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GERAL => Mensagens de Ânimo => Acção do Dia => Tópico iniciado por: Regina Prins em 07 de Dezembro de 2011, 16:39

Título: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 07 de Dezembro de 2011, 16:39
Louvor Do Natal.

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Senhor Jesus!
Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.
Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as vitórias, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.
Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.
Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.
Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.
Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.
Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.
No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!
A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”.
Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.
É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:
- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...

Emmanuel
(Do livro Antologia MediúnicaA Do Natal, Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 07 de Dezembro de 2011, 17:59
Orando no Natal.

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Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar.
Há tanta dor no mundo, Senhor!
Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras;
pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;
pelos que se comprazem, como se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;
pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação dos obsidiados ignorantes da própria enfermidade;
pelos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes, deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão; .
pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;
pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;
pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo; pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!
Senhor!
Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.
"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os, Senhor!
Neste Natal, evocando o momento em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na névoa dos homens, esparze, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal, de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.

Franco, Divaldo Pereira.
Da obra: Celeiro de Bênçãos.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.


Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 07 de Dezembro de 2011, 18:10
Natal.

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Natal! Grande bolo à mesa,
A árvore linda em festa.
O brilho da noite empresta
Regozijo ao coração...
É como se a Natureza
Trouxesse Belém de novo
Para os júbilos do povo
Em doce fulguração.
Tudo é benção que se enflora
De envolta na melodia
Da luminosa alegria
Que te beija e segue além...
Mas se reparas, lá fora,
O quadro que tumultua,
Verás quem passa na rua
Sem ânimo e sem ninguém.
Contemplarás pequeninos
De faces agoniadas,
Pobres mães desesperadas,
Doentes em chaga e dor...
E, ajudando aos peregrinos
Da esperança quase morta,
Talvez enxergues à porta
O Mestre pedindo amor.
É sim!... É Jesus que volta
Entre os pedestres sem nome,
Dando pão a quem tem fome,
Luz às trevas, roupa aos nus!
Anjo dos Céus sem escolta,
Embora a expressão serena,
Tem nas mãos com que te acena
Os tristes sinais da cruz.
Natal!  Reparte o carinho
Que te envolve a noite santa.
Veste, alimenta e levanta
O companheiro a chorar.
E, na glória do caminho
Dos teus gestos redentores,
Recorda por onde fores
Que o Cristo nasceu sem lar.

Chico Xavier/Irene S. Pinto

Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 07 de Dezembro de 2011, 18:49
Natal II

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"Glória a Deus nas Alturas,
paz na Terra e boa vontade parai com os Homens." Lucas, 2:14.

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer ação de reajuste violento.
Glória a Deus no Universo Divino.
Paz na Terra.
Boa vontade para com os homens.
O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.
Nem castigo ao rico avarento.
Nem punição ao pobre desesperado.
Nem desprezo aos fracos.
Nem condenação aos pecadores.
Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.
Nem anátema contra o gentio inconsciente.
Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da Boa Vontade. .
A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrará, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.
Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível...
Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.
O algoz seria digno de piedade.
O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.
O criminoso passaria à condição de doente.
Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais sofreriam relegados ao abandono nos vales de imundície.
Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, transitou, vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.
Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.
Natal! Boa Nova! Boa Vontade!...
Estendamos a simpatia a todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia.

Emmanuel
(De O Reformador nº12 – Dezembro/1950, Francisco Cândido Xavier)
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 08 de Dezembro de 2011, 12:22
Bênçãos do Natal.

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No báratro perturbador da hora presente, quando os valores éticos perderam o seu significado libertador, facultando que o homem civilizado se extremunhe e estertore; quando a civilização se aturde ante os altos índices de criminalidade e loucura; quando as injustiças sociais permitem a ampliação das áreas da miséria sócio-econômica; quando a ciência constata que não conseguiu erradicar muitos males que têm sido chagas purulentas no organismo dos indivíduos e das nações através dos tempos, reaparece no calendário a presença do Natal de Jesus, conclamando as mentes e os corações a uma revisão dos pensamentos e condutas, redirecionando-os para o amor.
 O Natal de Jesus é o perene momento em que o Rei Solar mergulhou nas sombras terrestres, a fim de que nunca mais houvesse trevas na humanidade.
Pensa no alto significado dessa benção, que é o instante do nascimento dEle entre os homens, e deixa-te impregnar pela Sua luminosidade, tornando-te mensagem viva de amor e paz, a fim de seres feliz, edificando o reino que Ele veio trazer e que está tardando de materializar-se na Terra.
Seja, portanto, este Natal, a inspiração e a diretriz de segurança para a tua vida, vivendo os ensinamentos de Jesus, e distendo-os para o mundo necessitado de paz.

Joanna de Angelis
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 27-07-1998, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador - Bahia, Brasil.)
Texto e imagem pesquisados na Internet.
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 08 de Dezembro de 2011, 12:39
Ressonâncias do Natal.

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Na paisagem fria e sem melhor acolhimento, a única hospedaria à disposição era a gruta modesta onde se guardavam os animais.
Não havia outro lugar que O pudesse receber.
O mundo, repleto de problemas e de vidas inquietas, preocupava-se com os poderosos do momento e reservava distinções apenas para os que se refestelavam no luxo, bem como no prazer.
Aos simples e desataviados sempre se dedicavam a indiferença, o desrespeito, fechando-lhes as portas, dificultando-lhes os passos.
Mas hoje, tudo permanece quase que da mesma forma.
Não obstante, durante aquela noite de céu transparente e estrelado, entre os animais domésticos, em uma pequena baia, usada como berço acolhedor, nasceu Jesus, que transformou a estrebaria num cenário de luzes inapagáveis que prosseguem projetando claridade na noite demorada dos séculos, em quase dois mil anos...
Inaugurando a era da humildade e da renúncia, Jesus elegeu a simplicidade, a fim de ensinar engrandecimento íntimo como condição única para a felicidade real.
O Seu reino, que então se instalou naquela noite de harmonias cósmicas, permanece ensejando oportunidades de redenção a todos quantos se resolvam abrigar nas suas dependências.
E o Seu nascimento modesto continua produzindo ressonâncias históricas, antes jamais previstas.
Homens e mulheres, que tomaram contato com Sua notícia e mensagem, transformaram-se, mudando-se-lhes o roteiro de vida e o comportamento, convertendo-se, a partir de então, em luzeiros que apontam rumos felizes para a Humanidade.

Guerreiros triunfadores passaram pelo mundo desde aquela época, inumeráveis.
Governantes poderosos estabeleceram reinos e impérios, que pareciam preparados para a eternidade, e ruíram dolorosamente.
Artistas e técnicos, de rara beleza e profundo conhecimento, criaram formas e aparelhagens sofisticadas para tornarem a Terra melhor, e desapareceram.
Ditadores indomáveis e aristocratas incomuns surgiram no proscênio terrestre, envergando posição, orgulho e superioridade, que o túmulo silenciou.
...Estiveram, por algum tempo, deixando suas pegadas fortes, que tornaram alguns odiados, outros rechaçados e sob o desprezo das gerações posteriores.
Jesus, porém, foi diferente.
Incompreendido, o Cantor do Amor aceitou a cruz, para não anuir com o crime, e abraçou a morte para não se mancomunar com os mortos.
Por isso, ressurgiu, em triunfo e grandeza, permanecendo o Ser mais perfeito que jamais esteve na Terra, como modelo que Deus nos ofereceu para Guia.

Quando a Humanidade experimenta dores superlativas, quando a miséria sócio-econômica assassina milhões de vidas que estertoram ao abandono; quando enfermidades cruéis demonstram a fragilidade orgânica das criaturas; quando a violência enlouquece e mata; quando os tóxicos arruínam largas faixas da juventude mundial, ao lado de outros males que atestam a falência do materialismo, ressurge a figura impoluta de Jesus, convidando à reflexão, ao amor e à paz, enquanto as ressonâncias do Seu Natal falam em silêncio: Ele, que tem salvo vidas incontáveis, pede para que tentes fazer algo, amando e libertando do erro pelo menos uma pessoa.
Lembrando-te dEle, na noite de Natal, reparte bondade, insculpe-O no coração e na mente, a fim de que jamais te separes dEle.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.
Texto e imagem pesquisados na Internet.
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 08 de Dezembro de 2011, 12:55
   Carta de Natal.

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  Meu amigo. Não te esqueças.
   Pelo Natal do Senhor,
   Abre as portas da bondade
   Ao chamamento do Amor.
   Reparte os bens que puderes
   Às luzes da devoção.
   Veste os nus. Consola os tristes,
   Na festa do coração.
   Mas, não te esqueças de ti,
   No banquete de Jesus:
   Segue-lhe o exemplo divino
   De paz, de verdade e luz.
   Toma um novo compromisso
   Na alegria do Natal,
   Pois o esforço de si mesmo
   É a senda de cada qual.
   Sofres? Espera e confia.
   Não te furtes de lembrar
   Que somente a dor do mundo
   Nos pode regenerar.
   Foste traído? Perdoa.
   Esquece o mal pelo bem.
   Deus é a Suprema Justiça.
   Não deves julgar ninguém.
   Esperas bens neste mundo?
   Acalma o teu coração.
   Às vezes, ao fim da estrada,
   Há fel e desilusão.
   Não tiveste recompensas?
   Guarda este ensino de cor:
   Ter dons de fazer o bem
   É a recompensa melhor.
   Queres esmolas do Céu?
   Não te fartes de saber  teus,
   Que o Senhor guarda o quinhão
   Que venhas a merecer.
   Desesperaste? Recorda,
   Nas sombras dos dias teus,
   Que não puseste a esperança
   Nas luzes do amor de Deus.
   Natal!... Lembrança divina
   Sobre o terreno escarcéu...
   Conchega-te aos pobrezinhos
   Que são eleitos do Céu.
   Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
   Na exaltação do Senhor:
   Vê se já tens a humildade,
   A seiva eterna do amor.


Chico Xavier/Casimiro Cunha
Texto e imagem pesquisados na Internet.
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 08 de Dezembro de 2011, 13:03
O Natal do Cristo.

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A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.
Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.
A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.
Não mais o estábulo simples, nosso pr6prio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...
Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico
Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.
E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.
E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.
È o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, atrav6s da visita aos irmãos mais sofredores do que n6s mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.
Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.
O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.
Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.
Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
O primeiro renova a alegria.
O segundo reforma a responsabilidade.
Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.
Não nos esqueçamos.
Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.

EMMANUEL
(Do livro Fonte de Paz, Francisco Cândido Xavier)
Texto e imagem pesquisados na Internet.
Título: Re: Louvor de Natal.
Enviado por: Regina Prins em 08 de Dezembro de 2011, 20:38
Mestre e Discípulo.

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Nasce o Mestre – na manjedoura do coração,
Sorri divinamente – entre os impulsos sentimentais.
Mostra-se à razão – à luz da estrela da fé,
Desenvolve-se, dia a dia – sob os cuidados da alma.
Alegra a paisagem mental – renovando a esperança!...
Ainda menino – sobe ao templo do cérebro
E fala com simplicidade – confundindo raciocínios doutos.
Movimenta-se, desde então – no cosmos individual,
Aproveita sentimentos singelos – como se valeu dos pescadores humildes,
E começa o apostolado – da conversão do aprendiz
Devolve movimento – ao coração paralítico,
Restitui a visão – aos olhos enganados,
Limpa a lepra do mal – ao pensamento invigilante,
Equilibra-lhe a mente – invadida pelos princípios das trevas,
Revela-lhe a lei do amor – acima dos códigos humanos,
Transforma-o, dia a dia – pela divina atuação.

E, quando o mundo inferior se rebela contra o discípulo,
Une-se mais a ele, no cenáculo do espírito,
Dá-lhe instruções baseadas – na submissão a Deus,
Revela-lhe o mundo maior – glorificando o sacrifício,
Dilata-lhe a personalidade – exemplificando a renúncia,
Eleva-lhe a estatura – semeando entendimento...
Atingindo o Calvário – das responsabilidades interiores,

Quando o aprendiz isolado – está sozinho em si mesmo, entre milhões de pessoas,
E o mesmo Senhor – nascido no presépio íntimo,
Que ampara – no monte do crânio,
Concedendo-lhe serenidade – para a cruz dos testemunhos,
A fim de que aprenda – em turbilhões de luta,
A sofrer – amando,
A orar – construindo,
A morrer – perdoando,
Para que em pleno infinito – da ressurreição eterna,
Haja mais luz divina – sobre as trevas humanas,
Mais alegria celeste – sobre as dores terrenas,
E nova benção resplandeça – no círculo das criaturas,
Em favor de nossa redenção – para um mundo melhor.


André Luiz / Chico Xavier
Texto e imagem pesquisados na Internet.