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CODIFICAÇÃO => A Génese => Tópico iniciado por: Almeida em 26 de Fevereiro de 2006, 00:47

Título: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 26 de Fevereiro de 2006, 00:47




A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


O ESPAÇO E O TEMPO


Item 01  -  O espaço

“O espaço universal é infinito ou limitado?
Infinito. Supõe-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo”.(1)

“Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim, gradativamente, até ao infinito, porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço”.(
2)

A sensibilidade do homem é limitada. Ele percebe pelos sentidos do corpo físico apenas as ondas cujas freqüências estejam dentro de uma faixa muito estreita. Realidades com freqüências superiores ou inferiores à faixa de sua sensibilidade não existem para a sua natureza. Assim sendo, o espaço se torna um axioma para homem. Intui pela sua grandeza. Mas mesmo essa intuição se limita ao cabedal atingido, à evolução espiritual do observador. Escapa-lhe totalmente à capacidade de definição e racionalização. Esse fato evidencia o quanto ainda o homem é carente de aprimoramento intelectual e moral.

A tecnologia atual ampliou enormemente a faixa da realidade perceptível. Aparelhos sofisticados, ultra-sensíveis, transmudam a emanação energética das coisas para a freqüência que possa ser detectada pela sensibilidade da aparelhagem física do humano.

Mas, limitado, o homem inventa limites para que possa ter referência mental. Diz-se então que “espaço é a extensão que separa dois corpos”. No entanto, axiomaticamente ele concebe que a existência dos corpos é infinita. Deduz-se daí que o espaço também seja infinito.

Pelo pensamento o homem pode viajar pelo espaço com a velocidade da luz, e após milhares de milhões de anos, ele se verá no centro do universo, no meio do infinito.

A Terra, o nosso querido Planeta Azul de Jesus onde estaria, perdido entre os milhões de bilhões de astros e estrelas que cintilam no incomensurável?

(1) O Livro dos Espíritos – pergunta 35
(2) Comentário do Sr. Allan kardec à pergunta 35.

São Paulo/Brasil, 25/02/2006.




Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 26 de Fevereiro de 2006, 22:15





A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


O ESPAÇO E O TEMPO

Item 02  -  O tempo


“Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por exemplo?
Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe e bem louco será quem pretenda sabê-lo, ou conhecer que número de séculos dura essa formação”
. (1)

Assim como o espaço, o tempo também é infinito, imutável, sempre presente. Qualquer definição que lhe seja dada é insuficiente e entra no rol das conjecturas humanas, limitadas, como o próprio homem.

Também para o tempo a referência é a sucessão de dois fatos como a gota de água que cai da nuvem no oceano, o piscar dos olhos ou a formação e a extinção de um orbe sideral. Tudo está inserido na eternidade que existe e existirá para sempre, infinitamente.

O homem, no entanto, é um ser em evolução no tempo. Desde os primórdios atribuídos pelo monadismo, transmigrando pelos Reinos da natureza, Mineral, Vegetal, Animal, atinge o Hominal com a benção da palavra, da razão e pensamento contínuo, habilitando-o a galgar o vôo determinístico do aperfeiçoamento relativo, através dos milênios incontáveis.

O processo de crescimento está diretamente ligado à co-criação.
No início da escalada evolutiva, co-cria em plano menor, modificando o seu “habitat” físico ou espiritual ou mesmo seu veículo de manifestação no plano material, o corpo, pelo processo de seleção e adaptação que se lhe é impingido pela Sabedoria Divina ou ainda por procedimentos efetuados no perispírito no plano maior através dos prepostos do Mestre Jesus em favor da criatura em evolução.

Mais adiantado participa da elaboração de orbes siderais, e de estudos de projetos de formas astrais, aprendendo a trabalhar com a energia cósmica na formação de galáxias e sistemas de vidas siderais, no processo de co-criação em plano maior. “Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de toda a Eternidade”.(4) A natureza material, portanto, insere-se como co-criação em plano maior.

Entretanto, além desses sistemas de co-criação impera a Criação Divina, no Plano da Criação, inacessível mesmo aos Espíritos Puros pois que é apanágio do Criador, a “Causa Primária de todas as coisas”(2)
“O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou forças nervosas do Todo-Sábio.
Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”
. (4)

O tempo, esse ente indefinível, está, portanto, nos desígnios do Criador, ente que o homem, em sua pequenez evolutiva o não pode conceber pela razão, nem tampouco, intuitivamente, pois “lhe falta o sentido”(3).


(1) O Livro dos Espíritos – pergunta 42
(2) O Livro dos Espíritos – pergunta 01
(3) O Livro dos Espíritos – pergunta 10
(4) André Luiz – Evolução em dois mundos – cap. 01


São Paulo/Brasil, 26/02/2006.




Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 28 de Fevereiro de 2006, 22:41





A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo


CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


A MATÉRIA


“Define-se geralmente a matéria como sendo o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas essas definições?”
“Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, nada o seria”
. (1)

O Espiritismo, filosoficamente postula a existência de três Princípios na Natureza.(2)

1 – O Princípio Material
2 – O Princípio Espiritual
3 – Deus, a Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas; o Criador.(2)

Há ainda um quarto princípio; o energético, ou o fluido cósmico universal que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria, sem o qual a matéria estaria em perpétua divisão.(2)

Embora o Espiritismo tenha como fundamento o estudo das leis que regem o princípio espiritual, ele não pode fazê-lo sem compatibilizá-lo ao conhecimento das Leis do Princípio Material.
A investigação desses princípios embasados nas Leis Divinas, do Criador, aprimora e sublima os sentimentos do homem, constituindo-se assim, a Doutrina, em religião. Desse modo o Espiritismo é Ciência, Filosofia e Religião.

A matéria foi concebida filosoficamente pelos pré-socráticos como constituída pelos quatro elementos primordiais; água, ar, terra e fogo. Uma concepção múltipla que suscitou concepções também diversas entre os vários pensadores.

Tales concebe que tudo se origina da água; Parmênides do ar, Aristóteles vê na matéria o potencial que determina o que ela será; para Platão ela é a fonte do mal, tendo sido criada por um deus inferior - o Demiurgo. Parmênides concebe um princípio único, não identificado, imóvel, eterno. Ele a denomina de substância. Demócrito acrescenta a essa substância uma estrutura formada de partículas indivisíveis, o átomo. Concepção também filosófica que não se relaciona ao modelo atômico hoje conhecido pela Ciência.

Os estudos se aprofundaram com o desenvolvimento da Física principalmente e subdivisões do átomo foram descobertas; o elétron, o próton, o nêutron e o neutrino. Por muito tempo essas partículas foram consideradas as últimas descobertas sobre a formação da matéria, hoje, porém, surgiram outros elementos, como os quarks.

A cada passo o homem percebe que está ainda muito distante do conhecimento pleno da matéria e a Física Quântica estudando a movimentação dos componentes atômicos adentra cada vez mais no desconhecido. Desconhecido esse que causa vertigens pelo vislumbre do inusitado.

O Espiritismo, terceira revelação, compatibilizando Ciência, Filosofia e Religião, aguarda confiante que o homem, pelo trabalho, se aprimore intelectual e moralmente a fim de merecer dar mais passos rumo à comprovação dos princípios já postulados por Ele.


(1) O Livro dos Espíritos – pergunta 22
(2) O Livro dos Espíritos – pergunta 27


São Paulo/Brasil, 28/02/2006.



Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 11 de Março de 2006, 19:02





A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

AS LEIS E AS FORÇAS

Item 8


Lemos no item em estudo: "Se um desses seres desconhecidos que consomem sua existência no fundo das regiões tenebrosas do oceano, ( ) recebesse de repente o dom da inteligência ( ) como julgaria então suas teorias antecipadas sobre a criação universal?”.

Hoje a Ciência sabe que a Terra é um grande magneto cuja movimentação das forças atômicas que o compõe forma o campo eletromagnético que caracteriza o Planeta na imensidão Cósmica. Essa movimentação magnética se dá por ondas cujas freqüências podem ser sintonizadas pelos sentidos humanos e de outras para as quais o homem é totalmente insensível.

As ondas eletromagnéticas contêm informações da sua causa, da sua origem. Neste oceano de energias e forças o homem vive e detecta apenas estreita faixa vibratória pelos seus sentidos naturais. A grande maioria das criaturas humanas Terrestres, portanto, não capta essas informações. É como se essa realidade não percebida não existisse. Há um grande vazio aguardando para ser descoberto.

“Na fronteira aproximada de pouco além de quinze mil vibrações por segundo, não raro, o ouvido vulgar atinge a zona limite. Há pessoas, contudo, que, depois desses marcos, ouvem ainda.
Animais diversos, quais os cães, portadores de profunda acuidade auditiva, escutam ruídos no “ultra-som” para além das quarenta mil vibrações por segundo.
Prossegue a escala ascendente em recursos e proporções inimagináveis aos sentidos vinculados ao mundo físico”.
(1)

Força é toda e qualquer causa capaz de modificar o estado de repouso ou de movimento de um corpo cuja incidência se representa por fórmulas matemáticas que lhe permitem sejam determinadas as Leis fundamentais do movimento.

Quanto mais se aprimora a tecnologia mais o homem concebe a matéria como um feixe de energia em perpétua mutação.
Atualmente aparelhos ultra-sofisticados ampliam a sensibilidade humana e ondas e corpos antes não percebidos são catalogados dando ao homem uma palidíssima idéia da sua própria dimensão no contexto do Infinito.

Mesmo na condição de desencarnado, a grande maioria dos homens, mormente aqueles aferrados aos conceitos materialistas do que seja a vida, permanece vinculado às vibrações do seu Planeta de origem e pouco ou nada compreendem do novo estado em que se encontra.
“A natureza não dá saltos” e a desencarnação não altera substancialmente o psiquismo humano.

(1) André Luiz – Mecanismo da Mediunidade – item 1


São Paulo/Brasil, 11/03/2006.


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 15 de Março de 2006, 00:03





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Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


AS LEIS E AS FORÇAS

Itens 09 e 10

“Há então dois elementos gerais no Universo: a matéria e o Espírito?”.
Resposta: “Sim, e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a Matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá”. (1)

O Espiritismo compatibiliza Ciência, Filosofia e Religião.
Na primeira pergunta de “O Livro dos Espíritos”, o plano maior define o Criador como “ a Causa Primária de todas as coisas”.
Desse modo o acaso fica descartado e toda a criação se rege por Leis visto que tudo o que a sensibilidade do homem percebe é efeito da “Causa Primária”.

Observa-se que o Universo é uma realidade. Que todo esse incomensurável mecanismo incompreensível aos homens existe, e se movimenta dentro de um campo magnético que ainda não foi detectado pelos estudiosos da Terra, mas que, axiomaticamente é dado como real, o éter, ou Fluido Cósmico Universal, na nomenclatura Espírita.

Considerando que há três Princípios fundamentais, Deus, Espírito e Matéria, (1) e que o Espírito une-se à matéria “para intelectualizá-la” (2) .dessa união nasce um quarto princípio, o éter ou o fluído cósmico universal acima referido.

O princípio vital ou essa junção dos princípios material e espiritual pode ser constatado existente pela verificação de que nos corpos inanimados existe matéria e energia pelo turbilhão de fenômenos constatáveis atualmente no átomo.

Aliás, no Livro dos Espíritos o plano maior já revelara que “o arcanjo já foi átomo” (3) o que corrobora a teoria de que os seres se desenvolvem através dos Reinos da Natureza, incluindo o Mineral.

Tais conjecturas, entretanto, dentro da classificação da Doutrina Espírita, pertence ao “Estado de Criação em Plano Maior”, inacessível na sua essência tanto pelos sentidos quanto intuitivamente pelos homens atuais.

“Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, os grandes Devas da teologia Hindu, os Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da imensidade, em serviço de Co-Criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa”. (4)


(1) Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, pergunta 27
(2) Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, pergunta 25
(3) Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, pergunta 540
(4) André Luiz – Evolução em Dois Mundos, capítulo 1


São Paulo/Brasil, 14/03/2006.


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 21 de Março de 2006, 19:51



A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

AS LEIS E AS FORÇAS

Item 11


Diante da Imensidade o que é o homem? A sua morada Celeste, um ponto incrustado num canto da Via Láctea como uma Nave de Luz, viaja incessantemente com ele a bordo. Desfilam incompreensíveis aos seus sentidos, o infinito, o eterno; ora extático, ora dinâmico, ora estuante, ora imóvel.

O Missionário da Terceira Revelação, observando o incomensurável, com sua lógica e bom senso indaga aos emissários do Mestre Jesus: “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”e obtém a resposta: “Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá”. Depois, ele próprio complementa: “Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pode fazer alguma coisa”.(1)

A sábia pergunta suscitou a indicação de que tudo na Criação vige por Leis. Nada há ao acaso e a Providência Divina a tudo prevê e sustenta embalando a Sua Criação ao destino glorioso da Sua compreensão no infinito.

Os Princípios: da Criação, Material, e Espiritual, vigem por Leis Divinas e adquirem estruturas e forças insuspeitadas ao homem no seu Casulo Sideral.

“É aí, no seio dessas formações assombrosas, que se estruturam, inter-relacionados, a matéria, o espaço e o tempo, a se renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso do Espírito.
Cada galáxia, quanto cada constelação, guardam no cerne a força centrífuga própria, controlando a força gravítica, com determinado teor energético, apropriado a certos fins.
A Engenharia Celeste equilibra rotação e massa, harmonizando energia e movimento, e mantêm-se, desse modo, na vastidão sideral, magnificentes florestas de estrelas, cada qual transportando consigo os planetas constituídos e em formação, que se lhes vinculam magneticamente ao fulcro central, como os elétrons se agregam ao núcleo do atômico, em trajetos perfeitamente ordenados na órbita que lhes assinala o início”
.(2)

Valendo-se da mediunidade como instrumento de verificação o Espiritismo se ocupa da investigação das Leis do Princípio Espiritual com o mesmo método que as demais ciências se voltam para as pesquisas das Leis do Princípio Material.

“O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação”. (3)


(1) Allan kardec – O Livro dos Espíritos, pergunta 4
(2) André Luiz – Evolução em dois mundos, item 1
(3) Allan kardec – A Gênese , capítulo 1 item 16


São Paulo/Brasil, 21/03/2006
Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 29 de Março de 2006, 22:31



A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


A CRIAÇÃO PRIMITIVA


Itens 12 a 14


Deus, “a Causa Primária de Todas as Coisas” (1) por Sua Vontade cria o Princípio Material e o Princípio Espiritual. Estes três Entes, Deus, Espírito e Matéria formam a Trindade Universal, o foco gerador da realidade.
A união dos Princípios Material e Espiritual gera o princípio energético, um quarto ente sem o qual a matéria estaria em perpétua dissociação.(2)

A inteligência do homem no atual estágio evolutivo não abarca esse conhecimento, nem racional, nem intuitivamente.
São entes que pertencem ao Plano da Criação, impermeável à razão humana. Entes que apenas podem ser abordados filosoficamente como, aliás, é feita no Livro dos Espíritos. (3)

Todas Galáxias conhecidas e desconhecidas, todos os mundos e todos os seres se acham mergulhados no Princípio Energético ou Fluido Cósmico Universal.

Por mais que o homem recue no tempo e adentre pela imaginação na Criação Divina jamais poderá conceber-lhe o início. Encontraria o Princípio Material abstrato, incomensurável, sem forma, sem espaço, sem tempo, uno. Do mesmo modo o Princípio Espiritual seria sem referência alguma, a “imagem e semelhança de Deus”(4). A razão humana se perde no impensável.

O Fiat-lux pode, portanto ser concebido como o momento da Criação do Princípio Energético de onde partem as individualidades espirituais destinadas ao aperfeiçoamento relativo.

O que é ela? O que é essa individualidade?
Por ser indefinível ao homem, os Espíritos dizem que ela foi criada “simples e ignorante” (5) do mesmo princípio energético e potencialmente destinada o aperfeiçoamento relativo.

A existência desse primeiro ente deu causa ao tempo. A criação de outro indivíduo semelhante gerou o espaço. Espaço e tempo surgiram com a existência das individualidades espirituais.

Antes desse momento o que ocorria? Estaria o Criador inativo por algum momento? (6)

São perguntas sem respostas.... ou melhor, o homem as responderia sábia e humildemente se dissesse que não sabe.

Diante da reconhecida impossibilidade para tratar desse tema, aliás, comum a toda humanidade, permitam-nos uma jocosidade: Alguém pergunta a um grande filósofo o que faria Deus antes de criar a Sua Obra. A resposta foi de que certamente o Pai Amantíssimo estaria elaborando o Inferno para onde mandaria todos aqueles que fizessem esse tipo de pergunta...


(1) Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos, pergunta nº 1
(2) Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos, pergunta nº 27
(3) Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos, Introdução, item I
(4) Gênese, capítulo 1 versículo 26
(5) Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos, pergunta nº 115
(6) Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos, pergunta nº 21

São Paulo/Brasil, 28/03/2006




Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 04 de Abril de 2006, 01:27



A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

A CRIAÇÃO PRIMITIVA

Itens 15 e 16


Na necessidade de conhecer a si mesmo o homem busca compreender a Criação, a sua causa. Recua infinitamente pelo pensamento e inevitavelmente surge a “Causa Primária” a Causa não causada, a Deus.

Nota que tudo; constelações, sóis, mundos, espírito, matéria, energia, vibra e vige sob a égide do Criador.

Hoje o homem através de seus inventos, constata essa realidade e testemunha a todo instante o nascimento e a extinção de estrelas e galáxias, de mundos e sóis, tudo harmoniosamente regido por Leis.
Leis Perfeitas que denunciam uma Causa Inteligente.
Observa que mesmo para os mundos e galáxias há infância e maturidade, envelhecimento e extinção. Realidades que o homem vai aos poucos aprendendo a compreender.

Antes da formação do nosso Planeta no tempo e no espaço, mundos e galáxias já haviam se formado e se extinguido no dinamismo da Criação.

“São habitados todos os globos que se movem no espaço?” (1) Pergunta judiciosamente o Codificador...
“Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição ()”.
Atualmente a concepção de humanidade está enormemente ampliada. Compreende-se que ela não se restringe aos habitantes do Planeta Terra.

Lemos no item dezesseis do tema em estudo: “estamos também no meio de uma dupla infinidade de períodos anteriores e ulteriores; que a Criação Universal não se limita apenas a nós, e que não podemos aplicar esta palavra à formação isolada de nosso minúsculo globo”.


(1) Allan Kardec – O Livro dos Espíritos, pergunta nº 55


São Paulo/Brasil, 03/04/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 12 de Abril de 2006, 12:20



A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

A CRIAÇÃO UNIVERSAL

No Plano da Criação, Deus, a Causa não causada, cria e mantém a sua Obra por Leis cujo entendimento escapa totalmente ao homem no seu atual estágio evolutivo.
Desse Plano partem os dois princípios constituintes de toda a existência: o Material; passivo, e o Espiritual; ativo. Ambos com Leis próprias, portanto irredutíveis entre si.
É o que se observa.

Uma vez que o Princípio Material é passivo, para que a vida se erija é necessária a inserção nele do elemento ativo, o princípio espiritual ou Inteligente, que “intelectualiza a matéria”(1).

A Matéria e o Espírito se unem num dado momento e originam um outro Princípio; o Energético ou o Fluido Cósmico Universal, “sem o qual a matéria estaria em perpétua divisão”.(2)

Toda a criação está mergulhada no Fluido Cósmico. Galáxias antigas ou em formação, mundos, sóis, espaços, tudo é gerado desse princípio e se rege por Leis materiais e espirituais, Criadas por Deus segundo a Sua Vontade.
Essa expressão “Sua Vontade” exprime a incapacidade do homem em ao menos intuir sobre o plano da Criação.

Também por um Ato da Vontade Divina, o princípio espiritual ou inteligente dá origem a Mônada; individualidade primordial já com seu corpo astral.

Transmigrando pelos Reinos da Natureza, conhecidos e desconhecidos pelo homem, a mônada evolui e conquista gradativamente a sua individualidade eterna que se perpetua no corpo astral que após novas conquistas milenares é o mesmo corpo espiritual ou perispírito, molde de organismos físicos cada vez mais adequados as suas necessidades evolutivas.

Neste evoluir incessante a criatura co-cria, ou seja, participa da Criação Divina.
Inconsciente no início, nos reinos anteriores ao hominal, serve de instrumento para a elaboração dos ambientes, conduzidos pelos trabalhadores angelicais.
Depois, no reino humano, adquire consciência sempre crescente e participa co-criando em plano menor, para, posteriormente em plano maior capacitar-se a atingir os estágios evolutivos futuros também ainda desconhecidos pelo humano.

“Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?
O véu se levanta a seus olhos, a medida que se depura; mas para compreender certas coisas, são lhe precisas faculdades que ainda não possui”
. (3)

(1) Allan kardec – O Livro dos Espíritos, pergunta nº 25
(2) Allan kardec – O Livro dos Espíritos, pergunta nº 27
(3) Allan kardec – O Livro dos Espíritos, pergunta nº 18


São Paulo/Brasil, 12/04/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 24 de Abril de 2006, 23:40



A GÊNESE
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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

OS SÓIS E OS PLANETAS


O Espiritismo concebe que o Fluido Cósmico Universal emana do Criador no Plano da Criação.
“O plasma Divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo Sábio.
Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e seres, como peixes no oceano”
. (1)
Compreende que este Princípio se compõe do Princípio Material, do Espiritual e do conseqüente Princípio Energético, e vige por Leis. Leis Divinas, Perfeitas, portanto.

As variações de suas combinações criam efeitos conhecidos na Terra como “gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa. Os movimentos vibratórios dos agentes são conhecidos sob o nome de som, luz, calor, etc”. (2)

Deus cria, os Espíritos co-criam.

Sobre esse manancial de energia inexaurível, as Inteligências Sublimes “co-criam em Plano Maior, de conformidade com os desígnios do Todo Misericordioso que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa”. (1) ou seja, o universo não surge ao acaso, pela força das coisas, mas por ação Inteligente dos prepostos Divinos em processo de Co-Criação em Plano Maior.

“Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma Divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes e obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a Leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de toda a Eternidade”.(1)

Utilizando-se mesmo das propriedades do Fluido Cósmico Universal, de “gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade ativa” as Inteligências Sublimes combinam as energias e forças que pelos movimentos rotatórios surge a força centrífuga e centrípeta, nascendo os aglomerados atômicos formadores dos sóis, dos planetas e universos.

“Um desses Planetas será a Terra”.


(1) André Luiz – Evolução em Dois Mundos – cap. 1
(2) A Gênese – cap. 6 – item 10


São Paulo/Brasil, 24/04/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 14 de Maio de 2006, 00:01



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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

OS SATÉLITES

Itens 24 e 25

A Cosmologia Espírita diz que o cosmo é co-criação em plano maior. Desse modo, espíritos cuja evolução escapam a capacidade de entendimento para os homens atuais, elaboram as mais diversas variedades de astros e estrelas embasados nas Leis da Criação Divina.

Emmanuel, no livro A Caminho da Luz- item 1-, diz: “Nessa computação de valores cósmicos em que laboram os operários da espiritualidade sob a orientação misericordiosa do Cristo, delibera-se a formação do satélite terrestre.
O programa de trabalhos a realizar-se no mundo requeria o concurso da Lua, nos seus mais íntimos detalhes. Ela seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação que o globo efetuaria em torno da sede do sistema; o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária e, sobretudo, o orbe nascente necessitaria da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atuaria decisivamente no drama infinito da criação e da reprodução de todas as espécies, nos variados reinos da Natureza
”. (1)

Estudiosos encarnados apresentam outras teorias, porém, nenhuma delas ainda pode ser adotada com sendo a que explica todos os fenômenos cósmicos que envolvem o único satélite natural da Terra.

1 - A Lua teria se derivado juntamente com a Terra, formando um conjunto duplo planeta/satélite, ou mesmo em pontos de aglutinação (redemoinhos) separados, porém muito próximos um do outro. O corpo menor teria, então, por atração gravitacional, entrado em órbita ao redor do corpo maior, formando os parceiros Terra/Lua.

2 - Hipótese alternativa foi apresentada pelo astrônomo inglês George Howard Darwin (1845-1912). Este pesquisador sugeriu que a Terra e a Lua constituíam um único corpo. A Terra teria apresentado um movimento angular elevado e, por isso, uma rotação muito rápida que teria resultado na expulsão de parte da matéria de sua camada exterior, a qual teria formado a Lua. O satélite teria se afastado paulatinamente até sua posição de equilíbrio atual, devido à fricção das marés planetárias, por efeitos gravitacionais.

Esta é a teoria apresentada Galileu Galilei em A Gênese. O astrônomo desencarnado acrescenta ainda que o fato da Lua estar sempre com a mesma face voltada para a Terra se dá pelo fato dela ter se solidificado na forma oval o que levou seu centro de gravidade localizar-se na parte mais densa fixando a mesma face para a Terra pela força gravitacional.

3 - Uma outra hipótese considera que a Terra e a Lua teriam sido formadas separadamente e em diferentes regiões do Sistema Solar. Posteriormente, por circunstâncias peculiares, não explicadas, a Lua teria sido capturada pela Terra.

4 – Outra é a Hipótese da Expulsão por Colisão, afirma, que a Lua originou-se do planeta Terra. Neste caso a Lua teria sido formada, pela aglutinação dos escombros lançados pela Terra quando da colisão de um corpo de dimensões comparadas às de Marte.

Juntamente com o Astrônomo desencarnado, o Espiritismo aguarda que os homens se aprimorem nas pesquisas acerca do conhecimento da origem do satélite terrestre a fim de que a teoria legal obtenha a comprovação.
Enquanto não se chega ao conhecimento dos mecanismos do surgimento da Lua, apesar de todo avanço das Ciências atualmente, o Espiritismo apresenta a sua teoria fundamentada no pensamento de que o acaso não existe e que as individualidades angelicais da criação laboram no incomensurável promovendo o seu próprio aperfeiçoamento infinito.

Até o momento não há um consenso entre os astrônomos e outros cientistas sobre a origem da Lua. Espera-se que num futuro não muito distante, possa-se contar com uma teoria que venha a explicar com mais consistência a origem de nosso satélite.

(1) Emmanuel – A Caminho da Luz – cap. 1

São Paulo/Brasil, 13/05/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 15 de Maio de 2006, 23:16



A GÊNESE
Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

OS SATÉLITES


Itens 26 e 27

As observações feitas através dos inúmeros aparelhos de alta sensibilidade instalados na Terra e dos telescópios espaciais colocados em órbita, que conseguem sintonizar, fotografar e transmitir imagens de corpos celestes a centenas de anos-luz da Terra, deixam ver que há Planetas que não possuem satélites ao passo que outros os possuem em grande quantidade.

Um dos Planetas que mais chama a atenção dos estudiosos é Saturno por apresentar, não propriamente satélites em seu derredor, mas um anel composto de fragmentos de matéria em seu derredor.

Esse fenônemo, segundo o estudioso desencarnado, comprova a universalidade das Leis Naturais e a teoria por ele apresentada de que os satélites se formaram pelo desprendimento de matéria na região equatorial quando da formação dos planetas.

A solidificação dos materiais que se destacaram de Saturno ocorreram de forma a que não formassem um novo corpo esférico mas se que mantivessem separados formando um grande número de asteróides, como poderia também existir um grande número de satélites se o grau de condensação por ocasião do desprendimento o possibilitasse.

Considerando a inexistência do acaso pela manifestação das inteligências co-criadoras, tal fenômeno obedece a determinações de necessidade para aquele orbe, que, por enquanto, é inacessível para o homem saber quais sejam.

“Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na Casa de Meu Pai. Se assim não fosse, eu vô-lo teria dito ( )" . (1)

(1) O Evangelho Segundo João, cap. 14 vers. 1 a 3


São Paulo/Brasil, 15/05/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 19 de Maio de 2006, 12:29



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Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo

CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

OS COMETAS

Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em vias de formação?”
Resposta: “Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles. Refiro-me à influência que vulgarmente lhes atribuem, porquanto todos os corpos celestes influem de algum modo em certos fenômenos físicos”. (1)

Atualmente a Cosmogonia tem conhecimentos bem avançados sobre os cometas.

Quanto as dimensões e estruturas de um Cometa, somente a partir de 1950 foi possível precisar a física e a química de sua constituição.

O núcleo, ou caroço, de um cometa se assemelha a uma grande e suja bola de neve. Pensa-se que consiste de cerca de 25 por cento de pó e pedaços de material rochoso ou metálico e aproximadamente 75 por cento de gelo.
Os núcleos dos cometas são ligeiramente menos densos que a água e são cobertos por uma crosta de poeira. Quando um cometa se aproxima do sol, e por causa do calor absorvido, seu gelo começa a derreter isso é, sublima-se, passando diretamente do estado sólido para uma forma de gás, liberando no espaço grande quantidade de gases e leva consigo as partículas de pó que estão soltas. Estes gases e poeiras formam as espetaculares caudas ou rabos dos Cometas que são afastados do Sol através do vento solar.
Pode-se dizer que um Cometa é composto por quatro partes distintas:

Núcleo. Segundo o astrônomo americano Fred Whipple, o núcleo do Cometa pode ser definido como uma ''bola de neve suja''.

Cabeleira: É uma parte transitória do Cometa. Aparece quando o Cometa se aproxima do Sol a menos de 5 UA (Unidade Astronômica), isto é, quando ultrapassou a órbita de Júpiter e o calor do Sol é suficiente para iniciar os processos de liberação de gases.

Cauda ou Rabo: As mesmas moléculas que se desprendem do núcleo e da cabeleira cometária são, parcialmente, deslocadas sob a ação do vento solar. Um fluxo de partículas é ionizado (privadas de elétrons) e arrastado para longe dele. Este é o motivo pelo qual as caudas aparecem sempre em direção oposta ao Sol.

Halo: É um imenso envoltório de hidrogênio formado pela associação da água que cobre cada partícula do Cometa. Foi descoberto na década de 1970 pelos satélites artificiais lançados com finalidades científicas
”. (2)

O escopo maior do nosso estudo é inserir esses corpos celestes na economia sideral, destacando a variedade das Leis Cósmicas ainda desconhecidas pelo homem em muitos aspectos. A influência mística atribuída aos cometas confere o estado ainda mágico que predomina em muitos segmentos da cultura humana, que se desmistificará à medida que o conhecimento das Ciências o desnuda.

O autor espiritual dessa teoria inserida pelo Codificador na obra em estudo diz ainda que há cometas que tem sua rota desviada pela atração gravitacional de algum corpo celeste que o absorve. O homem, embora tenha calculado aproximadamente a sua órbita se frustrará pela não complementação do trajeto previsto, pois alguns cometas se extinguem.

Aliás, “o campo gravitacional de Júpiter desviou a órbita do cometa Shoemaker-Levy-9, quebrou seu núcleo e atraiu os fragmentos para sua superfície. Entre os dias 16 e 22 de julho de 1994, 21 fragmentos do cometa chocam-se com Júpiter produzindo, um espetáculo cósmico nunca antes presenciado pela humanidade.
A sonda espacial Galileu, que está navegando para Júpiter e encontrava-se a 240 milhões de quilômetros do planeta, conseguiu fotografar toda a série de choques. Além disso, todos os telescópios baseados em terra e no espaço voltaram suas lentes para acompanhar diuturnamente as ocorrências antes, durante e após os impactos
”. (2)

Os homens, pela análise dessas formações espetaculares e lindíssimas almejam conhecer melhor a sua origem e a da sua moradia Celeste, tendo já analisado várias amostras coletadas diretamente dos cometas através de engenhos espaciais enviados em rota de colisão para esse fim, ou de fragmentos que adentraram a atmosfera terrestre e caíram no solo do Planeta.

Observando esse maravilhoso fenômeno sideral, os espiritualistas e em especial os Espíritas sentem toda a grandiosidade da Criação pois tem consciência de que são co-criadores, tanto encarnados quanto desencarnados, que, cada um no âmbito de suas possibilidades participa da elaboração da Natureza Divina obtendo assim condição de aperfeiçoamento e felicidade infinitas.

(1) O Livro dos Espíritos – perg. 40
(2)http://www.constelacoes.hpg.ig.com.br/cometas.htm (parcialmente)

São Paulo/Brasil, 18/05/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 01 de Junho de 2006, 02:24

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

A VIA-LÁCTEA


“Que se deve entender por infinito?”
Resposta: “O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito”.(1)

O Espiritismo tem como postulado que toda a realidade é Criação de Deus; “a Causa Primária de todas as coisas”(2), a Causa não causada.
Como?, quando?, são perguntas que o homem ainda não tem respostas. Ele só pode constatar a verdade da existência do Universo pela observação tecnológica, sensorial e extra-sensorial.

Uma vez que tudo obedece as Leis, cabe às Ciências determiná-las.
O Espiritismo se compatibiliza com as Ciências, como Ciência que é. Vale-se, portanto, das descobertas dos homens para fundamentar as suas revelações.

A Astronomia afirma que o Universo é constituído de Estrelas que se formam ou explodem. Algumas dessas estrelas são até quinhentas vezes maiores que o nosso Sol.

Ao olhar comum dos homens a luz das estrelas parece aproximar uma das outras formando uma faixa leitosa sobre suas cabeças, o que o levou a denominar essa linda imensidão de Via-Láctea.
Todo esse conjunto de Astros e Estrelas que o inebria e faz ver a sua dimensão no universo é a Galáxia onde ele se encontra.

Os telescópios atuais já detectaram existir aproximadamente dez bilhões de Galáxias separadas entre si por distâncias superiores a um milhão de anos-luz.

As estrelas que formam a Via-Láctea estão separadas entre si por no mínimo quatro anos-luz.


A Via-Láctea, onde estamos situados no Planeta Terra, tem oitenta mil anos luz de diâmetro e cerca de cento e cinqüenta a duzentos bilhões de estrelas, entre elas o nosso Sol com seu séqüito de planetas.

A distância do sol do centro da Galáxia gira em torno de vinte e cinco a trinta mil anos-luz.

Cientificamente o único sistema planetário que se tem conhecimento seguro é o Sistema Solar, embora haja indícios indiretos e muitas teorias acerca de outros sistemas.

O Espiritismo, compatibilizando-se com a Ciência não afirma o que esta não pode comprovar e se coloca no campo das teorias aguardando o aprimoramento da tecnologia humana.

As teorias apresentadas pelo Codificador obedecem a tecnologia de sua época. Atualmente o conhecimento das Ciências em geral, e em especial da Astronomia, ampliou enormemente esse campo de estudos e novos dados foram acrescentados, sem, contudo, contrariar as teorias da Ciência Espírita.


(1) O Livro dos Espíritos, perg. 2
(2) O Livro dos Espíritos, perg. 1

São Paulo/Brasil, 31/05/2006
Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 07 de Junho de 2006, 14:23

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

AS ESTRELAS FIXAS

“O Universo foi criado, ou existe de toda a eternidade, como Deus?
É fora de dúvida que ele não pode ter-se feito a si mesmo. Se existisse, como Deus, de toda a eternidade, não seria obra de Deus”
. (1)

A Astronomia nos revela que o Universo é incomensurável. Bilhões de bilhões de astros e estrelas vivem e se movem mergulhados nesse oceano de energias e magnetismos. Bem assim as bilhões de Galáxias compostas por esses infinitos mundos, se movem e se atraem do mesmo modo, mantendo a sapientíssima harmonia da Criação Universal.

A Astronomia atual, com seus possantes e moderníssimos telescópios varre constantemente o infinito angariando a cada dia novas descobertas que ampliam ao homem a consciência da sua significação, da sua individualidade, do seu destino.

“Estudando o movimento dos corpos, Galileo Galilei (1564-1642) descobriu através de experimentos que "um corpo que se move, continuará em movimento a menos que uma força seja aplicada e que o force a parar." Galileo argumentou que o movimento é tão natural quanto o repouso, isto é, um corpo que está em repouso permanece em repouso a menos que seja submetido a uma força que o faça mover-se. Se um objeto já está se movimentando, ele continuará em movimento a menos que seja submetido a uma força que o faça parar.
Galileo descobriu os satélites de Júpiter e comunicou seus dados a Kepler, que os observou pessoalmente.
Sessenta anos depois, o inglês Isaac Newton (1643-1727) foi quem deu uma explicação completa ao movimento e à forma como as forças atuam. A descrição está contida nas suas três leis: Lei da Inércia, Lei da Força, Lei de Ação e Reação.
Newton pode explicar o movimento dos planetas em torno do Sol, assumindo a hipótese de uma força dirigida ao Sol, que produz uma aceleração que força a velocidade do planeta a mudar de direção continuamente, considerando o movimento da Lua em torno da Terra e as leis de Kepler.
Obviamente a Terra exerce uma atração sobre os objetos que estão sobre sua superfície. Newton se deu conta de que esta força se estendia até a Lua e produzia a aceleração centrípeta necessária para manter a Lua em órbita. O mesmo acontece com o Sol e os planetas. Então Newton levantou a hipótese da existência de uma força de atração universal entre os corpos em qualquer parte do Universo.
A força centrípeta que o Sol exerce sobre um planeta que se move com velocidade à uma distância do Sol assumindo neste instante uma órbita circular, que mais tarde será generalizada para qualquer tipo de órbita. Newton deduziu então que tanto o Sol quanto o planeta que se move em torno dele experimentam a mesma força, mas o Sol permanece aproximadamente no centro do Sistema Solar porque a massa do Sol é aproximadamente mil vezes maior que a massa de todos os planetas somados.
Newton então concluiu que para que a atração universal seja correta, deve existir uma força atrativa entre pares de objetos em qualquer região do universo, e esta força deve ser proporcional a suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas distâncias”.

Em 1923, Edwin Powell Hubble (1889-1953), usando o recém instalado telescópio de 2,5m de diâmetro do Monte Wilson, na Califórnia, resolveu (conseguiu identificar) as estrelas individuais na galáxia de Andrômeda e, medindo sua distância, demonstrou conclusivamente que nossa galáxia não é a única no Universo”.
(2)

Tais citações, “an passant”, visam apenas ressaltar minimamente o conhecimento já existente acerca do Universo em que nos situamos. Concluímos que muito ainda temos que aprender.
Neste contexto o homem pode parafrasear o filósofo Sócrates e cada vez mais lhe compreender a sabedoria quando disse: “só sei que nada sei”.


(1) O Livro dos Espíritos, perg. 37
(2) Internet -http://astro.if.ufrgs.br/newton/index.htm (parcial)


São Paulo/Brasil, 07/06/06


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 16 de Junho de 2006, 00:26

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

OS DESERTOS DO ESPAÇO


“O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço Universal?
Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos”
.(1)

O Espaço é Infinito. Essa definição da Matemática apenas indica caminhos para que a intuição humana possa acomodar-se, uma vez que o Infinito é desconhecido.

O Espiritismo é Doutrina realista, portanto, admite a existência de entes independentes da ação do homem. Concebe a Criação Universal e que ele a não compreende por “ainda lhe faltar os sentidos” adequados.(10)
Desconsidera, portanto, as concepções primitivas, eivadas de mitologia, que atribuíam à existência do Universo a ação de heróis-civilizadores, a seu bel prazer.

O Fluido Cósmico Universal, portanto, origem de toda a matéria, onde todos os mundos e seres estão mergulhados e se entrelaçam magneticamente é Realidade.
Admitida axiomaticamente tem, no entanto, teorias científicas que tentam penetrar-lhe a essência.

O homem atual, pós Galileu, aplicando o método de observação e experimentação, coadjuvado pela Matemática, demonstrou que os corpos siderais produzem campo gravitacional que interferem nos seus movimentos mutuamente.

Isaac Newton pelo Mecanicismo demonstrou que as trajetórias dos corpos celestes se interdependem. Einstein pesquisando a propagação dos feixes de luz, os fótons, gerados pelos deslocamentos de elétrons nas camadas atômicas, substitui o conceito do meio onde essas energias se propagam de éter para o de campo cuja influência magnética avança ao infinito, ou seja, os cálculos propostos jamais atingem o zero.

Entretanto, mesmo a Espiritualidade Maior define-se com desconhecedora desse meio afirmando que “o meio sutil em que o Universo se equilibra como sendo o Fluido Cósmico Universal ou Hálito Divino, a força por nós inabordável que sustenta a Criação”. (3)

Podemos pensar que os desertos do espaço, onde periodicamente surgem ilhas de galáxias, são a representação mental exarada pelo comunicante espiritual para designar a Matéria Elementar ou o Fluido Cósmico Universal, o Princípio Material unido ao Princípio Espiritual, que “escapa aos sentidos e aos instrumentos” dos homens.

(1) O Livro dos Espíritos, perg. 35
(2) O Livro dos Espíritos, perg. 10
(3) André Luiz – Mecanismo da Mediunidade- cap. 4

São Paulo/Brasil, 15/06/2006



Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 28 de Junho de 2006, 21:28

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL

SUCESSÃO ETERNA DOS MUNDOS



Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?
Resposta: “Sim. Deus renova os mundos, como renova os seres vivos”.(1)

A Unidade Universal representada pelo pensamento do Criador e a Variedade, pela intervenção da criatura nos processos co-criativos, regem a realidade do incomensurável.

Entende-se que a matéria existe em diversos estados de condensação, desde o Fluido Cósmico Universal até ao de matéria tangível em nosso estágio.

Assim, “a matéria já passou por transformações ( ). Primeiramente centro fluídico dos movimentos, a seguir geratriz dos mundos, mais tarde núcleo central e ponto de atração das esferas que e originam em seu seio”.

Desde que a Criação é Infinita sendo, porém, a co-criação finita, as transformações progressivas da matéria, objeto dos agentes co-criadores, conduzem-na a um fim de ciclo, a um processo de desagregação para disseminar-se pelo cosmos, fertilizando outras formações na Imensa Unidade Divina.

Não há, portanto, que generalizar a morte para o Universo como um todo. A transitoriedade do que existe como obra de co-criação, refere-se a sistemas individuais, dentre os quais, enquanto uns desaparecem na transformação, outros surgem em nova fase de desenvolvimento.

O Espiritismo, hipoteticamente, considera que Deus sendo infinito, a Sua Criação também o é, portanto, o que não teve começo não terá fim. Mas nesse transformar pela Variedade das obras de co-criação, estas são transitórias uma vez que “a morte não é apenas uma metamorfose do ser vivo, mas também uma transformação da matéria inanimada” não incidindo, entretanto, na Unidade imutável da Criação Divina.

Na Imensidão, Estrelas cujas luzes viajaram milhares de anos antes de chegar ao pequeno orbe terrestre já se extinguiram e sua matéria já faz parte da renovação sideral, no entanto, ainda hoje e por milhares de anos suas luzes serão admiradas pelos olhos atônitos e embevecidos dos habitantes do Planeta Azul de Jesus.

De sua imperceptível esfera, pela tecnologia dos aparelhos criados pela sua inteligência, o homem já consegue vislumbrar e registrar explosões espetaculares como a anunciar o nascimento de novos sistemas planetários que acomodarão as almas em evolução rumo à Felicidade Real; os “Big-Bang” prenunciando a eternidade do Universo na concepção possível ao atual estágio intelectual e moral dos habitantes da Terra.

(1) O Livro dos Espíritos, perg. 41


São Paulo/Brasil, 27/06/2006


Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 31 de Janeiro de 2007, 00:29

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


A VIDA UNIVERSAL
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“Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fosse eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também”. (1)

O Espiritismo admite hipoteticamente a infinidade do universo, dos mundos.
Toda a Criação, a Unidade e a Variedade vigem concomitantemente para a criatura, também eterna e solidária, como soe acontecer.
Seria negar a Perfeição do Criador, admitindo a separatividade humana entre os inumeráveis orbes.
Visto que o Criador é Único, os orbes e seus habitantes têm necessariamente as mesmas origens e destinos, os mesmos sentimentos, habilitando-se a se interrelacionarem de acordo com o estágio de entendimento da vida e do autoconhecimento alcançado.
“Uma mesma família humana foi criada na universalidade dos mundos, e os vínculos de uma fraternidade ainda não apreciada de vossa parte, foram dados a esses mundos. Se esses astros, que se harmonizam em seus vastos sistemas, são habitados por inteligências, não o são por seres desconhecidos uns dos outros, mas sim por seres marcados na fronte com o mesmo destino, que devem encontrar-se momentaneamente segundo suas funções na vida, e reencontrar-se segundo suas mútuas simpatias”.
A fase evolutiva do homem, ainda infantil, com suas mentes eivadas de fantasias, alegorias, concebe ingenuamente estruturas corpóreas extravagantes, angelicais, poderosas ou mesmo ridículas, para os habitantes dos milhares de milhões de mundos que intui.
A Nova Filosofia, sem dogmas, dedutiva, racional, entronizará gradativamente a nova fase mental ao habitante do Planeta Terra que se prepara para a promoção irresistível.


(1) O Evangelho Segundo João – cap. 14 vers. 1 a 3


São Paulo/Brasil, 30/01/2007





Título: Re: Cap. 06 - URANOGRAFIA GERAL
Enviado por: Almeida em 14 de Fevereiro de 2007, 11:07

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CAP. 06 – URANOGRAFIA GERAL


DIVERSIDADE DOS MUNDOS

Por mais que o ser adentre no Universo, pelo pensamento, transpondo Galáxias, Sóis, Sistemas, Mundos; Mesmo que viaje centenas de bilhões de anos-luz, ele encontrar-se-á sempre no centro. Para todos os lados há o infinito, o incomensurável.

À Unidade do Plano de Criação, Divina, interpõe-se a Variedade da Co-Criação em Plano Maior com sua diversidade infinita.

Cada região, cada ângulo desse imenso celeiro vivo, mergulhado no Fluido Universal, revela características próprias, únicas, de acordo com as Inteligências Superiores que as conceberam.

Tais conjecturas se fundam na observação que podemos fazer, aqui e daqui, do nosso pequeno Orbe. Conjecturas sempre acrescida das alegorias naturais do estado de infantilidade em que ainda se encontra os habitantes da nossa pequenina e querida Terra, o Orbe Azul do Mestre Jesus.

Aqui a diversidade da vida se apresenta desde a aparência frágil da asa da libélula que se desprende com a suave brisa, da perfumada flor que desabrocha, ao esplendor do sol, das ondas do mar, do mistério das florestas, da majestade das montanhas imponentes e dos segredos do fundo dos oceanos.

As Leis que dão ordem a vida no microcosmo são as mesmas que regem o incomensurável, o macrocosmo, que, como um imenso jardim apresentam os vales, as montanhas, os rios e cachoeiras da imensidade, oferecendo ao ser inteligente, obra prima do Criador, o campo indispensável para sua caminhada rumo a Felicidade determinística.

“Pelo fato de vossa Natureza animada começar no zoófito para  terminar no homem, pelo fato de a atmosfera alimentar a vida terrestre, pelo fato de o elemento líquido a renovar sem cessar, pelo fato de vossas estações fazerem suceder nesta vida os fenômenos que dela partilham, não concluais que os milhões e milhões de Terras que vogam na amplidão sejam semelhantes a esta aqui. Longe disso, elas diferem segundo as condições diversas que lhe foram concedidas no palco do mundo. São as pedrarias variadas de um imenso mosaico, são as flores diversificadas de um admirável jardim”.



São Paulo/Brasil, 14/02/2007