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CODIFICAÇÃO => A Génese => Tópico iniciado por: Marianna em 23 de Julho de 2013, 03:45

Título: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Marianna em 23 de Julho de 2013, 03:45


(http://img40.imageshack.us/img40/815/yy57.jpg)
 

A Lenda de Adão e Eva
             
(http://www.carteiroonline.com/gifs/mini_gifs/31.gif)   E formou o Senhor Deus o homem do pó
da terra, e soprou em suas narinas o fôlego
da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Gênesis, 2:7.

A lenda da origem da vida, que inclui as figuras simbólicas de Adão e Eva, envolve também a polêmica questão dogmática do pecado original.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  Segundo aqueles que interpretam, de forma literal, o texto Bíblico: O pecado original, cometido e introduzido na terra por Adão, induzido pela serpente no Jardim do Éden. O estímulo da serpente fez com que Eva sugerisse a Adão que também provasse do fruto proibido, o qual foi colhido da árvore do conhecimento.
 
Outra forma de interpretar a Gênese bíblica envolve a análise do significado dos símbolos utilizados no texto. Naquele período, os escritos oficiais eram os de cunho religioso e esta literatura não tinha um caráter jornalístico ou histórico. A literatura em questão era, também, recheada de conhecimentos populares aceitos, então, como verdades indiscutíveis. Por isso, existem semelhanças com textos de outras religiões mais antigas.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  O contato do povo Hebreu com outros povos, na condição de escravos ou de viajantes nômades, permitiu a absorção desses mitos de forma lenta e gradual (fato este negligenciado pelos mais avessos à História antiga por questões dogmáticas).
 
Sabemos que os textos sagrados foram extremamente importantes na evolução espiritual e social de um povo semi-selvagem que começava a abandonar a idolatria e o politeísmo. Esses textos elaborados sob inspiração Superior tornam-se atuais e corretos se interpretados, hoje, como um símbolo, uma metáfora.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  Essa forma de interpretação, de cunho mais filosófico, é a que permite que sejam extraídas, de documentos tão antigos, verdades ainda atuais. E mais do que isso, verdades compatíveis com a ciência. Considerando que ciência nada mais é do que o estudo sistemático das Leis da natureza e que essas Leis são Divinas em sua origem (já que é Divina a origem do Universo).
 
Podemos concluir que, a ciência humana estuda a porção material da Criação Divina. É por isso que ela não é oposta a Deus, mas fruto Dele.
 
—  A Gênesi Bíblica.
 
Trata-se de uma belíssima referência á responsabilidade individual, sendo esta proporcional ao nível de conhecimento moral e ético de um povo, em função de sua história e realidade social.

 
(http://www.carteiroonline.com/gifs/mini_gifs/31.gif)  Mas da árvore do conhecimento
do bem e do mal, dela não comerás;
por que no dia em que dela comeres,
certamente morrerás.
Gênesis, 2:17.

A árvore do conhecimento representa a capacidade de um ser humano de reconhecer o que é bom e o que é mal. A partir do momento em que o ser humano adquiriu essa capacidade, quando ele comeu o fruto da árvore do conhecimento, ele se tornou integralmente responsável pelos seus atos perante seu próximo e perante Deus.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  O selvagem que utilizava o raciocínio para melhorar suas condições de sobrevivência passa, neste momento Histórico, a ser Homem espiritual já que agora distingue o certo do errado.
 
Neste momento, o ser em desenvolvimento de suas capacidades físicas e espirituais, torna-se responsável pelas consequências dos seus atos. O bem que promove, gera proximidade Divina. O mal que faz a si mesmo ou ao seu irmão, é débito moral a ser resgatado pela dor ou pela reparação integral do dano.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  Entendemos, então, que Adão simboliza o momento em que os homens primitivos iniciam o conhecimento da diferença entre o certo e o errado, passando a ter condições de optar pelo caminho que prefere seguir. É aí que o homem se torna Homem e deixa de ser selvagem.
 
O caminho do bem leva diretamente a Deus. O caminho do mal leva à satisfação dos prazeres imediatos e individuais. Este caminho, apesar de aparentemente saboroso, é longo e inóspito.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  A serpente simboliza nossas fraquezas morais e o apego material. Ela encontra-se dentro de cada ser humano e é extremamente sedutora, faz com que inúmeras justificativas sejam criadas para que se cumpra o desejo de satisfação das mais vis paixões.  Essa serpente de paixões nos consome intimamente, convidando insistentemente ao erro.
 
Todos temos que vencer essas tendências para que evoluamos em direção à inexorável e inevitável comunhão Divina que se dará em nosso futuro. Cedo ou tarde, conforme nosso empenho e determinação no curso do Caminho da Luz.

 
Certamente muitas mortes físicas existem neste percurso, assim como muitas vidas físicas. Mas a vida eterna é uma só, a vida espiritual, para a qual a morte não existe.
 
A tese do pecado original é contraditória em sua essência já que um Ser Perfeito, Deus, não cobraria de toda a descendência o preço do pecado de um único pecador. Nem a justiça dos homens, plena de falhas e deficiências, permite que se cobre do filho a responsabilidade sobre atos ilícitos praticados pelo seu próprio pai.
 
Tal atitude atribuída a Deus é, na realidade, compatível com a limitação daqueles que foram responsáveis pela seleção e revisão dos Textos Sagrados. Indivíduos revestidos de poder político e religioso, mas ainda carentes, naquela época, de capacidade moral e intelectual para compreender a infinita bondade Divina.
 
A herança de Adão não é o pecado em si, mas sim a capacidade de lidar com novos conhecimentos, entendê-los e conscientemente optar pelo caminho longo ou curto. Isso se chama Livre Arbítrio.
 
Entendendo assim, somos levados a louvar a extensão e profundidade da Justiça Divina que nos permite entender nosso ambiente físico e social. Só seremos responsabilizados por nossas opções a partir do momento em que delas tornamo-nos plenamente conscientes.
 
—  Redimindo Eva.

(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  Não podemos admitir como justa a imagem da mulher como o caminho de condução ao vício e ao erro. Seria uma visão limitada e limitante, aquém da capacidade e da real influência feminina na história da humanidade. Fato só aceitável para uma sociedade atrasada e altamente machista.
 
No contexto da Gênese bíblica a mulher representa o ambiente social, suas pressões e a repercussão desta na opção pelo bem ou mal. A família, a luta pela sobrevivência, o ambiente adverso e corrompido. E, paradoxalmente a Eva bíblica representa, também, o amor puro e fraternal.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  São as forças que nos dirigem ora para "a porta larga" e ora para "a porta estreita". Forças essas que se aplicam conforme nossa predisposição mental. As boas influências serão cultivadas pela nossa própria atitude diante dos fatos diários. Assim estaremos sintonizados com o bem e motivados para o bem em função de nossa opção fundamentalmente Cristã pelo ético.
 
Um texto alegórico contém ensinamentos que transcenderam milênios, por isso inferimos que seja um texto obtido sob inspiração Superior, já que permite que cada um, dentro de sua faixa de evolução, absorva o ensinamento com o qual sua mente é capaz de lidar.
 
(http://www.tonygifsjavas.com.br/galeria_gifs_animes/flores/images/flor_334.gif)  A Luz Divina não ofusca, ilumina conforme a densidade da escuridão.
 
A Gênese da consciência.
Giselle Fachetti Machado.

 
 

Título: Re: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Julho de 2013, 04:40

Adão personifica a Humanidade; sua falta individualiza a fraqueza do homem, em quem predominam os instintos materiais a que ele não sabe resistir. (1)

A árvore, como árvore de vida, é o emblema da vida espiritual; como árvore da Ciência, é o da consciência, que o homem adquire, do bem e do mal, pelo desenvolvimento da sua inteligência e do livre-arbítrio, em virtude do qual ele escolhe entre um e outro. Assinala o ponto em que a alma do homem, deixando de ser guiada unicamente pelos instintos, toma posse da sua liberdade e incorre na responsabilidade dos seus atos.

O fruto da árvore simboliza o objeto dos desejos materiais do homem; é a alegoria da cobiça e da concupiscência; concretiza, numa figura única, os motivos de arrastamento ao mal. O comer é sucumbir à tentação. A árvore se ergue no meio do jardim de delícias, para mostrar que a sedução está no seio mesmo dos prazeres e para lembrar que, se dá preponderância aos gozos materiais, o homem se prende à Terra e se afasta do seu destino espiritual. (2)

A morte de que ele é ameaçado, caso infrinja a proibição que se lhe faz, é um aviso das conseqüências inevitáveis, físicas e morais, decorrentes da violação das leis divinas que Deus lhe gravou na consciência.É por demais evidente que aqui não se trata da morte corporal, pois que, depois de cometida a falta, Adão ainda viveu longo tempo, mas, sim, da morte espiritual, ou, por outras palavras, da perda dos bens que resultam do adiantamento moral, perda figurada pela sua expulsão do jardim de delícias.

17. - A serpente está longe hoje de ser tida como tipo da astúcia. Ela, pois, entra aqui mais pela sua forma do que pelo seu caráter, como alusão à perfídia dos maus conselhos, que se insinuam como a serpente e da qual, por essa razão, o homem, muitas vezes, não desconfia. Ao demais, se a serpente, por haver enganado a mulher, é que foi condenada a andar de rojo sobre o ventre, dever-se-á deduzir que antes esse animal tinha pernas; mas, neste caso, não era serpente. Por que, então, se há de impor à fé ingênua e crédula das crianças, como verdades, tão evidentes alegorias, com o que, falseando-se-lhes o juízo, se faz que mais tarde venham a considerar a Bíblia um tecido de fábulas absurdas?

Deve-se, além disso, notar que o termo hebreu nâhâsch, traduzido por serpente, vem da raiz nâhâsch, que significa: fazer encantamentos, adivinhar as coisas ocultas, podendo, pois, significar: encantador, adivinho. Com esta acepção, ele é encontrado na própria Gênese, cap. XLIV, vv. 5 e 15, a propósito da taça que José mandou esconder no saco de Benjamim: «A taça que roubaste é a em que meu Senhor bebe e de que se serve para adivinhar (nâhâsch) (1). - Ignoras que não há quem me iguale na ciência de adivinhar
(nâhâsch)?» - No livro Números, cap. XXIII, v. 23: «Não há encantamentos (nâhâsch) em Jacob, nem adivinhos em Israel.» Daí o haver a palavra nâhâsch tomado também a significação de serpente, réptil que os encantadores tinham a pretensão de encantar, ou de que se serviam em seus encantamentos.
A palavra nâhâsch só foi traduzida por serpente na versão dos Setenta -os quais, segundo Hutcheson, corromperam o texto hebreu em muitos lugares -versão essa escrita em grego no segundo século da era cristã. As suas inexatidões resultaram, sem dúvida, das modificações que a língua hebraica sofrera no intervalo transcorrido, porquanto o hebreu do tempo de Moisés era uma língua morta, que diferia do hebreu vulgar, tanto quanto o grego antigo e o árabe literário diferem do grego e do árabe modernos. (1)
É, pois, provável que Moisés tenha apresentado como sedutor da mulher o desejo de conhecer as coisas ocultas, suscitado pelo Espírito de adivinhação, o que concorda com o sentido primitivo da palavra nâhâsch, adivinhar, e, por outro lado, com estas palavras:

«Deus sabe que, logo que houverdes comido desse fruto, vossos olhos se abrirão e sereis como deuses. - Ela, a mulher, viu que era cobiçável a árvore para compreender (léaskil) e tomou do seu fruto.»

Não se deve esquecer que Moisés queria proscrever de entre os hebreus a arte da adivinhação praticada pelos egípcios, como o prova o haver proibido que aqueles interrogassem os mortos e o Espírito Píton. (O Céu e o Inferno segundo o Espiritismo, cap. XII.)

                                                    A Gênese
Título: Qu
Enviado por: Vitor Santos em 23 de Julho de 2013, 10:25
Olá amigos

Penso que todos nós já ultrapassámos a interpretação literal da história de Adão e Eva. Todos sabemos que se trata de uma história alegórica, ou de uma tentativa de explicação da origem da humanidade terrestre para as pessoas da época, que nada tem de divino.

Todavia, ligando a história de Adão e Eva à visão do homem como espírito imortal, ela pode simbolizar a ideia de que os espíritos foram criados simples e ignorantes. Adão e Eva estavam próximos do estado de ingenuidade dos animais. O que os distingue destes últimos é a curiosidade e não a desobediência a Deus. Os animais não são bons nem maus, simplesmente não têm senso moral. Só se pode avaliar moralmente uma criatura que tem alguma capacidade de opção. O mérito está na capacidade de decidir bem e não na incapacidade de decidir mal.

Para ganhar senso moral, é preciso desenvolver primeiro a capacidade intelectual. Se a lógica da vida é apenas obter alimento para hoje, estamos no nível dos animais. Não é fácil ter disponibilidade mental antes da satisfação das necessidades básicas. E para isso é preciso ter capacidade tecnológica. O progresso material desenvolve a capacidade intelectual. É a primeira fase do progresso espiritual.

A pureza espiritual não é a ingenuidade da infância, mas o resultado da experiência e da sabedoria que nos levam a decidir bem. O espírito moralmente avançado, mais sábio, é mais livre, tem mais capacidade de decisão. Mas decide melhor. Vê a relação entre a felicidade e a virtude. E é sensível aos outros, desejando a felicidade deles também. 

É essa curiosidade de Adão e Eva, essa ambição que é o motor do desenvolvimento humano. É a lei do progresso. Sem ela, o homem teria estabilizado na encarnação em homens primitivos. 

Uma das coisas que não tem lógica pensar é que os espíritos inferiores são sábios. Isto é, que eles são inferiores apenas por teimosia, pelo prazer de serem maus. Que eles sabem o que é melhor para eles mesmos, o que os que os tornará espíritos felizes mais rapidamente, mas que são masoquistas e escolhem o que é pior para eles, de propósito. Não, maldade é consequência da ignorância espiritual e não de uma decisão de um sábio que teima em se comportar como ignorante. A justiça divina é perfeita, ninguém lhe pode escapar. Quem pensa que pode anular os efeitos das leis da natureza, tanto espirituais como materiais é como quem nada contra uma forte corrente. Quando se cansar compreenderá...

Os espíritos são inferiores por serem ignorantes em relação às leis da natureza que regem os espíritos. Por não conseguirem compreender que as leis da natureza espiritual implicam que todos os espíritos são igualmente importantes, e que toda a ideia de que são seres superiores, em relação aos outros, é uma ilusão e os conduzirá ao sofrimento, mais tarde ou mais cedo. E, enquanto encarnados, por não serem capazes de compreender que não são apenas corpos de carne, mas que são espíritos imortais provisoriamente associados a um corpo de carne mortal.

bem hajam
Título: Re: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Brenno Stoklos em 23 de Julho de 2013, 18:25

              Allan Kardec escreveu que as mensagens evangélicas devem ser lidas ¨não com a letra que mata mas com o Espírito que vivifica¨. Compreendendo a Bíblia como um relato histórico de um povo e o Evangelho (Novo Testamento), como a herança moral dos ensinamentos cristãos, ela não deve ser entendida ao ¨pé da letra¨, pois muitas das leis e passagens, hoje ilógicas para nosso bom senso, foram ali colocadas para doutrinar um povo rude e rebelde. Também as histórias fantasiosas eram alegorias para que um povo ainda ignorante pudesse melhor compreender os ensinamentos necessários.

            Adão e Eva no paraíso é uma dessas histórias alegóricas que, estudando pelo Espírito que vivifica, se torna mais lógica e plausível. Deus jamais poderia punir Adão e Eva, expulsando-os do paraíso, por haverem cometido o ¨pecado original¨, pois a sua própria ordem era: ¨Crescei e multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a¨(Cap.I, vers.28). Se eles eram os únicos habitantes do planeta, juntamente com seus dois filhos, com quem Caim, após matar Abel, constituiu família em outras terras? Será possível, em apenas 6.000 anos, a humanidade atingir o atual estágio populacional, partindo de apenas dois seres?

            Segundo os ensinos dos Espíritos, tanto os seres vivos, como os planetas, estão em constante evolução. A Terra, que hoje se encontra em estágio de planeta de provas e expiações, já foi um mundo primitivo, cujos habitantes também estavam em estágios iniciais de evolução, já no reino hominal, mas ainda muito próximo dos animais irracionais, confirmando a teoria Darwinista de Evolução das Espécies.

            Adão, de acordo com os mesmos Espíritos, representa toda uma raça, imigrante de outros mundos, que veio reencarnar na Terra, em um planeta mais atrasado, como resgate, porque eram espíritos rebeldes nos preceitos morais, apesar de inteligentes. Essa colônia de espíritos, que reencarnou no nosso planeta em remotas eras, trouxe toda uma bagagem evolutiva e a sua missão era levar o progresso às demais raças nativas, que estavam em processo de despertamento.

            Na gênese bíblica, Adão e seus descendentes são representados como homens inteligentes e laboriosos, aptos para as artes e as ciências, sem passar pela infância da inteligência, o que não é próprio das raças primitivas, comprovando que já eram espíritos mais evoluídos.

            Quando a Raça Adâmica chegou, a Terra já estava povoada desde os tempos imemoriais. Exemplificando, seria como a chegada dos europeus aos novos continentes da América e Oceania, levando consigo a civilização, a cultura, para auxílio no desenvolvimento desses povos nativos, primitivos, mas também, trazendo como herança, mazelas morais, típicas de espíritos ainda imperfeitos.

            O homem de hoje, racional e dotado de inteligência, entendendo a história de Adão e seus descendentes como uma simbologia, poderá tirar daí os aspectos morais dessa mensagem, de respeito às leis divinas, compreendendo a lei de causa e efeito. Aceitará mais facilmente a lenda bíblica do surgimento do homem na Terra como parte da comprovação das teorias científicas evolucionistas.

Título: Re: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Rodrigo da Cruz em 28 de Setembro de 2013, 01:32
Caros amigos do fórum,
A Bíblia está repleta de metáforas, como essa de Adão e Eva. Temos que identificá-las e interpretá-las dentro do contexto no qual foram escritas, assim como nos presentes comentários,  para não nos prendermos nas teias da fé irracional e do fanatismo. "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e  "A Gênese" são excelentes fontes de esclarecimento a respeito da linguagem bíblica.
Abraços fraternos...
Título: Re: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Brenno Stoklos em 28 de Setembro de 2013, 01:57
Caros amigos do fórum,
A Bíblia está repleta de metáforas, como essa de Adão e Eva. Temos que identificá-las e interpretá-las dentro do contexto no qual foram escritas, assim como nos presentes comentários,  para não nos prendermos nas teias da fé irracional e do fanatismo. "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e  "A Gênese" são excelentes fontes de esclarecimento a respeito da linguagem bíblica.
Abraços fraternos...


Assim é o caráter da Terceira Revelação.

Título: Re: A Lenda de Adão e Eva
Enviado por: Marianna em 09 de Dezembro de 2013, 04:21
(http://img138.imageshack.us/img138/5277/vttx.jpg)
 
A Civilização Egípcia   
 
Dentre os espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade.
 
Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante.
 
Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas.
 
Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos.
 
Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas Pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A Ciência  Secreta:
 
Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava.
 
Aqueles grandes mestres da antiguidade foram então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios.
 
Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao círculo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.
 
A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e de beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida.
 
Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar.
 
-Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atibuída no ambiente dos sábios daquele tempo.
 
O Politeísmo Simbólico:
 
Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas.
 
Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza.
 
As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião.
 
Já os sacerdotes da época conheciam essa fraqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões exotéricas de suas lições sublimadas.
 
Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contacto permanente com a Natureza.
 
O Culto da Morte e Metempsicose:
 
Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e frescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.
 
Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. A metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.
 
Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual.
 
Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.
 
Os Egípcios e as as ciências Pisíquicas:
 
As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos.
 
O destino,
A comunicação dos mortos,
A pluralidade das existências e dos mundos...
 
... Eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos.
 
O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de frescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual.
 
Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas.
 
Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade.
 
Desses conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.
 
Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação, enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados.
 
É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação.
 
Também o ambiente dos túmulos era santificado por um estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.
 
Nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios, residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon e de alguns de seus companheiros que penetraram em primeiro lugar na câmara mortuária de Tut Ankh Amon.
 
E ainda por isso é que, muitas vezes, nos tempos que correm, os aviadores ingleses observam o não funcionamento dos aparelhos radiofônicos, quando as suas máquinas de vôo atravessam a limitada atmosfera do vale sagrado.
 
As Pirâmides:
 
A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo cheio de nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros, inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.
 
Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingia o fim.
 
Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe.
 
Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudo e iniciação, ao mesmo tempo que constituiriam, para os pósteros, um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridades do porvir.
 
Levantaram-se, dessarte, as grandes construções que assombram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos.
 
As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da humanidade terrestre.
 
Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico do planeta e à sua posição no sistema solar.
 
Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular:
 
A precessão dos equinócios,
A distância aproximada entre o Sol e a Terra,
A extensão das terras habitáveis pelo homem,
A longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia...
 
... Bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.
 
Redenção:
 
Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos.
 
Com o seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.
 
Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados nas iniciações da Grécia antiga.
 
Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador.
 
A maioria regressa, então, ao sistema de Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas afeições mais santas e mais puras, mas grande número desses Espíritos, estudiosos e abnegados, conservaram-se nas hostes de Jesus.
 
Obedecendo aos sagrados imperativos do sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho de generosas e abençoadas missões.
 
Livro: "A Caminho da Luz".
Médium: Chico Xavier.
Espírito: Emmanuel.