Forum Espirita

GERAL => Sexualidade => Psicologia & Espiritismo => Aborto => Tópico iniciado por: Claudia Cavalcanti em 11 de Agosto de 2010, 15:33

Título: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Claudia Cavalcanti em 11 de Agosto de 2010, 15:33
Amigos,

há alguns anos quando muito jovem, fiz um aborto que na epoca me parecia a melhor alternativa para nao magoar os meus Pais.  Era muito jovem e frequentava um centro espirita, que abandonei. Comecei a ir a missa mas nada resolvia....Hoje vejo que tentei apagar da minha memoria o que fiz de errado, mas com o passar do tempo parece que o peso foi ficando mais nitido em minha memoria.
Voltei ao espiritismo há pouco tempo.  Estou em tratamento espiritual, lento "O Livro dos Espiritos" e fazendo evangelho no lar. Hoje sou casada e graças a Deus o meu marido e muito bom, tenho uma filha que eu amo demais. Mas, gostaria de saber como faço para curar essa culpa ou se nao tem cura? O que posso fazer para o meu desenvolvimento como espirito e como pessoa? Como faço para resgatar o que foi perdido com esse espirito que nao deixei nascer? Ou seja, como faço para curar essa dor na minha alma?
Obrigada pela atenção e muita luz.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: filhodobino em 11 de Agosto de 2010, 16:25
Amada Irmã,
Que a paz que o mundo não pode nos dar, posto que é ilusão, mas que Cristo, no-la prometeu, esteja em nossos corações,...

Quando ao que perguntas, minha resposta, serve para quaisquer faltas cometidas e que o filho de Deus ao começar seu auto conhecimento, se defronta...
Ao invés de iniciar um processo de auto-punição, deletéria, o que vale mesmo é o seguinte:
Primeiro passo: Arrependimento.
Segundo passo: Reparação.
Sempre uso esse exemplo nas palestras para as quais sou convidado:
Á filha de Deus, que no passado, cometeu aborto, o arrependimento de que não mais realizará outro evento igual sendo proposto de forma verdadeira ao seu EU, é o que basta, pois Deus não pune: EDUCA.
Concernente à reparação, A lei natural (lei de Deus), não abre excessão... Mas o amor cobre uma multidão de pecados...
Então sempre aconselho: Adote uma criança abandonada, crie-a, como se fora o seu, e lhe dê todo amor como se tal fosse, e peça a Deus a Graça do Perdão, que será inegável, abrande o coração, se envolva somente com pensamentos de amor e gratidão pela vida.
Saúde e Paz!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Nandaw em 11 de Agosto de 2010, 16:33
Seria muito bonito fazer oque o filhodobino ti falo, adotar uma criança por amor e não apenas para ti livrar de uma culpa
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: filhodobino em 11 de Agosto de 2010, 16:38
Amada Irmã,
Esse foi o melhor caminho que com a Graça de Deus voce buscou, o esclarecimento.
Não pela minha resposta, mas pela resposta que voce mesma está lhe dando...
Há milhares de casos que o senso de culpa e punição que adjunta ao psiquismo, que faz com a que a filha de Deus busque o cancer de mama ou o de colo de útero, na esperança de que se punindo, estará reparando... Lêdo, engano, o remorço é útil apenas para que o filho de Deus busque o esclarecimento, ele não se presta a auto punição, posto que a fonte de vida é Deus e Deus é amor em grau supremo, e sendo amor Deus não pune: EDUCA...
Outra coisa que precisa ser feita é prestar atenção aos seu pensamentos e não deixar que idéias provindas do EGO, e das manifestações do instinto, façam morada em sua mente....
Ocupe-a com pensamentos de amor à vida...Viva e permita que todos à sua volta vivam felizes e de conformidade com seus livre-arbítrio, não julgue, não condene... Observe-se e estarás educando sua mente e seu Ego, e reeducando seu psiquismo.
Se a amada irmã, achar que deve, não hesite, procure ajuda psicológica, se a amiga julgar que sozinha e com os esclarecimentos do Espiritismo lhe satisfarão, que seja como a irmã quiser... Todavia, não se sinta super... ninguém é...
falhas todos cometemos... acertos só os de boa vontade conseguem...
Saúde e Paz!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: ana23 em 11 de Agosto de 2010, 19:01
Minha querida, você também pode aliviar sua angústia dedicando-se a trabalhos voluntários ou fazendo doações para instituições carentes de assistência a menores. Todo gesto de amor é agradável a Deus e também um bálsamo para nossas dores.
Muita paz!!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Atlante em 11 de Agosto de 2010, 19:41
Olá Claudia

Não faça nada com esse objectivo. Deixe a vida seguir seus tramites. Tudo o que fazemos não deve ter como objectivo pagar um erro. Os erros não se pagam.
Mas faça tudo o que puder pelos outros de forma desapegada e sem qualquer interesse pessoal.

A minha amiga já está redimindo o erro.
O arrependimento e a tomada de consciência são meio caminho para a regularização.

Nesta vida muito dificilmente poderá corrigir, totalmente, o erro cometido pelo aborto. Os erros que cometemos redimem-se dentro da mesma área. A unica possibilidade seria querer ter filhos e não conseguir. A outra forma será querer nascer e a sua futura mãe provocar aborto.
Mas veja que nada é fatal. No fundo aquilo que é necessário é a consciencialização dum facto e isso já está acontecendo consigo. A prova disso é que já manifesta a consciência de que é um erro. De certeza que nesta reencarnação já não vai praticar, para já é quanto basta.

Noto em si um enorme sentimento de culpa e isso está atormentando a sua consciência. Liberte-se disso. O erro feito está feito, já não é possível voltar atrás.
Por outro lado está julgando um acto cometido, numa determinada condição de conhecimento e consciência, á luz do conhecimento e consciência que tem hoje. Não o faça.

Ame a sua filha, profundamente.
Já admitiu a possibilidade de ser a mesma alma que impediu que nascesse? 

Atlante   
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: fcfigueiredo em 12 de Agosto de 2010, 04:12
Arrependimento. Determinação em não repetir o equívoco. Amor incondicional.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: luizfo em 12 de Agosto de 2010, 13:00
No Reajuste

Ante a queda moral pela prática do aborto não se busca condenar ninguém. O que se pretende é evitar a execução de um grave erro, de conseqüências nefastas, tanto individual como socialmente, como também sua legalização. Como asseverou Jesus: “Eu também não te condeno; vai e não tornes a pecar.” (João, 8:11.)

A proposta de recuperação e reajuste que o Espiritismo oferece é de abandonar o culto ao remorso imobilizador, a culpa autodestrutiva e a ilusória busca de amparo na legislação humana, procurando a reparação, mediante reelaboração do conteúdo traumático e novo direcionamento na ação comportamental, o que promoverá a liberação da consciência, através do trabalho no bem, da prática da caridade e da dedicação ao próximo necessitado, capazes de edificar a vida em todas as suas dimensões.

Proteger e dignificar a vida, seja do embrião, seja da mulher, é compromisso de todos os que despertaram para a compreensão maior da existência do ser.

Agindo assim, evitam-se todas as conseqüências infelizes que o aborto desencadeia, mesmo acobertado por uma legalização ilusória. “O amor cobre a multidão de pecados”, nos ensina o apóstolo Pedro ( I Epístola, 4:8 ).

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/aborto/o-aborto-na-visao-espirita.html (http://www.forumespirita.net/fe/go.php?url=aHR0cDovL3d3dy5lc3Bpcml0by5vcmcuYnIvcG9ydGFsL2FydGlnb3MvZGl2ZXJzb3MvYWJvcnRvL28tYWJvcnRvLW5hLXZpc2FvLWVzcGlyaXRhLmh0bWw=)
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Deinh@Colpaert em 12 de Janeiro de 2011, 20:55
Olá Claudia

Não faça nada com esse objectivo. Deixe a vida seguir seus tramites. Tudo o que fazemos não deve ter como objectivo pagar um erro. Os erros não se pagam.
Mas faça tudo o que puder pelos outros de forma desapegada e sem qualquer interesse pessoal.

A minha amiga já está redimindo o erro.
O arrependimento e a tomada de consciência são meio caminho para a regularização.

Nesta vida muito dificilmente poderá corrigir, totalmente, o erro cometido pelo aborto. Os erros que cometemos redimem-se dentro da mesma área. A unica possibilidade seria querer ter filhos e não conseguir. A outra forma será querer nascer e a sua futura mãe provocar aborto.
Mas veja que nada é fatal. No fundo aquilo que é necessário é a consciencialização dum facto e isso já está acontecendo consigo. A prova disso é que já manifesta a consciência de que é um erro. De certeza que nesta reencarnação já não vai praticar, para já é quanto basta.

Noto em si um enorme sentimento de culpa e isso está atormentando a sua consciência. Liberte-se disso. O erro feito está feito, já não é possível voltar atrás.
Por outro lado está julgando um acto cometido, numa determinada condição de conhecimento e consciência, á luz do conhecimento e consciência que tem hoje. Não o faça.

Ame a sua filha, profundamente.
Já admitiu a possibilidade de ser a mesma alma que impediu que nascesse? 

Atlante   


Obs: Passo pelo mesmo problema que o da nossa amiga Claudia e a resposta da nossa amiga aqui citada, foi as de melhor importância. Nada que faças sem o seu próprio querer interno,sem seu coração mandar,não adiantará de nada para seu acalento moral e espiritual e sim,fazer exatamente que nossa amiga disse acima.
Acima de tudo arrependimento. talvez na época você não teria nem entendimento do que é a palavra certa de Deus sobre o espiritismo.
Praticar o bem sem querer retorno.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Caine em 15 de Março de 2011, 00:12
Querida amiga!!!
 
Eu acredito que tenho uma só palavra para responder sua dúvida....
 
"C A R I D A D E"
 
a prática da caridade e o amor ao próximo é o melhor remédio para apagar os nossos erros! E lembre-se que aprendemos com nossos erros, por isso que eles existem, não fique se consumindo por isso, levante a cabeça e pratique a caridade!!!
 
Muita Paz e Amor de Jeus no coração!
 
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: dOM JORGE em 18 de Março de 2011, 10:58
                                     VIVA JESUS!


       Bom-dia! queridos irmãos.

               As mães, o amor materno e o aborto

Ouve-se dizer em larga escala que o Espiritismo não proíbe ninguém de deixar de fazer o que queira, de dizer o que pense ou de executar o que planeje. O dia em que isso acontecer, ele se ombreará com o Tribunal do Santo Ofício, da Idade Média.

Como se comporta o Espiritismo com relação à família, no tocante ao aborto? Aceita, repudia, condena ou releva quem o pratica? A resposta está com Jesus, o Cristo, quando ensina: “Cada um só pode dar aquilo que tem”. “A cada um será dado conforme a sua obra.”

O livre-arbítrio é uma lei natural. Cada um responderá, mais cedo ou mais tarde, pelos atos praticados, independentemente da filosofia religiosa que professe.

O Espiritismo não concorda com nenhuma ação criminosa, muito menos com essa que mata o corpo físico de um Espírito que nem sequer completou sua reencarnação.

Os defensores desse ato nefando contra a vida, notadamente certas mulheres, argumentam que o corpo que gera a criança é delas, porém se esquecem de que o do feto não lhes pertence. Por essa e outras razões, incentiva a vitalidade do corpo humano, “morada” temporária do ser pensante.

É bom que as pessoas entendam isso de uma vez por toda, e passem a respeitar o Espírito reencarnante.

O espírita convicto é fiel aos princípios preconizados pelo Mestre dos mestres: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.  Ele não estipulou idade, nem condicionantes para o amor reinar entre mãe e filho. 

*

Educadora do lar, pastora da sociedade e apascentadora universal. Único ser humano a quem o Pai da vida dotou de órgãos anatômicos e fisiológicos capazes de gerar e fecundar um corpo humano que sirva de morada temporária para a obra-prima da Sua criação, dando azo à perpetuidade da espécie humana. Assim é a mãe.

Na escala amorável, dentre as constelações luminares no infinito da Criação, ela resplandece como estrela de primeira grandeza. Entre pessoas, é o amor de mãe, sem sombra de dúvidas, o amor mais puro que existe na face da Terra. O que uma mãe não faz para ver seu filho feliz? Luta contra o mundo.

É pena que muitos passem a perceber o valor dessa criatura, quando ela já se despojou do corpo físico.

Por essa e outras plausíveis razões, quando a mãe fica com os cabelos brancos, andar claudicante, pensamentos falhos e cuidados aparentemente excessivos, seus rebentos devem dedicar-lhe mais carinho, mais afeto e mais ternura. É o momento apropriado para ampliar a gratidão àquela que jamais economizou esforços, dedicação e devotamento para agasalhá-los, a qualquer custo e sob quaisquer circunstâncias, no manto sagrado do amor.

Mãe!

Que os filhos lembrem-se de sua existência, todos os dias de suas vidas!

                    Pedro de Almeida Lobo


                                                    PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: dOM JORGE em 13 de Maio de 2011, 11:48
                                VIVA JESUS!


         Bom-dia! queridos irmãos.

                 Abortar? Decisão lamentável...
“O aborto provocado é um crime, qualquer que seja a época da concepção? - Há sempre crime, quando se transgride a lei de Deus. A mãe, ou qualquer pessoa cometerá sempre um crime ao tirar a vida à criança antes do
seu nascimento, porque isso é impedir a alma de passar pelas provas
de que  o corpo devia ser o instrumento.” (Questão 358, de “O Livro
dos Espíritos”, de Allan Kardec.)


A paz que sonhamos conseguir e a felicidade que temos em mira as obteremos mediante sucessivas reencarnações permitidas pelas Leis Divinas, que possibilitarão a nossa saída da condição de animalidade com destino a angelitude.

Sendo Espíritos imortais, vivemos na Terra, mediante os processos reencarnatórios, sempre que necessários, tendo como objetivo reparar erros passados e desenvolver ações que nos promovam condições de progresso e evolução espiritual.

Todos temos esse direito; o de viver novas reencarnações buscando sempre nossa prosperidade. Uma vez estando autorizados, pelo Código Divino, a viver aqui Terra, um período de novas experiências, tendo iniciado um processo reencarnatório, ninguém tem autoridade para impedir tal deliberação.

O aborto será sempre um crime cometido contra as Leis de Deus, com consequências imprevisíveis, pois que se estará matando as esperanças de alguém que planejou novas perspectivas de vida, pois não se delibera impunemente com os sentimentos alheios.

Da mesma forma que estamos tendo as valiosas oportunidades de crescimento e amadurecimento espiritual na presente existência, aqueles que desejam nascer neste mundo também almejam os mesmos ideais. Não estamos revestidos de autoridade para cercear os anseios de ninguém.

Fisicamente, o aborto pode trazer sérias e danosas consequências à mulher e espiritualmente, com certeza, trará graves e insondáveis prejuízos a quem dele participar.

A decisão de abortar uma gravidez, com frequência vem respaldada por várias pessoas; mãe, pai, parteira, médico, influenciadores de opinião, familiares etc.... Quem tiver, mesmo que seja uma mínima participação sobre um aborto, responderá, aos olhos de Deus, pelo bárbaro crime perpetrado.

Não tenhamos dúvida, pagaremos um preço muito alto pela irresponsabilidade de impedir o nascimento de uma criança, tendo ou não o aval da legalidade perante as leis humanas. Conseguimos, em inúmeras oportunidades, esconder nossos atos criminosos dos homens, mas nunca de Deus.

Ainda mais, o Espírito que deveria reencarnar e vê frustrados os seus desejos, vitimado pelo aborto, poderá se tornar um terrível inimigo daqueles que impediram a sua chagada ao mundo físico. Uma infinidade de dramas obsessivos nasceu decorrente de deliberações dessa natureza.

O Espírito reencarnante se liga à matéria física no momento da concepção, daí em diante, qualquer decisão de impedir a continuidade do processo reencarnatório será um crime que trará, inevitavelmente, reflexos extremamente danosos.

Toda criatura humana é livre para escolher seus caminhos, dependo da escolha encontrará a felicidade que almejou ou se deparará com arrependimentos e remorsos...

Reflitamos...

               Waldenir Aparecido Cuin


                                                                     PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Arius em 13 de Maio de 2011, 12:42
Na minha opinião, a melhor forma de vc se perdoar é trabalhando desinteressadamente e com amor em prol de pessoas necessitadas, não com o intuito de pagar um erro, e sim o de fazer o bem puro e simples, talvez um trabalho com crianças abandonadas seria interessante.
Que Deus lhe dê força e possa balsamizar as dores de seu coração.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Junho de 2011, 11:56
                                 VIVA JESUS!


      Bom-dia! queridos irmãos.

             Legalização da pena de morte de bebê no ventre da mãe - rápidas ponderações

Nenhum pesquisador embriogenista  conseguiu, até hoje, estabelecer definições precisas de quando a vida humana começa no útero. Isso, e todos nós sabemos, porque os homens de Ciência pesquisam a vida somente sob o aspecto físico, da forma mais acanhada, e não de maneira transcendente. Jamais conseguirão criar a vida em laboratório, apesar de conhecerem a composição química dos seres vivos, até mesmo a organização dos seres mais simples. Para nós, espíritas, no instante em que o gameta masculino transpõe o gameta feminino (fecundação), o ser encarnante se associa a essa microscópica célula, criando um elo entre o arcabouço do futuro corpo material e os fluidos extrafísicos, que animalizam a matéria. Aprendemos, também, pela literatura espírita, que os corpos orgânicos são dotados de fluido vital. Em sendo assim, a mãe, conseqüentemente, também, impressiona o embrião com esse mesmo fluido.  Lê-se, em O Livro dos Espíritos, questão 65, o seguinte: “− O princípio vital reside em alguns dos corpos que conhecemos? – Ele tem sua fonte no fluido universal; é o que chamais de fluido magnético ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o elo entre o espírito e a matéria” (1) e pensar que diversos países têm se arvorado no direito de interferir indebitamente na gestação, considerando natural a prática do aborto provocado, inclusive – pasmem! − em fetos de seis meses...

Os Espíritos revelaram que "Institutos de escultura anatômica funcionam no Plano Espiritual, brunindo formas diversas, de modo a orientar os mapas ou prefigurações do serviço que aos reencarnantes competirá mais tarde atender". (2)

O que é o feto senão uma vida, cujo advento foi preparado, minuciosamente, por técnica, ainda, muito além da compreensão dos mais renomados cientistas. Mais ainda: não é apenas uma massa celular viva, nem um simples pedaço do corpo da mãe, mas um ente autônomo, embora saibamos que a “gestante possa interferir nas ligações intrínsecas entre o espírito reencarnante e seu embrião. Se esta interferência for de amor, a gravidez se desenrolará a contento. Se, porém, for de rejeição, há sério risco de ocorrer aborto (3), aparentemente classificado de espontâneo.” (4)

Paternidade e maternidade, raça e pátria, lar e sistema consangüíneo são conjugados com “previdente sabedoria para que não faltem ao reencarnante todas as possibilidades necessárias ao êxito no empreendimento que se inicia (...).” (5)

A Folha de São Paulo, de 07/10/2007, consigna que o Instituto de Pesquisa Datafolha constatou que, nos últimos anos, o número de brasileiros que acham a prática do aborto "muito grave" aumentou de 61% para 71% e que, hoje, apenas 3% dos brasileiros consideram o aborto moralmente aceitável. (6) Mesmo assim, os abortistas contumazes querem enfiar, goela abaixo da sociedade, a legalização da pena de morte de bebê no ventre materno.

Porém, "a inviolabilidade do direito à vida", é assegurado consoante prevê o artigo 5º, da Constituição Federal, elegendo assim tal direito a princípio absoluto, não passível de relativização. O artigo 4º, do Código Civil, afirma que "a personalidade civil do homem começa pelo nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".

Tramita, na Câmara dos Deputados, um famigerado Substitutivo ao Projeto de Lei nº 1.135/91, elaborado pelo atual governo, que extingue totalmente a figura do crime de aborto do Código Penal, legalizando esta prática em qualquer caso, por qualquer motivo, durante todo o período de gestação, ou seja, desde a concepção, até o momento do parto. Porém, como vimos nas pesquisas, enquanto o governo brasileiro se esforça, a qualquer custo, por legalizar o aborto no Brasil, a sociedade brasileira, em sua grande maioria, refuta essa idéia.

Pouco depois de assumir o Ministério da Saúde, José Gomes Temporão defendeu a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto. Muito atacada por setores contrários à legalização, a proposta perdeu força (foi abortada!), mas não a posição do ministro, quanto a defender a idéia de mudanças na legislação. Para ele, o aborto é um caso de saúde pública (!) e, portanto, tema de governo, com o apoio de algumas autoridades brasileiras e com os aplausos da mídia.

Alguns argumentos dos abortistas são: o direito da mulher sobre o seu próprio corpo; as condições sócio-econômicas para educar um filho; a violência sexual contra a mulher; problemas de má formação fetal; gravidez indesejada; rejeição do filho pelo pai; e as más condições em que são realizados os abortos clandestinos.

Nesse trajeto, invoca-se o direito da mulher sobre o seu próprio corpo, como argumento para a descriminalização do aborto. Contudo, para os preceitos espíritas, o corpo do embrião não é o da mulher, visto que ela abriga, durante a gravidez, um outro corpo, que não é, de forma alguma, a extensão do seu. O nascituro não é um objeto qualquer qual máquina de carne, que pode ser desligada de acordo com interesses circunstanciais, mas um ser humano com direito à proteção, no lugar mais fantástico e sublime que Deus criou: o templo da vida, ou seja, o útero materno.

A morte de mulheres, conseqüente de abortamento provocado, é outra dentre tantas armas usadas pelos verdugos da vida intra-uterina. Ora,  “se para diminuir a morte dessas mulheres, legaliza-se um infanticídio, seria, então, também, justo, seguindo essa linha caolha de raciocínio, legalizar os roubos, os assaltos e os assassinatos comuns para diminuir as mortes por essas causas.” (7)

    Jorge Hessen                              ( continua )


                                               PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: dOM JORGE em 24 de Junho de 2011, 12:00
                                  VIVA JESUS!


        Bom-dia! queridos irmãos.


                Será realmente crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação? Proclamam os Espíritos que sim! Pois – “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre ao tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, porque isso impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.” (8)

É no aborto criminoso que se fermentam as grandes enfermidades da alma, as grandes obsessões, alimentando o pátio de sanatórios e de prisões. No aspecto psíquico, o remorso é uma perigosa energia que vai corroendo, gradualmente, o equilíbrio emocional e permite aflorar desajustes mentais que estavam subjacentes, abrindo campo à loucura, propriamente dita, sob o enfoque médico, e aos tormentos espirituais (obsessão), no argumento espírita.

Após o abortamento, mesmo quando acobertado pela legislação humana, o Espírito rejeitado pode se voltar contra a mãe e todos aqueles que se envolveram na interrupção da gravidez. “Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões”. (9)

Temos ciência que matar alguém é crime. A interrupção da gravidez, com a destruição do produto da concepção, é crime de aborto. O Código Penal brasileiro não contempla a figura do aborto legal, mas torna impunível o fato típico e antijurídico em determinadas circunstâncias. A rigor, apenas o médico deixa de ser punido se praticar o aborto nos casos contemplados por Lei. No entanto, o aborto continua sendo um crime. Portanto, não existe "aborto legal", exceto onde houver risco à vida da mulher, que, nesse caso, será um aborto necessário.

A Comissão de Constituição e Justiça (da Câmara dos Deputados) garantiu às mulheres o direito de fazer um aborto em caso de estupro ou risco de morte; direito esse que já lhes fora concedido há 57 anos, quando o Ministro da Justiça, do Estado Novo de Getúlio Vargas, o jurista Francisco Campos, inseriu o artigo 128, no Código Penal brasileiro.

Sobre a “gravidez ocasionada por estupro, é indiscutível que é traumática e dolorosa, entretanto indagamos: quem deverá ser punido? Ficará a vítima, a mulher, isenta de traumas após o abortamento? Não compreende que à violência que a infelicitou e que a deplora está somando uma maior, praticada conscientemente e com sentimento de vingança? E o ser que se desenvolve que culpa lhe é facultado para que seja condenado à morte?” (10) Não seria mais humano, mais sensato, criar um programa social que desse, às vítimas desse trauma, o amparo de um psicólogo, de um médico, de um assistente social e, por que não, até mesmo, uma ajuda  financeira à mulher carente e ao bebê? 

Descriminalizar o aborto, sob quaisquer circunstâncias, será um expressivo marco de estagnação espiritual na história da sociedade brasileira, reconhecida como uma das mais evangelizadas do Mundo (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho).

O que propomos, nestes arrazoados,  é debater o tema para que se evite a execução de um grave erro, de conseqüências nefastas. Não lançamos os anátemas da censura impiedosa àqueles que estão perdidos no corredor escuro do erro já cometido, até, para que não caiam na vala profunda do desalento. Expressamos idéias, cujo objetivo é iluminá-los com o farol do esclarecimento a fim de que enxerguem, mais adiante, a opção do Trabalho e do Amor, sobretudo, nas adoções de filhos rejeitados, que, atualmente, amontoam-se nos orfanatos. Aliás, atitude grandiosa é adotar um filho, gerado no ventre de outra mãe. Muitas vezes, com a adoção, abre-se a mesma porta que foi fechada pelo aborto. Cremos que a adoção de uma criança, ou mais crianças,  é, provavelmente, o maior gesto de amor que alguém pode praticar em prol do próximo.

Libertar-se da culpa é, sem sombra de dúvidas, colocar-se diante das conseqüências dos atos com a disposição de resolvê-la, corajosamente, até porque errar é aprender. Ao invés de se fixar no remorso, aproveitar a experiência, como uma boa aquisição para discernimento futuro, é a atitude mais sábia.

É preciso, também, saber que a Lei de Causa e Efeito não é uma estrada de mão única. É uma lei que admite reparações, que oferece oportunidades ilimitadas, para que todos possam expiar seus enganos. Outra boa prática de soerguimento é fazer opção por uma atividade, onde possa estar em contato direto, corpo a corpo, com crianças necessitadas de carinho, de amparo, de colo, de cuidados pessoais em creches, em escolas, em hospitais, em orfanatos, etc..

Por fim,  “Nossa esperança é que as gerações futuras conheçam o aborto como hoje conhecemos a guilhotina: um primitivo meio de execução, perdido na memória dos tempo”. (11)

Bibliografia:

(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, Questão 65.

(2) Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Evolução em Dois Mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000.

(3)  O termo "aborto" origina-se da palavra latina "aboriri", ou seja, "expulsar o feto sem que ele tenha condições de vitalidade".

(4) http://www.meuwebsite.com.br/espiritismoegenetica.

(5) Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Evolução em Dois Mundos, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000.

(6) Jornal Folha de São Paulo, edição de 07/10/2007.

(7) Texto de J. Tomé de Sousa, Médico, pesquisador e professor titular na UFG, Doutor em Neurofisiologia, Espírita e estudioso da Doutrina,  disponível em  http://www.espirito.com.br/portal/artigos/diversos/aborto/o-que-o-espiritismo-pensa.html, acessado em 12 de outubro de 2007.

(8) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001, Questão 358.

(9) Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, ditado pelo Espírito Emmanuel,  RJ: Ed. FEB 1999, cap. 17.

(10) Artigo de Marcondes Meireles: A Farsa do “Aborto Legal”, disponível em <http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/aborto/a-farsa.html> acessado em 19-10-07

(11) Artigo “Aborto – Direito ou Crime?” publicado na Revista Espírita Allan Kardec, edição número 32, <disponível em http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/aborto/aborto-direito-ou-crime.html>acessado em 20/10/07.

        Jorge Hessen


                                                      PAZ, MUITA PAZ!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: filhodobino em 27 de Junho de 2011, 13:55
Amados do meu coração,
O Estudo e o entendimento precisa continuar, para que possamos nos abraçar em dignidade e amor ao próximo após esta jornada...



O arrependimento acarreta o pesar, o remorso, o sentimento doloroso, que é a transição do mal para o bem, da doença moral para a saúde moral.
ALLAN KARDEC em - O CÉU E O INFERNO - 36ª Ed. FEB, 1967 357 –
Hammed- AS DORES DA ALMA - 11ª Ed. Boa Nova, 1998.-12.



O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação, constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.
 ALLAN KARDEC:
- O CÉU E O INFERNO - 36ª Ed. FEB, 1967 – 1ª Parte 7/16 - 17, 25, 27 a 30 e Páginas 271, 327 e 360 –
Livro dos Espíritos Questões: 998 a 1002
- O QUE É O ESPIRITISMO - 35ª Ed. FEB -  135 –
- AÇÃO E REAÇÃO - 3ª Ed. FEB, 1965 -  1
- ATRAVESSANDO A RUA - 1ª Ed. IDE, 1985 - 10 –
- CRISTIANISMO: A MENSAGEM ESQUECIDA - 1ª Ed. O CLARIM, 1988 – Págs.144, 204 e 205 - - O CONSOLADOR - 7ª Ed. FEB, 1977 - 336 –
- CALVÁRIO DE LIBERTAÇÃO - 1ª Ed. ALVORADA, 1979 - PG 333 e 334 –
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Arius em 27 de Junho de 2011, 20:00
"O amor cobre uma multidão de pecados."

EM http://licoesdosespiritos.blogspot.com/2009/07/o-amor-cobre-uma-multidao-de-pecados.html

Conforme a primeira epístola de Pedro (I Pedro, 4:8), “o Amor cobre uma multidão de pecados”, podemos resgatar, através da prática do Bem, o mal praticado em outras instâncias.
No Capítulo VI de “O Céu e o Inferno”, o Codificador discorre sobre a não existência de penas eternas. Não há um determinismo inflexível no planejamento reencarnatório. O objetivo do Criador é que cumpramos com sabedoria a sua Lei.

Jesus, em Mateus 9:13, corrobora a citação de Oséias 6:6, quando diz: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Pois eu não vim chamar os justos, e, sim, os pecadores ao arrependimento” (leia, também, a respeito dessas duas citações bíblicas, a postagem "Reconciliação", neste blog).

Na Obra “Ação e Reação”*, o companheiro de estudos de André Luiz, Hilário, ao interpelar sobre se há um determinismo de ordem absoluta, recebe o esclarecimento do instrutor Sânzio: “Sim, nas esferas primárias da evolução, o determinismo pode ser considerado irresistível. E o mineral obedecendo a leis invariáveis de coesão e o vegetal respondendo, fiel, aos princípios organogênicos, mas, na consciência humana, a razão e a vontade, o conhecimento e o discernimento entram em função nas forças do destino, conferindo ao Espírito as responsabilidades naturais que deve possuir sobre si mesmo. Por isso, embora nos reconheçamos subordinados aos efeitos de nossas próprias ações, não podemos ignorar que o comportamento de cada um de nós, dentro desse determinismo relativo, decorrente de nossa própria conduta, pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas perante a Lei.” André Luiz questiona se isso se aplica mesmo às piores posições expiatórias, e recebe a orientação: “Como não? – falou o Ministro, generoso – imaginemos um delinqüente monstruoso, segregado na penitenciária. Acusado de vários crimes, permanece privado de toda e qualquer liberdade na enxovia comum. Ainda assim, na hipótese de aproveitar o tempo no cárcere, para servir espontaneamente à ordem e ao bem-estar das autoridades e dos companheiros, acatando com humildade e respeito as disposições da lei que o corrige, atitude essa que resulta de seu livre arbítrio para ajudar ou desajudar a si mesmo, a breve tempo esse prisioneiro começa por atrair a simpatia daqueles que o cercam, avançando com segurança para a recuperação de si mesmo.”

O esquema abaixo demonstra como uma resolução de melhoria pode afetar um planejamento encarnatório.

Um exemplo prático é retratado pelo Espírito Hilário Silva, no capítulo 20 do livro "A Vida Escreve"**, no qual descreve o fato de Saturnino Pereira que, ao perder o dedo junto à máquina de que era condutor, se fizera centro das atenções: como Saturnino, sendo espírita e benévolo para com todas as pessoas, pôde perder o dedo? Parecia um fato que ia de encontro com a Justiça Divina. Contudo, à noite, em reunião íntima no Centro Espírita que freqüentava, o orientador espiritual revelou-lhe que numa encarnação passada havia triturado o braço do seu escravo num engenho rústico. O orientador espiritual assim lhe falou: "Por muito tempo, no Plano Espiritual, você andou perturbado, contemplando mentalmente o caldo de cana enrubescido pelo sangue da vítima, cujos gritos lhe ecoavam no coração. Por muito tempo, por muito tempo... E você implorou existência humilde em que viesse a perder no trabalho o braço mais útil. Mas, você, Saturnino, desde a primeira mocidade, ao conhecer a Doutrina Espírita, tem os pés no caminho do bem aos outros. Você tem trabalhado, esmerando-se no dever... Regozije-se, meu amigo! Você está pagando, em amor, seu empenho à justiça..."

Veja também, neste blog, em relação ao tema, as postagens “Pecado — Hamartia — Peccatu”, “A lei de talião”, “Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”, “Tranquilidade no Retorno à Pátria Espiritual” e “Considerações sobre o aborto induzido”.

Bons estudos!

Carla e Hendrio

* XAVIER, Francisco Cândido. “Ação e Reação”. 19ª ed. Rio de Janeiro: RJ, FEB, 1998. Cap. 7.

** XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. “A Vida Escreve”. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1986.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: amazona em 10 de Abril de 2014, 20:43
No momento que uma mulher fica grávida, há um espírito aguardando nascer?
Tenho uma conhecida que tomou uma pilula para perder o bebe quando estav com 1 ou 2 meses de gravidez, e ela nao considera aborto porque nao era um feto totalmente formado.
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: HamLacerda em 10 de Abril de 2014, 21:00
No momento que uma mulher fica grávida, há um espírito aguardando nascer?
Tenho uma conhecida que tomou uma pilula para perder o bebe quando estav com 1 ou 2 meses de gravidez, e ela nao considera aborto porque nao era um feto totalmente formado.


Olá, amazona

Veja o que diz o Livro dos Espíritos


353. Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?

“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”


358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, porque impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”


Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: amazona em 11 de Abril de 2014, 00:36
Obrigada, Ham. Que pena, entao ela realmente interrompeu a existencia dessa alma.

Quando essas almas tem sua existencia interrompida, se a pessoa que abortou tem no futuro um filho/a, essa alma encarna como o filho/a dessa pessoa, mesmo tendo sido impedidos de passar pelas provas anos antes?
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Norizonte da Rosa em 11 de Abril de 2014, 01:10
Amiga, todos erramos e embora isso não seja desculpa para errar, pode de certa forma aliviar nossos remorsos porque sabemos que não estamos sós nos erros, estamos em uma fase de evolução passível de praticarmos muitos erros.

Acredito que os colegas que se manifestaram têm mais bagagem para orientá-la, mas me veio a ideia de a amiga, quando puder, de alguma forma contribuir para que seja fortalecida a ideia da não prática do aborto: em redes sociais, depoimentos (ainda que sob algum pseudônimo),..Deve existir uma gratificação pessoal ao fazermos com que outras pessoas evitem de passar pelos mesmos remorsos que estamos passando.

Paz!
Título: Re: Como Curar o erro de um Aborto?
Enviado por: Brenno Stoklos em 11 de Abril de 2014, 07:14



"As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e, simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamos resignados e sem murmurar.
A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei.

Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau-rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc."


"A pena de talião é a justiça de Deus. É Deus quem a aplica. Todos vós sofreis essa pena a cada instante, pois que sois punidos naquilo em que haveis pecado, nesta existência ou em outra. Aquele que foi causa do sofrimento para seus semelhantes virá a achar-se numa condição em que sofrerá o que tenha feito sofrer".

                                                    O Livro dos Espíritos