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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 28 de Abril de 2020, 09:05

Título: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Abril de 2020, 09:05
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
A pandemia do coronavírus


Sabemos que pandemia trata-se de uma epidemia, ou de uma determinada doença que se propaga pelas mais diversas regiões do planeta.

É o que estamos vendo, de momento, com a Covid-19, ou o novo coronavírus que, tendo se iniciado na China, hoje se encontra por toda parte da Terra, desde a velha Europa até o Novo Continente, ou seja, nas Américas, donde se inclui o nosso país que, geograficamente, situa-se na América do Sul.

Mas qual a razão desta nova doença, deste novo Vírus, ou, deste novo Ser vivente que, de forma invisível, e, pois, “algo traiçoeira”, nos ataca, quando, por sinal, somos, os Seres humanos, muitíssimo superiores a tal indivíduo, o tal do coronavírus?

Ora, evolutivamente, somos Superiores ao tal vírus. Noutros termos, todos nós, os Homens, ou indivíduos do Plano das Humanidades, somos, por Leis Progressivas que nos regem a redenção espiritual, de um patamar evolutivo que transcende o plano animal, ou os planos animais, vegetais e minerais!

E, todos sabemos, o coronavírus, trata-se de um Ser inferior que trafega da matéria propriamente dita à matéria vivente, e, pois, biológica, e, como, pois, um Ser de tamanha pequenez, invisível aos nossos olhos carnais, pode nos atacar, se duplicar ao infinito dentro de nossas células e órgãos, e, pois, de nos fazer adoecer levando-nos, sobretudo aos mais velhos, à Morte fatal?

Todavia, na visão espírita, a Morte não expressa a extinção do Ser; e sim, cá pra nós: Morte É Libertação do Ser das tramas biológicas e prisionais da matéria.

Ou, noutros termos, sabemos pelos mais diversos sábios do Mundo terreno, que: MORTE É VIDA!!!

E, para nós, os espíritas, ou, os espiritistas, sabemos de um dos lemas fundamentais do Espiritismo: Doutrina dos Espíritos Superiores, ou seja, do:

“Nascer, Morrer, Renascer de Novo e Progredir Sempre: Tal é a Lei!”

Logo, a morte não existe! E, sim, o que existe, plenamente falando, é a Vida por toda parte, sendo a nossa presente existência na matéria, apenas, e tão só, um momento dos diversos momentos de nossa plena existencialidade como Espíritos imortais.

Do que se deduz que:

Se um Ser tão pequeno como um Vírus pode nos levar à morte, ou seja, à morte do corpo, por outro lado, nada pode realmente nos matar, pois que o Espírito transcende a matéria, e, pois, transcende a morte biológica do corpo, que, por sua vez, o Espírito não morre, mas, sim, transforma-se, tal como já dito pelo notável gênio científico de Lavoisier: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”!

E todos nós, igualmente, não nos criamos, não nos perdemos, mas apenas e tão só, nos transformamos de um plano de vida material para um Plano de Vida Espiritual, que, como dito, transcende a matéria.

Óbvio que não estamos fazendo apologia à morte, mas, sim, tentando explicar o que o Espiritismo, e mesmo a Ciência contemporânea, pelos mais diversos sábios terrenos, têm nos mostrado de seus avantajados estudos:

“Que a Consciência encontra-se nos mais diversos estágios da Vida Universal, e que, como Consciência, não se encontra sujeita a desaparecer de modo definitivo pela morte física, mas, sim, de, apenas, e, tão só, de transmudar-se para outros estágios de sua infinita trajetória espiritual”!

Devendo lembrar, mais ainda, que Deus, na Sua Infinita Bondade, e, salvo raras exceções, tem poupado nossas crianças de serem vitimadas pelo referido Coronavírus, o que nos mostra, certamente, que se tratam, referidas crianças, em sua maioria, de Espíritos mais evolvidos do Terceiro Milênio, que tem toda uma gama de nobres serviços por fazer, ou seja, de alavancar nossa humanidade terrena a um novo plano de sua evolução espiritual, conduzindo-a a um Mundo melhor, mais fraterno e regenerador, pelo Evangelho de Jesus.

Logo, se alguém nos questionar sobre as razões de um Ser viral tão ínfimo – mas tão danoso à nossa espécie – nos atacar, nos adoecer e, muitas das vezes nos vencer pela morte fatal, não nos esqueçamos de que Tudo vem do Altíssimo para algo ministrar de nossa progressão cognitiva, ética, espiritual, pois que, afinal:

“Tudo o que a Providência Divina manifesta, empreende e executa há de ter alguma utilidade para ontem, para hoje e, para sempre, de nossa imorredoura existencialidade”.

Logo, tudo:

- Vem de Deus,

- Está em Deus, e

- Permanece em Deus!!!

O que se confirma pela questão 1 de “O Livro dos Espíritos” (AK – 1857) superiores que, ao referido Item de sua magnânima obra, declara: “Deus é a Inteligência Suprema do Universo, Causa primeira de todas as coisas”!

Do que se deduz que o momento ora vivido, ora experienciado por todos nós, é de grande importância para a humanidade terrena! O que nos faz recordar, emblematicamente, a figura de um “Arco e Flecha”, em que seu operador, em arrastando a flecha para trás, logo mais ele a libera de sua prisão momentânea, e tal, em velocidade, se destina ao seu alvo de um Mundo Melhor, mais Fraterno e Colaborador.

Logo, não condenemos o que se desconhece!

Deus é o Criador: de Tudo e de Todos!

Deus é o nosso Pai!

E Jesus, – Uno a Ele -, é o Comandante da Nave Terrena com seus bilhões de habitantes humanos e espirituais; é o Comandante dos mais distintos reinos da natureza que nos cerca, sejam minerais, vegetais ou animais, nada escapando de Sua Magnânima e Amorosa Autoridade Celestial.



            Fernando Rosemberg Patrocinio








                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Maio de 2020, 22:22
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   
 

DESPERTAR PELA DOR: a crise global do coronavírus e a transição planetária


As dores do parto da Nova Era se intensificam, como há muito previsto pelas escrituras, pelos profetas e pelo próprio Consolador prometido pelo Cristo há mais de 2 mil anos. Um mundo novo está sendo gestado: os tempos são chegados e aí estão, para aqueles que tiverem “olhos para ver e ouvidos para ouvir”. Isso ocorre porque a inexorável Lei do Progresso se cumpre e, para que efetivamente se implemente no planeta neste momento, mudanças substanciais são necessárias e já começam a ocorrer em condições jamais vivenciadas pela humanidade terrestre.

Assim, verificamos que a grandiosa transição planetária - que deve elevar a Terra da condição de um mundo de expiação e provas para um mundo de regeneração, conforme preconizado há mais de 150 anos pela Doutrina Espírita - se desenrola neste instante a olhos vistos, todos os dias, perante todas as nações da Terra, agora mais integradas e bem mais atentas devido ao chamamento geral ocorrido nos últimos meses, o qual exige ações coordenadas e maior cooperação entre os povos para conter a escalada do vírus.

O despertar para realidades além da matéria é grande neste momento, pois o temor da morte e a conscientização forçada da nossa condição material precária e frágil nos faz elevar o pensamento ao mais alto, questionando: e se isso chegar a mim? E se isso tudo fugir do controle? Mas, apesar do forte chamado ao despertar, devido às seculares resistências humanas ancoradas nos nossos piores sentimentos de egoísmo, orgulho, tola vaidade e imediatismo material que há muito atrasam a nossa evolução espiritual, esse processo de evolução coletiva demandará a ação purificadora da dor em grande escala.

Ao elevarmos nosso pensamento para o ponto de vista espiritual, tirando o véu material e com a ideia da transição planetária como pano de fundo, constatamos claramente que há uma ferida pulsante que foi dramaticamente exposta e que não há mais como adiar sua cura. Simplesmente não há mais tempo, e o mundo de “antes” já está em putrefação avançada, pois o processo é irreversível. Não há volta nesse caminho, e os espíritos mais materialistas simplesmente não conseguem se conformar com isso, uma vez que recusam-se levianamente a despertar do sono profundo da ilusão material, o que leva muitos desses irmãos adoecidos ao desespero, às agressões injustificadas e a ataques de irracionalidade generalizados contra as vozes sensatas que agora se multiplicarão como nunca visto em a favor da razão e da ciência.

O mundo, perplexo, enfrenta uma crise multidimensional de caráter econômico e social, com profundíssimas implicações morais e éticas, e de abrangência internacional, não poupando nações e não distinguindo pobres e ricos. As causas dessa crise são múltiplas e complexas, e devemos ouvir com atenção os especialistas das mais diversas áreas para buscarmos explicações racionais e fundamentadas em evidências e conhecimento técnico. Pela ótica do Espiritismo, doutrina que preza pela ciência e que reconhece suas profundas consequências filosóficas e científicas nos sistemas de conhecimento humano, sem sombra de dúvidas, o materialismo exacerbado está na raiz desses problemas.

Isso acontece porque, ao ignorar sua essência espiritual e o caráter precário e passageiro dessa existência terrestre, o homem se apega em excesso às ilusões materiais, criando e legitimando sistemas doentios que escravizam e rebaixam a nossa paternidade divina, submetendo seus semelhantes a processos de subjugação e exploração desenfreada que a partir de agora serão desmontados um a um.

Desse modo, os sistemas religiosos, econômicos, políticos, administrativos, tecnológicos, filosóficos, científicos, enfim, tudo o que até hoje serviu de alicerce a uma ordem social calcada no materialismo, sofrerão progressivamente perdas de adesão e de funcionalidade, fazendo o conhecimento humano e a ação do homem avançar em novas fronteiras: o “velho” já não é mais capaz de dar respostas às novas perguntas que surgirão a partir de agora e o homem terá sede de conhecimento.

Em termos concretos, embora relatos espirituais apontem que desde a década de 1980 a Terra já havia iniciado esse processo, a aceleração do processo transicional terrestre deu-se a partir do final de 2019, com a instalação silenciosa e com a posterior propagação mundial do coronavírus. Foi um “fator surpresa” que deixou até os países mais desenvolvidos desprotegidos, forçando agora ações emergenciais que acabaram por centralizar todas as atenções internacionais para um mesmo ponto, ao mesmo tempo.

Esse fato inesperado causou comoção generalizada, e talvez por algum tempo tenhamos que conviver com as consequências mais ou menos sérias que virão adiante, dependendo de como seremos capazes de reagir hoje mesmo, enquanto humanidade, a esta temível prova de fogo. Porém, o mais importante para nós espíritas é interpretar o significado mais amplo que atrás por detrás do véu material de toda esta trama: ao fim e ao cabo, a crise atual anuncia o nascimento de um novo paradigma de convivência social e de organização da sociedade e da economia, impondo à humanidade dilemas e decisões inadiáveis. Além disso, momentos de crises e catástrofes de grande alcance costumam despertar sentimentos nobres de solidariedade e compaixão, como também temos visto em toda parte em ações de resgate para minimizar os danos provocados pela temível pandemia global.

Todavia, embora meritórias, as ações de socorro emergencial e assistencialismo geral que predominam neste momento são ainda muito tímidas para promover o “reset” de todos os sistemas carcomidos que operam as sociedades humanas até o momento: a inauguração de um novo paradigma econômico, social e ambiental vai exigir que se coloque definitiva e irreversivelmente o materialismo em cheque, indo muito além de algumas ações pontuais e passageiras para remediar um problema imediato.

Essa mudança definitiva de paradigma, tão aguardada, significa ir além dos atuais momentos críticos e, principalmente, promover paulatinamente uma visão de mundo renovada que coloque o Espírito imortal acima da matéria, o que naturalmente levará o ser humano a progressivamente priorizar cada vez mais e mais o meio-ambiente acima da produção capitalista desenfreada, o consumo consciente acima da frivolidade e, essencialmente, a vida acima do lucro, com a consequente promoção do interesse geral acima de interesse mesquinho de pequenos grupos. Esse é o ponto fulcral que deve guiar aqueles interessados em cooperar na construção de um novo tipo de pensamento que deverá fundamentar os novos paradigmas emergentes.

Enfim, aqueles que acompanham atentamente as previsões e mensagens mediúnicas que tem-se proliferado neste momento como prova da solidariedade perpétua entre os mundos, sabem com a tranquilidade consoladora que, caso a humanidade resista a mais esse impulso renovador trazido pela crise global do coronavírus, outras estratégias bem mais eficazes – e também mais dolorosas – serão trazidas pela espiritualidade, que está atenta a tudo que ocorre no orbe terrestre, influenciando todos os processos de renovação transicional para garantir que a Lei do Progresso se cumpra.

Portanto, isso tudo é necessário, em grande medida, para que muitos irmãos infelizes, recalcitrantes no doentio e criminoso abuso dos recursos materiais, sejam finalmente despertos, pois sua ação deletéria retarda a evolução terrestre neste momento grandioso. Se isso ocorrer, devem passar a cooperar com a parte já desperta da humanidade interessada em construir um mundo novo sob a égide da Nova Era. Caso contrário, deixando este precário invólucro carnal, partirão para mundos rudes melhor adequados à sua condição evolutiva retardatária. Neste novo ambiente - longe da Terra em regeneração, a exemplo do ocorrido em tempos remotos com os famosos “Exilados de Capela”, e como espíritos em evolução jamais desamparados pela Providência Divina - aprenderão, não sem dor, a respeitar a vida e conviverão entre seus iguais, aprendendo a dar valor real às preciosas condições evolutivas desprezadas neste momento único da nossa História.


                    Leonardo Queiroz Leite









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 17 de Maio de 2020, 21:45
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Enquanto o coronavírus avança, os suicídios também avançam


É significativa e louvável a conjugação de esforços mundiais para se equacionar a ameaça de mais um vírus espalhando-se pela superfície da Terra, indiscriminadamente ceifando vidas, assombrando os cidadãos que se encontram perplexos mais uma vez diante de tão poderosa força da Natureza.

Nesta data1 as estatísticas acusavam a morte de 154.350 pessoas por conta destas minúsculas “criaturas”, desafiando mais uma vez iminentes sábios a decifrá-las e principalmente controlá-las, como no passado outros, diante de ameaça semelhante, também assim o fizeram.

São cíclicos fenômenos que se apresentam enquanto a Humanidade não se resolve a viver de forma mais harmônica, sem tantas e gritantes desigualdades entre aqueles que constituem as suas muitas sociedades.

O momento é de extrema imoralidade, falta de ética, atitudes egoístas por todos os lados, que juntas criam a necessidade de renovar o Planeta, como anteriormente já aconteceu. Certamente, em breve, por meio de pesquisas, a ciência médica chegará a entender e controlar mais uma vez este indesejado vírus, deixando de apavorar todos aqueles que morrem de medo de morrer, ou seja, a esmagadora maioria dos habitantes da Terra.

Enquanto assistimos ao caminhar de mais esta epidemia, há outra que avança também inexorável, silenciosa, sorrateira, cruel, há muito mais tempo do que a do Coronavírus (COVID-19), é a dos suicídios. Estatísticas recentes apontam para 800.000 suicídios por ano2.

Considerando que a doença foi identificada pela primeira vez em Wuhan, na província de Hubei, República Popular da China, em 1 de dezembro de 2019 e, descartando as teorias da conspiração que sugerem que o vírus foi criado anteriormente em laboratório e liberado com fins escusos e cruéis, temos até os dias de hoje, um pouco mais de 4 meses desde o seu surgimento, todavia, o número de suicídios correspondentes a um período equivalente de quase 2 vezes mais.

Em um ano, deixaram prematuramente o mundo 800.000 Espíritos que seguramente terão de passar por sofrimentos variados em função de terem abandonado a existência antes do tempo marcado, e mais, em função do temor que está sendo difundido atualmente por conta da epidemia, ou por conta de pensamento materialista que não entende a continuidade da vida, é bem possível que o número de suicídios recrudesça pois, já sem esperanças, e diante de quadro tão sinistro, o Espírito desiludido e desesperançado, pode acelerar a sua decisão de abandonar esta ingrata vida.

O Espírito que está desencarnando por conta da epidemia, de modo geral, não passará pelas agruras que os suicidas serão obrigados a atravessar. Estes enfrentarão um desfecho contundente, pois a primeira impressão após a “morte” será a da desilusão, uma vez que confirmarão estarem ainda muito bem vivos.

Este momento de desencanto e desapontamento foi magistralmente relatado por Emmanuel:3

“Quando o suicida acordou no Mais Além, trazendo a chaga em sangue que abrira em si mesmo, gritou espantado para os Céus:

- Meu Deus, meu Deus, onde a morte em que entrei?

Uma voz, porém, lhe respondeu aos ouvidos da consciência profunda:

- Meu filho; sairás da morte, tantas vezes quantas forem necessárias, mas da vida, jamais”. 3

Esta é a nossa lembrança para que não esqueçamos daqueles que, em função de pressões diversas, desistiram dessa preciosa oportunidade dada por Deus a todos nós, ou seja, a de viver continuamente, tantas vezes quantas forem necessárias para evoluir até alcançar a relativa perfeição, meta final de todos nós.

Oremos por eles.

 

Referências:

1 Covid-19 Acesso em 18/04/2020.

2 BBC Brasil Acesso em 18/04/2020.

3 XAVIER, Francisco C. Recados do Além. Pelo Espírito Emmanuel. Ano da publicação: 1958. Imortalidade.
 

                            Rogério Miguez






   

   
                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 14 de Junho de 2020, 15:19
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                     
A pandemia enseja mais união e menos conspiração ideológica


Existem aqueles que vociferam que há histeria em torno da Covid-19. Há estudiosos que atestam que o SARS-CoV-2 se originou através de processos naturais. Os vírus não são organismos vivos, portanto, não se pode matá-los com antibióticos, apenas se pode desintegrar sua estrutura com os diversos métodos higiênicos.

O SARS-CoV-2 se expande com muita rapidez entre os humanos, por isso o isolamento social tem sido a solução admissível.

Apesar de a longa quarentena ocasionar múltiplos efeitos colaterais, com agravos na economia e nos recursos financeiros para países, empresas e pessoas, até agora, esta é a principal medida exequível adotada por quase todos os países do planeta.

Obviamente, as estratégias de confinamento não afiançam que a pandemia não ocorra em algum lugar, porém, desacelera seu processo de expansão, ocasionando uma incidência menos drástica e mais gradual, permitindo que as instituições de saúde garantam o atendimento médico.

Para o psicólogo e sociólogo Jocelyn Raude, especialista em doenças infecciosas emergentes, e professor da Escola de Altos Estudos de Saúde Pública de Rennes, na França, o individualismo e o "otimismo irrealista" em relação aos riscos de contágio dificultaram o confinamento social para a prevenção ao coronavírus em países ocidentais. Em verdade, por displicência, tanto na Europa quanto nos EUA, onde as sociedades são bastante individualistas, foram causados devastadores efeitos diante da Covid-19. Em países da Ásia, o bem-estar coletivo é mais importante do que o comportamento individual. Por exemplo, o uso de máscaras é habitual para proteger os outros quando alguém está contaminado. Isso é algo pouco frequente no Ocidente, enquanto na Ásia é praticamente corriqueiro.

No Brasil, algumas vezes ocorreram as displicências das doenças emergentes, decorrentes das diferentes epidemias dos últimos anos. Atualmente, já bastante afetado pelo novo coronavírus, o comportamento dos brasileiros está mudando ante o crescente número de contaminações e óbitos no país.

Para nós, espíritas, o fato de não se temer a morte não significa que não damos valor à vida física, tanto que Kardec, na RE de 1865, cita categoricamente que devemos seguir as medidas sanitárias, ou seja, o espírita segue as diretrizes e as normas das autoridades públicas, visando prolongar a vida, não por apego, mas por desejo de progredir e ponto!

É mais do que óbvio que o conhecimento espírita propicia uma força moral capaz de nos preservar de muitas doenças, porquanto essa força moral repercute no corpo físico, inclusive no sistema imunológico. Há diversos estudos que correlacionam o binômio fé/saúde, que não se limita, é claro, apenas na crença espírita.

Urge aqui refletir na questão solidária em que o bem-estar coletivo é mais importante do que o comportamento individual. A solidarização é o “sentimento de identificação com os problemas de outrem, o que leva as pessoas a se ajudarem mutuamente” (1). Mas, ainda vivemos num ambiente social de ilusões, de sonhos frustrados, de mentes cansadas, numa sociedade de manchas morais, de “mentes vazias” e atoladas nas futilidades modernas, isoladas nas teias do “ego” glacial. Vivemos completamente mergulhados na vida egocêntrica.

A pandemia que hoje aflige a Humanidade é resultante do orgulho, do egoísmo e da ausência de solidariedade. A eterna preocupação com o próprio bem-estar é a grande fonte geradora de doenças, delírios e paixões desajustantes.

O Espiritismo ensina aos homens a grande solidariedade que deve uni-los como irmãos. Deste modo, “quando o homem praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade” (2). A recomendação do Cristo “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (3) assegura-nos o regime da verdadeira solidariedade e garante a confiança e o entendimento recíproco entre os homens.

Em época de pandemia ou não, a solidariedade na vida social é como o ar para uma aeronave, pois o avião, com toda tecnologia, não voa se não tiver o ar.

A prática desse sentimento vivifica e fecunda os germens que nele existem em estado latente nos corações humanos. A Terra, local de provação e de exílio, será pacificada por esse fogo sagrado e verá exercidas, na sua superfície, a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor e da solidariedade.

 

Referências bibliográficas:

[1]  Cf. Dicionário Caldas Aulete.

[2]  KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000, pergunta 799.

[3]  Jo 15:12.


                   Jorge Hessen









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Junho de 2020, 20:51
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Nestes tempos pandêmicos, quem sabe!


Atualmente estou ficando, na maior parte das vezes, em exercícios de conversação com os meus botões, acerca do porquê e do para quê destes tempos pandêmicos.

Como nada na vida é por acaso, e sim por uma causa, logo tem de haver um motivo que justifique tal crise. Seria talvez a força da natureza pedindo à humanidade um basta. Ou uns bastas.

Um basta a tanta correria; a tanto egoísmo; a tanta sede de poder; a tanto orgulho; a tanto se achar que é dona do pedaço; a tanto pensar em si mesma, sem se amar e sem se conhecer na essência. Um basta às guerras, aos preconceitos, às agressões físicas e morais, ao desrespeito à opinião do outro, às maledicências etc.

Acompanho os noticiários e os vaivéns das pessoas nestes tempos de pandemia. Notícias que chocam. Mas também que fazem pensar. Que fazem agir e que provocam mudanças de hábitos.

Já estamos dando importância ao uso de máscaras de proteção; à higienização das mãos com água e sabão líquido ou, na impossibilidade, com álcool em gel.

Inclusive, já estamos evitando os apertos de mãos e os abraços físicos, pelo que se pode desenvolver um sentimento de respeito à integridade física dos semelhantes e aprendermos a reverenciar uns aos outros.

Abençoada campanha “fique em casa”, que provoca um basta às inquietações pela busca incessante sabe lá de quê. Talvez um basta à priorização obcecada das conquistas de bens materiais e de ganhar mais e mais dinheiro.

Campanha abençoada que desacelera os ânimos e nos coloca dentro de casa, no convívio com os companheiros de família. Agora, sim, temos tempo para conversar, trocar umas ideias, colocar os assuntos em dia, brincar e conhecer uns aos outros de verdade, e buscar o autoconhecimento.

Sair às ruas, somente em casos estritamente necessários. Apenas os serviços essenciais funcionam.

Um detalhe: Enquanto a crise pandêmica vai passando, as crises econômicas e financeiras vão chegando. Falta dinheiro. As necessidades básicas não esperam. Problemas de relacionamentos vão batendo às portas. E agora, senhor ou senhora corona, para onde?

Quem sabe, aprenderemos mais a valorizar a vida, a respeitar mais uns aos outros e a nós mesmos?!

Quem sabe, cresceremos, somando em nós coisas novas, e aprenderemos a viver e a conviver com menos dinheiro, contentando com o necessário, sem esbanjamento, e com menos supérfluos?!

Quem sabe, estaremos menos egoístas e menos orgulhosos, dizendo não aos preconceitos, às brigas inúteis da politicagem e dos interesses pelo poder etc.?!

Quem sabe, aprenderemos a reverenciar o próximo, e a abraçarmos uns aos outros em vibrações de paz e de amizade sincera?!

Nestes tempos pandêmicos, quem sabe!


           Yé Gonçalves









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!   
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 28 de Junho de 2020, 21:02
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
O coronavírus e as enxertias espirituais

 
Exercendo pungente função terapêutica espiritual, a Covid-19 continua assustando não apenas pelos crescentes números fatídicos, mas também pelas forçosas mudanças em nosso modo de vida. Com efeito, significativo número de pessoas - algo absolutamente impensável há pouco tempo atrás - foi compelido a trabalhar sob o solitário sistema home office. Não sem razão, há quem previna que mudanças profundas ocorrerão muito brevemente no tamanho dos escritórios das empresas, que poderão ser mais enxutos e despojados.

Além disso, os onipresentes apps de restaurantes, lanchonetes e serviços em geral ganharam corpo e relevância por causa da pandemia. Grandes cidades, como São Paulo, onde vivo, estão atulhadas de jovens pilotando bicicletas ou motos, sempre movidos por excessiva pressa, rumo aos clientes ansiosos por receber os seus pedidos.

É igualmente notável a transformação gerada pela Covid-19 no arrefecimento brutal das relações sociais e familiares, bem como – pasmem – até mesmo no número de casamentos, que sofreram queda de 61%, segundo determinada pesquisa.

No entanto, apesar de toda a convulsão advinda do terrível vírus, assim como dos prováveis pesadelos pós-pandemia para colocarmos “as coisas no lugar”, abundam, ainda assim, imagens de pessoas vivendo um estilo de vida extremamente alienado, como se nada estivesse acontecendo.

Para elas, que inexplicavelmente abdicam do uso de máscaras protetoras, continuam inalteradas a busca obsessiva pela forma física ao ar livre, as caminhadas despretensiosas pelas ruas das grandes cidades, a ida aos bulhentos pancadões, o cultivo dos churrascos dominicais coletivos regados a música e cerveja, entre outros hábitos menos apropriados aos tempos atuais.   

Em outras palavras, a oportunidade indiretamente proporcionada pela pandemia de exercitar mais profunda reflexão e reexame de valores e atitudes não está sendo aproveitada. Talvez seja esta, provavelmente para muitos, a última chance, pelo menos por um bom tempo, concedida pelo Criador para tal...

Desse modo, é clamoroso observar que, mesmo em tempo de crises como este, o lado sombrio da criatura humana continua a se manifestar por meio de negociatas, conchavos, malversação de recursos, prevaricações de toda ordem, e roubos, enfim, sem a menor noção de misericórdia para com os necessitados.

Empresários inescrupulosos, agentes públicos irresponsáveis e atravessadores impiedosos - cumpre ressaltar que os preços de alguns itens chegaram a aumentar até 2000% neste período conturbado - permanecem na sua sanha nefasta. Aparentemente, a pandemia não os despertou para o caminho da luz ou da aquisição de valores universais. Seja como for, a Covid-19 continua atingindo a todos, especialmente os menos prudentes.   

Ao que sabemos, através da comunicação mediúnica de companheiros do lado de lá, que nos acompanham desde o início de nossa atual jornada na densa matéria, a situação das vítimas da pandemia é estarrecedora. Entidades espirituais acostumadas com as mazelas humanas estão profundamente sensibilizadas com o sofrimento destes recém-chegados à outra dimensão.

Afinal, centenas de Espíritos estão retornando ao mundo maior sob as derradeiras e mortais sensações decorrentes da ação do terrível vírus. Despreparados em relação aos ditames da verdadeira vida, voltam sem as bênçãos do esclarecimento, da fé, da autoiluminação e, pior ainda, sob intenso e insuportável mal-estar, dada a trágica maneira como estão desencarnando. 

Ademais, já é de conhecimento geral o crescimento no número de suicídios. Segundo as mesmas respeitáveis entidades, muitos estão retornando à espiritualidade também por essa via, obviamente em condições precaríssimas, porque foram incapazes de resistir aos reveses e dificuldades da hora presente. Posto isto, o Espírito Emmanuel usou uma bela metáfora, que vale lembrar, em uma de suas sábias mensagens, contida na obra Fonte Viva (psicografia de Francisco Cândido Xavier), ao ponderar que “Toda criatura, em verdade, é uma planta espiritual, objeto de minucioso cuidado por parte do Divino Semeador”.

Nessa percepção, os seres humanos são submetidos, assim como os vegetais, a diferentes períodos existenciais. Daí, segundo o mentor, ao aquilatarmos os recursos do conhecimento, razão e experiência, o Criador nos está facultando a possibilidade de “enxertia espiritual com vistas à nossa sublimação para a vida eterna”.

Indiscutivelmente, “a enxertia do Alto procura-nos através de mil modos”. Por conseguinte, não podemos excluir as experiências decorrentes das dificuldades sem conta, das quedas e tropeços inesperados, das derrotas pessoais, por exemplo, para que desenvolvamos, assim, as enxertias da resiliência e da paciência. Afinal, de outro modo, não conseguiríamos utilizar a força interior necessária para extrair as grandes lições existenciais.

É verdade também que todos nós temos a nossa hora, o nosso dia, enfim, de concluir a nossa missão aqui nos palcos das experiências purificadoras. Nesse sentido, têm sido maravilhosas as imagens de pessoas idosas, no mundo todo, que estão superando a doença. A alegria e felicidade que elas passam são contagiantes para nós todos. Afinal, elas são vencedoras!

Contudo, os mais jovens, em plena romagem, não precisam e, sobretudo, não devem antecipar o retorno à pátria espiritual devido ao descuido com a saúde do corpo físico ou por causa de atitudes impensadas. Não faz sentido agregar, especialmente no estágio transitório em que presentemente nos encontramos, mais peso à própria cruz por causa de irresponsabilidade na conduta e/ou desperdício das sagradas enxertias espirituais.


              Anselmo Ferreira Vasconcelos









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Julho de 2020, 08:28
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                    Quando a dor é mundial...




             O que fazemos quando vemos serem atingidos os membros da família humana?

Sofrem as nações, os governos. Sofremos todos nós porque estamos no mesmo lar Terra, separados apenas por linhas demarcatórias de fronteiras.

Quando a pandemia ultrapassou fronteiras, todos nos demos conta disso. Somos uma única e enorme família.

E o que é bom para uns é para todos. O que atinge a uns, alcança a todos.

Assim, nos vimos envolvidos nas dores de ver enfermar e morrer muitos dos nossos irmãos.

Em meio ao caos, percebemos como somos, verdadeiramente, a imagem e semelhança do nosso Criador.

Deus acende luzes brilhantes na lava destruidora. Deus renova os ares após a tormenta devastadora.

Deus borda a campina de flores e renova as paisagens depois dos furacões avassaladores.

Seus filhos, nós, conseguimos acender lamparinas nas trevas. Esperanças em meio à tragédia. Cantamos enquanto as lágrimas abundam em nossos corações.

Erguemos nossas preces, em todas as línguas e em todos os credos.

Utilizamos a tecnologia para nos unirmos. Apresentamos shows virtuais, encontramos os amigos, organizamos salas de reencontros, de estudos, de compartilhamento de orações.

Amenizamos a saudade. Aprendemos a nos abraçar virtualmente, renovando o desejo de tornar a nos encontrarmos, quiçá, em breve tempo.

Na Itália, um dos países mais atingidos pelo coronavírus, que se espalhou, de forma rápida, ceifando vidas, o coro Internazionale lirico sinfonico deu uma lição de altruísmo e gratidão.

Num ensaio virtual, reuniu os componentes do coro e executou Vá, pensiero, da Ópera Nabucco, de Giuseppe Verdi.

Para os italianos o coro dos escravos hebreus, terceiro ato da Ópera, se tornou símbolo de patriotismo. Isso porque ela foi composta por Verdi, durante a ocupação austríaca, no norte do país, em 1842.

Em momentos graves, o coro é lembrado. Possivelmente, quase todos os italianos o tragam na memória e no coração.

É um lamento, uma prece que chora a pátria sofrida e perdida. Um clamor aos céus. Nada mais apropriado para os dias atuais.

O que emociona, ademais, não é somente o recado de esperança de dias que serão superados, vencidos.

É a homenagem e o preito de gratidão que é feito a todos os servidores da saúde.

Cremos que jamais eles foram tão homenageados e recordados, como nestes dias.

Esses servidores que estão sempre a postos nas tragédias, tanto quanto no cotidiano sofrido dos hospitais, das clínicas, dos lares. Eles formam o pelotão que se encontra no front da batalha.

Um front em que utilizam as armas da ciência médica, da sua coragem para diagnosticar, tratar.

Eles também têm família e saúde para preservar. Mas estão ali, a postos, lutando cada dia, todos os dias, pelas vidas alheias.

Nada mais justo do que recordá-los, envolvê-los em nossas preces.

Oxalá esses dias sirvam para todos nós meditarmos na fragilidade da existência e do quanto devemos aproveitar cada minuto que nos é dado sobre a Terra.

Que aprendamos que o melhor é ser bom, prestativo, fraterno, útil.

Afinal, precisamos e dependemos imensamente uns dos outros, membros da mesma grande família.

Redação do Momento Espírita.









                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Julho de 2020, 00:41
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                     

Isolamento conosco mesmo e com os inimigos


Descansar é muito bom, à noite, nos fins de semana, nos feriados e férias, mas ficar descansando na quarentena sem saber quando a vida vai voltar ao normal parece desolador.

Uma coisa que me intriga: como pode um país onde começou a crise, a China, em três meses ter estoque na sua indústria de milhões de respiradores artificiais, testes de diagnósticos para a doença e outros kits estocados para fornecer ao mundo?

Os Estados Unidos até atravessaram na frente de outros países, enviando aviões cargueiros para transportar os produtos que outros países já tinham encomendado. Reclamou-se dessa atitude não ética do Trump e mais ainda a de ter obrigado sua indústria a parar de fornecer matéria-prima, de uso em hospitais, para contratos celebrados, anteriormente, com países estrangeiros.

Mas voltemos ao nosso Brasil: segundo dados da Folha de S. Paulo, “comparando-se março de 2019 com março de 2020, quando alguns Estados já tinham decretado quarentena, houve redução nos registros de violência sexual e de lesão corporal em decorrência de violência doméstica na maioria dos Estados que responderam ao levantamento”. Uma coisa muito boa, mas será que é porque as pessoas não podem sair de casa?

Por outro lado, o “número de mulheres assassinadas dentro de casa quase dobrou no Estado de São Paulo no período da quarentena, em virtude da pandemia do novo coronavírus, em comparação com os mesmos dias no ano passado. De 24 de março — data em que passou a valer o fechamento de comércios, bares e restaurantes no Estado — a 13 de abril, 16 mulheres foram assassinadas dentro de casa. No mesmo período de 2019, foram 9, segundo análise feita pela reportagem dos boletins de ocorrência registrados no Estado”.

Uma coisa muito triste, o despreparo para a vida de relacionamento e a força e a violência dominando as mentes. O inimigo morando em casa.

Isso tudo vai passar. É uma crise geral e mundial que já começa a dar sinais de recuperação em alguns países, e em outros ainda pode crescer, como no Brasil, devido ao nosso clima. Pode demorar mais tempo do que nós esperávamos para reativar o comércio e a economia.

Mas toda luta termina. Muitos progrediram na crise, e há aqueles que continuaram prósperos; outros, mais ou menos; alguns podem ir à bancarrota comercial e financeira; e outros poderão deixar esse pavilhão (que chamamos Terra) e passar para o pavilhão de cima, a vida espiritual.

É preciso entender que a Covid-19 não é um castigo ou uma punição divina, é apenas mais uma prova como tantas outras que já superamos.

O mal não está fora de nós, ele anda entranhado em nosso ser.

A única forma de combater o mal que existe dentro de nós é iniciar o propósito do bem, conforme Jesus nos ensinou: tolerância, perdão, amor ao próximo e fraternidade incondicional.

Da mesma forma que afastamos ratos e moscas mantendo a higiene e a limpeza em torno de nossa casa, e atraímos beija-flores e borboletas plantando e cultivando flores em nosso jardim, mentalizemos em nosso benefício a serenidade, a fé, a esperança, a alegria e a gratidão pela dor ou pela saúde, o que nos levará a ganhar humildade e sabedoria.


Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Julho de 2020, 22:05
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                    
É tempo de amar e de agradecer pela vida


“Um vírus microscópico revela quanto somos pequeninos!” - Anônimo


Ainda não amamos verdadeiramente. E a percepção do Amor é diferente para cada um de nós, habitantes de mundo de expiações e provas.

A reencarnação nos favorece a convivência com pessoas de variadas condições evolutivas, permitindo-nos aprender com os mais evoluídos que nós e auxiliar os retardatários, ainda inferiores a nós – que assim se encontram por falta, ora do estudo, de interesse ou de oportunidades; ora por limitações de ordens diversas. Deus ajuda as criaturas através das criaturas. Daí o dever do auxílio recíproco.

Nem amamos a nós mesmos, eis que não nos conhecemos, e trazemos a mente em desequilíbrio; alimentamo-nos e respiramos de formas incorretas; cultivamos incontáveis vícios – físicos e/ou mentais! Há, pois, muito o que aprender.

E estas questões não se devem apenas à pobreza material: os suicídios nos dão notícias dolorosas da angústia que atinge jovens e adultos, em todo o mundo, especialmente nas sociedades mais ricas economicamente. Prósperos quanto aos bens materiais, mas paupérrimos espiritualmente. Materialistas, não creem na sobrevivência do Espírito e dão ênfase ao ‘vencer na vida’ a qualquer custo.

Cada um se revela nos mínimos gestos ou palavras; estes, por cultivarem o egoísmo; aqueles, pelos dotes da fraternidade espontânea, que já conquistaram.

Isso é fato de todos os tempos, mas em ocasiões como as que ora vivenciamos na Terra, a situação se aclara, pelos destaques que oferece em toda parte. A intolerância se revela em variados momentos e lugares. Veja-se as agressões no trânsito, a ocasionar tragédias. A indiferença com a dor do semelhante!

Os modernos meios de comunicação divulgam e detalham esses dramas dolorosos de nossas cidades, várias vezes, à exaustão.

A dor que hoje invade os corações em todas as latitudes deste orbe dá-nos oportunidade rara para o aprendizado ou desenvolvimento da mais preciosa das virtudes, que é amar! Mais que nunca é indispensável aprender a amar, além de exercitá-lo vida afora!

A Imprensa – nas variadas expressões –, tradicionalmente focada nos escândalos e crimes, ora divide suas notícias entre a pandemia do covid-19, em curso em toda a Terra, e às manifestações de solidariedade, de esforços que se desenvolvem em todas as pátrias, amenizando dores dos que sofrem carências de toda ordem – até de afeto!

Não obstante o pouco tempo observado, a diminuição de atividades e do fluxo de veículos permite à natureza renovar-se. O ar e as fontes de água, em certas regiões, estão menos poluídos; animais em zoológicos menos estressados e até procriam!

Lições preciosas que ficarão para nós, ‘civilizados’.

 

*

 

Dentre inúmeros depoimentos comoventes de que se tem notícia, veja-se o daquele italiano nonagenário, ao chorar quando lhe apresentaram a conta pelo uso do respirador que lhe salvou a vida.

Quando imaginaram que chorava pelo desembolso de boa quantia em euros, ele levou os médicos às lágrimas, ao revelar que seu pranto se devia ao fato de haver respirado por toda sua longa vida, pelas bênçãos de Deus, sem nunca ter agradecido por isso! E lhes indaga qual seria sua dívida para com o Criador?! Por isso, o apóstolo Paulo nos diz:

“Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. 1 Ts 5:18.

O pensamento de muitos é renovado pelo estímulo ao exercício do amor ao próximo, o cultivo da oração – tão esquecida no corre-corre dos tempos ‘modernos’ –, à meditação, à leitura de bons livros, à audiência da boa música, à convivência da família etc.

E nos lembra a importância do afeto, que se revela nos abraços, nos sorrisos, nos gestos de carinho! Quanto são preciosos, e quanta falta ora nos fazem!

Integramos a Família Universal e nossa evolução apenas se dará quando bem compreendermos essa verdade, trabalhando para eliminar as barreiras que ora nos separam: a pobreza, a fome, os preconceitos, o abandono, a vida em ambientes insalubres.

 

*


Flagelos destruidores:

‘Com que fim Deus fere a Humanidade por meio de flagelos destruidores?’

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, (...)?

(...) para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”  LE, Q. 737. (1)

‘(...) Deus não poderia empregar outros meios além dos flagelos destruidores?’

“Sim, e diariamente os emprega, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É o homem que não se aproveita desses meios. É preciso, pois, que seja castigado no seu orgulho e sinta a própria fraqueza.” LE, Q. 738. (2)

‘Para o homem, os flagelos não seriam também provações morais, ao fazerem com que ele se defronte com as mais aflitivas necessidades?’

“Os flagelos são provas que dão ao homem a oportunidade de exercitar a sua inteligência, de demonstrar paciência e resignação ante a vontade de Deus, permitindo-lhe manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, caso o egoísmo não o domine.” LE, Q. 740. (3)

Civilização completa:

“A civilização, como todas as coisas, apresenta gradações. Uma civilização incompleta é um estado transitório, que gera males especiais, desconhecidos do homem no estado primitivo; mas nem por isso deixa de constituir um progresso natural, necessário, que traz consigo o remédio para o mal que causa.

À medida que a civilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males que gerou, e esses males desaparecerão com o progresso moral.

De dois povos que tenham chegado ao mais alto grau da escala social, somente pode considerar-se o mais civilizado, na verdadeira acepção do termo, aquele onde exista menos egoísmo, menos cobiça e menos orgulho; onde os hábitos sejam mais intelectuais e morais do que materiais; onde a inteligência possa desenvolver-se com maior liberdade; onde haja mais bondade, boa-fé, benevolência e generosidade recíprocas; onde os preconceitos de casta e de nascimento sejam menos arraigados, porque tais preconceitos são incompatíveis com o verdadeiro amor do próximo; onde as leis não consagrem nenhum privilégio e sejam as mesmas para todos, tanto para o último, como para o primeiro; onde a justiça se exerça com menos parcialidade; onde o fraco encontre sempre amparo contra o forte; onde a vida do homem, suas crenças e opiniões sejam mais bem respeitadas; onde haja menos infelizes; enfim, onde todo homem de boa vontade esteja certo de não lhe faltar o necessário”. – Comentário de Allan Kardec, à Q. 793, de “O Livro dos Espíritos”. (4)

Sem a pretensão de exauri-las, listamos acima algumas transformações necessárias à sociedade atual, para que se torne uma civilização completa!

E concluímos dolorosamente quanto nos cabe trabalhar, por alcançá-la! (Grifos nossos.)

 

Referência:

1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011, q. 737, p. 456.

2. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011, q. 738, p. 457.

3. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011, q. 740, p. 458.

4. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. impr. Rio de Janeiro: FEB, 2011, q. 793, p. 484/5.

 
               Gebaldo José de Sousa









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 19 de Julho de 2020, 01:54
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     

O compromisso da criação de trabalho decente




Os dias atuais têm sido pródigos na vivência de experiências bizarras. No entanto, não se pode atribuir todas as deficiências e incoerências humanas exclusivamente à pandemia, apesar desta ter ensejado, pelo menos até aqui, mudanças profundas em nosso modo de vida. Com efeito, nesta altura dos acontecimentos, já é sobejamente conhecido o impacto negativo causado pela Covid-19 na importante variável de nossas existências.

Explicando melhor, além da colheita de inúmeros indicadores econômico-sociais indesejáveis, cresce exponencialmente o número de desempregados no planeta, assim como a precarização da atividade laboral. Mais ainda, as previsões nessa esfera são – pelo menos por ora – muito pessimistas para quem depende do trabalho para sobreviver.

Nesse sentido, cumpre destacar que a tecnologia também não está favorecendo o aumento de oportunidades benfazejas de trabalho digno e decente no mundo. Pelo contrário. O que se vê com absoluta clareza, é o abandono da consecução de compromissos e metas sociais e humanistas que contemplem, de fato, as criaturas humanas no sentido amplo. Em razão dessa visão distorcida temos, por conseguinte, crescente desilusão e miséria coletiva.

Lamentavelmente, nem mesmo o documento Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) – subscrita, frise-se, por vários líderes mundiais -, que delineia 17 objetivos globais de desenvolvimento sustentável e 169 metas correspondentes, tem conseguido arrefecer esse quadro penoso, agora substancialmente agravado pela pandemia. A propósito, cabe recordar que no seu 8º objetivo, o documento preconiza a criação de “emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos”, ou seja, algo que estamos muito longe de alcançar.

Por outro lado, nas crises temos a excepcional condição de melhor divisar os nossos interlocutores, ou seja, pessoas e instituições com as quais lidamos direta e indiretamente. Para melhor ilustrar o meu pensamento, comentarei abaixo um episódio emblemático, que envolve o sagrado campo do trabalho (uma das leis universais, vale lembrar, segundo os maiorais da espiritualidade), particularmente nestes tempos de anormalidades.

Necessitando adquirir um telefone celular novo, já que o meu estava com a sua memória completamente esgotada, entrei num site de conhecido grupo varejista do país. Olhei as marcas, capacidades e características dos modelos ofertados, e acabei por escolher certo equipamento. Como resido muito próximo a uma das lojas da empresa, fui lá incontinenti, pois desejava ver o produto e comprá-lo por esse canal tradicional. Ao deparar com o modelo desejado notei que o aparelho era cerca de R$200,00 mais caro do que a oferta disponibilizada no website da organização. Assim sendo, questionei o vendedor sobre a razão de tão expressiva diferença nos canais de vendas da mesma empresa.

A jovem vendedora disse que poderia “chegar ao mesmo preço”. Achei o argumento bastante curioso, mas, enfim, aguardei-a entrar no sistema da rede de lojas. Passados alguns minutos, e feitas algumas simulações, ela, enfim, me confessou que não conseguiria igualar a oferta do website. Extremamente surpreso, ponderei-lhe como tal coisa poderia acontecer, isto é, sofrer a concorrência da própria empresa. Meio sem jeito, a moça não me apresentou contra-argumentos.

Inconformado, tentei a loja de outra cadeia de varejo igualmente pertencente ao poderoso grupo empresarial, e, para a minha surpresa, a mesma coisa aconteceu. Decepcionado, informei ao vendedor que não seria possível menosprezar as diferenças de preço, e, desse modo, iria adquirir o produto pelo site. Ao sair decepcionado da loja, ainda olhei para trás e contemplei alguns vendedores – todos jovens – praticamente perfilados à espera dos clientes... Contudo, na minha tela mental, ecoava uma série de questões palpitantes. Entre elas, conjecturava como esses jovens poderiam viver decentemente (eles basicamente vivem das comissões das vendas), já que, além da depressão econômica, eles enfrentavam, paradoxalmente, a competição implacável do website do próprio empregador. Imaginava as dificuldades que teriam para formar uma família e ter uma existência normal, com independência financeira. Analisava a política empresarial de vendas implementada por aquela organização, que impunha condições tão leoninas aos seus funcionários da linha de frente. Indagava-me, por último, como ter paz na vida vivendo sob tão duras condições de trabalho.

Ao avançar em minhas cogitações lembrei-me, no entanto, de Jesus e a sua sábia recomendação de não fazermos aos outros o que não desejamos igualmente para nós. Ponderei em minhas elucubrações mentais como poucos meditam sobre esse imperativo moral. Imbuído desse pensamento, considerei intimamente quantos empresários e executivos estão sendo testados pela magnanimidade divina na tarefa de construir o progresso humano, de diminuir as desigualdades sociais etc.

Recordei-me do Espírito Apóstolo Paulo, que no capítulo XV d’O Evangelho segundo o Espiritismo declara: “10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. [...] Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá [...]”.

É pertinente ressaltar que as decisões empresariais, puramente baseadas na ótica material, não deixam espaço à caridade para com os recursos humanos, cada vez mais indefesos, consoante o que descrevi acima. Dito isto, é preciso ter em mente que as crises – como a que ora vivemos - também proporcionam ensejos à elevação espiritual das criaturas humanas. Nelas, temos a ampla liberdade para exercitar a solidariedade e caridade para com os mais necessitados e indefesos. Vale esclarecer que não se trata exclusivamente de sair distribuindo dinheiro ou esmolas para todo mundo...

 Às vezes, ações pouco complexas, como equiparação de preços nos canais de vendas, emprego de recursos humanos em vez de quiosques eletrônicos, entre outras iniciativas benfazejas, podem garantir condições existenciais minimamente dignas aos que avidamente necessitam de labor. Também não se trata de execrar o avanço tecnológico, pois este não tem alma ou emoções, mas de ter um olhar mais compassivo e empático com o elemento humano, isto é, nós próprios.

A transição planetária terrena, que certamente elevará nosso orbe no ranking dos mundos habitados, não pode abdicar de permanentes iniciativas humanitárias. Posto isto, se somos “o sal da terra”, é preciso, portanto, que empreguemos todos os nossos atributos, capacidades e potencialidades na direção acima destacada, a fim de que a nossa casa maior espelhe paz, harmonia e felicidade em benefício de todos.   
 

            Anselmo Ferreira Vasconcelos









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Julho de 2020, 08:38
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
A convivência familiar na pandemia




A impermanência das situações existenciais necessita estar em nossas reflexões.

Por quê?

Simples, porque as mudanças são uma realidade tão palpável quanto a morte.

De um momento para o outro, por exemplo, podemos ter as nossas rotinas capturadas pelos mais variados motivos.

E o ano de 2020 escancarou esta verdade.

Por conta da pandemia do COVID 19 tivemos que rever hábitos e, de maneira abrupta, modificar nossas rotinas.

Quem saía muito de casa para atividades profissionais, religiosas, familiares e de entretenimento tiveram que, necessariamente, romper com esses hábitos e... passar mais tempo em família.

Pois bem... passar mais tempo em casa equivale a dizer que teremos uma maior convivência com familiares.

Uma maior convivência pode significar mais dificuldades nos relacionamentos. Aliás, recebi vários e-mails e mensagens de pessoas queixando-se que o isolamento social expôs os problemas familiares, antes camuflados pela correria do dia a dia.

Minha reação foi sempre a mesma: Boa notícia, pois agora tivemos a oportunidade de enxergar coisas que estavam encobertas e, então, modificá-las, visando a uma melhor qualidade de vida em família e o estreitar desses laços, colocados, aliás, pelos Espíritos como uma lei natural.

E diante de tão grave tema – A convivência em família – rico e que se desdobra em variados pontos a abordar, levantarei, até pelo espaço, um dos tópicos que considero importante: O perdão, ou melhor, o excesso de perdão.

Proponho o oposto: não perdoar, principalmente nesses tempos de pandemia e convivência mais estreita.

Como assim? É de espantar, não é mesmo?

O ideal é viver mais leve, utilizando-se da compreensão.

A equação é esta: Compreender mais e ofender-se menos é igual a zero perdão.

Há um déficit de realidade que necessita ser trabalhado para que não fiquemos, a todo tempo, sentindo-nos ofendidos pelas pisadas na bola do outro e que, certamente, até pela maior proximidade, ocorrerão ainda mais.

Então, faz-se, fundamental, entender o local onde estamos.

E onde estamos? No planeta Terra, mundo de provas e expiações, habitado por Espíritos ainda muito limitados, que buscam, por meio das provas reencarnatórias, evoluir.

Portanto, nesses tempos de maior convivência em família, vale cultivar um pouco mais de leveza, menos cobrança e mais foco no que realmente importa: Esforçar-se para ter uma convivência saudável em família, pois este núcleo é fundamental ao nosso progresso moral.


         Wellington Balbo






   


                                                                                                   PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Agosto de 2020, 20:39
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                 
Benefícios da pandemia



Ao lado dos desastres causados na saúde e na economia (aí incluídos os empregos, naturalmente), pela pandemia do Covid-19, com todos os desdobramentos já conhecidos e aqueles que ainda nem imaginamos e que surgirão pela frente, considerando também os aspectos psicológicos e mentais na vida de muitas famílias – seja pelas dolorosas circunstâncias de morte e sepultamentos ou os impactos emocionais daí decorrentes – há que se buscar também os efeitos positivos da complexa ocorrência:

a) O vírus nos igualou. Já não é a cultura, nem a posição social, nem a inteligência ou o poder que determina os desdobramentos. Todos a ele estamos sujeitos, se não nos precavermos. Isso disciplina uma nova mentalidade no comportamento social, embora a teimosia de muitos em assimilar tais lições;

b) Embora aparentemente um paradoxo, nos aproximamos mais, apesar de fisicamente distantes. Fizemos descobertas incríveis com a tecnologia já disponível, embora não a houvéssemos valorizado antes em seu aproveitamento agora largamente utilizado;

c) Alcançamos mais exata noção de nossa fragilidade e pequenez diante dos poderes que verdadeiramente governam a vida;

d) Apesar de insistente e ainda presente, o vírus concentrou atenções e cuidados, deixando em segundo plano – pelo menos na mídia – os absurdos da corrupção e da criminalidade;

e) Pais e filhos passaram a conviver mais diretamente, com as lições em casa e convivência mais amiúde;

f)  Casais e profissionais de todas as categorias tiveram que reinventar suas rotinas, até por questão de sobrevivência.

g)  Largas adaptações em todos os segmentos sinalizam um novo tempo e uma nova forma de conduzir o cotidiano.

Claro que mais itens podem ser acrescidos e as preocupações não se centralizam em tais benefícios, antes buscamos as questões de sobrevivência, principalmente, e sentimos falta, por ser natural, imensa falta, da convivência social mais intensa, como habituados que estávamos.

A realidade, contudo, apresentou-se, exigindo adaptações. E essa nova realidade pode suscitar uma grande pergunta, entre tantas outras: “Qual nossa tarefa, nossa missão, daqueles que estamos e continuamos, homens e mulheres, em empresas e instituições, considerando a continuidade da vida social, ainda que adaptada?”

Breve reflexão indica que nosso compromisso comum pode ser dividido em três principais itens: a) Instruir (isso cabe em todos os segmentos) = quem tem mais experiência deve preparar pessoas e transferir conhecimentos e experiências para quem está chegando e vai continuar, já que todos somos gradativamente e continuamente substituídos na sequência natural da vida humana; b) Auxiliar o progresso = Nosso dever maior é fazer o que precisa ser feito, portanto, oferecer nosso esforço e trabalho em favor do progresso geral de todos; c) Melhorar as instituições = A evolução da mentalidade humana produziu muitos conhecimentos que se distribuíram em variados segmentos das artes, da cultura, do esporte, da educação, da indústria etc. E todo esforço de melhora em todos os segmentos deve ser permanente meta a ser perseguida, visando ao bem da coletividade, aperfeiçoando métodos e práticas que resultem sempre na melhoria contínua da vida social.

Há um encadeamento natural na vida e seus segmentos. E todos podemos ser úteis de alguma forma, não havendo missão ou tarefa menor ou maior. Todas são importantes.

Mas estávamos excessivamente dominados pelo egoísmo (que ainda teima), iludidos por paixões variadas, seduzidos por posses e posições temporárias, envaidecidos muitas vezes por sonhos impraticáveis e mesmo cegos em situações variadas, gerando aflições e tumultos que nem percebíamos.

A pandemia chacoalhou a vida social, fazendo refletir. Estamos realmente conseguindo retirar lições da finalidade de sua vinda, ou será preciso outra? O tempo dirá.


 
            Orson Peter Carrara








                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!       
 
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 06 de Agosto de 2020, 22:11
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   
 

DESPERTAR PELA DOR: a crise global do coronavírus e a transição planetária




As dores do parto da Nova Era se intensificam, como há muito previsto pelas escrituras, pelos profetas e pelo próprio Consolador prometido pelo Cristo há mais de 2 mil anos. Um mundo novo está sendo gestado: os tempos são chegados e aí estão, para aqueles que tiverem “olhos para ver e ouvidos para ouvir”. Isso ocorre porque a inexorável Lei do Progresso se cumpre e, para que efetivamente se implemente no planeta neste momento, mudanças substanciais são necessárias e já começam a ocorrer em condições jamais vivenciadas pela humanidade terrestre.

Assim, verificamos que a grandiosa transição planetária - que deve elevar a Terra da condição de um mundo de expiação e provas para um mundo de regeneração, conforme preconizado há mais de 150 anos pela Doutrina Espírita - se desenrola neste instante a olhos vistos, todos os dias, perante todas as nações da Terra, agora mais integradas e bem mais atentas devido ao chamamento geral ocorrido nos últimos meses, o qual exige ações coordenadas e maior cooperação entre os povos para conter a escalada do vírus.

O despertar para realidades além da matéria é grande neste momento, pois o temor da morte e a conscientização forçada da nossa condição material precária e frágil nos faz elevar o pensamento ao mais alto, questionando: e se isso chegar a mim? E se isso tudo fugir do controle? Mas, apesar do forte chamado ao despertar, devido às seculares resistências humanas ancoradas nos nossos piores sentimentos de egoísmo, orgulho, tola vaidade e imediatismo material que há muito atrasam a nossa evolução espiritual, esse processo de evolução coletiva demandará a ação purificadora da dor em grande escala.

Ao elevarmos nosso pensamento para o ponto de vista espiritual, tirando o véu material e com a ideia da transição planetária como pano de fundo, constatamos claramente que há uma ferida pulsante que foi dramaticamente exposta e que não há mais como adiar sua cura. Simplesmente não há mais tempo, e o mundo de “antes” já está em putrefação avançada, pois o processo é irreversível. Não há volta nesse caminho, e os espíritos mais materialistas simplesmente não conseguem se conformar com isso, uma vez que recusam-se levianamente a despertar do sono profundo da ilusão material, o que leva muitos desses irmãos adoecidos ao desespero, às agressões injustificadas e a ataques de irracionalidade generalizados contra as vozes sensatas que agora se multiplicarão como nunca visto em a favor da razão e da ciência.

O mundo, perplexo, enfrenta uma crise multidimensional de caráter econômico e social, com profundíssimas implicações morais e éticas, e de abrangência internacional, não poupando nações e não distinguindo pobres e ricos. As causas dessa crise são múltiplas e complexas, e devemos ouvir com atenção os especialistas das mais diversas áreas para buscarmos explicações racionais e fundamentadas em evidências e conhecimento técnico. Pela ótica do Espiritismo, doutrina que preza pela ciência e que reconhece suas profundas consequências filosóficas e científicas nos sistemas de conhecimento humano, sem sombra de dúvidas, o materialismo exacerbado está na raiz desses problemas.

Isso acontece porque, ao ignorar sua essência espiritual e o caráter precário e passageiro dessa existência terrestre, o homem se apega em excesso às ilusões materiais, criando e legitimando sistemas doentios que escravizam e rebaixam a nossa paternidade divina, submetendo seus semelhantes a processos de subjugação e exploração desenfreada que a partir de agora serão desmontados um a um.

Desse modo, os sistemas religiosos, econômicos, políticos, administrativos, tecnológicos, filosóficos, científicos, enfim, tudo o que até hoje serviu de alicerce a uma ordem social calcada no materialismo, sofrerão progressivamente perdas de adesão e de funcionalidade, fazendo o conhecimento humano e a ação do homem avançar em novas fronteiras: o “velho” já não é mais capaz de dar respostas às novas perguntas que surgirão a partir de agora e o homem terá sede de conhecimento.

Em termos concretos, embora relatos espirituais apontem que desde a década de 1980 a Terra já havia iniciado esse processo, a aceleração do processo transicional terrestre deu-se a partir do final de 2019, com a instalação silenciosa e com a posterior propagação mundial do coronavírus. Foi um “fator surpresa” que deixou até os países mais desenvolvidos desprotegidos, forçando agora ações emergenciais que acabaram por centralizar todas as atenções internacionais para um mesmo ponto, ao mesmo tempo.

Esse fato inesperado causou comoção generalizada, e talvez por algum tempo tenhamos que conviver com as consequências mais ou menos sérias que virão adiante, dependendo de como seremos capazes de reagir hoje mesmo, enquanto humanidade, a esta temível prova de fogo. Porém, o mais importante para nós espíritas é interpretar o significado mais amplo que atrás por detrás do véu material de toda esta trama: ao fim e ao cabo, a crise atual anuncia o nascimento de um novo paradigma de convivência social e de organização da sociedade e da economia, impondo à humanidade dilemas e decisões inadiáveis. Além disso, momentos de crises e catástrofes de grande alcance costumam despertar sentimentos nobres de solidariedade e compaixão, como também temos visto em toda parte em ações de resgate para minimizar os danos provocados pela temível pandemia global.

Todavia, embora meritórias, as ações de socorro emergencial e assistencialismo geral que predominam neste momento são ainda muito tímidas para promover o “reset” de todos os sistemas carcomidos que operam as sociedades humanas até o momento: a inauguração de um novo paradigma econômico, social e ambiental vai exigir que se coloque definitiva e irreversivelmente o materialismo em cheque, indo muito além de algumas ações pontuais e passageiras para remediar um problema imediato.

Essa mudança definitiva de paradigma, tão aguardada, significa ir além dos atuais momentos críticos e, principalmente, promover paulatinamente uma visão de mundo renovada que coloque o Espírito imortal acima da matéria, o que naturalmente levará o ser humano a progressivamente priorizar cada vez mais e mais o meio-ambiente acima da produção capitalista desenfreada, o consumo consciente acima da frivolidade e, essencialmente, a vida acima do lucro, com a consequente promoção do interesse geral acima de interesse mesquinho de pequenos grupos. Esse é o ponto fulcral que deve guiar aqueles interessados em cooperar na construção de um novo tipo de pensamento que deverá fundamentar os novos paradigmas emergentes.

Enfim, aqueles que acompanham atentamente as previsões e mensagens mediúnicas que tem-se proliferado neste momento como prova da solidariedade perpétua entre os mundos, sabem com a tranquilidade consoladora que, caso a humanidade resista a mais esse impulso renovador trazido pela crise global do coronavírus, outras estratégias bem mais eficazes – e também mais dolorosas – serão trazidas pela espiritualidade, que está atenta a tudo que ocorre no orbe terrestre, influenciando todos os processos de renovação transicional para garantir que a Lei do Progresso se cumpra.

Portanto, isso tudo é necessário, em grande medida, para que muitos irmãos infelizes, recalcitrantes no doentio e criminoso abuso dos recursos materiais, sejam finalmente despertos, pois sua ação deletéria retarda a evolução terrestre neste momento grandioso. Se isso ocorrer, devem passar a cooperar com a parte já desperta da humanidade interessada em construir um mundo novo sob a égide da Nova Era. Caso contrário, deixando este precário invólucro carnal, partirão para mundos rudes melhor adequados à sua condição evolutiva retardatária. Neste novo ambiente - longe da Terra em regeneração, a exemplo do ocorrido em tempos remotos com os famosos “Exilados de Capela”, e como espíritos em evolução jamais desamparados pela Providência Divina - aprenderão, não sem dor, a respeitar a vida e conviverão entre seus iguais, aprendendo a dar valor real às preciosas condições evolutivas desprezadas neste momento único da nossa História.


                    Leonardo Queiroz Leite









                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Novembro de 2020, 22:59
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   
Lazer em pandemia


Todos buscam no lazer uma forma de esvaziar as tensões do cotidiano. A mente e o corpo agradecem quando fazemos boa escolha e descarregamos as energias tóxicas que acumulamos.

Sempre haverá opções de lazer que nos satisfaçam, mas a sensação agradável de nos sentirmos renovados psiquicamente depende muito da escolha. Há lazeres que irritam, perturbam (sem que se perceba), ao invés de relaxar.

Atualmente, a pandemia tem dificultado a circulação das pessoas, e muito do que se fazia antes tornou-se por enquanto desaconselhável. Mas, ainda assim, é possível cuidar da mente e do corpo, mesmo com limitação e até precarização dos espaços. De certo modo estamos sendo obrigados a dar nova chance para hábitos que estavam esquecidos ou não mereciam de nós a mínima atenção.

Acreditando que as sugestões de isolamento social continuarão ainda por um bom tempo, não custa nada nos cuidarmos, enquanto a ciência trabalha a nosso favor.

Com a necessidade de ficarmos mais em casa, o ideal é tentar escapar da sensação de inatividade, de perda de tempo. Com menos envolvimento social, o lazer passa a ser individual e familiar: um bom filme, uma boa música, livros que aumentem as nossas reservas de conhecimento, o bate-papo descontraído, as tarefas criativas e desafiadoras, os exercícios físicos disciplinados, e até brincadeiras e jogos em família.

E quem sabe ouvir, de um bom contador de “causos”, umas instrutivas histórias, feito as que se ouvia do vasto repertório do poeta popular Cornélio Pires que, nos anos 1930 e 40, viajava pelo Brasil com sua mala cheia de “conversa”, inaugurando, à moda caipira, o que hoje se conhece como stand-up. Um dos seus mais fiéis intérpretes atualmente é o ator Rolando Boldrin, encontrado facilmente na internet. Ouvi-lo é garantia certa de riso, emoção e espiritualidade.

O contador de “causos” é geralmente uma pessoa bem-humorada e seu principal objetivo é envolver os ouvintes nas tramas da alegria ingênua. Costuma ser autêntico, natural e brejeiro. Todos se encantam com o seu aparente descompromisso. Os ingredientes particulares do seu estilo prendem a atenção, ativam a imaginação, aguçam a inteligência, e arrancam lágrimas de emoção ou de riso contagiante. Coisas que a escolha infeliz de lazer raramente proporciona.

Eu acredito muito no poder do humor como forma tangente de escapar do cansaço e dar qualidade ao nosso lazer. E em tempos de pandemia a internet tem sido a salvação de muita gente.

E para quem não se sinta atendido com nenhuma das sugestões citadas, e não se importe em arriscar-se além do necessário, um belo e atento passeio ao ar livre, em diálogo calmo com a natureza pode ser a opção. Desde que com máscara e muita consciência do respeito que deve a si e aos semelhantes.   
 

             Claudio Bueno da Silva









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Dezembro de 2020, 20:01
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                 
Covid-19: vacina e remédio


A atual pandemia, afetando praticamente todos os países, alvoroça a Humanidade, deixando-a com pouco prumo. Só aparentemente...

A maioria das pessoas, se não todas, anseia pela descoberta da vacina e do remédio que eliminem a Covid-19[1].

Historicamente, séculos antes da era cristã, a humanidade já se debatia com a triste realidade das pandemias, ceifadoras da vida de milhões de pessoas. Dessas pandemias, faço um relato rápido daquela que talvez, tenha sido a pior de todas: a varíola.

● Na Ásia e na África foi um flagelo, desde tempos remotos;

● Na China, a varíola já era conhecida no ano 1122 a.C.;

● Na Europa, teria chegado no século VII, através dos árabes que invadiram a Espanha;

● Quando Hernán Cortez (conquistador espanhol) desembarcou no México, em 1519, houve contaminação geral, pois um dos integrantes da sua expedição estava varioloso; em consequência, morreram cerca de três milhões e quinhentos mil indígenas;

● No Brasil, a primeira epidemia se deu no ano de 1563, deixando viva apenas a quarta parte da nossa população — maioria, indígenas —, sendo a partir daí que no sertão brasileiro a varíola passou a ser chamada de “peste”;

● Ainda na Europa, no século XVIII, eram raras as pessoas isentas de sinais de “bexiga” no rosto: sequelas deixadas pela doença. (Naquela época, de cada cem europeus, dez morriam de varíola);

● Em 1730, até na Groenlândia, grande número de esquimós (população glacial) foi vitimado pela varíola;

● Em 1770, na Índia, a varíola exterminou três milhões de pessoas.

Mas, ao lado desses tristes acontecimentos, acontecem fatos surpreendentemente alvissareiros, dentre eles, vacinas e remédios.

Vacinas[2]

Em 1798, Edward Jenner (1749-1823), naturalista e médico rural inglês, observou que as vacas que manifestavam essa doença (pequenas erupções nos úberes), transmitiam-na (de forma atenuada) aos ordenhadores que tivessem algum machucado nas mãos; tais pessoas, após pequeno processo infeccioso, resistiam à varíola. Estudando o fenômeno, concluiu que a “varíola da vaca”, quando contaminava pessoas, imunizava-as contra a varíola humana. Jenner, então, realizou inúmeras experiências inoculando linfa de uma mulher infectada num menino sadio, que apresentou pequenas alterações, logo ficando restabelecido.

Essa primeira vacinação (a palavra vacina origina-se do Latim vaccinus, de vaca, pelo francês vaccine), isto é, inoculação com varíola da vaca, tinha tido sucesso.

Novas pesquisas, estudos e técnicas para a produção de vacinas, não apenas para a varíola, proporcionaram a existência, no mundo todo, de vacinas para outras patologias.

Milhões e milhões de vidas salvas por elas, desde então!

Obs. Segundo pesquisas que realizei, atualmente a vacinação em dia previne contra pelo menos 15 tipos de doenças.

A vacina da varíola chegou ao Brasil em 1803, através de um programa patrocinado pela Espanha, mas somente em 1904 se tornaria obrigatória, isto é, cem anos após...  E assim mesmo, após causar quase uma rebelião — a chamada “Revolta da Vacina” (resistência popular em se deixar vacinar).

A varíola foi erradicada no Brasil graças ao médico brasileiro, sanitarista e bacteriologista Oswaldo Cruz (1872-1917) que, com energia e competência, promoveu vacinação em massa da população. Combateu ainda a febre amarela e a peste bubônica, principais doenças na capital federal de então (Rio de Janeiro).

Remédios[3]

Confiante na proteção do Mais Alto, e no aguardo da cura da covid-19, relembro de um singular exemplo de como a Providência Divina age sempre a favor da Humanidade: a descoberta da penicilina (primeiro antibiótico):

Alexander Fleming (1881-1955), médico bacteriologista inglês, em 1929, estudando uma raça de estafilococos, deixou várias placas com culturas dessas bactérias repousando no peitoril da janela de seu laboratório. Saiu de férias e ao voltar, uma daquelas placas despertou-lhe particularmente a atenção, pois no centro dela formara-se uma área de mofo azul-esverdeado, do tamanho de uma moeda. Ao redor do mofo, separando-o da cultura, aparecia uma região mais clara. Investigando, Fleming concluiu que, na região clara, a colônia de estafilococos fora destruída, contaminada com fungos do gênero Penicillium. Denominou então de penicilina à substância específica produzida por aquele fungo.

Estava descoberto o primeiro antibiótico!

Seguiu-se a produção de muitos outros.

Milhões e milhões de vidas salvas por eles, desde então!

Covid-19

É de consenso: a Humanidade não será mais a mesma após a atual pandemia, havendo esperança de ocorrer, a breve tempo, salto de progresso humanitário mundial. Assim espero!

Se alguém se julgar inocente e injustamente alcançado por esse “castigo invencível” (a covid-19), essa é a hora de, mais do que nunca, alicerçar a fé no Amor do Supremo Criador, regendo o Universo e expresso em Leis Naturais Divinas — perfeitíssimas e caridosas —, e é com elas que a Providência celestial acompanha tudo que acontece na Terra.

As Leis Divinas não infligiriam, nem permitiriam tantos e tamanhos sofrimentos e tantas perturbações mundiais, se com eles — e por eles — não houvesse um plano divino de evolução.

Jesus afirmou: “Até os fios de cabelo da vossa cabeça estão todos contados” e, “contudo, não se perderá um único fio de cabelo da vossa cabeça”.  (Lucas 12:7 e 21:18, respectivamente.)

Consentaneamente com as lições do Excelso Mestre, premissas espíritas afirmam que não existem: sorte, azar, coincidência, destino, acaso, e, sim, a Justiça Divina, no integral e justo controle de todos os acontecimentos humanos “ocasionais”, ou inevitáveis.


***


Dos tempos das cavernas como lares, para a civilização de hoje, ocorreu grande salto, triste, mas inapelavelmente verdadeiro: a Humanidade progrediu intensamente, nos quesitos materiais e científicos, no entanto, o progresso espiritual patina lá atrás.

Esse o motivo pelo qual considero o coronavírus, o sideral mensageiro de que se inaugurou um novo ciclo de progresso mundial e uma nova etapa evolutiva moral aguarda a Humanidade.

A fraternidade e o amor, se vivenciados na plenitude, ofertarão as seguintes possibilidades mundiais, futuras, dentre outras:

● maior respeito a Deus, à Natureza e a todos os seres vivos;

● convivência familiar melhorada, inexistindo famílias sem amor;

● prioridade mundial para todos: moradia digna, educação, saneamento básico, cidadania plena;

● despertamento da compaixão e caridade para com os necessitados;

● mobilidade relativa, reduzida e livre: fronteiras eliminadas, com imigrações “zero”;

● menor trânsito, melhores atmosferas, conservação das florestas, águas e solo.

Sugiro três novas janelas para apreciar essa paisagem terrena de novos ângulos, no antes, no durante e, principalmente no pós-pandemia, para entendermos o que está acontecendo e compreender que Deus só quer nosso bem:

- No antes, o mundo às voltas com radicalismos religiosos inacreditáveis, guerras absurdas e cronicidade bélica, com vultosos dispêndios financeiros; quem podia armando-se para quanto mais destrutivas fossem suas armas, ou melhor, que matassem mais gente e arrasassem inimigos, adquirindo mais e mais poder; povos incontáveis penando, há tempos, em dolorosíssimas imigrações; milhares de famílias desabrigadas, passando fome, frio e dor;

- No agora da pandemia: mortes mundiais diárias aos milhares, que parecem não ter fim, de ricos e pobres, alcançados pela covid-19, muitos vivenciando o até então inimaginável processo de perder a consciência e o controle da própria vida e ser tratado como se a identidade integral já não mais existisse, ou esfacelando-se.

Felizmente, queiram ou não, a Ciência emerge, impõe-se e se aplica, quase que no todo, com centenas de laboratórios, cientistas, médicos, pesquisadores e técnicos, na busca frenética de como, com as vacinas, estancar tantas mortes — suprema tristeza, enlutando lares e famílias —, bem como encontrar remédios para a cura definitiva da covid-19, em nível mundial.

- No pós do atual embate pandêmico duríssimo, vacina sendo aplicada, oficial e judiciosamente, novos tempos estarão na bandeja da Vida, mostrando a todo o mundo que sobrepairando sobre a Terra há um Comando Maior: DEUS!

Penso, modo geral, a partir de mim próprio, bem como em toda a Humanidade, que estamos com a grande oportunidade de recompormos comportamentos, substituindo todos os contraditórios às Leis Divinas, por ações construtivas.

Talvez a melhor maneira dessa abençoada conquista seja “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, como a si mesmo”, como lecionou o Excelso Mestre.

Simultaneamente, eliminar toda ação contrária à citada lição.

Em linhas gerais: autorreforma!

Desde já unamos nossas mais sinceras preces diárias ao nosso Pai Maior e Seus ministros siderais, dentre eles Jesus à frente, rogando a cura dos atingidos pela pandemia e a consolação aos familiares que por ela perderam entes amados, na certeza da imortalidade da alma, e que, nós e eles, estamos sob a permanente proteção de Deus.


 
[1] Desde o início de fevereiro/20, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa COrona VIrus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando dos primeiros casos em Wuhan, na China.

[2] Dados extraídos da Enciclopédia “CONHECER”, Abril/Cultural, Volume IV, pág. 858.

[3] Dados captados na Wikipédia, a enciclopédia livre da internet.



           Eurípedes Kühl









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: rafagricola em 07 de Janeiro de 2021, 21:20
Diz o livro do Divaldo que a pandemia seguirá e vacina só irá atenuar mas a luta será por anos.

Mensagem do Espí­rito Ismael - Livro No Rumo do Mundo de Regeneração - Psicografia de Divaldo Franco (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy55b3V0dWJlLmNvbS93YXRjaD92PVVIcFlkc3JsUkJjJmFtcDtmZWF0dXJlPXlvdXR1LmJlI3dz)
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Janeiro de 2021, 16:43
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
A empatia em tempos de crises


A vivência da empatia é de fundamental importância nestes tempos de crises, pelos quais estamos passando, quando urge a necessidade de buscarmos respostas que justifiquem o porquê e o para quê dos acontecimentos atuais e do nosso envolvimento neste contexto, não apenas no tocante às crises existenciais e à pandemia da covid-19, mas também aos preconceitos alusivos à desigualdade social, ao gênero, à sexualidade, à etnia etc.

Embora para muitos de nós, à primeira vista, se trate de tempos de dores e de sofrimentos, na verdade o fundo da questão nos remete às oportunidades de aprendizagem moral, chamando-nos para que, através da força do autoconhecimento, do resultado dos momentos de reflexão e da vivência de maneira resignada, nos libertemos das amarras que nos impedem do avanço na senda evolutiva, e que possamos, através desses exercícios, promover a nossa transformação moral.

Como já sabemos, a empatia é a palavra-chave para o momento em que estamos vivendo e convivendo, como se estivéssemos nos abarcando no mesmo barco, em plena tempestade, unindo forças para o enfrentamento de desafios, a fim de vencermos estes tempos de pandemia e demais tipos de crises que envolvem a sociedade como um todo.

O mestre Jesus, através dos evangelhos, nos ensina a empatia, que se praticada em tempos de normalidade, na aprendizagem das lições, na lida do dia a dia, servirá de base para a aplicação em tempos de crises, assim vejamos o seguinte exemplo:

“Fazei ao outro somente aquilo que gostaríamos que nos fosse feito”. (Mateus 7:12)

Dessa recomendação do mestre Jesus, podemos extrair para todos nós o ensinamento de que se trata do maior senso de justiça, equilíbrio das relações interpessoais.

Fazer ao outro somente o que gostaríamos que nos fosse feito é nos colocarmos no lugar do outro, fazendo ao outro as coisas que desejamos que o outro faça por nós.

Esse ensinamento é, também, ministrado pelo Espírito de Verdade, na questão 876 de O Livro dos Espíritos, sendo a sua aplicação a base da justiça, segundo a lei natural.

Portanto, temos no mestre Jesus, o exemplo maior da empatia, sendo Ele o tipo mais perfeito oferecido por Deus à Humanidade, para lhe servir de guia e modelo, conforme nos ensina a questão 625 de O Livro dos Espíritos.

Que nestes tempos de crises diversas, possamos nos colocar no lugar do outro, fazendo-lhe somente aquilo que gostaríamos que nos fosse feito, a fim de auxiliá-lo nestes momentos difíceis pelos quais todos estamos vivenciando, quando passamos a desenvolver a virtude da misericórdia, externando a pureza do coração em favor um do outro.

Dessa forma, juntos entenderemos o porquê e o para quê destes tempos de crises, e venceremos o mundo, ou seja, começando, cada qual, pelo seu próprio “mundinho” íntimo.
 

            Yé Gonçalves









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 31 de Janeiro de 2021, 22:14
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-noite! queridos irmãos.




                   Movimento perigoso contra a vacinação da Covid-19


Hoje, o ‘eu não sei’ se tornou o ‘eu ainda não sei’. Bill Gates


São muitas as mensagens falsas espalhadas, indiscriminadamente, através de grupos e rede de contatos sociais. A mais recente fala sobre a cura da infecção com um método bem simples: com uísque e mel. Mas não houve milagre, nem cura por enquanto, porque nenhum remédio ainda foi capaz de prevenir a infecção pelo coronavírus.

A grande esperança é com a aplicação de vacinas, e grandes potências econômicas disputam essa liderança de apresentar uma com resultado, o mais satisfatório, porque o tempo é curto.

E nessa busca pela preservação da saúde e pelo ganho financeiro surgem os favoráveis e os contra a vacinação.

A pandemia do novo coronavírus contribuiu para que os grupos antivacina voltassem a ganhar visibilidade. O movimento, que surgiu nos Estados Unidos no fim da década de 90, divulga ideias absurdas e mentirosas sobre imunizantes e afirma que a vacina contra a Covid-19 será puro veneno e que os “laboratórios vão, na verdade, introduzir chips no corpo das pessoas”. O grupo costuma publicar vídeos com informações falsas que viralizam rapidamente e ganham o apoio de milhares de pessoas.

Recebi de alguns amigos, pela internet, alguns vídeos de supostos médicos que desaprovam as novas vacinas, desde italiano, alemão com tradução legendada, e um brasileiro que chama a vacina de lixo.

Ao contrário do que diz esse perigoso movimento, a vacina é a forma mais eficaz, senão a única, de frear o contágio de doenças infecciosas como o novo coronavírus. Mesmo que não tenha cem por cento de aprovação, é melhor se expor a algumas contraindicações do que ter que enfrentar a covid-19, que já derrubou um milhão de pessoas no mundo num caixão lacrado.

No Brasil já se pensa em uma lei da vacina, de obrigatoriedade legal, pois que se 70% da população for vacinada cria-se uma imunização contra aqueles que não aceitaram – uma minoria. Na atualidade, a vacinação no Brasil é parcialmente obrigatória; o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – cria a obrigatoriedade para o conjunto de vacinas infantis recomendadas pelas autoridades sanitárias.

Mas, por outro lado, inexistem penalidades definidas na lei para os pais que não cumprem com seus deveres, desobedecendo a lei.

No Brasil, o movimento antivacinal, ainda pequeno no país, tende a crescer sob o impulso do misticismo, ignorância e descrença dos benefícios das vacinas.

O que se questiona é se será necessário o Congresso, muito desacreditado, criar uma legislação para impor a imunização geral, compulsoriamente, e com lei para punir efetivamente aqueles que têm responsabilidade de tutores de menores e que não cumprem seus deveres sociais e de progenitores.


Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 03 de Março de 2021, 18:19
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                 
PANDEMIA - VALE A PENA VIVER (1)


Medo? Não, obrigado!


Mas o que é que a pandemia da COVID 19 tem a ver com a Doutrina Espírita (Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos)?

Outra questão se pode colocar: como o Espiritismo vê a pandemia e a Sociedade mundial?

Embora tenhamos tido várias pandemias ao longo dos séculos, esta afigura-se com características fantásticas: nunca a Humanidade teve tantos recursos, tanto conhecimento, tantos meios para a combater, o que é um fato evidente, apesar do egoísmo que ainda impera na Humanidade.

Fala-se muito do medo da COVID 19, do medo continuadamente difundido pelos órgãos de comunicação social, e da necessidade de não ter medo.

Ora, o medo é uma sensação perfeitamente natural, intrínseca ao ser humano, se em doses equilibradas.

É normal, para que nos protejamos de perigos desnecessários, mas, quando exacerbado, pode levar ao pânico e paralisar a pessoa, ao nível do controle das emoções.

Com a doutrina espírita (que não é mais uma religião nem seita, mas, sim, uma filosofia de vida) foram demonstradas, à saciedade, a imortalidade do Espírito, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação e a lei de causa e efeito, bem como a assunção filosófica da existência de Deus e da pluralidade dos mundos habitados (esta ainda não comprovada cientificamente).

Sabemos que somos seres imortais, temporariamente num corpo carnal e que, depois desta vida, mudaremos apenas de plano existencial (o mundo espiritual, noutro estado vibracional), durante alguns anos, até que voltemos numa nova reencarnação, num novo corpo, com todo o nosso bojo psíquico adquirido até então.

Se não faz sentido violar as leis dos homens que regem a Sociedade, muito menos faz sentido violar as leis de Deus, nomeadamente com o suicídio, na esperança de fugir de uma realidade do quotidiano, em busca do nada.


O nada não existe, portanto, fugir da vida é opção sem fundamento lógico.


Está provado cientificamente (desde 1857, com Allan Kardec) que a vida continua num patamar vibratório diferente.

De um modo simplista, digamos que, na Terra, somos o cubo de gelo e, no mundo espiritual somos o vapor de água, isto em termos de consistência do corpo físico e do corpo espiritual.


Estando provado cientificamente que a vida continua. O suicídio não tem qualquer eficácia. Vale a pena viver…


Se sabemos que a vida continua, fará sentido ter medo da morte do corpo carnal?

Obviamente que não!

No entanto, faz todo o sentido ter responsabilidade, não correr riscos desnecessários, fazer a sua parte nas atitudes sociais, e ficar sereno perante aquilo que não está nas suas mãos mudar, mantendo uma atitude mental de confiança em si, nos cientistas, nas estruturas sociais e, essencialmente, em Deus e na espiritualidade superior que conosco convive e interage.

Esta confiança (estudada, pesquisada e confirmada) na imortalidade do Espírito faz com que lidemos com estas dificuldades pandêmicas com mais serenidade, com mais aceitação ativa, com maior ligação mental ao mundo espiritual, vendo com alegria, com ânimo, com esperança, o dia de amanhã, que sempre virá, estejamos nós neste ou noutro plano existencial.

Acima de tudo, tendo uma fé raciocinada, uma confiança em Deus, na vida, mantendo a luz da serenidade no nosso interior, fará com que estejamos sempre um pouco melhor, sendo dentro do corpo de carne ou fora dele, devido ao fenômeno biológico natural da morte do corpo físico.


Afinal, se a vida continua, “nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei”, não faz sentido pensar em suicídio.


Se porventura isso já lhe passou pela cabeça, sinta-se normal, mas reaja de imediato, telefone a alguém, peça orientação a uma pessoa amiga, a um psicólogo, num centro espírita; sempre haverá um ombro amigo para o apoiar neste momento difícil, na certeza de que amanhã, quiçá, seremos nós mesmos a necessitar dessa ajuda interpessoal.


              José Lucas









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 15 de Março de 2021, 21:21
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                       
Da Gênese à Biofísica Quântica: em tempo de pandemia



"A Ciência está chamada a construir a verdadeira Gênese, segundo as Leis da Natureza." - Allan Kardec (1)


"A Ciência sem religião é manca. A religião sem a ciência é cega." - Albert Einstein

 

Nos primórdios da organização das sociedades humanas, religião e ciência se confundiam. Os livros sagrados eram a única fonte das respostas e esclarecimentos para todas as questões, inclusive Código de leis civis.

Não é de se estranhar que até hoje os núcleos religiosos são procurados para tratamento de saúde física, à luz do sobrenatural, da fé.

Encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo as seguintes considerações de Allan Kardec: "A ciência e a religião não puderam se entender até hoje... se repeliam mutuamente... seria preciso algo para preencher esse vazio... um traço de união que está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal... mas nisso como em todas as coisas, há pessoas que permanecem para trás, até que sejam arrastados pelo movimento geral que as esmagará se quiserem resistir-lhe ao invés de a ele se abandonarem". (2)

Os cientistas tem-nos ajudado sobremaneira no entendimento e compreensão dos movimentos cíclicos que vêm ocorrendo através dos séculos.

Max Planck descobriu em 1900 que a energia é emitida em pacotes (quantum). E tudo acontece em frequência. Tudo é energia nas suas diversas manifestações. (3)

A proposta do pensamento quântico é, na realidade, mudar a percepção e a consciência.

As crenças, os hábitos, comportamentos, a forma pensamento podem ser gatilhos disparadores de ajustes ou desajustes físicos, psicológicos, espirituais.

Um comportamento de vitimização pode levar a pessoa a desenvolver doenças crônicas e/ou degenerativas. Por exemplo, o câncer, a depressão e demais patologias que podem baixar a imunidade, alterando o metabolismo, favorecendo absorção de intrusos, como os vírus e/ou frequências vibracionais presenças em estado de desajustes espirituais.

Ao realizar pesquisas nos Estados Unidos da América com mais de 40.000 pacientes através da Ressonância Magnética, o Dr. Andrew Newberg (4), professor da Universidade Thomas Jefferson, constatou que a oração e a meditação são poderosíssimas nos tratamentos de variadas patologias clínicas.

Outros pesquisadores da Moffit Câncer Center, Flórida, verificaram que os pacientes que acreditam numa força superior tinham mais saúde física que os incrédulos.

Pessoas que frequentam as missas, as casas espíritas, templos religiosos, uma vez por semana, vivem 23% mais e melhor do que aqueles que não cultivam esse hábito.

Os estudos concluíram que: Crença e fé nos tornam pessoas melhores.

Allan Kardec na questão 479 de O Livro dos Espíritos, pergunta: "A prece é um meio eficaz para curar a obsessão (frequência)?” Os espíritos superiores responderam: "A prece é um poderoso socorro em tudo. É necessário, pois, que o obsidiado (a pessoa) faça, a seu turno, aquilo que é necessário (mudança de frequência) para destruir, em si mesmo, a causa que atrai os maus espíritos".

Físicos quânticos e estudiosos da Psicologia Transpessoal e da Biofísica Quântica, utilizando instrumentos de tecnologia de ponta, estabeleceram parâmetros quantitativos para medir as frequências das emoções.

A escala de padrões de David Hawkins (5) apresenta variações de 20 hz a mais de 1.000 hz. Nota-se que as emoções da vergonha (20hz), o estado mais baixo de consciência do ser humano, da culpa (30hz), da mágoa (75hz), do medo (100hz) mantêm-se em contração. Ao passo que as emoções do amor (528hz); a alegria (540hz) e a paz, total transcendência (600hz), encontram-se em constante expansão, rumo à iluminação (700hz ou mais) e acima de (1.000hz), a iluminação final, em que a Humanidade se confunde com a divindade.

O leitor atento poderá notar nessa observação que o amor não é o ápice, o objetivo final. É, sim, um portal de acesso a um novo "modus vivendi" com alegria e a paz, tão desejada e 'perseguida' por tantos. Os Evangelhos nos estimulam apontando o amor ao próximo, para que possamos aprender a desenvolver em nós a capacidade de atingir essa frequência, nos distanciando de outras que não nos trazem nenhum benefício físico e vibracional.

"Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo AMOR os seus irmãos em sofrimento!" (6)

A Neurociência explica ainda o poder da gratidão. O sentimento de gratidão ativa o sistema de recompensa do cérebro (Núcleo Accumbens) dando a sensação de prazer e bem-estar, e libera o hormônio dopamina, próprio das pessoas que vivem em níveis elevados de emoções positivas, otimismo, vitalidade. Ocitocina, também produzido pela gratidão, é o hormônio do afeto, tranquilidade, apego, empatia, reduz a ansiedade, modula a sensibilidade ao medo, a fobia, a raiva. É oportuno lembrar que o cérebro não é capaz de sentir ao mesmo tempo a frequência da gratidão e da infelicidade; isso nos dá a clareza de que a escolha sempre estará sob a nossa responsabilidade.

"A cada um segundo as suas obras." (7)

O Mestre de Lyon, ao estudar o tema felicidade e infelicidade relativas em 'O Livro dos Espíritos', pergunta 920, questionando se o homem pode gozar sobre a Terra de uma felicidade completa, obteve a seguinte resposta: "Não, visto que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Mas depende dele amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra". E acrescenta na questão 921 que o homem, praticando a Lei de Deus (que está escrito na consciência, L.E.621), poderá alcançar felicidade tão grande quanto comporte a sua existência grosseira.

Como psicólogo clínico transpessoal e terapeuta de vida passada, durante 27 anos, atendendo a milhares de casos clínicos, como facilitador nas descobertas surpreendentes que o inconsciente traz à luz da consciência, o autor, reconhece que a evolução da ciência a cada dia tem-nos apontado a direção da grande aliança consagrada. Como as pesquisas acima demostram, as pessoas que buscam o exercício da Fé Religiosa, da Meditação, do encontro consigo mesmo, que desenvolvem uma certeza de que existe uma energia superior e universal e o Ser Humano está ligado a esta força, sentem-se mais tranquilas e felizes. Aumentam a imunidade no metabolismo, ampliando as vibrações frequenciais e promovendo uma longevidade saudável. Compreendem com mais clareza a importância da vida na Terra.

Passa assim a fazer sentido o propósito de cada um de nós. É como se encontrássemos as respostas àquelas perguntas que todos nós algum dia fizemos: O que vim fazer aqui? De onde vim, para onde vou? O sentimento de segurança é indescritível por ser único.

Todos nós, cada qual a seu modo, temos a nossa própria experiência. Aí reside a beleza da vida!

 

Bibliografia:

1. Kardec, Allan, A Gênese, capítulo IV, item 3. 6ª edição, IDE, 1994.

2. Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo I, item 8, 217ª edição IDE, 1997.

3. Planck, Max, Físico Alemão, Nobel de Física em 1918, "O Pai da Física Quântica" (1858-1947)

4. Newberg, Dr. Andrew & Waldman, Mark, Como Deus pode mudar sua mente, ed. Prumo.

5. Hawkins, Dr. David R. – Escala de David Hawkins.

6. Lázaro, Paris, 1862, O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XI, ítem 8.

7. Bíblia Sagrada, Mateus, 16:27, João de Almeida, S.B.B. 1999.

 

Arleir Francisco Bellieny é psicólogo clínico, expositor espírita de renome internacional e membro fundador da Associação Médico-Espírita do Rio de Janeiro e da Associação Médico-Espírita Internacional (AME Internacional).

 







                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 22 de Março de 2021, 22:03
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                    
Pandemia - Vale a pena viver (2)
 

A ilusão da morte!

No primeiro artigo, abordamos como se pode perder o medo da morte, através da razão, da espiritualidade raciocinada, baseada em fatos que comprovam a imortalidade do Espírito.

Agora, vamos abordar a morte, propriamente dita.

Desde sempre considerada como má, a pior coisa que pode acontecer, uma desgraça sem retorno, a morte morreu com o Espiritismo em 1857, já que demonstrou que a vida continua após a morte do corpo físico.

Em termos da pandemia da COVID-19, o número de pessoas que já desencarnaram (faleceram) no mundo todo já ultrapassa os 2 milhões (em fevereiro de 2021).

Pode-se dizer que é pouco, se comparado com a anterior pandemia, há 100 anos.

No entanto, como eu convivo com a morte?

Como convivo com essa possibilidade, agora amplificada pela pandemia?

Como reajo à morte de amigos, conhecidos, colegas, familiares?

De um modo geral, encontramos nas redes sociais votos de condolências, de pesar, numa maneira de demonstrar solidariedade, nestes momentos inesperados. Outros, referem-se à perda de pessoas, perdas irreparáveis. Outros ainda, respeitando a tradição, deixam mensagens de “RIP” ou “descansa em paz”.

Mas, se a Doutrina dos Espíritos (Espiritismo ou Doutrina Espírita – que não é mais uma seita nem religião, mas, sim, uma filosofia de vida) demonstrou a imortalidade do Espírito, como encarar estas práticas sociais, habituais, enraizadas nas religiões tradicionais?

Como é o despertar do Espírito no mundo espiritual após o decesso do corpo físico?

As pesquisas de Allan Kardec, utilizando o método científico, as investigações efetuadas pela Metapsíquica e pela Parapsicologia, as modernas pesquisas em torno da imortalidade, desde o relatório de Scole (Scole Report) até a pesquisa atual, na Universidade do Arizona, EUA, do “Soulphone” (telemóvel para falar com o mundo espiritual), vêm desmontar a falácia da tese materialista da vida, encontrando novos paradigmas, muito bem estudados, como as Experiências de Quase-Morte (EQM’s), as Experiências Fora do Corpo (EFC’s), as Visões no Leito de Morte (VLM’s), os Casos Sugestivos de Reencarnação (CSR) e a Comunicação com os Espíritos por meios humanos (TCM) e electrônicos (TCI).

Hoje existem provas inequívocas de que a vida continua em outro plano vibratório (o mundo espiritual)

Comprovada experimentalmente a imortalidade dos Espíritos, coloca-se a questão: se é assim, como acontece o despertar dos familiares, no mundo espiritual?

Tal evento ocorre naturalmente, como se vivêssemos aqui e fôssemos mudados repentinamente de localidade.

A vida no mundo espiritual é uma sequência vida material.

Assim sendo, quando largamos o corpo de carne pelo fenômeno biológico da morte, continuamos no mundo espiritual, noutro estado vibratório, tal e qual como éramos quando no corpo carnal: com os mesmos defeitos, virtudes e tendências, já que uma simples mudança de morada não muda o caráter de ninguém.

Se estiver em paz, eu verei seres espirituais nessa faixa vibracional que me vêm recolher para algum Hospital ou cidade no mundo espiritual.

Se estiver com complexo de culpa, por ter sido carrasco da Humanidade, manter-me-ei nessa faixa vibratória de angústia e sofrimento até que descubra que é possível estar de modo diferente, pensando de maneira diferente.

Não há castigo divino nem recompensa, apenas existe aquilo que somos e fazemos de nós próprios.

Em jeito de brincadeira, um amigo costuma dizer que, nos funerais, quando o padre diz “Dai-lhe Senhor o eterno descanso, ou descansa em paz”, ele pensa e diz “Senhor, não ligue, que ele não sabe o que diz” (sorrisos…).

Se a vida continua, tal como aqui, desejar o eterno descanso a alguém é uma praga das piores que existem (sorrisos…); desejar que o amigo, familiar esteja, por toda a eternidade, sem fazer nada, quando nós aqui na Terra ficamos perturbados quando não temos atividade útil no quotidiano...

Não faz sentido, de fato!

A Doutrina Espírita (Espiritismo) vem demonstrar que a vida continua noutro estado da matéria (mais subtil, etéreo), vem explicar que entramos no mundo espiritual tal como somos agora, com as qualidades e defeitos, e que nos espera um grande plano evolutivo e feliz, a todos, sem exceção, vida após vida, reencarnação após reencarnação, até que, um dia, sendo Espíritos puros, não precisemos mais de reencarnar, tendo a tarefa de com Deus, cocriar.

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei.” (Continua)


Bibliografia:

Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos.

 
                José Lucas









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Abril de 2021, 22:04
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.




                     
Pandemia - Vale a pena viver (3)


A solidão!

Já abordamos “o medo” e “a ilusão da morte”, ambos no âmbito da presente pandemia mundial da COVID19.

Desde Março de 2020 temos passado por vários confinamentos, contra os quais as pessoas se insurgem. Parafraseando o cientista, espírita, brasileiro, Eng.º Hernani Guimarães Andrade, “as opiniões são como os narizes, mas ninguém tem o direito de esmurrar o nariz do próximo, só por ser diferente”. Numa Sociedade organizada, o bem comum deve prevalecer sobre a opinião particular, bem como sobre os interesses pessoais. Quem decide, por vezes, toma decisões difíceis, tendo em conta múltiplos pontos de vista e nem sempre acerta.

Se em tempo de guerra não se limpam armas, como diz o povo, em tempo de pandemia devemos, em honestidade, fazer um esfoço conjunto para que mais depressa tudo se resolva, pesem embora as falhas estruturais do Estado, as falhas de cada um de nós, pois estamos a aprender a viver em Sociedade, reencarnação após reencarnação.

Certamente muitas pessoas passam grandes dificuldades, a vários níveis, habitacional, profissional, psicológico, alimentar etc., mas, mesmo precários e com falhas, possuímos meios de entreajuda e de ajuda do Estado que minimizam as situações.

Se olharmos para o planeta Terra, temos 80 milhões de refugiados, de deslocados, de pessoas que fugiram dos seus países devido a guerras e outros fenômenos conjunturais.

80 milhões, são 8 vezes a população de Portugal. Gente que vive em tendas, em “campos de concentração”, outros nem tendas têm, sob um imenso calor ou temperaturas gélidas. Afinal, o nosso confinamento é um Hotel de 5 estrelas, onde, comparativamente, não nos falta quase nada.

No entanto, há um fenômeno preocupante, que nos envolve a quase todos: a solidão!

Desabituados a preencher os espaços íntimos com leitura, meditação, repensar a vida, sermos solidários, ocuparmo-nos gratuitamente com quem está pior do que nós, apenas pelo prazer de sermos úteis, as pessoas cansam-se de estar em casa.

Mantenhamos a chama da esperança dentro de nós,

para que assim ela ilumine o caminho, por vezes escurecido

pelas dificuldades do quotidiano, que também passarão…

Temos a solidão física de quem vive sozinho, mas existe também a solidão psicológica, de quem se sente nesse estado interior, mesmo que rodeado de gente.

A Doutrina Espírita (Espiritismo), que não é mais uma religião ou seita, mas uma filosofia de vida, apresenta ao Homem uma proposta humanista, solidária, fraterna, tendo como lema “Fora da caridade não há salvação”, isto é, somente fazendo ao próximo, desinteressadamente, aquilo que desejamos para nós, evoluímos espiritualmente e sentimo-nos mais felizes e realizados.

Numa época em que quase todas as pessoas têm telefone, faça uma lista de pessoas que conhece, que possam eventualmente se sentirem sozinhas, e envie uma SMS, faça um telefonema, crie uma periodicidade.

Se a moda pega, acabamos por fazer um uso útil e frutífero do telefone, em prol da Sociedade. Se devemos, por solidariedade, nas nossas preces, lembrar os que já estão no mundo espiritual, enviando-lhes pensamentos de ânimo e alegria, também temos a obrigação moral para com os que na Terra vivem em solidão, fazendo, dentro do possível, a nossa parte.

Em 2018, o Primeiro-Ministro britânico, Theresa May, criou o Ministério da Solidão, tendo em conta que no Reino Unido existem cerca de 9 milhões de pessoas que sofrem desta pandemia mundial, silenciosa, que mata mais que a maioria das doenças graves.

A chave do problema está na caridade, na fraternidade, no amor e no cuidado ao próximo, fazendo aos outros o que desejamos para nós, conforme ensinou Jesus de Nazaré.

Há múltiplas maneiras de quebrar a solidão, linhas de apoio social, telefonar a um amigo, falar com um vizinho, telefonar a alguém.

Se mesmo assim não tiver ideias, contacte com o Centro de Cultura Espírita de Caldas da Rainha (www.cceespirita.wordpress.com (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5jY2Vlc3Bpcml0YS53b3JkcHJlc3MuY29t)), teremos todo o gosto em dar dois dedos de conversa, tentando sermos úteis.

Tudo passa na vida e, na certeza de que sempre estamos amparados pelos bons Espíritos que se interessam pelo nosso êxito, mantenhamos a chama da esperança dentro de nós, para que assim ela ilumine o caminho, por vezes escurecido pelas dificuldades do quotidiano que, também, passarão… (Continua)


Bibliografia:

Kardec, Allan - O Evangelho segundo o Espiritismo

Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos


             José Lucas









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!   
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 10 de Abril de 2021, 07:34
                                                              VIVA JESUS!




               Bom-dia! queridos irmãos.




                       A vacinação é essencial para contenção da atual pandemia


Em face da pandemia que se abateu sobre o nosso mundo, convidamos o leitor a refletir como estamos reagindo ou nos comportando em momento tão grave no que diz respeito aos cuidados sanitários, uso das vacinas, qualidade de pensamentos e conduta ético-moral requeridos mais do que nunca.

Eu me apoiarei em recente livro ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografado por Divaldo Franco, intitulado No rumo do Mundo de regeneração. (1)

O autor espiritual narra as atividades entre os dois planos da vida num trabalho de harmonia visando apressar a hora da felicidade após a experiência infeliz vivenciada pela Humanidade. Temas como pandemia, desencarnação, obsessões e transição planetária são fios condutores do livro.

Miranda refere que esses fenômenos pandêmicos já assolaram o planeta em épocas remotas. São considerados “flagelos naturais”, são periódicos e seus habitantes são convidados a rigorosas mudanças de hábitos e comportamentos. Entretanto, esse flagelo atual parece estar sendo piorado pelas condutas extravagantes e rebeldes da população planetária, podendo agravar mais ainda a situação pela exaltação recorrente de comportamentos egoístas e orgulhosos, potencializados pelo fogo das paixões personalistas. Seguem algumas passagens para nossa reflexão:

 

[...] A pandemia é mais séria do que pensam ou agem no planeta, explorando-a ou criando embaraços para a libertação de seus males. Os descuidos e desrespeitos aos cuidados estabelecidos para evitar-se a contaminação têm aumentado os prejuízos causados, e surgem ameaças para a intemporalidade do seu término. (P. 74)

 

Essa intemporalidade para seu término pode estar sendo potencializada pela nossa rebeldia em atentar para os cuidados propostos pelas autoridades de saúde, especialmente em relação às aglomerações, desconsiderando o distanciamento social, o uso das vacinas e a insistência na manutenção de condutas esdrúxulas de ordem moral e ética.

O autor aponta outros grandes comparsas que acompanham a piora da pandemia: “[...] o pânico, a irreverência de não se acreditar na sua letalidade, questões imunológicas, outras doenças, idade avançada [...]”. (P. 53)

Como podemos observar, a gravidade do momento exige colaboração das pessoas na observância dos cuidados sanitários e colaboração irrestrita no que tange a comportamentos fraternos, solidários, principalmente aos aprendizes da Boa Nova, demonstrando, em atos ao invés de palavras de autoengrandecimento, a prática da caridade, que é a bandeira do Espiritismo, segundo Allan Kardec.

Alguns alertas referendam esses cuidados e uso da vacina:

[...] Discussões politiqueiras de baixo nível esqueciam as vidas humanas para cuidar dos seus interesses mesquinhos e venais. Alguns desses esculápios, que já vinham aplicando medicamentos que deram bons resultados nos casos da Espanha e Itália, consumidas pelo surto feroz, deixaram de lado as brigas e ofensas políticas para encontrar uma solução de emergência, enquanto os laboratórios do mundo trabalhavam na produção da vacina salvadora. (Grifo nosso). (P. 79)

Como podemos observar, a vacinação se torna hoje essencial para auxiliar o controle da disseminação do vírus. Mesmo com a velocidade que tenham sido produzidas, o fato não as desacredita, visto que seguiram rigorosos protocolos científicos nessa produção.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente que a relutância ou recusa em vacinar, apesar da possibilidade de fazê-lo, é  uma das dez maiores ameaças para a saúde global. Com efeito, há evidências que associam o crescimento da não vacinação com surtos de doenças preveníveis por vacinas em áreas onde anteriormente tinham sido erradicadas.(2)

Outras medidas protetivas anunciadas desde 2020 são claras e de fácil acesso a todos. Mantermos vigilância em torno dos cuidados sanitários propostos pelas autoridades em saúde pública são imperativos não discutíveis: lavagens frequentes das mãos com água e sabão, uso do álcool gel, máscaras protetoras e bem ajustadas protegendo cavidades nasal e oral e distanciamento social, mesmo para aqueles que já foram vacinados.

Nessa linha, corrobora Dr. Eudalbo, instrutor responsável pelos trabalhos do grupo: “[...] pode-se evitar a contaminação, quase sempre através das mãos, que recebem as partículas do espirro, pelo contato com os olhos, boca, nariz e face, com lavagens frequentes [...]”. (P. 52)

Essas são reflexões perfunctórias sobre os cuidados sanitários e a vacinação, há muito mais para pensarmos sobre a qualidade de nossos pensamentos e atos, porém, nos provocam a pensar o que temos aprendido com a pandemia? Quais atitudes efetivamente temos modificado para nos melhorarmos e ao nosso entorno? De que forma estou colaborando para minimizar tanto sofrimento?

Nestes tempos de pandemia, cuidemos para não resvalarmos para o campo da revolta e da rebeldia, da beligerância entre nós e os demais, e que a coragem e a serenidade para o enfrentamento da transição planetária que está em curso mais acelerado sejam presentes em nossos corações.

Cabe a nós, espíritas, a consciência desperta de nossos deveres éticos e morais que a doutrina nos honra, combatendo nossas más inclinações, evitando exibicionismos e debates que não levam a lugar algum e cumprirmos as normas sanitárias em vigor, bem como a vacinação proposta. Agora é momento para que vibremos amor e paz, consolo e luz ao Planeta e aos nossos irmãos sofredores.

 

1- FRANCO, Divaldo Pereira. No rumo do mundo de regeneração. 1ª. ed. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda: LEAL, 2020.

2- World Health Organization. Ten Threats to global health in 2019 - Clique neste link (acesso em 26 de março, 2021)

 

Regina Stella Spagnuolo









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Abril de 2021, 20:02
                                                              VIVA JESUS!




            Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Pandemia, isolamento, uso da máscara e vacina


A pandemia está trazendo também à superfície a verdade sobre cada um de nós. Estamos sendo “desmascarados”. O menino gritou “o rei está nu”. Ou, como diria o grande Eça de Queiroz: “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia”. Os véus estão se rasgando e as pessoas ficam expostas, mostrando quem realmente são, criticam ferozmente, julgam com base nos seus preconceitos, sua falta de ética e de moral, sua extrema agressividade, suas tendências para insuflar o medo, a dúvida, o pânico, velhacamente jogando a pedra e escondendo a mão. O seu ego exacerbado os faz vomitar uma lava peçonhenta, viscosa, sobre os outros.

São pessoas alvissareiras, no mau sentido, que chafurdam na lama dos fake news, das distorções propositadas, das meias-verdades como verdades absolutas, sem alicerces sólidos, sem lógica, sem razão, sem análise mais profunda, tirando conclusões apressadas sobre assuntos seriíssimos com base em premissas falsas, apenas no intuito de se sentirem importantes e especialistas em assuntos que nem sequer conhecem.

Contrapõem seus parcos conhecimentos comparando-se a médicos altamente especializados no assunto e que tudo acompanham numa velocidade vertiginosa de mil informações que, a cada minuto, são compiladas em todo o mundo. Resumindo: é mais importante a opinião da pessoa do que a gravidade do assunto. E, pasmem, se permitem aconselhar os outros pelas suas convicções pessoais, em vez de terem a caridade de pensar na confusão mental que estão causando nos outros. É como se conectassem um pendrive no outro e fizessem a transferência de todos seus medos e dúvidas.
Em todo o mundo há milhares de médicos infectologistas ou não, profissionais com anos de prática, estudando intensivamente as mudanças desse vírus e repassando o conhecimento e a informação uns para os outros. São pessoas que abraçaram essa profissão porque a maioria tem em si um vírus especial - e aqui incluo os enfermeiros e todos os profissionais da saúde – o vírus do amor ao próximo, gente que é do bem e que se dedica a salvar vidas, mesmo colocando suas próprias vidas em risco.

O que há de concreto sobre o combate à COVID

É um vírus que ataca as vias respiratórias, agindo rapidamente e, nas suas mutações, com letalidade maior. E quem acredita que água com limão e bicarbonato, por exemplo, ou remédio para vermes ou cloroquina curam e evitam a COVID, deve acreditar também em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, ou então, passa um atestado de ignorância a todos os médicos e especialistas do mundo que ainda não viram que a cura está ali no zé mané das couves que apregoa e acredita que está livre da COVID se gargarejar com cachaça ou se tomar detergente porque o sabão mata o vírus (alguns norte-americanos beberam detergente, sim, o lava louça... Foram parar nas UTIs).

Se o remédio para vermes, por exemplo, fosse eficiente, a verdade é que o mundo todo já o estaria tomando. Por outro lado, há as contraindicações por uso prolongado e contínuo de certos medicamentos que não evitam nem curam a COVID.


Sobre o uso da máscara

Se o vírus se propaga pelas vias respiratórias, o que precisamos fazer? Evitar esse contágio que, na maior parte das vezes, é feito, não só, mas também por propagação da saliva por meio dos tão conhecidos perdigotos que possam nos atingir. Então, a lógica manda: USE A MÁSCARA. Se usar a máscara, não pega a COVID? A máscara diminui a possibilidade de contágio, o que, a meu ver, já é uma grande ajuda. Assim como a higienização constante das mãos também evita e diminui a possibilidade de contágio, porque é através de nossas mãos, que levamos ao rosto, à boca, ao nariz e até aos olhos, que também corremos o risco de contágio.


Sobre o isolamento social e as aglomerações

Agora, vamos à matemática. Se eu ando por todo o lado e, principalmente sem máscara, se não higienizo as mãos, é certo como dois e dois serem quatro que a probabilidade de ser contagiada é bem maior. Quanto mais eu saio, maior é o percentual de possibilidade de contágio. É pura matemática.

Perguntam alguns: “Então, vamos fechar o comércio e impedir que as pessoas trabalhem para o seu ganha-pão?”

Se nós fôssemos cumpridores das regras acima, muito provavelmente não precisaríamos recorrer ao lockdown. Poderíamos ter evitado isso e levar uma vida “normal”, trabalhando, mas usando a máscara e higienizando as mãos com frequência e evitando aglomerações.
Mas não o fizemos! É uma questão cultural. A pessoa sem base em conhecimentos sobre o assunto diz: Eu faço o que quero, ninguém manda em mim. E aí inventam-se vídeos contra estas simples regrinhas que apenas insuflam ainda mais a ignorância e a falta de respeito pela sua própria vida e pela dos outros. E quando isso é ostentado pelos altos dirigentes da nação, fica mais fácil a desculpa do não cumprimento das normas.


Sobre a vacina

Se compararmos o número total de vacinados e o número de pessoas que morreram após tomarem a vacina, já está mais do que provado que, embora as fake news apontem mais de 500 pessoas mortas, o que não é verdade, há um pequeníssimo número de pessoas de idades que oscilam entre os 80 e 99 anos que faleceram após tomar a vacina, mas isso devido a enfermidades pré-existentes, as tão faladas comorbidades e não por causa da vacina em si.
Agora mesmo, tivemos o caso de um artista famoso, George Segal, 87 anos, que morreu recentemente após uma cirurgia de ponte de safena. Segundo sua esposa, sua morte foi causada por complicações após a cirurgia. Ora, vamos deixar de fazer uma cirurgia porque uma pessoa de idade  morreu? Vamos dizer que a cirurgia de ponte de safena mata? Quantos milhares de pessoas já salvou? E os que morrem por acidentes de carro? Vamos vender nossos carros e deixar de dirigir?

Se a vacina fosse perigosa e letal, veríamos o papa Francisco e os chefes de estado de Israel, Rússia, Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha arriscarem suas vidas? Os próprios médicos e enfermeiros foram os primeiros a serem vacinados.
Muitas pessoas perguntam: se eu for vacinado, não terei a COVID? A verdade é que a vacina não imuniza contra a COVID, mas cria anticorpos graças aos quais, no caso de contágio, os efeitos da doença não são tão perigosos, porque os anticorpos lutarão contra o perigoso invasor, assim como, quando se toma a vacina da gripe, a gripe pode vir, mas tem efeitos mais leves. Aliás, já se chegou à conclusão de que quem tomou a vacina da gripe tem cerca de 24% a menos de chance de pegar a COVID e, se pegar, o corpo reage melhor na sua luta pela sobrevida. São médicos estudiosos e especialistas – que há um ano convivem e lutam contra a COVID – que dizem isso.


O negacionismo e seus efeitos

Outro fato importante e triste: além das tolices emitidas pelos negacionistas, que não imaginam o mal que causam, há, mesmo no meio espírita, pessoas que colocam seus medos pessoais, seus raciocínios sem base científica, para aqueles que a elas recorrem por serem símbolo de alguma coisa em alguma área, praticando com isso um ato de irresponsabilidade. E se tornam mesmo perigosas pela divulgação dos dados incorretos que manipulam para fazerem valer o que dizem, o que é não apenas antiético, mas também criminoso.

Parece que querem aliciar pessoas para o seu pensamento até mesmo para justificar seus próprios medos. E quando essas pessoas se valem, para isso, de sua condição de orador ou médium espírita, o absurdo é ainda maior, porque, como sabemos, a Doutrina Espírita se baseia na lógica, na razão e no livre-arbítrio. Aliás, não devemos esquecer nunca: A Doutrina Espírita e a Ciência andam de mãos dadas.

 
         Eleni Frangatos








                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
 
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Abril de 2021, 18:53
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Pela janela da minha casa


Acordei com um barulhinho de chuva leve. Ainda sonolento, abri a janela e dei de cara com um céu azul esplendoroso. O vizinho da frente esguichava água sobre o carro, fiquei feliz que fosse isso. O sol estava à toda, e nem era assim tão tarde.

Arrastei uma poltrona junto à janela e fiquei ali, com preguiça, recebendo na cara uma brisa fresca e aliciadora.

A pandemia me obriga a trabalhar de casa, e eu decidi seguir à risca os protocolos de saúde da OMS, quando vi que a coisa era séria. Ficar em casa para mim não é tortura, ao contrário, tem suas compensações. Ouço gente dizer que odeia ficar em casa, sem ter o que fazer. Confesso que não compreendo isso. Mas acho que esse desgosto se resolve com uma pergunta: você tem uma casa ou um lar?

Se não fosse a parada obrigatória imposta pelo Covid-19, não teria acompanhado o pequeno drama do meu filho às voltas com o seu dentinho, cai não cai. Foi delicioso poder compartilhar o seu alívio ao ver o dente, depois de umas gentis sacudidelas, exposto na palma da sua mão. Adorei essa experiência.

O vizinho assobiava, duas moças desceram a rua falando e rindo. Mesmo lembrando que tinha que começar o meu dia, me deixei ficar mais um pouco na janela, com aquele ventinho gostoso no rosto. Um homem passou com sacolas de supermercado, uma máscara pendurada no pescoço. Dois carros subiram.

Aquele movimento numa rua tão pacata me fez pensar no isolamento social que as autoridades sanitárias tanto pedem. Embora desagrade à maioria, essa medida é essencial na contenção do vírus. Mesmo resmungando, muitos aceitaram as restrições. Mas só no começo, pois acho que logo se cansaram.

Alguém ligou o rádio. O Ataíde trouxe o seu menino para ficar com os avós que moram no 96. O vizinho da frente agora enxuga o automóvel e parece satisfeito. As duas moças estão voltando, rindo mais alto e gesticulando. Uma delas veste um short bem ousado.

Percebo uma espécie de normalidade em tudo, até no barulho abafado do trânsito na avenida aqui perto. O noticiário mostra uma realidade de dor e morte que parece não sensibilizar a muitas pessoas. Tenho a impressão de que pouco se importam se a sorte se voltar contra elas e obrigá-las a ir parar num hospital cheio.

Diante dessa situação opressiva, é preciso tentar compreender as motivações de cada um, sem desesperar. Mas creio que a superação dos problemas esteja na capacidade de enfrentar as dificuldades sem romper com o razoável, expondo-se o menos possível ao perigo do vírus.

Penso que essa percepção de “normal” que muitos estão tendo esconde ingenuidade e medo, o que os leva a desafiar. E só se darão conta dos exageros que cometem quando forem obrigados a parar. Enquanto isso, o bombardeio de informações e alertas sobre a gravidade desse momento precisa continuar. Sempre haverá alguém disposto a escutar.

Passou o carro do gás, acho que era do gás. E lá vem gritando o bananeiro. Fatalmente baterá no meu portão, “Vai querer banana, hoje, patrão?”. O vizinho saiu com o carro brilhando, o som do rádio aumentou, bem na música que definitivamente não faz o meu gênero.

Puxo a cortina e uns pardais voam do telhado da garagem.

 
             Cláudio Bueno da Silva









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!                                                               
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 11 de Maio de 2021, 08:16
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     Pandemia e Envelhecimento
 



Atingidos os mais altos índices de mortes da segunda onda da pandemia, nestes dias, especialmente resguardados por decretos oportunos das autoridades, a fim de diminuir o contágio nos grupos de pessoas, temos também extraordinárias conquistas da saúde, que nos merecem consideração.

 As estatísticas de recuperação no Brasil são auspiciosas, encorajando-nos ao prosseguimento dos cuidados que devemos manter, a fim de diminuirmos o terrível aumento de pacientes, quando o país não mais dispõe de meios para internar todos os contaminados, oferecendo-lhes o tratamento.

A chegada das vacinas que vêm sendo aplicadas também representa uma extraordinária vantagem, considerando-se o pouco tempo de que se dispôs para os testes convenientes e probantes da sua eficiência.

São de estarrecer a quaisquer pessoas de nível médio de equilíbrio mental os embates de interesse da má política ante a ameaça de caos que a enfermidade perversa poderá causar, não apenas no Brasil, mas também em outras nações.

Apesar das intérminas discussões inúteis da aplicação dos recursos oferecidos pelo Governo Federal aos Estados e da maneira imprópria e desonesta como foram alguns aplicados, repetindo-se a tragédia da corrupção, vale manter-se a esperança da diminuição do seu infeliz contágio e preparar-nos psicologicamente, os que sobrevivermos, aplicando as lições que vimos haurindo nestes dias tempestuosos.

Nosso envelhecimento é inevitável e todos amanhã, mais tarde, estaremos com mais idade, e muitos se encontrarão com marcas dolorosas defluentes deste período. Envelhecer é inevitável.

Diversas obras sobre o tema palpitante, já publicadas, objetivam contribuir para esse período existencial com algum conforto e benefícios que podem e devem ser dispensados a todos os anciãos.

O respeitado sacerdote e psicólogo alemão Anselm Grün escreveu um belo livro intitulado A Sublime Arte de Envelhecer, no qual traça diretrizes de aceitação e vivência saudável.

Primeiro é necessário que todos aprendamos a viver integralmente os diversos ciclos existenciais, incluindo, sem dúvida, essa etapa que podemos transformar em maravilhosa.

O outro passo é compreender a necessidade de abandonar os apegos e desejos de reviver a infância e a juventude, ficando livres para a fase da perda de forças, de vitalidade, de encantamento, mas não de felicidade.

Mediante a aprendizagem da sobrevivência da pandemia, que saibamos ser mais irmãos uns dos outros e cuidemos dos nossos idosos, porque também, não morrendo antes, chegaremos lá.

O importante é aprender a relatividade de tudo quanto é material, transitório, pertinente à existência física.

Nesse sentido, descobrir-se como Espírito imortal, cuja função é o aprimoramento do ser eterno...

Divaldo Pereira Franco, artigo publicado no Jornal A Tarde, coluna Opinião, de 4.3.2021.

 







                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Maio de 2021, 16:52
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     
A vacina de Evangelho e a pandemia


Nesses momentos de incerteza pelas vidas das pessoas que amamos e pela nossa própria vida, por mais que tenhamos cuidado, permanece a dúvida: estou fazendo a coisa certa? Eu me cuido adequadamente? Nunca nos sentimos tão vulneráveis quanto nesses momentos de insegurança e convulsão mundial.

Milhares de mortes (desencarnações) nos cercam diuturnamente. A dor da perda nunca foi tão dolorida e presente. No Brasil, centenas de milhares de vidas passaram para o outro lado, de forma abrupta e inesperada; maioria delas não teve a oportunidade de ser vacinada pela ciência humana. Quantas lágrimas molharam as nossas faces e ainda estão apertando nossos corações de saudade!

A Pandemia da COVID 19 está contemplando todas as faixas etárias e sociais:  há esperança de vida nas vacinas que são as benesses da ciência humana, que aliás, devemos respeitar e seguir as orientações e os protocolos de aplicação. Faz parte do contexto e está, certamente, sendo orientado pelo plano maior.

Assistimos com frequência às pessoas “felizes”, postando fotos e comentários sobre as etapas alcançadas (primeira e ou segunda dose) nas redes sociais, exibindo seus braços desnudos para receber o líquido que promete salvar suas vidas. É meritório, portanto, os cuidados com a saúde física na preservação da vida. É dever de todos. Vale ressaltar, portanto, que, segundo a Doutrina Espírita, somos Espíritos imortais que, Encarnados ou Desencarnados, continuaremos vivos; que há uma outra VACINA cujo princípio ativo é encontrado no Evangelho de JESUS, O Cristo.

Foi-nos prometido por Ele, como “O Consolador”, aquele que nos aliviará de todas as dores e sofrimentos e, para tanto, precisamos aceitar ser vacinados.

Para obtermos a imunidade plena é preciso oferecer os corações abertos e receptivos às mensagens da Boa Nova e das Bem-Aventuranças. Precisa ser reforçada todos os dias, horas e minutos. A imunização se dá pela cultura (de cultivar), e não da cultura do saber (intelectual).  Isso porque o princípio ativo da vacina do Evangelho foi cultivado em Jerusalém, na Galileia, no Tiberíades e por onde o Mestre passou.

O grupo de controle, composto pelos 12 apóstolos, recebeu a primeira e definitiva dose, a partir da casa da sogra de Pedro, por ocasião do ‘primeiro culto do Evangelho no lar’, realizado por Jesus de Nazaré (1). Desde então, os semeadores continuam, incansavelmente, multiplicando o princípio ativo da Boa Nova; algumas sementes caíram na beira do caminho e os pássaros comeram; outras no pedregulho, onde o sol, ao aquecer as rochas, as queimaram; outras caíram nos espinheiros, foram sufocadas pelos espinhos; outras, porém, caíram em terreno fértil e foram adubadas, cuidadas, vigiadas, separadas das ervas daninhas e produziram frutos sazonados, rendendo cem por um, outros sessenta por um, outros trinta. (2)

Como saber se a vacina ‘pegou’ e qual exame pode revelar sua eficácia? A eficácia da vacina de Evangelho é notada primeiramente naquele que demonstra que tem fé em Deus, em sua bondade, em sua justiça e em sua sabedoria. Tem fé no futuro, é bom e humano, respeita todas as convicções sinceras, não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança, é indulgente para com as fraquezas alheias, estuda as suas próprias imperfeições e trabalha em combatê-las. Não se envaidece. 

Enfim, torna-se um homem de bem, sem efeitos colaterais. Quanto ao exame... cada um recorra à sua consciência.


Referências bibliográficas:

(1) Neio Lúcio, livro Jesus no Lar, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

(2) O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, Sede Perfeitos, item 5.


            Arleir Bellieny









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Maio de 2021, 19:30
                                                               VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Covid-19 – prevenção física e espiritual


Como não irmos para o Mundo de Regeneração sem a morte?

Morte é vida, é uma bênção quando chega nossa hora.

O que é preciso é o cuidado para não “antecipar” a nossa hora; para isso, hoje: usar máscara e, chegando em casa, lavar as mãos, usar álcool em gel sempre que tiver contato com objetos manuseados por outras pessoas ou que tiver tido contato com outras pessoas, e manter distância de 1,5m a 2m.

Estou indo em três clínicas voluntariamente fazer palestras e atender aqueles que precisam de uma orientação terapêutica, espiritual e jurídica (atendimento fraterno), depois de diversos cursos que concluí.

Em duas delas existem 60 pacientes cada, e noutra são 18 internos, e ninguém se contaminou. Lá dentro, como os internos já fizeram testes antes de entrar (e tiveram quarentena antes de circular entre os outros pacientes), eles mantêm a distância, porém não usam máscara, não usam álcool em gel – usam detergente, antes e depois do café da manhã, do almoço e da janta, para lavar as mãos.

É milagre? É prevenção e confiança. Desde 2020, não parei de ir às clínicas. Em nosso centro espírita, estamos funcionando desde 7 de setembro de 2020 com higienização do ambiente, máscara, álcool em gel, distanciamento, passe espiritual coletivo e água fluidificada individual. Agora, na fase roxa, estamos também fechados, até liberação do governo, como manda o decreto estadual de São Paulo (aguardamos novas diretrizes).

O povo e inclusive os espíritas estão clamando para Jesus, Deus, Maria, e aos bons Espíritos para que os livrem da Covid-19, mas não pedem para que os livrem de suas imperfeições.

Quer exemplo de vício social que é difícil de deixar? Fomos de Curitiba para uma cidade do interior do Paraná, eu, o doutor Cajazeiras e sua esposa Regilaine. Chegamos para almoçar com amigos da AME (Associação Médico-Espírita). Almoço com cerveja. Na noite depois de uma palestra (científica, evangélica) sobre o livro O valor terapêutico do perdão, oração e passe coletivo, jantar com cerveja e vinho. Nem eu nem o doutor e esposa bebíamos.

Doutor Boberg, de Jacarezinho, Paraná, veio fazer um ciclo de palestras no interior de São Paulo. Depois de uma conferência, os dirigentes nos convidaram para um jantar; aceitamos e fomos. Eu, doutor Boberg, a esposa Maria Luíza e um interno da clínica, em recuperação, Fernando. Os nossos amigos espíritas, depois de uma educativa palestra sobre o livro Peça e receba – o Universo conspira a seu favor, nos ofereceram caipirinha e cerveja. Agradecemos e dissemos que não bebíamos. Eles então disseram: “Vocês não se importam se nós bebermos?". Foram servidas: caipirinha e cerveja. Tudo depois de sair de um templo de oração, do passe espiritual, onde alguns deles colaboraram... (Observação: para se oferecer o passe, é necessária não só boa vontade e concentração, mas a busca de uma limpeza íntima, nos pensamentos e emoções, o cultivo de bons hábitos e bons intuitos, o que é prejudicado pelo consumo de substâncias que alteram nosso humor, como é o caso do álcool.)

Temos que pedir a Deus que nos livre primeiro de nossas próprias vontades danosas e, depois, de um fator exterior, que é a contaminação do coronavírus.

Prevenção é oração, é fé, é confiança, são cuidados básicos, como exercício físico, alimentação saudável, sono suficiente, é evitar estresse ou irritação, e também os procedimentos exteriores: máscara, álcool em gel e distanciamento. Prevenir é um ato de amor, com você, com seu corpo e com todos que amam você.

Prevenção é também fazer a renovação interior, deixar os hábitos negativos, egoístas, orgulhosos e servir na causa de nossa fé, ou seja, participar do movimento de nossa crença e socorrer as pessoas que precisam e aquelas outras em tratamento em clínicas, cadeias, asilos, abrigos, creches etc.

E vacina já.


Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é diretor da Editora EME.
 








                                                                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 20 de Junho de 2021, 21:41
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                     
Como fazer o bem em tempos de pandemia


O surgimento do novo coronavírus alterou o nosso cotidiano sobremaneira, principalmente de todos aqueles que estão habituados a praticar caridade, participando presencialmente de variadas atividades visando ao auxílio do próximo em suas muitas necessidades.

Muitos estão inquietos com a orientação dos órgãos de saúde pública para que permaneçamos reclusos em nossas residências. Desta forma, creem ficarem impedidos de oferecer ajuda, ainda mais em um momento como este, sem poderem levar consolo através de uma palavra amiga, até mesmo um prato de comida a tantos famintos de nossa sociedade.

Diante deste temporário quadro que se apresenta na atualidade, no intuito de lembrar os companheiros de fé, buscamos alinhar singelas sugestões que podem ser úteis a todos nós:

· Enviar recursos financeiros, se dispomos, para ONGs ou entidades que reconhecemos em atividade ética e moral patentes.

· Fazer Evangelho no Lar tantas vezes quantas forem possíveis para atrair os bons Espíritos que, por sua vez, poderão igualmente trazer outros Espíritos para estudar conosco ou mesmo receberem algum alívio, prática que interessa a todos, principalmente os médiuns que poderão realizar o trabalho que era desenvolvido nas casas espíritas, agora em suas próprias residências.

· Não pensar nem falar mal dos outros.

· Enviar vibrações e preces, particularmente os passistas, aos doentes e necessitados que conhecemos, ou participar de eventos ao vivo de trabalhos visando gerar vibrações coletivas pelo bem da humanidade.

· Caso seja expositor, estudar para melhor se preparar para a ocasião da palestra virtual, quando poderá esclarecer dúvidas de ouvintes e participantes, consolando pelo esclarecimento.

· No caso dos que escrevem, escrever com calma e atenção visando à publicação futura com o objetivo de ajudar os leitores sequiosos de entendimento da Doutrina.

· Preparar refeições na própria residência e solicitar que trabalhadores vinculados à distribuição de quentinhas recolham-nas em nossa casa, para posterior encaminhamento aos muitos necessitados.

· Igualmente pode-se confeccionar roupas para recém-nascidos, crianças menos favorecidas pela sociedade e solicitar apoio de trabalhadores que distribuirão aos carentes.

· Enviar mensagens ou mesmo telefonar para pessoas que estejam necessitadas de apoio moral ou espiritual, realizando assim, um possível atendimento fraterno a distância. Lembremos dos depressivos que, no isolamento, sentem-se mais sozinhos do que nunca.

· Evitar usar os recursos das redes sociais para espalhar fake news ou mesmo manter conversas fúteis e desnecessárias neste momento de tanta dor e apreensão com o futuro, ao contrário, usar as tecnologias para enviar mensagens de pacificação, com boas notícias, pois notícias ruins já as temos de mãos-cheias no noticiário televiso.

Alguns conhecem a sugestão do sábio Santo Agostinho quando propôs esta atitude salutar a todos os interessados em conhecer-se a si mesmos:

“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever”. 1

Fazendo uma analogia a esta sábia recomendação, poderíamos também nos perguntar ao nos prepararmos para dormir, sobre o bem que fizemos, se cumprimos com os nossos deveres, mesmo “prisioneiros” em nossas residências.

 

1 KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 9. imp. (Edição Histórica). Brasília: FEB, 2019. q. 919a.

           Rogério Miguez




 
             
 

                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 05 de Julho de 2021, 14:52
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
Amar o próximo para a cura de todos


Na pandemia da Covid-19, que desafia a Ciência e provoca grandes perdas de vidas humanas, lições evolutivas apresentam-se para cada ser humano e à sociedade como um todo para superar esses momentos de grandes tribulações e provações, tão necessárias para a regeneração do planeta Terra.

Essas provações exigem de nós mais conscientização, responsabilidade e atitude proativa para conter o avanço do vírus e minimizar os seus efeitos nocivos à saúde.

O ser humano é o principal vetor de transmissão, como querendo dizer a cada um de nós: amem-se muito mais para a cura de todos; e tenham mais empatia, solidariedade, piedade e caridade, afastando o egoísmo, o orgulho, a vaidade e a indiferença.

Por outro lado, a mudança de comportamento não é tarefa fácil, pois conduz para a luta contra as próprias imperfeições e o enfrentamento da consciência para se libertar dos sentimentos inferiores, requerendo ainda ação e trabalho edificante na prática do amor e da caridade.

Essa transformação tem que ser no íntimo de cada ser humano, em uma ação de dentro para fora, mediante processo contínuo de aprimoramento moral do Espírito para a sua necessária evolução.

A reforma íntima não se conquista da noite para o dia, demandando tempo, boa vontade, disciplina, esforço incessante, muita resignação, luta contra as próprias tendências inferiores e, principalmente, estar vigilante para os próprios defeitos e ter foco na tarefa de melhorar-se.

Em uma ação magnética amorosa, fraterna, amando o próximo como a si mesmo, atraindo o bem e repelindo o mal, confiando em Deus e no Mestre Jesus, poderemos mudar situações difíceis que se aproveitam das nossas fraquezas e vulnerabilidades, pois temos as potências da alma para melhorar e evoluir, para desenvolver o potencial de amar e suportar a dor e o sofrimento nas nossas existências.

Pela oração, pedindo a Deus a força necessária e com a ação da vontade e do querer, que partem do fundo do coração, poderemos ter a assistência dos bons Espíritos que nos auxiliarão a resistir às provações impostas pelo momento de regeneração da Humanidade.

O verdadeiro amor renova as almas, faz evoluir moral e espiritualmente, proporcionando a cura para os males do Espírito. Isto porque o amor é fonte de energia que faz vibrar a alma e o corpo, percorrendo o sistema nervoso, saturando de energias saudáveis o sistema imunológico, revitalizando os órgãos enfermos e restaurando o equilíbrio vibratório entre as células, para transformar em vitalidade o corpo físico.

Rogamos a Deus que, nesse momento de grande tribulação da Humanidade, possamos aprender a lição sagrada do nosso Mestre Jesus, que disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37-39).

Que possamos amar o próximo para a cura de todos, pois fora da caridade não há salvação.


Bibliografia:

ÃNGELIS, Joanna de (Espírito); (psicografia por) Divaldo Pereira Franco. Garimpo de amor. 6ª Edição. Salvador/BA, LEAL, 2015.


                                                                                    Juan Carlos Orozco









                                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 12 de Julho de 2021, 18:28
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
Durante a pandemia


A querida amiga Roracy Correa, de Cabo Frio-RJ, gravou durante a pandemia diversos clips compactos falando sobre as chamadas “perdas”, nas desencarnações de entes queridos, tão comuns nos últimos meses. Pela dor do luto impactante, a ausência de velórios, urnas lacradas, as não despedidas geraram profundo quadro de dor e aflição.

Num esforço de oferecer conforto aos corações enlutados, Roracy colocou-se a campo para falar da própria experiência com a morte do filho jovem e dos desdobramentos naturais daí advindos, oferecendo de si mesmo o consolo das percepções trazidas pela própria vida.

São clips compactos, máximo de 7 minutos, totalmente direcionados à emoção, ao coração abatido pela separação abrupta, no natural e doloroso processo de separação, apesar da convicção de sobrevivência. São reflexões que podem ajudar muita gente.

Tais clips estão reunidos no link a seguir, que você pode visualizar, ouvir e compartilhar com pessoas de seu relacionamento e que possam ser beneficiadas com tais considerações.

Basta acessar clicando aqui


 
              Orson Peter Carrara






 

   
                                                                                                        PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Julho de 2021, 20:14
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-tarde! queridos irmãos.




                   
O mundo uniu-se para a descoberta da vacina contra a Covid-19


TERÇA-FEIRA HISTÓRICA: Nesta terça (8), o Reino Unido começou a campanha de vacinação contra a Covid-19. Uma mulher de 90 anos foi a primeira britânica a receber o imunizante, e disse que está ansiosa para passar o Natal com a família. O correspondente da GloboNews em Londres, Rodrigo Carvalho, falou com Maria Lúcia Possas, a primeira brasileira a ser vacinada por lá. "Tem luz no fim do túnel", comemorou ela. (Fonte: GloboNews em 8/12/2020.)


Tendo por mote as experiências dolorosas, mas educativas, que o mundo vive atualmente, em que enfrenta a pandemia num momento decisivo, é ainda mais oportuno refletir no que a Doutrina Espírita explica sobre os flagelos destruidores.

Em O Livro dos Espíritos, editado desde 1857, os Espíritos esclarecem sabiamente sobre o assunto, respondendo aos questionamentos que Allan Kardec formulou.

Vejamos então as suas perguntas 737 a 741, aproveitando para apresentar também, no final, uma possível visão poética sobre as mesmas, partindo da premissa que intitula o presente trabalho.

Temas correlatos: Transição Planetária, Amanhecer de uma Nova Era (livros de Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda).

737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?

“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

a) Mas nesses flagelos tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?

“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

b) Mas nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e a abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região, mas o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

“Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocadas a peste, a fome, as inundações e as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando, aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?


Flagelos que assolam a humanidade

 

Os flagelos que assolam a humanidade

Trazem preocupação, ira e mortandade,

Todavia, sempre existiram na História.

Sejam vírus de etiologia desconhecida

Ou guerras sem quartel nem guarida,

Basta fazer um exercício de memória.

 

As pessoas devem respeitar a natureza,

É mãe que nos ama sem mesquinheza,

Sua mão divina alimenta toda a criação.

A higiene no corpo é a melhor profilaxia,

A sujidade na Alma depois causa asfixia,

Quem dá o pão, também pede educação.

 

O objetivo é uma aceleração progressiva

De seres humanos com feição agressiva,

Substituindo-a pela paz entre as nações.

O planeta gravita o Sol no espaço sideral,

Vai crescendo na sua escala dimensional,

Afinal de contas, lutamos só por tostões!

 

Foi um vírus

 

Foi um vírus que afinal nos juntou,

Não porque Deus nos abandonou,

Mas devido à falta de fraternidade.

Quando na família grassa a desunião

E os seus membros vivem em solidão,

Eis que chega o momento da verdade.

 

Aí vamos a caminho da Nova Era,

Tal e qual uma ansiada primavera

Que derrete o gelo dos corações.

Já não somos mais alunos infantis,

Desatentos ao que o Mestre nos diz,

Estamos prontos para novas lições!

 

Girando vertiginosamente no Espaço,

Sem travão, dificuldade ou embaraço,

Segue esta nau que a todos alberga.

Começou por ser um mundo primitivo,

A morte ceifava sem qualquer motivo,

Berço de uma humanidade ainda cega.

 

Depois passou a orbe de provas e expiações,

Porém, mesmo assim, imperavam as paixões

E o apego louco aos sentimentos inferiores.

Vem, então, amado planeta de regeneração,

Onde a maldade é somente uma recordação,

Traz-nos a paz e a vontade de ser melhores!

 

Nota da Redação:

Vitor Bruno Santos é palestrante espírita. O texto acima foi contemplado no concurso A Doutrina Explica – 2020-2021, promovido pelo Jornal Brasília Espírita (www.atualpa.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdHVhbHBhLm9yZy5icg==)), com o objetivo de sensibilizar para a leitura, o uso da biblioteca espírita e levar a conhecer alguma metodologia de pesquisa para apoiar o estudo doutrinário, além de incentivar os participantes para o potencial de racionalização e explicação da realidade social e espiritual pela Doutrina Espírita.


          Vitor Bruno Santos









                                                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Julho de 2021, 13:31
                                                              VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.




                     
A pandemia e a mudança no comportamento dos pais em casa


Este artigo traz como o comportamento dos pais mudou após o aparecimento da Covid-19. Ele vinha mudando lentamente e, com o aparecimento dessa doença, acelerou os padrões de vida da população mundial. De acordo com a escala planetária apontada por Allan Kardec, muitas pessoas começaram a interpretar que essa pandemia podia ser um salto da Terra em direção ao mundo de regeneração. Embora pareça alentador, deve-se refletir com muito mais profundidade e atenção antes de se ter uma conclusão exata e certeira.

Existe algo que diz que o mundo está se tornando um lugar melhor? E por que a mudança de comportamento pode afetar as ações das pessoas nesse momento delicado? Para a primeira pergunta, a resposta é que se pode afirmar que o mundo irá melhorar e, para a segunda pergunta, a resposta é sim; o aumento de preocupações com os familiares e amigos é bem alto, também é assim com a própria saúde e como terminará esse tempo de terror.

Desde que o mundo é mundo existem catástrofes de enormes proporções. A mais famosa que conhecemos foi o dilúvio citado na Bíblia, que não temos comprovações científicas. Outros foram devidamente comprovados como a peste bubônica, a gripe espanhola, as Guerras Mundiais que mataram muitas pessoas e que tornaram os comportamentos totalmente alterados. Houve o uso de armas biológicas que exterminaram vários povos nativos das Américas há mais de 200 anos.

Outros exemplos aparecem ao longo da história. Vários vírus foram introduzidos no Novo Mundo e ocorreram muitos desencarnes de pessoas que não apresentavam nenhum tipo de anticorpo para combatê-los. Posso dizer que, com todos esses eventos, a Terra é ainda um mundo de provas e expiações.

Tais eventos mudam a rotina da casa e da vida das pessoas, o que não seria diferente na pandemia atual. Ações que eram feitas sem nenhum tipo de preocupação, hoje não são feitas, pois são consideradas de risco, como ir ao shopping, a um restaurante ou até mesmo ao cinema. O sentimento de medo e de angústia aumentou absurdamente entre a população mundial após a introdução desse novo vírus no mundo.

Como observado nesse artigo, muita coisa irá mudar após a passagem desse vírus no mundo: a higiene da casa, das pessoas, dos pais, a rotina... E o modo de ver a vida será mais consciente e consolidado. Como já foi citado aqui, o mundo já passou por várias calamidades e tudo sempre irá depender das nossas ações. As mensagens que chegam nos centros por meio dos médiuns são esperançosas e acalentadoras. Mesmo assim, temos sempre que analisar tudo antes de tomar como certeza absoluta.

Elas devem ser inspiradoras e fazer com que se revisem nossos princípios, estimulando a reforma íntima de todos para que possamos expulsar o sentimento de egoísmo que nos assola todos os dias, segundo Kardec. Estamos passando por uma transição planetária e esse sentimento não pode estar contido no nosso Espírito. Devemos melhorar nossas atitudes e ações para transformar emoções de angústia e ódio em profundo amor ao próximo.

Por isso, precisamos cuidar dessas mudanças de humor, de comportamento, para que não se fortaleçam os males coletivos, como a fome, a miséria, a falta de higiene, a falta de educação, a falta de igualdade, mas também aprender a lidar com a segurança emocional e física. Para nós, espiritas, essas mudanças de comportamento e padrões servirão para construir um mundo melhor, agindo concretamente para que possamos viver com uma qualidade bem melhor do que a que vivíamos antes dessa pandemia. O importante é trabalharmos juntos no bem para merecermos viver momentos de pura felicidade.       

 

Referência:

Camila Pires, publicada na Revista Fórum (região de Santos e Baixada Santista) no dia 10 de outubro de 2020 - eis o link

 

Nota da Redação:

O texto acima foi contemplado no concurso A Doutrina Explica – 2020-2021, promovido pelo Jornal Brasília Espírita (www.atualpa.org.br (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5hdHVhbHBhLm9yZy5icg==)), com o objetivo de sensibilizar para a leitura, o uso da biblioteca espírita e levar a conhecer alguma metodologia de pesquisa para apoiar o estudo doutrinário, além de incentivar os participantes para o potencial de racionalização e explicação da realidade social e espiritual pela Doutrina Espírita.



           Tatiana Lobo









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 02 de Agosto de 2021, 23:21
                                                              VIVA JESUS!




              Boa-noite! queridos irmãos.



                     

Allan Kardec e a pandemia



A Humanidade vive uma pandemia que já ceifou mais de 4 milhões de pessoas. Como sempre existem teorias da conspiração, dúvidas, desconfianças, erros de análise e de ação por parte dos dirigentes, para além dos interesses econômicos em que alguns ganham milhões com a desgraça alheia. Mas esses argumentos servem para se negar uma realidade, fatos, números? E os espíritas são diferentes ou não?

A Humanidade passa por uma verdadeira revolução material e de ordem ético-moral, que, por sintonia, acarreta auto-obsessões e obsessões de índole espiritual, por vezes verdadeiras infestações sobre países e regiões do globo terrestre.

Quando era suposto a Humanidade dar as mãos, ser mais cordata, colaboradora, fraterna, durante uma pandemia que nos atingiu e vai atingir mais um ou dois anos, nós, seres humanos, optamos por ações violentas físicas, verbais, mentais, tudo porque estamos a viver muitas contrariedades e dificuldades.

Nesse contexto de desarmonia mental, foge a amizade, zangam-se as comadres e instalam-se obsessões espirituais cruéis, colocando uns contra os outros (in “O Livro dos Espíritos” e “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec).

Uma história conta o caso de uma mãe que foi assistir ao juramento de bandeira do seu filho e ficou de tal maneira obcecada pela sua vaidade materna, que dizia, posteriormente, às amigas, que o filho era o único que ia a marchar bem, no pelotão de 30 pessoas, todos os outros (que iam com o passo acertado) iam mal…

Numa época em que a medicina é verdadeira bênção divina, em que a tecnologia existente permite comunicações e partilha de dados a distância, em segundos, conseguiu-se em tempo récorde a criação de vacinas contra a COVID-19.

Várias estratégias foram montadas, medidas de prevenção, umas acertadas outras disparatadas, mas, como se costuma dizer na gíria militar, “em tempo de guerra não se limpam armas”, isto é, temos de nos focar no essencial: o bem comum de toda a Humanidade e salvar o maior número de vidas.

Embora os inúmeros erros de análise e de ação ocorridos pelo mundo inteiro, embora as questões que se venham a colocar no futuro para serem corrigidas, ninguém no seu são juízo pode, em abono da verdade, negar que as vacinas contra a COVID-19 tiveram um impacto brutal na diminuição do número de mortes com esta doença.

E os espíritas como pensam?

Infelizmente pensamos como os outros, ignorando os nossos conhecimentos e convicções, baseados na experiência do quotidiano. Preferimos, assim, opiniões avulsas, ora injetadas por “hackers” russos (entre outros) nas redes sociais, procurando desestabilizar a Europa para daí tirarem dividendos políticos, ora inventados por defensores das mais estúpidas teorias da conspiração que, em nada, abonam a favor do bom senso e da inteligência do ser humano.

Allan Kardec se refere na Revista Espírita de Novembro de 1865 à existência de uma pandemia de cólera. Entre 1845 e 1860 ceifou milhares de vidas no mundo. Segundo alguns historiadores, essa pandemia causou o maior número de mortes no século XIX.

Allan Kardec, pedagogicamente, afirmou que o ser espírita não nos livra da pandemia, mas o conhecimento espírita aumenta a força moral do espírita, o que se repercute no sistema imunológico do Homem.

Kardec comentou a necessidade da serenidade, da oração, da mudança de hábitos, do não ter medo e seguirmos as medidas sanitárias decretadas pelo poder público, pois é dever do espírita prolongar a vida, não por medo da morte ou apego, mas pelo desejo de aproveitar bem o tempo para progredir intelectual e moralmente.

Kardec em “O Livro dos Espíritos” diz que o egoísmo é a raiz de todos os males, todos os defeitos.

Quando se diz, sem qualquer conhecimento científico, baseado em conversas de pé de orelha ou das redes sociais que temos o direito à opinião, nos esquecemos de que, como espíritas, temos mais obrigações que os demais cidadãos que desconhecem a imortalidade, a reencarnação e a lei de causa e efeito.

Não tem o espírita o conhecimento da Lei de Sociedade?

Não fazem parte da convicção espírita a caridade, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, e fazer ao próximo o que desejamos para nós?

Não devíamos, nós, espíritas, pensar em primeiro lugar no bem comum ao invés de pensarmos em nós mesmos?

Não estará a imunidade de grupo em nível mundial à frente da postura mesquinha e egoísta de ficar à espera de ver se os outros morrem, ou não, para decidir apanhar a vacina que tem salvo milhões de vida, apesar dos mais de 4 milhões mortos?

É que o egoísmo não se coloca só ao nível pessoal, também existe o egoísmo social.

E nós, espíritas, como estamos?


              José Lucas









                                                                                                      PAZ,MUITA PAZ!   
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 26 de Setembro de 2021, 22:53
                                                              VIVA JESUS!




             Boa-noite! queridos irmãos.




                   
Convite à Interdependência


Na década de 1980 (1986, mais precisamente) relançaram nos EUA e também no Brasil o seriado “Além da imaginação” (Twilight Zone), original de 1959, uma criação de Rod Serling, e nessa nova roupagem (já teve outras reedições, inclusive, uma dos tempos atuais na Amazon Prime) havia um episódio assustador, com o nome original "Button, Button", e que veio a ser convertido em um filme chamado “A caixa”, datado de 2009, estrelado por Cameron Diaz.

Nesse episódio, um estranho presenteia um casal com uma caixa com um botão na parte superior, prometendo que se eles o apertarem, iriam receber uma grande quantia em dinheiro. Mas, ao apertar o botão, alguém que eles não conheciam iria morrer. Um mote de gelar a espinha que, para ilustrar o tema do presente artigo, vamos desenvolver com um pouco de spoilers, dado o tempo distante de exibição do mesmo.

O dilema moral consome todo o episódio. Os protagonistas jogam a caixa fora, mas no outro dia ela aparece na porta da frente de novo. E, por fim, após grande conflito, eles apertam o botão, e no dia seguinte, surge novamente o misterioso homem de outrora, pegando a caixa de volta e entregando a eles uma vultosa soma em dinheiro. Ao indagarem o homem sobre o destino da caixa, este responde que ela será entregue a alguém que eles não conhecem.

Fora a noite maldormida depois de ter assistido a esse episódio na minha juventude, ele trouxe uma profunda reflexão, que foi resgatada agora, nesse período da crise sanitária derivada do Novo Coronavírus. O sagaz episódio trata da interdependência que nos vincula, Espíritos encarnados, e que emerge com força agora com a pandemia da Covid-19. Trata, enfim, da solidariedade.

Sim, pois essa pandemia (como outras da história), apesar de ser evitada pelo isolamento social, exige que saiamos de nossa individualidade para adotar pactos coletivos entre as pessoas e que impeçam a proliferação do vírus. Assim, ao nos comprometermos a reduzir a circulação, a usar máscaras e álcool em gel, percebemos que esses ritos só têm efetividade na adoção destes por uma grande maioria.

Da mesma forma, a solução para essa pandemia, como em outras, a vacinação, não é uma questão individual e sim coletiva, pois a proteção efetiva só ocorre quando uma parte significativa da população está imunizada. Uma realidade na qual importa a vacinação geral e não a vacinação de uma pessoa apenas com a vacina A ou B, como têm defendido os pesquisadores.

Para além de esvaziar argumentos dos chamados "sommeliers de vacina", essa discussão da crise sanitária se assemelha à lógica da Caixa do Twilight Zone. O homem misterioso oferece um benefício que depende de uma escolha, mas essa escolha pode afetar alguém que você não conhece. Mas esse alguém, amanhã, é você.

Da mesma forma, o contexto de prevenção da Covid-19 nos convidou a escolhas que poderiam nos trazer o benefício imediato, como desprezar protocolos sanitários, mas que poderiam prejudicar alguém que não conhecemos. E esse mal nos atingiria, em algum momento, seja pela doença ou por outras consequências advindas desta, em um verdadeiro circuito fechado.

Muita gente boa não percebeu que essa crise sanitária foi um convite à interdependência, em um mundo que anda tão permeado de individualismo, um nome gourmetizado do velho egoísmo. Tão ocupados com as nossas questões, nos vimos obrigados a pensar no coletivo, como foi com a varíola, que causou a revolta da vacina no Rio de Janeiro, em 1904. Aliás, a varíola, chaga mortal, só foi erradicada do planeta em 1980, quando houve uma articulação dos países para combater esta, inclusive, nos bolsões de pobreza.

A Covid-19 é uma doença terrível, mortal, e no Brasil e no mundo acumula mazelas na grande quantidade de óbitos, sem contar os problemas derivados das sequelas e dos reflexos sociais, em um universo de grande desconhecimento da extensão dos males derivados dessa enfermidade. Cabe a nós nos solidarizarmos com as vítimas e trabalhar para a sua efetiva erradicação.

Mas é inconteste que a solução das mazelas desse vírus passa pelo resgate da interdependência, da percepção de que cada Espírito encarnado é um irmão de jornada, de que cada país é parte do mesmo planeta, e que o nosso agir será efetivo não somente para nos resguardarmos, mas também para proteger uma pessoa que não conhecemos. Uma pessoa que amanhã pode ser a gente.


           Marcus Vinicius de Azevedo Braga









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A pandemia do coronavírus
Enviado por: dOM JORGE em 16 de Novembro de 2021, 12:28
                                                              VIVA JESUS!




              Bom-dia! queridos irmãos.




                       

A Covid-19 e as emoções


A etimologia da palavra emoção, origina-se do latim “ex-movere” significando “em movimento”. Logo se pode deduzir que trata-se de algo dinâmico e em constante transformação.

Da Grécia antiga ao Séc. XIX, as emoções eram consideradas como instintos básicos que deviam ser controlados para que a capacidade de pensar não fosse afetada.

Já em 1872, Charles Darwin (1) propôs uma linha de investigação para identificar as emoções básicas, ou universais de origem biológica, comparando as emoções dos humanos à dos animais. A partir do Séc. XX, porém, os estudos e pesquisas apontaram um novo rumo no entendimento das emoções. São inúmeros os teóricos notáveis que se ocuparam e se ocupam com as emoções. (2)

Para uma breve reflexão destaco Joseph LeDoux (3): “Emoções em ação tornam-se poderosos fatores de motivação para futuras atitudes. São elas que definem o rumo de cada ação e dão a partida nas realizações de longo prazo. Mas nossas emoções também podem nos trazer problemas. Quando o medo se transforma em ansiedade, o desejo dá lugar à ganância, uma contrariedade converte-se em raiva e a raiva em ira, a amizade dá lugar à inveja e o amor à obsessão, ou o prazer se torna um vício, as emoções começam a voltar-se contra nós. A saúde mental depende da higiene emocional e, na grande maioria, os problemas mentais refletem o colapso da organização emocional”.

As emoções podem ter consequências tanto úteis quanto patológicas.

Estamos vivendo momentos de significativa comoção social, com a Covid-19 e o coronavírus causando ameaças à saúde física e emocional dos seres humanos, que ainda continuam chorando as mortes dos que tiveram suas vidas ceifadas em todos os continentes. Parece que a mãe natureza está nos chamando à atenção para o exercício da fraternidade, como se quisesse nos dizer que não há liberdade sem igualdade. Como se não bastasse a empatia, que é o sentir a dor do outro, faz-se necessário o exercício da compaixão, saindo da singularidade e deixando que os sentimentos, pensamentos e atos se expandam, mudando a perspectiva e renovando o olhar para o outro, promovendo melhor equalização nas relações interpessoais. A compaixão se sustenta pelo desejo de ajudar outra pessoa superar os momentos de desdita pela qual esteja enfrentando. A empatia é como se fosse o gatilho para a aplicação da compaixão. Por ser um gesto altruísta, pode despertar nos demais um sentimento de generosidade. Acredito que todos nós podemos contribuir com o que somos para que o nosso próximo, ou distante, receba o melhor de nós com respeito e gratidão.

Qual a utilidade dessas informações para melhorar a nossa qualidade de vida e, por conseguinte, o autoconhecimento? Identificar os sentimentos através das emoções pode ser um grande avanço para essa conquista. Revele seus sentimentos e descubra-te a ti mesmo.

Comecemos observando as nossas atitudes diante da vida de relação. Como reagimos diante daquilo que nos incomoda, bem como o que nos agrada? Que critério aplicamos para avaliar nossas atitudes?  Usamos dos mesmos recursos para avaliar os outros? Aceitamos a crítica que nos é dirigida em igualdade de condições?

Sendo a emoção, movimento, podemos entender que ao longo da jornada evolutiva do Ser, essas mudanças são percebidas passo a passo. Efetivamente a evolução não dá saltos. Assim sendo, a percepção da intensidade qualitativa das emoções parece ser o elemento revelador da identidade espiritual.

As redes sociais criaram linguagens específicas para a moderna comunicação, formatando em expressões gráficas aquilo que julgam ser o sentimento em tempo real, isolando-se do divino contato físico; olhos nos olhos; abraço no abraço; da troca de energia física e psíquica que estimula os sentimentos mais íntimos que provocam a manifestação das emoções mais confiáveis, por serem naturais e humanas.

As emoções, portanto, se revelam nas atitudes proclamadas pelas nossas ações, manifestando os nossos sentimentos. São elas que causam o significado, promovendo o desenvolvimento da personalidade. Não temos o poder de prever nem de impedir a manifestação das emoções, mas podemos conhecer suas causas e prevenir os resultados.

O nosso pensamento emite vibrações e energia e quando associado às emoções, o nosso cérebro envia sinais ao coração e esse amplifica nossas vibrações dinamizando nossos pensamentos, proporcionando a sintonia com situações e pessoas como verdadeiros aliados.

Podemos considerar que sendo tudo energia e tudo vibra, as vibrações estando em toda parte, todo o planeta, todo o universo, buscar essa conexão pode ser o recurso natural de que tanto necessitamos para manter a nossa imunidade física e emocional em equilíbrio adequado, para continuarmos a caminhada com segurança em meio à turbulência que temos vivenciado junto aos percalços hodiernos.   

 

Referência bibliográfica:

(1) Charles Darwin’s book.

(2) Para sua pesquisa: William James, Henri Wallon, Paul Ekman, Magda   Arnold, Robert Plutchik, Antonio Damasio, Lisa F. Barrett, Jessé Prinz, Carl Lange e outros.

(3) O Cérebro Emocional - 3ª edição, 1998, pg. 19 - Objetiva RJ.

 

Arleir Belliney









                                                                                                       PAZ, MUITA PAZ!