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Forum Espirita >  GERAL >  Mensagens de Ânimo >  Acção do Dia >  CUIDEMOS DE NOSSOS HÁBITOS
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Autor Tópico: CUIDEMOS DE NOSSOS HÁBITOS  (Lida 667 vezes)
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Marianna
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« em: 05 de Fevereiro de 2010, 23:12 »



Cuidemos melhor de Nossos Hábitos e de Nossa Linguagem

É do conhecimento dos espíritas que uma das preocupações primeiras de Allan Kardec foi com a linguagem, isto estampando logo no início de "O Livro do Espíritos", na sua Introdução item 1, em virtude da necessidade do emprego correto dos vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo, desta forma evitando os efeitos negativos da anfibologia. Para evitar problemas nesse setor da doutrina nova que surgia, em lugar de  espiritual, espiritualismo, empregar-se-ia os termos espírita e espiritismo.

 Já lemos, em vários meios espíritas de divulgação, que o Espiritismo é milenar. Discordamos frontalmente desta maneira de se querer agigantar, valorizar o Espiritismo, mostrando-o como milenar. Devemos, segundo entendemos, e no próprio benefício da divulgação da Doutrina Espírita, estabelecer uma distinção entre Espiritismo e seus princípios doutrinários, pois ela (distinção) existe, e flagrante.

 O Espiritismo, é bom relembrar em momento como este, passou a existir em 18 de abril de 1857, não tendo, consequentemente, pois, nada de milenar, pelo menos até agora. No entanto, seus princípios doutrinários basilares são encontrados há milênios na historicidade do homem na Terra, isto sim, e em várias doutrinas.

Vejamos:

▬  A crença em Deus existe em quantas religiões?
▬  A crença na reencarnação não está firmada em muitas das religiões orientais?
▬  A convicção de que a mediunidade é real, algo palpável está com o homem há quanto tempo?

Desde que colocou os pés da Terra – é a resposta.

▬  A existência do Espírito, que é eterno e que o corpo é apenas um instrumento por ele usado transitoriamente, está com o homem desde quando?
▬  O conhecimento da existência de outros mundos habitados por seres inteligentes pertence ou não ao acervo dos conhecimentos desta Humanidade?

Estes e outros aspectos doutrinários do Espiritismo estão com o homem há milênios, isto sim é verdade, é correto e assim deve ser difundido.

 Agora, a palavra Espiritismo, seu conteúdo doutrinário e seus princípios estão conosco a partir do século XIX, com o surgimento da 1ª edição de "O Livro dos Espíritos", com 501 perguntas, em 18 de abril de 1857 e a definitiva em 16 de março de 1860, com 1019 perguntas.

 Absurdo doutrinário é a existência de Centros Espíritas cujos dirigentes querem oferecer aos seus freqüentadores somente estudo, deixando de lado a assistência social, ou a prática da caridade, alguns justificando, tal procedimento, pela falta de dinheiro. Primeiro de tudo só existem duas atividades principais nos Centros Espíritas, exatamente o estudo e a prática do bem. Fugir disto é ir contra o Espiritismo. Tudo o mais deriva destas duas atividades. Ora, não se podendo ter livros novos, faça-se uma campanha pedindo livros usados ou que se os tenham emprestados. Não se pode dar um quilo de alimento, que se dê meio quilo.

Agora, abolir a prática da caridade num Centro Espírita, pelo amor de Deus!!

▬  Como ficará o lado moral?
▬  Teríamos muitos adeptos conhecedores do Espiritismo, é verdade, mas totalmente divorciados de Jesus, isto é, cegos espirituais querendo conduzir cegos. ▬  Cairão onde?

 Há uma inobservância quanto ao nome dos livros da Codificação, que podem passar como algo sem importância, mas não o é, em nosso entendimento. Os livros devem ser escritos deste modo:

“O Livro dos Espíritos” e não Livro dos Espíritos; “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e não Evangelho Segundo o Espiritismo, o mesmo com “O Livro dos Médiuns”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.

 Não sabemos se o leitor concorda, mas, segundo entendemos, nós, os espíritas, devemos utilizar um vocabulário próprio, expressar nossas idéias, opiniões e pareceres espíritas, de tal forma, que não sejamos confundidos com outras noções doutrinárias que nada têm a ver conosco. Isto está no que se chama, também, de Unificação Espírita. Nos chamados livros sagradas, muitos exibem todas estas verdades expostas pela Doutrina Espírita, atestando, sobretudo, a intercomunicação (mediunidade) existente entre os dois mundos a nos rodear – o material e o espiritual.

 Até hoje religiões dogmáticas e ritualísticas lutam tenazmente pela anulação de que os chamados mortos podem comunicar-se conosco, fato este defendido e demonstrado experimentalmente pelo Espiritismo. Ignoram, os contraditores, que “a linguagem dos fatos não admite réplica” (Allan Kardec).
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Marianna
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« Responder #1 em: 05 de Fevereiro de 2010, 23:18 »



  Alegam que as almas no céu estão no gozo eterno, ocupadas em adorar a Deus beatificamente, e que nada realizam de útil em prol das outras, e, por isto mesmo, nenhum interesse demonstram pelas que estão na Terra, ainda menos pelas que sofrem, estejam aqui ou no inferno. As que foram enviadas para este local (sic), a maioria, de lá nada podem fazer em nosso benefício, falar conosco, pois chegaram no fim da linha, estão com o destino traçado para todo sempre, qual seja queimarem-se sem se consumirem. É triste, muito triste constatar, mais ainda divulgar tal asneira doutrinária.

E o pior é que existem pessoas que acreditam, continuam crendo em tamanha sandice.
           
  É comum um hábito bem desagradável, antipático, mesmo, envolvendo a prece final, principalmente, das reuniões espíritas. O orante costuma dizer assim:

“Meus irmãos, vamos elevar o pensamento”, e logo depois dispara um verdadeiro discurso, fala uma porção de coisas que nada tem a ver com aquele momento, com o que se ouviu, com o que se passou. Faz-se, em alguma ocasiões, uma palestra.

▬  Faz-se isto a troco de quê?
▬  De nada.

Parece até uma expressão cabalística, a qual dita, tem um efeito benéfico extraordinário. Pode-se e deve-se começar logo a prece, sem preâmbulos, dirigindo-se a Deus ou a Jesus, de forma direta, sem rodeios, para logo em seguida, com unção, louvar, agradecer e pedir, exteriorizando as necessidades de seu mundo íntimo, como de todos ali presentes, nos dois planos da vida, utilizando, para isso, pedidos que atendam as necessidades gerais.

  Aliás, fala-se muito em “elevar o pensamento”.

▬  Será que todos que usam tal frase sabem o que estão dizendo?

Elevar pensamento, parece que é colocá-lo “lá em cima”, quando não o é. É procurar, mediante a concentração, aumentar a freqüência vibratória de todos a fim de que haja, naquele momento, sintonia, a melhor possível, com as energias cósmicas que nos circundam.

  Intrigante é obrigar quem vai tomar passe tenham as mãos espalmadas para cima, sem o que o passe de nada serve, ou seja, a pessoa não o recebe. Será?

O primeiro raciocínio que nos veio à mente foi este:
▬  E as pessoas que nasciam sem mãos, estavam impedidas de tomar passe?

 Quem toma passe tem de estar corretamente sentado, ou não pode tomar passe.
▬  E os que se encontram internados em hospitais com o corpo todo deformado, tortos numa cama estão impedidos dos benefícios do passe? Quem logicar sabe a resposta.

  Dirigentes espíritas existem que mantêm, sem nada fazer, dois médiuns que não se falam, que se antipatizam numa reunião mediúnica! É dose! Ou não? Será que não sabem, esses dirigentes, que a característica principal, de uma reunião mediúnica, é a harmonia de pensamentos entre todos? Dissemos TODOS. É possível, numa reunião mediúnica, colher-se bons resultados entre pessoas que não se gostam? Não se falam?

  Existem pessoas, e isto é de pasmar, que se benzem após tomar o passe. E porventura, perguntamos, estão numa igreja, diante de um altar ou uma imagem? Nós, no Espiritismo, usamos tal coisa?

  Médiuns e dirigentes costumam destampar a garrafa com água destinada à fluidificação. Indagamos: para quê?

▬  Os fluidos somente penetram pelo gargalo?
▬  Vidro ou outro material usado na fabricação de um reservatório dágua é obstáculo para o que se encontra em uma outra dimensão espiritual?

  Costuma-se dizer que o Espiritismo tem as suas obras básicas e que as outras são complementares. Ora, complementar vem de completar, segundo o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda. Como estamos tratando aqui de “gramática espírita”, cremos que seria uma grande ousadia, uma imensa presunção se dizer que as obras vindas posteriormente às básicas do Espiritismo, iriam completar as básicas.

O mais correto seria suplementar, aquilo que supre, que acresce, que se adiciona a um todo para ampliá-lo. Pode-se, também, usar o verbo subsidiar, ou seja, que ajuda, que auxilia, elemento secundário, de importância menor, que reforça. Complementar, nunca!

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Marianna
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« Responder #2 em: 05 de Fevereiro de 2010, 23:26 »



 O que desejamos demonstrar é que o uso correto das expressões espíritas têm um valor extraordinário na divulgação do Espiritismo.

Isto nos nasceu, nos albores da nossa vida de espírita, quando uma senhora quis saber se o Espírito dela era bom ou ruim. Estranhei a colocação que a senhora fez, pois de imediato deduzi, claramente, que de Espiritismo pouco ou quase nada entendia. Seu linguajar não deixava dúvidas, não condizia com o do espírita elucidado, pois não temos um espírito, na verdade, nós somos espíritos.

Ser e Ter são verbos que tratam de coisas totalmente diferentes, têm acepção própria.

Procuramos explicar a tal senhora estes aspectos aqui em foco. Se entendeu, não sabemos. Tal senhora, e todos nós, devemos dizer: eu espírito e não meu espírito; nós espíritos e não nossos espíritos, ela espírito e não o espírito dela. Poder-se-ia alegar que é a personalidade transitória que fala “meu espírito”. Mas então perguntamos: mas não é a personalidade o Espírito reencarnado? Como então poderia usar tal expressão? É falar de si mesmo.

 É notório que a maioria dos espíritas usam o verbo desencarnar, e não morrer, quando se refere ao espírito que passou pelo fenômeno biológico da sua decomposição celular. No entanto, cometem um erro “gramatical espírita” quando dizem o desencarne de fulano, na acepção de que a palavra desencarne seja sinônimo de desencarnação.

Não é. Desencarne é flexão verbal do verbo desencarnar. O substantivo que fala, que noticia a “morte” de alguém é desencarnação. Alegam alguns: isto é vício de linguagem que passa, com o tempo, a fazer parte da linguagem espírita. Não vejo assim. Isto é demonstração de uma pessoa que se engana sobre o que seja fidelidade ao Espiritismo, sua linguagem, seus hábitos, seus envolvimentos.

 Há até espíritas que dizem assim: fulano perdeu a esposa.

Ora, em Espiritismo sabemos que não se perde alguém que desencarnou. O verbo perder tem uma conotação pesada, fere, machuca sentimentalmente quem ouve, e ainda mais, é uma mentira.

▬  Por que usá-la?
▬  Não irá confundir os leigos e iniciantes?
▬  Não possuímos quilômetros de caminhada pela estrada espírita?

Devemos saber como usar as palavras, como utilizar de sinônimos, para definição do que desejamos expressar espiriticamente, ou não?

 Diz-se, como se fosse algo normal, que o enterro de fulano foi ontem ou será amanhã.

Nenhum Espírito que está na carne será enterrado, e sim o seu corpo. Por que, então, não se dizer que o corpo de fulano foi enterrado? Fulano é o Espírito e este não se enterra. No enterro do corpo de meu genro, disse para minha neta, na época com uns dez anos de idade: “quem vai ali naquele caixão é o corpo usado pelo seu pai, ele não está sendo conduzido para ser colocado na sepultura, porque já está no mundo espiritual”.

Ela não derramou uma só lágrima durante o sepultamento e não queria jogar flores no túmulo, como é hábito nesses momentos. Somente obedeceu diante da insistência de minha filha, assim mesmo com certa relutância, má vontade.

 Recentemente, quando da desencarnação do papa João Paulo II, os noticiaristas de TV diziam que o papa seria enterrado às tantas horas do dia 8 de abril de 2005. Ora, levando-se ao pé da letra, e se houvesse uma pessoa ignorando a morte do líder católico, entenderia que o papa seria morto por enterramento naquele citado horário, ou não? Não seria muito mais lógico dizer-se que o corpo do papa seria enterrado em tal hora? Enterrar o corpo de fulano não é bem mais lógico do que enterrar o fulano, no caso o papa?

 E o engraçado, e digno de registro, é que a mídia, quando quer dizer que fulano foi ou vai ser cremado, usam corretamente a linguagem espírita, ou seja, dizem que o corpo de fulano será ou foi cremado. Por que não dizem da mesma forma quando ele vai ou foi enterrado? Prestem atenção nesses anúncios e constatarão nossas palavras.

Necessário saber-se, dentro da “gramática espírita”, que personalidade é uma coisa, individualidade é outra.

A individualidade revestiu e revestirá várias personalidades, tantas quantas forem as suas reencarnações. A individualidade é o Espírito, a personalidade é a pessoa, e esta só tem uma reencarnação, ou uma vida terrena, como queiram. Depois desta ela desaparece, dá lugar a outra, restando de lembrança o que fez e o que deixou de fazer. Quem fala, quem realiza, em essência, portanto, é a individualidade, não a personalidade..

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« Responder #3 em: 05 de Fevereiro de 2010, 23:29 »



  Espíritas invigilantes dizem: fulano deu sorte na vida ou deu azar.

Tais palavras inexistem no vocabulário espírita, na “gramática espírita”, estão banidas de nosso linguajar. Existe é mérito ou demérito. Não fora assim Deus estaria ajudando uns em detrimento de outros, conseqüentemente sendo injusto. Ele não o é, repetimos.

  Pessoas espíritas dizem que recebem mais do que merecem. Ora, tudo que recebemos vem de Deus, e se Ele dá mais a um do que a outro, logicamente está sendo injusto. E quem já viu Deus agir injustamente? Só temos o que merecemos, nem mais, nem menos.

  Espírita não se deve dizer que têm orgulho de ser isto ou aquilo, que se orgulha de seu filho está nesta ou naquela posição de destaque, de haver nascido em tal lugar, etc.

Meu Deus, é a exaltação do orgulho!

▬  Os Espíritos Orientadores não afirmam que o orgulho deve ser combatido e que deve ser exaltada a humildade?
▬  O orgulho não deriva do egoísmo?
▬  Orgulho não é o oposto de humildade?
▬  Como, então, vamos ter orgulho disto ou daquilo?

Jesus não mostrou que bem aventurados são os pobres de espírito, e estes não são os simples, os humildes como se encontra em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. VII, item 7? No item 8, deste mesmo capítulo, encontramos o Espírito Lacordaire afirmar enfaticamente que ”O orgulho é o terrível inimigo da humildade”.

▬  Como é que vamos conviver com tal inimigo, usando-o para exaltar algo que julgamos meritório?

  Queremos aproveitar a ocasião para sugerir aos expositores e escritores o cuidado ao fazer determinadas citações doutrinárias como se estivessem num livro quando estão em outro, afirmam constar no Evangelho quando não estão, foram pronunciadas por fulano quando foram por sicrano, etc.

Por exemplo: Jesus disse: “Fora da caridade não há salvação”. Foi Kardec.
Kardec disse: ▬  “O Espiritismo será o que dele fizerem os espíritas”. Foi Léon Denis.
Jesus disse: ▬  “O amor cobre uma multidão de pecados”. Foi Pedro. E vai por aí...

  Incomoda-nos, sobremaneira, quando um orador, ou dirigente de reunião espírita inicia suas tarefas na tribuna cumprimentando os presentes com bom dia, boa tarde ou boa noite. Isto não consta em nenhum livro doutrinário espírita e muito menos na boca dos grandes oradores que ocupam as nossas tribunas.

A verdade é que se aprende muito observando como agem os que se situam em nível superior. Saudemos o público em nome de Jesus, desejando a todos a Sua paz, rogando a Sua benção. Crie cada um a sua maneira de saudar o público. Já imaginaram se Divaldo Franco, ao iniciar sua oratória, cumprimentasse com um “boa noite” e um público de mil, duas mil pessoas respondesse BOA NOITE?

▬  Como ficaria este ambiente espiritual?
▬  Harmonizado?

▬  Ideal para o atendimento a encarnado e desencarnado que naquele ambiente se juntam?
▬  Essa desarmonia não afetaria o próprio orador?

  Aplaudir oradores ainda existe nos centros espíritas, infelizmente.

Uma “linguagem ruidosa” equivocada, para se dizer que o orador agradou. Que se aproximem dos que usam da palavra e digam-lhe baixinho “gostei de sua palestra”, “você esteve muito bem” e pronto, elogiou-se o orador.

Tribuna espírita não é palco, nem orador espírita algum é artista. Certos hábitos mundanos adquiridos são difíceis de serem extintos, é uma verdade. Há necessidade, urgente, de se estudar semanalmente, nos Centros Espíritas, o livro “Conduta Espírita”, ditado pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, edição FEB. Vai fazer um bem inestimável para muita gente.

  Conversas, disse-me-disse, troca de beijinhos, cumprimentos com acenos, etc antes de começar a reunião ou depois desta é profundamente desarmonizante, deselegante, ante doutrinário, algo perturbador dentro de um Centro Espírita bem dirigido.

Centro Espírita, dentro da “gramática espírita” não é clube social. É uma Casa de Oração.

  Desculpem nosso senso crítico, mas o exposto, isto é, o apelo ao uso correto da linguagem espírita, dos nossos hábitos e do nosso comportamento devem, precisam ser melhor analisados, apreciados e vivenciados. Outras falhas existem, claro, e como!! Mas comecemos pela correção e anulação destas. É um passo, os outros virão depois.

Adésio Alves Machado.
Artigo reproduzido com autorização do autor.

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ANjinha
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« Responder #4 em: 06 de Fevereiro de 2010, 22:24 »

Muito interessante este artigo.
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« Responder #5 em: 08 de Fevereiro de 2010, 02:36 »

Interessante e atual.
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O amor é a maior fonte de vida!


« Responder #6 em: 13 de Fevereiro de 2010, 00:23 »

Que texto esclarecedor, adoraria que todos os diregentes de casas espiritas tivessem acesso.

obrigado!
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« Responder #7 em: 09 de Março de 2010, 16:05 »


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Que texto esclarecedor, adoraria que todos os diregentes de casas espiritas tivessem acesso.

É mesmo, seria excelente.

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« Responder #8 em: 09 de Março de 2010, 18:22 »

Nossa, que texto esclarecedor, senti até alguns puxões de orelha. A gente precisa mesmo se policiar e se corrigir. Obrigada pelo aprendizado.
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Marianna
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« Responder #9 em: 16 de Março de 2010, 15:24 »

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Nossa, que texto esclarecedor, senti até alguns puxões de orelha.

Realmente esse texto é esclarecedor, e as minhas duas orelhas continuam doendo. Rsss
Bjinhos.
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« Responder #10 em: 28 de Março de 2010, 23:39 »



▬  E a nossa Boca, Como Anda?
 
Mais que cuidados com a higiene, uso deve ser moralizado e bom

▬  O querido amigo leitor pode pensar:

▬  “Lá vem este Dentista escrever sobre a Saúde Bucal estava demorando!!!”

Não posso negar que ainda vou escrever um artigo para chamar a atenção sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal, principalmente por nosso país  viver um verdadeiro paradoxo, o de formar mais Dentistas no mundo, e ter o  maior número de desdentados. Além de que a saúde bucal ser intimamente  ligada à saúde de todo o corpo, que temos a obrigação de cuidar, ferramenta que o Pai nos emprestou, onde a boca está inserida.

▬  Mas isto será tema de um outro artigo.

O que eu espero chamar a atenção de todos, dentro dos quais me incluo totalmente, é quanto ao  que deixamos sair pela nossa boca uma vez que, também por ela,  expelimos sentimentos sob a forma de palavras, que podem desde acariciar com amor um ser querido, como também liberar a foice que fere e dilacera  corações diversos.

É engraçado, mas muitas vezes, cuidamos da higiene bucal, da melhor forma possível: escovamos os dentes ao acordarmos pela manhã, após as refeições, durante o dia e a noite, antes de dormir, sempre com escovas que não traumatizam nossos tecidos bucais, usamos colutórios ou enxaguatórios bucais, fazemos uso constante de fios dentais, escovamos nossa língua, diminuímos a ingestão de açúcares, agentes de alto poder cariogênicos, e ainda visitamos freqüentemente nosso Dentista.

Deixamos nossa boca “brilhando”, com hálito agradável e refrescante e estética apreciável e depois, invigilantes, liberamos por ela, palavras ofensivas, maledicentes, de baixo teor amoroso.

Palavras que, perdoem-me a expressão, sujam não só a nossa boca, mas toda a nossa alma.

▬  O que será que estas palavras podem causar em nossa boca?
▬  Sem dizer o que podem causar no resto do corpo, refletindo diretamente no nosso  perispírito?
▬  Será que o nosso Dentista, está capacitado para diagnosticar os efeitos  lesionários destas palavras carregadas de energias negativas na boca?

Por certo que não, uma vez que a formação acadêmica do Cirurgião Dentista e dos demais profissionais da Saúde, ainda é direcionada a atribuir as causas das Patologias, os vilões do corpo, como as bactérias, vírus ou  ainda a fatores independentes ao nosso controle, como os genéticos, etc.

Mas existem Patologias, as quais não sabemos as suas causas, que atribuímos a fatores psicossomáticos, estresses, a causas idiopáticas, que começam a abrir as portas para uma análise mais profunda, saindo dos  agentes tradicionais, partindo para o campo da mente, o que mais tarde, com certeza, levará a conclusões espiritualistas.

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Marianna
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« Responder #11 em: 28 de Março de 2010, 23:47 »



Diz um ditado popular: “Cada um dá o que tem” e o mesmo se atribui ao que falamos, ou seja, “cada um fala o que tem dentro de si...”

Já nos é provado pela Psicologia, que as palavras são carregadas de energias mentais, que acompanham a polaridade do órgão emissor, a mente, que tem a sua sede no Espírito.

É claro que quando emitimos uma energia positiva, direcionada ao órgão da fala, por onde ela passar deixará vestígios da sua passagem, gerando efeitos benéficos; e o mesmo podemos dizer das energias negativas geradas que, por onde passam, semeiam grãos  negativos que poderão gerar efeitos funestos à nossa saúde.

É bom salientar que não estou insinuando que toda as pessoas que possuam higiene bucal ruim, ou saúde bucal debilitada, sejam pessoas que emitam ou emitiram energias negativas, uma vez que conheço pessoas de pureza  espiritual inquestionável, que usam prótese total (dentadura) devido à perda de todos os dentes por motivos diversos, da mesma forma que outras, com uma higiene bucal satisfatória, mas de pureza espiritual muito questionável.

Apenas acho que, como complemento à nossa higienização bucal, darmos uma atenção de no mínimo igual valor, às palavras que deixamos nossa boca soltar.

Não tenho dúvidas que esta atitude faria um bem para a nossa boca, assim como para todo o nosso corpo, refletindo no nosso espírito, culminando em um sentimento agradável para o convívio social nosso de cada dia. A estética das palavras é tão importante quanto a dos dentes. Isto é bom e vale para todos nós.

Autenticidade também verbal.

“O mundo está cheio dessas pessoas que têm o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são brandas, contanto que nada as machuque, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua dourada, quando falam face a face, se transmuda em dardo envenenado, quando estão por detrás.

Não basta que dos lábios gotejem leite e mel, pois, se o coração nada tem com isso, há hipocrisia. Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas, nunca se contradiz; é o mesmo diante do mundo e na intimidade; ele sabe, aliás, que, se pode enganar os homens pelas aparências, não pode enganar a Deus”.

Trecho parcial da mensagem A afabilidade e a doçura, ditada pelo Espírito Lázaro, em Paris, 1861, e incluída por Kardec na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IX, item 6, página 126 e 127, da 278a edição do IDE-Araras-SP.

João Carlos Bacurau.

*O autor é Cirurgião Dentista, Pedagogo e Professor; na seara espírita, atua como palestrante e colaborador da Fundação Espírita André Luiz.
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« Responder #12 em: 29 de Março de 2010, 00:55 »

Realmente, um texto muito interessante, sempre atual, e esclarecedor.
Quase um Código de Ética espírita!
Obrigado, Marianna.
Abraços fraternais,
Carlos
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