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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 23 de Setembro de 2013, 12:08

Título: Cérebro: a tela de cinema
Enviado por: dOM JORGE em 23 de Setembro de 2013, 12:08
                                                                   VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




               Cérebro: a tela de cinema



“Desse modo, o pensamento não procede do cérebro. Este tem a função orgânica de registrá-lo e, vestindo-o de palavras, externá-lo, como por intermédio da arte nas suas incontáveis apresentações.” – Joanna de Ângelis
 

A revista VEJA, edição 2334 de 14 de agosto de 2013, página 8, traz a seguinte chamada: “O CONTROLE DAS LEMBRANÇAS – Como no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, a ciência está perto de fazer com que uma pessoa, assim como a personagem Clementine (Kate Winslet), esqueça a dor do fim de um relacionamento, ou apague outras lembranças indesejadas. Proteínas que atuam no cérebro têm o poder de impedir que uma memória seja acessada – e alguns medicamentos prometem induzir a produção dessas substâncias. Mas isso não mudaria nossa personalidade? Reportagem no site da VEJA ouviu pesquisadores envolvidos nos estudos avançados da memória”.

Que papel executaria nosso cérebro físico? Seria ele o projetor de um filme que é enviado para uma tela de cinema, ou seria ele simplesmente a tela em si? Onde estaria localizada a memória? No órgão material? Em que localização: hemisfério direito ou esquerdo? De que memória falamos, da recente ou do arquivo indelével de um Espírito em seu longo trajeto evolutivo? Quem desejar conhecer em profundidade sobre a personalidade, manifestação exterior de uma individualidade (Espírito) naquela reencarnação específica, leia o livro de Hermínio C. Miranda, Alquimia da Mente. Lições inesquecíveis e surpreendentes ali serão encontradas. Por exemplo, a desse trecho da página 89: “Por enquanto e por um tempo que ainda não podemos estimar, as pesquisas continuam centradas no ‘fora’, ignorando, provisoriamente, o ‘dentro’ das coisas e dos seres. Nada a estranhar, portanto, que a realidade global continue despercebida, porque observada apenas de um lado, o menos expressivo e revelador, aliás”. Exatamente por desconhecer esse “por dentro” é que os cientistas continuam a pesquisar substâncias que atuam sobre a “tela do cinema” ignorando o “projetor” que é o Espírito.

Continuemos com o grande pesquisador Hermínio C. Miranda, agora na página 88 do livro citado: “O cérebro é um mecanismo biológico de apoio à função de pensar. Estamos de acordo nisso? Provavelmente não, mas prossigamos. Na minha ótica, o pensamento não é gerado no cérebro e pelo cérebro, apenas percorre seus circuitos a velocidades ultraluminosas, ou seja, praticamente instantâneas. Mesmo que o pensamento fosse produzido pelo cérebro, ainda teríamos que distinguir a função do órgão e não nos limitarmos a atribuir ao cérebro, como ainda pensa muita gente, a generalização do que ocorre com outros mecanismos corporais. A aceitarmos o que dizem esses respeitáveis pesquisadores, o cérebro segregaria ideias da mesma forma que o fígado secreta a bile, ou o rim produz urina. A questão, contudo, está em que a bile ou a urina são produtos bioquímicos elaborados a partir de outras substâncias previamente introduzidas no corpo e que precisam ser processadas, redirecionadas ou eliminadas, de acordo com as necessidades da economia interna do organismo. O cérebro, contudo, não trabalha com substâncias materiais e sim com impulsos de energia. Ele pode até expedir comandos para que se produzam tais ou quais substâncias exigidas pela tarefa de viver, seja no seu próprio âmbito, seja em glândulas espalhadas pelo corpo, mas sua tarefa não se reduz à de um pequeno e complexo laboratório químico.

Acontece que, ao examiná-lo, no elogiável esforço de deslindar seus mistérios, a ciência se põe do lado da matéria, tentando espiar o que se passa no que poderíamos chamar de ‘lado de lá’, onde imperam impulsos energéticos. Diziam os instrutores do prof. Rivail que o efeito inteligente tem de provir, necessariamente, de uma causa inteligente. Teriam os elementos bioquímicos que operam no âmbito do corpo humano essa condição? Seriam inteligentes? Saberiam fazer escolhas, por si mesmos? Tomar decisões? Promover modificações de comportamento e de atitude? Se não têm eles essa autonomia, de onde vêm os impulsos inteligentes que os põem em ação?”

Que maravilha que o arquivo definitivo de tanta sabedoria se encontra do “lado de lá”, no “dentro” dos seres, porque sabedoria como essa do grande professor Hermínio C. de Miranda continua no inconsciente mais consciente que a ciência não pode sequer supor em sua vã filosofia e raciocínio! E esse “inconsciente” agora desencarnado e na posse da infinita consciência cósmica, se prepara para nos administrar novas e grandes lições no retorno dessa individualidade em nova personalidade entre nós, pobres mortais, e orgulhosos e teimosos ignorantes da Grande Realidade...


              Ricardo Orestes Forni









                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Cérebro: a tela de cinema
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Setembro de 2013, 13:03
Olá amigo Jorge

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Teriam os elementos bioquímicos que operam no âmbito do corpo humano essa condição? Seriam inteligentes? Saberiam fazer escolhas, por si mesmos? Tomar decisões? Promover modificações de comportamento e de atitude? Se não têm eles essa autonomia, de onde vêm os impulsos inteligentes que os põem em ação?”

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/cerebro-a-tela-de-cinema/#ixzz2fiPvZyoh

Penso que a questão está mal colocada. O meu computador toma muitas decisões, e quem percebe o mínimo de programação sabe disso. O meu computador tem inteligência, como o meu corpo de carne tem inteligência, pois ele é autónomo em muitas das respostas que dá, como, por exemplo os, reflexos condicionados ou outras respostas mais automáticas. Nós não temos de determinar racionalmente quantos batimentos por segundo deve ter o nosso coração, por exemplo. O computador ganha a muita gente a jogar xadrez, pelo menos nos níveis mais altos.

O "hard-problem", como dizem os especialistas em filosofia da mente, não tem assim uma resposta tão simples e tão básica.

A resposta é que a experiência subjectiva e os fenómenos materiais (objectivos), baseados na matéria comum, podem ser de naturezas diferentes. E, assim, as regras da matéria comum não têm que ser exactamente as mesmas que geram a experiência subjectiva. Uma pessoa perguntar: quanto é 22 faz sentido, porque "2" é um número. Mas perguntar: quanto é maçã2, já não faz sentido, pois "maçã" é uma constante de natureza diferente da do número 2.  Assim, a experiência subjectiva também pode estar a ser considerada, indevidamente, como sendo um fenómeno da mesma classe que os fenómenos materiais correntes.       

Se a resposta à questão fosse tão básica como a que é colocada no texto, a ciência já teria uma resposta. E essa resposta seria: o cérebro gera a mente (é causa da mente), pois é possível fazer máquinas mais inteligentes, em alguns aspectos, do que muitos seres humanos. Mas, felizmente a ciência já está mais à frente, e já viu que a resposta ao hard-problem ainda não existe.     

bem haja
Título: Re: Cérebro: a tela de cinema
Enviado por: Arturus em 23 de Setembro de 2013, 13:30

Penso que a questão está mal colocada. O meu computador toma muitas decisões, e quem percebe o mínimo de programação sabe disso. O meu computador tem inteligência, como o meu corpo de carne tem inteligência, pois ele é autónomo em muitas das respostas que dá, como, por exemplo os, reflexos condicionados ou outras respostas mais automáticas. Nós não temos de determinar racionalmente quantos batimentos por segundo deve ter o nosso coração, por exemplo. O computador ganha a muita gente a jogar xadrez, pelo menos nos níveis mais altos.



Prezado amigo Vitor.


Os computadores não tomam decisões autônomas. Absolutamente todas as ações de uma CPU dependem de uma programação prévia, dependem de regras pré-estabelecidas. Numa situação não programada o computador retorna um erro, pois foi programado para tal. O "cérebro" humano ao encontrar uma situação incomum tentará soluciona-la, entende-la. Ele modificará os seus conceitos, modificará de forma autônoma sua "programação" anterior. É a isso que eu, particularmente, chamo de inteligência.


No seu exemplo do xadrez não existe inteligência alguma no computador, existe análise de probabilidades seguindo regras previamente estabelecidas. Um humano expert em xadrez consegue prever, digamos, 10 jogadas a frente. Um computador consegue simular centenas, milhares. Quando um grande mestre do xadrez enfrenta um computador ele na verdade está enfrentando a lógica de programação dos programadores.


Até a função de gerar um número randômico em um computador nada mais é que uma regra, geralmente atrelada aos decimais dos segundos do relógio interno da CPU.
Título: Re: Cérebro: a tela de cinema
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Setembro de 2013, 13:48
Olá amigo Arturus

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O "cérebro" humano ao encontrar uma situação incomum tentará soluciona-la, entende-la. Ele modificará os seus conceitos, modificará de forma autônoma sua "programação" anterior. É a isso que eu, particularmente, chamo de inteligência.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/cerebro-a-tela-de-cinema/#ixzz2ficRCT00

Amigo, até há métodos de programação automática (programas que fazem outros programas) e máquinas que aprendem mesmo. O limite entre a simulação da inteligência, por meios artificiais, e a inteligência humana, nunca foi, até agora, estabelecido, que eu saiba.

Se a experiência subjectiva fosse da mesma natureza do que os fenómenos materiais comuns, a ciência podia dizer que, idealmente, um dia, se poderia construir uma máquina com uma inteligência igual ou superior à do ser humano. Seria apenas uma questão de tempo. Mas não é, ou, pelo menos, não está provado que seja.

Nota:

- Eu estava a falar da definição de inteligência no âmbito da filosofia da mente, e não de uma definição particular de inteligência, minha ou de outra pessoa. Cada um pode dar à palavra "inteligência" um significado diferente, e por isso é que eu falei em filosofia da mente.
 
bem haja
Título: Re: Cérebro: a tela de cinema
Enviado por: Arturus em 23 de Setembro de 2013, 18:49
Olá amigo Arturus

Amigo, até há métodos de programação automática (programas que fazem outros programas) e máquinas que aprendem mesmo. O limite entre a simulação da inteligência, por meios artificiais, e a inteligência humana, nunca foi, até agora, estabelecido, que eu saiba.

Se a experiência subjectiva fosse da mesma natureza do que os fenómenos materiais comuns, a ciência podia dizer que, idealmente, um dia, se poderia construir uma máquina com uma inteligência igual ou superior à do ser humano. Seria apenas uma questão de tempo. Mas não é, ou, pelo menos, não está provado que seja.

Nota:

- Eu estava a falar da definição de inteligência no âmbito da filosofia da mente, e não de uma definição particular de inteligência, minha ou de outra pessoa. Cada um pode dar à palavra "inteligência" um significado diferente, e por isso é que eu falei em filosofia da mente.
 
bem haja


Desconheço esses métodos de programação automática. Poderia me indicar alguma literatura?


No mais, concordo com o amigo.