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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 21 de Dezembro de 2014, 08:09

Título: Com Jesus teve início uma nova era
Enviado por: dOM JORGE em 21 de Dezembro de 2014, 08:09
                                                           VIVA JESUS!




            Bom-dia! queridos irmãos.




                   Com Jesus teve início uma nova era


 
O povo judeu aguardava ansiosamente o Messias anunciado pelos profetas da Antiguidade, o qual, em chegando ao mundo, pudesse libertá-lo do jugo de Roma, mas Jesus veio e não foi absolutamente entendido pelos israelitas.

Conforme disse Emmanuel, os sacerdotes não esperavam que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na paisagem terrestre, pois, segundo a sua concepção, o Cristo deveria chegar no carro magnificente de suas glórias divinas e conferir a Israel o cetro supremo na direção dos povos do planeta.

Houve, contudo, quem o reconhecesse como o Cristo anunciado pelos profetas da Antiguidade, embora tenha ele chegado humilde entre os animais de uma manjedoura e como filho de um simples carpinteiro.

Entre os que o reconheceram devemos destacar aqueles que mais tarde se tornariam seus discípulos, apóstolos e seguidores, que puderam ouvir da própria voz de Jesus, em diversas ocasiões, ser ele o Enviado do Pai, como mostram estas passagens bíblicas:
 
·       “Quem quer que me receba, recebe aquele que me enviou.” (Lucas, 9:48.)
·       “Aquele que me despreza, despreza aquele que me enviou.” (Lucas, 10:16.)
·       “Aquele que me recebe não me recebe a mim, mas recebe aquele que me enviou.” (Marcos, 9:37.)
·       “Ainda estou convosco por um pouco de tempo e vou em seguida para aquele que me enviou.” (João, 8:42.)
 
Jesus não é Deus, mas sim um enviado do Pai à Terra
 
Está bem caracterizado nas citações transcritas que Jesus falava em nome do Pai e foi por Ele enviado, fato que mostra uma dualidade de pessoas e exclui a igualdade entre elas, porque o enviado necessariamente é alguém subordinado àquele que o envia. Esse pormenor merece ser meditado por todos quantos pensam que Jesus e Deus constituem uma única pessoa, um equívoco que é igualmente contestado pelas citações seguintes:
 
·       “Se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque meu Pai é maior do que eu.” (João, 14:28.)
·       “Não tenho falado por mim mesmo; meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer e como devo falar; e sei que o seu mandamento é a vida eterna; o que, pois, eu digo é segundo o que meu Pai me ordenou que o diga.” (João, 12:49 e 50.)
 
Os apóstolos, evidentemente, acreditavam piamente ser Jesus o Messias aguardado, o que pode ser deduzido com facilidade das seguintes citações constantes de Atos dos Apóstolos:
 
·       “Que, pois, toda a Casa de Israel saiba, com absoluta certeza, que Deus fez Senhor e Cristo a esse Jesus que vós crucificastes.” (Atos, 2:33 a 36.)
·       “Moisés disse a nossos pais: O Senhor vosso Deus vos suscitará dentre os vossos irmãos um profeta como eu. Escutai-o em tudo o que ele disser. Quem não escutar esse profeta será exterminado do meio do povo. Foi por vós primeiramente que Deus suscitou seu Filho e vo-lo enviou para vos abençoar.” (Atos, 3:22, 23 e 26.)
·       “Foi a ele que Deus elevou pela sua destra, como sendo o príncipe e o salvador, para dar a Israel a graça da penitência e a remissão dos pecados.” (Atos, 5:29 a 31.)
·       “Mas, estando Estêvão cheio do Espírito Santo e elevando os olhos ao céu, viu a glória de Deus e a Jesus que estava de pé à direita de Deus.” (Atos, 7:55 a 58.)
 
Antes de vir, Jesus enviou à Terra uma plêiade de missionários
 
Não é difícil compreender que a vinda de Jesus entre nós envolveu intenso trabalho por parte de todos aqueles Espíritos convocados a participar da sua gloriosa missão. Cada qual recebeu uma tarefa específica, de devotamento e amor, a fim de facilitar a vinda do governador espiritual da Terra aos planos inferiores.

Inicialmente, Jesus enviou às sociedades do globo o esforço de auxiliares valorosos nas figuras de Ésquilo, Eurípedes, Heródoto e Tucídides e, por fim, a extraordinária personalidade de Sócrates, entre os gregos. Na China encontraremos Fo-Hi, Lao-Tsé e Confúcio; no Tibet, a personalidade de Buda; no Pentateuco, Moisés; no Alcorão, Maomé, de modo que cada povo recebeu, em épocas diversas, os instrutores enviados pelo Mestre.
 
A família romana, cujo esplendor conseguiu atravessar múltiplas eras, parecia atormentada pelos mais tenazes inimigos ocultos, que aos poucos lhe minaram as bases mais sólidas, mergulhando-a na corrupção e no extermínio de si mesma. A vinda do Cristo estava próxima e Roma, sede do mundo, parecia não se dar conta disso.

A aproximação e a presença consoladora do Divino Mestre no mundo era motivo suficiente para que todos os corações experimentassem uma vida nova, ainda que ignorassem a fonte divina daquelas vibrações confortadoras.


As entidades angélicas do sistema, nas proximidades da Terra, se movimentam e várias providências de vasta e generosa importância são adotadas. São escolhidos os instrutores, os precursores imediatos, os auxiliares divinos. Uma atividade única registra-se, então, nas esferas mais próximas do planeta e, quando reinava Augusto na sede do governo do mundo, viu-se uma noite cheia de luzes e de estrelas maravilhosas. Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da natureza.
 
Uma era de harmonia precedeu o advento de Jesus
 
Os historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto os profundos contrastes da gloriosa época de Augusto. Caio Júlio César Otávio chegara ao poder envolto em uma série de acontecimentos felizes. Principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo uma nova era.

O grande império, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas. A paisagem gloriosa de Roma jamais reunira tão grande número de inteligências, visto que foi nessa época que surgiram Virgílio, Horácio, Ovídio, Salústio, Tito Lívio e Mecenas.

A razão desse espanto deve-se ao fato de que muitos historiadores não se deram conta de que foi nessa mesma ocasião que o mundo conheceu o Evangelho. Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e, obviamente, não conseguiram saber que no seu reinado uma coorte especial, afeita à obra do Cristo, aproximava-se da Terra, em uma vibração profunda de amor e de beleza.

Acercavam-se de Roma e do mundo não mais Espíritos belicosos, como Aníbal ou Alexandre, mas outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Messias. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda de Jesus e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos.

O fato é que, com a chegada do Cristo, cumpriam-se as profecias: nascia Jesus e iniciava-se para o globo terrestre uma nova era, cujo advento é recordado pelos homens, todos os anos, por ocasião do Natal, como faremos de novo nesta semana.

      Thiago Bernardes









                                                                                            PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Com Jesus teve início uma nova era
Enviado por: Vitor Santos em 21 de Dezembro de 2014, 11:54
Olá amigo Jorge

Você encontra textos que convidam ao debate e tem uma postura de serviço, pois raramente se manifesta no debate. Estou a salientar isso porque penso que merece o nosso agradecimento.

Obrigado Jorge

Olá amigos

Aproveito para desejar a todos e às respectivas familias Boas Festas. Um Natal e um ano novo com muita coragem, paciẽncia, resignação, saude e alegria.



Este texto sobre Jesus dá-nos uma imagem de Jesus de Nazaré como sendo a encarnação de um espirito muito próximo de Deus. Incomparavelmente mais elevado que nós, revolucionário, apresentando ideias muito avançadas, que ainda não foram incorporadas pela humanidade passados mais de 2000 anos.

Todavia, de acordo com os dados que eu possuo e com a minha interpretação dos mesmos, não posso deduzir que Jesus de Nazaré fosse enviado diretamente pelo próprio Deus, o Criador, a este planeta inferior, que é um entre biliões da respetiva galáxia, a qual, por sua vez é uma entre biliões da nossa Galáxia. Nem tão pouco acredito que ele comunicasse directamente com Deus (isso é uma crença/ palpite meu, não tenho dados para a confirmar nem para a desmentir).

Nos relatos biblicos nós podemos ler passagens que falam de profetas que recebiam ordens de Deus para matar. Podemos ler um relato de um homem que deveria demonstrar a fidelidade a Deus, por ordem deste último, matando o próprio filho. Podemos ler passagens que pretensamente foram recebidas de Deus e que aconselham o bem. Enfim, temos toda a espécie de ordens divinas e de receptores dessas ordens.

A palavra "Deus", em termos biblicos, é usada e abusada. E o significado que lhe foi dado não é claro. Parece-me que o que vinha de Deus era o que era considerado que vinha de uma Entidade Maior, mas que algumas vezes vinha da imaginação do profeta, outras poderia vir de espiritos elevados, outras até de espiritos pouco elevados. Não posso excluir que nunca viesse de Deus, pois eu nada sei, apenas posso especular, dar palpites. Mais, eu não acredito que eu próprio tenha a capacidade de compreender o que significa Deus para além de ser o Criador.

O que me ficou presente, da leitura e estudo das palavras de Jesus é que ele procurava simbolizar a Entidade Deus como a de um Pai perfeito, a avaliar pela prece que ele nos ensinou. Com isso falava de um Criador (um pai participa na criação dos filhos), uma Entidade que nos quer bem, pois um Bom Pai ama os seus filhos e que é justo, pois um Bom P não beneficia nem prejudica nenhum filho em relação aos outros. E
é esta a minha referência, em relação a Deus, embora eu esteja consciente que se trata apenas de uma imagem alegórica, ou seja, uma aproximação grosseira de uma Entidade que deverá ser fantástica e incomprensivel, para mim. Como é que uma inteligência tão limitada, como a minha minha poderia compreender a Inteligência Suprema do Universo?


Por um lado parece-me que é certo que Jesus de Nazaré marcou uma nova era, pelo menos no mundo Ocidental dito Cristão, por outro lado não vejo os resultados que seriam expectáveis, em termos de mudança moral do mundo, para dizer que começou uma nova era.

Do ponto de vista religioso houve uma mudança muito significativa. Poucos séculos após a morte carnal de Jesus o império romano, que era perseguidor dos primeiros cristãos, adoptou o Cristianismo como religião oficial. Mudaram-se as cerimónias religiosas, os rituais, as preces aconselhadas. Jesus de Nazaré é uma figura universal, pois mesmo aqueles que não o incluem como figura de topo nas respectivas religiões, sabem e reconhecem quem se tratou de alguém especial. 

Do ponto vista moral não me parece ter havido um salto assim tão significativo. Falamos das palavras de Jesus, hoje em dia com possibilidade de conhecimento direto dos textos biblicos. Há um ou dois séculos atrás as pessoas nem sequer sabiam ler. À grande evolução tecnológica e à massificação/ "democratização" de bens materiais, não se juntou uma grande evolução moral. Nem sequer acabou a "caça às bruxas", pois as pessoas comuns ainda têm medo de afirmar abertamente que são médiuns, por exemplo. Ainda têm medo de ser consideradas loucas e excluidas da sociedade ou pressionadas a tomar medicamentos psiquiátricos pela familia e pelos médicos. Grandes guerras existiram no séc. XX, e no séc. XXI ainda continuam a existir guerras significativas, gente a morrer à fome e à sede e/ou por falta de medicamentos básicos, etc.   

Admitindo que a DE descreve a realidade espiritual, pelo menos no essencial, a Terra é um planeta de passagem. Nós falamos de humanidade como se se tratasse sempre das mesmas pessoas. Todavia a humanidade de há uma hora atrás já mudou, entretanto já nasceram e já desencarnaram muitas pessoas.

Tendo aumentado muito significativamente o número de pessoas, mesmo considerado a soma de todos os que já viveram na Terra, especialmente se nos reportarmos ao periodo em que a grande explosão demográfica se deu, não é de prever que os espiritos encarnados na Terra sejam sempre os mesmos. Uns terão começado a encarnar na Terra, provindos de outros planetas mais atrasados, outros já terão transitado para mundos mais avançados.     
 
Por tudo isto eu acrescentaria um ponto de interrogação ao titulo do tópico:

- Com Jesus teve inicio uma nova era? - Ou será que a revolução de Jesus de Nazaré ainda está a gatinhar no séc. XXI? 

Bem hajam