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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: dOM JORGE em 01 de Setembro de 2012, 12:51

Título: A ovelha perdida
Enviado por: dOM JORGE em 01 de Setembro de 2012, 12:51
                                                                     VIVA JESUS!




             Bom-dia! queridos irmãos.



                     
A ovelha perdida


A humanidade conhece, admira e respeita, no campo religioso, vultos que, até entenderem e aceitarem o Cristo, poderiam ser, ainda que de forma equivocada, considerados inconvertíveis. A história de todos eles retrata uma luta íntima, caracterizada por um período de transição em que, ao despertarem para a verdade do Cristo, convertem-se em apaixonados pela Luz. Figuras que buscam honrar a obra e o pensamento de Jesus, entender-lhe a divina vontade e viver-lhe os ensinamentos: Paulo de Tarso, Madalena ou Maria de Magdala, Zaqueu... Em cada um deles, vimos o despertar, a conscientização e a transformação através do Cristo.

Para cada um deles não bastou, como não basta para nenhum de nós, apenas o arrependimento dos atos praticados, porque este é só o primeiro passo. É preciso ir além, e eles foram. Regeneraram-se, transformaram-se e resgataram, até o último centavo, seus débitos com a lei divina. Foram salvos por Jesus, porque assim desejaram.

O tema em pauta fala de salvação, de amparo e da não desistência do Amado Mestre para nos acordar. A Parábola da Ovelha Perdida ou Desgarrada, base das nossas reflexões, é semelhante à Parábola da Dracma Perdida, e pode também ser entendida na Parábola do Filho Pródigo.

No Evangelho de Lucas, capítulo 15, versículos 4 a 7, Jesus coloca a seguinte pergunta aos discípulos e ao povo que o ouviam: “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai atrás da perdida até que venha a achá-la? E achando-a, coloca-a sobre os ombros. E chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

Podemos compreender que, assim como um pastor se aflige e sai à procura de uma só de suas ovelhas que não tenha penetrado o redil, e por fim a encontra, e alegrando-se com isso a traz de volta, porque todas merecem o seu cuidado e por todas se sacrifica, também quando um homem se desvia do caminho certo, a palavra do Senhor o alcança, e se é ouvida, o fato é comemorado, porque há sempre alegria quando o evangelho atinge um coração e ele se redime.

Todos nós teremos esse momento glorioso. Para todos nós aplicam-se as palavras do dito popular de que o fruto só amadurece quando chega seu tempo, pois assim como o Mestre resgatou Madalena à beira do abismo, dos vícios e da vaidade, tirou Zaqueu no despenhadeiro da ganância, Judas Iscariotes sobre as escolhas perigosas que estava fazendo, os mensageiros do Cristo buscam todos aqueles em iminentes quedas nos vícios e na miséria moral. 

Os enviados do Alto estão, constantemente, “advertindo todos os seres encarnados que se defrontam com problemas agudos do crime, da intemperança e da revolta”.¹ Paulo de Tarso encontrou Jesus, já em Espírito, na estrada de Damasco, convidando-o a abandonar o fanatismo e a perseguição que fazia aos cristãos. Assim também os enviados do Cristo agem, constante e abnegadamente, para erradicar a fé cega e a intolerância religiosa em que os seres humanos estão mergulhados.

Sabemos que o corpo material denso, que abriga o Espírito, é um imenso obstáculo à assimilação desses conselhos. Todavia, é nos momentos de reflexão e repouso, em que os laços materiais que unem corpo e Espírito são afrouxados, que esses amigos dedicados ao bem têm condição de se fazerem sentir, hora em que suas influências benfazejas nos alcançam.

O convite de Jesus a Paulo não foi, portanto, apenas para ele, mas para toda a humanidade.

A afirmação do Mestre de que há mais alegria no céu por um homem que se arrepende de seus atos, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento, joga por terra a crença inaceitável da condenação eterna e irremissível das almas.

O Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 27, itens 20 e 21, mostra que, segundo o dogma da eternidade absoluta das penas, nem os remorsos e o arrependimento são considerados a favor do homem que errou nas suas escolhas. Para ele, todo o desejo de melhorar-se é inútil; está condenado a permanecer eternamente no mal.

Todavia, a lei divina é justa, equitativa e misericordiosa, e não fixa nenhuma duração para a pena, qualquer que seja ela. Assim, o Evangelho é claro quando afirma que:

1 – O homem sofre as consequências de suas faltas; não há uma única infração à lei de Deus que não tenha efeitos dolorosos;

2 – A severidade desses efeitos é proporcional à gravidade da falta;

3 – A duração deles, para qualquer falta, é indeterminada, pois fica subordinada ao arrependimento e ao seu retorno ao bem;

4 – É necessária, também, a reparação da infração à lei de Deus. É por isso que nós nos vemos submetidos a novas provas, nas quais podemos sempre, pela nossa vontade de fazer o bem, reparar o mal anteriormente praticado.

Como podemos perceber, não basta querer modificar-se. É imprescindível que haja vontade real e firme decisão de não mais abandonar o rebanho.

Deus é Pai de Amor, e Ele “não deseja a morte do ímpio, não quer a condenação do ingrato, do injusto, mas sim a sua regeneração, a sua salvação, a sua vida, a sua felicidade”², ainda que para isso ele tenha que retornar à Terra, tantas vezes quantas forem necessárias, trazendo no seu corpo as marcas do seu débito com a lei divina.

Apesar de tudo isso, sua salvação é tão certa como a da ovelha perdida e lembrada na parábola, “porque todos que arrastam o peso da dor, os guias e protetores os assistem para conduzi-los ao porto seguro” ³ do amor de Deus.

Em O Livro dos Espíritos, da questão 1007 a 1009, Allan Kardec coloca uma série de dúvidas aos Espíritos Superiores que merecem destaque, e uma delas é a seguinte: pergunta o codificador se existem Espíritos que jamais se arrependem. Respondem os amigos dos planos espirituais mais elevados que muitas vezes o arrependimento é tardio, mas pretender que jamais melhorem seria negar a Lei do Progresso e dizer que a criança não pode se tornar adulta. Lembram-nos que Deus não deseja senão o bem de Suas criaturas, aceita sempre o arrependimento e o desejo de melhorar nunca é estéril.

Concluem os Espíritos Superiores que por isso as penas impostas jamais poderiam ser eternas. Que isso seria a negação da bondade de Deus, lembrando-nos, mais uma vez, que a eternidade das penas corresponde à eternidade do mal. Então, enquanto existir o mal entre os homens subsistirão também as penas. A eternidade é, portanto, relativa e não absoluta.

A Parábola da Ovelha Perdida dirige-se a todos nós: ao rico avarento e egoísta; ao pobre revoltado; ao pai que não educa; ao filho ingrato; ao homem preguiçoso e ao juiz parcial.

Dirige-se também aos que têm o dever de pregar as verdades divinas e não o fazem; aos cônjuges que traem, em todos os aspectos, os compromissos assumidos com os companheiros de jornada; aos falsários, sonegadores, ciumentos, invejosos, e a todos aqueles que enveredaram pela porta larga da devassidão e da falta de respeito pelos direitos alheios.

Mas dia virá, prosseguem os Espíritos Iluminados, orientando-nos a jornada, em que todos os homens se revestirão, pelo arrependimento, da roupagem da inocência, e nesse dia não haverá mais sofrimentos.


Bibliografia:

1 – GODOY, Paulo Alves. As Maravilhosas Parábolas de Jesus, 9ª ed., Edições FEESP, SÂO PAULO/SP – “A Parábola da Ovelha Perdida” - 2008 – p. 31.

2 – SCHUTEL, Cairbar. Parábolas e Ensinos de Jesus, 14ª ed., Casa Editora O Clarim, MATÃO/SP – Primeira Parte, 1997 – p. 18.

3 – GODOY, Paulo Alves. Idem.

Consulta: PERALVA, Martins. O Evangelho Puro, Puro Evangelho, Editora Vinha de Luz – BELO HORIZNTE/MG - “A Conversão de Saulo” – 2009 – p. 211.



            Leda Maria Flaborea






                                                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: A ovelha perdida
Enviado por: Mastomisto em 04 de Setembro de 2012, 03:33
Boa noite a todos,
Boa noite dOM,
Adorei!



A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA         
Escrito por (Lucas, capítulo 15º, versículos 8 a 10)      
       
 
 
       Uma pobre mulher tinha dez dracmas. Era toda a sua riqueza...
       A dracma era uma pequena moeda grega, que tinha valor também na terra de Jesus, pois muitos filhos da Grécia lá viviam e usavam essa moeda.
       A pobre mulher possuia dez moedinhas gregas.
       Guardava-as com cuidado, pois era zelosa de seus deveres e aquela pequena quantia estava destinada ao pagamento de suas despesas no lar.
       Ela não ficou sabendo como, mas, a verdade éque, quando abriu o cofrezinho, onde guardava o dinheiro, só encontrou nove moedas. Para onde teria ido a que faltava?
       Acendeu a candeia de barro e procurou-a em sua casinha. Remexeu as roupas, arrastou a pequena mobília e buscou a vassoura. Varreu toda a casa, em busca da moedinha que lhe era tão útil e necessária. Finalmente, depois de muito procurar e muito varrer, encontrou sua dracmazinha perdida.
       Que alegria! Agora poderia pagar todas as suas pequenas dívidas... Não estava mais preocupada: achou sua moedinha desaparecida e novamente a colocou junto das outras nove, na caixinha de ma­deira.
       Ficou tão contente com o encontro, que contou o caso às suas amigas vizinhas que também eram po­bres, e para quem uma pequena moeda fazia igual­mente muita falta.
       E dizia às suas vizinhas:
       - Minhas amigas, alegrem-se comigo, porque achei a minha dracma que se havia perdido.
Assim também — diz Jesus no Evangelho — há muita alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende dos erros cometidos.
http://www.novaera.org.br/index.php?Itemid=96&catid=68:parabolas&id=160:a-parabola-da-dracma-perdida&option=com_content&view=article

A  PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO   
     Evangelho de Lucas cap.15 vers. 11 a 32)   



11- Certo homem tinha dois filhos ;
12- o mais moço deles disse ao pai : Pai, dá-me  a parte dos bens que me cabe . E ele repartiu os haveres.
13- Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.     
14-Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade .
15- Então , ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra ., e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.
16-Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam ; mas ninguém  lhe dava nada .
17- Então, caindo em si, disse : Quantos trabalhadores de meu pai têm  pão com fartura, e eu aqui morro de fome !
18- Levantar-me-ei , e irei ter com o meu pai, e lhe direi : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ;
19- já não sou digno de ser chamado teu filho ; trata-me como um dos teus trabalhadores ;
20- E, levantando-se , foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .
21-E o filho lhe disse : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho.-
22- O pai, porém, disse aos seus servos :
Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;
23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemos-nos ;
24-porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se
25-Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26- Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo .
27- E ele informou : veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde .
28- Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo.
29-Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos  que te sirvo sem jamais  transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ;
30-vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado
31-Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu.
32-Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse  teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado .
http://www.salmos.reflexoes.nom.br/filhoprodigo.htm

Um abraço fraterno.
Título: Re: A ovelha perdida
Enviado por: Mastomisto em 04 de Setembro de 2012, 03:43
Boa noite a todos,
http://www.forumespirita.net/fe/o-evangelho-segundo-o-espiritismo/parabola-do-semeador-44043/new/#new
Um abraço fraterno.