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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 29 de Março de 2020, 23:49

Título: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 29 de Março de 2020, 23:49
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     
Deus, nós e o coronavírus



Irmãos e irmãs: estejamos com Jesus, sempre.

Minha família e o filho casado estamos confinados, há dias, cada um em sua casa, por causa do coronavírus...

— Fazer o quê?

Essa pergunta, tão sintética, esconde a resposta, com o bom senso tentando dizer-nos que o principal a fazer é VIVER!

Viver e ORAR! Isso, porque outra não é a razão e a melhor forma de estar na Vida, aqui, a bordo da nossa existência terrena.

Para viver no planeta Terra, não há ninguém que possa dispensar, pouco ou muito, o apoio ou a companhia de outrem. Ninguém! Nem mesmo o eremita, lá no quase inacessível alto da montanha, ou no interior de uma gruta: como decidiu pela clausura e imobilidade, espontâneas, nada faz para saciar suas necessidades orgânicas, por exemplo: alimentar-se. Se ninguém atendê-lo, a breve tempo morrerá de fome... Seja por troca (de provimentos), precisará “trabalhar”, no caso, “atendendo” crédulos em seu poder...

Nos dias atuais emerge a indispensável necessidade de união global. Deus nos criou para vivermos gregariamente, isto é, em conjunto com outros seres humanos. Para começar a Vida, a Engenharia Divina engendrou a família e o lar — instituições divinas, das mais abençoadas; de quebra, convivendo em nossa casa, com animais domésticos (isso, naturalmente; aqueles que quiserem tal companhia). Pessoas há, no entanto, que convivem com muitos, são ativas, participativas com a família e socialmente, mas moram sozinhas.

Num e noutro caso, para a paz, indispensável a presença, vivência e convivência do Amor. Ele, o Amor funciona, primeiro, como liga da família: na vivência une afetos, dissipa desafetos; a seguir, ilumina a convivência com aqueles e com outros seres.

Essa, a diretriz divina para a evolução da Humanidade toda!

Aqui em casa, agora, com o coronavírus se espalhando por praticamente todos os países, desde alguns dias e nos próximos estamos e estaremos seguindo os protocolos científicos mundiais: evitar sair de casa, incorporação de novos hábitos de higiene, mormente nas mãos, olhos, nariz e boca, rígido confinamento domiciliar, principalmente quanto aos idosos.

Esse, o panorama material dessa pandemia: infelizmente o que se vê é excesso de notícias / destempero dos comunicadores da mídia em geral / sofreguidão em informar o número de “positivos” e de óbitos — tudo isso gerando pânico...

E do pânico resulta o medo, que segundo o Governador da Cidade espiritual “Nosso Lar”[1] é classificado como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas.

O mundo já enfrentou outras crises, sempre trágicas, causando muito mais mortes. Mas em nenhuma delas se viu tal exagero noticioso, praticamente de todas as mídias, com divulgação em tempo integral, desencadeando progressão pelas redes sociais — geométrica, quanto trágica.

A Doutrina dos Espíritos nos acalma, explicando que a Justiça Divina (leia-se “Leis Divinas - Morais e Materiais”) jamais põe “cruz em ombro errado”. E mais: sendo este um mundo de “provas e expiações”, quem carrega sua cruz é porque tem forças e condições de fazê-lo — nesse caso, a resignação é abençoado bálsamo, decorrente da Fé, que abre o coração para o Amor de Deus...

Datas de nascimento e de desencarnação são estabelecidas para todos os seres vivos pelo Plano Maior, antes do nascimento de cada um...

Lembro-me de como Chico Xavier, num momento difícil para ele, ouviu de uma mensageira celestial: “Tudo passa... Tudo passa... Isso também passará e só não passarão as coisas de Deus”.

Se a hora mundial preconiza cuidados físicos, o escudo da Fé recomenda oração e confiança no Pai! Ele sempre quer o nosso bem.

Envolva-nos a paz que Jesus nos deu e nos deixou.


 
[1] Do livro “Nosso Lar”, autor espiritual

 André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier, cap. 42, pg. 230, 48ªEd., 1998, FEB, Brasília/DF.


               Eurípedes Kuhl









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Abril de 2020, 22:44
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                     

Como será que recebem as enxurrada de informações sobre o coronavírus aqueles que passam por transtornos psíquicos?


Por conta da questão que envolve o coronavírus e sua massiva e necessária divulgação nos mais diversos veículos de mídia, como será que o grupo daquelas pessoas que passam por transtornos psíquicos e ideação suicida recebe as enxurradas de notícias, nem sempre valiosas para a importante informação, mas recheadas do mais barato sensacionalismo?

Repito e é importante repetir para deixar claro que falamos do sensacionalismo barato, em que há sempre envolvido o objetivo de amedrontar e não informar.

E para saber se essas "notícias" abalam ainda mais os grupos citados acima que lançamos a seguinte indagação e que foi respondida por 128 pessoas:

Como vocês se sentem ao ler a todo tempo essas notícias referentes ao coronavírus?

As respostas ficaram divididas abaixo:

- 74% das pessoas responderam que sentem medo, pânico, aumento do nível de ansiedade, insônia e tristeza.

- 7% responderam que enxergam as notícias de forma completamente positiva.

- 5,4% responderam que preferem não assistir ou ler as notícias.

- 5,4% responderam que sentem ligar o alerta, ficam atentas.

- 3,9% responderam que sentem raiva do governo.

- 2,3% responderam sentir raiva da situação de forma geral.

- e somente duas pessoas responderam que sentem vontade de ajudar.

Diante do exposto acima, consideramos que para quem passa por crises de ansiedade, pânico, depressão e ideação suicida, o consumo de informações pertinentes à pandemia causada pelo coronavírus deve ser na medida exata do que se pode fazer para prevenir o contágio, evitando, claro, passear por sites, jornais e programações em geral nestes momentos de maior tensão que estamos vivendo.

A sugestão é que busquem livros e programas diversos com teor mais leve e edificante, afastando-se de notícias mais densas.

Alguns poderão dizer que se trata de um processo de alienação ou fuga da realidade, o que, porém, rebatemos com o argumento de que o fundamental em tempos de pandemia é saber como se prevenir e evitar o contágio cumprindo as recomendações preconizadas pelos órgãos oficias. Entupir-se com estatísticas que mostram, por exemplo, taxa de letalidade é algo que para este grupo causará mais mal do que bem.

E, por fim, fica um recado aos espíritas, portadores do conhecimento da imortalidade da alma, que devem disseminar, sim, informações sobre a pandemia, mas que não se deixem levar pelo desespero ou coisas do gênero e que poderão influenciar ainda mais negativamente aqueles que passam pelo drama da ansiedade e vizinhos.

Sendo o Espírito imortal, que possa o espírita espalhar esperança, óbvio que sem perder o sendo de realidade, mas espalhar a esperança de dias melhores.


           Wellington Balbo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Abril de 2020, 09:55
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.


                       O milagre do coronavírus




(palestinianos e israelitas de mãos dadas)


De repente o mundo mudou.

Quando a Humanidade temia uma 3ª guerra mundial, qual presente dos céus apareceu um amigo invisível, o coronavírus COVID-19.

Um simples vírus, com mais poder do que todas as bombas nucleares, russas, chinesas, americanas, com mais poder que o dinheiro que se possa ter no banco, ouro, ações na Bolsa de Valores, dinheiro escondido em paraísos fiscais; um simples vírus que faz tremer de medo todo o planeta, milhares de aviões parados, os países a viverem em modo de sobrevivência; um vírus democrático que atinge pessoas importantes, tal como a classe média, pobres, indigentes, brancos, pretos, mulatos, cultos, incultos, bonitos, feios, homens, mulheres…

Relembrando um ensinamento de Jesus de Nazaré (o grande psicoterapeuta da Humanidade), pelo fruto se vê a qualidade da árvore. A árvore, neste caso, é o COVID-19, mas quais são os frutos desta árvore?

Elenquemos apenas alguns mais visíveis:

- a vida considerada insuportável, inadiável… parou;

- a vida mecânica, sob a batuta do relógio… parou;

- a falta de tempo para tudo e para todos… desapareceu;

- o esgotamento físico e mental para ter coisas… parou;

- o que era urgente, deixou de o ser;

- o que era essencial, passou a acessório;

- a certeza do nosso ego passou a incerteza, insegurança, fragilidade;

- a atitude prepotente, o esclavagismo, o poder, de acordo com a conta bancária, desvaneceu-se perante a eminência da… morte do corpo físico.

Cientistas de todo o mundo juntam-se, partilham dados, na busca de um medicamento, de uma vacina.

Com mais ou menos interesses, os países entreajudam-se, partilham conhecimentos, materiais, numa busca pela sobrevivência.

O Secretário-Geral da ONU implorou que, em todo o mundo, se fizesse uma trégua nas guerras, para nos dedicarmos unicamente ao combate a este vírus.

O Homem começou a ter uma noção de que a sua vida é efêmera, que um dia vai morrer, que pode ser já amanhã, refletindo: o que ando aqui a fazer? Por que vivo? De onde venho? Para onde vou? Qual o sentido da vida?


Um grande milagre aconteceu: os eternos inimigos, israelitas e palestinianos estão de mãos dadas, ajudando-se mutuamente, graças ao COVID-19

 

“Na Cisjordânia, em Gaza e em Israel, médicos israelitas e palestinianos criaram um centro de cooperação na luta contra o COVID-19. Pela primeira vez em muitos anos, os presidentes de Israel e da Palestina mantêm um contato telefônico contínuo, para enfrentar a ameaça de forma conjunta”. (In telejornal da SIC - uma das televisões portuguesas – na noite de 24 de Março de 2020, https://bit.ly/39kj1ES ). Estamos numa imensa Arca de Noé, atravessando o dilúvio da incerteza, provocado pelo Homem egoísta, ganancioso, violento, orgulhoso. A hora é de meditação, de análise, de mudança de hábitos, de sentimentos, de pensamentos, de atitudes.

Na magnífica obra de filosofia espírita, intitulada “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, encontramos as respostas para as perquirições mais íntimas, acima referidas. Os Espíritos superiores, em 1857, já apontavam como medida da felicidade na Terra, ao nível material, ter o essencial para viver com dignidade e, ao nível moral, ter a consciência tranquila.

A Doutrina Espírita (ciência, filosofia e moral) traz todo um rol de conhecimentos que são preciosos auxiliares para o progresso da Humanidade, demonstrando a ilusão do Materialismo e identificando a mãe de todos os males: o egoísmo.

São as dores de parto de uma Sociedade nova, mais espiritualizada: ao longo das reencarnações (vidas sucessivas) o egoísmo dará lugar à fraternidade, a disputa dará lugar à colaboração, a ganância dará lugar à generosidade.

Somos seres espirituais, imortais, temporariamente num corpo de carne, ao longo das vidas sucessivas, em busca de um devir mais esplendoroso, equilibrando as duas asas que nos farão voar mais alto: o intelecto e a moral, fazendo ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem…


Bibliografia:
- Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal – www.adep.pt (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hZGVwLnB0)

- Allan Kardec – “O Livro dos Espíritos”.









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 25 de Abril de 2020, 23:31
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     
Coronavírus e as provações necessárias


Quando comecei a escrever este texto no final de março, o site da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontava a existência de quase meio milhão de casos de pessoas infectadas no planeta pelo terrível coronavírus. Por sua vez, o número de desencarnados, em decorrência dessa pandemia, já havia superado a cifra dos 20.000, e não parava de subir. Aliás, no mesmo site havia um gráfico indicando claramente essa direção, além de informar que a família desse vírus é fortemente presente em animais. No entanto, a OMS não atribuía aos animais - até aquele momento pelo menos – a fonte dessa doença.

Posto isto, se a causa dessa desgraça ainda não está devidamente identificada, do ponto de vista espiritual algumas conclusões podem ser apresentadas. A primeira delas, conforme pondera Allan Kardec, no livro O Evangelho segundo o Espiritismo, passar por provas e expiações – mesmo as que envolvem grandes coletividades – são situações normalmente presentes no caminho das almas em estado de inferioridade, ou seja, a maioria de nós. Todavia, é preciso lembrar o lado benéfico – que há praticamente em tudo, desde que tenhamos um olhar mais ameno em relação aos eventos e acontecimentos que nos cercam - das provações.

Ou seja, as adversidades (provações), se bem suportadas, nos propiciam o avanço. Elas são testes vitais, em síntese, que medem o nosso grau de evolução. Já as expiações são remédios acerbos aplicados somente aos Espíritos rebeldes, e ainda infensos ao imperativo do bem. Em poucas palavras, são terapias poderosas que verdadeiramente curam os doentes da alma em alto grau, isto é, aqueles indivíduos acorrentados à prática do mal.

Como a Terra ainda se encontra na posição de morada moralmente atrasada, nela abundam os Espíritos em condição de débito perante as leis divinas. Ou seja, indivíduos que necessitam ardentemente de experiências redentoras, que só as ásperas provas e expiações podem proporcionar, a fim de alcançar o equilíbrio necessário com vistas ao seu progresso.

Nesse sentido, conforme esclarece uma mensagem de importante entidade espiritual citada na obra acima, “[...] As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades [...]”. Por isso, já preconizava Jesus Cristo a bem-aventurança aos submetidos à intensa aflição.

Portanto, a covid-19 é inequivocamente uma prova espiritual de largo alcance e efeitos. Por conseguinte, a humanidade dobra-se à força implacável desse mal. De maneira semelhante, as grandes nações, instituições, organizações e os poderosos de todos os matizes, latitudes, demonstram total despreparo para lidar com esse temível inimigo invisível. É surpreendente constatar, por exemplo, a incapacidade dos agentes públicos – praticamente de todos os países, inclusive dos mais ricos - em sequer dispor de equipamentos e recursos em volume suficiente para o enfrentamento das necessidades do momento. Por essa razão, milhares estão sucumbindo simplesmente por falta de um leito hospitalar adequado para ao menos aplacar os seus sofrimentos.

Infelizmente, não há ainda um tratamento eficaz contra os efeitos mortais da covid-19, o que desafia a nossa inteligência. Temos de admitir – se a nossa arrogância permitir - que não fomos capazes de debelar uma pandemia em poucos dias. De fato, as previsões das autoridades públicas para obtenção de uma vacina ou antídoto não são nada animadoras, tendo-se em vista que uma solução efetiva pode levar de 12 a 18 meses.

Há algo, entretanto, extremamente importante gerado por essa crise (talvez a mais séria que se tem notícia pelo menos nas últimas décadas) que merece maior atenção de nossa parte: a obrigação de permanecermos em nossas casas – algo sem precedentes – que nos dá a oportunidade de refletirmos sobre muitas coisas. Primeiramente, o inimigo invisível nos concita a pensar como somos frágeis.

Além disso, o indesejável, embora necessário, isolamento social nos remete a considerar a precariedade dos valores humanos moldados quase que exclusivamente pelo homo economicus. Nesse sentido, a bússola da matéria é insuficiente para nos guiar diante de tão tenebroso cenário. Soa algo apocalíptico constatar as ruas e avenidas das grandes cidades vazias, o comércio e as fábricas fechadas, assim como as vozes abafadas pelo silêncio sombrio. Em resumo, “a Terra parou”, como comumente se vê em filmes de ficção científica.

Com efeito, a covid-19 atinge a todos indistintamente, criando um caos generalizado, inclusive para o sagrado ganha-pão de cada um. De um momento para outro, até mesmo os mais argentários estão assistindo as suas riquezas derreterem, já que o clima de incerteza e consequente volatilidade predomina em toda parte.

Diante disso, torna-se vital que busquemos desenvolver o homo moralis, pois “Só a luz espiritual garante o êxito nas provações”, como acertadamente asseverou o Espírito Emmanuel, na obra Pão Nosso (psicografia de Francisco Cândido Xavier). Portanto, a tragédia mundial gerada pela covid-19 também pode ser vista como um meio – o isolamento forçado - para olharmos com mais seriedade para dentro de nós, assim como para refletirmos se Deus é, de fato, relevante em nossas vidas. Nessa perspectiva, será que usamos nosso tempo de maneira equilibrada? Damos atenção aos outros? Quando foi a última vez que visitamos ou ligamos para alguém para saber do seu estado? Será que a ideia de caridade e fraternidade ecoa realmente em nosso íntimo? Será que as nossas necessidades espirituais estão sendo contempladas tanto quanto as de ordem material?

Estamos, sim, diante da maior provação coletiva enfrentada neste século. Voltemo-nos, assim, para Deus e nos fortaleçamos na fé e na confiança no Criador. Se formos tragados por esse caos é porque a nossa missão está concluída, e assim tinha que ser. Do contrário, sigamos firmes elevando os nossos propósitos de vida através da vivência dos valores universais – os únicos, aliás, capazes de nos dar a paz de consciência.     

 
           Anselmo Ferreira Vasconcelos









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Maio de 2020, 21:55
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Tens calçado teu sapato chinês?


“Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mt, 11:28)


Seguindo a nossa realidade de enfrentamento da pandemia de Covid-19, muitas pessoas questionam: será que haverá mudanças morais significativas, as pessoas vão extrair algum aprendizado? Serão mais solidárias? Fraternas? Tolerantes? Empáticas?

O maior exemplo que já esteve na Terra nunca desprezou quem quer que fosse. Acolhendo, compreendendo, valorizando, encorajando e aliviando quem, de alguma forma, rogava a Sua atenção e ajuda. Não puniu seus irmãos menores em suas falhas, pois compreendia a fragilidade e a falibilidade da condição humana, e sabia que, errando, haveria possibilidade de aprendizado e melhora devido à vontade de acertar.

Estamos em meio a mudanças impostas e inesperadas que resultaram em situações adversas nos principais fatores da vida terrestre: afetivo e econômico. E para buscar respostas diante desse turbilhão íntimo e individual, apresento uma questão com sua resposta retirada d’ O Livro dos Espíritos:

632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal, e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal?

“Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.”

Quando a epidemia iniciou e avançou pelo mundo, houve muita controvérsia sobre a origem do vírus que provoca a doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamá-la de Covid-19. COVID significa COrona VIrus Disease, enquanto que “19” se refere ao ano de 2019. Foi falado até mesmo que o vírus foi manipulado ou fabricado em laboratório e os nossos irmãos chineses foram atacados da forma mais triste.

Um estudo dos países, Escócia, Estados Unidos e Austrália, “descrito em carta publicada na revista Nature Medicine, em 17 de março, trouxe evidências de que o SARS CoV-2 surgiu a partir dos processos naturais de evolução dos seres vivos. O texto aponta mutações no genoma do vírus que o tornam mais infeccioso em seres humanos e que surgem aleatoriamente durante sua replicação. Essas mudanças são imperfeitas, o que torna improvável a hipótese de terem sido produzidas pelo homem”.

Mensagens e vídeos apontando a China como a culpada geram sentimento de revolta, repulsa, discriminação, xenofobia etc. Muitas das mensagens foram refutadas e desmentidas pela imprensa séria e instituições que trabalham para desmascarar tais teorias. Precisamos ter sempre em mente esse alerta que encontramos em O Livro dos Médiuns, e que cabe em qualquer contexto: “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea”. (Erasto. In: KARDEC, 2013a, p. 246, it. 230.)

E se o vírus tivesse se originado aqui em nosso País?

Houve uma simulação de pandemia mundial feita pelo cientista Eric Toner, e o intuito desse evento era analisar os possíveis impactos de uma pandemia. Na época, o site da Johns Hopkins destacou que o exercício era uma realidade ficcional e não uma previsão. O Event 201 foi um evento realizado em outubro de 2019 pelo Centro de Saúde e Segurança da Johns Hopkins Bloomberg School em parceria com World Economic Forum e a Fundação Bill Gates.

“O pesquisador imaginou um vírus fictício chamado CAPS. O estudo analisou o que aconteceria se uma pandemia de coronavírus se originasse em fazendas de porcos no Brasil.

O vírus fictício seria resistente a qualquer vacina moderna e ofereceria mais letalidade que o SARS (a síndrome respiratória aguda que matou 8 mil pessoas na Ásia no início dos anos 2000). Além disso, ele seria quase tão fácil de pegar quanto a gripe. O surto começaria aos poucos: primeiro atingiria produtores rurais que apresentariam sintomas parecidos com os da pneumonia ou gripe.

Do Brasil, o vírus logo chegaria a grandes regiões urbanas e pobres da América do Sul. Após seis meses, o vírus se espalharia pelo mundo. Pouco mais de um ano depois, ele teria matado 65 milhões de pessoas. A pandemia simulada também provocaria uma crise financeira global, com as bolsas de valores tendo quedas de 20% a 40% e o produto interno bruto global despencando em 11%.’’

Como seria nosso sentimento e como receberíamos os ataques de outros países nos responsabilizando e nos rechaçando como foi feito com nossos irmãos chineses? O epicentro da doença foi em Wuhan na China, a identificação e a comunicação foi reportada apenas dois meses depois do problema para que houvesse o isolamento do resto do Planeta. Como julgar essa situação? Joanna de Ângelis adverte:

“A questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade em relação àquele que erra. (...). A tolerância, em razão disso, a todos se impõe (...), compreendendo as dificuldades do caído, enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer. O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda “lobo” do seu irmão”.

No Brasil os casos oficiais iniciaram em fevereiro do presente ano. Como seria a nossa posição, perante a nação e o mundo se a Covid-19 fosse originada aqui?

“Vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem.” Jogar o sapato na face, ou calçar? Somos responsáveis por todas as nossas ações, por sentimentos e pensamentos, o que sai de nossas bocas e o que os nossos dedos digitam.

Não tenho a resposta para a questão do início do texto, mas é preciso exercitar a mente para descobrir se conseguiremos aliviar moral e materialmente quem está cansado e sobrecarregado.

 

Referências bibliográficas:

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 175° edição. Araras. São Paulo. Editora IDE. 2007.

Júlio Bernardes. Estudo genético mostra por que vírus da covid-19 não foi “feito em laboratório” disponível em: <clique aqui-1> Acesso em: 26 abr., 2020.

Marlon Derosa. Em 2019 globalistas fizeram simulação de uma pandemia mundial de coronavírus. Disponível em:<clique aqui-2>Acesso em 26 abr., 2020.
History. Simulação de pandemia de coronavírus feita há três meses previa 65 milhões de mortes> Disponível em: <clique aqui-3> Acesso em 26 abr., 2020 Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Matheus Rodrigues de Camargo. 1° edição. 40° reimpresso. Capivari. São Paulo. Editora EME. 2000.
ÂNGELIS, Joanna de (Espírito); FRANCO, Divaldo Pereira (psicografado por). Jesus e atualidade. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada. Cap. 5.


            Lillian Rosendo







                                             

                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Deus, nós e o coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Julho de 2020, 08:43
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     
É uma imensa satisfação experimentar esta pandemia com você!


 
Sim, estou parafraseando o título de nossa reflexão com um trecho da famosa fala do cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo e ativista Carl Edward Sagan.

Quero provocar uma indagação íntima. Escolhemos antes de reencarnar o tipo de provações que iríamos experimentar e com que pessoas teríamos relações de reajustes1 e quais as circunstâncias desafiadoras. Nesta situação que estamos atravessando, nós estaremos utilizando de forma consciente a oportunidade?

Sabemos que expressiva parcela da humanidade desacredita em reencarnação; uma fração não admite a existência de Deus; uma porção está em cima do muro; outra parte crê em um Deus que absolve ou pune em vida e além dela, e decide o roteiro da viagem post mortem que o indivíduo merece, carimba o passaporte para arder nas chamas eternas ou ascender a um paraíso ornamentado de ouro, apreciando o ócio eterno.

O cristão, por vezes, sente apatia, medo e ausência de fé, e isto tem um peso na compreensão do dinamismo da vida e influencia em comportamentos, emoções, sentimentos, escolhas e ações.

Dolorosos eventos advindos com o surto do coronavírus se ampliam, vejamos alguns exemplos:

Casos e tentativas de suicídio, avaliação feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em São Paulo, capital.2

Violência doméstica, a ouvidoria Nacional de Direitos Humanos reportou o aumento das denúncias em 14% até abril deste ano, em relação ao mesmo período do ano de 2019.3

Divórcios, o número subiu para 70% na quarentena.4

Desempregados, são 12, 8 milhões segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). 5

Pessoas que desencarnaram até o final de junho de 2020 chegaram a 58.314.6

As consequências provenientes desses reveses, como a crise nacional econômica, de saúde sanitária e saúde mental, reverberam no estado de espírito em que nos encontramos.

Sou espírita e antes de reencarnar concordei em experimentar tais adversidades, adotei uma postura saudável, empática, justa e pacífica. Resisto quando a desesperança assenhora e a coragem se afasta; paro um instante e lembro que fiz aos outros o que gostaria que estes fizessem por mim. Creio em Deus e sei que tudo acontece conforme Sua sábia vontade, e aceito sem murmurar. Valorizo os bens espirituais e sou ciente da efemeridade terrena. Desempenho a arte da escutatória, o olho no olho, sem interromper ou competir, perdoo sempre, sirvo com humildade e não espero recompensa. Renuncio meus interesses em favor dos outros, ofereço acolhida na desventura do cônjuge, bem como dos filhos, sem impor minha crença e os meus ideais.

Respeito a forma de pensar de cada um, sem ferir com palavras tendenciosas, irônicas ou sarcásticas. Estou atenta ao valor da família, sou indulgente com a fragilidade alheia. Neste período de quarentena, observo quem eu convivia por poucas horas no dia a dia, e agora percebo mais defeitos, mas isso não me afeta, não faço alarde, tento atenuar ensinando. Reservo um tempo para estudar meus pensamentos, sentimentos, emoções, e minhas ações menos dignas, propondo a mudança.

Será mesmo? 

No Cristianismo, ser espírita, espiritualista, católica ou protestante, garante que se cumpra a máxima que Jesus ensina: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo?7

Sobretudo os que estão ainda mais próximos no lar?

Serei eu capaz de "Diante da vastidão do tempo e da imensidão do Universo" (...) 8 proporcionar suporte, alegria, satisfação, bem-estar, acolhida, compreensão, amizade e respeito para com aqueles que eu decidi conviver e dividir um planeta numa época em que se experimenta uma epidemia?...

 

Referências bibliográficas:

1 Kardec, A, O Livro dos Espíritos, Da vida Espírita, q. 258.

2 Leonardo Sakamoto. Atendimento do Samu relacionado a suicídio cresce durante a pandemia. Disponível em: <Notícias UOL>Acesso em 29 jun. 2020.

3 BRASIL. Crescem denúncias de violência doméstica durante pandemia. Disponível em<Câmara legislativa> Acesso 29 jun. 2020

4 Correio. Procura por divórcio cresce na pandemia. 70% dos pedidos são <Correio 24 horas> Acesso 29 jun. 2020.

5 Darlan Alvarenga e Daniel Silveira. Desemprego sobe para 12,6% em abril com queda recorde no número de ocupados. Disponível em: <G1 Globo> Acesso 29 jun. 2020.

6 BBC. Coronavírus: Brasil registra mais de 24 mil novos casos e 692 mortes nas últimas 24h. Disponível em:<BBC portuguesa> Acesso 29 jun. 2020.

7 BÍBLIA, Mateus 22:34-40.

8 Carl Sagan. "Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você. Disponível em: <Galileu> Acesso 29 jun. 2020.


                Lillian Rosendo









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!