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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 19 de Novembro de 2014, 18:08

Título: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Novembro de 2014, 18:08
                                                                   VIVA JESUS!





              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     Doença mental ou
doença cerebral?

Uma visão espírita


O entendimento dos transtornos “mentais” passa pela compreensão do mecanismo de reparação dos desatinos pretéritos e atuais, através da lei de causa e efeito.(1)

Ao retornar à dimensão física, a Individualidade reencarnante traz, em seu perispírito, marcas cármicas constituídas por vibrações desarmônicas, relacionadas a débitos e culpas, adquiridos em vivências anteriores. Essas marcas energéticas, em virtude de sua natureza cármica, irão plasmar, em seu corpo físico, regiões de fragilidade. Essas regiões encontram-se mais suscetíveis ao desenvolvimento de enfermidades que, em última análise, estarão relacionadas ao carma a que está vinculada a Individualidade. Obviamente, o surgimento dessas enfermidades depende também da conduta atual do Espírito domiciliado no plano físico.

Vejamos um exemplo: determinado Espírito comprometeu-se, em existências passadas, com o abuso de bebidas alcoólicas e cometeu falhas morais em virtude desse vício. Ele poderá reencarnar então com marcas nas áreas do perispírito que são responsáveis pela vitalização do aparelho digestivo. Essas marcas estarão criando uma predisposição ao aparecimento de enfermidades, como a gastrite crônica ou disfunções hepáticas. Assim, o Espírito reencarna com “pontos fracos” em seu perispírito, que determinam os órgãos que estarão mais predispostos a adoecer. Se o Espírito vai enfermar, ou não, isso dependerá, naturalmente, do estilo de vida e da conduta moral que adotar enquanto encarnado.

Conceito equivalente pode ser aplicado à gênese dos transtornos “mentais”, pois o cérebro é um órgão como outro qualquer. Assim, se no passado, o Espírito adquiriu débitos em virtude do mau uso de seus atributos intelecto-morais, pode criar marcas cármicas em seu perispírito na região correspondente ao cérebro. Ao reencarnar, trará consigo tendências a desequilíbrios químicos em seus neurotransmissores cerebrais. Se esse desequilíbrio neuroquímico se verificar, a Individualidade reencarnada poderá vir a padecer de enfermidades ditas “mentais”, como a depressão, o transtorno obsessivo-compulsivo, as fobias, a esquizofrenia etc. Tais doenças nada mais são do que doenças do cérebro. Não se tratam de doenças da mente ou do Espírito, embora sua causa seja espiritual. Se o transtorno dito “mental” estivesse radicado no Espírito, não se verificariam respostas favoráveis aos psicofármacos (medicamentos que agem reorganizando a química do cérebro). Essa é a prova de que tais doenças estão, de fato, no cérebro, apesar da ciência atual ainda não ter recursos para perscrutar as sutis alterações que ocorrem na intimidade das células nervosas e em seus trilhões de conexões.
Ao examinar as origens da loucura, em O Livro dos Espíritos, item 375-a, Kardec reproduz o pensamento dos Benfeitores espirituais: é sempre o corpo, e não o Espírito que está desorganizado.

Entretanto, apesar das ditas doenças “mentais” serem, em verdade, doenças cerebrais, isso não significa que tudo se reduz ao cérebro. Pelo contrário, é o Espírito - com suas vibrações desarmônicas - que cria o desequilíbrio no cérebro, por intermédio do perispírito. Desta maneira, o Espírito não seria a sede das doenças ditas mentais, mas seria, sim, sua causa.

Importante ressaltar que, também na gênese das enfermidades “mentais”, a conduta moral do Espírito reencarnado, suas escolhas e atitudes, seu papel perante o outro e a vida têm indiscutível valor. Inserido, muitas vezes, em situações conflituosas, como relacionamentos desprazerosos, carência afetiva, problemas vocacionais, doenças incapacitantes, situações humilhantes ou derrocada econômica, o Espírito que não se habilita à superação das provas citadas coloca-se em situação psíquica desfavorável, que pode contribuir para o desiderato infeliz da enfermidade “mental”.

Outras vezes, a situação cármica é tão grave que tais doenças já se manifestam independentemente do concurso de fatores ambientais. 

Apresentamos abaixo um modelo que sintetiza nossas ideias:
 

Apresentamos abaixo um modelo que sintetiza nossas ideias:

 

Espírito com predisposições mórbidas específicas

 
 


 


 

 Construção psíquica de um estado de ânimo negativo

(revolta, aflição, ódio, medo, culpa, insatisfação etc.)



 

 

 

 

Desarmonização da química cerebral

 (redução de serotonina e noradrenalina, por ex. na depressão; aumento de dopamina, por ex.  na esquizofrenia.)



 

 



 

Manifestação da doença “mental”

 (depressão, mania, psicoses etc.)

 

 


 

 

 Medicamentos e outras medidas terapêuticas reorganizam a química do cérebro

 
 

 

 

 


Recuperação plena ou parcial do equilíbrio cerebral

 
 

 


 
 

 

Condição psíquica da entidade reencarnada define seu prognóstico futuro


(1) Colaborou neste artigo Carlos Alberto Mourão Júnior que, tal como Ricardo Baesso de Oliveira, é médico radicado na cidade de Juiz de Fora (MG).



           Ricardo Baesso de Oliveira









                                                                                                                 PAZ, MUITA PAZ!





Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Andressa Z. em 19 de Novembro de 2014, 19:05
Esse é um tema muito intrigante!
A psicose (onde o doente pode apresentar esquizofrenia), possui tratamento medicamentoso e se realizado corretamente, pode trazer um alívio para quem tem essa constituição cerebral; deve ser muito triste viver em uma realidade só sua, que não existe.
Agora, e o Psicopata? A ciência ainda está engatinhando, tentando entender, procurando algum tratamento eficaz, o que não existe até então. Muitos assassinos cruéis são psicopatas; alguns não chegam a cometer assassinatos, mas roubam, cometem alguma atitude "proibida" pela sociedade. Não sentem culpa. O "remédio" aqui, inexiste.
Esses últimos seriam doentes que pela vibração do planeta (que está se regenerando), logo deixaram de existir, pois não encarnarão mais na Terra? São espíritos tendo sua última oportunidade (e fracassando)?
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Helio Carneiro em 20 de Novembro de 2014, 17:31
Tema muito complexo. Emmanuel defini a mente como "espelho da alma", em seu livro "Pensamento e Vida". Na verdade a mente não é a alma, mas é fruto dela. Não está no celébro, mas no perispirito, que reflete as disposições do Espiríto eterno. Hélio Carneiro, Vitória (ES).
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 20 de Novembro de 2014, 19:48
Olá amigos

A explicação da origem/ causa das doenças carnais é uma área que está longe de ser integralmente compreendida pelas ciências convencionais ligadas à medicina. E essa complexidade obriga a que existam ramos especificos da ciência para as as várias partes do corpo e respectiva integração.

Mas se a ciência convencional está ainda longe de compreender a causa e, sobretudo, a cura de todas as doenças, a ciência que estuda a relação das doenças carnais com o perispirito nem sequer existe. Se estou enganado, quem me puder corrigir, apresentando evidências confiáveis de que existe uma ciência que estuda as causas das doenças do perispirito, que é apenas um dos lados da moeda, ou que existe uma ciência que estuda a relação das doenças do perispirito (ou que têm origem no mesmo, para não termos de admitir que o perispirito adoece).

Eu já coloquei essa questão do facto de o perispirito poder ser uma causa das doenças carnais, a pessoas que se dizem licenciadas, mestres ou doutoradas, nas ciências convencionais, da área médica e/ou afins, e que fazem questão de se apresentar com os títulos correspondentes a essas habilitações literárias, por exemplo aqueles que constituem as Associações Médico-Espiritas, mas as respostas que recebi delas, muitas das quais dadas em tom pouco cordial, pois que parecem ofender-se com as minhas questões, como quem diz: quem és tu ignorante, para seres digno de me fazeres perguntas ou receber respostas.

As respostas que recebi, nos casos daqueles que tiveram a simpatia e a coragem de responder, não foram: eu estudei o assunto, com a ajuda da preparação cientifica obtida através das universidades, e constatei que existem evidências confiáveis das causas das deficiências do perispirito, e a relação causa-efeito, entre elas e as doenças carnais. As respostas que recebi eram todas baseadas em psicografias de André Luiz, como se estas psicografias, umas recebidas por Chico Xavier, outras por Waldo Vieira.

Destas respostas podem tirar-se duas conclusões:

1º O facto de as pessoas das AME possuírem títulos académicos obtidos por livros que nem sequer falam de perispirito, nem de espírito, e, muito menos, de André Luiz, de nada serve, pois a preparação cientifica deles nada tem a haver com as respostas que me deram nada têm a haver com estudos científicos, mas com a leitura de psicografias, muitas delas nada claras, nada objectivas, numa linguagem exaltada, mais adequada aos "profetas de feira do gado" do que a alguém com conhecimentos de natureza cientifica.

2º Não há qualquer ciência dedicada a estudar o perispirito nem a respectiva relação com as doenças carnais. A menos que chamemos ciência aos livros de André Luiz e outros equivalentes. Os sr.es Dr.es das AME, que eu saiba, não curam ninguém com as teorias infundadas que propagam(não sei mais do que eles fazem porque tudo o que sai da mão deles, com mais interesse é pago e a bom preço e eu não sou rico).

3º O que me parece, pois já tenho ouvido e lido propaganda clara da parte de espíritas para frequentarem psiquiatras e outros médicos espíritas, é que eles andam a angariar clientes para livros caros, e para os respectivos consultórios, nos quais estão proibidos de exercer outra medicina que não a convencional, sob pena de perderem as autorizações/ licenças oficiais para praticar. Apenas não coloco aqui provas do que afirmo, porque +e suficientemente evidente e porque não quero apresentar aqui nomes de pessoas.

Assim, não tenho razões para crer que o perispirito das pessoas seja uma via de passagem de doenças carnais às mesmas, como aplicação de penas de encarnações anteriores, seja quem for, ou que processo for, que provocou essas penas. O único fenómeno que parece indicar uma relação entre um dano na carne nesta e noutras encarnações, são as marcas de nascença, que nada têm a haver com penas.

Também há que explicar o caso das doenças dos animais. Porquê pensar que doenças equivalentes têm causas diferentes no homem e nos animais.

Por fim, há o aspecto moral da questão. As pessoas que afirmam que certas doenças das pessoas são penas de encarnações anteriores, estão a descriminar espiritual e negativamente as pessoas doentes. Se ele é doente e eu não, ele foi terrível no passado, mas eu não, eu fui, um santo, pois não tenho doenças.

Por todas estas razões, deixo aqui o meu desacordo claro e, de certa forma, justificado, e com bases, em relação ao estabelecimento de relações causa-efeito entre doenças e penas passadas.       

Bem hajam
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Yacov em 20 de Novembro de 2014, 22:01
Do ponto de vista da Medicina e da Ciência inexistem pesquisas sólidas que possam corroborar que a "causa" de determinada doença origina-se no períspirito, ou nas encarnações passadas, enfim.
E tampouco acredito que no atual passo da Ciência possamos realizar esse tipo de pesquisa devido a falta de Método e incentivo a isso.
Restringindo-o os profissionais da saúde ao exercício da Medicina baseada em Evidências dentro dos escopo de trabalho definido pelo Código de Ética Médica e pelos orgãos de classe.
É verdade que a questão: Mente X Cerebro X Consciência está longe de ter uma solução que seja consenso dentro da Academia.
Entretanto para a prática médica diária torna-se irrelevante na medida em que o tratamento dos transtornos mentais resume-se a Medicação e a Terapia.
Arriscaria dizer que talvez as únicas Especialidades Médicas que atuam na "fronteira do material" seriam a Homeopatia e Acupuntura.
Abraços

Yacov
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 21 de Novembro de 2014, 17:08
Doença mental ou doença cerebral

      Referencia msg inicial, em: 191114, 18:08.

      Sem dúvida, seja doença mental ou cerebral, para a doutrina espírita a causa é a mesma: ressarcimento de débitos passados, como afirma a msg inicial deste tópico, sofrimentos impostos pela lei de causa efeito para punir o infrator da lei de Deus pois, conforme a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou”.

      Mas, para entender a doutrina tenho de aqui, forçosamente, fazer uma pergunta: qual é a causa de termos tido um passado de desatinos, como diz a msg inicial, e de, depois, mesmo já sabendo que isso pode nos trazer sofrimentos desesperadores, continuarmos a teimar em cometê-los?

      Será desejo nosso sentir esses sofrimentos terríveis que o mundo nos mostra? Com certeza, só “desejam” sofrer os desequilibrados mentais, como o masoquista, os loucos, ou os totalmente ignorantes das coisas da vida e de Deus. Pois, só esses, podendo escolher não sofrer, escolherão sofrer!

      E, se todo efeito tem sua causa, qual é a causa que levará quem é mentalmente são a praticar atos q, depois, lhe trarão as terríveis conseqüências da lei de causa e efeito?

     Mas, sendo assim, se somente desequilibrados mentais, ou loucos ou pessoas totalmente ignorantes, escolherão sofrer e se, sem dúvida, esses, perante a lei justa de Deus, não serão responsabilizados, qual é a causa de tantos sofrimentos q vemos no mundo, onde todos sofrem, sem exceção de ninguém?
...........     
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 21 de Novembro de 2014, 19:25

     
Citar
Sem dúvida, seja doença mental ou cerebral, para a doutrina espírita a causa é a mesma: ressarcimento de débitos passados, como afirma a msg inicial deste tópico, sofrimentos impostos pela lei de causa efeito para punir o infrator da lei de Deus pois, conforme a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou”.

Nossa meu amigo, mas será que os Espíritas, ou todos eles pensam assim como o amigo descreve, para que seja feita uma generalização assim com tanta certeza? não existe meio termo, ou é 8 ou 80; ou melhor, parece, pela sua descrição que é sempre 80.

Sem dúvida..?

Causa..ressarcimento de débitos passados.. (e missão, expiação no sentido de passar por vicissitudes, isso não pode ser?);

Punir infrator? (Que Deus vingativo! ou será que nós mesmos nos punimos, já que ao não avançarmos nossa própria consciência nos acusa e assim poderíamos escolher provas que nos fizessem evoluir?).

Ainda que como humano eu não tenha qualquer vontade de sofrer, mas pelo menos a teoria não indica que seja só assim. Todos que conhecemos e que sofrem tormentos então identificaríamos sempre como réprobos de outras vidas? não seria até uma indiscrição se fosse assim? enquanto os felizes na terra seriam os Espíritos mais avançados?

Comece por Jesus, que contas ele tinha que acertar com Deus? não poderia ter outro sentido o sofrimento dele?


Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Yacov em 21 de Novembro de 2014, 22:07
Sem dúvida, seja doença mental ou cerebral, para a doutrina espírita a causa é a mesma: ressarcimento de débitos passados, como afirma a msg inicial deste tópico, sofrimentos impostos pela lei de causa efeito para punir o infrator da lei de Deus pois, conforme a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou”.
Também não creio que seja de modo tão radical como o amigo coloca.
Sem dúvida que existem doenças "cármicas", mas creio serem elas minoria.
Acredito sim que a maioria das doenças que nos acomete é muito mais pela nossa condição de encarnados nesse "plano" sujeito a vírus, bactérias, parasitas, enfim do que pelos "débitos passados"
Estamos "limitados" pela condição humana e ela nos impõe todas as alegrias e vicissitudes dessa condição.

Abs
Yacov
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 22 de Novembro de 2014, 01:24
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #7 em: 211114, às 22:07, de Yacov

      Conf disse, em msg/resp de211114,às 17:08: Sem dúvida, seja doença mental ou cerebral, para a doutrina espírita a causa é a mesma: ressarcimento de débitos passados, como afirma a msg inicial deste tópico, sofrimentos impostos pela lei de causa efeito para punir o infrator da lei de Deus pois, conforme a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou”.
.........

      Yacov: Também não creio que seja de modo tão radical como o amigo coloca. Sem dúvida que existem doenças "cármicas", mas creio serem elas minoria.

      Conf: o novo amigo deve ter-se equivocado pois, se conhece a codificação, sabe que doenças “cármicas” não são nem a minoria, nem a maioria das doenças; são “todas” elas.

      Para a doutrina, todo e qualquer sofrimento decorre de transgressões às leis divinas, de escolhas propositadamente feitas com a intenção de causar males ao próximo e/ou à natureza. Por isso, a doutrina ensina q todos os sofrimentos são merecidos e justos, pois aplicados conforme a perfeita justiça divina (exceções, conforme a DE, dos sofrimentos relativos a provas solicitadas e missões assumidas).

      Logo, se houver o menor sofrimento q seja, que não venha como consequência de desrespeitar as leis de Deus, a justiça divina será uma farsa pois, fazer sofrer sem merecer, é injustiça e falta de amor.

      Assim, tb, se qualquer sofrimento nos vier "unicamente" do fato de possuirmos a condição humana, na qual o processo evolutivo do Criador nos colocou, não há nem justiça, nem amor.
     
..............
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 22 de Novembro de 2014, 16:44
Amigo Incoforjr

Parece-me que há uma resposta para a existência do sofrimento que não é causado pelo homem, nesta vida. Evidentemente que um individuo que danifica o próprio corpo, de propósito, é a causa desses danos, daí a exclusão do sofrimento não causado pelo homem, nesta encarnação:

- É que aquilo que nos parece um mal, que nos provoca agora sofrimento, se vai revelar, no futuro, de alguma forma, como um bem. E isso acontece a todos, mais numas encarnações do que noutras. Para conhecer a situação a fundo é necessário conhecer a vida do ser espiritual antes e depois desta encarnação. Se nós conhecemos, encarnados aqui, na Terra, apenas uma ínfima parte da nossa vida (admitindo que somos seres espirituais e não corpos de carne - estes últimos estão associados ao ser espiritual, mas não fazem parte dele. São um veiculo apenas durante a encarnação.

A maioria dos espíritas que eu leio e ouço, tem uma noção de justiça divina, quanto a mim, deturpada. Para mim, justiça divina é a igualdade entre os espiritos, perante Deus. nenhum espírito é mais nem menos importante do que os outros. Não há espiritos privilegiados nem prejudicados em relação aos outros.Todavia, as consequências práticas dessa lei de justiça só se podem observar ao longo de toda a vida do espírito, até ao momento. Os corpos de carne são como roupas que se vão esfarrapando até ao dia que cessam de funcionar, o que lhes acontece não é tão grave quanto possa parecer.

A existência de justiça divina não implica um acerto de contas entre os espiritos, pelo que fazem uns aos outros, enquanto encarnados ou enquanto desencarnados. Seja esse acerto de contas realizado ou não, seja por quem for, Deus não se envolve nisso, não toma partido, como nós não nos envolvemos nas quezílias das crianças, aplicando ao que fez mal ao outro o mesmo mal. Por exemplo, um pai via um dos dois filhos crianças a dar um chuto no outro. Seria correcto que esse pai desse um chuto igual no que deu o chuto, como forma de justiça?

Um exemplo de um bem que se pode imaginar no sofrimento é pensar,por exemplo, que nós somos criaturas que estamos numa fase em que nos recusamos a progredir, no sentido da felicidade. E o sofrimento é a motivação para o progresso, como o chicote é uma motivação para as bestas puxarem uma carroça, quando elas estão contrariadas e não querem prosseguir.

Depois de uma vida na carne de sofrimento o espírito pode chegar à conclusão que é melhor deixar-se progredir do que estagnar, em encarnações sucessivas de sofrimento.

Assim, as duas leis que regem o processo são:

- Justiça: igualdade entre os espiritos;

- Progresso obrigatório: tem de existir uma motivação para que o espírito teimoso, saia da estagnação;



Outra possibilidade é pensar que somos só corpos de carne, nada mais, apenas sujeitos às leis da natureza que regem a matéria. Que não há nenhum Deus, pelo menos um que esteja preocupado connosco, e estamos abandonados à nossa sorte. Não há ninguém a quem acusar nem a quem pedir contas, após a morte.             
 
E podem arranjar-se mais hipóteses.

Bem haja


 






 
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 22 de Novembro de 2014, 18:22
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #9 em: 221114, às 16:44, de Vitor Santos

      Vitor disse: Parece-me que há uma resposta para a existência do sofrimento que não é causado pelo homem, nesta vida...

      Conf: olá, Vitor; talvez vc já tenha percebido que, por estarmos num espaço espírita, sempre parto, nas argumentações, dos conceitos contidos na doutrina espírita. Sendo assim, muito do q eu coloque aqui vc poderá discordar; mas é a visão do espiritismo. Assim, conforme a DE, não existe sofrimento cuja causa (responsabilidade, culpa) não caiba ao sofredor.

      Veja o q a DE diz: “Allan Kardec, o codificador do espiritismo, fala da origem do mal: “Origem essa que, conclui o codificador, procede do próprio homem no exercício do seu livre-arbítrio”; diz tb: “todos os sofrimentos são merecidos e aplicados conforme a perfeita justiça divina e só merecem sofrer aqueles que transgridem as leis de Deus”. (exceções: sofrimentos relativos a provas solicitadas e missões assumidas).

      Sendo assim, mesmo aquilo q, de início, pareça ser um mal, mas q, depois, resulte num bem, se fez sofrer, não estará conforme a justiça de Deus.

      Vitor:...Para mim, justiça divina é a igualdade entre os espíritos, perante Deus. Nenhum espírito é mais nem menos importante do que os outros. Não há espíritos privilegiados nem prejudicados em relação aos outros.

      Conf: exato, e essa justiça não se revelará somente nessa igualdade pois, se houver sofrimento sem culpa, não será justiça. O somatório de todos os momentos de felicidade ou de infelicidade terá de ser, ao final, idêntico para todos.

      Mas, para a doutrina não é assim, pois há quem avance mais rápido, com menos encarnações e menos dores e até quem chegue à condição muito elevada (espírito superior ou puro etc) sem ter cometido erros (ou muitos erros) e, consequentemente, sem ter sofrido (ou sem ter sofrido muito), como Jesus.

      Vitor: Todavia... Os corpos de carne são como roupas que se vão esfarrapando até ao dia que cessam de funcionar, o que lhes acontece não é tão grave quanto possa parecer.

      Conf: discordo desse seu final. Olhe o mundo e veja o que acontece ao espírito qdo na carne!

      Vitor: Seja esse acerto de contas realizado ou não, seja por quem for, Deus não se envolve nisso, não toma partido...

      Conf: vc, sem dúvida, sabe q não é essa a visão da doutrina, embora seja a de muitos espíritas. Para a DE, Deus se envolve o tempo todo, desde o infinito passado ao infinito futuro, por meio de suas leis e de seus prepostos e emissários.

..........
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Yacov em 22 de Novembro de 2014, 21:16
Re: Doença mental ou doença cerebral?
      Conf: o novo amigo deve ter-se equivocado pois, se conhece a codificação, sabe que doenças “cármicas” não são nem a minoria, nem a maioria das doenças; são “todas” elas.

Aí depende do que o amigo entende por "doenças cármicas".
Se o amigo está dizendo que toda enfermidade que acomete o ser humano é causado por um débito em uma vida passada, ai eu discordo veementemente.
Entretanto se o amigo se refere as "doenças cármicas" no sentido de ação e reação, causa e consequência, aí eu concordo.
Por exemplo:
É de amplo conhecimento que o tabaco causa cancer.
Se eu for tabagista e eventualmente desenvolver um câncer de pulmão, não posso alegar que estou "quitando" um débito de uma vida passada. Meu cancer é decorrente dos próprios excessos que cometi contra o meu corpo nesta vida. Ação e Reção. O tabaco é a causa, a consequência o cancer.

O mesmo decorre do fato de eu dirigir embriagado, e sofrer um acidente.
Vou alegar que o acidente foi "Carma"?
Somente se por "Carma" entender que a "causa" do acidente foi a imprudência na condução do veículo.

Abraços

Yacov
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 22 de Novembro de 2014, 23:42
Por mais de 15 anos abusou do álcool...levando consigo tantos outros amigos.

Por mais de 10 anos abusou moralmente de si mesmo....tornou-se indecente...promiscuo.

Por mais de 20 anos abusou de sua capacidade intelectual...explorando seus subalternos nos trabalhos de onde era chefe.

Por mais de 30 anos abusou de sua beleza e atração magnética...vários casamentos desfeitos, desesperos e suicídio algumas daquelas que por ele se apaixonara...encantos e promessas vãs...

Por mais de 25 anos desvira as verbas do hospital de onde era gerente.

35 Anos usando cocaína...e outras drogas...estava sem forças e não consegui concluir um só pensamento..

Passou mais de 22 anos perdendo a noite em festas e encontros outros...envelhecera drasticamente...

Usurpou os bens dos pais e traindo outros herdeiros, irmãos seus!

Dos 13 aos 37 anos levava a vida simplesmente se prostituindo, assim dizia...adoeceu e hoje encontra acamada.

Negou a ética e a moral na sociedade em que vivia....desrespeitando os diretos alheios ...com isto disse que enriquecera absurdamente....não assumira os filhos que teve em relações extras...variadas e inconscientes...assim que se relacionava sexualmente.

....

(São coisas que me deparo continuamente)

Dificilmente encontramos seguro asilo nas questões da Doutrina Espírita,   pra os variados problemas que encontramos...se nela mesmo não fazemos fixa morada...

Nestes dias de agora
" Re"Aprendi que ter fé é exercer aquilo que se aprende...

Dificilmente encontramos amparo na literatura... ou em boas teorias se com as coisas que elas abordam e tratam ...não nos envolvemos literalmente...não fazem praticas de nossas crenças e ações cotidianas.

É o que tenho a dizer

Jesus disse a Pedro e a outros ..."larga tudo e me segue"
e logo a pós foi estalar-se na casa de Pedro e curou ali a sua sogra
!!

Larguemos tudo e abracemos os Evangelhos...mas não tiremos os pés do Mundo que nos recebe...

Por momento
A melhor oportunidade que me explica e me ensina os Evangelhos pertencem a Doutrina dos Espíritos.

Se a dor é física não invalida a existência da dor emocional...
e se a dor é um efeito
há com certeza uma causa
material e ou psíquica....
que repercute no individuo
quer esteja onde estiver.

Abraços


Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Novembro de 2014, 12:27
Olá

Citar
Conf: olá, Vitor; talvez vc já tenha percebido que, por estarmos num espaço espírita, sempre parto, nas argumentações, dos conceitos contidos na doutrina espírita. Sendo assim, muito do q eu coloque aqui vc poderá discordar; mas é a visão do espiritismo. Assim, conforme a DE, não existe sofrimento cuja causa (responsabilidade, culpa) não caiba ao sofredor.

Pode interpretar a DE assim, amigo. Não tenho nada com isso. Eu nem represento o Movimento nem a Doutrina Espirita. Estou a fazer um exercício de admissão de hipóteses, apenas em meu nome e não em nome da DE nem do ME, baseado na minha experiência de vida, nas minhas leituras, em palestras a que assisti, algumas espíritas outras não. Hipóteses essas que não posso demonstrar a ninguém, nem a mim mesmo, em regra. O amigo também elabora determinadas hipóteses, com base na sua experiência humana e/ou nas informações que lhe chegam, não sei de que fontes.

De qualquer forma a DE não é interpretada por todos da mesma forma.

A doutrina espirita, na codificação, diz que a capacidade de o espírito exercer a vontade dele livremente, que denomina livre arbítrio, não é atribuída logo na criação do espírito. A capacidade de exercer a liberdade de decidir vai sendo atribuída, progressivamente, à medida que ele desenvolve as capacidades adequadas para tal.

Citar
OLE

122. Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência
de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum
princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra?

“O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si
mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito
. A causa não está nele, está fora dele, nas
influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.”

Todas as capacidades do espírito, em principio, lhe são atribuídas no acto da criação, imagino (digo imagino, porque isso não é explicito e claro, na DE). Ele tem o potencial para vir a ser um Espírito puro, logo à partida, mas esse potencial não está desenvolvido. É para desenvolver esse potencial que existe o processo de evolução. Também é preciso fazer a distinção entre a vontade do espírito e a vontade do homem, ou seja, do espírito encarnado. Podem haver decisões do nosso próprio espírito de que não temos consciência, imagino.

Podemos fazer uma analogia alegórica: a criança é um adulto em potencia. Mas necessita de algum tempo para se tornar um adulto. Entretanto, se esse crescimento se processa de forma corrente, a criança tem uma capacidade de decisão regulada pelos pais até que estes a consideram autónoma para conduzir a vida dela.

As diabruras das crianças pequenas podem levar a grandes sofrimentos, delas mesmas, ou dos outros. Todavia não passa pela cabeça de ninguém julgá-las judicialmente como adultos. Elas têm culpa, das diabruras que cometem, mas não têm consciência das consequências delas, nem da gravidade dessas consequências.

Se a lógica da DE é que todos os espiritos têm juízo e capacidade de decidir igual, desde que são criados até Espiritos puros, mas se os recém-criados ainda não desenvolveram as potencialidades que têm, se são "crianças espirituais" e são vistos como "adultos espirituais" a DE não tem lógica.

Citar
Conf: exato, e essa justiça não se revelará somente nessa igualdade pois, se houver sofrimento sem culpa, não será justiça. O somatório de todos os momentos de felicidade ou de infelicidade terá de ser, ao final, idêntico para todos.
     

O seu vicio de raciocínio é que o amigo pensa conhecer todos os momentos de felicidade e infelicidade do seu espírito imortal, milenar, ou dos outros espiritos. Mas só conhece uma ínfima parte, durante esta vida na Terra, e vistas da perspectiva do homem encarnado, sob a influência da carne, e não apenas do ponto de vista espiritual.

Bem haja       
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 23 de Novembro de 2014, 13:21
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Ref resp #11 em: 221114, Hoje às 21:16 Yacov

      Conf (msg anterior): o novo amigo deve ter-se equivocado pois, se conhece a codificação, sabe que doenças “cármicas” não são nem a minoria, nem a maioria das doenças; são “todas” elas.
....
      Yac: Aí depende do que o amigo entende por "doenças cármicas".

      Conf: meu jovem, como estamos num espaço espírita e a DE não adota o conceito de “carma”, peço-lhe, então, que substitua a expressão “doenças cármicas” pelo significado q lhe dá a suposição popular: "todas" as doenças consequentes de escolhas que, propositadamente, levem sofrimentos ao próximo.

      A lei de causa e efeito, vc sabe, não diferencia escolhas feitas em vidas passadas, ou há um segundo atrás. Logo, não me refiro a doenças consequentes de erros em vidas passadas, ou nesta.

      Me refiro à totalidade das doenças, afinal a "tudo", seja o que for, que traga sofrimentos aos humanos e/ou não humanos, à totalidade dos sofrimentos vindos das terríveis consequências da tb terrível lei divina de causa e efeito.

  .......................
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Novembro de 2014, 16:05
Olá grande Moisés

Citar
Se a dor é física não invalida a existência da dor emocional...
e se a dor é um efeito
há com certeza uma causa
material e ou psíquica....
que repercute no individuo

Concordo consigo, amigo. Também não acredito no acaso, ou seja, que há efeitos sem qualquer causa. Todavia há quem ponha isso em questão, até aqui no fórum, alegando que é o que diz a ciência. Todavia a ciência é toda baseada no pressuposto da existência de relações causa-efeito.

O problema é a identificação da causa. Daí é que nascem as polémicas.

Como sabe, eu divirjo das ideias espíritas no que diz respeito à causa de alguns fenómenos. Eu não acredito que nossos sofrimentos sejam devidos a uma questão de justiça divina, seja quem e como for que a coloque em prática. Sejam os espiritos, sejamos nós mesmos, seja Deus, seja quem for. Justiça divina, para mim, é o facto de Deus considerar todos os espiritos igualmente importantes, e não Deus a fazer acertos de contas entre os homens e/ou os espiritos. Sendo as leis da natureza que regem todos os fenómenos, tantos espirituais como materiais, elas são tão bem feitas que forçam naturalmente a justiça, isto é, a igualdade, entre os espiritos. Como é que essas forças actuam, isso é demais para a minha limitada inteligência.   

Vejo o sofrimento, seja de que ordem for, com o mesmo papel da dor física. Se dói é porque algo está mal em nós. É porque nos falta a saúde e é preciso intervir, se possível. Se o sofrimento é de natureza psicológica, a dor significa que estamos a escolher caminhos errados e que temos de corrigir a rota. Assim, o sofrimento é útil para corrigir cada espírito, pois é uma medida do erro.

Todavia, para além do sofrimento útil, inevitável e absolutamente necessário, ainda arranjamos sofrimentos que eram evitáveis dentro das nossas possibilidades. E, desta forma que eu penso, se a doença ou o comportamento errado cessa, a dor vai cessar, mesmo que não seja logo de imediato. Por exemplo, se agimos contra entidades vingativas, estamos sujeitos à vingança, por parte das mesmas. A doença pode deixar mazelas

Contudo a vingança não é justiça,muito menos justiça divina. É um mal que fazemos contra uma entidade, como retaliação de um mal que cremos nos ter sido feito por essa entidade. E o mal que fazemos é sempre um mal, seja a que titulo for.

Pode ser legitimo pedir reparação, isto é que nos fosse feito o bem suficiente para compensar um mal que nós fizemos. Mas isso só é legitimo se também nós procedermos às reparações que devemos aos outros. Porque se nos consideramos espiritos iguais, ou igualmente importantes, para Deus e para todos os efeitos, só há um peso e uma medida para todos. Por vezes talvez seja mais sensato perdoar e não pedir reparação...        

Mas não creio que o sofrimento seja propriamente uma pena de actos passados, em encarnações anteriores. Pode parecer assim, se as causas que levam ao sofrimento já existiam em encarnações anteriores e permanecem nesta. Continuamos na rota errada, a causa do erro não cessa. Mas, se a causa do erro cessou, na encarnação anterior, deve cessar o efeito.


Como já disse, exceptua-se o caso de termos feito mal a uma entidade vingativa que, na inferioridade moral dela não sossega enquanto não se vinga. Todavia, se acreditamos que entidades desencarnadas vingativas nos podem prejudicar, também podemos acreditar que entidades positivas nos possam ajudar a proteger da vingança, se nós não formos vingativos também. Mais uma vez, se nos consideramos espiritos iguais, ou igualmente importantes, para Deus e para todos os efeitos, só há um peso e uma medida para todos. As boas entidades não protegem da vingança entidades vingativas, imagino.

É normal que o desejo de vingança, sendo errado, e até estúpido, gere sofrimentos, porque a raiva pode afectar bem mais o raivoso do que a entidade objecto da raiva, até na nível de saúde física, quanto mais na saúde psíquica.   

Mas talvez existam entidades positivas a tentar inspirar a evolução de cada um de nós, independentemente de quem somos. Inspirando-nos a fé, a coragem, a paciência e a resignação. Inspiração que podemos perceber e resolver seguir ou não. A DE diz que sim: são os Anjos Guardiões.

De qualquer modo custa a compreender que exista tanto, tão intenso e tão cruel sofrimento na Terra. Para justificar isso só vejo uma causa: a Terra ser constituída  de entidades espirituais encarnadas, tão resistentes à evolução, que estagnam de tal modo que só por via do "chicote" sejam novamente motivadas a progredir. E o progresso é obrigatório, não é facultativo. A seu tempo tem de se dar queiramos ou não.   



Claro que as explicações e hipóteses atrás expostas são baseadas na DE. Na ideia de que somos seres espirituais imortais. Mas eu não tenho evidências confiáveis suficientes para me garantirem que assim é. É uma questão de fé e esperança, umas vezes mais forte, outras mais abalada. A dúvida nunca me larga. É a minha sombra negra... :)

Bem haja
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Olé em 24 de Novembro de 2014, 05:50
O observador é o observado

"Não trate o sofrimento como sua coisa preciosa particular. Ele é partilhado por toda a humanidade. Trate dele não como seu sofrimento particular, seu calmo sofrimento particular, mas como o sofrimento de todos os seres humanos, seja você homem ou mulher, rico ou pobre, sofisticado ou no ápice de sua excelência. Por favor, não trate de todos esses fatores como medo, prazer, sofrimento, amor, e assim por diante como alguma coisa separada de cada um. Você deve abordar essa coisa toda integralmente, não fragmentadamente. Se você aborda isto fragmentadamente, nunca vai resolvê-la. Assim, olhe para a ganância, dor, sofrimento, como um movimento integral de vida, não uma coisa diferente da vida. Essa é nossa vida diária. Para descobrir se há um fim para tudo isto – para a miséria, o conflito, dor, sofrimento e medo – a pessoa deve ser capaz de percebê-los, a pessoa deve ser capaz de estar consciente deles. Devemos compreender o que é percepção, como olhar. É o observador que olha para tudo isto – a pobreza, a solidão, a angústia, a incerteza, o sofrimento diferente de tudo isso ou ele é tudo isso? Vou explicar. Nós separamos o “eu”, que é o observador, daquilo que ele está observando. Eu digo, eu estou sofrendo e digo para mim mesmo que esse sofrimento deve acabar, e para acabar com ele, devo suprimi-lo, devo fugir dele, devo seguir certo sistema. Então, eu sou diferente do medo, do prazer, da dor, sofrimento. Você é diferente de tudo isso? Ou você pode pensar que existe alguma coisa em você que é totalmente diferente de tudo isso. Se você pensa isso, é parte do seu pensamento e, portanto não há nada sagrado aí. Então, é o observador diferente do observado? Quando você está furioso, invejoso, bruto, violento, você não é tudo isso? O meditador é a meditação. Por favor, senhor, pense nisto. O observador é o observado. Veja a importância disto. Antes, nós dividimos o observador do observado. Isso significa que existe uma divisão entre isso e o outro. Então, havia conflito. Você podia, assim, controlar isto, suprimir, brigar com isto, mas se você é isso, se você é o sofrimento, se você é o medo, se você é o prazer, você é a conglomeração de tudo isto. Perceber esse fato é uma tremenda realidade; portanto, não existe divisão e, portanto, não existe conflito; o observador é o observado. Então uma ação totalmente diferente acontece, uma ação química totalmente diferente acontece."

(Krishnamurti)
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Diegas em 24 de Novembro de 2014, 13:36
Olá !


Do Livro dos Espiritos:

Citar
'...Durante a vida, o corpo recebe as impressões exteriores e as transmite ao espírito por intermédio do perispírito, que constitui, provavelmente, o que se chama de fluido nervoso. Estando morto o corpo, nada mais sente, porque nele não há mais espírito nem perispírito...'


Fluido nervoso = duplo etérico, portanto, não confundir com Perispirito.


Se o organismo fisico sem o Perispirito e sem o Espirito nada sente, então, fácil deduzir que a origem de toda dor localiza-se no Perispirito- Espirito.



Abç

Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Diegas em 25 de Novembro de 2014, 09:34
 

'...Vejamos um exemplo: determinado Espírito comprometeu-se, em existências passadas, com o abuso de bebidas alcoólicas e cometeu falhas morais em virtude desse vício. Ele poderá reencarnar então com marcas nas áreas do perispírito que são responsáveis pela vitalização do aparelho digestivo. Essas marcas estarão criando uma predisposição ao aparecimento de enfermidades, como a gastrite crônica ou disfunções hepáticas. Assim, o Espírito reencarna com “pontos fracos” em seu perispírito, que determinam os órgãos que estarão mais predispostos a adoecer. Se o Espírito vai enfermar, ou não, isso dependerá, naturalmente, do estilo de vida e da conduta moral que adotar enquanto encarnado....'

Olá !

A lei de causa-efeito - conhecido pelos orientais como Carma - é a lei benfeitora que indica o caminho certo ao viajante despreocupado ou teimoso, corrigindo-lhe os passos titubeantes e os desvios perigosos, a fim de ajustá-lo mais depressa à sua ventura imortal.

A nossa Humanidade já se encontra suficientemente esclarecida para compreender que o sofrimento decorre das suas infrações contra a Lei que justamente opera em seu favor, uma vez que Jesus já deixou elevados ensinamentos que marcam o roteiro para o homem viver em perfeita harmonia.

- Jamais se justificam as reclamações humanas sob o pretexto de qualquer injustiça divina !

- Mesmo a ignorância da Lei não é motivo para o infrator se eximir de sua responsabilidade !

Deus não é um cérebro atento e implacável que intervenha punitivamente quando cometemos equívocos. O pagamento do 'ceitil-por-ceitil' é efetuado automaticamente pelo próprio Espírito faltoso. E, se o Espirito se sujeita a dor e ao sofrimento é por que costuma entrar em conflito com as regras que dirigem a sua ascensão espiritual. Então há de sofrer a ação contrária, da Lei, assim como a criança que queima a mão no fogo, não porque este seja vingativo e a castigue.


Enfim, não culpemos a Deus e nem a qualquer 'destino' injusto e fatídico inventado por algum doutor ou sacerdote !



Abç
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Novembro de 2014, 13:57
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Olá grande Moisés

Citar
Se a dor é física não invalida a existência da dor emocional...
e se a dor é um efeito
há com certeza uma causa
material e ou psíquica....
que repercute no individuo

Concordo consigo, amigo. Também não acredito no acaso, ou seja, que há efeitos sem qualquer causa. Todavia há quem ponha isso em questão, até aqui no fórum, alegando que é o que diz a ciência. Todavia a ciência é toda baseada no pressuposto da existência de relações causa-efeito.

Olá Vitor
Abraços!
Muito bem observado de sua parte
pois que avançam os cientistas em suas explicações para as comunidades com estes princípios como você bem elucida ...observam e aplicam, exercem e "textuam" , decodificam e expõem, os próprios exercícios, obedecendo fielmente estes princípios desta relação; "causa-efeito"
para a própria validade do que apresentam

Citar
O problema é a identificação da causa. Daí é que nascem as polêmicas.

Sim
Concordo com a sua observação
Uma outra importante observação,
Pois que precisamos aprender a ver e a analisar o que vemos...tem-se que ter um bom conhecimento...
para expor uma conclusão sobre causas
Citar

Como sabe, eu divirjo das ideias espíritas no que diz respeito à causa de alguns fenômenos.
Eu não acredito que nossos sofrimentos sejam devidos a uma questão de justiça divina, seja quem e como for que a coloque em prática.
Sejam os espíritos, sejamos nós mesmos, seja Deus, seja quem for.

Parece-me ai que a questão não é a causa em si, pois sabemos que barco furado não navega muito longe...
Mas a importância de saber expor a justiça Divina
Será que ela é meramente um composto químico que reage desta ou daquela maneira de conformidade com o que carregamos em termos de elementos?
Há também, não deixemos de nos esquecer, uma intervenção que atua...que auxilia..que acentua...
e trás a nós , provas no que tange a conclusão de que, há uma ação inteligente, que interfere nos efeitos...
provocando surpresas e diferenças em determinados casos que muito se parecem.
Nós ainda temos um forte misto de curiosidade com tentativa de acerto para uma condenação...acusação.
Se evidenciássemos a pesquisa para obtermos maiores recursos para o auxilio
teríamos mais êxitos.

Citar
Justiça divina, para mim, é o facto de Deus considerar todos os espíritos igualmente importantes, e não Deus a fazer acertos de contas entre os homens e/ou os espíritos. Sendo as leis da natureza que regem todos os fenômenos, tantos espirituais como materiais, elas são tão bem feitas que forçam naturalmente a justiça, isto é, a igualdade, entre os espíritos. Como é que essas forças actuam, isso é demais para a minha limitada inteligência.   
Bom!
Penso também assim,que Deus considera sim, toda a sua criação importante e não somente os homens
Pois que não seria Absolutamente misericordioso
Tudo em Deus é importante
Tanto que aos olhos da DE...não há penas eternas
É tão justo que toda avaria que ocorre onde manifesta a vida...há uma manifesta reação de dor, de interrupção, de prejuízo, de danos a qualquer organismo que seja...provando este magistral elemento, se assim o posso dizer, para o fluído vital, onde quer que ele seja utilizado...há uma exigência para uma organização e permanência a altura de ação, Caso contrário, o organismo fale.

peso sim que somos iguais, uns aos outros no que concerne a Deus, mas no que se refere a nós
temos diferenças, tanto que identificado pelo próprio homem, surge as diferentes capacitações e aplicações do atributo; A inteligência.
Pensemos seriamente neste fator preponderante em cada um de nós!

Vejo o sofrimento, seja de que ordem for, com o mesmo papel da dor física. Se dói é porque algo está mal em nós. É porque nos falta a saúde e é preciso intervir, se possível. Se o sofrimento é de natureza psicológica, a dor significa que estamos a escolher caminhos errados e que temos de corrigir a rota. Assim, o sofrimento é útil para corrigir cada espírito, pois é uma medida do erro.

Citar
Todavia, para além do sofrimento útil, inevitável e absolutamente necessário, ainda arranjamos sofrimentos que eram evitáveis dentro das nossas possibilidades. E, desta forma que eu penso, se a doença ou o comportamento errado cessa, a dor vai cessar, mesmo que não seja logo de imediato. Por exemplo, se agimos contra entidades vingativas, estamos sujeitos à vingança, por parte das mesmas. A doença pode deixar mazelas

Sim
Eliminando a causa
tende perfeitamente a eliminar o efeito
bem colocado.

Também venho aprendendo por este caminho
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Novembro de 2014, 14:37

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Contudo a vingança não é justiça,muito menos justiça divina. É um mal que fazemos contra uma entidade, como retaliação de um mal que cremos nos ter sido feito por essa entidade. E o mal que fazemos é sempre um mal, seja a que titulo for.

Sim
Perfeito
A vingança é uma má atitude do homem
jamais uma justiça divina
Não envenenemos as coisas divinas
com nossas chulas interpretações

Citar
Pode ser legitimo pedir reparação, isto é que nos fosse feito o bem suficiente para compensar um mal que nós fizemos. Mas isso só é legitimo se também nós procedermos às reparações que devemos aos outros. Porque se nos consideramos espiritos iguais, ou igualmente importantes, para Deus e para todos os efeitos, só há um peso e uma medida para todos. Por vezes talvez seja mais sensato perdoar e não pedir reparação...  

Sim concordo
os nossos desejos de reparação podem sim apenas em implicar ao nosso ofensor o desejo de ve-lo sofrendo,
sendo humilhado...
Isto sim é hipocrisia
também concordo que temos que nos avaliar
pois que perdoar é o essencial.
Haja visto
a oração dominical.

Mas não creio que o sofrimento seja propriamente uma pena de actos passados, em encarnações anteriores. Pode parecer assim, se as causas que levam ao sofrimento já existiam em encarnações anteriores e permanecem nesta. Continuamos na rota errada, a causa do erro não cessa. Mas, se a causa do erro cessou, na encarnação anterior, deve cessar o efeito.


Citar
Como já disse, exceptua-se o caso de termos feito mal a uma entidade vingativa que, na inferioridade moral dela não sossega enquanto não se vinga. Todavia, se acreditamos que entidades desencarnadas vingativas nos podem prejudicar, também podemos acreditar que entidades positivas nos possam ajudar a proteger da vingança, se nós não formos vingativos também. Mais uma vez, se nos consideramos espíritos iguais, ou igualmente importantes, para Deus e para todos os efeitos, só há um peso e uma medida para todos. As boas entidades não protegem da vingança entidades vingativas, imagino.

Pois é!
se queremos atrair entidades boas
tornemo-nos bons

Compreendamos que em muitos casos
o auxilio nos chega
pelos recursos de nossas próprias apelações
cansamo-nos destes ciclos viciosos
e rogamos auxilio a misericórdia Divina
e esta nos chega com a necessidade em muitos casos,
da exclusão dos direitos que tínhamos e outrora abusamos.

Para aprender a praticar algo que nos deixará e tornará melhores
será preciso prestar boa atenção
e abrir mãos de algumas preocupações e ou ocupação que no momento nos  submetemos...
Bastante doido certas dietas
Mas precisas.
Citar
É normal que o desejo de vingança, sendo errado, e até estúpido, gere sofrimentos, porque a raiva pode afectar bem mais o raivoso do que a entidade objecto da raiva, até na nível de saúde física, quanto mais na saúde psíquica.   
Sim
O homem irado
por mais que ataca o próximo
também se ataca
...envenenando  a si mesmo
prova constantemente do veneno que ele mesmo destila
em suas entranhas
quer seja orgânica e ou psíquica.
bem colocado.
Citar
Mas talvez existam entidades positivas a tentar inspirar a evolução de cada um de nós, independentemente de quem somos. Inspirando-nos a fé, a coragem, a paciência e a resignação. Inspiração que podemos perceber e resolver seguir ou não. A DE diz que sim: são os Anjos Guardiões.

Informações validas e precisas
e contidas não somente na codificação espírita
mas escancarada em todas as boas religiões e filosofias positivas.
isso mesmo.

Citar
De qualquer modo custa a compreender que exista tanto, tão intenso e tão cruel sofrimento na Terra. Para justificar isso só vejo uma causa: a Terra ser constituída  de entidades espirituais encarnadas, tão resistentes à evolução, que estagnam de tal modo que só por via do "chicote" sejam novamente motivadas a progredir. E o progresso é obrigatório, não é facultativo. A seu tempo tem de se dar queiramos ou não.   

Outra importante observação
muito bem colocado a nós por Jesus e contida na Doutrina dos Espíritos...

Adverte claramente aos teimosos retardatários.


Citar
Claro que as explicações e hipóteses atrás expostas são baseadas na DE. Na ideia de que somos seres espirituais imortais. Mas eu não tenho evidências confiáveis suficientes para me garantirem que assim é. É uma questão de fé e esperança, umas vezes mais forte, outras mais abalada. A dúvida nunca me larga. É a minha sombra negra... :)

Bem haja

Sim
Mas
se observares bem
estas dúvidas o levaram a concluir em acerto
uma bela instrução
Logo
Uma excelente nuvem resplandecente

Avancemos
Abraços
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 25 de Novembro de 2014, 16:42
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #6 em: 211114, 19:25, de Norizonte.

      Conf (msg anterior):... seja doença mental ou cerebral, para a doutrina espírita a causa é a mesma: ressarcimento de débitos passados,... sofrimentos impostos pela lei de causa efeito para punir o infrator da lei de Deus pois, conforme a DE, “o homem sempre será punido em tudo aquilo em que pecou”.

      Norizonte comentou: Nossa meu amigo, mas será que os Espíritas, ou todos eles pensam assim como o amigo descreve, para que seja feita uma generalização assim com tanta certeza? não existe meio termo, ou é 8 ou 80; ou melhor, parece, pela sua descrição que é sempre 80.

      Conf: é claro que nem todos pensam assim, mas não é q não pensam "assim como “eu” penso", mas como a “doutrina” pensa; vc mesmo está sendo um exemplo disso! Está duvidando do q eu coloquei, e coloquei exatamente o q a doutrina pensa!

      Agora, saber, meu jovem, se há meio termo, só consultando a codificação. E se vc estranha o q coloquei, não deve estranhar, pq é exatamente o q a doutrina ensina. Se vc estranhar a doutrina, tem q se livrar dessa estranheza, senão nunca vai compreendê-la!

      Noriz: Causa... ressarcimento de débitos passados.. (e missão, expiação no sentido de passar por vicissitudes, isso não pode ser?);

      Conf: pode, e é exatamente isso q coloco em todas minhas respostas em que cabe essa colocação! Vc mesmo deve ser testemunha disso, pois já coloquei essa explicação em mais de uma msg para vc! Se nessa não coloquei foi pq, para mim, aqueles a quem me dirijo já as conhecem de tanto q aqui são referidas e pq, para quem estuda a DE, lá estão bem claras.

      Noriz: Punir infrator? (Que Deus vingativo! ou será que nós mesmos nos punimos, já que ao não avançarmos nossa própria consciência nos acusa e assim poderíamos escolher provas que nos fizessem evoluir?).

      Conf: opa! meu jovem! Essas não são palavras minhas; são exatamente palavras da doutrina.

      Mas, Noriz, tem certeza de q a doutrina lhe ensinou que nós mesmos nos punimos?! Na doutrina está bem claro: a lei de Deus nos pune sempre qualquer deslize que, conscientemente, cometemos; e, sem dúvida, a lei de Deus é Deus, como a lei do governo, q nos cobra impostos escorchantes, é o governo q está cobrando impostos escorchantes.

      Deus criou leis punitivas, mundos para punição dos que as transgridem, mundos a que a DE chama de “prisões” ou “locais de castigos” e penalidades que, para quem as sofre, podem parecer eternas, exigirem multiplicadas encarnações, a se estenderem por milhões de anos! Será q estamos falando de espiritismos diferentes?!

      Noriz: Ainda que como humano eu não tenha qualquer vontade de sofrer, mas pelo menos a teoria não indica que seja só assim.

      Conf: a qual teoria vc se refere, Noriz? Se se refere a da doutrina, meu amigo, por ela todos os que sofrem, sofrem pq escolhem praticar ações q, afinal, os fará sofrer, não concorda?!

      E, sem dúvida, só desequilibrados mentais, dementados e assemelhados, como os masoquistas, escolhem fazer coisas como essas! Mas, se vc diz que a teoria não indica q seja só assim, diga-nos, então, como é q a teoria diz q é. E qual teoria é essa, q a espirita, não é!

      Noriz: Todos que conhecemos e que sofrem tormentos então identificaríamos sempre como réprobos de outras vidas?

      Conf: observe q eu não coloquei “outras vidas”; coloquei “débitos passados”! E o passado conta a partir de séculos, de ontem, de hoje, de um instante atrás... certo?

      Noriz:... não seria até uma indiscrição se fosse assim? Enquanto os felizes na terra seriam os Espíritos mais avançados?

      Conf: não sei! Desconheço, pois nada encontrei na DE a respeito!

      Noriz: Comece por Jesus, que contas ele tinha que acertar com Deus? Não poderia ter outro sentido o sofrimento dele?

      Conf: sim, e esse outro sentido vc mesmo já o lembrou acima: missão assumida! Não é isso, tb, q a doutrina diz?

      Abç.

............................
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Moises de Cerq. Pereira em 25 de Novembro de 2014, 23:04
Pensemos !

Como que um ser impossibilitado de trabalhar, impossibilitado de aprender, impossibilitado de se relacionar com o meio...impossibilitado de se avaliar a si mesmo e a empreitada que se lhe deparara...Como  que alguém escravizado sem direito a liberdade de ação e escolha....sem direito do próprio juizo.....poderá estar pagando ou começar a pagar alguma coisa??

Pensemos bem e  não acusemos a DE de ser incoerente

Uma coisa é  estar se recuperando
outra coisa é estar impossibilitado e
uma
outra coisa é estar pronto para pagar
o que se deve

será assim?
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 28 de Novembro de 2014, 20:27
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #20 em: 251114, às 14:37, de Moisés de Cerq

      Meus amigos, sem dúvida, a DE é sábia ao aconselhar q raciocinemos para compreendê-la. Assim, convido-os a raciocinar qto ao conteúdo desta “conversa” do Moisés com o Vitor, que contém muitas coisas a exigirem raciocínio.
....
      Vitor (msg anterior): Contudo a vingança não é justiça... divina. É um mal que fazemos contra uma entidade, como retaliação de um mal que cremos nos ter sido feito por essa entidade.

      Conf: comecemos o raciocínio: se todos os efeitos, conforme ensina a doutrina, têm suas causas, qual é a causa de crer q outra entidade nos fez o mal? De sermos facilmente enganados em nossos julgamentos? O que é que nos fez assim? Nós mesmos, ou a escola q Deus nos deu para nela nos livrarmos das imperfeições q, de início, não tínhamos nenhuma?

      E estranhamente, para mim, é exatamente para a escola da vida, onde aprendemos a nos encher das mais monstruosas imperfeições, q Deus nos manda para aprendermos a nos libertar das imperfeições!! Este é um ensinamento, para mim, incompreensível!     

      Moisés (m ant):... Perfeito! Não envenenemos as coisas divinas com nossas chulas interpretações.

      Conf: e qual é a causa de fazermos “chulas interpretações”, de, como coloquei acima, nos enganarmos tantas vezes em nossas interpretações das coisas...? Nós mesmos nos fizemos assim, sujeitos a enganos e a fazer más interpretações? Ou é a vida q nos faz assim? Se é a vida q nos faz como somos, qual será a justificativa para nossos sofrimentos, se a DE afirma q sofremos pelo mal q fazemos?

      Vitor (m ant):... Por vezes talvez seja mais sensato perdoar e não pedir reparação... 

      Conf: sem dúvida, Vitor, mas como é q podemos perdoar a quem quer q seja, se perdão não é, apenas, dizer da boca para fora “eu te perdoo!”, e se nem mesmo sabemos como fazer para q exista amor em nosso íntimo, para q nosso perdão possa existir?

      Moisés (m a):... Também concordo que temos que nos avaliar pois que perdoar é o essencial. Haja visto a oração dominical. Mas não creio que o sofrimento seja propriamente uma pena de actos passados, em encarnações anteriores.

      Conf: amigo Moisés, sem dúvida “perdoar é essencial”, é extremamente necessário, tanto para quem perdoa, qto para quem é perdoado. Mas perdão verdadeiro exige amor, e onde está o ensinamento, ou quem nos ensine “como fazer” para amar, “como fazer” para ter amor no coração, para q nosso perdoar não seja hipocrisia apenas?

      E qto ao final de seu comentário acima: o sofrimento, ensina a DE, é imposto pela lei de causa e efeito, mas não é produto de deslizes nossos só de encarnações passadas, mas tb de nosso passado nesta mesma encarnação!

      Vitor (m ant): Como já disse, exceptua-se o caso de termos feito mal a uma entidade vingativa que, na inferioridade moral dela não sossega enquanto não se vinga.

      Conf: não entendi bem o q o Vitor disse logo acima, mas pergunto: qual é a causa de uns de nós  serem vingativos e outros não, se éramos perfeitamente iguais no ato da criação?

     Moisés (m a): Se queremos atrair entidades boas tornemo-nos bons.

      Conf: pois é, meu amigo, vc está vendo? É tão fácil dizer, e todos, religiões e religiosos, sempre estão dizendo: “o q fazer”, como vc está dizendo: “tornemo-nos bons”! Más “nunca” dizem, e vc disse, “como fazer” isso e não dizem pq não sabem...

      Então, como acima vc escreveu “tornemo-nos bons”, como é q aquele que não é bom deve fazer para se tornar bom? Onde está a “dica” que nos faça ser bons?

      E se de início, não éramos nem bons, nem maus, o q é q nos torna maus para q, agora, tenhamos de inverter a situação e nos tornarmos bons? Qual é a explicação q a doutrina dá?

      Vitor (m ant): É normal que o desejo de vingança, sendo errado, e até estúpido, gere sofrimentos, porque a raiva pode afectar bem mais o raivoso do que a entidade objecto da raiva, até na nível de saúde física, quanto mais na saúde psíquica.   

      Conf: e, meu amigo, se é assim, pq é que nós, espíritos criados por Aquele q é Sabedoria, somos tão destituídos de inteligência q não percebemos que esses sentimentos de vingança podem nos prejudicar mais do q a nossos desafetos? E os continuamos alimentando?

      Vitor (m ant): De qualquer modo, custa a compreender que exista tanto, tão intenso e tão cruel sofrimento na Terra.

      Conf: sem dúvida, Vitor, sobretudo tendo em vista a afirmação q Deus é Amor. Aí está mais um ponto raciocinar: terá o processo evolutivo, criado por Aquele que é Amor e Justiça, como método mais eficiente o fazer sofrer, e como vc mesmo disse, e como a vida nos mostra, cruelmente?

      Mas se o objetivo da doutrina e da vida é o atingimento do aperfeiçoamento moral q, afinal, se resume em amor verdadeiro para todos, sem exceção, o fazer q se sofra de modo desesperador ensina o sofredor a amar!? Ou ensina a odiar?

      Vitor (m a): Para justificar isso só vejo uma causa: a Terra ser constituída de entidades espirituais encarnadas, tão resistentes à evolução, que estagnam de tal modo que só por via do "chicote" sejam novamente motivadas a progredir. E o progresso é obrigatório, não é facultativo. A seu tempo tem de se dar queiramos ou não.

      Conf: teria Deus nos criado tão resistentes à evolução e tão néscios q preferimos passar por sofrimentos insuportáveis, muitas vezes por multiplicas encarnações a se estenderem por milhões de anos, como diz a DE, em vez de evoluir?! Se Deus é perfeição, amor, justiça e sabedoria/inteligência, pq é q nós, seus filhos, somos talvez exatamente o seu oposto: maldade, injustiça, ininteligência, imperfeição? Nós mesmos, de livre vontade escolhemos ser assim? Escolhemos sofrer em vez de escolher não sofrer?!

      Moisés (m a): Outra importante observação muito bem colocada a nós por Jesus e contida na Doutrina dos Espíritos... Adverte claramente aos teimosos retardatários.

      Conf: aí esta outra coisa a raciocinar: Deus nos criou teimosos ou o q foi que fez isso? Preferimos ser retardatários e, consequentemente, sofrer, do q deixarmos de ser teimosos e, consequentemente, sermos mais felizes? Qual a explicação para isso?

      Vitor (m a): Mas eu não tenho evidências confiáveis suficientes para me garantirem que assim é. É uma questão de fé e esperança, umas vezes mais forte, outras mais abalada. A dúvida nunca me larga.     

      Conf: sim, e como todas as outras coisas mais, uma questão de fé e esperança que não dependem de vc, mas do q avida ensina para vc. Do mesmo modo, crer ou não crer não depende de vc; vc até pode dizer que dependem de seu esforço, de sua necessidade de entender, de seus estudos e questionamentos para vc mesmo e para o q vê na vida; mas, se vc bem observar, verá q  nada disso depende de vc, nem sua curiosidade, nem suas dúvidas, nem seu raciocínio, nem seu entendimento...

      Amigos, temos de raciocinar sim, e profundamente, como a doutrina manda!
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Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Novembro de 2014, 23:24
Olá amigo Iconforjr

Há tanto tempo que leio o que o amigo diz, sem compreender o que diz, o que parece ter uma explicaçao:  damos interpretações diferentes à língua portuguesa, tratando-se de um problema de comunicação e não do conteúdo que essa comunicação visa trocar. Trata-se de um dialogo de cegos, surdos e mudos. Se pretende que comuniquemos consigo, não se pode limitar a fazer perguntas, mostrando, com elas, que a visão da vida das outras pessoas está errada, e por isso, não dá resposta a várias questões. Se quer conversar, e não desconversar, deve apresentar o modelo da realidade da vida que está na base dos seus raciocínios, de modo a podermos compreende-lo, se é esse o seu objetivo.

Bem haja
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Olé em 29 de Novembro de 2014, 17:10
Doença mental ou doença cerebral?

Doença mental ou cerebral são a mesma coisa e a causa é só uma; o pensamento. O pensamento é o único responsável por todas as misérias, doenças e sofrimentos da humanidade.
Se o humano perceber isto através da atenção, livra-se de tudo isso: porque compreende que ele não é o pensamento. Ele é quem vê o pensamento aparecer, e aqui é a única escolha verdadeira que tem, o único livre-arbítrio, e escolhe dar-lhe atenção ou não.
Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 30 de Novembro de 2014, 22:18
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #22, em: 251114, 23:04, de Moisés de Cerq.

      Moisés escreveu: Pensemos ! Como que um ser impossibilitado de trabalhar, impossibilitado de aprender, impossibilitado de se relacionar com o meio... impossibilitado de se avaliar a si mesmo e a empreitada que se lhe deparara... Como que alguém escravizado sem direito a liberdade de ação e escolha... sem direito do próprio juizo... poderá estar pagando ou começar a pagar alguma coisa??

      Pensemos bem e não acusemos a DE de ser incoerente.

      Uma coisa é estar se recuperando outra coisa é estar impossibilitado e uma outra coisa é estar pronto para pagar
o que se deve.

      Será assim?
....

      Conf: olá amigo Moisés, não entendi bem sua resp acima, mas me pareceu que contém coisas interessantes de serem discutidas aqui no Fórum. Sendo assim, e embora vc não tenha indicado a que msg anterior sua resposta se refere, lhe peço que, se tiver um tempinho, esclareça o q quis dizer com sua msg q, talvez, daí, venham boas lições para os que estudam a Doutrina.

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Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 30 de Novembro de 2014, 23:15
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #2 em: 201114, 17:31 Hélio Carneiro.

      Hélio comentou: Tema muito complexo. Emmanuel definiu a mente como "espelho da alma", em seu livro "Pensamento e Vida". Na verdade a mente não é a alma, mas é fruto dela. Não está no cérebro, mas no períspirito, que reflete as disposições do Espirito eterno.
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      Conf: considerando o q disse o amigo Hélio, tenho de colocar algumas perguntas. Dizer “a mente é fruto da alma” significa que a mente é produzida ou tem origem na alma, é isso? Que a mente mostra o q é a alma (ou o espirito)?

      Mas, se é a mente q raciocina, q pondera, imagina, planeja, tem vontades, desejos, decisões, e se é a mente quem faz as escolhas, ela opera a partir de onde, e com que ferramentas?

      Sem dúvida, suas ferramentas são os pensamentos! Mas, e os pensamentos são verdadeiramente nossos? Se não forem nossos, não poderemos dizer q nossa mente é o “espelho de nossa alma”, pois são eles que nos levam a ter vontades, desejos, a decidir, a escolher, concordam e, se não forem nossos, não serão verdadeiramente nossos os desejos, vontades que temos, nem as decisões e escolhas que fazemos!!!

      Afinal, de onde vêm os pensamentos, q surgem e se vão qdo menos esperamos, e independentemente de nossa vontade, de nosso desejo, q nos trazem alegrias, bem estar, ou nos perturbam com tristezas, mal estar e remorsos? São realmente nossos os “nossos” pensamentos?! Os pensamentos q povoam nossa mente? Que chegam e se vão em todos os instantes?

      Observem q os pensamentos não surgem, não têm origem em nós, mas, sempre, em algo que ocorre fora de nós, em eventos exteriores, q nossos canais de relacionamento com o mundo, os sentidos, captam ou percebem! Pensamentos são reações de nosso mundo interior, provocadas por ações ocorridas em nosso mundo exterior, e captadas de conformidade com a nossa sensibilidade.

      E, agora, como podemos dizer q os nossos desejos, as vontades, as decisões e, em consequência, as escolhas que fazemos são nossas, se tudo isso se origina dos pensamentos, mas estes não se originam de nós?!

     Aí está uma questão importante para ser raciocinada por todos os que querem entender a doutrina!

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Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: lconforjr em 07 de Dezembro de 2014, 16:32
Re: Doença mental ou doença cerebral?

      Referencia resp #18 em: 251114, 09:34, de Diegas

      Diegas (resumi o q ele escreveu):... a lei de causa-efeito é benfeitora, pois indica, para os espíritos, o caminho certo, e os corrige dos erros q praticam por serem despreocupados e teimosos, a fim de ajustá-los mais depressa à sua ventura imortal.

      Conf: meu amigo Diegas; como a DE manda ter uma “fé raciocinada”, sou forçado a trazer algumas questões para que raciocinemos a respeito do q vc escreveu, sempre me apoiando na verdade inquestionável de q "todos os efeitos têm suas causas":
      (Obs: no texto "pq" igual a "qual é a causa de"). 
     
      - e pq essa lei, criada por Aquele q é amor e misericórdia, tem de se manifestar por sofrimentos terríveis, desesperadores e insuportáveis, sofrimentos q atingem a todos nós, sem exceção de um só?

      - e pq uns são “despreocupados e teimosos”? Escolhem ser assim? E pq outros não são assim?

      - e se o processo evolutivo nos corrige a fim de “nos ajustar mais depressa à nossa ventura imortal”, qual e a causa de termos ficado “desajustados”? Já viemos desajustados desde q Deus nos criou?

      - e se não somos criados já desajustados, como entender q, depois, nos desajustamos, se não existe retrocesso moral? Não é retrocesso moral estar, inicialmente, numa condição de livre de desajustamentos, e depois passar para uma condição necessitada de ser ajustada?

      - se, como vc diz, nós já nos encontramos suficientemente esclarecidos para compreender que o "sofrimento decorre das nossas infrações contra a Lei, pois Jesus já nos fez ver isso com seus elevados ensinamentos", qual será sua explicação para o fato de continuarmos transgredindo a Lei e de não atendermos aos ensinamentos de Jesus?

      - pq, podendo escolher não transgredir a Lei e atender os ensinamentos de Jesus, e ser, em consequência, mais felizes, qual é a causa de escolhermos o contrário disso e, consequentemente, escolhermos ser tão infelizes?

      - como dizer q os homens já se encontram esclarecidos a respeito disso, se há muitos q nem acreditam em Deus, nem em suas leis, nem em Jesus? Se há tantas religiões q nada esclarecem sobre isso, havendo até mesmo quem afirme q fazer aquilo q consideramos o mal, maldade, merece recompensa?!

      Diegas: Jamais se justificam as reclamações humanas sob o pretexto de qualquer injustiça divina !

      Conf: aqui preciso perguntar: e qual é a justificativa para os sofrimentos dos homens?...

      Diegas: Mesmo a ignorância da Lei não é motivo para o infrator se eximir de sua responsabilidade!

      Conf: sinto, Diegas, mas aqui não entendi o que vc quis dizer, pois está afirmando q a Lei de Deus age do mesmo modo q um inflexível e poderoso déspota, como um ditador q responsabiliza e pune até mesmo aqueles q ignoram q o q fazem é errado; q Deus penaliza mesmo aqueles que fazem alguma coisa acreditando q o que estão fazendo é o correto a fazer, pois ignoram a Lei!

      - E tenho de perguntar: e sendo assim, onde estará aquela perfeita justiça divina, se  a lei de Deus (Deus mesmo) pune aquele que erra acreditando que está acertando?

      Diegas: O pagamento do 'ceitil-por-ceitil' é efetuado automaticamente pelo próprio Espírito faltoso.

      Conf: me perdoe o amigo, mas não é esse o ensinamento da doutrina. Pela doutrina, Deus criou leis punitivas e mundos de castigos, para os q as desrespeitam; Sua lei pode nos  trazer consequências terríveis, sofrimentos torturantes e nos fazer sofrer por “multiplicadas encarnações a se estenderem por milhões de anos”, tão longas q, aos que as sofrem, lhes parecerão “penas eternas”!

      Diegas: E, se o Espirito se sujeita a dor e ao sofrimento é por que costuma entrar em conflito com as regras que dirigem a sua ascensão espiritual. Então há de sofrer a ação contrária, da Lei, assim como a criança que queima a mão no fogo, não porque este seja vingativo e a castigue.

     Conf: e qual é a causa de os espíritos, nós mesmos, nos “acostumarmos” a entrar em conflito com as regras q dirigem nossa ascensão espiritual? Seremos todos nós, criaturas daquele que é Sabedoria, Inteligência, tão destituídos de inteligência, possuidores de mente tão imbecil que, podendo escolher não entrar em conflito com essas regras e, consequentemente, ser mais felizes, propositadamente, escolhemos entrar em conflito com elas e, consequentemente, ser sujeitos a esses sofrimentos desesperadores e insuportáveis que vemos no mundo?!! Seremos todos nós, criaturas q aquele q é Perfeito criou, masoquistas?

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Título: Re: Doença mental ou doença cerebral?
Enviado por: Vitor Santos em 08 de Dezembro de 2014, 09:35
Olá amigo Olé

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Doença mental ou cerebral são a mesma coisa e a causa é só uma; o pensamento. O pensamento é o único responsável por todas as misérias, doenças e sofrimentos da humanidade.
Se o humano perceber isto através da atenção, livra-se de tudo isso: porque compreende que ele não é o pensamento. Ele é quem vê o pensamento aparecer, e aqui é a única escolha verdadeira que tem, o único livre-arbítrio, e escolhe dar-lhe atenção ou não.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/doenca-mental-ou-doenca-cerebral/15/#ixzz3LIMUawwG

O amigo importa-se de definir o que quer dizer com "pensamento", que se pode evitar?

Ao escrever o seu post, o amigo não pensou?

Há uma forma de viver neste corpo material em que a pessoa não pensa (não raciocina?).



Não sei se é o seu caso, mas grande parte das pessoas que falam como o amigo partem do principio de que somos espiritos imortais, partes de Deus, ou seja lá o que for, a viver uma experiência virtual e que o corpo de carne, na realidade, não existe. Daí a nossa vida ser um reflexo da forma como estamos envolvidos nessa experiência.

Para mim, para a ciẽncia, para a maioria das pessoas (imagino), contudo, a existência da matéria, do corpo de carne, é uma evidência extremamente confiável. O grau de certeza de existência da matéria é incomparávelmente maior ao grau de certeza da existência de Deus, do espirito, de quaisquer seres espirituais.

Se houver um dia, antes de eu desencarnar, que o meu corpo de carne seja capaz de atravessar uma parede compacta e homogénea de betão forte, então eu acreditarei nessa teoria de que a matéria realmente não existe e imaginar-me-ei como um espirito dentro de uma "máquina de realidade virtual", que simula a realidade material. Até lá imagino-me ao contrário: o corpo de carne é uma máquina real, e não virtual, em que o espirito imortal está enjaulado. Mas, mesmo assim, tenho dúvidas se não seremos apenas o corpo de carne, e nada mais, apesar das várias evidências que nos apontam uma realidade alternativa. Não porque essas evidẽncias são ilusões ou fraudes (apesar que também há disso...), mas porque não sei se estamos a interpretar e a explicar correctamente esses fenómenos.

Há um motivo possivel para a fraude: ganhar dinheiro à custa da superstição e crendice alheia; muitas vezes os homens são mentirosos e não são fiáveis, sobretudo quando se trata de vender e ganhar dinheiro ou outras formas de remuneração. E de forma cada vez mais sofistificada. Por isso, para mim, tudo o que serve para obter lucros materiais, de qualquer espécie é mais suspeito do que aquilo que é gratuito.   

Bem hajam
Título: Como escapar à doença
Enviado por: xion em 26 de Maio de 2016, 20:09

O que aconteceu nos casos em que as pessoas recuperaram de doenças muito graves?


Essas pessoas admitem que mudaram o seu modo de ver a vida. A doença alertou-as para a necessidade de reforma íntima. Esta ocorreu, o perispírito reorganizou-se, as células do corpo assimilaram a nova reorganização, houve incremento da eficácia dos tratamentos e a doença desapareceu.


Sinopse in Em busca da Verdade (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL2J1c2NhLWRhLXZlcmRhZGUuYmxvZ3Nwb3QucHQv)