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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Carmen.gbi em 30 de Maio de 2015, 15:57

Título: A poesia natural de Deus
Enviado por: Carmen.gbi em 30 de Maio de 2015, 15:57
Bom dia!


Perante a Natureza

André Luiz

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De alma agradecida e serena, abençoar a Natureza que o acalenta, protegendo, quanto possível, todos os seres e todas as coisas na região em que respire.



A Natureza consubstancia o santuário em que a sabedoria de Deus se torna visível.



Preservar a pureza das fontes e a fertilidade do solo.



Campo ajudado, pão garantido.



Cooperar espontaneamente na ampliação de pomares, tanto quanto auxiliar a arborização e o reflorestamento.



A vida vegetal é moldura protetora da vida humana.



Prevenir-se contra a destruição e o esbanjamento das riquezas da terra em explorações abusivas, quais sejam a queima dos campos, o abate desordenado das árvores generosas e o explosivo na pesca.



O respeito à Criação constitui simples dever.



Utilizar o tesouro das plantas e das flores na ornamentação de ordem geral, movimentando a irrigação e a adubagem na preservação que lhes é necessária.



O auxílio ao vegetal exprime gratidão naquele que lhe recebe os serviços.



Eximir-se de reter improdutivamente qualquer extensão de terra sem cultivo ou sem aplicação para fins elevados.



O desprezo deliberado pelos recursos do solo significa malversação dos favores do Pai.



Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas medicinais.



Toda a farmacopéia vem dos reservatórios da Natureza.



Furtar-se de mercadejar criminosamente com os recursos da Natureza encontrados nas faixas de terra pelas quais se responsabilize.



O mordomo será sempre chamado a contas.


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Título: Re: A poesia natural de Deus
Enviado por: dOM JORGE em 31 de Maio de 2015, 09:40
                                                                   VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     
Liturgia da natureza


Gosto de passear pelo parque, nas manhãs de domingos, quando o tempo está bonito, sol de primavera, e as flores enchendo o ar. Nenhum ruído digital perturba a natureza, e de quando em quando se veem crianças alegres e um azul celeste vestindo sem pudor o céu.

Penso que a vida poderia ser assim, um largo jardim, o canto das aves dando o tom da vigília; depois, sem pressa, o suspiro das folhas no entardecer, que termina na escuridão das árvores, convidando o sono para o corpo e os sonhos que decifram enigmas sobre o nosso mundo.

Houve tempo em que os parques e as praças, mesmo nas grandes cidades, eram, ao menos, mais amados, pois, sem dúvida, aquilo que (mal) fazemos ao espaço coletivo, como o péssimo hábito de jogar lixo no chão ou nas águas dos lagos, denuncia a rude atitude (feia) de nossas almas…

Mas o gestual mais perverso justamente aparece, e cada vez mais, onde deveria ser evitado: no meio da casa privada das árvores, a qual na cidade chamamos “espaço público”. Onde estão flora e fauna? E quem de nós ousaria maldizer aquilo que a natureza levou memórias de anos para conceber e de forma tão bonita?

Por isso me assusta a verticalização abusiva em muitas cidades do País, o excesso de condomínios murados, os edifícios todos iguais, construídos segundo a tirania da economia de mercado, que cada vez mais dá lugar à cidade empresa, feita para consumidores ou desatentos com as leis maiores que organizam a Vida.

A utilidade da cidade empresa faz agonizar a pólis, a possibilidade de uma urbanidade como espaço do encontro entre cidadãos. Já se define então no País, e isso tão nítido, com pressa e barulho nos últimos anos, um (dissimulado) adeus ao ideal de philia nas cidades.

E pensei no último domingo, quando corria no parque, que a elegância das árvores deveria ser meditada por aqueles que passaram a ignorar valores estéticos e valores fraternos, e que são indeclináveis conviventes.

Sim, em geral, estética e fraternidade avisam que as cifras da economia com pouca frequência ativam memórias relacionadas à melodia dos passarinhos, lagos cristalinos, bichos invisíveis, mas que sabemos que estão ali, habitando bosques e parques, fazendo parte da rede misteriosa que torna a Terra nossa casa, nosso destino comum, ainda que os existentes grudados às coisas duvidem…

No final, somos cúmplices, querendo ou não, naquilo de misterioso e belo, mas também feio e grotesco, que definem o nosso tempo-espaço como um ambiente de horror e egoísmo, além das escassas esperanças.

Pouco sei, porém insisto: são os espaços privados das árvores que nos ajudam viver nossos corpos para conduzir nossos sonhos. E apenas cuidando deles poderemos evitar o pandemônio que na cidade grita a vida em fuga, agonizada pelo sintoma da insônia e o escuro da depressão – cujo cinzento peso pode provocar profundidade à [árida] vida do indivíduo.

Desconfio, portanto, que parte de um “existir com sentido” é recriado diariamente no silêncio dos espaços públicos, quando perdemos tempo com flores e pássaros, e, durante a noite, quando aceitamos tecer nossos sonhos, que nos acendem para o amanhecer na cidade.

Então, confiantes, revitalizados na liturgia da natureza, fluir com nossas incertas jornadas, contudo implicadas com a atitude cotidiana de quem sabe reverenciar o outro ao seu redor. Afinal, que motivos alegar contra o prazer de aquietar os pensamentos sob a sombra de uma robusta árvore durante o sol do meio-dia?


           Eugênia Pickina









                                                                                                              PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A poesia natural de Deus
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Junho de 2015, 02:14


                                                     VIVA JESUS!




Bom-dia! queridos irmãos.

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Senhor, aí está diante de mim, no seu alvorecer, mais um dia em minha vida...
Essa prece tem o inicio que todo ser vivente, quer na carne ou fora dela, deveria ter como  primado de seu dia.
Ela traz em seu desabrochar o viés daquilo que seremos diante da vida, neste dia que se descortina em nuances variegadas.
Por mais que tenhamos tribulações, aflições, sofrimentos, nada se compara a abrir-se os olhos pra essa vida que ainda boceja, seus últimos resquícios do sono da noite.
Deveríamos todos nós rendermos a esse momento, o mais sublime agradecimento a oportunidade ímpar que se abre, possibilitando-nos prepararmos esse dia como se fossemos pra uma festa, um regalo que o Pai nos prepara, religiosamente, todos os dias de nossas vidas.
Portanto, caro irmão, tenha certeza de que todo dia existe Deus. Nem um só dia estamos órfãos de Sua companhia.
Erga, então, teus olhos pro céu,e continue a prece que eu iniciei, louvando essa possibilidade que teremos, de reparar tudo quanto há de equívocos do pretérito , e assim o Pai nos sustentará por todo esse dia que ora se inicia.
E tente gritar pra vc mesmo, dentro de teu ser, que:
                                           " VIVER É UM ESPETÁCULO. "


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                                                  PAZ, MUITA PAZ!