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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Atma em 25 de Setembro de 2008, 23:08

Título: Aos Espíritas.
Enviado por: Atma em 25 de Setembro de 2008, 23:08
Aos Espíritas I


            Encontramos no livro Missionários da Luz1 grave admoestação aos espíritas, onde a jovem, sob inspiração do instrutor espiritual Alexandre, instrui seu irmão e sua genitora, espíritas como ela, a assumir as responsabilidades perante os conhecimentos doutrinários:

            “Concordo que o nosso Espiritismo é nosso manancial de consolo, mas não posso esquecer que temos na Doutrina a bendita escola de preparação. Se permanecermos arraigados às exigências de conforto, talvez tenhamos a olvidar as obrigações do trabalho. Creio que os instrutores da verdade espiritual desejam, antes de tudo, a nossa renovação íntima, para a vida superior. Se apenas buscamos consolação, sem adquirir fortaleza, não passaremos de crianças espirituais. Se procuramos a companhia de orientadores benevolentes, tão-só para o gozo das vantagens pessoais, onde estará o aprendizado? Acaso não permanecemos, aqui na Terra, em lição? Teríamos recebido o corpo, ao renascer apenas para repousar? É incrível que os nossos amigos nos venham suprimir a possibilidade de nos caminharmos por nós mesmos, usando os próprios pés. Naturalmente, não nos querem os benfeitores do Além para eternos necessitados da casa de Deus e, sim, para companheiros dos gloriosos serviços do bem, tão generosos, fortes, sábios e felizes quanto eles já o são”.

            Não será necessário maior comentário. Apenas o alerta a todos os espiritistas para a responsabilidade ao aceitarem o compromisso com a Doutrina Espírita, já assumido na dimensão espiritual, quando no estado errante. Aproveitar-se do conhecimento para a evolução, não para o acomodamento; para o auxílio, não para a dependência.

1XAVIER, Francisco C. Missionários da Luz. Pelo Espírito André Luiz. 37.ed. Rio[de Janeiro]: FEB, 2003. p. 52.


Aos Espíritas II


            Sob este título, Álvaro Chrispino1 lançou um livro organizando uma coletânea de mensagens psicografadas por Divaldo Franco sobre a Unificação, o Movimento Espírita e os Espíritas, de autoria de diversos Espíritos.

            Na introdução à obra, Chrispino expõe o conceito do Movimento Espírita como um “corpo institucional recente(...). Movimentado pela vontade superior de servir a Jesus, através das idéias superiores do Espiritismo(...)”.

            A problemática que ele nos apresenta é o risco de fazer ao “novo”, aquilo que se criticava no “velho”.

            Ao adotar o novo - a Doutrina Espírita como filosofia de vida, esquece-se, muitas vezes, do seu princípio libertador, que torna o indivíduo artífice da própria felicidade, construtor do futuro de paz a partir do presente comprometido com a transformação interior e a responsabilidade com o bem comum.

            É fundamental, no campo da religião, não reproduzir comportamentos equivocados do passado, inquisitores e acusadores, frente aqueles que não comungam as mesmas idéias ou ainda manifestam condutas não condizentes ao conhecimento espírita adquirido.

            Necessário se faz ao espírita perante o “canto de sereia do mundo” manter uma postura consciente, adequada e serena, sendo o diferencial e, apesar de suas imperfeições, o modelo do Cristo perante a humanidade.

            É imprescindível a vigilância consigo mesmo para não repetir modos autoritários de agir, resultados de atavismos do passado onde o poder arrogante se fazia presente.

            Precisa-se, como afirma o coordenador da obra, “esquecer para lembrar”: esquecer muito do que se aprende no mundo para lembrar o que se esquece como Espírito imortal reencarnado - o potencial imensurável que se tem como “Filho da Luz” que fica adormecido por apegar-se em demasia às conquistas transitórias da matéria.

            Trabalho, Solidariedade e Tolerância é o lema proposto e vivenciado pelo Codificador para servir como diretriz para o êxito de nossas vidas.


1CHRISPINO, Álvaro. Aos Espíritas: coletânea de mensagens sobre unificação, o movimento espírita e os espíritas. Diversos Espíritos psicografado por Divaldo Franco. Salvador, Ba:LEAL, 2005.


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