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GERAL => Outros Temas => Biografias Espíritas => Tópico iniciado por: Edna☼ em 07 de Janeiro de 2011, 19:38

Título: Anália Emília Franco
Enviado por: Edna☼ em 07 de Janeiro de 2011, 19:38
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Com a vinda de D. João VI para o Brasil - colônia surgiram os primeiros colégios particulares no Rio de Janeiro. Isso porque com o número de senhoras vindas com a Corte de D. João VI, da França e de Portugal, muito as preocupou a educação dos filhos, pois na Europa eram outros os precedentes educativos, tanto na alfabetização quanto da cultura, que, segundo elas, predominavam na formação da personalidade e do caráter infantil.

Tudo foi iniciado com muita precariedade, porém a educação para a mulher aconteceu ainda no período do Brasil - colônia, em São Paulo, exatamente com a formação vinda do clero, com a abertura dos Conventos, onde poderiam dedicar-se a exercer a religião católica somente as mulheres. E o ensino de períodos escolares seriam ministrados em aulas também particulares pelas próprias freiras, pois muitas vindas da Europa tinham profundo cabedal de ensino não só na alfabetização como em aulas de etiquetas, moral religiosa e conhecimentos gerais.

As formandas que aí foram educadas eram capazes de tudo realizar num ambiente doméstico. Formavam-se em artes, música, pintura, teatro, tudo no maior requinte exigido pela Corte essa época.

Ano de 1852.

O Brasil lentamente absorvia o progresso relativo ao ensino. Era evidente que só obtinham um curso superior as famílias da classe média para a alta aristocracia da Corte.

Nesse ano um jovem casal consorciava seus ideais de viverem unidos pela lei do amor. Ele, o senhor Antônio Mariano Franco Júnior, formado em contabilidade, que na época era a profissão do “guardador de livros”, era funcionário de uma repartição empresarial de bom nível. Termo usual na época, para os empresários bem sucedidos.

Ela, dona Thereza Emília de Jesus, que, venceu todos os obstáculos, era formada e exercia o cargo de professora primária. Esse acontecimento fora no dia 20 de abril de 1852, na matriz da cidade de Resende, estado do Rio de Janeiro.

Enquanto esse casal se reunia não só pelas leis da Terra, mas principalmente pelos laços espirituais, o Alto já preparava para retornar ao plano físico um espírito que teria a missão de abrir caminhos para o aprendizado do conhecimento, não só pelas letras, mas também para a Evangelização de espíritos que precisariam da força dessa mulher, designada por Deus, para fornecer esses princípios tão equivocados pelos homens.

Esse Espírito teria que renascer nesse ambiente cheio de mistérios formados pelo Clero, assim como Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Thereza D'Ávila, Santo Agostinho e outros eméritos baluartes que viveram na época do Cristo e tiveram que retornar para continuar a obra de esclarecimento do “Cristianismo”, não só das religiões do deus pagão.

E no dia 1º de fevereiro de 1853, retorna a esse plano físico uma bela menina, de olhos arregalados para o mundo que a recebe ao aconchego do seio maternal. Os pais não cabiam em si de contentamento. Acreditavam que Deus os abençoava com essa luz que se acendera
nesse lar já tão feliz.

Deram-lhe o nome de Anália Emília Franco.

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Anália Emília Franco foi jornalista, poetisa, romancista, musicista, teatróloga, contista, conferencista, além de ter sido a grande educadora.

Anália Franco deu por toda sua vida o exemplo que a mulher, naquele tempo ainda não emancipada dos preconceitos seculares, poderia ser mãe, esposa, companheira, irmã e muito mais ativa e progressista em todos os seus ideais humanos. Era a sua visão do futuro feminino, que ela soube trazer para um presente precoce da época. Por isso seu espírito pioneiro fez valer a evolução espiritual para as mulheres.

Anália Franco veio a desencarnar em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 1919.

Fonte: Revista Seareiro, que gentil e expressamente autorizaram o uso para estudo espírita

(os destaques são meus)


Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a grande obra deixada por esta ardorosa espírita, além do excelente vídeo deixado pelo Marccello, segue o link da FEP que autorizou sua inserção, desde que seja citada a fonte:

http://www.feparana.com.br/biografia.php?cod_biog=28


A verdadeira caridade não é acolher o desprotegido,
mas promover-lhe a capacidade de se libertar
."   

Anália Franco