lo para o mal. Na razão de sua elevação, cresce-lhe a força  moral, fazendo que dele se afastem os maus Espíritos.
 
Todos os Espíritos, mais ou menos bons, quando  encarnados, constituem a espécie humana e, como o nosso mundo é um dos menos  adiantados, nele se conta maior número de Espíritos maus do que de bons. Tal a razão por que  aí vemos tanta perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para a este  planeta não voltarmos, após a presente estada, e para merecermos ir repousar em  mundo melhor, em um desses mundos privilegiados, onde não nos lembraremos da  nossa passagem por aqui, senão como de um exílio temporário.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 12 de Janeiro de 2013, 17:43
      Amigos,

      Se desejamos sinceramente compreender, temos de afastar de nós qualquer preconceito. Se temos algum preconceito, por menor q seja, ele não nos deixará compreender nada que se refira a crenças, religiões, doutrinas, e às “coisas” de Deus.

      Este texto, trazido pelo amigo Ignarus, possui informações, ou elementos, q nos permitem entender alguma coisa sobre o q temos muitas vezes colocado: q o espírito, ou o espírito encarnado, não é, verdadeiramente, o causador dos males q pratica, pois q a causa verdadeira de suas ações está fora dele. Logo, q nenhuma responsabilidade lhe cabe pelos males q comete.

      Embora alguns amigos se aborreçam com meus argumentos, pois q lhes contrariam os pensamentos, sinto-me na obrigação de colocá-los, pois sempre me lembro do “colocai vossa luz, sobre o velador...!”; o Mestre não disse isso apenas aos discípulos ou aos profetas, mas a todos q o ouviam e, tenho certeza de q, se algum dos amigos “julgasse” ter algum conhecimento q pudesse auxiliar a alguém mais, não o guardaria, egoisticamente, só para si.

      Assim, qto a este tópico, tenho de afirmar q o espírito é e sempre foi forte; q a carne, podemos dizer, é q é fraca pois nela, como bem explicou Paulo, é q está o “pecado” (não no espírito, criação especial de Deus).

      É evidente q, em face de problemas da linguagem humana, já q o espírito “como ‘aparentemente’ cede” às maléficas influências das interpretações da carne, uns dirão q ele é q é fraco. Esquecem-se de q não é a carne q o “força” a errar como erra, mas o fato de estar no mundo material; se neste não estivesse, suas ações, pensamentos, sentimentos e o q mais fosse seu, nunca seriam condenáveis, pois se veria fora do “lodaçal estorvador de seus movimentos”, q a vida carnal para ele representa, e interpretaria os eventos do mundo perfeitamente, como, também, se conduziria perfeitamente nos relacionamentos com o próximo e com a natureza, pois não mais os interpretaria através de “um vidro muito opaco”! (conceituações da DE).

      O texto fala das tendências viciosas do espírito e dos impulsos para o mal, mas, faltou, no texto, a identificação da condição da qual procedem tais tendências viciosas e tais impulsos para o mal. Nascem espontaneamente no ou do espírito? Se todo efeito tem sua causa, qual é a causa de o espírito possuir tendências ou para o bem ou para o mal? E, especificamente com relação ao mal, qual é a causa q faz q ele tenha tendências para o mal? É evidente q essas causas existem, mas como dizer-se q o espírito é responsável pelo mal q pratica se as causas de ser inclinado para o mal não estão nele?! Ou estão no espírito, mas ninguém consegue esclarecer ou explicar como chegaram a ele e porque nele estão? Se nele estão, porq não estão em todos os espíritos e com a mesma intensidade? Porq uns têm tendências para o bem e outros para o mal? Meus amigos, quem nos auxiliará a responder estas questões? Ou ficarão abertas para sempre?
     
      O texto falou da grandeza das almas (ou espíritos) de Vicente de Paulo e outros, de sua dedicação a serviço da caridade; falou dos carrascos nazistas, e de outros conhecidos personagens históricos, das atrocidades q cometeram.

      Falou, também, que todas essas manifestações, ou de amor, ou de maldade, demonstram o poder da vontade, que, sendo manifestação do Espírito, leva os homens ou para o bem ou para o mal.

      No entanto, nada falou do porq é assim, do porq a vontade de uns (de seus espíritos, como diz o texto) os leva a manifestações de amor, enquanto, outros, os leva a monstruosas perversões!

      O texto também afirma q hábitos viciosos, arraigados no espírito, remanescem e se manifestam posteriormente, em vidas futuras. E q o mesmo ocorre em relação aos hábitos virtuosos: permanecem no espírito e, posteriormente, se revelam em ações benéficas q o conduzem “à gloriosa edificação”.

      Diz o texto, e aqui é necessária muita atenção para o q o texto diz, q toda ação atual tem as suas matrizes, isto é, nascem de outras causas que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser. Isto é, q todos os efeitos, tanto no sentido do bem, como no sentido do mal, têm suas causas em causas e efeitos anteriores. E, aqui, perguntamos: se toda ação atual tem suas matrizes em causas precedentes, e se acompanhássemos (o q, na prática é impossível) todas as causas que deram origem às causas das maldades atuais, aonde chegaríamos? É preciso raciocinar! Onde começou, ou de onde veio ou nasceu a primeira causa q teve como efeito as demais causas q resultaram nos efeitos atuais, q são essas ações maldosas, imperfeições as mais monstruosas, esses abomináveis defeitos morais, q os homens (o texto diria, ‘espíritos’) apresentam no dia a dia do mundo, em toda história conhecida, desde o mais longínquo passado? Onde começou essa sequência de causas e efeitos q resultam no q o homem (espírito) é hoje? Qual foi a primeira causa de tudo isso? 

      E cita texto de Joana de Ângelis q, como os milhares de outros textos, q estamos até cansados de ler, ensina, não o mais importante, mas o q é menos importante, “o que devemos ter ou fazer”, para corrigir nossas tendências viciosas, ou delas nos desfazer.

      O texto de Joana ensina: “enterre os vícios e dê asas às virtudes; substitua o mau pelo bom hábito; o equivocado pelo correto labor; corrija a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que serão virtudes a felicitar sua vida. Transforma teus vícios em virtudes, pois q estas já estão ao teu alcance. Tenha esforço e valor moral para libertar-se do mau gênio que te domina, das paixões perturbadoras que te inquietam; renova-te para o bem.

      Isso foi o menos importante, ensinar “o que fazer”, pois de que nos vale saber “o que fazer”, se não nos sabemos “o como fazer”? O texto, e os milhares de outros, nunca ensinam “o como fazer”!!

      Esse ensinamento não está nas religiões ou doutrinas populares, organizadas segundo escritos considerados sagrados! Existe, sim, mas só poderão encontrá-lo, e eventualmente, aqueles q atenderem às recomendações de Kardec, de estudar outras doutrinas e linhas espiritualistas!
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 14 de Janeiro de 2013, 18:50
      Ignarus    (ref #215)

      Amigos, sinceramente peço-lhes q não julguem o q lhes escrevo, antes de ler. Sinto-me, mesmo, na obrigação de escrever o q escrevo. (“... colocai vossa luz sobre o velador...!”).
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      O amigo Ignarus trouxe texto, que suscita uma série de dúvidas e, consequentemente, várias questões. Vamos ver.

      Texto: “De  onde viemos? Para onde vamos? Quem somos?”... A humanidade desde muito tempo traz essas dúvidas no seu íntimo. Com exceção de  alguns espíritos de grande superioridade que encarnaram na Terra, até o advento  do Espiritismo, não se conheciam respostas lógicas para essas perguntas.

      Cel: pois é isso; séculos, ou mesmo milênios antes de Cristo e, portanto, muito antes do espiritismo, existiram, encarnados aqui na Terra, espíritos que trouxeram respostas a essas indagações. Mas, então, não é estranho se dizer q até o advento do espiritismo não se conheciam respostas lógicas a essas indagações? Pois, pelo q está acima, desde milênios A.C, tais respostas já existiam! É evidente q não eram, como hoje, tão divulgadas no preconceituoso mundo ocidental, tanto q Paulo, q se preparava para com Timóteo, levar a Boa Nova para o Oriente, “foi admoestado pelo Espírito Santo, para q a levasse para o mundo ocidental e não para o oriental!”.
   
      Ignarus: O espírito somente assim é chamado quando habita o ser humano. É quando já  possui consciência e liberdade de escolha, compatível com seu nível evolutivo.

      Cel: novamente, fala-se de liberdade de escolha. É evidente a presisamos raciocinar se queremos compreender tema tão importante. Mas, ninguém consegue explicar como é q temos liberdade de escolha se, para isso teríamos de ter liberdade de pensar, para, consequentemente, ter liberdade de desejar algo q seria a causa de nossa escolha! Afinal, temos mesmo liberdade de pensar?!
 
      Texto: Todo espírito passa por esse processo depurador, de aprendizado e, como ele  jamais retrocede, depende somente do seu esforço para acelerar ou retardar o  seu caminho evolutivo, podendo, muitas vezes, ficar estacionário. Todos, sem  exceção, atingiremos a perfeição relativa, que é o  destino glorioso de todo o ser humano.

      Cel: aqui, me permitam trazer nova questão, pois a intenção é raciocinar para tentar compreender. Como se afirmar q o espírito jamais retrocede em relação ao aprendizado, ou ao q era antes? Observem o q diz a doutrina: criado simples e ignorante, vem para a escola da vida para depurar-se de suas imperfeições (q, antes, nenhuma possuía, senão a da ignorância!). Sem nenhuma imperfeição desde o ato da criação, posteriormente se torna carregado de monstruosas imperfeições! Fato do qual se conclui que, de um estado sem imperfeições, vai para um estado de enormes imperfeições. Como podemos compreender isso: não era imperfeito; tornou-se gigantescamente imperfeito?! De um estado sem imperfeições, retrocede para um estado de monstruosas imperfeições!

      Isso não significa retroceder?!

      Quem nos ajudará a melhor compreender?

      Texto: As diferenças existentes entre os homens variam de acordo com o período do seu  início (LE/80: a criação dos espíritos é  permanente; pois Deus nunca parou de criar) e também pelo uso do seu livre  arbítrio.

       Cel: evidentemente, o espírito q erra (em relação a outros q já não erram) devido ao menor tempo de sua criação, sofre, por seus erros, as terríveis consequências da lei de causa e efeito q, todos sabem, implicam enormes, torturantes e insuportáveis padecimentos.

      Mas, isso é manifestação do amor divino? Fazer sofrer sem merecer, pois errou devido a fatores q independem de sua vontade, o menor tempo de criação?!

      Qto ao livre-arbítrio, nada mais a dizer; só a estranhar, pois, como já vimos várias vezes, se não temos liberdade de pensar e, consequentemente, de desejar, como temos liberdade de escolher?!

      Como afirmam os sábios, desde séculos A.C: “aquele q pensa q escolhe é imaturo!”, palavras, hoje, repetidas pela mais avançada ciência do mundo q, desde há um século, já está penetrando no imponderável além do espaço-tempo, no transcendental, nos domínios do espírito: “a escolha não é nossa!”.

      Texto: Sendo nós os herdeiros do nosso próprio destino e de nossas escolhas conforme a  nossa vontade, na lei do plantio e da colheita, podemos ter um futuro próximo  de felicidade e paz ou de sofrimento e dor, tendo como árbitro a nossa própria  consciência.

      Cel: quanto a este último argumento colocado, nada mais há a dizer, pois tudo já foi dito acima!

      Amigos, quem, abandonando todos os preconceitos, se ainda os tem, nos ajudará a compreender?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 14 de Janeiro de 2013, 21:03
Pois, e! cada um só enxerga o que deseja e só entende como quer. Não há uma  palavra sequer quer no texto citado pelo Coronel que se alinhe ao pensamento de que a a carne é fraca, somente na visão deste é que isso acontece. Porém, estabelece de vez que o espírito tem total liberdade de ação podendo em qualquer tempo dominar seus instintos e ilusões. Se assim não fosse como explicar que grandes homens encarnados dominaram-se e vewnceram a carne?
 
Aliás, não há mais o que ser agrumentado diante daqueles que não desejam aprender ou ver as coisas de um ângulo diferente e aoinda tentam, contrários à Doutrina impor como verdades seus conceitos e estabelecer o erro como verdade.

Abraços
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 23 de Janeiro de 2013, 15:06
     
      Amigos, resposta a msg do amigo Ignarus, de nº #219.

      Como asseguram o tópico e os textos trazidos pelo amigo Ignarus, “fraco é o espírito, não a carne”!     

      No entanto, asseguro, como também asseguram sábios, mestres, iluminados de desde séculos antes de Cristo, e de depois de Cristo, e Paulo e, hoje, a filosofia da ciência moderna, alicerçada em comprovações científicas, exatamente, o oposto, como já coloquei em várias msg/respostas anteriores deste mesmo tópico: o “espírito é forte”!

      A aparente fraqueza q lhe imputamos nada mais é q o resultado de o plano de Deus, conforme as doutrinas, para sua evolução, o ter mergulhado num corpo de matéria, num mundo material!

      Mas, para tentar trazer compreensão do assunto, vamos supor q o “espírito é q é fraco”.

      Por essa suposição, temos de perguntar: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como efeito o “espírito ser fraco”? Porq o espírito adquiriu essa fraqueza? Onde, como e porq ele perdeu a “força” q tinha? Ou nunca teve essa força, e sempre foi fraco ao ponto de se submeter, ou ceder, às paixões e a outros obstáculos ao aperfeiçoamento, suscitados pela carne? Já veio fraco do ato da criação? A criação o fez fraco, isto é, Deus, amor, justiça, poder, sabedoria, já o criou fraco e, portanto, suscetível de sofrer as influências negativas e nocivas do mundo material? Não era fraco e se tornou fraco, como entender isso?!

      Quem contribui com novos argumentos, para nos ajudar a compreender este assunto?
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Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 23 de Janeiro de 2013, 18:01
     
      Amigos, resposta a msg do amigo Ignarus, de nº #219.

      Como asseguram o tópico e os textos trazidos pelo amigo Ignarus, “fraco é o espírito, não a carne”!     

      No entanto, asseguro, como também asseguram sábios, mestres, iluminados de desde séculos antes de Cristo, e de depois de Cristo, e Paulo e, hoje, a filosofia da ciência moderna, alicerçada em comprovações científicas, exatamente, o oposto, como já coloquei em várias msg/respostas anteriores deste mesmo tópico: o “espírito é forte”!

      A aparente fraqueza q lhe imputamos nada mais é q o resultado de o plano de Deus, conforme as doutrinas, para sua evolução, o ter mergulhado num corpo de matéria, num mundo material!

      Mas, para tentar trazer compreensão do assunto, vamos supor q o “espírito é q é fraco”.

      Por essa suposição, temos de perguntar: se todo efeito tem sua causa, qual é a causa q tem como efeito o “espírito ser fraco”? Porq o espírito adquiriu essa fraqueza? Onde, como e porq ele perdeu a “força” q tinha? Ou nunca teve essa força, e sempre foi fraco ao ponto de se submeter, ou ceder, às paixões e a outros obstáculos ao aperfeiçoamento, suscitados pela carne? Já veio fraco do ato da criação? A criação o fez fraco, isto é, Deus, amor, justiça, poder, sabedoria, já o criou fraco e, portanto, suscetível de sofrer as influências negativas e nocivas do mundo material? Não era fraco e se tornou fraco, como entender isso?!

      Quem contribui com novos argumentos, para nos ajudar a compreender este assunto?
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Diz o ditado que o pior cego é o que não deseja ver, pois bem acho que ainda há um bem pior, oq ue de seja enceguecer os outros também.
 
Nunca vi tanta incongruência com a Doutrina  Espírita o que demonstra ignorância, falta de bom senso, desejo de contrariá-la e pior, trazer dos atavismos conceitos dúbios para justificar a teimosia que não encontra mais argumentos. Por último, numa tentativa evidente de fazer prevalecer as conclusões pessoais e sem respaldo algum, tenta trazer a lógica para impressionar, fazendo elucubrações fantasiosas e sem nexo.
 
Para resumir, a fraqueza do espírito está na sua incapacidade de sobrepujar seus próprios limites, suas frauezas, seus vícios, suas inferioridades. Já não lhe foi dito que todos são criados simples e ignorantes e que através dos tempos vão adquirindo sensações, instintos e inteligência  que lhe permitam sobreviver. E que depois de adquirido a inteligência passam a evoluir moralmente, mas que para isso tem que deixar seus instintos ainda embrutecidos? A fraqueza do Espírito, por tanto, está na sua falta de vontade, falta de determinação, falta de coragem para abdicar daquilo que não precisa mais. E, isso se dá, principalmente, pela ignorância a cerca do mundo espiritual e da felicidade futura e pelo desejo de permancer apegado ao conforta estacionário.
 
Por favor, se desejas mais elucidações vá humildemente a um Centro Espirita e participe dos estudos e deixe de procurar fantasias em seus estudo autodidatas. Aliás, dizes que desejas aprender, mas não tens humildade para aceitar as lições que lhe chegam através da DE. Decidade-se se desejas admitir o Espiritismo ou buscar outras respostas que possam satisfazer o seu EGO.
 
A impressão que deixas é a de que está aqui só para contrariar e passar o tempo, tomando-o de quem precisa fazer tantas outras coisas até mais importantes.
 
Luz!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 24 de Janeiro de 2013, 19:44
A palavra final, deve ser de Allan Kardec, assim, aqueles que são Espíritas entenderão e os que não desejam compreender ou aceitar a DE, então são livres para procurarem uma Filosofia que os satisfaça, pois um fator determinante e de suma importância dentro da Doutrina Espírita é a Liberdade de Pensamento e de Escolha, e  esta não tem a intenção de convenecer ninguém que não deseje aprender. Aliás, só aprende quem estuda e com humildade senta-se abaixo dos professores.
A Doutrina diz:

A Carne É Fraca
   
Há tendências viciosas que são  evidentemente próprias do Espírito, porque se apegam mais ao moral do que ao físico;  outras, parecem antes dependentes do organismo, e, por esse motivo, menos  responsáveis são julgados os que as possuem: consideram-se como tais as  disposições à cólera, à preguiça, à sensualidade, etc.
   
Hoje, está plenamente reconhecido pelos  filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas  aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito. Assim, esse  desenvolvimento é um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tenha  a bossa da música, mas possui essa tendência porque o seu Espírito é  musical. Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve também reagir  sobre as outras partes do organismo.
   
O Espírito é, deste modo, o artista do  próprio corpo, por ele talhado, por assim dizer, à feição das suas necessidades  e à manifestação das suas tendências.
   
Desta forma a perfeição corporal das raças  adiantadas deixa de ser produto de criações distintas para ser o resultado do  trabalho espiritual, que aperfeiçoa o invólucro material à medida que as  faculdades aumentam.
   
Por uma consequência natural deste  princípio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do  sangue, dar-lhe maior ou menor atividade, provocar uma secreção mais ou menos  abundante de bílis ou de quaisquer outros fluidos. É assim, por exemplo, que ao  glutão enche-se-lhe a boca de saliva diante dum prato apetitoso.
   
Certo é que a iguaria não pode excitar o  órgão do paladar, uma vez que com ele não tem contacto; é, pois, o Espírito, cuja  sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão pelo pensamento,  enquanto que outra pessoa permanecerá indiferente à vista do mesmo acepipe. É  ainda por este motivo que a pessoa sensível facilmente verte lágrimas.
   
Não é, porém, a abundância destas que dá  sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade deste que provoca a  secreção abundante das lágrimas.
   
Sob o império da sensibilidade, o organismo  condiciona-se à disposição normal do Espírito, do mesmo modo por que se condiciona  à disposição do Espírito glutão.
   
Seguindo esta ordem de idéias,  compreende-se que um Espírito irascível deve encaminhar-se para estimular um temperamento  bilioso, do que resulta não ser um homem colérico por bilioso, mas bilioso por  colérico. O mesmo se dá em relação a todas as outras disposições instintivas:  um Espírito indolente e fraco deixará o organismo em estado de atonia relativo  ao seu caráter, ao passo que, ativo e enérgico, dará ao sangue como aos nervos qualidades  perfeitamente opostas. A ação do Espírito sobre o físico é tão evidente que não  raro vemos graves desordens orgânicas sobrevirem a violentas comoções morais.
   
A expressão vulgar: — A emoção  transtornou-lhe o sangue — não é tão destituída de sentido quanto se  poderia supor. Ora, que poderia transtornar o sangue senão as disposições morais  do Espírito?
   
Pode admitir-se por conseguinte, ao menos  em parte, que o temperamento é determinado  pela natureza do Espírito, que é causa e não efeito.
   
E nós dizemos em parte, porque há casos em  que o físico influi evidentemente sobre o moral, tais como quando um estado  mórbido ou anormal é determinado por causa externa, acidental, independente do  Espírito, como sejam a temperatura, o clima, os defeitos físicos congênitos, uma  doença passageira, etc.
   
O moral do Espírito pode, nesses casos, ser  afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza  intrínseca seja modificada. Escusar-se de seus erros por fraqueza da carne não  passa de sofisma para escapar a responsabilidades.
   
A carne só é fraca  porque o Espírito é fraco[, o que inverte a questão deixando àquele a responsabilidade de  todos os seus atos. A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode  prevalecer jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.
   
O Espírito é quem dá à carne as qualidades  correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material  o cunho do seu gênio. Libertado dos instintos da bestialidade, elabora um corpo que não é  mais um tirano de sua aspiração, para espiritualidade do seu ser, e é quando o  homem passa a comer para viver e não mais vive para comer.
   
A responsabilidade moral dos atos da vida  fica, portanto, intacta; mas a razão nos diz que as consequências dessa  responsabilidade devem ser proporcionais ao desenvolvimento intelectual do  Espírito. Assim, quanto mais esclarecido for este, menos desculpável se torna,  uma vez que com a inteligência e o senso moral nascem as noções do bem e do  mal, do justo e do injusto.
   
Esta lei explica o insucesso da Medicina em  certos casos.
   
Desde que o temperamento é um efeito e não  uma causa, todo o esforço para modificá-lo se nulifica ante as disposições morais  do Espírito, opondo-lhe uma resistência inconsciente que neutraliza a ação  terapêutica. Por conseguinte, sobre a causa primordial é que se deve atuar.
   
Dai, se puderdes, coragem ao poltrão, e  vereis para logo cessados os efeitos fisiológicos do medo. Isto prova ainda uma  vez a necessidade, para a arte de curar, de levar em conta a influência  espiritual sobre os organismos. (Revue Spirite, março de 1869, pág. 65.)
   
Allan Kardec
O Céu e o Inferno –  Capítulo VII – A carne  é fraca
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Gustavo Rettenmaier em 25 de Janeiro de 2013, 10:14
"A carne só é fraca por que o espirito é fraco".
Inquestionável em minha opinião.
A carne, sem o espirito, não passa de uma massa relativamente inutil posto que sem animo, sem vida, sem movimento.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Rafael Aguiar Marinho em 25 de Janeiro de 2013, 13:19
Isso, continuem apagando minhas postagens...

Adoro isso.
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Ignarus em 25 de Janeiro de 2013, 14:09
Olá Rafael, eu não solicitei a remoção de sua mensagem, por favor meu amigo, solicite uma explicação de um moderador, com certeza eles terão algo a lhe dizer.
Desculpe, mas não posso fazer nada a respeito.
 
Paz Sempre!
Título: Re: Fraco é o Espírito, não a carne!
Enviado por: Conforti em 28 de Janeiro de 2013, 15:05
      Rettenmaier   (ref #227)

      Gustavo escreveu: "A carne só é fraca por que o espírito é fraco", Inquestionável em minha opinião.
      A carne, sem o espírito, não passa de uma massa relativamente inútil posto que sem animo, sem vida, sem movimento.

      Cel: amigo Gustavo, seu segundo parágrafo é q é inquestionável, desde q o amigo mantenha o "sem o espirito".

      Qto ao primeiro, temos muito a questionar:

      Primeira questão: qual é o “pecado”, defeito moral ou imperfeição q tenha origem no espírito? Por mais q investiguemos não encontraremos um sequer; todos eles, todos os problemas do mundo, todos os sofrimentos (com exceção daqueles q se originam dos desastres naturais, logo proporcionados pelo Criador), têm origem no fato de o espírito estar num mundo material, revestido de um corpo de carne.

      Quem poderá apontar um único “pecado” q venha do espírito?

      A doutrina, sabiamente, recomenda: raciocinar, fé raciocinada! Vamos raciocinar etentar?
.............................