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GERAL => Outros Temas => Artigos Espíritas => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 09 de Abril de 2015, 09:16

Título: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Abril de 2015, 09:16
                                                               VIVA JESUS!



              Bom-dia! queridos irmãos.



                     Causa e Efeito - uma lei, muitas histórias e dolorosos prantos.




                     O Airbus A320, da companhia aérea Germanwings, que caiu no sudeste dos Alpes franceses, durante um voo entre Barcelona, na Espanha, e Düsseldorf, na Alemanha, com 144 passageiros e seis tripulantes a bordo, provocou uma sobressalto psíquico da comunidade internacional. Segundo o The Weather Channel francês, as condições meteorológicas eram boas no momento do acidente. Todavia, o copiloto Andreas Lubitz, de 27 anos, que sofria de transtorno de ansiedade generalizada (TAG), segundo informou o jornal francês "Le Parisien”, derrubou o avião deliberadamente.
Todos os fatos dantescos precisam ter uma explicação lógica e coerente, até porque nos Estatutos do Criador não há espaços para injustiças e categoricamente o acaso é mera ficção, ainda mesmo quando os fatos desnorteantes se nos afigurem incompreensíveis. Não obstante, a insana atitude suicida de Andreas Lubitz, obviamente estamos diante de um evidente acontecimento de resgate coletivo. Desta forma, o ressarcimento dos débitos pretéritos, o resgate de nossas ações opostas ao bem e ao amor pode e deve acontecer de diversas formas, até mesmo coletivamente.
A rigor, as transgressões coletivas às Leis de Deus devem ser expiadas coletivamente pelos mesmos personagens que juntos as violaram, e os mentores estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo a que nos propomos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com nossos pensamentos positivos.
Dores que burilam almas
O objetivo das diversas dores é “fazer-nos avançar mais depressa” [1]. Os desastres coletivos, se observarmos sob o ponto de vista espiritual, fundamentando nossa reflexão nos princípios da Doutrina Espírita , têm finalidades saneadores que extraem densas sobrecargas das mentes culpadas e significam a concretização da justiça integral, pois a Justiça Divina, para o reequilíbrio do homem , recorre a processos depuradores e liberativos, de que não nos podemos escapar. Pois a função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os sólidos caminhos amorosos do equilíbrio.
Muitos desses “acertos de contas” são demonstrados pelos Espíritos, em diversas obras da literatura espírita. André Luiz narra um desastre aéreo, em que o piloto, confuso pelo denso nevoeiro, não conseguiu evitar o choque da grande aeronave, espatifando-se contra a montanha. Neste caso, um instrutor espiritual comenta que "as vítimas certamente cometeram faltas em outras épocas, atirando irmãos indefesos da parte superior de torres altíssimas para que seus corpos se espatifassem no chão; suicidas que lançaram-se de altos picos ou edifícios, que por enquanto só encontraram recursos em tão angustiante episódio para transformarem a própria situação". (2)
Como entender a magnanimidade da Bondade de Deus e o ensinamento do Cristo, ante as mortes coletivas, ocorridas em l961, naquele sinistro incêndio do "Gran Circus Norte-Americano", em Niterói? Como compreender os óbitos registrados no terremoto que atingiu a cidade histórica de Bam, no Irã, no final de 2003?
Como explicar o acidente com o Boeing da Flash Airlines, que ocorreu no Egito, provocando a morte de 148 pessoas que estavam a bordo daquela aeronave, em 3 de janeiro de 2004? Qual o significado dos que foram tragados pelas águas do Tsunami, tragédia, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? O que pensar, ainda, sobre o naufrágio do Titanic, transatlântico que transportava cerca de 2.200 pessoas? O que dizer das quase 3.000 vítimas decorrentes do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, a 11 de setembro de 2001? Como interpretar tais episódios e ante os destinos humanos?
Na consternação o homem adquire experiência

Para as tragédias coletivas, somente o Espiritismo tem as respostas lógicas, profundas e claras, que explicam, esclarecem e, por via de consequência, consolam os corações humanos, perante os ressaibos amargosos dessas situações. O fato é que nós criamos a culpa, e nós mesmos formatamos os processos para extinguir os efeitos. Ante as situações trágicas da Terra, o ser humano adquire mais experiência e mais energias iluminativas no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar cada instante de sua vida. Com as verdades reveladas pelo Espiritismo, compreende-se, hoje, a justiça das provações, entendendo-as como sendo uma amortização de débitos de vidas pregressas.
Autores espirituais explicam, a respeito desse assunto, que indivíduos envolvidos em crimes violentos, no passado e, também, no presente, a lei os traz de volta, por terem descuidado da ética evangélica. Retornam e se agrupam em determinado tempo e local, sofrendo mortes acidentais de várias naturezas, inclusive nas calamidades naturais. Assim, antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação , uma vez que a lei cármica admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados." (3)
Nossos registros históricos pelas vias reencarnatórias, muitas vezes acusam o nosso envolvimento em tristes episódios, nos quais causamos dor e sofrimento ao nosso próximo. Muitas vezes, em nome do Cristo, ateamos fogo às pessoas, nos campos, nas embarcações e nas cidades, num processo cego de perseguição aos "infiéis". Com o tempo, ante os açoites da consciência, deparando-nos com o remorso, rogamos o retorno à Terra pelo renascimento físico, com prévia programação, para a desencarnação coletiva, em dolorosas experiências de incêndios, afogamentos e outras tantas situações traumáticas para aliviar o tormento que nos comprime a mente.
Ao reencarnarmos, atraídos por uma força magnética (sintonia vibratória), consequente dos crimes praticados coletivamente, reunimo-nos circunstancialmente e, por meio de situações drásticas, colhemos o mesmo mal que perpetramos contra nossas vítimas indefesas de antanho. Portanto, as faltas coletivamente cometidas pelas pessoas (que retornam à vida física) são expiadas solidariamente, em razão dos vínculos espirituais entre elas existentes. Destarte, explica Emmanuel: "na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas na dívida do pretérito para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais – doloroso acaso - às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais." (4)

Referências bibliográficas:

[1]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 737
[2]Xavier, Francisco Cândido. Ação e Reação, Cap. XVIII, RJ: Ed FEB, 2005
[3]I Pedro 4:8
[4]Xavier, Francisco Cândido. O Consolado, RJ: Ed FEB, 2002, questão 250
[5]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 851 a 867
[6]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 851 a 867
[7]Idem
[8]JOÃO. 18:11
[9]Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V
[10]A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a terceira lei de Newton, conhecida como o "princípio da ação-e-reação", que diz: "a toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção, mas de sentido contrário". E o Cristo, ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido". Podemos notar, aí, dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação: um, de maneira científica e, outro, de modo místico. O vulgo diz : "Quem semeia vento, colhe tempestade".
[11]Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1989, Cap.14,


          Jorge Hessen









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: dOM JORGE em 09 de Abril de 2015, 09:19
                                                              VIVA JESUS!



             Bom-dia! queridos irmãos.




                   Fatalidade ou evento do destino?

Embora muitos acidentes nos comovam profundamente, seriam as tragédias suficientes para o resgate de crimes cruéis praticados no pretérito remoto? Estamos convencidos de que não, muito embora as situações - como essa vivenciada no dia 17 de julho de 2007 – nos levam a questionar, como, por exemplo: Por que esses acontecimentos funestos que despertam tanta compaixão? Seria uma Fatalidade? Coisa do destino? Que conceitos estão nos desenhos semânticos dessas palavras?
Para o espírita "fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte" (5), pois, como disseram os Espíritos a Kardec: "quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada "te livrará" e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra", "pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência". (6) Mais, ainda: "Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos". (7) A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de "retomada de rumo". Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser "vítima da fatalidade", culpa somente o mundo exterior pelos seus erros e se recusa a admitir a conexão que existe entre eles.
Provas escolhidas

O homem comum, nos seus interesses mesquinhos, não considera a dor senão como resgate e pagamento, desconhecendo o gozo de padecer por cooperar, sinceramente, na edificação do Reino do Cristo. Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria Lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" (8), disse o Mestre. Porém , cabe uma ressalva, nem todo sofrimento é expiação. No item 9, cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento".(9). São claras as palavras do Codificador.
Não estão corretos aqueles que generalizam e afirmam que todo sofrimento é resultado de erros praticados no passado. O desenvolvimento das potencialidades, a subida evolutiva, requer trabalho, esforço, superar desafios. Neste caso é a provação, e não, a expiação, ou seja, são as tarefas a que o Espírito se submete, a seu próprio pedido, com vistas ao seu progresso, à conquista de um futuro melhor.
A finalidade da Suprema Lei
Dentro do princípio de Causa e Efeito, quem, em conjunto com outras pessoas, agrediu o próximo não teria que ressarcir o débito em conjunto? É esse o chamado "carma coletivo". (10) Toda ação que praticamos, boa ou má, recebemos de volta. Nosso passado determina nosso presente não existindo, pois, favoritismos, predestinações ou arbítrios divinos. A doutrina espírita não prega o fatalismo e nem o conformismo cego diante das tragédias da vida, mesmo das chamadas tragédias coletivas. O que o Espiritismo ensina é que a lei é uma só: para cada ação que praticamos, colheremos a reação.
O importante aos que ficam por aqui, na Terra, para que tenham o avanço espiritual devido, é não falir pela lamentação, pela revolta pois "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus".(11)
Diante do exposto, asseguramos que a função da dor é expandir horizontes, para verdadeiramente divisarmos os reais logradouros harmônicos do equilíbrio. Por isto, diante dos compromissos “cármicos”, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nesta destinação, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando ao máximo o peso das dívidas do passado.
Referências bibliográficas:

[1]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 737
[2]Xavier, Francisco Cândido. Ação e Reação, Cap. XVIII, RJ: Ed FEB, 2005
[3]I Pedro 4:8
[4]Xavier, Francisco Cândido. O Consolado, RJ: Ed FEB, 2002, questão 250
[5]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 851 a 867
[6]Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, questão 851 a 867
[7]Idem
[8]JOÃO. 18:11
[9]Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, item 9, cap. V
[10]A palavra karma é oriunda da raiz sânscrita "kri", cujo significado é ação. Karma é portanto, Lei de Causa e Efeito, ou ainda, de acordo com a terceira lei de Newton, conhecida como o "princípio da ação-e-reação", que diz: "a toda ação corresponde uma reação, com mesma intensidade, mesma direção, mas de sentido contrário". E o Cristo, ao recolocar a orelha do centurião romano, decepada pela espada de Pedro, sentenciou: "Pedro, embainha tua espada, pois quem com ferro fere, com ferro será ferido". Podemos notar, aí, dois enunciados da mesma Lei de Ação e Reação: um, de maneira científica e, outro, de modo místico. O vulgo diz : "Quem semeia vento, colhe tempestade".
[11]Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 1989, Cap.14,


              Jorge Hessen









                                                                                                  PAZ, MUITA PAZ!                
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Vitor Santos em 12 de Abril de 2015, 19:08
Olá amigos

Sempre que leio algo a dizer que os acidentes que envolvem muita gente são resgates coletivos não consigo encontrar qualquer lógica nisso. E lembra-me sempre um site interessante:

Citar
http://www.worldometers.info/pt/

Ao abrir esse site, há momentos, verifiquei que no dia de hoje, como noutros dias, já desencarnaram mais de 100 mil pessoas. Todavia nasceram hoje quase o triplo dos falecidos.

Efetivamente há um número gigantesco de pessoas a desencarnar por dia, se compararmos ao número de mortes havido em qualquer acidente, por maior do que seja.

Entre os que desencarnaram as causas são muitas. Todavia há muitos homicidios, suicidios, entre os quais suicidios terroristas, etc.

A única diferença, no caso dos desastres coletivos, é que as pessoas sofreram acidentes  no mesmo local. Pois, ao mesmo tempo, muito mais pessoas sofreram acidentes mortais, por esse mundo fora, mas em diversos locais. Os hospitais, por exemplo, são locais onde estão quase sempre pessoas a desencarnar.

A morte, do ponto de vista da DE (Doutrina Espirita), não é o fim de tudo. É apenas uma pequena transformação na vida de um espirito imortal, já repetida em muitas encarnações. Alegar que é uma pena, um castigo (seja lá porque mecanismo for), resultante da condenação ou auto-condenação da parte dos espiritos, no caso dos desastres coletivos, porque não o seria no caso das outras mortes,muito mais numerosas, no mesmo dia.

O desencarne,segundo a DE, é um momento de libertação, ainda que provisória, após possiveis perturbações devidas à mudança de cisrcunstâncias. Cessou a escravatura do espirito em relação a um corpo que o atrofiava, de várias formas. Alegar que é uma pena, um castigo, não faz qualquer sentido.

O sofrimento, como é o caso da escravatura, por exemplo, sendo pena ou não, é uma situação horrivel que podia ser conotado com um castigo, ou auto-castigo, como quieram. A morte do escravo é o dia da libertação.

Se há penas coletivas, elas são para as familias dos que desencarnam. Mas parece-me que se trata do curso normal da vida na Terra. Nascer e morrer, do ponto de vista carnal, são acontecimentos comuns, expectáveis.   

A violação das leis da natureza é que seria o acaso. Acaso é algo que não tem causa. A morte tem causa bem determinada, que é a falência dos orgãos do corpo de carne. Se as mortes nos desastres coletivos foram uma violação da lei causa-efeito (cada efeito tem uma ou mais causas que concorrem para ele), se foram ao acaso, então não há razão para não dizer que as centenas de milhares de mortes, no mesmo dia, foram fruto do acaso.

Compreendo que as pessoas falam em acaso de um ponto de vista espiritual, ou seja, elas imaginam que tudo na vida é comandado por leis espirituais, sem que nós nos apercebamos disso. Enfim estaria tudo escrito... Isso viola a lei do livre-arbitrio. Em que é que ficamos? - Por outro lado, se são outras entidades que nos "empurram" para as ações que praticamos, sem darmos por isso, então a responsabilidade pelos nossos erros será dessas entidades, ou, pelo menos, são cumplices. Se Deus intervem em tudo, então ele é o culpado por tudo o que acontece.

Em conclusão, essa história do resgate coletivo, do meu ponto de vista não faz qualquer sentido. Apenas contribui para destruir a lógica da DE, acrescentando-lhe coisas sem lógica.

Opiniões são opiniões, e a minha é de uma pessoa limitada, uma pessoa comum. Todavia gosto de pensar por mim mesmo. Respeito quem pensa diferente, e peço desculpa se estou a contribuir para desacreditar teorias que são caras a outras pessoas. Desafio essas pessoas a mostrar evidências de que o acidente aéreo em questão foi um acontecimento planeado préviamente no mundo espiritual. Uma coisa parece certa. Se o co-piloto apenas cumpria esse plano espiritual, então, afinal, talvez não seja culpado.

Se Deus, ou Jesus, ou os espiritos, fazem planos de acidentes aéreos, perdoem-me a franqueza, mas estavam a praticar o mal. Jesus de Nazaré nunca nos mostrou um Deus assim. Isso era mais próprio do Antigo Testamento... Ou então estavam a libertar centenas de almas do martirio que é viver na Terra, por caridade. Qual preferem destas tolas explicações?

Amigos, a superstição não é DE. A superstição é outra coisa. Não acham?       

Bem hajam
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Carmen.gbi em 14 de Abril de 2015, 02:13

Boa noite



[...]
Em conclusão, essa história do resgate coletivo, do meu ponto de vista não faz qualquer sentido. Apenas contribui para destruir a lógica da DE, acrescentando-lhe coisas sem lógica.

Opiniões são opiniões, e a minha é de uma pessoa limitada, uma pessoa comum. Todavia gosto de pensar por mim mesmo. Respeito quem pensa diferente, e peço desculpa se estou a contribuir para desacreditar teorias que são caras a outras pessoas. Desafio essas pessoas a mostrar evidências de que o acidente aéreo em questão foi um acontecimento planeado préviamente no mundo espiritual. Uma coisa parece certa. Se o co-piloto apenas cumpria esse plano espiritual, então, afinal, talvez não seja culpado.

[...]       


Pois é Vitor, vou aproveitar a oportunidade e perguntar o seguinte:
Piorando um pouquinho a questão...  resgate coletivo este, proporcionado por um suicidio? Ou seja, o suicídio do copiloto fazia parte deste planejamento? Suicídio fazendo parte de programação reencarnatória? Não está dando pra entender , não.


Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2015, 02:50

        Oi Carmen.gbi,

        O momento da morte é fatal, naquele caso a todos. O suicídio foi opção, se não houvesse acontecido haveria uma falha mecânica ou outra "desculpa". 853 (OLE)

         Abraços


Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Carmen.gbi em 14 de Abril de 2015, 04:17


Oi, Marcos

Boa noite!

O caso é que há incoerência que um  acontecimento que se diz planejado ( no caso, o resgate coletivo) seja desencadeado por um outro, que deveria  ser evitado sempre (o suicidio) e que, com certeza não pode fazer parte de nenhum tipo de programação reencarnatória de ninguém. 

Não sei se  estou conseguindo me fazer entender...

Diante disso e outras coisas mais, tenho pensando  muito no que Vitor nos trouxe na postagem dele, a respeito dessas explicações sobre resgates coletivos.


Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Abril de 2015, 12:17
Olá Carmen.

Mas a programação do desencarne coletivo teria que ser feita de forma inexorável antes da encarnação de cada um?

Não poderia alguém que tivesse que resgatar algo não vir a resgatar porque pelo livre-arbítrio na nova encarnação já tivesse de certa forma resgatado voluntariamente, fazendo algo útil à humanidade? ou mesmo poderia resgatar algo em outra encarnação, ou em outra situação, não poderia ser assim?

O que quero dizer é que, as 'coisas' poderiam desenrolar-se conforme as atitudes do Espírito na nova encarnação e dependendo dessas atitudes poderia ocorrer a influência dos Espíritos para que pessoas se reunissem em determinada circunstância e sendo esses Espíritos já sabedores do suicídio que ocorreria.

Se alguém tem uma doença psicosomática, por exemplo, isso não deveria estar predestinado de acontecer, pois dependeria da atitude do Espírito encarnado, da sua postura, então, para mim, isso quer dizer que as coisas não são planejadas de forma inexorável. Caso contrário o suicida teria méritos no que ocorreu. É no mesmo sentido que o Danilo já escreveu em outros tópicos: a forma como o Espírito vive uma situação, determina novas situações compatíveis com aquela forma de vivenciar (gera carmas no sentido de uma reação a uma ação anterior, ou, no caso do Danilo que não acredita em livre-arbítrio para atos materiais: gera uma nova situação correspondente àquela forma de o Espírito ter vivenciado uma situação). Que o Danilo me corrija se escrevo coisas erradas em nome dele, mas é o que entendi.
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2015, 13:37

        Olá Carmen.gbi,
   
        O suicídio nasce de uma decisão moral amiga. Isenta de fatalismos. Não foi programado. O acidente com o avião sim, trata-se de uma programação para os desencarnes já constados previamente em programa reencarnatório. E aqueles aos quais não caberiam o resgate ou perderam o voo ou pegaram outro avião de acordo com seu plano de provas e ou expiações a cumprir.

       Apenas nos indignamos porque pensamos que todos morreram por causa do suicídio do co-piloto... e isso não é possível amiga. A causa antecede ao que conhecemos na existência física.

       É como se a causa da crucificação de Jesus fosse a traição de Judas... e não foi. Haviam outros desígnios insondáveis.

       O que o espírita deve saber é que a morte não chega de véspera. Se não houvesse o co-piloto haveria outra situação que desencadearia o "escândalo", porém, alguém se adiantou... o suicida. E "ai daquele que por ele venham os escândalos". Ele responderá sim pelos seus atos, mas ninguém foi "injustiçado", pois que, como disseram os espíritos superiores a Kardec a morte é o único instante fatal.

      Abraços.

     
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Delphus em 14 de Abril de 2015, 14:17
sabe que essa é uma das muitas duvidas que tenho, Causa e Efeito é mesmo uma lei? Tenho buscado nas obras de Kardec e nos princípios doutrinários essa lei e não acho. Tenho cá comigo que a falta de cuidado ao rotularmos um principio Hermético como lei, estamos nos mantemos como seres reducionistas que necessitam de leis limitadoras; sem observar que as leis divinas e naturais não limitam, e sim contempla-nos com a potencialização das virtudes latentes no ser imortal ou individualidade que é o Espírito. Quando nos permitimos o raciocínio de que devemos nos policiar para que não venhamos a sofrer (e muito) com os efeitos das causas que causamos retornamos à velha Lei de Talião - "olho por olho, dente por dente".... Hermínio C. Miranda traz um texto em relação à isso - Causa e Efeito - Ação e Reação - olho por olho.. no livro Candeias na Noite Escura, e nos pede bom senso e cuidado ao tocar nesse assunto de forma assustadora. Bem vejamos em Kardec - "remonta-se dos efeitos à causa" isso sim entendemos como analisar com profundidade os efeitos e chegaremos à causa e não como temos feito no movimento espírita, onde ficamos a conjecturar a causa para apontar os efeitos. Remontar-se dos efeitos à causa é oportunizar o auto-conhecimento, a transformação íntima, a reparação aos outros em relação a que infligimos em outros tempos. Tenhamos cuidado então. Muita Paz, Delphus.
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Delphus em 14 de Abril de 2015, 14:32

        Olá Carmen.gbi,
   
        O suicídio nasce de uma decisão moral amiga. Isenta de fatalismos. Não foi programado. O acidente com o avião sim, trata-se de uma programação para os desencarnes já constados previamente em programa reencarnatório. E aqueles aos quais não caberiam o resgate ou perderam o voo ou pegaram outro avião de acordo com seu plano de provas e ou expiações a cumprir.

       Apenas nos indignamos porque pensamos que todos morreram por causa do suicídio do co-piloto... e isso não é possível amiga. A causa antecede ao que conhecemos na existência física.

       É como se a causa da crucificação de Jesus fosse a traição de Judas... e não foi. Haviam outros desígnios insondáveis.

       O que o espírita deve saber é que a morte não chega de véspera. Se não houvesse o co-piloto haveria outra situação que desencadearia o "escândalo", porém, alguém se adiantou... o suicida. E "ai daquele que por ele venham os escândalos". Ele responderá sim pelos seus atos, mas ninguém foi "injustiçado", pois que, como disseram os espíritos superiores a Kardec a morte é o único instante fatal.

      Abraços.

     
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Carmen.gbi em 14 de Abril de 2015, 14:41

Bom dia!


Oi, Norizonte
Oi, Marcos


Mas a programação do desencarne coletivo teria que ser feita de forma inexorável antes da encarnação de cada um?

Não poderia alguém que tivesse que resgatar algo não vir a resgatar porque pelo livre-arbítrio na nova encarnação já tivesse de certa forma resgatado voluntariamente, fazendo algo útil à humanidade? ou mesmo poderia resgatar algo em outra encarnação, ou em outra situação, não poderia ser assim?




Oi, Norizonte

Então... Acho que é isso mais ou menos o que entendi que o Vitor quer dizer, não seria melhor como resgate de débitos pretéritos que se estivesse na carne? Não sei... melhor ele falar sobre esse aspecto

O que quero dizer é que, as 'coisas' poderiam desenrolar-se conforme as atitudes do Espírito na nova encarnação e dependendo dessas atitudes poderia ocorrer a influência dos Espíritos para que pessoas se reunissem em determinada circunstância e sendo esses Espíritos já sabedores do suicídio que ocorreria.


Então... de novo... Os Espíritos já sabedores do suicídio que ocorreria?  Como assim? 
Eu não posso crer que isso exista. Será?
Sabemos que há uma tendência natural de se repetir atos suicidas mas não é o que se espera e muito menos a espiritualidade que com certeza  vai fazer o possível para que isso não ocorra, não é?




                O suicídio nasce de uma decisão moral amiga. Isenta de fatalismos. Não foi programado. O acidente com o avião sim, trata-se de uma programação para os desencarnes já constados previamente em programa reencarnatório. E aqueles aos quais não caberiam o resgate ou perderam o voo ou pegaram outro avião de acordo com seu plano de provas e ou expiações a cumprir.

       Apenas nos indignamos porque pensamos que todos morreram por causa do suicídio do co-piloto... e isso não é possível amiga. A causa antecede ao que conhecemos na existência física.

             




Oi, Marcos

Em momento algum eu pensei que o suicídio pudesse ser programado e é justamente daí que veio o meu questionamento. Veja bem... questionamento no sentido de entender e não indignação. Não me sinto indignada porque sei que tudo tem uma razão de ser e é por isso que adoro essa Doutrina maravilhosa. Mas ainda não estou contemplada . Até que essa justificativa sua de que o copiloto se adiantou , veio ajudar um pouco, mas ele se adiantar seria "antecipar" a hora, kkkk  ( nem que fosse uns minutos) .

Obrigada... pessoal

Abraços
 
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Marcos W. Silva em 14 de Abril de 2015, 14:53

Oi, Marcos

Em momento algum eu pensei que o suicídio pudesse ser programado e é justamente daí que veio o meu questionamento. Veja bem... questionamento no sentido de entender e não indignação. Não me sinto indignada porque sei que tudo tem uma razão de ser e é por isso que adoro essa Doutrina maravilhosa. Mas ainda não estou contemplada . Até que essa justificativa sua de que o copiloto se adiantou , veio ajudar um pouco, mas ele se adiantar seria "antecipar" a hora, kkkk  ( nem que fosse uns minutos) .

Obrigada... pessoal

Abraços
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      He he, entendi,

      mas ele se antecipa à causa do acidente e não a morte. Este momento é fatal.

      Abraços.

Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Abril de 2015, 15:13
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O que quero dizer é que, as 'coisas' poderiam desenrolar-se conforme as atitudes do Espírito na nova encarnação e dependendo dessas atitudes poderia ocorrer a influência dos Espíritos para que pessoas se reunissem em determinada circunstância e sendo esses Espíritos já sabedores do suicídio que ocorreria.


Então... de novo... Os Espíritos já sabedores do suicídio que ocorreria?  Como assim? 
Eu não posso crer que isso exista. Será?
Sabemos que há uma tendência natural de se repetir atos suicidas mas não é o que se espera e muito menos a espiritualidade que com certeza  vai fazer o possível para que isso não ocorra, não é?

Se as pessoas não desencarnaram por acaso, então foram de alguma forma influenciadas a viajar naquele avião, assim como outras foram influenciadas a não viajar. Se nada ocorreu por acaso e todas tinham que resgatar coletivamente, então Espíritos já sabiam que o copiloto iria tomar aquela atitude. Saber de algo não é determinar que ocorra. Se os Espíritos influenciam para que duas pessoas se encontrem é porque desse encontro vai resultar algo para a prova da encarnação dos Espíritos, por que seria diferente nesse caso do acidente?

"Assim é que, provocado, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão
encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a idéia de passar por determinado lugar;
chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles
obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre-arbítrio."

Relataram que o copiloto já havia tendo sonhos sobre o desastre. Poderia estar sendo obsidiado. Não existe uma obsessão em que o obsidiado não mais tem controle sobre seus atos? é tudo conjetura, mas se as coisas não ocorrem por acaso e o que aconteceu teria que acontecer, com todos naquele avião por algum motivo (resgate, prova), então saber antecipadamente da atitude que tomaria o copiloto não é influir em sua decisão, apenas aproveitar a ocasião para que os envolvidos sejam aqueles que deveriam ser.





Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Vitor Santos em 14 de Abril de 2015, 16:47
Olá amiga Carmen

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Oi, Norizonte

Então... Acho que é isso mais ou menos o que entendi que o Vitor quer dizer, não seria melhor como resgate de débitos pretéritos que se estivesse na carne? Não sei... melhor ele falar sobre esse aspecto

A amiga colocou o dedo na ferida. Efetivamente a minha opinião é que o "purgatório" é na Terra e em mundos similares e não na fase de erraticidade. Senão, que sentido faria a encarnação? - Admito que existam perturbações e adaptações nas fases de encarne e desencarne, mas uma vez atingida a estabilidade, a erraticidade será o observatório do nosso passado, para efeitos de estudo do mesmo. Será uma fase de relativo alivio, em que seremos livres da matéria, em que planearemos o nosso futuro da forma que nos for mais util. Mas se ainda voltamos a encarnar é porque ainda não atingimos bem que somos espiritos imortais e/ou que não necessitamos da carne para vivermos felizes.   

A erraticidade dos animais e das nossas fases mais atrasadas - em que encarnamos como os homens primitivos que viveram na Terra, será diferente, decerto. É outra fase, já ultrapassada.

Segundo a DE (Doutrina Espirita), nós somos espiritos imortais. É essa a concepção que leio nas obras básicas, da codificação e que se estende a práticamente  a todas as formas de espiritualismo moderno (que existe há 100 a 200 anos). Assim sendo, o objetivo que nos foi traçado tem a haver com a aprendizagem e evolução no que diz respeito e que interessa ao espirito imortal que somos, e não ao espirito encarnado que também somos, mas apenas transitóriamente, e que é um ator a viver personagens materiais, mas sem consciência disso. Confudimos o papel (script) da peça com a realidade porque estamos intimamente ligados à carne. Aliás, um dia deixaremos mesmo de encarnar, segundo a DE (e segundo o Budismo, por exemplo).

A nossa intervenção sobre a matéria comum e as necessidades carnais são instrumentos transitórios que nos colocam em posição de desenvolver as potencialidades do nosso próprio espirito, nomeadamente as intelectuais, para além de nos levarem a intervir na obra coletiva universal. O Criador lá saberá porque concebeu o universo assim, mas como cremos que Ele é a Inteligência Suprema do universo, deve ser a melhor forma possivel de o conceber.

Grande parte dos defeitos das pessoas estão ligados ao facto de serem encarnadas. Efetivamente só faz sentido ser egoista, ganancioso, vaidoso, etc. por necessitarmos de sobreviver materialmente. Concientes que estamos livres da matéria, que somos imortais, indestrutiveis, esses defeitos não fazem sentido.

Se eu não necessitasse de me alimentar, de me vestir, de cuidados de saude, enfim, de cuidados e coisas materiais, para viver, os meus interesses, decerto, seriam outros. Seria, talvez, mais como o artista ou o cientista que já estão num patamar em que produzem as obras porque isso os realiza, os faz felizes, e não porque têm de sobreviver materialmente. Se eu vim parar aqui à Terra, é porque eu ainda não compreendia a felicidade dos espiritos, talvez. E achava que a minha felicidade dependia das coisas materiais, se calhar. Foi essa obsessão, ou a necessidade de a perder, que me fez encarnar na Terra, imagino. O progresso é obrigatório, mas, provavelmente, eu ainda não estava muito motivado para progredir e estava a resisitir.

Não sei se é assim ou não, mas a minha forma de pensar tem a haver com a explicação do sofrimento que se vive aqui na Terra. Não consigo conceber que se trate de penas relativas a condenações ou auto-condenações relacionadas com os defeitos inerentes aos encarnados, para vingar vitimas de ações anteriores, de outras vidas, embora possa parecer que assim é, pois é natural que voltemos a conviver com quem já convivemos.

A questão do aperfeiçoamento dos espiritos tem a haver com aquilo que caracteriza os espiritos imortais, em si, e não com aquilo que caracteriza os espiritos por estarem provisóriamente encarnados.

Bem haja 

Bem haja
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 14 de Abril de 2015, 21:51
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Mas a programação do desencarne coletivo teria que ser feita de forma inexorável antes da encarnação de cada um?

Não poderia alguém que tivesse que resgatar algo não vir a resgatar porque pelo livre-arbítrio na nova encarnação já tivesse de certa forma resgatado voluntariamente, fazendo algo útil à humanidade? ou mesmo poderia resgatar algo em outra encarnação, ou em outra situação, não poderia ser assim?


Oi, Norizonte

Então... Acho que é isso mais ou menos o que entendi que o Vitor quer dizer, não seria melhor como resgate de débitos pretéritos que se estivesse na carne? Não sei... melhor ele falar sobre esse aspecto

Olá Carmen, só agora percebi que o que escrevi lhe causou confusão.

O que eu quis sugerir não é no sentido de que o Espírito não precisaria encarnar para um resgate, o que eu quis dizer é que o Espírito ao encarnar para um resgate, poderia não ter que passar por esse resgate se como encarnado fizesse algo de bom, que compensasse um erro passado. É nesse sentido que disse que a programação antes da encarnação poderia não ser inexorável. E ainda citei a questão do carma, para dizer que as situações que se apresentam na encarnação ocorrem em relação ao modo como outras situações anteriores e na mesma vida foram vividas pelo encarnado. Posso estar errado, mas desconfio que essa matemática do mundo espiritual não deva ser assim tão rigorosa. Um mal feito não poderia ser pago com um bem feito? ou vale sempre a lei de Talião? se no passado tirei a vida de alguém e no presente me esforço para salvar vidas, precisarei, mesmo assim, desencarnar sendo assassinado? Se aquele suicida do avião não estava predestinado a derrubar o avião (caso contrário não teria culpa), por que alguém estaria predestinado, sem qualquer hipótese de alteração, a desencarnar daquela maneira? é claro que se fosse desencarnar daquela maneira, outra situação poderia proporcionar o (ou um) acidente, mas será que aquele modo de desencarne não poderia ser alterado dependendo da vida do encarnado?

Aproveitando, só para fechar o que disse: o resgate sendo inexorável e não podendo ser alterado pelo novo modo de agir do encarnado, fica parecendo como uma vingança, ou seja, de qualquer maneira, por exemplo, se matou vai morrer assassinado. Isso resgataria o quê? morrer assassinado porque assassinei seria resgatar ou seria vingança? resgatar não poderia ser compensar o que fiz de errado? morrer assassinado porque assassinei não mudaria, necessariamente, o Espírito para melhor, mas fazer algo para compensar o que fiz seria um resgate útil.
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Vitor Santos em 19 de Abril de 2015, 09:35
Olá amigo Norizonte

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Aproveitando, só para fechar o que disse: o resgate sendo inexorável e não podendo ser alterado pelo novo modo de agir do encarnado, fica parecendo como uma vingança, ou seja, de qualquer maneira, por exemplo, se matou vai morrer assassinado. Isso resgataria o quê? morrer assassinado porque assassinei seria resgatar ou seria vingança? resgatar não poderia ser compensar o que fiz de errado? morrer assassinado porque assassinei não mudaria, necessariamente, o Espírito para melhor, mas fazer algo para compensar o que fiz seria um resgate útil.

Concordo consigo amigo. A pena de Talião é uma forma de vingança da vitima de um crime e não uma forma de justiça.

Do ponto de vista do homem encarnado, na visão do bruto (por exemplo os mafiosos), ou na impossibilidade de encontrar organização alternativa, a pena de Talião ainda pode fazer algum sentido para impressionar as pessoas, ou algumas pessoas, e as dissuadir de cometer crimes. De qualquer modo é um sistema bruto e negativo, que já não devia caber no séc. XXI, mas ainda cabe, por vezes.

Quando vejo na TV julgamentos de crimes e os familiares a reclamar: fez sofrer o meu marido, ou o meu pai, ou o meu filho, então agora tem de sofrer também. E quando vejo a reacção de muitas pessoas no mesmo sentido, penso sempre que se trata de um defeito delas, pois demonstram que têm sentimentos de vingança. O sofrimento do criminoso, só por si, que não tem outra utilidade que não ser satisfazer esse desejo de vingança, é um crime, na minha óptica. Não fosse o objectivo de dissuasão e protecção da sociedade contra pessoas desequilibradas, não se justificava.

No calor de um crime, ao ouvir ler a sentença de um julgamento de alguém que fez mal a um familiar meu que eu muito amasse, eu, provavelmente, também teria tendência para exigir vingança. Não estou a dizer que eu estou isento do mesmo defeito, mas, por isso, não posso deixar de o considerar um defeito.

Também é usual dizerem que os presos devem ser mal tratados, na prisão, mostrando essa noção de que a punição desnecessária e cruel do outro está correta, mostrando ao criminoso e à sociedade que o sistema judicial é uma guerra e não um sistema de justiça. Se o criminoso maltratou e agora é maltratado, então maltratar, sem necessidade, "está certo"...

Tudo o que eu disse é aplicável independente de doutrinas espirituais. Basta que vivamos numa sociedade civilizada para ter sentido.

Quando à DE, as palavras de Jesus de Nazaré são tão claras: "amai até os vossos inimigos", ou seja não vos vingueis ensinam que a vingança é erro.

Mas o que é mais estranho é as pessoas entenderem que a morte carnal, para quem morre, é um castigo. Não vêem que isso é o mesmo dizer que todos estamos sujeitos a esse castigo, pois que se trata de uma lei da natureza. Os laços de amor, a saudade, podem ser muito dolorosos. Mas, se cremos que somos espíritos imortais, devemos ver que uma consequência disso é que a morte espiritual não existe. Apenas a carnal.

Penso que, para quem morre, a morte é sempre uma libertação. Ainda que tenhamos de voltar, porque temos de cumprir e/ou de repetir mais lições aqui na Terra, como se costuma dizer: enquanto o chicote vai e vem folgam as costas. A vida carnal é sempre uma vida de prisão e escravatura do espírito, pelo corpo de carne. Dizer que a morte carnal  é um castigo, uma pena, não me soa bem.

Felizmente não andamos sempre a pensar nisso e que há coisas que podemos fazer aqui que nos realizam, que nos fazem bem. Embora, teoricamente, o espírito seja um escravo do corpo, nós não sentimos a vida assim, todo o tempo que vivemos aqui. Ainda que reconheçamos que a encarnação pode ser um remédio, muitas vezes amargo. Há situações em que as pessoas desejavam partir, como os que ficam dementes, incapazes de viver, quase só a dar trabalho e sofrimento aos que os amam, que se sentem impotentes, e a quem o coração dói, por exemplo. A vida tem de tudo, tem várias fases, várias idades, várias situações. E algumas são de dor, inevitavelmente.

Por fim, se não é acaso a morte dos que partiram em acidentes colectivos, não é acaso a morte do que partiram em todas as outras situações. Não ser acaso não quer dizer que seja castigo, ou resgate, ou equivalente. Todas as pessoas, um dia, terão uma causa ou um conjunto de causas corporais que as farão desencarnar. A causa da morte delas será, no mínimo, o dano físico que o corpo sofre, por desgaste, crime ou acidente. Nunca será um acaso.

Bem haja
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: HamLacerda em 19 de Abril de 2015, 15:25
Eu, sinceramente, não entendo como o fator causa e efeito pode ser uma lei se na doutrina diz que quanto menos conscientes menos responsáveis e quanto mais conscientes mais responsáveis.

Ora, como pode ser uma lei se todos nascem simples e ignorantes? A partir de qual momento da vida do espírito deu início ou foi introduzida esta lei? Foi Deus que obrigou os espíritos a cometerem a primeira ação má ou a primeira ação boa, para dar início a sequência de causas e efeitos, ou o Karma? Óbvio que não.

Citando as palavras de um companheiro aqui do fórum, que diz "vamos raciocinar" - que inclusive é adepto desta lei de causa e efeito - queria propor estes raciocínio, ou entender como esta lei começou na vida do espírito, tendo em vista que ele nunca praticou uma ação responsável por uma causa boa, que tenha gerado efeitos bons, e nem a uma causa má, que tenha gerado efeitos maus, visto que ele era simples e ignorante? então, como ele, o espírito simples e ignorante, começou suas causas e seus efeitos se não houve causas e nem efeitos anteriores quando Deus o criou?

Ora, pra ser uma lei, como entendida pela maioria dos espíritas, é preciso que seja lógica, e se existe lacunas, como esta , não pode ser entendido como uma lei.

Como pode existir tal lei se os efeitos bons ou ruins que sofremos não estão nas coisas materiais e não são efeitos materiais, mas de inteligencias dotadas de livre-arbítrio? Inteligências dotadas de livre-arbítrio não podem está submetidas à uma lei de causa e efeito, senão seríamos máquinas sem vontades, determinadas a fatalidade.


Na doutrina não existe nem mesmo uma única citação sobre as palavras karma ou causa e efeito, exceto uma dentro dos estudos uranográficos, mas falando sobre a atração dos planetas.

Essa "lei" de causa e efeito foi introduzida na doutrina pelo movimento espírita e não pelos Espíritos da codificação. Isso acontece muito em todas as religiões. No Catolicismo, por exemplo, na falta de explicações para certas coisas, eles criaram seres e lugares alegóricos, como o diabo, o paraíso e o inferno. Na movimento espírita criou esta lei de causa e efeito, que em minha opinião é muito contraditória com os ensinamentos espíritas, visto que não se harmoniza com a lei de liberdade, ou livre-arbítrio, que é um dos principais fundamentos da Doutrina.



Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: lconforjr em 19 de Abril de 2015, 20:42
Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
      Ref resp #17 em: 190415, às 15:25, de HamLacerda.

      Ham disse: sinceramente, não entendo como o fator causa e efeito pode ser uma lei se na doutrina diz que quanto menos conscientes menos responsáveis e quanto mais conscientes mais responsáveis.

      Conf: concordo com o amigo Ham, pois, qto menos conscientes, maior a possibilidade de errar, e qto mais conscientes, menor a possibilidade de errar. Logo, nossos erros vêm de nossa inconsciência e não de nosso desejo de errar, de fazer o mal aos demais; e ficamos nos perguntando: se é assim, qual é a justificativa para nossos sofrimentos q, segundo a DE, vêm de nossas culpas?
...............
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: lconforjr em 27 de Abril de 2015, 16:57

Re:Causa e Efeito - uma lei, muitas histórias e dolorosos prantos.

      Conf: essa é uma lei q produz prantos extremamente dolorosos, sofrimentos desesperadores e insuportáveis e, por isso, para meu entendimento, é absolutamente incompatível com os atribuos que a doutrina confere a Deus. Para esta, Deus é o próprio e infinito amor e perfeita justiça, mas, através dessa lei, faz q seus filhos, sem exceção de um só, chorem lágrimas sentidas, sofram amarguradamente, torturantemente, miseravelmente, desgraçadamente, e até por multiplicadas encanações e por milhões de anos, fazendo até mesmo que tantos desejem abandonar a vida prematuramente por não suportarem esses sofrimentos.

      O texto da msg diz q são as “Dores que burilam almas...”, que o objetivo das diversas dores é “fazer-nos avançar mais depressa”... No entanto, podemos ver q esses não são os conceitos da doutrina pois, para esta, “todos” os sofrimentos, sem exceção de nenhum, objetivam punir aqueles q transgridem as leis de Deus (exceções: os de provas solicitadas e os de missões assumidas).

      Texto: Assim, se considerarmos q os desastres coletivos, os desastres naturais, terremotos, inundações, vulcões, epidemias, guerras, desastres, do ponto de vista espiritual têm objetivos “saneadores” extraindo “sobrecargas” de mentes culpadas e concretizam a infalível justiça de Deus...”.

      Conf: a pergunta inevitável é: se Deus é amor e justiça, pq faz q esses desastres aconteçam recheados de dores terríveis para todos, tanto para os q se vão, como para os q ficam?

      O processo evolutivo, criado por Deus, com toda Sua infinita Sabedoria, tem de ser cruel, tem de forçosamente, obrigatoriamente, fazer que todos derramem lágrimas e sofram dores e sofrimentos desesperadores? Esse é um estágio do processo evolutivo pelo qual,  obrigatoriamente, todos temos de passar?

      Aquele q é Sabedoria e Amor não consegue elaborar um processo evolutivo que se baseie em “compreender” e não em “fazer sofrer”?!

      Alias, existirá um processo criado por aquele a é Amor, no qual a ferramenta para evoluir não seja fazer sofrer?

      Será isso, que todos nós, que estamos aprendendo a evoluir, temos pela nossa frente: sofrimentos e mais sofrimentos?

      Será esta a lição de Deus, de Jesus, dos mentores, para os filhos do Amor: “se vc, meu filho, quer evoluir, vc tem de, obrigatoriamente, forçosamente, sofrer e sofrer coisas desesperadoras, terríveis, insuportáveis?”, pois, como texto diz são sofrimentos, dores e lágrimas dos quais ninguém pode escapar! 

      Será q caímos numa verdadeira armadilha?

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Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: lconforjr em 27 de Abril de 2015, 19:37

Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos

      Ref resp #15 em: 14 de Abril de 2015, 21:51, de Noriz

      Citação: Mas a programação do desencarne coletivo teria que ser feita de forma inexorável antes da encarnação de cada um?

      Conf: eu acrescentaria a essa pergunta: “e teria de ser feita na forma de sofrimentos cruéis para os q se vão e para os que ficam?”. Às questões provocadas pelo texto, ainda acrescento: se existe uma lei divina de causa e efeito, pela qual, conforme a doutrina “todos serão punidos naquilo em que pecaram”, qual é a causa de tantos pecarem de propósito, se, agora, a lei os obriga a ter de pagar seus erros propositais, em resgates coletivos?

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Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: Norizonte da Rosa em 28 de Abril de 2015, 01:23
lconforjr, e aquela ideia do 'sair da zona de conforto' não é uma ideia que poderia explicar os sofrimentos para que o Espírito possa evoluir?

Se tudo estiver bem, sem qualquer sofrimento (saúde, riqueza, beleza, enfim, felicidade total), alguém buscaria evoluir espiritualmente? ou pelo menos iria buscar entender por que sofre? e se buscasse entender não seria um começo para a procura da evolução?

Quais pessoas procuram religiões? são normalmente aquelas que estão felizes, ou aquelas que estão passando por dificuldades, sofrimentos?

Se alguma doença, alguma dor física, nos atinge, isso é sinal de que alguma coisa não vai bem e o normal é que busquemos a cura física; se sofremos por alguma questão moral, também seria sinal de que algo não estaria bem e isso também nos faz buscar a cura. Os sofrimentos, então, são punições, castigos sem um fim útil (pois castigar muda alguma coisa? se alguém surrar um homicida, por isso deixará de ser homicida? modificará sua moral porque foi surrado? ou os sofrimentos seriam um empurrãozinho para que os Espíritos evoluam?

Não que eu goste de sofrer, é questão instintiva de qualquer pessoa que seja medianamente normal, que não goste de sofrer, mas se existem sofrimentos, essa explicação que dei poderia dar a isto por que todo mundo passa, uma função útil e não simplesmente de punição, de castigo, que não levariam a nada.

Abraço.
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: lconforjr em 29 de Maio de 2015, 05:22
Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos

      Ref resp #21 em: 28.04.15, 01:23, de Norizonte

      Com um mês de atraso, faço estes comentários.

      Noriz escreveu: lconforjr, e aquela ideia do 'sair da zona de conforto' não é uma ideia que poderia explicar os sofrimentos para que o Espírito possa evoluir?

      Não que eu goste de sofrer, é questão instintiva de qualquer pessoa que seja medianamente normal, que não goste de sofrer, mas se existem sofrimentos, essa explicação que dei poderia dar a isto por que todo mundo passa, uma função útil e não simplesmente de punição, de castigo, que não levariam a nada.

      Conf: vc está coberto de razão, pois é sempre o fato de sairmos da zona de conforto que nos obriga a agir para voltarmos a ela. Isso é uma verdade irretorquível, como é, tb, a lei de causa e efeito! Desde que se nos desperta a consciência, em todas as situações em que saímos da “zona de conforto” (e delas saímos frequentemente) nos empenhamos para a ela voltarmos, e sofremos se não conseguimos realizar esse intento.

      E isso não ocorre apenas com os humanos, mas, tb, com os não-humanos e mesmo com os vegetais. Se vc, eu, alguém não tiver fome, não se levantará da frente de seu computador para ir à cozinha procurar o que comer; e isso acontece em todas as situações em que algo é exigido de nós, como a sede, que exige que tomemos água, o frio, o calor, o sol, a chuva, o sapato apertado, a dor, a doença, a necessidade, os desejos, o amor, o ódio etc.

      Essas coisas (que são necessidades) nos movimentarão para que, praticando as ações que julgarmos convenientes, encontremos a solução satisfatória para deixar a situação má e irmos para uma situação boa.

      No entanto, podemos ver que não é isso que a codificação ensina. Para a DE, os sofrimentos existem para, como a lei de causa efeito (que é desta que os sofrimentos vêm),  punir os que desrespeitam as leis de Deus pois, como ela afirma, "todos" os sofrimentos são merecidos e aplicados com perfeita justiça, e "só merecem sofrer aqueles que, conscientemente, transgridem as leis de Deus".

      Para a doutrina, não havendo transgressão, não há punição; logo, nem sofrimentos, senão aqueles das exceções apontadas pela doutrina: os sofrimentos decorrentes de provas solicitadas e de missões assumidas.
.........................
Título: Re: Causa e Efeito - a lei, as histórias e os prantos
Enviado por: dOM JORGE em 04 de Dezembro de 2018, 07:16
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     
O dom da vida e a lei de
causa e efeito


Quando Deus cria um Espírito, outorga-lhe os dons da vida e da liberdade, bem como o livre-arbítrio. Para administrá-los, mune-o de inteligência.

O dom da vida é inalienável. Somente o Pai tem poderes para interferir nele. Qualquer outro ser não detém esse direito, a não ser, no caso de abortamento (“aborto”), quando ficar sobejamente comprovada, pela Ciência Médica, que a continuidade da gestação trará risco de morte para a gestante. Fora dessa condicionante criada pelos seres humanos, não há, absolutamente, quaisquer explicações que justifiquem a prática desse crime doloroso, traiçoeiro, hediondo. 

As divinas e cristãs orientações trazidas pela Filosofia Espiritista, ensinada pela Doutrina Espírita e praticada sob as luzes do Espiritismo, fundamentadas na prática da caridade sem ostentação, têm como epicentro o amor incondicional ao próximo. 

Para o reencarnante, a maneira como for gerado seu corpo físico é de somenos importância. Para Deus é mais um filho (a) que vem como estrela cadente viajando inocente à procura de um lar para ser amado(a), educado(a) e instruído(a). 

A infeliz mãe que privar seu filho do direito de nascer, crescer, reproduzir, evoluir, moral e espiritualmente, desce ao mais baixo nível da degradação humana praticando uma atitude nefasta, comprometendo-se inapelavelmente com as leis regeneradoras do Código Divino.             

*

Quando uma pessoa toma o primeiro contato com o Espiritismo através de uma atividade espírita, no Centro Espírita, poderá sair: decepcionada, satisfeita, vislumbrada e até feliz, julgando que encontrou o caminho certo para suprir as necessidades materiais, psicológicas ou espirituais. 

Ledo engano. Uma instituição espírita que se preze não direciona suas atividades no sentido de resolver problemas. Nesse sentido, seu papel é orientar, direcionar, incentivar e aumentar a autoestima do indivíduo para lutar contra as adversidades que, com certeza, não foram criadas por Deus e, sim, pelas atitudes egoístas dos seres humanos. 

Nesse raciocínio, sua finalidade precípua não é somente enxugar lágrimas ou minimizar dores e sofrimentos, mas proporcionar informações e conhecimentos úteis e relevantes que possam ajudar o indivíduo a erradicar as causas que façam verter lágrimas e propiciar dores e sofrimentos. 

Neste particular é importante que se conheçam os fundamentos da Doutrina Espírita que se baseiam na Ciência que prova fatos; na Filosofia que estuda os primeiros princípios e os últimos fins das causas e das coisas (Lei de Causa e Efeito; Ação e Reação); e na Religião que liga, individualmente, a criatura ao Criador, pela fé inabalável em Deus, em Jesus – o Cristo e Seus Prepostos –, impulsionada pela prática da caridade e na presunção da esperança de que amanhã será sempre um dia melhor.

Essas condicionantes imperativas respaldam a conclusão de que tudo na vida de uma pessoa está diretamente proporcional à conduta do indivíduo (Espírito). Nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser, como afirma o adágio: “no mundo existem muitas injustiças, porém ninguém vive injustiçado”; e, como ensinou o Cristo: “A cada um será dado conforme a sua obra”.

Nos postulados espíritas vislumbra-se a certeza absoluta, inequívoca e inquestionável de que Deus jamais desamparará Seu filho ao ponto de deixá-lo sofrer sem ter uma causa que justificasse esse sofrimento. Afinal de contas, não há efeito sem causa.   


           Pedro de Almeida Lobo








                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!