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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 28 de Julho de 2013, 09:23

Título: Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Julho de 2013, 09:23
                                                                   VIVA JESUS!





              Bom-dia! queridos irmãos.




                       

Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações





A doença de Alzheimer, descrita clinicamente como uma demência degenerativa primária, cujo principal sintoma é a perda progressiva das funções mentais, afeta em todo o mundo milhões de pessoas; e a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que o número de casos de demência entre os idosos irá mais que dobrar até 2050.

No Brasil, a estimativa é de que a doença atinja hoje 1,2 milhão de pessoas com mais de 65 anos. E o número de casos vai mais que dobrar até 2030, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ).

Entre as doenças que provocam demência na população idosa, os especialistas esclarecem que o Alzheimer é a mais comum, e segundo a presidente da ABRAZ, Fernanda Paulino, “a doença não tem cura, mas o tratamento nas fases iniciais da doença pode postergar em um ano os sintomas e complicações”.   

Histórico e conceito - A doença de Alzheimer foi descrita pelo psiquiatra neuropatologista Alois Alzheimer em 1906. Ao fazer uma autópsia, o médico alemão descobriu no cérebro morto lesões que ninguém nunca tinha visto antes: tratava-se de um problema de dentro dos neurônios (as células cerebrais), os quais apareciam atrofiados em vários lugares do cérebro, e cheios de placas estranhas e fibras retorcidas, enroscadas umas nas outras.

A doença de Alzheimer, também conhecida como demência, erroneamente chamada pela população como “esclerose” ou caduquice, é uma enfermidade degenerativa do cérebro, cujas células se deterioram (neurônios) de forma lenta e progressiva, provocando uma atrofia do cérebro. Em consequência, a memória e o funcionamento mental são afetados, e outros problemas tomam curso como confusão, mudanças de humor e desorientação no tempo e no espaço.

Embora a doença de Alzheimer não seja contagiosa nem infecciosa, ela faz diminuir a capacidade de a pessoa se cuidar (das suas necessidades cotidianas), de gerir sua vida emocional, profissional etc. e, por isso, torna-a dependente da ajuda alheia para realizar até mesmo as tarefas básicas como higiene pessoal e alimentação.

Causas - A causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida pela medicina ortodoxa. Há diversas teorias, mas de concreto até agora se aceita que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares). 

Sintomas - É possível dividir a doença em três fases: inicial, intermediária e terminal.

Fase inicial. A doença começa, geralmente, entre os 40 e 90 anos. No começo são os pequenos esquecimentos, usualmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, mas que vão se agravando de forma gradual. Ciente destes esquecimentos, o indivíduo pode se tornar confuso, agressivo e mesmo vivenciando distúrbios de conduta, ansiedade e depressão.

Verifica-se a perda da memória recente, dificuldade para aprender e reter novas informações, distúrbios de linguagem, dificuldade progressiva para as tarefas da vida diária, falta de cuidado com a aparência pessoal, irritabilidade, desorientação. Nesta fase, entretanto, os pacientes ainda permanecem alertas e apresentam boa qualidade de vida social.

Fase intermediária. O paciente se torna incapaz de aprender e reter novas informações, passando a depender cada vez mais de terceiros. Têm início as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passa a exigir cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades rotineiras como alimentação, higiene, vestuário etc. Inicia-se também a perda do controle da bexiga (incontinência).

Fase final. O paciente fica incapaz de andar (restrito ao leito), não fala mais e vivencia a perda do controle da bexiga e do intestino; há dificuldades para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou do estômago. Com isso, cresce o risco de pneumonia, desnutrição e úlceras por ficar deitado.

Na maioria das vezes, contudo, a causa da morte relaciona-se a fatores ligados à idade avançada e não necessariamente à enfermidade propriamente dita.

Em outras palavras, por ser o mal de Alzheimer uma doença terminal que causa uma deterioração geral da saúde, a causa mais frequente é a pneumonia, porque à medida que a doença progride o sistema imunológico deteriora-se, e surge perda de peso, que aumenta o risco de infecções da garganta e dos pulmões.

Diagnóstico - Não existe um teste específico que confirme de maneira inquestionável a doença. O diagnóstico certo da doença de Alzheimer apenas pode ser feito por exame do tecido cerebral obtido por biópsia ou necropsia. Deste modo, o diagnóstico provável (e não invasivo) é feito excluindo outras causas de demência pela história (depressão, perda de memória associada à idade), exames de sangue (hipotireoidismo, deficiência de vitamina b), tomografia ou ressonância (múltiplos infartos, hidrocefalia) e outros exames.

Há alguns marcadores, geralmente identificados a partir de exame de sangue, como a apolipoproteína E (APOE), cujos resultados podem mostrar chance aumentada de doença de Alzheimer e são valiosos em pesquisa, contudo não são úteis para diagnóstico individual. É óbvio que isso não impede que marcadores mais sensíveis venham a surgir no futuro.

Tratamento - A chamada “medicina ortodoxa” (convencional) considera não haver tratamento curativo para a doença de Alzheimer, isto é, a terapia busca o controle dos sintomas, sendo que as medicações mais empregadas têm sido os anticolinesterásicos, ao menos por enquanto.

Além disso, sem desobedecer ao itinerário proposto pela medicina ortodoxa, o paciente pode buscar apoio na medicina energética (homeopatia e/ou terapia floral) e que pode ser administrada como instrumento de prevenção de agravo; sem esquecer a atuação desta medicina (aqui especialmente a terapia floral) no alívio do sofrimento do cuidador da pessoa com a doença de Alzheimer. 

Alzheimer e Espiritismo - Estudos desenvolvidos pela Associação Médico-Espírita do Brasil orientam hipóteses de causas espirituais para a ocorrência da doença de Alzheimer, tais como a rigidez de caráter, a culpa, processos obsessivos graves, a depressão e os sentimentos enfermiços – ódio e mágoa – especialmente quando mantidos a médio e longo prazos. 

Medidas preventivas - As medidas preventivas mais recomendadas são o cuidado com a saúde física e emocional, o trabalho intelectual, inclusive com a sugestão de práticas como quebra-cabeças, palavras-cruzadas, atividades artísticas, aprendizado de idiomas, entre outras, e, especialmente, o interesse por uma vida psicológica, nutrida por valores e objetivos elevados – em nítida oposição a um existir autocentrado.

Ainda, enquanto a necessidade de trabalho intelectual exige a atenção com tarefas cognitivas e mnemônicas, os processos obsessivos, os quadros depressivos e a rigidez de caráter (intolerância, impaciência etc.), entre outras, por sua vez reclamam a necessidade de assumir o indivíduo a proposta de autoiluminação – desta maneira, e para nós espíritas, isso implica o estudo doutrinário (e as leituras edificantes), a frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes e água fluidificada e o exercício da caridade, que, ao lado da prece, fortalece a nossa imunidade espiritual.

Por fim, as graves dificuldades emocionais servem bem à práxis da psicoterapia. Esta última promove o autoexame e, de forma lúcida, ajuda na superação das dores da alma, no domínio esclarecido dos “inimigos” internos.

Apontamentos finais - Sem dúvida o aumento do número de casos de doença de Alzheimer na atualidade é um alerta a todos nós, principalmente se nutrimos uma vida pouco fecunda para nosso propósito evolutivo, isto é, quando não prestamos atenção aos objetivos reais de nosso programa reencarnatório.

Não podemos ignorar que a doença de Alzheimer, acima de tudo, é uma enfermidade que tem ressonância com uma solidão sombria e negativa, porquanto o portador dessa enfermidade passa a viver insulado em si mesmo. E isso porque esse mal – o mal de Alzheimer – infelizmente “aniquila a vivência do tempo para o corpo, porque este não obedece ao comando do Espírito” (Iso Jorge Teixeira).

De outro lado, é importante destacar que em entrevista concedida à Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal, em 2009, quando perguntaram a Divaldo Franco o que é que os Espíritos lhe diziam sobre a cura do câncer, da AIDS e do Alzheimer, o eminente orador respondeu: “informam-me que, por enquanto, essas doenças são uma necessidade para o nosso processo de autoiluminação”.

Assim, sem esquecer a condição de nosso tempo de transição, deveremos nós, os espíritas, olhar o futuro com esperança e, assim, trabalharmos para que a saúde seja também um dos claros sinais do amor na edificação de um destino humano belo e feliz.

 

Referências:

Doenças genéticas: Alzheimer. LEITE, Leonardo. Disponível em www.ghente.org/ciencia/genetica/alzheimer.htm (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5naGVudGUub3JnL2NpZW5jaWEvZ2VuZXRpY2EvYWx6aGVpbWVyLmh0bQ==).

Associação Brasileira de Alzheimer – www.abraz.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hYnJhei5vcmcuYnI=).

Associação Médica Espírita de São Paulo (AME) – www.amesaopaulo.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hbWVzYW9wYXVsby5vcmcuYnI=).

 

Nota da autora:

O filme canadense “Longe dela” (Away from her, 2006) trata de maneira sensível o problema de um casal que passa a viver o drama do Alzheimer em sua velhice.



              Eugênia Pickina









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Julho de 2013, 15:02
Olá

Há novidades sobre a doença:

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=58047&op=all

Pode haver cura para a doença, o que me parecia muito complicado. Não sou profissional de saúde, mas por causa de pessoas de família sou forçado a saber um pouquinho desta doença. Mas eu imaginava neurónios destruídos e irreparáveis. Pensava que apenas se podia um dia prevenir ou travar, mas nunca reverter. Todavia as noticiais do mundo cientifico abrem uma nova janela de esperança. Vamos ver...

Esta doença é mesmo horrível, pois nós vemos a pessoa a morrer em vida. Perdemos parcialmente a capacidade de comunicar com ela. Não sei se é pior para a própria pessoa se para a família que a ama. É duro para todos.

Eu tinha a ideia que pessoas que usam muito a cabeça estariam mais livres da doença, mas hoje tenho sérias dúvidas sobre isso. Isso porque sei de pessoas extremamente activas que ficaram com Alzheimer. Mas também tenho dúvidas em relação à capacidade dos médicos para fazer um diagnóstico que distinga claramente esta doença de outras demências, inicialmente. Com o tempo, sobretudo na fase final, torna-se mais claro.

Parece-me também que o aumento da esperança média de vida contribui para detectar muito mais casos. Antigamente muitas pessoas desencarnavam antes de a doença se revelar com mais veemência.

bem hajam
Título: Re: Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações
Enviado por: Vitor Santos em 28 de Julho de 2013, 15:07
Olá

Citar
Tratamento - A chamada “medicina ortodoxa” (convencional) considera não haver tratamento curativo para a doença de Alzheimer, isto é, a terapia busca o controle dos sintomas, sendo que as medicações mais empregadas têm sido os anticolinesterásicos, ao menos por enquanto.

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/alzheimer-e-o-espiritismo-algumas-consideracoes/#ixzz2aLhqzd23

Não conheço nenhum tratamento eficaz, seja na medicina convencional, alopática, seja noutras formas de tratamento não convencionais. Alguém conhece alguma pessoa que se tenha curado?

bem hajam
Título: Re: Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações
Enviado por: Zé Ninguém em 28 de Julho de 2013, 16:01


"Embora possa existir uma predisposição genética para a Doença de Alzheimer, esta é uma doença para a qual pode existir prevenção. Uma alimentação pouco saudável que possua altos níveis de açúcares e gorduras, falta de exercício físico e mental, e um estilo de vida estressante são factores que normalmente estão na raiz do problema.

10 formas de prevenir a Doença de Alzheimer:


01 – Tenha uma alimentação rica em frutas e legumes. Foi demonstrado cientificamente que os alimentos que combatem Alzheimer são mirtilos, vegetais de folha verde, como bróculos ou espinafres e maçãs.

02 – Insira na sua alimentação óleos vegetais ricos em Ómega 3, incluindo sementes de canhâmo e de linho. Pode também ingerir óleo de peixe, mas certifique-se quanto à fonte e nutrientes, já que muitos peixes possuem toxicidade de mercúrio, que pode causar Alzheimer.

03 – Certifique-se que está a incluir na sua alimentação uma quantidade suficiente de antioxidantes. Como foi já mencionado, comer frutas e legumes é uma das melhores maneiras de combater os radicais livres. O chocolate, chá verde, vitamina E e vitamina C são outros antioxidantes que podem desempenhar um importante papel contra a doença de Alzheimer.

04 – Um novo estudo de uma equipa de investigadores do Instituto para a Estudo Biológico de Salk demonstrou que um tipo específico de antioxidantes presente nos morangos pode auxiliar a memória e proteger o cérebro do desenvolvimento de Alzheimer.


05 – Um novo estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo provou que as diabetes aumentam gradualmente o risco do desenvolvimento de Alzheimer. As diabetes estão associadas a altos níveis de açúcar no sangue.


06 – Um novo estudo demonstrou que uma pessoa com colesterol alto, alta pressão sanguínea e obesidade tem muito mais possibilidades (+ 600%) de perder funções cerebrais e ser-lhe diagnosticado Alzheimer do que pessoas que mantenha um peso equilibrado e que mantenha uma alimentação saudável.


07 – O pigmento na curcuma que atribui ao caril a sua cor amarela pode também ajudar a quebrar as “placas” que marcam o cérebro de doentes com Alzheimer, sugererm as últimas pesquisas.


08 – Evite o mercúrio. Como foi já mencionado, muito peixes estão contaminados com mercúrio, por isso pesquise quais os peixes que são seguros e livres de mercúrio. Por vezes, as vacinas são outra causa da toxicidade por mercúrio.

09 – Desafie a sua mente todos os dias. As pesquisas sugerem que a estimulação mental, falar duas línguas, viajar, puzzles, e aprender a tocar um instrumento são boas formas de combater a senilidade precoce e Alzheimer. Aprenda algo novo todos os dias, mesmo que seja um número de telefone ou uma palavra.

10 – Regule o stress. Está provado que o stress corroi a mente e o corpo, produzindo uma hormona que prejudica o cérebro. A meditação, yoga, arte ou jardinagem são apenas algumas das formas de gerir o stress."

http://www.alimentacaosaudavel.org/Artigo-prevenir-alzheimer.html


Casca de Romã no combate ao Alzheimer:
http://saude.abril.com.br/edicoes/0364/nutricao/roma-contra-alzheimer-743369.shtml

http://saude.abril.com.br/edicoes/0364/nutricao/roma-contra-alzheimer-743369.shtml
Título: Re: Alzheimer e o Espiritismo: algumas considerações
Enviado por: Carmen.gbi em 28 de Julho de 2013, 17:09

Bom dia,

Boa tarde , amigos

Olá, Vitor

Tratamento que leve a cura ainda não vi, mas que pode estabilizar o comprometimento cognitivo e da memória do paciente, sim. E assim, penso que  o paciente pode até ganhar tempo no sentido do desenvolvimento de novos  recursos que possam ser aplicados a eles mesmos. Mas infelizmente só se estabiliza por determinado tempo.

Quanto a dificuldade de diagnóstico, também concordo com você. Já vi casos de pessoas que não tinham Alzheimer e que estavam sendo tratadas. Em um dos casos , o paciente chegou a perder rapidamente os movimentos, isto porque tinha na verdade um tumor , não foi por causa da Alzheimer que ele perdeu os movimentos e sim porque houve diagnóstico tardio do tumor. Hoje já faz parte do protocolo para diagnóstico, a realização da tomografia . Outra pessoa com diagnóstico equivocado e que já fazia tratamento , tinha na verdade idotia (termo já obsoleto). Conheço vários casos ...